quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

NATAL

Como é falsa a verdade
Como é verdadeira a inveja

Onze meses e meio de luta
Faca na liga, dentes serrados
Quem é que é o filho da mãe
Que o desfaço em bocados

Escrever, falar verdade, dizer
O que por aí vai de bem ou mal
Fica tão bem no velho papiro
Ainda mais quando chega o Natal

Quinze dias de boca aberta
Oh então estás bom, como vais
A tua vida corre-te bem
A família, os filhos e os Pais

Vem o homem das barbas
Gorro, casaquinha vermelha
Leva o saco da traição, ódio
Parte chaminé, parte telha

Entramos em trabalhos de parto
Alguidares, panos de água quente
Nasce por casualidade um Menino
Começa a contagem decrescente

O homem já não tem barbas
Trás o que levou, misturado
O amor pelo ódio, paz pela guerra
O que era bom está mudado

O mau está melhor ou seja pior
Tornando-se num número primo
Com o seu ego e o da camarilha
Escalando encostas até ao cimo

Como eu gosto do Natal

Um comentário:

Felizardo Cartoon disse...

li algures que o woody Allen,terá dito, no que respeita ao tema de Natal, o seguinte :
Se Jesus Cristo viesse de novo à terra e visse as coisas que
têm feito em seu nome, não parava de vomitar .

Eu diria que ele se pudesse voltar atrás, teria nascido noutro planeta qualquer, de outra galáxia, onde não houvesse Israelitas e palestinianos a matar-se uns aos outros, no mês em que se comemora o seu nascimento . O São José teria escolhido um cometa qualquer para o nascimento, em detrimento da palhota (choça) e em vez da companhia do burro e da vaca, teria a escolta de duas naves espaciais .

Afinal num Universo que dizem ser infinito, porque é que o filho de Deus, iria escolher um planeta em permanentes conflitos bélicos, desde que Deus criou Adão e Eva, de acordo com a teoria religiosa, ou os primatas, segundo a teoria evolucionista ?

Apesar de tudo, eu gosto muito do Natal, com guerra ou sem ela !