domingo, 22 de novembro de 2009

Sempre Marvão!

(Página 93 da revista Única do Expresso de 21 de Novembro de 2009)

A imagem de Marvão continua a ser aproveitada para “vender” Portugal e sem aproveitamento a nível regional.

Vistas curtas!

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tiago Pereira, do MporM, por mail

(clicar na imagem e, de seguida, na bolinha laranja no canto inferior direito)






Reunião da Câmara Municipal de Marvão em 18.11.2009

(Subsídio à Associação Comercial de Portalegre - O Executivo cedeu)


Esta que foi a segunda reunião de Câmara com o novo executivo, quarta-feira dia 11 de Novembro de 2009, contou na assistência com a presença de Gonçalo Monteiro, Nuno Pires e Tiago Pereira.
Fora da ordem do dia foram aprovadas as aquisições de dois prédios no Concelho.

A ordem do dia começou com o Projecto de Regeneração Urbana em Marvão, relativamente à qual a autarquia beneficia da candidatura a um programa comunitário. Esta obra, que se encontra em fase de concurso, foi confrontada com uma lista de erros e omissões apresentada por um empreiteiro. Os erros estavam relacionados com a área de “lajeamento” da parte interior do castelo e as omissões tinham a ver com a pré-instalação das condutas de ar condicionado nos edifícios requalificados. Entendeu-se por unanimidade aceitar os erros e omissões, visto que os mesmos não porão em causa o preço base da obra.

Foi também aprovado o plano de segurança para o pavilhão industrial a construir em Santo António das Areias.

No ponto seguinte começou a trapalhada Feira da Castanha – Associação Comercial de Portalegre. Foi aprovada, pela maioria que saiu das eleições autárquicas, uma alteração ao orçamento no que toca à realização da Feira da Castanha - 40.000 € (quarenta mil euros), que foram transferidos para a Associação Comercial de Portalegre para pagar a componente nacional da Candidatura ao Programa MODCOM, isto é, a candidatura feita pela Associação Comercial de Portalegre paga 60% da maioria das despesas (pelo que se soube na reunião, todas excepto vinho e castanhas), e a componente nacional, os restantes 40%, é paga pela autarquia. Esta alteração ao orçamento ocorreu porque a Câmara, até há pouco tempo, tinha como adquirido que não iria ter despesas com esta candidatura ao MODCOM; segundo o Presidente, tal só aconteceu porque houve falta de comunicação com a Associação Comercial de Portalegre.

O ponto a seguir demonstra bem a necessidade de uma oposição forte, que fiscalize ao pormenor toda a actividade do executivo, contribuindo assim para o desenvolvimento do Concelho. Esta batalha foi ganha pelo Movimento por Marvão, que, sem ter representação em sede institucional, tem feito um trabalho sério de análise da gestão do Concelho. Ora, o executivo recuou na atribuição do subsídio de 10.000 € (dez mil euros) à Associação Comercial de Portalegre, o qual configurava um atentado contra a transparência municipal e contra as associações do Concelho, que sairiam prejudicadas com aquela atribuição. O executivo deu a mão à palmatória, e o MporM saúda-o por isso.

Mas não há bela sem senão. No ponto a seguir, foi aprovado um projecto de protocolo entre a Câmara Municipal de Marvão e a Associação Comercial de Portalegre que prevê o pagamento de 58.470 € (cinquenta e oito mil e quatrocentos e setenta euros) da Câmara à Associação; este protocolo vem trazer alguma transparência, mas parece-nos que se trata de um valor avultado; ao menos, a próxima Assembleia Municipal terá oportunidade de se manifestar sobre a regularidade e pertinência do mesmo. No entanto, há dois aspectos que deveriam ser resolvidos. O primeiro diz respeito ao facto de não ser referido no protocolo que a contrapartida pecuniária à Feira da Gastronomia e à Feira da Castanha advém de uma candidatura ao Programa MODCOM. Parece que legalmente isso não pode acontecer, porque assim a Associação Comercial de Portalegre perderia a candidatura, mas esta questão deve constituir uma preocupação para o executivo. O outro aspecto, que deveria ser, e não é, mencionado no dito protocolo, e para o qual o Movimento por Marvão lança um repto a todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal, prende-se com o facto de o protocolo não prever qualquer fiscalização da Câmara Municipal às verbas concedidas; operacionalizando a ideia, deveria haver um ponto neste protocolo que funcionasse como garantia para a Câmara Municipal de Marvão, e que, por exemplo, poderia consistir no envio, por parte da Associação Comercial de Portalegre, das fotocópias das facturas que resultarem das actividades/iniciativas ocorridas no Concelho de Marvão.

Fica a ideia.

Mas a “história” com a Associação Comercial de Portalegre não ficaria por aqui, visto que o Presidente da Câmara Municipal de Marvão tinha ordenado durante a semana o pagamento de 15.000 € (quinze mil euros) a essa Associação, valor que funcionou como um adiantamento ao protocolo, procedimento pelos vistos legal, mas muito questionável do ponto de vista democrático, porque, em caso de chumbo do protocolo em reunião de Câmara ou na Assembleia Municipal, o município teria de reclamar à entidade a qual fez o pagamento (neste caso, à Associação Comercial de Portalegre), a devolução dessa verba. O Presidente da Câmara, revestido da sua musculada maioria, “saltou” os órgãos que emanam da representação dos Marvanenses e processou um adiantamento à Associação Comercial de Portalegre. Como seria de esperar, os vereadores da oposição teceram, a propósito, duras críticas ao Presidente da Câmara.

O Vereador Nuno Lopes tinha feito chegar à Câmara uma proposta para que o município passasse a controlar e a analisar a água dos fontanários e fontes do Concelho, visto que inúmeras pessoas pelo Concelho fora utilizam essa água para consumo doméstico. A proposta foi chumbada pela maioria, justificando a orientação de voto com base na ideia de que tal não compete ao município, visto que essas são competências da Administração Central e dos organismos que tutelam a saúde pública; o município procede a algumas análises a fontes e fontanários, através de um programa da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, o qual, todavia, é manifestamente insuficiente para determinar a potabilidade da água.

Por último, foi aprovada uma moção que se insurge contra uma portaria que determina a cobrança de serviços do ICN.B (Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade), a qual foi saudada pela oposição. Esta moção vai ser enviada para os deputados eleitos pelo distrito de Portalegre, para o Ministério da tutela e para as Câmaras que estejam inseridas em zonas protegidas.

No período de informações, o Presidente da Câmara falou no artigo que saiu no New York Times; a Vereadora Madalena Tavares manifestou a intenção de apresentar na próxima reunião uma proposta para que as verbas resultantes da cobrança da entrada na Feira da Castanha revertam integralmente para os Bombeiros, visto que no programa vinha inscrito que essas verbas seriam aplicadas na construção do novo Quartel dos Bombeiros; o vereador José Manuel Pires falou da constituição do Clube de Natação de Marvão.

Seguiu-se o período de questões da assistência, em que o membro do Movimento por Marvão Tiago Pereira inquiriu a vereação com seis perguntas: 1) Quais eram os critérios de atribuição de casas por parte do município, se havia algum regulamento em vigor e se havia ou não alguma lista de espera, por parte de munícipes, para a atribuição dessas casas; 2) Para quando o, bem dito e afamado, Regulamento de Apoio ao Associativismo, que traga justiça e transparência aos subsídios concedidos pelo município; 3) Qual o ponto da constituição do Conselho Municipal de Juventude, um imperativo legal, e que tinha de estar constituído até Agosto do corrente ano; 4) Se irá haver, ou não, uma Comissão Local de preparação das comemorações do Centenário da República; 5) Onde está o parecer jurídico sobre a cobrança de entradas na Vila de Marvão aquando da Feira do Café e da Feira da Castanha; 6) Se era ou não pública a Memória Descritiva do Projecto de Regeneração Urbana.

O Presidente da Câmara usou da palavra para responder às questões colocadas - sobre a atribuição de casas, disse que estava em vigor um regulamento, o qual é público, e que não existe lista de espera, são feitos concursos separados com as casas que a Câmara tem à disposição; acerca do Regulamento de apoio ao associativismo, disse que, depois da última reunião de Câmara, deu ordens para que se elaborasse um regulamento que tivesse como preocupação a separação, por tipologias, das associações; sobre o Conselho Municipal de Juventude nada sabia, pelo que o Sr. Manuel Lourenço (Chefe de Divisão Administrativa) interveio esclarecendo que, de facto, o prazo legal para a sua constituição era até Agosto passado, mas que, pelo facto de ter havido eleições, estava atrasado; acerca da Comissão Local de preparação das comemorações dos 100 anos da República, o Presidente começou por dizer que não tinha chegado nada à Câmara Municipal, pelo que o Sr. Manuel Lourenço interrompeu, outra vez, para dizer que, efectivamente, tinha chegado há já algum tempo um ofício da Associação Nacional de Municípios, tendo o Presidente da Câmara dito que não sabia se era relevante ou não o município festejar o Centenário da República; relativamente ao parecer jurídico sobre a legalidade da cobrança de entradas na Vila de Marvão aquando das Feiras do Café e da Castanha, o Presidente afirmou com firmeza que tal não era uma prioridade para o executivo; por fim, esclareceu que todos os projectos da Câmara são públicos e, por consequência, a memória descritiva do Projecto de Regeneração Urbana está disponível para todos os munícipes.

Os membros do Movimento por Marvão esperam ter contribuído, mais uma vez, para o debate no seio da Câmara Municipal de Marvão, pelas perguntas que foram feitas ao executivo, e também pela disponibilização deste relatório sobre a reunião. Reforçando a ideia de que o Movimento por Marvão é um porta-voz da população, esperamos que, nos próximos tempos, por carta ou por e-mail, cheguem questões acerca das quais os Marvanenses desejem obter esclarecimentos ou resolução por parte da sua Câmara Municipal.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Forum Marvão Memória

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Miguel Teotónio Pereira, por mail

A festa, a castanha, o euro, o bom senso e a cidadania
(comentário ao post “O euro da discórdia")

A festa da castanha é um regabofe sem espírito, sem objecto, sem critérios, sem qualidade, sem ordenamento, sem percursos, sem mais-valias e sem respeito pelos residentes. A única “ideia” que a anima é a mesma (única) que “anima” todos os outros “eventos”: atafulhar, de qualquer maneira, Marvão de “turistas”, comprimi-los, espremê-los, às centenas, aos milhares, qualquer dia aos milhões, não se sabe porquê, e para quê; vale tudo - já se vendem cães, concerteza produtos do artesanato local. Tenho as maiores dúvidas que estes “eventos”, “organizados” sem pinta de inovação, de imaginação, sem nada que os diferencie de centenas de eventos similares plantados por esse país fora, sem uma ideia conducente àquilo que verdadeiramente importaria - realçar a singularidade de Marvão, a qual, aliás, também por via deste espírito festeiro, que confunde cultura com turismo, turismo com festas e festas com multidões engodadas e enganadas, rapidamente caminha para o suicídio -, resulte em benefício de Marvão; mas já não tenho dúvidas de que eles, esses “eventos”, contribuirão fortemente para a construção de uma imagem de um Marvão caótico, sem norte e também sem sul, normalizado, calibrado, e que cometeu a proeza de transformar um produto local num bilhete-postal dos anos 70.

Mas isto é um desabafo. Que terá o destino que costumam ter os desabafos: o esquecimento; porque, entre outras coisas, os entusiastas das “festas”, que o são porque são entusiastas dos “eventos” que tragam, nem que seja de joelhos e acorrentados, “gentes e gentes”, que o são porque são entusiastas dessa ideia de “turismo”, que o são porque são entusiastas da ideia-fetiche de que o “turismo” constitui a única hipótese de desenvolvimento das povoações raianas e despovoadas, não se dão ao trabalho de tentar perceber porque é que décadas dessa estratégia, com o partido A ou o B ao leme dessa nau desgovernada, nunca impediram o despovoamento e o empobrecimento persistentes, continuados, em aceleração; é como se dissessem: temos uma receita que aplicada diligentemente ao longo de 35 anos se revelou como a mais eficaz para empobrecer e despovoar o concelho; pois bem, o que vos propomos são mais 35 anos dessa estratégia!

Mas onde verdadeiramente eu queria chegar era ao “euro da discórdia”; porque a falta de senso tem limites. E começo pelo começo: não se trata, aqui, de saber se “eventos”, “festas”, e tutti quanti, deverão ou não ser cobrados; essa é uma conversa interessante, para a qual deverão carreados outros aspectos, como sejam as fontes diversas de financiamentos, a transparência na sua obtenção e distribuição, prioridades, parcerias, etc. Mas não é essa a questão. A questão é só a de saber se se pode, qualquer que seja o pretexto, cobrar a entrada num espaço, por natureza, público. E é claro que não pode. Juridicamente, moralmente e eticamente. A cobrança (coerciva, sim, que eu tenho olhos e ouvidos) do tal euro é absolutamente ilegal: aos olhos da lei e aos olhos do entendimento cívico de que espaços públicos não são privatizáveis; essa cobrança revela, entre outras malfeitorias, uma clara exorbitância das funções legalmente atribuídas às vereações, que não são donas do sítio, são gestoras, condicionadas pela lei e pelo bom senso, do sítio. A questão não é saber se se cobra a entrada para uma “festa”; a questão é saber se se pode cobrar a entrada numa povoação. E a analogia com outras “festas”, noutros locais, é no mínimo demagógica - porque, demagogicamente, omite o facto, relevante, de em Marvão, para se cobrar a entrada numa “festa”, cobrar-se a entrada na vila.

Uma última palavra para os residentes; eles já se habituaram a serem tratados como “gentes”, objecto das estratégias que outros em seu nome decretam, e não sujeitos do seu próprio destino; todas as humilhações estão já habituados a suportar; mas, desenganem-se: estão habituados, mas não conformados; eles trabalham, pagam impostos, deslocam-se, têm família, vão às compras, etc; não são “macaquinhos” presos na era medieval cuja única razão de vida parece ser a de constituírem uma “atracção” para os turistas, os de cá e os de fora. Parece haver quem lhes queira distribuir meia dúzia de bilhetinhos para entrar na sua própria terra, para aceder às suas casas, calcorrear as suas ruas, sem ter que dar justificação disso, ou pedir desculpas por atrapalhar o trânsito turístico. Deviam, penhorados, agradecer. Mas eu digo: guardem lá os bilhetinhos. Os moradores de Marvão não vendem a sua condição, e não deitarão borda fora, pelos menos não sem luta, a sua condição de cidadãos de corpo inteiro.

Miguel Teotónio Pereira
Novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Gonçalo Monteiro e Tiago Pereira, por mail

Ver melhor clicando abaixo:

Esmiuçando os Subsídios
(Texto de Opinião)

No dia 4 de Novembro ocorreu a primeira reunião da Câmara Municipal de Marvão com o novo executivo constituído, na qual foram debatidos alguns temas polémicos, entre os quais destacamos a atribuição de um subsídio de dez mil euros à Associação Comercial de Portalegre.

Desde há muito tempo que vimos defendendo a criação de um Regulamento para a atribuição de subsídios às Associações e Instituições Particulares de Solidariedade Social. Este Regulamento é essencial para trazer justiça e transparência aos subsídios concedidos pelo município, tal como para controlar a aplicação dos mesmos, através da criação de uma espécie de contratos-programa, como acontece noutros municípios que conhecemos.

O que foi oficialmente aprovado, ainda que à condição, na Reunião de Câmara, foi um subsídio de dez mil euros à Associação Comercial de Portalegre, em resposta ao ofício enviado por aquela Associação, por fax, à Câmara Municipal de Marvão, no qual se pode ler: “com o intuito de atrair pessoas e promover o comércio tradicional local [do concelho de Marvão], estão previstas acções natalícias, festejo do dia dos namorados e algumas iniciativas de divulgação [no concelho de Marvão]”. Este ofício, como se pode constatar, não discrimina o valor que é pretendido para o apoio solicitado, nem que actividades, em concreto, vão ser desenvolvidas.

É também oficial, e está escrito na acta da Reunião de Câmara, que houve uma reunião entre o Presidente da Câmara Municipal de Marvão e alguns membros da Associação Comercial de Portalegre para serem tratadas questões relativas à candidatura (a decorrer) ao programa MODCOM e, concomitantemente, para se averbar o montante que o Município iria conceder à Associação. Foi explicado pelo Presidente do executivo, na Reunião de Câmara, que este programa MODCOM, a que a Associação Comercial de Portalegre se candidatou, permite ao Município ter 60% das despesas, que vão desde a Feira da Gastronomia até ao lançamento da imagem de marca de Marvão, passando pela Feira da Castanha, pagas.

Na reunião de Câmara, à qual tivemos o prazer de assistir, o Presidente da Câmara lamentou a falta de compreensão dos vereadores da oposição, e também do vereador da maioria José Manuel Pires (que teve bastantes dúvidas em votar a favor da atribuição daquele subsídio), pois sustenta que, se o município não colaborasse neste apoio à Associação Comercial de Portalegre, possivelmente, para o ano que vem, esta não candidataria neste programa (MODCOM) as despesas dos eventos realizados em Marvão, sendo que esta é a única entidade que se pode candidatar a este programa.

Para terminar a “história” oficial, tem que ser dito que o vereador José Manuel Pires votou à condição a atribuição desta verba, dado que lhe cabe agora o pelouro da cultura e pretende saber que tipo de actividades caberia nesta proposta. Os vereadores da oposição (Nuno Lopes e Madalena Tavares) votaram contra este subsídio, sublinhando que o ofício não discrimina que actividades irão ser desenvolvidas no Concelho pela altura do Natal e do Dia dos Namorados, para além de se tratar de um montante exagerado para o efeito, assumindo, assim, contornos pouco transparentes.

Mas tudo ficaria mais claro após a Reunião, numa conversa que tivemos com o Presidente da Câmara – Vítor Frutuoso, onde nos foi explicado o imbróglio desta candidatura ao programa MODCOM. Eis então a raiz do problema: a maioria das facturas de despesa respeitantes aos eventos da Câmara Municipal de Marvão foi passada em nome da Associação Comercial de Portalegre para ser elegível ao dito programa. O que se passa, então, é que, neste momento, a Associação Comercial não dispõe de verba para pagar parte dessas facturas, “por inexperiência da sua estrutura”. Assim, alegadamente irá haver umas animações de natal e namoradeiras, que previsivelmente custarão tuta-e-meia à Associação Comercial de Portalegre e, com a verba sobrante, esta equilibra a sua tesouraria e paga as facturas respeitantes aos eventos ocorridos em Marvão. Sem estar em causa, neste caso, qualquer aproveitamento pessoal, perguntámos: “então se é assim, porque é que não se faz um protocolo com a Associação Comercial de Portalegre para que esta situação fique totalmente clara?”, tendo o Presidente da Câmara respondido que, assim, esse documento teria de passar pela Assembleia Municipal, com todos os inconvenientes inerentes, para além de que ia demorar imenso tempo. Voltámos à carga: “se as facturas não estão em nome do município, que problema há em demorar esse tempo, pelo menos o processo era totalmente transparente, não?”, “pois, mas assim para o ano já não havia candidatura” – respondeu o Presidente, com receio de uma possível retaliação da Associação Comercial de Portalegre, caso não fosse concedido este subsídio.

Outro pormenor preocupante é o saldo, à data da entrada do fax, para este tipo de apoios que era, como podem ver no ofício, de 10.082,15 €; o que quer dizer que com a atribuição deste subsídio, o saldo municipal para os apoios às Associações do Concelho até ao final do ano será de 82 €. Isto é muito preocupante. Sabemos que se pode fazer alguma ginástica orçamental e ir buscar verbas a outras rubricas, mas, em qualquer caso, tratar-se-á de um péssimo resultado. Todos sabem que muitas Associações do Concelho promovem acções, e actividades de grande interesse, pela altura do Natal, e o que é que temos agora? 82 € a dividir por todas as Associações do Concelho, quando a Câmara deu 10.000 € à Associação Comercial, Industrial e Serviços do Distrito de Portalegre.

Não duvidamos do benefício que esta parceria com a Associação Comercial de Portalegre traz ao Concelho de Marvão, no entanto, os processos têm de ser claros, têm de passar pelos órgãos com legitimidade democrática de forma séria, têm de ser ouvidos os agentes locais interessados, e têm de se respeitar, em primeiro lugar, as Associações do Concelho de Marvão, o que não aconteceu. Mais uma vez fica comprovado que urge um Regulamento municipal que discipline estas situações.

Cada munícipe, cada instituição, cada força política tirará as suas conclusões; nós esperamos com este trabalho estar a contribuir para a Democracia Participativa no Concelho de Marvão, que há muito defendemos.

Marvão, 16 de Novembro de 2009

Gonçalo Monteiro
Tiago Pereira

Grupo de Pais do Amaral desiste do golfe de Marvão!



Grupo de Pais do Amaral desiste do projecto turístico do golfe de Marvão!





Não percebi: desiste ou suspende?

Esta posição do grupo de Pais do Amaral talvez seja, apenas, uma táctica de pressão sobre os investidores do aldeamento turístico e outras partes importantes neste negócio.

Oxalá seja!


Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

domingo, 15 de novembro de 2009

O Euro da discórdia!


Mais uma Feira da Castanha... mais uma tarde de sábado muito bem passada!

A tarde prometia chuva mas esta não passou de um “molha parvos” e muito nevoeiro a circundar Marvão. Revelou-se, assim, um excelente cenário e um tempo perfeito para comer castanhas assadas e beber algumas (poucas) canecas de vinho na alegre companhia de alguns bons amigos.
Apesar de serem já quase 16,00 horas, a chegada a Marvão foi tranquila. Não estava nenhuma daquelas enchentes de outros anos, contudo havia muita gente mas, sem o caos dessas edições, deambulava-se tranquilamente em Marvão.
As castanhas estavam boas e o vinho excelente!

Diria que a Feira estava “normal”, na sequência de outras edições anteriores. Não vislumbrei novidades, tendo ficado, contudo, com a ideia que a animação de rua era escassa.

Estas considerações levam-me a meditar que será necessário “repensar” esta feira, acrescentar-lhe novidades. Não há “produto” nenhum que se mantenha na “na crista onda” do mercado se não se introduzir, periodicamente, algumas inovações. Enfim, novos atributos que o relancem!

Assim sendo, as conversas centraram-se (mais uma vez) no euro pago à entrada. O euro da discórdia!

Eu defendo que os eventos em Marvão devem ser cobrados. O cenário é edílico (e único), tendo toda a lógica que os eventos aí realizados captem recursos, os quais possam depois ser (re) investidos na indústria turística de Marvão.

(E a todos os sítios onde vou é, sempre, tudo a pagar.)

Portanto, considero que um euro até é “curto”! E não concordo que sejam as Associações a usufruir, reiteradamente, dos fundos cobrados nos eventos em Marvão.

Existe, no entanto, um argumento de peso que põe em causa a cobrança de entradas logo às portas da Vila. Dizem os residentes que se, por exemplo, têm convidados para almoçar torna-se necessário apresentar justificações à porta para que os mesmos não tenham que pagar para os visitar. Pertinente!

No caso da “Al Mossassa”, em que o perímetro da festa é mais restrito essa situação fica, na minha opinião, ultrapassada…

Assim, julgo que futuros eventos a criar em Marvão deveriam ser mais circunscritos (tipo Al Mossassa), com apostas mais arrojadas ao nível dos “artistas” e “bem cobrados”.

Marvão tem atributos que o justificam…

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O MUNDO DOS OUTROS...

Por se tratar de uma Opinião que revela muita coragem, tal como outras que tem emitido, e num país em que parece que esse valor anda arredio, aqui vos trago mais um artigo do Grande jornalista que é Mário Crespo, que apesar de se referir a temas nacionais, penso que também a nós marvanenses dizem respeito.

Os intocáveis – Por Mário Crespo no JN
2009-11-02

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras.

Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação.

Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)".
O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato.


Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos.

Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.

Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública.

Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano.

Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: Nos grandes ninguém toca.

TA: Já agora, convém referir que assino por baixo…

1ª REUNIÃO DO NOVO EXECUTIVO CAMARÁRIO

O Movimento por Marvão (MporM), enviou-nos o seguinte mail sobre a Reunião do Executivo da Câmara Municipal de Marvão no passado dia 4/11/2009, que aqui divulgamos:


Na quarta-feira, dia 04/11/09, teve lugar a reunião da Câmara Municipal de Marvão no Salão Nobre do Município; estas reuniões, que contam com a presença de todos os Vereadores eleitos, são também abertas ao público, que pode no final colocar questões sobre a actividade municipal. Nesta reunião apenas estavam presentes duas pessoas no público - Gonçalo Monteiro e Tiago Pereira, ambos membros do Movimento por Marvão.
A reunião, que começou com um ligeiro atraso, contou com um assunto fora da Ordem do Dia, e que se relacionava com um pedido de subsídio da Associação Comercial de Portalegre.

O ofício, ao qual o Movimento por Marvão teve depois acesso, solicitava um subsídio a fim de se realizarem umas animações na época natalícia e no dia dos namorados. O Presidente da Câmara adiantou que a Associação Comercial de Portalegre tem sido parceira da Câmara, nomeadamente nos eventos que têm acontecido, desde a Feira da Gastronomia até à Feira da Castanha, bem como na promoção da imagem de marca de Marvão. Acontece que a Associação Comercial de Portalegre fez uma candidatura, que pelos vistos foi aceite e está em funcionamento, onde a Câmara tem a maior parte das despesas destes eventos, comparticipadas a 60% pelo programa MODCOM.

O pedido de subsídio não discriminava o montante, sendo que o Presidente da Câmara interveio para dizer que se tinha comprometido numa reunião com a Associação a subsidiar aquela instituição com 10.000 € (dez mil euros).

Após ter revelado aquele valor, os vereadores da oposição, e também o Vereador José Manuel Pires, ficaram intrigados com o valor em causa e com a falta de informação que o ofício revelava. Pediram mais esclarecimentos, mas pouco mais foi dito - o Presidente adiantou apenas que, se não se apoiasse a Associação nesta fase, no futuro a Câmara poderia perder a candidatura, que só pode ser submetida pela Associação Comercial.

O que aconteceu na reunião foi que se votou um subsídio de 10.000 € para a Associação Comercial de Portalegre desenvolver, apenas e só, umas actividades no Natal e nos dias dos namorados.

O próprio Vereador José Manuel Pires, agora com o pelouro da cultura, foi à condição que viabilizou a concessão desde subsídio, isto é, apenas dá ordem à contabilidade para ser feito o pagamento quando souber que tipo de actividades vão ser desenvolvidas. Os vereadores da oposição votaram contra, com elucidativas declarações de voto. Um processo muito pouco claro este, e que deve ser esmiuçado.

Nesta reunião ficou a saber-se que o Parque de Campismo Naturista aprovado pela Câmara e pela Assembleia Municipal para a freguesia de Santo António das Areias já não irá para a frente, porque o investidor não chegou a acordo com os proprietários dos terrenos em questão; na calha, existe agora outra localização, na Freguesia de São Salvador da Aramenha, mais concretamente nos Alvarrões; mas para este projecto ir para a frente tem de ter de novo as aprovações da Câmara e da Assembleia Municipal, e foi essa diligência que ocorreu na tarde de quarta-feira, tendo sido aprovado o avanço do processo.

As reuniões de Câmara têm sempre uma dificuldade inerente para o público que vai assistir: é que este não conhece os documentos, os valores, as rubricas dos projectos que se estão a discutir; isto a propósito do terceiro assunto, relativo à alteração do orçamento para fazer face às obras no Moinho da Cova, na Portagem, o qual irá funcionar como Centro de Interpretação dos Moinhos de Água e garantir, igualmente, o atendimento turístico na zona. A alteração da rubrica do orçamento para esta obra prevê o acréscimo de 150.000 € (cento e cinquenta mil euros).

Foi também aprovada, no âmbito da Etapa do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura, a ter lugar em Marvão no dia 11 de Novembro, a oferta de um almoço aos participantes, bem como o transporte para a deslocação das bicicletas.

Sobre a Feira da Castanha, importa dizer que foi aprovada nos mesmos moldes, o que comprova de que nada serviu a reunião preparatória da Feira, onde o Movimento por Marvão esteve presente e apresentou propostas concretas. No seguimento de um pedido feito pela Vereadora Madalena Tavares, ficou escrito em acta que a Câmara Municipal deve procurar munir-se de um parecer jurídico acerca da legalidade da cobrança de bilhetes à entrada da Vila, por ocasião da Feira; o Movimento por Marvão, que naquela reunião se manifestou contra essa cobrança, espera que se obtenha esse mesmo parecer o mais rápido possível.

Foi também aprovada uma alteração, que será presente à Assembleia Municipal, no que toca às taxas; foi deliberado, ainda, devido a uma derrapagem, o reforço do apoio às obras da Igreja da Escusa em 2.000 € (dois mil euros).

No período reservado ao público, o membro do Movimento por Marvão, Tiago Pereira, deu os parabéns a todos, de forma pública, pela sua eleição; pediu para que honrassem os cargos de vereadores, e que o processo de auscultação da população não se tivesse esgotado na campanha eleitoral. Dito isto, questionou ainda o executivo sobre a sua abertura para que o Boletim Municipal - infoMarvão passasse a ter duas páginas distribuídas/divididas pelas forças políticas candidatas nas últimas eleições para os órgãos da autarquia, para que, desta forma, possa haver uma maior pluralidade na mensagem que chega aos munícipes, à semelhança do que acontece noutros Concelhos, e de acordo com o Programa Eleitoral do Movimento por Marvão. O Presidente não se comprometeu com esta sugestão, e disse que estaria aberto a receber propostas, pelo que o Movimento por Marvão fará chegar na próxima semana essa proposta, por escrito, à Câmara Municipal.

Fica assim demonstrado, uma vez mais, que o Movimento por Marvão não se esgotou nas eleições autárquicas e, mesmo sem representação institucional, continuará a apresentar propostas à Câmara Municipal, a lutar pelo seu programa e, essencialmente, a ser um porta-voz da população.

domingo, 8 de novembro de 2009

Finalmente a ETAR na Beirã


Na anterior Assembleia Municipal, aí pelo início de 2006, foi promovida a descentralização de algumas sessões, tendo sido realizada uma em cada freguesia do concelho. Foi uma excelente ideia, já que nessas assembleias normalmente havia mais gente a assistir e discutiam-se sempre alguns “assuntos locais”.

Lembro-me que na realizada na freguesia da Beirã foi debatida a questão dos esgotos nessa localidade, tendo sido frisado por alguns membros da Assembleia aí moradores que os mesmos corriam a céu aberto; o cheiro era nauseabundo; e que, inclusivamente, os esgotos inundavam terrenos de particulares, como por exemplo do antigo (e actual) membro da AM, prof. José Garraio.

E que a situação se mantinha assim já há largos anos!

Lembro-me de, na altura, pensar que essa era uma situação insustentável e que, além das questões estratégicas (as quais me despertavam sempre mais atenção) estas também eram questões prementes que urgia resolver.

E que em décadas não se tinha investido no concelho em outras infra-estruturas com a “desculpa” que tinha sido necessário dar prioridade ao saneamento básico e, no entanto, ainda existiam situações destas…

Este assunto era, portanto, lamentável e a sua resolução envolvia grande urgência. Foi a conclusão!

Foi, por isso, com satisfação que hoje li a notícia no “Fonte Nova” que aqui vos trago:

http://www.jornalfontenova.com/fnonline.asp

Finalmente, vai ser construída uma nova ETAR na Beirã para que os esgotos não corram a céu aberto!

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

CRÓNICA DE UMA “derrota” NÃO PREVISTA!

Hoje jogo eu!

Realizou-se ontem dia 7 de Novembro, mais um jogo-convívio entre as equipas de Velhas-Guardas do Grupo Desportivo Arenense e o Clube Desportivo de S. Mamede.

O jogo teve lugar no Campo Municipal Eduardo Lima (Professor Du), nos Assentos e terminou com o resultado de 2-1, favorável à equipa de Portalegre, que marcou o golo da vitória no último minuto de jogo. O golo do Arenense foi obra dos manos Macedo, depois dum centro remate de Luís Miguel, surgiu a concretização à boca da baliza por Nuno.

Mais uma vez um bom jogo por parte do Arenense que tem por sina não ganhar ao S. Mamede, mas merecia…


GDA (da esquerda para a direita e de cima para baixo): Sabi, Bonito, JM Freire, Peixe, -Zé, Chaparro, Barradas, Zé Vaz, Jbuga, Nuno, Zé Carlos, Antunes, J. Vitorino, João Carlos, Bonacho, Zé Domingos, J. Paulo, Manolo e Luís Miguel.


Equipa das Velhas Guardas de S. Mamede


Seguiu-se uma terceira parte, ainda mais animadíssima no Restaurante Jorge Isidro, com um repasto farto e um convívio fora de série com mais de 50 pessoas, e com a sempre boa animação da malta de Portalegre, dos quais somo admiradores. Não faltou sequer as cerimónias de “baptizo” daqueles que vestem pela 1ª vez a camisola do S. Mamede e que têm que demonstrar que não suam só a dita, mas que a transpiração se estende até às “cuecas”!


As duas equipas perfiladas, como "manda a sapatilha"

Quem acabou por fazer o seu “baptizo” na equipa do GDA foi o Sabi-sénior, que a estas horas deve andar a arrastar-se com um “andar novo”, devido ao facto de não ter aceite os “meus conselhos”, há vinte anos atrás e estar com algum défice de desenvolvimento de algumas competências, nomeadamente, ao nível dos “abdutores” e dos “glúteos” (mais conhecidos por nadegueiros!), mas deixa lá que isso passa…
No Relatório do mano, conta que atingiste os mínimos. E o que interessa é a boa vontade.

Venha o próximo que será já no dia 21 de Novembro em Nisa.

sábado, 7 de novembro de 2009

Tristezas, alegrias e colonização



Exemplo de uma "tristeza alegre" pode ser o facto de recebermos a notícia, vinda do EUA via telegrama, de que faleceu uma tia afastada, da qual nunca anteriormente ouvíramos falar. Coube-nos em herança toda a fortuna que a senhora amealhara a vender borras de café e hamburguers resinosos, numa roulotte à porta do Pavilhão dos Lakers. Aquilo que parecia uma triste nova (a morte da nossa parente), transformou-se inesperadamente numa enorme alegria: acabamos de ganhar uma fortuna!

O caso inverso, tem como exemplo o facto dos melhores resultados das provas dos exames nacionais do ensino básico se terem obtido na Escola BI Dr. Manuel Magro Machado, em Santo António das Areias. Até aqui, grande alegria. Só que consultado o quadro classificatório, observamos que somos, de longe, os últimos em população escolar: 14 alunos, somente 63% dos alunos do estabelecimento de ensino que figura em penúltimo lugar. Seremos obrigados a reconhecer que somos bons, mas somos poucos, ou pior ainda, que somos bons mas começamos a ser insuficientes para contornar os obstáculos com que a nossa sociedade se depara, pondo em causa a nossa identidade e a nossa soberania. Estamos perante uma flagrante "alegria - triste".
...




Relativamente ao affaire "novos povoadores", o caso pia mais fino. Talvez por isso não tenha vindo à tona em programas eleitorais. Os obstáculos são múltiplos, desde o processo de legalização dos imóveis, passando pelo estado de degradação destes, não esquecendo que é necessário substituir toda a conduta da rede de águas, saneamento e resíduos sólidos. Convém não esquecer que a estação de tratamento daquela urbanização certamente não funcionará ...

Quem vai restaurar toda esta logística? Quantos meses ou anos vão demorar a fazer estas obras?As casas ainda nem têm dono e quando o tiverem este será o Estado. E o nosso Governo vai fazer uma ponte, um aeroporto e uma linha de TGV. Não vai gastar o seu dinheirinho a arranjar casas na Fronteira de Marvão. O Município? Nem pensar!!! Andam-se a contar os escassos cêntimos que sobram para pagar a iluminação pública e o gás da Piscina de Santo António... já para não falarmos de quem vai pagar a iluminação da época natalícia que se avizinha.

Mais importância assume ainda o facto de que esta aparente alegria provocada pela vinda dos neo-colonizadores, ser suplantada pela preocupação produzida nas hostes indígenas que criaram expectativas em relação àquelas casinhas, já para não falarmos dos actuais residentes, todos eles sem certezas absolutas em relação à forma como os seus casos vão ser abordados.

Por tudo isto, não convinha "descompensar" a populaça com uma notícia que certamente teria uma dupla leitura.

Penso eu de que...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Matança do Porco 2009


A Associação Portus Gladii de Porto da Espada, realiza mais uma Matança do Porco, possibilitando um generoso convívio e um reviver de tradições gastronómicas.

Fica o convite, increvam-se pelos Telm. 966445022 ou 962756527

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

FOTOS CURIOSAS DA TOMADA DE POSSE

Porque vale mais tarde que nunca, aqui deixo algumas fotos da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos...




O último discurso do Dr. Carlos Joaquim, um Homem e um Marvanense que, com a sua garra, tentou abanar o sistema descentralizando sessões, dinamizando convívios, sugerindo eventos. A AM ficará mais pobre com a sua saída. Foi um prazer trabalhar consigo!



Víctor Frutuoso assina "segundo contrato", por expressa vontade da maioria do povo do Marvão...

O Dr. Pires apresentou-se com uma gravata "hipoteticamente" oferecida pela lista "Juntos por Marvão", durante a campanha eleitoral...


O Eng. Nuno "pôs" o dedo...?????

O Dr. Catarino recebe o testemunho...

Ó mana, tiró cabelo dos olhos!!!


A nova mesa, à procura da sincronização... Alguém a viu???

Uma Assembleia Municipal da qual saem Carlos Sequeira, Fernando Bonito, Mena Antunes e Fernando Gomes, todos duma tacada, vai ser, sem dúvida, uma Assembleia "diferente".
Daqui a quatro anos há mais...




MporM por mail…

NOVOS POVOADORES EM MARVÃO


O MporM fez-nos chegar a troca de mail’s, acima digitalizada, que este movimento promoveu com o Projecto Novos Povoadores, no sentido de esclarecer a notícia recentemente surgida no “Diário de Notícias” sobre a possibilidade de “povoar” a fronteira dos Galegos.

Da informação recolhida destaco a afirmação clara relativamente ao conhecimento que o anterior Executivo teria tido sobre este projecto e fico surpreendido (tal como o JBuga) de este assunto, apesar de se tratar de algo ainda muito embrionário, não ter sido abordado na campanha eleitoral.

Esquisito…

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

Marvão - no comments!!



Sim, este artigo é de 2007. Mas para mim, é novinho em folha, só o "descobri" ontem, numa revista que anda aqui pela Câmara Municipal, e o qual, pelos vistos, emociona mais uns que outros.






Se colocarmos este artigo em cima da mesa, do qual se pode e deve retirar a ideia de que, inequivocamente, MARVÃO VENDE PORTUGAL, e ao lado colocarmos as patéticas declarações do embaixador de Portugal na UNESCO quando referiu que a nossa candidatura a Património Mundial não tinha grandes hipóteses, percebemos facilmente que alguém meteu uma valente argolada.



Das duas, uma: ou a nossa candidatura podia e devia ter ido até o fim e hoje teríamos o emblemazinho do Património Mundial ali na placa por baixo da Santa Casa, ou então o (des)governo Português deveria ter escolhido a Torre de Belém, o Palácio da Pena, ou as vinhas do Pico para pintar nos táxis dos filhos da Grã-Bretanha.


Do you know?

Marvão no New York Times

Marvão no New York TImes, é só clicar no link:


http://travel.nytimes.com/2009/11/08/travel/08next.html?ref=travel

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Hermínio Felizardo expõe na Casa da Cultura de Marvão








O humor gráfico, o " cartoon " e a caricatura, são áreas de exploração subsidiárias das Artes gráficas que Hermínio Felizardo explora nesta exposição, que contempla trabalhos realizados entre os anos de 2007 e 2009.
Alguns destes trabalhos já estiveram presentes em diversos certames (exposições) a nível nacional e internacional, a saber : Lisboa (Telheiras); Exponor de Matosinhos; Lousã ; Valência e Lérida ( Espanha ) ; Salão de Sait Just le Martel (França) etc.

Trata-se portanto de uma exposição à qual estarão subjacentes diversas temáticas, nomeadamente a sátira social e política e a caricatura de famosos.


Onde: Câmara Velha – Casa da Cultura de Marvão
Quando: 1 a 30 de Novembro de 2009
Quanto: entrada gratuita



Já era tempo da Câmara Municipal de Marvão dar valor e visibilidade a este marvanense cujo trabalho tem merecido os mais rasgados elogios.

Com o seu trabalho reconhecido não só em Portugal como também no estrangeiro, Hermínio Felizardo verá, durante este mês, as suas obras expostas no local onde, quiçá, lhe dará mais prazer: Marvão, a sua terra!

Fica, então o convite para apreciarmos “ao vivo” a arte deste nosso amigo e “companheiro de blog”.


Grande Abraço
Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Herdade do Pereiro

O PASSADO:


O PRESENTE:








e o FUTURO, como será?

(Imagem do Passado captada no museu em Marvão. Fotos do Presente retiradas da "Toca dos Coelhos".)

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

Será verdade, ou não?

Sim?

Não?

Talvez?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

E Esta Hein...

Hoje pela manhã, quando ouvia a Antena 1 fui surpreendido com esta notícia. Tentei indagar a sua origem e aqui vai ela…


(in diário de Notícias de 28/10/2009)


Aldeia na fronteira de Marvão vai receber novos povoadores
por ANA TOMÁS RIBEIRO Hoje :




Depois de alguns atrasos por causa das eleições autárquicas, o projecto ganha nova dinâmica. Além de Évora, Marvão poderá ser segundo destino de algumas das 29 famílias já seleccionadas


A aldeia do concelho de Marvão mais próxima da fronteira com Espanha deverá ser o próximo destino do projecto Novos Povoadores. A ideia é recuperar o velho casario e transformar o local numa aldeia empresarial, disse ao DN um dos três criadores do projecto, Frederico Lucas. "Algumas casas irão acolher empresas, de pequena dimensão mas com ambições globais, e as outras vão acolher as famílias empreendedoras", adiantou. O projecto terá também uma componente de turismo ligada à observação de aves, adiantou.


O projecto Novos Povoadores, que arrancou no início deste ano, com o objectivo de levar famílias das grandes cidades para o interior do País, já concluiu uma primeira fase de selecção de candidatos e apurou 29 famílias.

Neste momento conta com mais 316 inscritas para serem seleccionadas, referiu Frederico Lucas. Évora continua a ser a primeira cidade na calha para acolher alguns dos novos povoadores já seleccionados. O projecto para revitalização e repovoamento do centro histórico da cidade com a consultoria de Frederico Lucas, Alexandre Ferraz e Ana Linhares, já foi aprovado em Assembleia Municipal antes das eleições. Mas o contrato ainda não foi assinado, porque as autárquicas acabaram por originar alguns atrasos no seu andamento, explicou Frederico Lucas. Uma informação confirmada também pelo presidente da Câmara Municipal, reeleito nas últimas eleições, José Ernesto Oliveira. Quando assinar o contrato, a Câmara pagará uma tranche de 20 000 euros aos Novos Povoadores, que em contrapartida terão de conseguir instalara cinco famílias no centro histórico. Quando for atingido o objectivo global do contrato, que é levar 20 famílias para Évora, receberão um total de 75 000 euros. "É assim para qualquer município com quem viermos a trabalhar", afirmou um dos mentores do projecto.

Segundo José Ernesto Oliveira, que tomou posse no último sábado, neste momento a Câmara está a reorganizar-se e dentro de 15 dias deverá reunir-se novamente com os Novos Povoadores para acertarem as formas de concretização do repovoamento do centro histórico.

Segundo Frederico Lucas, o projecto de Marvão, bem como o de Idanha-a-Nova também sofreram atrasos por causa do acto eleitoral. Mas deverão ter novos desenvolvimentos em breve.
"O objectivo para a aldeia do concelho de Marvão é levar famílias de um nível etário mais elevado, consultores de empresas na reforma, com experiência para lançar os projectos empresariais." O DN tentou por diversas vezes contactar o presidente da câmara do município, mas até ao fecho da edição não foi possível obter qualquer declaração deste.

Como é possível que durante a campanha eleitoral ninguém tenha falado de tal coisa???

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MporM por mail…


(Análise aos resultados eleitorais do MporM)

sábado, 24 de outubro de 2009

O Senhor Não Senhor

Capítulo I

A minha vida não serve de exemplo a ninguém, mas foi a que eu escolhi, não me envergonha, nem ando á procura de outra.

Ao longo destes 45 anos de existência, procurei, procuro e procurarei, não magoar alguém quer física quer psicologicamente.
Agora, até eu ser um Yes Man (Senhor Sim), vai uma distância muito grande.
Eu enumerar as diversas tarefas que ao longo destes anos fiz ou ajudei a fazer (tenho ajudado muita gente a brilhar) em prol da comunidade Marvanense (a título gratuito e muitas das vezes a por linhas do bolso, quer em dinheiro ou com equipamentos, etc.) e não só, não seria moroso, porque as tenho catalogadas e em mente, mas se calhar seria enfadonho, para alguns.
Vem isto a propósito de quê?
No Forum Marvão, basicamente, vejo com frequência, publicadas opiniões, notícias, etc., com um único objectivo, fazer a cabeça das pessoas.
Escrevendo-se nas mais diversas áreas, das quais não estamos seguros, mas que lemos na VISÃO ou no EXPRESSO e captamos daí a cultura que debitamos aos Marvanenses.
Vejo também fazerem-se análises políticas com um só sentido, o seu Partido, ora onde está a isenção dessa análise, e não havendo essa isenção, só se pode chamar uma coisa
- CAMPANHA.
Eu tento fazer o contraditório, mostrando os podres das análises, mas não dou a minha opinião, porque senão caía também, naquilo a que me oponho, fazer as cabeças das pessoas, por isso contradigo mas não opino, deixando ao critério de cada um a sua análise daquilo que se escreve.
Não é, por não citar passagens de livros que sou mais inculto que outros, mas não preciso para minha defesa a cabeça de outros, tenho seguido a minha, e umas vezes deveria de a ouvir mais.
Luto contra a injustiça a falsidade e a desigualdade.
“Dizer que não noto indiferença por parte de certas pessoas, seria estupidez, mas como, salvo raras excepções, utilizo o WC todos os dias, e olhando, penso “estamos quites”, o Débito e o Crédito saldado.”

Clarimundo Lança

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A “Incompatibilidade” dos papéis de Nuno Lopes


Hoje, que foi dia de tomada de posse dos novos Órgãos da Autarquia de Marvão, gostava de partilhar convosco uma questão sobre a qual há já algum tempo venho pensando.

Nesta tomada de posse será instalada a “nova” Câmara Municipal, sendo que da mesma fará parte Nunes Lopes, 2º eleito para o executivo (logo a seguir a Vítor Frutuoso), em representação do PS. Nuno Lopes será, digamos, o “líder” da oposição.

No desempenho deste papel que lhe foi destinado, espera-se de Nuno Lopes que defenda as políticas propostas pelo PS na campanha eleitoral, muitas delas em oposição às seguidas pelo então (como agora) presidente, Victor Frutuoso. Naturalmente, espera-se que defenda as melhores opções para Marvão e, certamente, muitas vezes até estará de acordo com o presidente. Mas espera-se, também, vigilância e exigência perante o trabalho desenvolvido por Vítor Frutuoso e as políticas seguidas pela maioria laranja. Exigência e vigilância estas que são importantes para um melhor desempenho de quem dirige e, portanto, importantíssimas para o concelho.

Enfim, espera-se um constante “combate” político entre o presidente da Câmara e o principal líder da oposição. Como, aliás, existiu vincadamente no período de campanha eleitoral.

No entanto, Nuno Lopes é engenheiro civil e desempenha essa função técnica na Câmara Municipal de Marvão. E tem como superior hierárquico máximo o presidente da Câmara, Vítor Frutuoso.

Neste papel, espera-se de Nuno Lopes que seja profissional e ponha as suas competências ao serviço da Câmara (sua entidade patronal). Que trabalhe nos projectos escolhidos pelo executivo de maioria PSD. Que trabalhe nos projectos escolhidos pelo presidente, Vítor Frutuoso.

Por muito profissional e vertical que seja, Nuno Lopes (como qualquer outra pessoa) terá uma vivência que envolverá, na minha opinião, “incompatibilidades” nos papéis a desempenhar.

Por um lado, exigir-lhe-ão que seja o líder da oposição, batalhando pelas escolhas do seu partido (e suas), as quais muitas vezes entrarão em “rota de colisão” com as de aquele que foi (e é) o seu adversário político: Vítor Frutuoso; exigir-lhe-ão que “fiscalize” esse adversário e, até, que o combata politicamente.

Por outro lado, exigir-lhe-ão que esteja ao serviço da estratégia do presidente da Câmara (e do partido deste), trabalhando profissionalmente nos projectos que lhe apresentem. Que esteja, portanto, às ordens de Vítor Frutuoso.

Isto é, Nuno Lopes terá obrigação de obedecer àquele que deverá “combater”. É paradoxal!

Defenderão alguns que o profissionalismo e a verticalidade de Nuno Lopes ultrapassarão esta situação. Não ponho isso em causa. Contudo, julgo que neste cenário estão reunidas as condições para se poder falar em incompatibilidade de papéis…

A responsabilidade deste “imbróglio” que não aproveita a ninguém (e que provavelmente se repete em muitas autarquias dos país) é, claramente, da lei que permite a candidatura ao executivo da Câmara daqueles que são seus empregados.

(Nota: Curiosamente, em Marvão, acontecia exactamente o mesmo se o PS tivesse ganho as eleições e Vítor Frutuoso fosse, agora, oposição!)

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Alzira Ereio Sobreio...por mail!

No jornal "RAIANO" que mensalmente me dá as notícias da minha terra natal, e do meu concelho(Idanha-a-Nova), encontrei um texto de 1ª página, que tenho por dever aqui transcrever, porque de uma forma inequívoca, diz respeito a todos os marvanenses de verdade, ou só de coração. A minha gente é humilde, mas sabe agradecer a quem merece, sabe valorizar o que tem valor. E a este HOMEM, a este PADRE, Marvão também quer e deve muito. Marvão em geral mas em especial os jovens que dele puderam receber noções de vida, de formas de convivio, de respeito e amizade. Os escuteiros em especial, mas os restantes jovens e não só, também. Todos os que tiveram o previlégio de o ter no seu percurso. Por isso e agora que o temos mais perto, mais "á mão", deixa-me uma grande alegria. Sim porque eu tenho o coração dividido entre a Idanha e Marvão, mas... alegra-me que tenha regressado porque é aqui que vivo.
Esta é pois a confirmação de outras notícias já aqui mencionadas.

Salvaterra do Extremo

Acolhimento e gratidão

Em 27 de Setembro passado, o Sr. Padre Fernando Manuel de Jesus Farinha que, durante nove anos e meio exerceu as funções de Pároco da Freguesia de Salvaterra do Extremo, foi substituído pelo Sr. Padre António Pires da Silva, a quem o Executivo da Junta de Freguesia dá as boas vindas e lhe deseja que se sinta bem entre nós, que tenha chegado em boa hora e que a sua actividade religiosa e social seja repleta de êxitos.

O Executivo da Junta de Freguesia de Salvaterra do Extremo, em nome do Povo desta Freguesia, em reunião extraordinária de 14 de Setembro de 2009(acta nº59),deliberou no sentido de agraciar o Sr. Padre Fernando Manuel de Jesus Farinha, Pároco de Freguesia de Salvaterra do Extremo há nove anos e meio, com a Medalha de Ouro, como Testemunho de Junta, merecida e honrosa Homenagem, sustentada na interpretação cabal e correcta da população desta Freguesia, que legalmente representamos, e ainda no manifesto, realista e nobre interesse que sempre protagonizou, desde a primeira hora, que se traduziu em nobres, notáveis e relevantes serviços que com a sua inteligência e dinâmica, prestou à sua Paróquia e à Freguesia de Salvaterra do Extremo.

Deliberou ainda entregar ao Sr. Padre Fernando Manuel de Jesus Farinha, conjuntamente com a Medalha de Ouro supracitada, um Documento, onde foram expressas as suas excepcionais qualidades, capacidades, saberes e conhecimentos privilegiados, predicados que nos levaram a reconhecê-lo como Homem bom, de religiosidade perfeita e realista e, acima de tudo, um Conselheiro amigo, sempre disponível para prestar o seu pronto e útil apoio, sobretudo aos mais necessitados.

Por tudo isto, o Executivo entendeu, por unanimidade, prestar-lhe esta modesta, simples mas sincera homenagem e deixar-lhe o nosso reconhecimento pelo bem que fez por esta Terra, expressando-lhe, simultaneamente, as melhores venturas, muita saúde e muitas felicidades para a sua vida futura, quer particular, quer religiosa.Bem-haja.

O Executivo da Junta de Freguesia

A.T.L.

Desta forma temos oportunidade de o acompanhar e sentir em casa


Uma canhota da AQUELÁ

Alzira Ereio Sobreiro

TOMADA DE POSSE DOS NOVOS ÓRGÃOS MUNICIPAIS DE MARVÃO

De acordo com o Edital da Assembleia Municipal de Marvão, terá lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Marvão, a instalação dos novos Órgãos da Autarquia, no próximo dia 23 de Outubro (Sexta-Feira), com o seguinte horário:
19.00 Horas - Instalação da Câmara Municipal
19.30 Horas - Instalação da Assembleia Municipal
Para o feito, são convocados os cidadãos eleitos no sufrágio realizado no passado dia 11 de Outubro, a fim de tomarem posse dos respectivos cargos.
CM de Marvão:

- Vítor Frutuoso - (PSD)
- Luís Vitorino - (PSD)
- José Manuel Pires - (PSD)
- Nuno Lopes - (PS)
- Madalena Tavares (Juntos por Marvão)


Assembleia Municipal:

- José Catarino (PSD)
- Hermelinda Carlos (PSD)
- José Ribeiro (PSD)
- João Bugalhão (PSD)
- António Vaz (PSD)
- Luísa Garraio (PSD)
- José Luís Pinheiro (PSD)
- Hortense Conceição (PSD)

- Silvestre Andrade (PS)
- António Miranda (PS)
- José Bugalho (PS)
- José Garraio (PS)

- José Gomes Esteves (Juntos por Marvão)
- Isabel Ludovino (Juntos por Marvão)
- Cristina Anselmo (Juntos por Marvão)

- Manuel Gaio (Presidente da Junta de Freg. de St.ª Maria)
- António Mimoso (Presidente da Junta de Freg. de Beirã)
- Tomás Morgado (Presidente da Junta de Freg. S. salvador)
- José Luís Andrade (Presidente da Junta de Freg. SA das Areias)

Estão convidados todos os interessados.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Anjos e demónios de Saramago


Este "post" tem pouco, ou nada a ver com Marvão, mas atendendo à recente polémica envolvendo Saramago ; a igreja e as escrituras sagradas, considero não ser de todo despropositado dá-lo a conhecer aos clientes deste estabelecimento .

O MUNDO DOS OUTROS…

Há cerca de 1 mês, desde que dele tive conhecimento, que venho seguindo com regularidade, mais um Blog sobre Marvão: “Marvão [mais] Alto - Um espaço de reflexão e lazer sobre Marvão”.

Desde princípio que me despertou alguma atenção, devido ao seu autor, apresentar uma escrita muito bem elaborada, alguma profundidade e conhecimento sobre o que ali escrevia, e quase sempre, um bom gosto musical. Contudo, o seu vínculo a uma Candidatura à CM de Marvão e o facto de manter um autor anónimo e, simultaneamente, não permitir “comentários” do mesmo cariz, não me mereceu grande simpatia.

No entanto, passado que foi o período eleitoral, tenho verificado, isto em minha opinião, que o “Marvão [mais] Alto”, sobretudo nos dois últimos Posts, se está a tornar um espaço que não dispenso diariamente, e para o qual chamo a atenção dos visitantes aqui do Fórum.

Pena é, que não saibamos quem seja seu autor. Embora nada tenha contra tal, se o mesmo permitisse aos visitantes usar de igual permissão.

Para aguçar a curiosidade dos visitantes da casa, aqui vos deixo duas das últimas reflexões do “Marvão [mais] Alto”: a primeira, sobre o comportamento do Vereador Pedro Sobreiro; e a segunda, sobre algumas personalidades perdedoras eleitorais e a dignidade do saber aceitar as derrotas da vida...


- “… Sobreiro, para ser coerente e consequente com ele próprio e com as populações do concelho de Marvão que diz defender, deveria, aquando as divergências estalaram com Vitor Frutuoso no início do mandato em 2005, ter-se demitido por discordar frontalmente da sua fraca liderança; e agora, ter-se apresentado às eleições, politicamente enquadrado ou como independente, como outros fizeram.
Sobreiro não fez nem uma coisa nem outra, limita-se a criticar, criticar, criticar mas não passa disso. Teve o mérito de organizar a Almossassa - que serviu para cavalgar muitas ondas e alimentar essa tal cruzada cultural. Provavelmente já acumulou crítica suficiente no seu blog para escrever um livrinho e dá-lo à estampa, ou então tem agora o dever moral e a obrigação política, já que passa a vida a falar em ética, de se preparar no decurso destes quatro anos a fim de se apresentar às próximas eleições autárquicas bloqueando assim a forte possibilidade de Frutuoso fazer um 3º mandato consecutivo que a lei lhe confere.

Ou será que teremos mais críticas de Sobreiro no seu blog com muitas palavras ao vento e pouca acção!?

Força Pedro, atira-te ao jogo e vence o leãozinho da serra. Nessa tarefa até pode ser convocado o Bonito Dias cujo perfil se ajusta e tem a vantagem de dizer sempre bem de tudo e de todos, e por vezes é assim que se ganham eleições: agradando a gregos e a troianos. Agora uma coisa é certa: escrever só nos blogues é manifestamente escasso.
Terá que se mudar de agulhas se se quer substituir o elemento do PSD que hoje ocupa frouxamente o cargo e, por certo, irá fazer mais do mesmo. Ou seja: nada de relevante pelo concelho. “


- “… Tinha um amigo em S. António que perante a derrota batia no cão quando chegava a casa; outro batia na Mãe e como era possante ameaçava o padrasto. Significa isto que perante a derrota há pessoas que reagem de forma violenta, psicologicamente destabilizada procurando ver noutros os bodes expiatórios para os seus próprios fracassos. Algumas artistas da política caseira, rejeitada pelos partidos onde durante anos fizeram carreira e subiram na vidinha, não conseguem reconhecer esse aspecto que até um cego localiza à légua.

Esta é a chamada bolha da ilusão que impede as pessoas de verem a realidade, apenas vêm a projecção dos seus desejos estampada naquilo que julgam ser a realidade (...); desejam um Porshe mas andam de Audi. A falta de rigor, a ausência de alguns conhecimentos, a incapacidade para burilar rapidamente conhecimento gera essas bolhas de ilusão e depois sobrevém a derrota para que se não está preparada. E quando não se está preparada para ela começa-se a bater no cão, no gato, no papagaio ou até criticar alguns blogues sem saber, em rigor, do que falam.

Como diria o Sócrates, o de Atenas, se o homem é mau tal decorre da ignorância. E a esses homens e a essas mulherezinhas temos de as saber desculpar, porque não sabem do que falam, apenas se iludiram com uma realidade que os transcende.

De modo que saber lidar com a derrota é, ou deve ser, uma das primeiras virtudes quando se entra no meio político. Sob pena de se comprometer a saúde mental e depois passar a escrever baboseiras inqualificáveis que apenas revelam raiva, ressentimento e incapacidade de gestão emocional da derrota. Em inúmeros casos isto ocorre nas mulheres de meia-idade que começam a tocar na fronteira da menopausa. Isto é dramático, algumas, mais decadentes, até ficam loucas. Outras atiram-se da serra pensando que conseguem voar como os pássaros.
Nos casos mais graves, como relembra O Werther, de Goethe, há pessoas que foram arrastadas ao suicídio. A Comédia Humana, de Balzac, provocou inúmeras capitulações e trágicas condenações. Depois de ler A Nova Heloísa, de J.J.Rosseuau, uma moça estoirou os miolos numa praça de Genebra. Os Sete Que se Enforcaram, de Leonidas Andreiev, foi causa do suicídio de vários estudantes em Moscovo.

Ninguém, em rigor, sabe ao certo o que se passa nos bastidores da vida, e nessa percentagem crescente de instáveis emocionais, alguns bipolares, temos de ser compreensíveis para com esses ressentidos pelas derrotas que a vida política, nacional ou local, impõe a certos actores.

Até para cair tem que se saber cair de pé, e encontrar bodes expiatórios para as próprias fraquezas e derrotas é, não apenas um exemplo de fealdade como de puro cretinismo que denuncia as mentes fracas e perversas desta nossa vidinha pública local e autárquica que ora assumiu enquadramento partidário ora, consoante os interesses em presença, assumiu uma aura de pseudo-independentismo quando se sabe que, na prática, todos nós somos sempre dependentes de algo.

E uns desses filhos d' algo continuam, à falta de melhor fair-play, a bater no cão.
Por vezes a melhor forma de fazer serviço público é ter alguma caridade intelectual com alguns idiotas que vamos encontrando por aí e andam por aí, como o outro...”
Parabéns “Marvão [mais] Alto”, quem escreve assim não é gago…

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um Fórum ABERTO!


Desde o início do Fórum Marvão, há cerca de ano e meio, que temos afirmado que quem quiser ser colaborador do mesmo, com a possibilidade de publicar post’s, é só dizer…

O Fórum Marvão começou por ter alguns visitantes diários; depois algumas dezenas; depois atingiu a centena que, entretanto, quase duplicou; e, actualmente, tem “uma média” de quase 300 visitantes diários (tendo, nos dias que sucederam às eleições, atingido os 500 visitantes por dia).

É obra!

Este crescimento só foi possível devido à disponibilidade dos colaboradores mas, sobretudo, pelo exemplar comportamento dos visitantes/comentadores. O que nos têm transmitido é que o Fórum Marvão se distingue na Blogosfera da região pela sua elevação!

E isto deve encher-nos de orgulho a todos os que por aqui passamos: colaboradores, comentadores e visitantes!

Julgo, também, que um dos principais motivos para que o Fórum Marvão tenha “vingado” terá sido a sua pluralidade. Pluralidade de pessoas e ideias.

Notamos que este espaço tem suscitado interesse não só nos marvanenses residentes mas também em muitos marvanenses “emigrados”. Num concelho onde não existe qualquer publicação, os primeiros procurarão aqui informação e “opinião”, enquanto que os segundos gostarão de aqui encontrar notícias sobre a sua terra do coração.

Já estive “emigrado” seis anos e sei que nessa situação o amor pela nossa terra se agudiza. E, por vezes, há marvanenses “emigrados” que reflectem mais em Marvão do que muitos residentes.

Para podermos continuar a fazer do Fórum Marvão um espaço com interesse cada vez mais acrescido é necessário a contribuição de todos (residentes e não residentes). Por isso reitero-vos o convite para “colaborador(a)” e para quem não o queira ser, mas queira ver publicada alguma curiosidade, matéria ou opinião, aqui divulgo um mail para onde a podem enviar para publicação:


bonitodias@gmail.com


Porque, para que um Blog tenha (e mantenha) interesse é necessária uma constante renovação de conteúdos…


Bonito Dias

sábado, 17 de outubro de 2009

Extraordinária notícia!!!




Que orgulho!

Ver Marvão na linha da frente naquilo que é o mais importante (e o melhor investimento):

A EDUCAÇÃO!

Parabéns!


Bonito Dias