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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O fim do Lusitânia e do Ramal de Cáceres

O fim do combóio Lisboa-Madrid e da linha do Leste chegou.

Com direito a notícia na hora nobre, a RTP das 20 horas do dia 3 de Agosto, eis que chega o culminar de uma época.

Primeiro desapareceu o 'sardinheiro' e mais tarde o TER (um combóio tipo automotora geralmente com duas carruagens apenas, da marca FIAT) depois foram a pouco e pouco desaparecendo todos os outros.

Este é o preço do progresso, consequência da entrada para a CEE e do terminus das fronteiras, da Guarda Fiscal, da PIDE-DGS, dos despachantes, dos carregadores e factores da CP.

Não deixa mesmo de ser sarcástico que após mais de 130 anos que a construção deste Ramal se iniciou (a 15 de Julho de 1878) pela então Real Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, veja agora a sua morte movida pelos interesses económicos.

Para trás ficam os fosfatos e o volfrâmio, os despachos de bagagem, os contrabandistas e seus perseguidores, a guerra na Espanha, o café, as sapatilhas ... eu sei lá.

As gentes é que vão debandando porque aqueles que o não conseguirem ... ali se finam.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Uma colaboração mais

Embora não de forma activa lá venho, mais lendo do que colaborando neste espaço, que urge preservar com a sua autonomia e que merece todo o nosso aplauso.A matéria que aqui me trás hoje é o dos investimentos autárquicos.

Por certo que assistiram ao programa da Sic-Notícias Expresso da Meia Noite, último.Aí encontrei diversos Presidentes de Câmara, para lá do famoso Fernando Costa das Caldas da Rainha, também estava a Adelaide Teixeira de Portalegre.E entre a muita afirmação pronunciada, ressalvo para vós, duas que achei o máximo:

- pelo presidente das Caldas ali foi dito que havia construído 4 piscinas, mas usando de hombridade ali disse que 2 lhe chegava e que agora se vê em apuros com a administração da coisa pública;

- pela presidente de Portalegre se ouviu que a dívida da Câmara era de 17 milhões de euros e que havia prazo para a sua liquidação.

Há tempos atrás me questionei sobre a afirmação comum de que 'o povo português gastou acima das suas possibilidades'. Mas como?

Estudando o caso pessoal, não encontrei justificação para sustentar a afirmação. Agora que o tempo correu é que me apercebo de onde é que vem tal afirmação.

Os portalegrenses dirão: 'Ah! mas ele há obra feita'. Pois, pois, mas ... agora vamos ter de a pagar.

Muitos recordarão como foram criados com uma farinheira e uma couve cozida. Que não a rapaziada dos Fóruns e dos Grandes Centros Comerciais, que só sabe exigir aos permissivos e condescendentes pais, que no seu interior recordam as privações passadas e querem o melhor para os filhos.

Muita obra está feita pelo país fora só porque era preciso deixar uma marca da governação. Não está isenta o nosso Concelho. O pior é que, quer-me parecer, que alguns ainda não aprenderam a lição e prosseguem. É claro que são julgados em urnas de 4 em 4 anos, mas ... o mal já está feito e aí, a maioria deles, já se 'colocaram ao fresco'.

E que podemos fazer? Estamos por certo adormecidos e, a postagem anterior, disso nos dá conta. E agora que sei da não realização, mais um ano, da Festa da Relva, ainda mais triste fico.

As forças são cada vez menores para uma reacção consentânea, mas ... assim também não vamos lá. É preciso reagir e eu estarei pronto para os efeitos.

Nota: Aqui fica para quem quiser rever todo o programa.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Finalmente percebi ....

De compreensão lenta ou não, o certo é que levei tempo a entender.

E foi no passado fim de semana que percebi para que servem as terraplanagens existentes no Concelho.

A minha lúcida ignorância faz com que me penitencie sobre a existência e objectivo de outras terraplanagens para lá da existente na Beirã.
Mas a da Beirã. Essa já sei para que serve.

Tem mais de três anos que discuti da sua utilidade em sede própria. Do lado contrário veio o argumento de que era preciso construir casas para os potenciais trabalhadores das firmas a cativar. Bem que referi que o mercado imobiliário não ia suportar tal atitude para lá dos Bancos e das hipotéticas famílias compradoras não aguentarem quer o empréstimo quer o seu pagamento (respectivamente). Qual Velho do Restelo.

Os terrenos foram comprados e as terraplanagens avançaram, porém as casas não.

Pois este fim de semana, mais propriamente no domingo assisti a uma invasão de 'motards' de duas e quatro rodas muito bem equipados, sobre a terraplanagem existente na Beirã, paredes meias com o bairro novo. Tais moradores é que não devem ter gostado nada da poeirada que lhes invadiu as casas, mas isso ... não se pode ter 'show' ao pé da porta e não pagar nada.

Pensando bem na matéria, será que tal (ou tais) terreno(s) objectivavam este tipo de desporto?
É claro que não deve ser gente do Desportivo Arenense, mas ... isto era capaz de dar umas receitas.

Aqui está para que se fez a aquisição e para que serve, na realidade.
Finalmente percebi.

Manuel Andrade

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O PEDRO SOBREIRO

Não vou escrever um texto análogo ao anterior, pela simples razão de que não sou tão amigo do Pedro como o é o João Bugalhão.
Com efeito, pertenço ao grupo de convívio do seu pai João e tive ocasião de assistir ao casamento com a Alzira em Fátima.

Porém, gostava de acrescentar ao conhecimento geral o que sinto, já que, aquando das minhas estadas na Beirã e concelho ouço falar muito do caso e constato que muitas vezes é só ruído.

O que me apraz registar nas poucas deslocações ao Hospital, é que o Pedro está francamente a recuperar. Agora tenhamos em conta que a situação é delicada e que como dizem os mais ligados ao desporto da bola, «os prognósticos, são só para depois do jogo».

O que eu constato é que no aspecto geral mostra estar a perder massa muscular, não apresenta qualquer escoriação, não denoto falta de dentes e a queixada está firme. O braço direito foi intervencionado porquanto a ossada não estava no lugar. Senta-se com alguma regularidade mas o andar é coisa que terá que ser com o tempo.

E que mais dizer.
Depois de semanas em que não o vi abrir olho, lá me reconheceu, levantando o polegar como os romanos faziam quando classificavam a situação de positiva. Por ter a traqueia furada (para facilitar respiração ou ventilação forçada) não fala, mas os lábios descrevem as palavras e, para quem é visita corrente, se torna perfeitamente perceptível.

Os sinais mais positivos, para mim, foram expressos por gestos, brejeiros (porque não dizê-lo) contra os assistentes que por ali andavam. É que o nosso amigo já se começou a aperceber como as coisas funcionam e queria outro tipo de apoio para a sua locomoção e afins. E isto por si só mostra que há uma reacção ao que o rodeia, o que é bom. É óbvio que os enfermeiros recebem orientações e não se está em momento de arriscar o que quer que seja.
Também ouvi falar na deslocação para Portalegre, mas ... penso que ali estará em boas mãos.

É tudo uma questão de tempo, já que o tempo resolve muita coisa.

E apesar de não me debruçar sobre as origens do problema, gostava de alertar os pais e demais familiares do nosso concelho, para que sejam redobradas as cautelas com o meio de deslocação que é a moto, motorizada e também o automóvel. Infelizmente já temos casos que bastem e urge que todos pensem bem antes de dar aos mais novos estas possibilidades de deslocação.

Faço coro com os demais, nos votos de recuperação deste nosso conhecido e amigo, assim ele volte o mais rapidamente ao nosso normal convívio.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Festa da RELVA da ASSEICEIRA

Me perdoem os demais festeiros, mas ... aquela era a minha Festa do Concelho.


Eis a minha admiração!
Recentemente, inquiri como estavam a decorrer os preparativos para a Festa e logo fiquei atónito quando me disseram que este ano já se não fazia.Tentei então perceber das razões.
O estado de saúde dos proprietários 'da venda' anexa e do terreno, foi a primeira razão. Mas outras se juntaram:
- Ele há muito trabalho a efectuar nesses dias, as pessoas deitam-se tarde e ... - explicaram-me. E não consegui apurar mais nada.
Será uma questão de política? Quero crer que não porquanto, os necessitados dessa, aparecem sempre em todas, e as pessoas dão-lhe a atenção que querem.
Agora que aquele espaço de convívio era bom, não tenho disso dúvida.
A começar pelo espaço propriamente dito e sua decoração, aquele balcão corrido pronto para uma bebida fresca e sempre apinhado, a garraiada nocturna com os atrelados a delimitarem e a servir de bancada, os jogos tradicionais, as refeições bem gostosas, o serviço de mesa, tudo com a música a condizer onde os dançarinos nunca faltaram.
Que se passa então, minha gente?
Eu sei que para novo ninguém vai, mas ... registo com muita pena, a falta desta confraternização.


É que nem só de crise vive um homem.

sábado, 2 de abril de 2011

NEGÓCIOS da SEMANA - 30 Março 23H SicNotícias

Caríssimos


O programa semanal da Sic-Notícias está a trazer matéria que em geral passa despercebida aos demais cidadãos.


Desta feita aí se explica porque Bruxelas e as Empresas de Rating (vulgo ranking) baixam as classificações, de uma forma clara e perceptível. Quem o quizer saber é só ouvir o programa. [clicar no título para aceder à gravação]


Aí demonstram dois auditores como o Estado esconde as contas e como se manipulam estudos que conduzem o Governo a decidir fazer auto-estradas, TGVs etc. que vão onerar gerações.


Mas deixem-me prevenir-vos. Os esclarecimentos dados envergonham qualquer um, seja qual fôr a sua orientação política.


Eu não sei se o marketing, largamente usado pelo partido do Governo vai conseguir iludir tudo e todos. O certo é que este programa da Sic-N evidencía a nossa situação. E eu daría de conselho, que se torna imperioso fazer já a Auditoria a tudo onde o Estado tem obrigações e porque as opções tomadas conduzem os cidadãos a pagar mais impostos, numa espiral sem fim.


Não julgue o leitor, que o dinheiro é do Estado. Não. O dinheiro é de todos nós como contribuintes. Reparai que se Bruxelas e o dito FMI (FEEF - fundo europeu de estabilização financeira) já tivesse chegado, os juros não estavam no descalabro a que chegaram. Comparai com os juros aplicados ao vosso empréstimo da casa e multiplicai-o por N para entenderem, quanto é que nós portugueses vamos ter de pagar a quem na Europa nos empresta.


Saberão os leitores que se reformarem daqui a 20 anos terão apenas uma pensão de 45% do que ganharem à data?

Sabeis 'a camisa' que nos preparam para vestir?


Atenção.

Aos leitores que sofrem de insónias dou de conselho, ouçam tal programa da Sic-N de manhã.


E para terminar.

Será que Passos Coelho vai ter mãos, cabeça e equipa, para resolver a situação?

Quantos 'boys' de ambos os lados, terão de ser sacrificados?.


A propósito de 'boys'. Sabeis por que razão há 'boys'?.

É simples.

É porque há 'jobs'.


Saudações do,

Manuel Andrade

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FINANÇAS 1 - CÂMARA 1


Ao bom jeito futebolístico, assim se pode escrever um pouco da história 'dos assaltos' ao lugar máximo da orientação da Câmara Municipal de Marvão.

Em abono da verdade e olhando para trás e deixando de lado o marco que se chamou Manuel da Paz (sargento), tem-se assistido a uma posição dos homens das Finanças e da Câmara, na sua vontade de conduzir a edilidade.

O primeiro, de nome Andrade, assim o fez por doze anos seguidos. E tudo parecia indicar que outro companheiro de armas se lhe seguia, o Barbas. As tentativas foram algumas. E foi aí que, a oposição, não pela mão da sua concelhia mas por uma orientação de Portalegre, surge apostando no letrado Bugalho.

E para contrapor ao meu título, logo apareceu o técnico Frutuoso, que de forma bem apoiada chamou a si o título.

Feito este preâmbulo vejamos o que se nos afigura.
O jogo vai ficar empatado ou será que a Câmara vai meter outro?
Aceitam-se apostas.
Para o presente campeonato as Finanças não quiseram jogar. Acham que é cedo e deixaram os trunfos para outra altura. Toda a torcida (como dizem os irmãos brasileiros) assim o aconselharam e aqueles que há quatro anos estavam no campo, recolheram às bancadas para daí assistir.

Foi então que a oposição resolveu apostar de novo na Câmara.

Esquecendo a analogia do desporto rei, eis então o que se oferece aos eleitores de Marvão.

O actual Presidente faz crer que precisa de mais um mandato para deixar obra. Porque recebeu o cofre vazio e nos quatro anos que passaram ainda não deu para mostrar obra.
Quanto ao cofre, tanto era para ele como para qualquer outro candidato, portanto nada de novo.
Quanto à obra. Parece-me estar-se a ouvir a repetição do cenário nacional. Quem é que tem dúvidas sobre o que vai fazer o Sr Pinto de Sousa (vulgo Sócrates)? Necessita apresentar programa?
Seria uma contradição. O que vai suceder é a continuação da orientação anterior. Nem mais nem menos, ou estamos à espera de ver o pedreiro de 50 anos mudar de ofício?
Investimento produtivo, alguém o viu? Não. Assistiu-se sim à compra de terrenos, terraplanagens sem orgânica objectivando mais habitação, como se não houvesse sinais de crise imobiliária e aperto ao crédito.
Injecção de valores em Cooperativa sem viabilidade e apostas em Equipamentos Sociais que dentro de cinco anos serão elefantes brancos. Empréstimos a crescer à boa moda dos vizinhos de Portalegre. Quer parecer-me que por lá também se queixam do mesmo, apesar de haver alguma obra. Endividar, endividar, endividar, foi a palavra de ordem.
Bom, mas e os apoios, não contam?
Sim, é verdade. Contam-se o Presidente de Portalegre, que é muito mais do que o amigo, o Presidente de Santarém (a que pretexto?, não sei ...) e o indigitado presidente da Assembleia (ex-administrador da FERTAGUS, RODOVIÁRIA SUL etc, etc) filho da terra, mas ... de há poucos anos a esta parte.

E o que dizer de mais uma aposta num novo técnico da Câmara?
Ah! bom mas este é conhecedor dos dossiers ... isso o outro também o era.
Ah! mas este fez projectos muito bem delineados ... o outro não?
Ah! mas este é muito bom rapaz ... isso também dizia o Padre Américo de todos os rapazes.
Não o conhecendo, pergunto-me. Terá a postura de um Paz? Os conhecimentos de um Bugalho?
Não. O que me dizem, então?
É melhor que o Paz porque todo o eleitor nele se reconhece. Ah! bom ...
E é melhor que o Bugalho porque desce ao terreno e sabe ouvir e falar com o povo.
Pois, pois.
Menos IMI, menos IRS, mais apoio aos idosos, um polidesportivo por freguesia ...
Só facilidades. Para uma Câmara pobre são bons os indícios, sem dúvida.
E tanto que o Bugalho lutou pelo aumento das receitas via IMI, para não falar da reclassificação dos imóveis.
E depois está muito bem apoiado pelo Largo do Rato.
Ah! então, está bem. Ele até aí veio o Jorge Lacão ...

Vejamos o candidato seguinte. De seu nome Madalena.
Terá aprendido com os erros do Bugalho e do técnico que lhe sucedeu?
Sem máquina partidária, conseguirá saber ouvir os ensejos dos eleitores?
Estará rodeada de bons conselheiros que a ajudem a ouvir e a não prometer o que não pode e mais e mais urbanização?
É uma incógnita a que o eleitor tem de se esclarecer para não optar pela abstenção.

E o Fernando Gomes?
Ah! esse está rodeado de um bom par de amigos. E chega?
Ah! mas ele aprendeu muito com a vivência passada.
Já não é o sindicalista da Pousada, mas um homem na CGTP, onde muito se aprende.
Sem dúvida, mas onde é que aí entra o Concelho?
Qual a orientação prática? Desconheço.

E sem desprimor para as restantes forças de carisma nacional, será que vamos ter a presença do CDS/PP, do PCP e porque não do Bloco de Esquerda?
A nível nacional o PS com o PCP e o BE têm a maioria mas o PSD com o CDS não lhes ficam atrás. Isso é da aritmética elementar.

Mas o que é que a orientação nacional tem a haver com os nomes dos propostos para Marvão?
Não terão os marvanenses também direito à qualidade das propostas?
A reacção pela abstenção é um cheque em branco a quem tiver 50% mais um voto.
Não esquecer.
Então vamos lá interpelar os candidatos, reagir às propostas e não embarcar no canto do cisne e nas promessas vãs.

Recordai o que Churchill um dia disse: "Podes enganar todos algum tempo, podes mesmo enganar alguns o tempo todo, mas jamais poderás enganar todos o tempo todo."

Está na hora de demonstrar que somos um povo que nos sabemos governar.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Análise política séria



E aqui estamos em 2009, ano de muita conversação política.
Como é sabido decide-se este ano quem vamos ter na orientação do país ao longo de mais quatro anos bem como, ao nível autárquico, teremos na condução do nosso concelho.

E a fazer jus do que foi debatido e aceite na Assembleia do passado dia 26, nada de bom se me afigura quer para 2009 quer para o período 2010-2013. E o porquê é muito simples.

Não se trata de dotar de mais verba esta ou aquela rúbrica, nem de fazer mais este ou aquele loteamento. A questão é que na falta de investimento privado deve haver investimento público para activar os poucos agentes económicos e para despoletar a vida deste concelho que definha a cada ano que passa.

Porém, com toda esta situação que se vem arrastando, assisto a uma passividade total do tipo 'laisser faire laisser passé ... la nature est bonne' de uns e o espartilhar das opções partidárias por outros na tentativa de demonstrar que a minha visão é que é a boa, tudo como se os recursos não fossem escassos.

Como uma andorinha por si só não define a Primavera e como para fazer um muro são precisos muitos tijolos, limito-me a trazer para este Forum a minha contribuição.

Assim para os mais estudiosos aconselho, neste dia em que os Reis Magos, entregam as suas prendas ao Menino, duas situações:
a) O livro do Medina Carreira e Ricardo Costa intitulado 'O dever da verdade' (preço 13€)
b) A exploração do site do Instituto Francisco Sá Carneiro em http://www.institutosacarneiro.pt/ onde a diversos níveis são feitas análises e concentradas informações desde o Instituto Nacional de Estatística ao Banco de Portugal, entre outros.

Na proposta a) encontrarão os leitores uma visão muito dura do nosso Portugal. Realista para mim, derrotista para outros. E não obstante o desafio do autor para ser proporcionado um debate com 'optimistas' o certo é que ainda não se verificou.

A proposta b) é uma proposta séria lançada recentemente e que me parece de muito boa qualidade. Poderá parecer tendenciosa por vir de onde vem, mas aconselho vivamente a sua consulta antes de emitirem qualquer opinião.


Termino recomendando a todos o melhor ano de 2009.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Reflexão de fim de Ano


Permitam-me acrescentar uma reflexão também e que a Miguel Sousa Tavares pertence.

Face à nossa obsessão de vida tão movimentada e possessiva, o texto conduz a reflexão, pese embora tenha sido escrito à data do falecimento da mãe, Sophia de Mello-Breyner, encontro sempre nele muito de verdade.

"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."


Desejo o melhor 2009 possível, pelo menos com alguma saúde.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Orçamento e Plano para 2009


Logo no primeiro dia em que iniciei a apanha da azeitona, constatei haver um roncar estranho que ecoava na Beirã.

O meu companheiro de faina logo se apressou a esclarecer tratar-se de barulho proveniente de uma máquina alisadora de terreno, ruído esse justificado pela necessidade de terraplanar as terras descarregadas na área definida para o aumento do Bairro e zona a lotear.

Como havia chegado de noite não vi que os trabalhos estavam a avançar.
Também fui informado de que, à data do início do processo, havia muitos interessados nos lotes.

Pois é. Mas isso foi antes ... só que entretanto correu o tempo e mesmo admitindo ter havido inscrições o certo é que o mundo mudou e muita premissa se alterou.

Veja-se o raciocínio e a razão.
O ministro das Obras Públicas bateu o pé durante meses pelo aeroporto da OTA. Em sua defesa veio o nosso Primeiro acrescentar que ao serem solicitadas mais estudos, nunca se faria obra neste País. Felizmente que a razão veio ao de cima e afinal o aeroporto vai para o ‘deserto’ da margem sul e pessoalmente espero que a concretizar-se prossiga um crescimento modular e moderado para o bem de todos os nossos filhos e netos que o vão ter de pagar.
Retornando ao nosso cantinho de concelho do fim do mundo, que não chegou a ver a luz das verbas vindas da Europa Comunitária e onde o numero de munícipes é cada vez menor, onde os empregos crescem mas nos concelhos vizinhos e onde a REMAX e a ERA disputam os avisos de venda de imóveis, que razões leva à criação de espaços de loteamento e bairros mesmo que económicos?

Dirão uns que se tem de cumprir uma promessa eleitoral. Outros afirmarão que é normal que as administrações gostem de deixar uma marca da sua actuação.

Pois é. Compete aos governantes saber gerir a ‘coisa pública’ mas também saber moldá-la ao sabor das necessidades, explicando-a e ouvindo conselhos. E se é certo que nas grandes cidades se recebe muito pelo que se loteia e autoriza a construir também não é menos verdade que se assistem a projectos de co-financiamento para recuperar os imóveis em estado de abandono com vista à sua re-ocupação.

Os ventos da economia global já se fazem sentir e os seus indicadores não são de há dias. Os juros para empréstimo já são altos há alguns anos e a vontade de emprestar é muito pequena por razões internacionais e não só. Mesmo quem empresta a juros altos exige hoje um fiador. Importa pois que a matéria se discuta e os governantes sejam chamados à razão.
Mas nós o que fazemos?
Quantos imóveis tem já o Concelho devolutos e com alcatrão à porta?
Quantos anos têm de devoluto os imóveis da Fronteira dos Galegos a ostentar as portas escancaradas, vidros partidos e a degradação a entrar por tudo quanto é sitio?


Pois é. Assim não vamos lá.
Se queremos mostrar serviço, o Concelho tem bem por onde. Conviria ser mais aplicado nas soluções deixando as grandezas para o Sr Ministro das Obras Públicas.

Agora que se aproxima o Orçamento e o Plano de Investimento para 2009 no nosso Concelho é a correcta altura para ser tudo muito ponderado.
Vêm aí maus ventos, e se continuarmos a aplicar tudo em matéria não produtiva nunca seremos nada e o despovoamento será inevitável.

Também é o último Orçamento deste ciclo autárquico. É também altura de Natal e de bolos, mas cuidado porque lá diz o dito: ‘com papas e bolos se enganam os tolos’.

Boas Festas e o melhor 2009 possível são os meus votos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Os responsáveis que temos no Concelho

Acabada que foi a safra da azeitona e regressado ao domicílio primeiro, eis-me perante a minha primeira intervenção neste Forum.

A maioria dos leitores não me conhece mas por este texto fica de imediato a entender que defendo valores que julgo elementares e que para muitos já cairam em desuso. Assim tem sido ao longo da minha vida e assim espero nunca abdicar. A defesa dos valores é cada vez mais importante nos tempos que correm.

Como sabem alguns, por neste Forum já o ter sido publicado, decorreram no passado dia 28 de Novembro as eleições no seio do PSD, cujos reflexos se farão sentir no nosso Concelho.

A situação transportou-me para o ano de 1958.
Recordo-me perfeitamente de ter acompanhado meu pai à Mesa de Votação no Liceu Pedro Nunes da capital. À data era imperioso votar porquanto, à posteriori, era ‘apreciado’ ao pormenor quem tinha faltado. Ao contrário na provincía, a Mesa, já no final do dia e face ao conhecimento quase familiar dos eleitores, abatia nos cadernos eleitorais e colocava mais um voto favorável na urna.

Pois na invernosa noite do dia 28 e quando ainda mal íam decorridos 15 minutos da abertura da Mesa constatei uma tentativa velada de inserção de voto por outrém, ausente. Com a interpelação a respiração foi suspensa e ... voltou-se atrás. Mesmo assim logo alguém se apressou a afirmar que sem tal procedimento não havia quantidade de votos palpável. A estupetefacção deu lugar ao contraditório e daí se passou a outro tema, no intuito de ir preenchendo o tempo até às 23H00, hora do encerramento da Mesa.

Os militantes com e sem direito a voto lá foram aparecendo e até ao encerramento das urnas só haviam votado 9 dos possíveis 25, num universo estimado de 50.

E a surpresa estava para vir. Qual liturgia católica que na catequese se aprendeu como a parábola da duplicação dos pães e dos peixes.
Uma semana decorrida e eis que o relatório rubricado aponta para 13 votos recepcionados.

Como é que uma situação destas ocorre decorridos tantos anos de democracia, implantada no país? Com que objectivos? Como podemos confiar a condução do Concelho quando na presença do seu Presidente, a Mesa elabora o presente relatório?

Ele é nas coisas mais pequenas que nós podemos medir a honestidade das pessoas envolvidas. Um professor de inequívocas responsabilidades no Concelho e um colaborador da Câmara que se aponta como futuro vereador são os signatários, pois presidiram à Mesa, mas o certo é que o Sr Presidente da Concelhía e da Câmara ficou a acompanhar a atitude e não pode aqui ilibar-se de uma situação à qual não é por certo alheio.

A abstenção é uma forma de crítica e essa leitura tem de ser feita por quem de direito. Não vale a pena tapar o sol com a peneira.

Agora o que daqui se extrai é a questão da honestidade, do oportunismo para fazer crer que tudo vai bem no reino e que a atitude não é lesiva dos governados. Os indícios estão aí e isso é relevante da forma da condução dos bens pertença do Concelho. Os actos ficam com quem os pratica, mas como diz o povo ‘tão ladrão é o que rouba na vinha como o que fica a avisar’.

São para mim valores a defender, a honestidade, a transparência e a ética.
Não pactuarei com atropelos, nem me pessam para branquear determinadas atitudes.

É fácil reagir e criticar, mas o que se torna imperioso é agir.
Quem me quiser acompanhar, seja militante de qualquer causa ou independente, encontrará comigo forma de dar a volta por cima.

O Concelho merece e precisa de melhor.

Como se dizía num panfleto de Outubro de 2005 ‘É TEMPO DE MUDAR’.