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sábado, 6 de outubro de 2012

Interregno...

Meus caros amigos, por agora irei suspender a minha participação no Fórum Marvão. Não o faço por qualquer razão especial, mas por uma percepção que talvez este espaço já não esteja a cumprir aquilo que esteve na sua génese e era o seu desígnio.

Durante 4 anos e meio, apesar de achar que este espaço deveria ser um projecto colectivo de todos os marvanenses que quisessem participar, aqui tentei estar sempre presente, e com alguma assiduidade de forma a alimentar um espaço que se quer vivo, como provam os cerca de 600 Posts que aqui publiquei (52% do total). Reconheço, no entanto, que os tempos e a conjuntura não vão de feição, e, não são propícios para estas aventuras.

No que me diz respeito, tentei sempre fazer aquilo que me comprometi perante o grupo de amigos que criaram este Espaço. Aqui me expus com as minhas ideias, opiniões, críticas e contraditórios. Como tudo na vida, umas terão sido boas, outras assim-assim, e as restantes nem por isso. Não tive nunca a intenção de exprimir aqui opiniões para agradar a maiorias, escrever aquilo que as pessoas querem ler ou ouvir é fácil, mas não contem comigo.

Não perderei muito tempo com mais avaliações ou explicações sobre a minha participação no Fórum, isso competirá aos cerca de 230 000 visitantes que ao longo destes 4 anos aqui vieram, com as mais diversas intenções.

No entanto o Fórum Marvão continua, e aqui irá continuar para todos aqueles que espero saibam dar continuidade. Desejo a maior sorte do mundo. Eu, por agora vou fazer um intervalo.

Para mim foi uma experiencia única. Obrigado ao Fórum....

João Bugalhão

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Contra Informação à portuguesa...

(Como complemento ao Post anterior da Catarina)

Nota de intenções: Não sou contra a existência de Fundações, sou é pouco favorável a que sejam financiadas pelos dinheiros públicos.

Sobre a problemática extinção/redução de Instituições, modelo “Fundações”, tem existido nos últimos dias, em minha opinião, uma completa desinformação sobre as decisões do Concelho de Ministros.

Indo-se ao extremo por parte daqueles que foram os principais responsáveis pelo seu florescimento “como cogumelos” (passou-se praticamente de uma, conhecida de todos os portugueses - A Gulbenkian, para cerca de 500 em meia dúzia de anos), para agora andarem a defender, que esta decisão governativa: “A montanha pariu um rato”, e que se deveria ter ido muito mais longe!

A nossa comunicação social, tão pródiga em controversas, logo que veio anunciar, em grandes parangonas, que apenas foram extintas 4 Fundações (quando eu aqui conto pelo menos 29), ignorando, propositadamente, contabilizar todas aquelas a quem o Poder Central vai cortar apoios financeiros públicos, finalidade principal desta medida.

Aos contribuintes portugueses o que deve interessar, não é se há muitas ou poucas Fundações (interessante seria que houvesse muitas e surgissem da iniciativa da sociedade, sustentadas financeiramente por doadores altruístas e pelos seus “curadores” privados); o que interessa aos contribuintes portugueses é acabar com este “forrobodó” de promiscuidade entre o público e o privado, de verdadeiros ninhos de “bóis”, pagos a preços incomportáveis pela nossa pouca produção.

Nesta perspectiva, faz todo o sentido, contabilizar todas as “Extintas” e as que deixarão de ter “Apoios Financeiros” públicos, isto é, com o dinheiro de todos nós. Por isso, a bem da verdade, aqui deixo a lista das que dependiam do “Poder Central”. A juntar a estas ficam aquelas que dependem do “Poder Local” e as quem vai ser reduzido os apoios financeiros, como pode ser verificado aqui.

Estamos a falar de muito dinheiro, para onde os marvanenses também contribuem....


Extinção das seguintes fundações:

No âmbito da Presidência do Conselho de Ministros (3)

- Fundação Cidade de Guimarães,

- Fundação Museu do Douro;

- Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa

No âmbito da tutela do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (1)

- Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco,

No âmbito da tutela do Ministério da Educação e Ciência, recomenda-se a extinção (13):

- Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho);

- Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (Universidade de Coimbra);

- Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa);

- Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa);

- Fundação da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa);

- Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo);

- Fundação Gomes Teixeira (Fundação da Universidade do Porto);

- Fundação Instituto Politécnico do Porto (Instituto Politécnico do Porto);

- Fundação João Jacinto de Magalhães (Fundação da Universidade de Aveiro);

- Fundação Luís de Molina (Universidade de Évora);

- Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra);

- Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior);

- Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve (Universidade do Algarve)

Propostas formuladas para as fundações em cuja criação ou financiamento participam as Regiões Autónomas (2)

- Extinção da Fundação Madeira Classic (Madeira)

- Extinção da Fundação Gaspar Frutuoso (Açores)


Cessação do total de apoios financeiros públicos às seguintes fundações (10):

No âmbito da Presidência do Conselho de Ministros

- Fundação Casa de Mateus;

- Fundação Oriente;

No âmbito da tutela do Ministério das Finanças

- Cessação do total de apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Bragança

No âmbito da tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros

- Fundação Luso Africana para a Cultura;

- Fundação D. Manuel II;

No âmbito da tutela do Ministério da Economia e do Emprego

- Fundação Vox Populli;

- Fundação para as Comunicações Móveis;

No âmbito da tutela do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território

- Fundação Alter Real;

- Fundação Mata do Buçaco;

- Fundação Convento da Orada

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Saúda-se e felicita-se...

Marvão vai ter finalmente um Pavilhão Desportivo, se bem que lhe chamem “polivalente”.

Marvão era o único concelho do distrito de Portalegre, e talvez do país, que não possuía uma infra-estrutura digna desse nome, já que como aqui tenho referido várias vezes o que existia era um “barracão” e propriedade de uma Instituição particular a Casa do Povo de SA das Areias.

Eu que tantas vezes tenho criticado o executivo de Marvão, não posso aqui deixar de o saudar por esta iniciativa. Mais é de enaltecer, se tivermos em conta os baixos custos com que se fez a Obra: cerca de 450 mil euros no total (188 mil euros pela aquisição + 250 mil pelas obras), alguns dos quais financiados.



Durante as Obras, ouvi diversas críticas: desde as dimensões reduzidas do recinto para a prática de certas modalidades, o não ter bancadas para o público, e as exíguas dimensões dos balneários, etc.; e até hoje não tinha emitido nenhuma opinião porque queria ver para crer.

Quando no passado sábado tive oportunidade de entrar nas Instalações (eu que, possivelmente, sou um dos marvanenses que mais horas tenho dentro daquele pavilhão), não posso deixar de partilhar convosco que me senti impressionado favoravelmente pelas Obras.

E das diversas criticas, só posso compartir a dos Balneários. Dimensões exíguas, não compatíveis com a utilização por qualquer modalidade desportiva colectiva, à excepção do Ténis em pares (2 participantes)! Ainda por cima, porque os partilha com o Campo de Futebol dos Outeiros e não existem outros.

Sobretudo nos dias de inverno, “as palestras” terão de ser feitas à chuva; e no final os utilizadores terão “banho escocês” ao contrário: enquanto uns tomam banho quente nas instalações, os outros aguardarão, sob a intempérie da mãe natureza, a sua vez.

É pena, e esperemos que a coisa se resolva. Até lá, as minhas felicitações desportivas.

sábado, 22 de setembro de 2012

Isto é concerteza, é concerteza democracia portuguesa...

Ontem, quando terminou a 4ª Assembleia Municipal Ordinária de Marvão, após uma hora em que durou, senti-me feliz com este facto de ser português e viver numa democracia singular, só comparável, àquele extraordinário período da história portuguesa entre 1933 e 1974 em que o país vivia como no Paraíso, na paz dos anjos, agarrados ao fado, futebol e fátima, como o diziam os dirigentes do então!

E senti-me sobretudo feliz com a conclusão invulgar do seu Presidente, Doutor Luís Catarino, expressa na seguinte frase:

- Quero congratular-me, e agradecer a todos os participantes, porque pela 1ª vez, desde que sou presidente, todos os Pontos da Ordem de Trabalhos (e foram 12), terem sido aprovados por unanimidade.

Se tivermos em conta ainda, que isto, ultimamente, é a regra e não a excepção, inclusivamente no Órgão Câmara Municipal, o êxtase de felicidade é quase total. Digam lá que isto não é bonito, e não deve fazer feliz o mais comum dos mortais!

Podemos ainda conjecturar que os Pontos apresentados eram de rotina, de gestão corrente em linguagem administrativa. Mas meus caros, com 3 forças políticas representadas, (que referiram, referem e referirão no futuro, ter Projectos diferentes para a política colectiva do concelho de Marvão), numa altura de grandes e graves problemas e grandes dificuldades; nem no período antes da Ordem do Dia, nem em Assuntos Diversos, se ouviu uma crítica ou uma proposta alternativa? Só um silêncio, o pedir de desculpa por um ou outro esclarecimento ao dirigente máximo, e, um prestar vilanagem a quem exerce o “poder”.

Victor Frutuoso, Luís Vitorino e José Manuel Pires são excepcionais, têm os marvanenses a seus pés, e devem estar de parabéns!

Como poderão imaginar, daqui a um ano em eleições, estes Agrupamentos Políticos, partidos ou grupos de independentes (?), com estas mesmas pessoas, apresentar-se-ão perante os marvanenses a pedir o seu voto, cheios de propostas e ideias, criticando os que lá estão, mas para executarem a seguir o que os actuais estão a fazer.

Mais a sério, porque isto tem custos, feitas as contas, esta Assembleia custou ao erário público, isto é, a todos nós, aproximadamente, 1 500 euros (50 euros a cada participante), em pouco mais de 1 hora. Para obter a totalidade de custos convém multiplicar por 5/ano, que dá 7 500 euros.

Valerá este exercício democrático assim tanto? Avaliem-se os resultados...


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Velhas Guardas do GDA

Terá início amanhã dia 22/9, mais uma época futebolística da equipa de futebol das Velhas Guardas do GDA. Para esta época estão já agendados 12 jogos, a saber:

22/9/2012 – GDA x C. Castro
6/10/2012 - Arronches x GDA
27/10/2012 – GDA x Sousel
24/11/2012 - Alpalhão x GDA
15/12/2012 - Desportivo x GDA
5/1/2013 – GDA x Crato
9/2/2013 – GDA x Desportivo
16/3/2013 – Crato x GDA
30/3/2013 – C. Castro x GDA
20/4/2013 – GDA x S. Mamede
4/5/2013 – GDA - Alpalhão
18/5/2013 – Torneio em Portalegre

Amanhã, como se pode constatar em cima será com os nossos amigos do Café Castro de Portalegre, pelas 17 horas, no Campo dos Outeiros em SA das Areias.


Convém aqui lembrar, que este Projecto que recomeçou em Abril de 2009, após ter tido a sua primeira experiência em 1998, tem na sua finalidade o fomentar a camaradagem entre aqueles que de alguma forma estiveram ligados à Modalidade, e ao Clube nos seus 35 anos de vida, e, o intercâmbio com outros congéneres. Por isso cada jornada termina sempre com um jantar convívio entre as duas Equipas.

Este Projecto conta actualmente com cerca de 40 associados, que suportam na íntegra todas as despesas através de uma cota mensal (3 euros), e um “prémio de comparência” para poderem vestir a camisola (5 euros em cada jogo).

Nestas 2 épocas e meia, leva 25 jogos disputados (média de 10 jogos/época), e este ano já tem agendados 12. A nível desportivo conta com 11 Vitórias, 7 Empates e 7 Derrotas. E na última época apenas perdeu por 2 vezes.

Num Clube e num concelho que, actualmente, não tem outra representação, em qualquer outro Escalão etário de Futebol de 11, convirá avaliar, sem ser esse o grande objectivo do projecto, que é muito positivo, e, tem representado e dignificado SA das Areias e o concelho de Marvão.


Nota (muito) Pessoal: Não posso deixar aqui de referir, que ao ver outras Instituições e Pessoas ligadas ao desporto, certamente pelo seu mérito, terem visto recentemente as suas actividades reconhecidas pela CM de Marvão, através da entrega de “prémios anuais de mérito”; relembrar aos nossos políticos:

- Que existe uma Instituição no Concelho de Marvão com 35 anos de representação desportiva e cultural;

- Talvez a única no concelho com o reconhecimento a nível Central com “Estatuto de Utilidade Pública”;

- Que será difícil encontrar um ou uma marvanense que ao longo da sua vida não tenha frequentado essa casa, que sempre teve as suas portas abertas do desporto à cultura para todos os marvanenses, e nas mais diversas modalidades;

E para a qual, no futuro, seria da mais elementar justiça, os autarcas locais fazerem o seu reconhecimento.


É que são muitas gerações:








quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mais uma peça para memória futura

Aqui se publica mais uma peça de um Projecto com contornos muito duvidosos, que são a Edificação de quilómetros de Vedações em terrenos privados, na parte norte do concelho de Marvão, nomeadamente, nas freguesias de Beirã e SA das Areias.

- A edificação destas megas Vedações, surge na sequência da aquisição de grandes áreas de terrenos, por forasteiros, com intermediários locais, numa área, toda ela, integrada no Parque Natural da Serra de S. Mamede. A construção destas Vedações dura há mais de 5 anos, e devem ter sido iniciadas a edificar por volta de 2007/2008.

- Nessa época e até Dezembro de 2011, o Regulamento Municipal da Urbanização e da Edificação (RMUE) do concelho de Marvão estipulava que no nº3, do Artigo 59º “ (...) as Vedações a construir, quando situadas nas zonas rurais podem ser em sebe vegetal, arame ou em muro de alvenaria de pedra à vista, ou em alvenaria caiada ou pintada a branco, podendo ter soco ou rodapé nas cores tradicionais e com altura não superior a 1.20m (...) ”;

- Durante o ano de 2011, o Executivo camarário de Victor Frutuoso conclui que, o supra citado Regulamento, não estava de acordo com a Lei Geral do Regulamento de Edificação de Vedações em espaços rurais (aqui eu não tenho a certeza, pois penso que tal dimensão era para estar de acordo com o Regulamento do PNSSM, como prevê essa Legislação. Mas também não sou Jurista!), e elabora a sua alteração, que leva à Assembleia Municipal em Dezembro de 2011, que a aprova por unanimidade, para a seguinte redacção o citado Artigo 59º:

“ (...) 3 – Quando situadas em zonas rurais, desde que confinantes com a via pública, ser em sebe vegetal, arame ou em muro de alvenaria de pedra à vista, ou em alvenaria caiada ou pintada a branco, podendo ter soco ou rodapé nas cores tradicionais e com altura não superior a 1,2metros;

4 – Fora das situações previstas nos nºs anteriores observar-se-á o disposto no Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, podendo as vedações a construir, respeitados os demais condicionalismos legais, ter altura até 1,80 m, podendo ser constituídas por sebe vegetal, arame ou muro de vedação.”.

- Quer esta legislação municipal, quer a regulamentação do Parque Natural da Serra de S. Mamede mais restritiva (1 metro de altura, e diz ainda que isso é para respeitar, na sua área, em todos concelhos), definem que sempre que se proceda a alterações nas vedações, as mesmas carecem de autorização prévia. Não é difícil pressupor, que as ditas, por terem altura muito superior, certamente, a não solicitaram, ou não a poderiam ter tido.

- Após diversas denúncias de particulares e associações das irregularidades na Edificação destas Vedações, quer junto dos serviços da CM de Marvão, quer nos serviços do Parque Natural, não é conhecido, até final do ano de 2011, qualquer iniciativa por parte destes 2 organismos, com vista ao cumprimento daquilo que são os seus próprios regulamentos e cumprimento da lei.

- Aquilo que se verificou, sobretudo por parte do executivo marvanense (vide diversas entrevistas de Victor Frutuoso e José Manuel Pires), foi de defesa deste Projecto, independentemente, se a sua própria Legislação estava a ser cumprida ou não.

- Tal situação, de desrespeito pela lei por parte dos que deveriam ser os primeiros representantes das populações enquanto eleitos, e autoridades máximas do território que administram; levou a que, em Junho de 2012, por iniciativa de 2 particulares, fossem apresentadas denúncias escritas junto da CM de Marvão e da GNR. E os resultados aí estão:

Relatório GNR, lavrado em Julho de 2012, que pode ser consultado aqui, e do qual se apresenta o resumo, podemos constatar:

“Na deslocação que fizeram a locais onde se encontram as vedações, os elementos da GNR registaram a existência de diversos quilómetros de: "muros com altura de 1,20 metros junto a caminhos rurais (ex: Vale de Cano Beirã); e Vedações em Arame com diversas alturas mas superiores a 1, 80 metros (ex: Vale Cano: 2,30 metros; Cabeçudos: 2,30 metros); o que "viola" o Regulamento Municipal da Urbanização e Edificação do Município de Marvão e a Legislação do PNSSM.”

Dos serviços da CM de Marvão, em 27 de Junho de 2012, da “DIVISAO DE OBRAS, AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA”, mereceu a Informação que em baixo se apresenta:




Sem por em causa a Informação/Relatório da Sra. Engenheira, não deixa de ser curioso, o dito nunca relatar que no “Auto de Notícia” é referida a altura das vedações encontradas! Ponto de dúvida da inconformidade, fruto de toda a denúncia, e que é o conteúdo principal do mencionado art.º 59º do RMUE, que diz no seu nº 4, que independentemente, e seja qual for o local, a altura máxima deverá ser de 1,80 metros, “confinantes ou não com a via pública”. Ora a GNR encontrou vedações com 2,30 metros de altura e, certamente, não precisou de procurar muito.

Ó Senhora Engenheira, informo-mos lá qual as alturas encontradas pelo “seu” Técnico? E espero que também tenha informado o Sr. Presidente.


Penso que todo este processo é paradigmático ao que chegou a nossa administração pública, os nossos eleitos, e algumas autoridades (louve-se o desempenho da GNR).

Este processo cairá agora na alçada da Justiça, certamente, por iniciativa da Empresa proprietária dos terrenos, que não acredito que esteja disposta a pagar as coimas propostas, para já, pela GNR; e muito menos a “adopção de medidas de reposição à situação anterior à infracção”, como propõe a mesma autoridade, e de acordo com o Regulamento do PNSSM. Mas por aí podemos estar descansados, pois a decisão morrerá de velhice!

Várias questões se levantam em todo este processo, no entanto, só deixo aqui uma ao Senhor Presidente da Câmara, que durante 4 anos tantas explicações e entrevistas deu em defesa destas actividades, como é exemplo desta, citada pelo Jornal Público:

“Em resposta a questões colocadas pela Lusa em Outubro passado (2011), o gabinete do presidente da Câmara de Marvão disse que a autarquia está impedida de tomar qualquer posição sobre as vedações erguidas no concelho, por a questão não constar nos regulamentos municipais. "Somos impedidos de impor condições quanto à sua forma, material ou dimensões", informou aquele gabinete.”

Pergunta-se então porque deu o seguinte Despacho à Informação da “sua” “DIVISAO DE OBRAS, AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA”, em 1 de Julho de 2012:

“Solicita-se com urgência à Doutora Marisa esclarecimento no que diz respeito ao art.º 59º. Informar o visado que a Câmara poderá embargar a Obra dependendo do parecer da Jurista relativamente ao art.º 59º, pelo que solicito desde já esclarecimento e apresentação dos pareceres do Parque Natural da Serra de S. Mamede e da REN. Se o requerente não for detentor dos necessários pareceres embargarei a Obra até respectiva legalização de acordo com os regulamentos. Marvão 1/07/2012”

- Tinha ou não mecanismos municipais para agir aquando do início das Obras? Se não tinha, como os tem agora, que vai ao ponto de ameaçar Embargar as Obras?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

domingo, 16 de setembro de 2012

Uma histeria colectiva...



Começo por afirmar:

- Que sou contra qualquer “corte” em salários ou pensões abaixo dos 800 euros mensais;

- Que não admito, num país em banca rota, andarem a cortar salários à classe média, e manterem as “mordomias” de alguns parasitas sociais que deviam ser imediatamente extintas, sem apelo nem agravo (Carros de luxo de serviço, telemóveis, ordenados acima do 1º Ministro, Pensões acima de 3 000 euros/mês, muitas ajudas de representação, fundações, institutos públicos, sindicalistas pagos sem trabalharem nas suas funções profissionais, rendas excessivas das PPP´s, o excesso de consultores e assessores na administração pública, etc., etc.);

- Que acho que as pessoas que deveriam ser mais ajudados socialmente, são aqueles a quem o desemprego bateu à porta, pois esses sim merecem todo o meu respeito de manifestação, e, de exigirem à sociedade portuguesa que os ajude nesta época difícil que atravessamos. Mas, também, todos aqueles que forem “ajudados” (subsidiados) devem dar o seu contributo social ao país, seja em instituições públicas, seja em instituições sociais;

Mas para além disto, tenho dificuldade em perceber este folclore televisivo, este vocabulário ordinário gratuito dos cartazes, esta histeria colectiva de “maria-vai-com-as-outras”, de juntar “protestantes” tão diferentes (do belmiro, aos banqueiros, à leite, passando pelo soares, aos responsáveis politicos que nos levaram a esta situação; aos coitados que não têm pão para dar aos filhos) todos no mesmo saco (só falta aparecerem os loureiros, os rendeiros, os costas, os varas, os contâncios e os sócrates). E não lhes reconheço razão para tantos devaneios, e não me parecem acertados em muitos deles, e passo a fundamentar:

- No meu caso pessoal, segundo o INE no que toca à declaração de rendimentos, faço parte de 30% da população que maiores valores declaram às finanças (não pensem que é uma fortuna, são cerca de 1 300 euros mensais). Com todos estes alaridos, até agora o “(des) governo” do Coelho (para atenuar as loucuras socretinas), levou-me num ano cerca de 2 000 euros a mais que o costume, que eu preferia não ter pago, como é lógico;

- Uma minha familiar que ganha cerca de 1 000 euros/mês (ainda acima da média nacional), confessava-me ontem, que até agora no mesmo período de tempo, o “gaspar” lhe ficou com cerca de 1 500 euros; e outro membro familiar cujo ordenado está perto da média nacional (800 euros), confirmou-me, que até agora, tinha contribuído com cerca de 1,5 mês de salário, isto é, 1 200 “chavos”;

Ainda no que respeita ao meu caso pessoal, tentei atenuar esse "contributo" com pequenas medidas, muito simples, como por exemplo:

“Bebia em média, 3 cafés por dia, que me custavam 2 euros/diários. Passei a beber apenas 1, bebendo os outros 2 em casa. Se gastava 60 euros/mês nesta despesa, passei a gastar apenas 20. Ao fim dos 12 meses terei uma amortização de cerca de 500 euros no “roubozinho” do coelho"!

Nestes 3 casos são pessoas que recebem do Orçamento Geral do Estado (funcionários públicos e pensionista), o que quer dizer que, às pessoas do sector privado, e nas mesmas condições, nada pagaram ainda para o “roubo” do coelho & gaspar (para além do IVA e combustíveis).

Serão isto valores para toda esta histeria colectiva? Ou deveríamos ter um pouco mais de calma, para avaliarmos os resultados em tempo devido!

Parece-me assim que, existe por aí muitos manifestantes oportunistas, e oxalá, esta “balbúrdia” não nos venha a custar bem mais caro “às nossas vidas”.

PS: Chamo a atenção para o Post que escrevi anteriormente: “Questões em tempo de crise”.

Em tempos de crise! Alguma lucidez...

(Extrato da Entrevista de António Barreto ao Jornal Sol).

A 10 de Junho de 2011 – quando José Sócrates já havia perdido as eleições para Passos Coelho – fez um inflamado discurso nas cerimónias do Dia de Portugal. Já previa que a situação do país pudesse ser assim tão grave?

Há quatro ou cinco anos que dizia que as coisas iam correr mal. Mas não previ tudo. Estava à espera de muito má situação financeira, económica e política, desde a taxa de desemprego, às falências de empresas. Mas o que não esperava era que, em conjunto, o Governo e a Troika, errassem tanto nas suas previsões. Eles têm mais informação do que eu, têm de prever melhor. Mas há uma coisa que me surpreende: quando dizem que ao fim de um ano de tratado de assistência já está provado que não deu resultado. As pessoas que dizem isso estão a partir do princípio que num ano haveria crescimento e progresso. Como é evidente, o programa destina-se a fazer com que isso aconteça em três anos, destina-se a criar um clima de austeridade, contenção e poupança para poder pagar algumas dívidas, criar confiança para o exterior e poder voltar aos mercados financeiros. Dizer, como o PS, o BE e o PC, que está tudo errado não faz sentido.

Não haveria outra solução que não a ajuda da Troika?


Creio que não. Ainda hoje estou à espera que me digam qual é. Houve quem sugerisse que Portugal fizesse um novo Fundo Monetário Internacional com a Argélia, o Brasil, a Venezuela… Houve tantos disparates ditos nos últimos anos. Mas não estou a ver qual seria a outra solução. Não pagar a dívida? Entrar em bancarrota? As pessoas que dizem isso são muitas vezes de esquerda e teoricamente estão a pensar nos trabalhadores, mas não pagar é muito pior. Se o país ? entrar em bancarrota, os ricos safam-se. Não se safa é a classe trabalhadora e desfavorecida. Não pagar ou pagar mais tarde é das coisas mais absurdas que têm sido ditas. Renegociar a dívida significaria mais anos de austeridade. Muita gente utiliza termos só porque sabem que as pessoas não entendem. É pura demagogia.

Não seria possível aliviar um pouco a carga exigida aos portugueses?


Quando estabelecemos um programa de três anos, e ao fim de 15 minutos aparecem pessoas a dizer que é preciso renegociar o prazo e diminuir a carga, passa-se um sinal à população de que nada é para cumprir. Infelizmente foi isto que o PS disse. Isto é oposição demagógica de quem está no Parlamento sem responsabilidades e diz o que lhe apetece. Estou convencido que, quando terminar o prazo, vamos precisar de mais um pacote de assistência, mas isso só se discute no fim. Não acredito que em 2013 já se começará a ver uma recuperação.

Aquilo que tem sido exigido aos portugueses tem um grande peso. No entanto, assiste-se a uma certa apatia. Já aceitamos tudo?

Não concordo. Os cidadãos perceberam que estávamos endividados e dependentes dos nossos credores, dos estrangeiros, que tínhamos vivido com complacência a mais durante 10 ou 20 anos, e que não nos importámos com o endividamento das famílias, das empresas ou do Estado. Acho que os portugueses perceberam que tínhamos todos errado. Não foram só os bancos os culpados. A responsabilidade também é de cada um que tomou as suas decisões, dos governos e dos partidos políticos que perceberam que havia o mundo dos dinheiros europeus e que esse mundo ajudava a fazer obra e a ganhar eleições e ficar no poder.

Habituámo-nos a viver ‘à grande’?

Não digo bem à grande, isso é excessivo. O primeiro-ministro falava do ‘regabofe’ e ‘à grande e à francesa’, mas também não foi assim. Portugal não é um país rico onde ainda há pobres; Portugal é um país pobre com alguns ricos. Se compararmos Portugal com a Suíça, a Holanda ou a Bélgica percebe-se isto. Mas tivemos 30 ou 40 anos em que houve um sistemático acréscimo do poder de compra e do nível de vida, e alguma euforia. Houve distribuição de rendimentos, melhoramento das desigualdades sociais e das condições de vida de cada um.

O que correu mal?


Percebeu-se que não tínhamos infra-estrutura industrial capaz de aguentar as crises e a globalização, que não tínhamos competitividade e produtividade para compensar a concorrência dos países que pagam salários baixíssimos como os asiáticos, que não tínhamos estrutura tecnológica e científica capaz de aguentar as reconversões industriais a fazer. E começámos a verificar que as vantagens e os melhoramentos tinham sido superficiais – a grande parte foram nas estradas.

Aponta-se o dedo apenas ao Governo de José Sócrates...

Todos os governos, desde a maioria de Cavaco Silva, têm a sua responsabilidade. Vale a pena estudar para ver quais as responsabilidades de cada mandato. Estou convencido que os governos Sócrates foram os piores de todos. Tanto Guterres como Cavaco tomaram medidas que ajudaram a hipotecar o país. Mas houve outros protagonistas. Cada um terá a sua responsabilidade.

Há que tirar consequências?


Sim, nomeadamente nas eleições. Se os partidos forem honestos em relação a quem fez o quê, há certas pessoas que poderão não mais voltar à política e partidos que terão dificuldade em voltar a ganhar eleições.

E prisão?

O erro não se paga com prisão, paga-se politicamente. Se fazem um cálculo do crescimento da economia e cometem um erro de previsão, isso não é crime.

Como analisa a liderança de Passos Coelho?


Não o conheço bem. Achei-o sempre afável, mesmo quando se dizia algo menos agradável não ficava crispado, como outras pessoas que conheço… Mas imagino que não estivesse suficientemente preparado para assumir as funções que está a exercer. Está a aprender na ferrugem, no terreno. Acho que tem melhorado e que faz bem em ser teimoso nos acordos internacionais. Mas é estranho que um homem tão afável não tenha capacidade para bem informar a população do que se está a passar. É preciso explicar melhor. Há falta de preparação, como no caso em que disse que os portugueses deviam ir para fora. Isto até pode ser dito por toda a gente, menos pelo primeiro-ministro porque parece revelar que o senhor se está nas tintas. Também acho que o excesso de protagonismo do ministro da Presidência é errado, como no caso da RTP

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Questões em tempo de crise!

Perguntas de “algibeira” ao António José Seguro: Profeta da saudade...

Oh António, tu tens rendimentos mensais de 1 000 euros por mês.

A tua esposa gasta 500 euros/mês em bens essenciais para governar o teu agregado familiar de 4 pessoas; o teu filho desbasta, em média, 500 euros, pois o rapaz frequenta o ensino secundário e, a educação não está nada barata; ainda tens o teu paizinho a cargo, e o velho abrasa mais 500 euros todos os meses no médicos, medicamentos, fraldas, e, um copito com os amigos. O que tolaliza despesas no valor de 1 500 euros/mês.

Tens uma dívida para pagar, que herdaste dos teus progenitores de 50 000 euros, dos quais tens que pagar, todos os meses 100 euros de juros.

Até aqui, os teus parentes, todos os anos te emprestaram cerca de 6 000 euros por ano, mas agora dizem que não te emprestam nem mais "1 chavo" (bom nome de moeda para o futuro), porque os teus rendimentos nem dão para pagar os juros do atrasado, quanto mais os do futuro, e, a dívida acumulada!

Se cortas ao velho, tens o Mário (Soares), o Almeida (Santos), o Alegre (pateta em política, como poeta gosto dele), a dizer que andas a desgraçar os velhinhos, e a destruir o social estado que tanto lhes custou a construir; se cortas ao gaiato, ainda a comissão de protecção de menores te tira o puto; se cortas na mesada da mulher, tens as mf´s da Ana (avoila), da E Loisa (Stª Apolónia), e até a Manela Ferreira (do leite), a gritar como histéricas, e, a difamar-te como machista e explorador de mulheres; etc., etc....

Oh Tó, como é que tu vais resolver o problema?

Se tiveres a solução, e ma explicares muito bem explicadinha, eu até mudo de partido. Senão deixa-te estar calado!

Senão consegues resolver a coisa, pede ajuda aos teus amigos Mário Soares, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa, Bernardino Soares, António Capucho, Francisco Louçã, Manuela Ferreira Leite, Arménio Carlos, Ana Avoila, Bernardino Soares, ao excelso professor Mário Nogueira e ao Sousa Rebelo, aconselha-te com o “grande” Sócrates”, e muitos outros...

Se entre todos não apresentarem uma solução, sigam o alvitre do grande conselheiro António Nogueira Leite:

“... Pirem-se daqui, e não demorem muito, senão o Guterres ainda vem a fazer disto um albergue para os seus refugiados.”

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Novidades # 19

Avejão, e outras aves raras....




No império das aves raras quem não tem penas é rei, entre pêgas e araras, os patos bravos são lei. A terra dos patos bravos parece mais um vespeiro, andam todos à bicada, para chegar ao poleiro!

Por sobre a terra, por sobre o mar, o grande irmão zela por nós. A sua sombra, é protectora, já vem dos egrégios avós.

Na terra dos papagaios quem não tem poleiro, é pato; andam todos à bicada, só para ficar no retrato. No reino das trepadoras o papagaio é senhor, mesmo sem saber ler, qualquer papagaio é doutor!

Voar mais alto que os outros, esse era o sonho do galo; roubar as asas ao “Pégaso” e voar como um cavalo. Mas o galo, de ser galo, é ter o chão junto à barriga, para alcançar o poleiro..., tem que usar de muita intriga.

No reino dos voadores impera grande anarquia e, a barata voadora, já tem lugar de chefia. A passarada oprimida só deseja que isto mude, mas, as aves de rapina, cada vez têm mais saúde...

“As forças em parada desfilam junto à tribuna de honra, que é composta por 50 poleiros, onde estão pousados os representantes de todas as espécies ornitológicas, democraticamente alinhados pelo Marechal Avejão.
Desfila neste momento o esquadrão falcão e o esquadrão abutre, garantes da paz, da ordem, da segurança e da liberdade. À sua passagem, o Marechal Avejão, ergue-se do seu poleiro e, estendendo a asa direita, saúda as tropas em sinal de respeito, e, gratidão.”

Ah, quá, quá, quáááá......

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Novidades # 18



(Ver ecrã inteiro)

O mais difícil é o silêncio ao fim do dia, não ouvir os teus passos pela casa e não saber onde pára a alegria.

O mais difícil é dormir com a saudade, acordar sem nunca te ver por perto, e, o deserto no mar da cidade.

O mais difícil é já não te ouvir cantar, esconder fotografias e viver sem saber que esperar.

Mas pior que perder seria não ter vivido, e, seria não ter amado, seria não ter sofrido. Seria não te ter tido...

O mais difícil é entrar no quarto vazio, perceber como tudo está arrumado e como tudo está sem vida, e como tudo está tão frio.

O mais difícil é arrumar a tristeza, é não ter explicação, desfazer toda esta incerteza, e, o difícil é, arrumar a tristeza...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Coisas que convém ser do conhecimento dos marvanenses....

(Os factos aqui relatados, são públicos, e fazem parte da Acta da Reunião da Câmara Municipal, realizada em 1/8/2012).

No passado dia 1 de Agosto, após um ano ter terminado as obras de requalificação do Castelo de Marvão, o Presidente da Câmara, levou a Reunião do Executivo a seguinte proposta:

“Considerando que o Município de Marvão efectuou obras de requalificação do Castelo, criando algumas infra-estruturas que requerem muita manutenção de toda a área, incluindo jardins, edifícios e todo o espaço dentro das muralhas, necessitando de permanente vigilância para que tudo não seja sujeito a actos de vandalismo e destruição.

Considerando que o Município não dispõe de trabalhadores disponíveis para o exercício destas funções, entende-se que deverá ser a sociedade civil a colaborar na sua manutenção e conservação.

Para tanto, proponho que a Câmara Municipal delibere no sentido de endereçar um convite a todas as Associações do concelho, para apresentarem uma proposta para assumirem essas funções. Competindo ao Município o pagamento da água e luz e, à Associação que for seleccionada terá como contrapartida a exploração da cafetaria, loja de artesanato, instalações onde funcionava o museu militar; podendo ainda proceder á cobrança de valores por entradas no recinto fortificado cujo montante não poderá exceder os valores fixados pela Câmara Municipal.

As propostas serão seleccionadas de acordo com os seguintes critérios:

1 – Gestão de espaços exteriores e interiores; - 25%

2 – Tempo/ Período de abertura e horário de funcionamento; - 25%

3 – Equipa proposta e experiência; - 25%

4 – Mérito da proposta. – 25

A Câmara Municipal deliberou por unanimidade aprovar a proposta do Sr. Presidente. Deliberou também, que o valor máximo das entradas será igual à tabela praticada no Museu Municipal.

Deliberou ainda que os habitantes do Concelho e que os convidados indicados pelo Município fiquem isentos do referido pagamento.”



O Sr. António Garraio, gerente da empresa “Cá de Marvão, Lda.”, referiu que tendo sido surpreendido com esta situação, apresentou uma carta que fica anexa à minuta e será transcrita na Acta.

“Tendo tomado conhecimento da intenção do Sr. Presidente propor à Câmara Municipal a cedência da gestão do castelo de Marvão, considera a Cá de Marvão, Lda., dever expor o seguinte a este Órgão:

- Agradecer a todos os membros da Câmara Municipal o apoio que tem dado à nossa pequena firma, na cedência de um espaço dentro do castelo onde tem, intermitentemente, desenvolvido a sua actividade comercial, criando assim o seu posto de trabalho.

- Sempre foi nossa intenção, como por várias vezes já vos foi manifestado, pagar uma renda justa pelo espaço que ocupamos e continuamos com a mesma intenção. A não existência de um contrato ou acordo que nos permitisse pagar pelo espaço, sempre mutilou as nossas possibilidades de crescimento, já de si escassas.

- As dificuldades económicas têm sido enormes como é do conhecimento da Câmara Municipal: o início duma actividade em que fomos vilmente enganados pelos Correios, como o próprio Presidente da Câmara Municipal foi testemunha, seguida de várias fases de obras no recinto, tornaram a nossa empresa praticamente inviável. Os nossos resultados só melhoraram a partir do último verão, após a conclusão dos trabalhos.

- A criação de outras actividades comerciais no castelo, aliada à cobrança de entradas por terceiros, sem esquecer a terrível crise que assola a Europa e que, ao que tudo indica vai agravar ainda mais, acabará de uma assentada, com a frágil viabilidade económica da nossa empresa.

- Queremos salientar ainda que todas as nossas poupanças estão investidas na nossa loja, em PRODUTOS PERSONALIZADOS, que não são comercializáveis, noutro ponto do país. Se tivéssemos sido informados desta intenção, nunca teríamos arriscado neste tipo de produtos, que são, ao fim e ao cabo, aqueles que levam o nome “Marvão” por esse mundo fora.

- Informamos também que temos a convicção que a cedência do espaço a uma Associação nunca trará à Câmara Municipal nem ao interesse público tantas mais-valias como as que a “Cá de Marvão, Lda.”, poderia proporcionar e estamos perfeitamente abertos a negociar essa possibilidade com a autarquia.

Em face do exposto, e cientes que esta decisão camarária encerra as portas da nossa empresa, solicitamos à Câmara Municipal que adie a decisão deste processo até 15 de Novembro, mantendo a actual situação, já que esta margem de tempo nos permitiria vender alguma da muita mercadoria personalizada, cobrindo os custos do investimento que foi feito e, poder criar fundo de maneio suficiente que nos permita liquidar os nossos compromissos com fornecedores e outros credores.

Solicitando, uma vez mais a colaboração e a melhor decisão por parte de V. Exªs.

A Gerência da Cá de Marvão, Lda.”

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ah, ah, ah, deixa-me rir...

Limpeza de listas de utentes suspensa

"Era uma exigência de sindicatos e Ordem dos Médicos. Projecto avançou, a título experimental, na ARS de Lisboa e Vale do Tejo e foi concluído em apenas quatro agrupamentos de centros de saúde."

(Notícia tirada de aqui)

Porque será? Foram encontrados excesso de utentes?
 
Oh, Macedo se não podes com eles, pede ajuda....

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Muito mais do que música!

Dá gosto por estes dias ouvir a Antena 1. Desde o início do mês que a estação de rádio pública transmite quase só música portuguesa e/ou de expressão portuguesa, naquela que deveria ser sempre (e não a excepção) a sua Missão, já que é paga com os impostos dos portugueses, e não com dinheiros americanos ou anglo-saxónicos.

Sem se tornar pirosa, pois existe muita e boa música em Portugal, a Rádio Pública dá-nos, neste mês de Agosto, um excelente exemplo daquilo que deveria ser a opção de todos os portugueses na hora de consumir: preferir produtos nacionais! É isso que faz qualquer alemão, inglês, sueco, francês ou mesmo espanhol.

Não tenho a mínima dúvida que esta seria a mais efectiva, eficaz e eficiente medida Económica, num país à beira do colapso social, já que: as importações diminuiriam, o consumo poderia ser aumentado, o sector primário e secundário (agricultura e industria) seriam estimulados, o desemprego diminuiria, as remessas do turismo seriam mais reais, etc., etc.

Vá lá Sr. Ministro Álvaro, entre na “onda”, e contribua para ficar na história: Portugal é muito mais que os “pasteis-de-nata”. Num país de espertos, não tenha medo de parecer idiota, porque também deles será o reino dos céus!

Até lá oiçam o exemplo da Antena 1. Pena é, que quando chegar Setembro, voltemos à m***a do costume...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tanta “nobreza”!




E o povo pá....

O povo? “Lamentamos”, mas fica sem comboios, sem os empregos do Campo de Golfe, sem as Casas da Habitação Social, vê passar ao lado o Património Mundial, os investimentos que não chegam ao Ninho de Empresa e Zona Industrial, etc.


E fica ainda com a monstruosidade que são as Vedações (fora da lei) numa grande parte do concelho, sem que se veja qualquer tomada de decisão por parte das autoridades, que nem os próprios Regulamentos que criaram, fizeram cumprir. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Novidades # 17



Bem te avisei meu amor que não podia dar certo, que era coisa de evitar. Que como eu, devias supor que, com gente ali tão perto, alguém fosse reparar. Mas não! Fizeste beicinho e, como numa promessa, ficaste nua para mim. Pedaço de mau caminho, onde é que eu tinha a cabeça quando te disse que sim?

Embora tenhas jurado discreta permanecer, já que não estávamos sós! Ouvindo na sala ao lado teus gemidos de prazer, vieram saber de nós, nem dei por o que aconteceu! Mas mais veloz e mais esperta, só te viram de raspão. A vergonha passei-a eu diante da porta aberta: Estava de calças na mão...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Desencontros?

Partido Socialista de Marvão e Vereador Nuno Lopes em rota de colisão!

Aqui se dá conhecimento de duas decisões em Reunião de Câmara no passado dia 18 de Julho:


Proposta 1:

PROPOSTA DO PARTIDO SOCIALISTA PARA DESCONTO A ESTUDANTES NAS ENTRADAS DA PISCINA COBERTA DE SANTO ANTÓNIO DAS AREIAS

A Secção Concelhia de Marvão do Partido Socialista, apresentou à Câmara Municipal uma proposta para que os utentes da piscina municipal de Santo António das Areias, sendo estudantes, possam beneficiar do pagamento de 1,15 €.

A Câmara Municipal deliberou por unanimidade não aprovar a proposta apresentada. Deliberou ainda harmonizar a Tabela de Taxas, fazendo a devida alteração.

Pelo Sr. Vereador, Eng.º Nuno Lopes foi prestada a seguinte declaração de voto:

“Lamento que não me tenha sido dado conhecimento da presente proposta. A proposta está mal executada e revela desconhecimento dos regulamentos e legislação em vigor.”

O Sr. Presidente da Câmara felicitou o Sr. Eng.º Nuno Lopes por ter expressado nesta decisão uma coerência relativamente aos assuntos que têm sido discutidos nas reuniões de câmara, manifestando que tem um projeto e que o segue rigorosamente.


Proposta 2:

PROPOSTA DO PARTIDO SOCIALISTA PARA REDUÇÃO DAS RENDAS DO NINHO DE EMPRESAS DE MARVÃO

A secção concelhia de Marvão do Partido Socialista, apresentou à Câmara Municipal uma proposta para redução em 35% do valor das rendas exigidas pelos escritórios e armazéns a empresários naturais ou residentes no concelho de Marvão; redução de 25% do valor das rendas aos empresários com menos de trinta anos de idade; que aos actuais arrendatários de apliquem as respectivas reduções

A Câmara Municipal deliberou por unanimidade não aprovar a proposta apresentada

Pelo Sr. Vereador, Eng.º Nuno Lopes foi prestada a seguinte declaração de voto:

“Lamento que não me tenha sido dado conhecimento da presente proposta. A proposta está mal executada e revela desconhecimento dos regulamentos e legislação em vigor.”


Comentário meu:

Com respeito por todas as partes, e a propósito do Comentário do Presidente da Câmara, só me apraz perguntar:

Mas o Sr. Engenheiro Nuno Lopes tem um Projecto pessoal ou é representante do Partido Socialista na Vereação Camarária?

E ainda:

Se o Sr. Eng.º não concorda com a linha do Partido que o elegeu, porque é que o continua a representar? Ou até quando o Partido Socialista se sente representado por uma pessoa que não respeita as suas propostas?

Clarifiquem lá as coisas, "que a gente quer dar a resposta ao homem..."

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Do Baú # 18



Coisas pequenas são, coisas pequenas e, são tudo o que eu te quero dar. E estas palavras são, coisas pequenas, que dizem que eu te quero amar.

Amar, amar, amar, só vale a pena, se tu quiseres confirmar, que um grande amor não é, coisa pequena, que nada é maior que amar!

E a hora que te espreita é só tua, decerto, nao será só a que resta! A hora que esperaste a vida toda: É esta.

E a hora que te espreita é derradeira, decerto já bateu à tua porta. A hora que esperaste a vida inteira: É agora...