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sexta-feira, 21 de junho de 2013
SANTOS POPULARES EM MARVÃO (23 e 28 DE JUNHO)
O Centro Cultural de Marvão vai organizar as Noites de São João e São Pedro.
Já nos dias 23 e 28 (domingo e sexta) a partir das 19h30, com as tradicionais Sardinhas e Frangos Assados.
... Junte a sua família e venha saltar à Fogueira
Esperamos por si.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Bordados com Castanha no Castelo de Marvão
O Centro Cultural de Marvão tem a honra de vos convidar no dia 20 de Junho (quinta) pelas 19h30, a estarem presentes na Inauguração da Exposição de Bordados com Casca de Castanha, de Adelaide Martins, no Espaço FICAR no Castelo de Marvão, será servido um Licor d’Honra.
Contamos consigo!
domingo, 26 de maio de 2013
APRESENTAÇÃO DE NOVOS ESPAÇOS + CONCERTO - 2 DE JUNHO (DOMINGO)
Exmos. Srs.,
O Centro Cultural de Marvão tem a honra de convidar V. Exas., no dia 2 de Junho (Domingo) pelas 17h, a estarem presentes na Apresentação de dois novos espaços no Castelo de Marvão - a Cafetaria "O Forno" e a Galeria "Mostra-me". Seguidamente terá lugar um concerto de “Ensemble Mensurable”: canções da europa profana do século XVI, na Torre de Menagem do Castelo.
Contamos com a vossa presença!
Mais informações:
Centro Cultural de Marvão
Largo de Olivença
7330-103 Marvão
Telefone: 245 993 602
castelodemarvao@gmail.com
www.facebook.com/castelo.marvao
quinta-feira, 9 de maio de 2013
“PELA MANUTENÇÃO DA ESTAÇÃO DE CORREIOS DE MARVÃO”
Chegou
ao conhecimento da População de Marvão a intenção de encerramento, através de privatização,
da Estação de Correios da Vila.
Considerando
que é imprescindível que a Vila de Marvão, sede de Concelho, tenha uma Estação
dos CTT, que preste um verdadeiro serviço público de correios com qualidade, e
que mantenha os serviços financeiros, a gestão dos certificados de aforro e a
responsabilidade no pagamento de pensões;
Considerando
que a Estação de Correios de Marvão presta aqueles serviços a toda a população
do Concelho, e que o seu encerramento vai ter consequências – um horário
reduzido e necessidade de deslocação a outra Estação, prejudicando de uma forma
especial os nossos Idosos;
Considerando
que os exemplos conhecidos de anteriores privatizações ou agenciamentos têm
sido ruinosos para as populações, porque quem passa a deter estes serviços está
preocupado em maximizar o lucro em desfavor da prestação do serviço público;
Considerando
indispensável um atendimento à população feita por Técnicos trabalhadores dos
CTT, com garantia de profissionalismo, segurança e sigilo,
Vem
desta forma um Grupo de Marvanenses promover este abaixo-assinado, cujo
primeiro signatário é António Moura
Andrade – ex-Presidente do Município de Marvão, para repudiar esta intenção
e exigir que a Estação de Marvão continue em funcionamento, prestando este
serviço público à população.
EM PAPEL
NA INTERNET
domingo, 24 de março de 2013
CONVITE - ABERTURA CASTELO DE MARVÃO
Convite
O Centro Cultural de Marvão tem a honra de convidar todos os Marvanenses a comparecer na abertura do Castelo de Marvão, após concessão atribuída pela Câmara Municipal de Marvão a esta entidade, a realizar no dia 28 de Março de 2013 pelas 17h.
A Entrada é livre e será servido um Marvão d`honra com produtos do concelho, enquanto são apresentadas as novidades que o Castelo terá para lhe oferecer.
Esperamos por si!
segunda-feira, 11 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
AVISO - EXPLORAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS ESPAÇOS INTERIORES DO CASTELO DE MARVÃO
AVISO
EXPLORAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS ESPAÇOS INTERIORES DO CASTELO
DE MARVÃO
1. O Centro Cultural de Marvão, responsável pela Gestão do
Castelo de Marvão, está apostado em dar uma nova dinâmica no seu espaço
interior. No sentido de dar mais vida a este monumento nacional, a Direcção do
Centro Cultural de Marvão vem desta forma convidar à exploração dos seus
espaços interiores.
Assim, faz-se público, que se encontra aberta a aceitação de
propostas de concessão dos seguintes espaços no interior do Castelo:
- uma cafetaria;
- duas lojas.
2. O Preço base é de:
- 75€/100€ mensais (época baixa/alta) para a Cafetaria
- 50€/75€ mensais (época baixa/alta) para as Lojas
Nota:
Os contratos têm um prazo de um ano, renovável pelo mesmo
período, até três anos.
Os preços já incluem água e luz.
Considera-se época alta de Abril a Outubro e época baixa de
Novembro a Março.
3. Os promotores que desejarem visitar os espaços antes de
submeter a proposta e que desejem esclarecer dúvidas adicionais devem utilizar
os seguintes contactos: 963112159 / centroculturalmarvao@gmail.com.
4. A proposta deverá conter:
A - Nome do(s) promotor(es) ou de empresa e contactos
B – Espaço a que se candidata
C - Explicação do negócio e área de actividade
D – Experiência no ramo de actividade
E - Renda a pagar (época baixa e alta)
F – Postos de Trabalho a criar
5. A proposta, deverá ser entregue em sobrescrito fechado,
até à data de 18 de Fevereiro de 2013, o qual será remetido para:
Centro Cultural de Marvão
Assunto: Castelo
Largo de Olivença, 7-B
7330-104 Marvão
6. A abertura das propostas
terá lugar na Sede do Centro Cultural de Marvão, em reunião extraordinária dos
Órgãos Sociais, dia 20 de Fevereiro de 2013 às 18h.
7. Podem assistir à reunião todas as pessoas interessadas e
intervir as devidamente credenciadas.
8. A exploração dos espaços será efectuada à proposta que
contemple maior ponderação nos seguintes critérios: experiência, ramo de
actividade e preço mais elevado.
Marvão, 4 de Fevereiro de 2013
O Presidente da Direcção,
Jorge Miguel da Silva Rosado
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
GOP 2013/2016 e ORÇAMENTO 2013
Porque acho que deve ser do conhecimento público, aqui fica o Orçamento da Câmara Municipal de Marvão para 2013:
Uma opinião fica para mais tarde!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O mau perder anda de braços dados com a mesquinhez
Não sei se é do vosso conhecimento que houve um Concurso, reservado às Associações do Concelho, para a Manutenção dos Espaços do Castelo. Não sei também se sabem que concorreram duas Associações: Centro Cultural de Marvão e Terras de Marvão.
Até aqui tudo normal, quer dizer, na forma estava tudo legal. Do meu ponto de vista é sempre condenável que uma Associação sem associados, liderada pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal de Marvão, se envolva neste processo.
Toda a gente pode achar tudo isto normal, mas, acreditem, não é. Todo o Concurso foi orientado para que fosse essa mesma Associação a ganhar. Tanto mais, que a Terras de Marvão já tinha até contactado pessoas para irem trabalhar para o Castelo.
Acontece que no dia 17 de Setembro há um volte-face no processo: o júri encarregue de analisar as candidaturas dá a vitória ao Centro Cultural de Marvão. Numa análise cuidada às candidaturas decidiu dar 76,67% à Terras de Marvão, que concorreu em parceria com a empresa Ocrimira, Lda., tendo o Centro Cultural sido pontuado com 80%.
(Para ler melhor: clicar no botão direito do"rato" e "abrir hiperligação")
Nessa altura, respirei de alívio. Embora discorde da posição da Câmara Municipal de ceder o Castelo a uma Associação, ficou ao menos a cargo de uma Associação com bastantes associados, com história e que sempre se desviou das dinâmicas políticas e partidárias. Tenho a sorte de ser Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Centro Cultural de Marvão, mas todos estes comentários se inserem numa óptica pessoal, nada têm que ver com as minhas responsabilidades institucionais.
Na Reunião de Câmara de ontem, 17 de Outubro de 2012, os presentes foram informados que a Associação Terras de Marvão tinha recorrido daquela decisão. Nada que seja de estranhar. É um direito salvaguardado no Código do Procedimento Administrativo, claro que sim, mas convenhamos que é muito condenável do ponto de vista ético, ou não acham? Se para mim já me faz imensa confusão, enquanto munícipe, que uma Associação fantasma que tem como responsável o vice-presidente do executivo camarário concorra a um Concurso deste género, com fins eleitoralistas e manipuladores, ainda maior confusão me faz insistirem no erro, forçarem a decisão e confrontarem a decisão do júri.
Sobre esta trapalhada, há assuntos paralelos que merecem ser descortinados.
1- O processo eleitoral no Lar Nossa Senhora das Dores - Porto de Espada, em que pessoas que não olharam aos meios para atingir os mesmos fins de que lhes falei atrás, e que navegam na mesma área político-social do executivo, impugnaram o processo, que se arrastou para os tribunais, fazendo com isso com que o próprio Lar tivesse prejuízo com o processo judicial. Mau perder.
2- Consultando o processo do Concurso para o Castelo, reparei num detalhe importante. A morada da Associação Terras de Marvão é a seguinte: Antiga Escola Primária da Escusa – Rua da Casa Nova, 7330-313 São Salvador da Aramenha. Ora eu só tenho conhecimento que a Câmara Municipal tivesse cedido a Escola da Escusa à ACASM (Associação de Cultura e Acção Social de Marvão) – reunião de Câmara de 18 de Janeiro de 2012.
(Para ler melhor: clicar no botão direito do"rato" e "abrir hiperligação")
Com isto se conclui haver, neste processo, e uma vez mais, intervenientes cuja postura é tudo menos transparente, tudo menos clara. Quando o mau perder se junta com a chico-espertice e a mesquinhez de carácter só há um resultado: Marvão fica a perder.
Todos estes argumentos não se aplicam à empresa que concorreu em parceria com a Terras de Marvão, a Ocrimira, Lda., cujo proprietário é o Joaquim Carvalho, arqueólogo da Fundação Ammaia, pessoa por quem tenho a maior admiração e que tem todo o meu respeito.
Por fim, podem dizer que só sei criticar, que só sei dizer mal. Aceito. Mas antes disso tive a felicidade de fazer parte de uma grande equipa que avançou com um projecto ambicioso para o Castelo de Marvão. E que ganhou. Sempre defendi que é preciso apresentar soluções antes de se criticar. E assim fiz...
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Obviamente, orgulha-nos!
Nesta fase, neste caminho tão difícil, meus amigos, penso que são notícias como estas que nos fazem ter esperança quanto ao futuro. São projectos inovadores como este que são uma pequena gota de água no Oceano, mas que fazem toda a diferença, em territórios como o nosso.
Digo-vos que foi uma das aventuras mais aliciantes em participei, e se recordarem este post podem ver que a epopeia remonta a 10 de Dezembro de 2010. Desde essa altura que uma equipa, da qual tive o prazer de fazer parte, trabalhou no sentido de criar a estrutura necessária a um concurso desta natureza.
Os mais cépticos poderão dizer que isto não vai dar em nada. Os mais deslocados da realidade podem dizer que os 7 projectos vão ser um sucesso. O que sei é que de uma forma ou de outra três dos projectos apresentados, e premiados, têm todas as condições criadas para arrancarem, e depois caberá a cada um dos promotores encontrarem o engenho para os sustentar. Sei que o Nuno Costa, primeiro premiado com o projecto “Olive Ban”, engenheiro de Química Industrial virá residir para o Concelho para montar o seu negócio. A Verónica, a Lisa, a Nélia e a Débora têm a oportunidade de concretizar em Marvão o projecto que desenvolveram no último ano do Curso de Turismo da ESE. E o Jorge e a Catarina, como grandes empresários que são, vão-nos servir “Castanhas todos os dias” na Vila de Marvão.
Isto pode ser tudo errado, o processo pode ter sido injusto e os prémios podem ser incrivelmente baixos, mas conseguimos aquilo que definimos em primeira análise no Conselho Municipal de Juventude, espicaçar o empreendedorismo em Marvão. Disso ninguém nos pode acusar, por isso este concurso “Obviamente, orgulha-nos!”.
*Uma pequena correcção às notícias, eu não sou o Presidente do Concelho Municipal de Juventude, este lugar está reservado por inerência ao Presidente do Executivo; eu era apenas Presidente do Júri do Concurso.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Festas em Honra de Nossa Senhora da Estrela – Marvão
Estão de volta as Grandes Festas de Marvão. As Festas em Honra de Nossa Senhora da Estrela, padroeira do Concelho de Marvão, vão ser levadas a cabo pela recém-criada Comissão de Festas de Marvão, composta pela Câmara Municipal de Marvão, Centro Cultural de Marvão, Junta de Freguesia de Santa Maria de Marvão, Maruam – Associação de Jovens e Santa Casa da Misericórdia de Marvão.
Os três dias de festa - 7, 8 e 9 de Setembro serão uma oportunidade de disfrutar de um grande cartaz musical em Marvão, acompanhado de momentos de tradição, gastronomia e mostra de artesanato.
Do cartaz há a destacar, na sexta-feira dia 7, de Setembro um espectáculo tauromáquico com a presença do Matador Luís Vital Procuna, um concerto com os desconcertantes Voodoo Marmalade e a fechar a noite o DJ Diogo Cruz. No sábado dia 8, tem lugar o dia religioso mas que conta com a actuação da actriz/intérprete Teresa Macedo. O último dia, domingo 9, começa com um “assalto” de paintball ao Castelo de Marvão e termina com uma tradicional Garraiada no Largo de Santa Maria. Em três dias, os ingredientes certos para visitar a Vila mais alta de Portugal.
Convide a Família e venha saborear as sugestões Gastronómicas que preparamos para si! Faça a refeição na Festa e disfrute de um lugar privilegiado para assistir aos espetáculos.
Visite Marvão em FESTA!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sinais de preocupação…
Comunicado de imprensa n.º 01/2012: Um dia triste e negro para a história das Pousadas de Portugal
A primeira Pousada de Portugal, construída em 1942 na sequência da Lei n.º 31.259, de 1 de Maio de 1941, por iniciativa de António Ferro, foi definitivamente encerrada.
O Grupo Pestana Pousadas comunicou hoje, simultaneamente, à Comissão de Trabalhadores e ao Sindicato de Hotelaria do Sul o encerramento definitivo da Pousada de Santa Luzia, em Elvas.
A mais antiga unidade da rede das Pousadas de Portugal viu assim o seu percurso interrompido, com a Cidade de Elvas e o Alentejo a ficarem mais pobres em termos de turismo. Em muitas regiões, as Pousadas eram os maiores empregadores e muitas tiveram como objectivo ajudar a desenvolver certas localidades.
A Comissão de Trabalhadores entende que a primeira responsabilidade pelo seu encerramento deve ser assumida pelo Grupo Pestana Pousadas, que foi incapaz de dar uma nova dinâmica a esta unidade, mas nesta hora é preciso perceber que foi a privatização, em 2003, do capital social das Pousadas em 49% pelo Governo PSD/CDS de então e a entrega da gestão total ao Grupo Pestana Pousadas que está na origem do encerramento definitivo das Pousadas de Elvas e Sousel e da saída da rede de Vale do Gaio, Quinta da Ortiga, São Brás de Alportel e do Marão, entre outras, pois tal é permitido pelo "Contrato de Cessão de Exploração da Rede de Pousadas".
O referido contrato foi assinado em 08 de Agosto de 2003 entre a ENATUR – Empresa Nacional de Turismo, S. A., e a República Portuguesa, através da Direcção-Geral do Património, com o Grupo Pestana, SGPS, S. A., e a empresa criada especificamente para a exploração das Pousadas, a Grupo Pestana Pousadas – Investimentos Turísticos, S. A.
Pese embora o encerramento, a maioria dos trabalhadores chegou a acordo com a Empresa, ou para serem transferidos para outras unidades da Rede ou através de rescisões amigáveis.
O encerramento de algumas das Pousadas é também um dos sinais dos tempos que vivemos. Nas décadas anteriores, muitas autarquias lutavam com os Governos e com a ENATUR para serem construídas Pousadas nas suas localidades, como forma de criar emprego com vista ao desenvolvimento dessas regiões. Hoje não se ouve nenhuma voz nem de autarcas, nem de deputados, pela manutenção das Pousadas.
Os poderes políticos deixaram de proteger as suas localidades, deixaram de proteger os seus cidadãos.
Lisboa, 14 de Maio de 2012
A Comissão de Trabalhadores
quinta-feira, 8 de março de 2012
III Matança do Porco - Marvão

Caríssimos Amigos e Amigas,
Vimos por este meio convidar-vos a participar na 3.ª Matança do Porco de Marvão!!!
Este ano com algumas novidades:
Mais música...
Decoração Alusiva à Matança no Almoço...
E uma equipa composta por todos os Orgãos Sociais para vos receber e BEM SERVIR!!!
Contamos com a vossa presença,
Inscrições limitadas...
Marcações por telefone: 922 242 999 / 963112159 ou por e-mail: centroculturalmarvao@gmail.com
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
"A política morreu" por RAP
Não resisto em partilhar um brilhante texto sobre política, políticos e parvoíce.Ricardo Araújo Pereira (RAP) encerrou assim as "Desconferências" no São Luiz:
“A política morreu porquê?
Várias hipóteses:
1. A primeira é a de que morreu porque deixou de ser necessária. O sonho dos nossos antepassados cumpriu-se. Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagamos impostos como no Norte da Europa e temos a qualidade de vida do Norte de África. Somos um País onde nem Américo Amorim se acha rico. E porquê? Porque somos dez milhões de milionários. Temos a vida que os milionários têm. Cada um de nós tem um banco e uma ilha, é certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, que é o BPN e a Madeira, mas todos os contribuintes são proprietários de um bocadinho.
2. A outra hipótese é: não há política porque só há economia. E enfim, a teoria medieval concebia apenas duas formas de governo: na primeira, o fluxo do poder era ascendente. O poder emanava do povo e o povo delegava nos seus representantes. Na outra forma de governo, o poder fazia o percurso inverso: emanava do príncipe e o príncipe delegava nas outras figuras do Estado. O nosso modelo é um híbrido, no sentido em que do povo emana o poder para eleger os representantes na figura de pessoas como Miguel Relvas e o seu vice-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. E há depois o príncipe, que é a troika, do qual também emana poder. E a troika delegou o poder nas mesmas pessoas. Portanto, há um engarrafamento de poder nesta gente e, como é evidente, o poder que vem de cima é mais forte do que aquele que nós mandámos para lá e é isso. O poder deles tem mais força. E o nosso... voltou para trás.
Há problemas no facto de a política ter morrido:
1. O primeiro é: a política percebe-se. Já a economia é muito mais difícil de compreender. Eles simplificam, isso é verdade. Por exemplo, primeiro os mercados começaram a dizer que nós éramos PIGS: Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha. PIGS, porcos! Depois disseram: Portugal é lixo. É uma metáfora muito repetitiva, mas é clara. Facilita a compreensão. Reparem, eu não sei ao certo o que é o "subprime", nem o que são "hedge funds", mas quando uma pessoa me diz: "tu és lixo", eu percebo do que está a falar. Eu sei exactamente. Claro que é triste esta liberdade vocabular não ser permitida a quem está em baixo: a gente vê uma manchete a dizer: "mercados consideram que Portugal é lixo", mas é impensável, na página seguinte, ter: "Portugal vai tentar renegociar a dívida com os chulos". Isso não nos é permitido. Eles têm o capital financeiro e o capital semântico, tudo o que é capital, açambarcam, isto torna a vida difícil.
Mas também há vantagens no facto da política ter morrido:
1. Saiu agora um estudo que diz: "Portugal é uma democracia com falhas". Em primeiro lugar, é importante elogiar um grupo de cientistas políticos que é tão eficaz que consegue olhar para Portugal e ver uma democracia com algumas falhas, e não uma falha com alguma democracia. É inquietante sermos uma democracia com falhas porque, até agora, éramos uma democracia sem falhas. Nós éramos felizes e não sabíamos.
2. Depois, levanta-se outra questão, que é saber se se pode dizer democracia com falhas. Eu estava convencido que a democracia ou é ou não é, no sentido em que também não se pode dizer "ele é ligeiramente pedófilo, ou ele estava mais ou menos morto". Ou está morto ou não está! O facto de sermos uma democracia com falhas põe outro problema mais inquietante: a partir de quando é que uma democracia com falhas passa a ser uma ditadura com qualidades?
3. Outras vantagens: assim que Passos Coelho foi eleito, nós deparámo-nos com um problema interessante: Passos Coelho nunca fez nada na vida a não ser política, JSD, por aí fora. O homem licenciou-se com 37 anos, esteve ocupado a tratar de coisas políticas. No entanto, não tem experiência política nenhuma, o que é difícil para um homem que só fez política na vida. Lá está, ele teve empregos, mas só em empresas administradas pelo Ângelo Correia. O primeiro emprego que teve que não foi arranjado pelo Ângelo Correio, foi este, que nós lhe arranjámos. Passos Coelho acaba por ser uma inspiração para todos os desempregados. É possível, sem grande currículo, com alguma sorte, arranjar um emprego, desde que, lá está, o outro candidato seja... o Sócrates. Para quem tem pouca experiência, governar com a troika é como andar de bicicleta com rodinhas e, portanto, tem esse lado vantajoso.
4. Paradoxalmente, o nosso voto tornou-se mais importante. Antigamente votávamos nas eleições nacionais portuguesas, hoje votamos nas regionais alemãs.
5. E é excelente por questões de respeito. Por causa da senhora Merkel. E digo senhora Merkel com propriedade. Não dizemos o senhor Sarkozy ou o senhor Obama. Nunca. Mas senhora Merkel dizemos. E temos em português aquela expressão, quando nos referimos ao passado: "o tempo da outra senhora". Este é o tempo desta senhora. Saiu uma senhora e entrou outra senhora. Queria acabar dizendo que há esperança para nós.
Porque a política parece ter morrido, mas ainda há réstias de política. Vou dar dois casos:
1. O assassinato político voltou e isso significa que há política. Em 1908 mataram D. Carlos. Em 2011 foi abatido a tiro, também por razões políticas, o pórtico da A22. Há qualquer coisa no início dos séculos que excita o gatilho dos conspiradores. E alguém leva um tiro. Enfim, podiam ter morto o rei, mas entre D. Duarte e o pórtico, os atiradores optaram, e bem a meu ver, pelo que politicamente era mais relevante. E deram uma chumbada na portagem.
2. A segunda razão pela qual devemos ter esperança é este incentivo à emigração constante, que é de facto uma medida política. Geralmente, o programa xenófobo, que é vasto e risco, consubstancia-se na frase "vai para a tua terra", dita aos imigrantes. O nosso Governo tem este programa ligeiramente diferente que é: "sai da tua terra!", dito aos nativos. Fica difícil saber para quem é esta terra afinal. Eu quero sugerir o Brasil como um destino interessante para nós. O Brasil é uma terra de oportunidades e possibilidades de riqueza, como demonstra o caso inspirador do Duarte Lima.”
“A política morreu porquê?
Várias hipóteses:
1. A primeira é a de que morreu porque deixou de ser necessária. O sonho dos nossos antepassados cumpriu-se. Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagamos impostos como no Norte da Europa e temos a qualidade de vida do Norte de África. Somos um País onde nem Américo Amorim se acha rico. E porquê? Porque somos dez milhões de milionários. Temos a vida que os milionários têm. Cada um de nós tem um banco e uma ilha, é certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, que é o BPN e a Madeira, mas todos os contribuintes são proprietários de um bocadinho.
2. A outra hipótese é: não há política porque só há economia. E enfim, a teoria medieval concebia apenas duas formas de governo: na primeira, o fluxo do poder era ascendente. O poder emanava do povo e o povo delegava nos seus representantes. Na outra forma de governo, o poder fazia o percurso inverso: emanava do príncipe e o príncipe delegava nas outras figuras do Estado. O nosso modelo é um híbrido, no sentido em que do povo emana o poder para eleger os representantes na figura de pessoas como Miguel Relvas e o seu vice-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. E há depois o príncipe, que é a troika, do qual também emana poder. E a troika delegou o poder nas mesmas pessoas. Portanto, há um engarrafamento de poder nesta gente e, como é evidente, o poder que vem de cima é mais forte do que aquele que nós mandámos para lá e é isso. O poder deles tem mais força. E o nosso... voltou para trás.
Há problemas no facto de a política ter morrido:
1. O primeiro é: a política percebe-se. Já a economia é muito mais difícil de compreender. Eles simplificam, isso é verdade. Por exemplo, primeiro os mercados começaram a dizer que nós éramos PIGS: Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha. PIGS, porcos! Depois disseram: Portugal é lixo. É uma metáfora muito repetitiva, mas é clara. Facilita a compreensão. Reparem, eu não sei ao certo o que é o "subprime", nem o que são "hedge funds", mas quando uma pessoa me diz: "tu és lixo", eu percebo do que está a falar. Eu sei exactamente. Claro que é triste esta liberdade vocabular não ser permitida a quem está em baixo: a gente vê uma manchete a dizer: "mercados consideram que Portugal é lixo", mas é impensável, na página seguinte, ter: "Portugal vai tentar renegociar a dívida com os chulos". Isso não nos é permitido. Eles têm o capital financeiro e o capital semântico, tudo o que é capital, açambarcam, isto torna a vida difícil.
Mas também há vantagens no facto da política ter morrido:
1. Saiu agora um estudo que diz: "Portugal é uma democracia com falhas". Em primeiro lugar, é importante elogiar um grupo de cientistas políticos que é tão eficaz que consegue olhar para Portugal e ver uma democracia com algumas falhas, e não uma falha com alguma democracia. É inquietante sermos uma democracia com falhas porque, até agora, éramos uma democracia sem falhas. Nós éramos felizes e não sabíamos.
2. Depois, levanta-se outra questão, que é saber se se pode dizer democracia com falhas. Eu estava convencido que a democracia ou é ou não é, no sentido em que também não se pode dizer "ele é ligeiramente pedófilo, ou ele estava mais ou menos morto". Ou está morto ou não está! O facto de sermos uma democracia com falhas põe outro problema mais inquietante: a partir de quando é que uma democracia com falhas passa a ser uma ditadura com qualidades?
3. Outras vantagens: assim que Passos Coelho foi eleito, nós deparámo-nos com um problema interessante: Passos Coelho nunca fez nada na vida a não ser política, JSD, por aí fora. O homem licenciou-se com 37 anos, esteve ocupado a tratar de coisas políticas. No entanto, não tem experiência política nenhuma, o que é difícil para um homem que só fez política na vida. Lá está, ele teve empregos, mas só em empresas administradas pelo Ângelo Correia. O primeiro emprego que teve que não foi arranjado pelo Ângelo Correio, foi este, que nós lhe arranjámos. Passos Coelho acaba por ser uma inspiração para todos os desempregados. É possível, sem grande currículo, com alguma sorte, arranjar um emprego, desde que, lá está, o outro candidato seja... o Sócrates. Para quem tem pouca experiência, governar com a troika é como andar de bicicleta com rodinhas e, portanto, tem esse lado vantajoso.
4. Paradoxalmente, o nosso voto tornou-se mais importante. Antigamente votávamos nas eleições nacionais portuguesas, hoje votamos nas regionais alemãs.
5. E é excelente por questões de respeito. Por causa da senhora Merkel. E digo senhora Merkel com propriedade. Não dizemos o senhor Sarkozy ou o senhor Obama. Nunca. Mas senhora Merkel dizemos. E temos em português aquela expressão, quando nos referimos ao passado: "o tempo da outra senhora". Este é o tempo desta senhora. Saiu uma senhora e entrou outra senhora. Queria acabar dizendo que há esperança para nós.
Porque a política parece ter morrido, mas ainda há réstias de política. Vou dar dois casos:
1. O assassinato político voltou e isso significa que há política. Em 1908 mataram D. Carlos. Em 2011 foi abatido a tiro, também por razões políticas, o pórtico da A22. Há qualquer coisa no início dos séculos que excita o gatilho dos conspiradores. E alguém leva um tiro. Enfim, podiam ter morto o rei, mas entre D. Duarte e o pórtico, os atiradores optaram, e bem a meu ver, pelo que politicamente era mais relevante. E deram uma chumbada na portagem.
2. A segunda razão pela qual devemos ter esperança é este incentivo à emigração constante, que é de facto uma medida política. Geralmente, o programa xenófobo, que é vasto e risco, consubstancia-se na frase "vai para a tua terra", dita aos imigrantes. O nosso Governo tem este programa ligeiramente diferente que é: "sai da tua terra!", dito aos nativos. Fica difícil saber para quem é esta terra afinal. Eu quero sugerir o Brasil como um destino interessante para nós. O Brasil é uma terra de oportunidades e possibilidades de riqueza, como demonstra o caso inspirador do Duarte Lima.”
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Show off de trazer por casa




Numa raia sem fronteiras há por aí certas pessoas que ainda me conseguem espantar pela forma como ludibriam os seus congéneres.
A noite de 24 de Janeiro é histórica para Marvão, assinala o aniversário da Restauração do Concelho, assinala a forma como em 1898 um grupo de Marvanenses se deslocou a Castelo de Vide de forma a recuperar a autonomia da sua Terra. A época era muito parecida com a de hoje, o défice estava instalado e a instabilidade governativa era uma certeza, mas os protagonistas, esses, eram muito diferentes.
Numa noite tão histórica, como é possível a organização de um evento de uma forma tão despreocupada. Será que eles não sentem o mesmo que eu? Será que conseguem viver com o facto de fazerem apenas o necessário, e não arregaçar as mangas em prol de Marvão? Não tenho resposta para isto; tenho, sim, imensas dúvidas.
O evento que assinalou a Restauração do Concelho começou com uma apresentação do Vereador da Cultura. Uma apresentação do que ali se iria passar, e das pessoas (os convidados) que ali estavam passar assinalar aquela cerimónia. A primeira parte foi perceptível, mas a segunda confesso que não percebi, dado que o Vereador não sabia ou não se lembrava dos nomes da maioria das pessoas que apresentou, nomeadamente um Deputado Regional espanhol e o Presidente da CIMAA. São assim que os eventos são preparados no Concelho de Marvão, e digo-vos que o pessoal já começa a ficar farto. Sinónimo disso mesmo foi a expressão que vi na cara, dos poucos, munícipes que ali estavam.
Seguiu-se uma eloquente apresentação do professor Jorge Oliveira sobre as relações entre Marvão e Valência de Alcântara (da qual deixo um texto abaixo), que segundo ele datam do quarto milénio antes de cristo. Esta, em simultâneo com o espectáculo final das Escolas de Música de Marvão e Valência de Alcântara, foi a melhor parte de tal malfadado evento.
No meio é que costuma estar a virtude, mas neste caso não foi assim. Dado que subiram ao palanque o Presidente da Câmara Municipal de Marvão e o Alcaide de Valência de Alcântara, para a assinatura do Protocolo de Cooperação entre os dois municípios. O Presidente da Câmara Municipal de Marvão usou da palavra para fazer um discurso que começa a estar cada vez mais gasto, espelho disso mesmo foi que ao longo da sessão não conseguiu arrancar palmas da audiência. Por seu lado, o Alcaide de Valência de Alcântara com um discurso jovem e de futuro arrebatou o auditório. Até aqui tudo bem (e normal, digo eu).
Após estes discursos, o Presidente da Câmara Municipal de Marvão leu em voz alta o dito Protocolo, que não passa de mais um daqueles acordos que já existiam entre Marvão e Valência. Nada mais é do que um conjunto de princípios e intenções, em vez de se estabelecerem projectos concretos e troca de serviços efectivos, não; andamos a brincar aos românticos! Fixe! Tudo bem (digo eu), é a sua concepção de desenvolvimento territorial e transfronteiriço! Mas o que mais me CHOCOU foi um ponto que dizia que aquele o Protocolo iria ser assinado oficialmente a 24 de Agosto em Espanha e 8 de Setembro em Portugal. Mas o que é isto? Andam a brincar com os munícipes ou não tinham mais nada para colocar nesta cerimónia? O que assinaram (sim porque estiveram à frente das pessoas e dos jornalistas a rabiscar uns papéis) os responsáveis dos dois municípios, se a assinatura oficial vai ser no Verão?
Enfim, este evento foi como tantos outros, aquilo que serviu foi apenas fazer show off, mas daqueles de trazer por casa.
A Gente está farta disto Sr. Presidente!
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