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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O que vou lendo por aí...

Correndo o risco de ser processado por plágio, pelo autor destas linhas, não resisti a copiar este post, do Blog "Retórica Bugalhónica", portanto, caro João Francisco, desde já as minhas desculpas.


"Autarquicas 2013

Com este título, inicio hoje uma rubrica dedicada às próximas eleições autárquicas, que se realizarão em Outubro do próximo ano. Esta será a minha forma, enquanto cidadão e munícipe, de intervir sobre esse acto de expressão democrática. Com um ano de antecedência, aqui deixarei o meu olhar e algumas opiniões, sobre o que for observando nesta temática, quer a nível nacional, quer ao nível da minha terra, o concelho de Marvão.

Fa-lo-ei, de forma avulsa, ao sabor do que for ocorrendo, ao invés de uma intervenção sistematizada, que tantas vezes tenho usado no passado. Aqui darei conhecimento do que for sabendo, nunca me coibindo de fazer a minha crítica ou dar a minha opinião.

 Este 1º Post, surge na sequência de uma entrevista a que acabei de assistir de Fernando Costa, Presidente há mais de 25 anos, da Câmara das Caldas da Rainha, eleito nas listas do PSD. Aqui deixo, para reflexão, algumas ideias soltas: - No caso das Caldas da Rainha, concelho com cerca de 54 000 mil habitantes, 250 Km2, a Vereação Municipal é composta por ele, Fernando Costa, e 2 vereadores a tempo inteiro; não tem Empresas Municipais. E afirmou que, não só não tem dívidas, como até tem superávite.

 - No caso do concelho Marvão, actualmente, existe: 1 Presidente, 2 Vereadores a tempo inteiro, e 1 Assessor, para uma população de 3 500 habitantes e 155 Km2. Quando nos primeiros 20 anos de poder autárquico (1976 – 2005), e quando a população era o dobro, o Município só tinha o Presidente e 1 Vereador a tempo inteiro.

Pergunta-se: Será que para as próximas eleições, alguma força política concorrente terá a coragem de propor para Marvão, uma Vereação a tempo inteiro, composta apenas por 1 Presidente e 1 Vereador? A poupança durante o mandato seria superior a 200 mil euros e poderia ser usada para apoios sociais!

A ver vamos! Mas olhem que a malta não é rica, e o país está falido..."

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A MULHER DE CÉSAR


Chegámos á grande encruzilhada, ser ou parecer, esta estória (atenção não é erro) contada pelo Tiago Pereira (que não conheço pessoalmente), é apenas mais uma das formas encontradas pelo Chico – Espertismo da maior parte das Autarquias que, deviam estar ao serviço dos munícipes e, estão ao serviço dos compadrios. O grande inimigo destas situações é que uma parte das pessoas começa a perceber o que se passa.

Não conheço nenhuma das Instituições em causa, agora o que é estranho é que seja uma associação em que o vice-presidente da Câmara é fundador e co – responsável que se insurja, e se tem razão deve fazê-lo, mas não devia, porque nem devia ter concorrido.

Provavelmente, e eu não pertenço a qualquer partido, devia ser pedido ao Tribunal de Contas que averigua-se estas situações. E tenho a certeza que algumas mulheres de César não dormiriam descansadas…

Jorge Miranda

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NEW YORK TIMES - O QUE SE PASSOU EM PORTUGAL DE ERRADO?

(Artigo do Jornal New York Times)

«Comparado com os outros estados doentes da Europa, Portugal fez tudo certo».

A frase consta na descrição de um grupo de discussão criado pelo New York Times para debater a crise no nosso país, onde participam alguns economistas e estudiosos europeus. No meio da discussão, são vários os factores atirados para explicar como Portugal foi arrastado, ou se arrastou, para a crise financeira.

Do outro lado do Atlântico, a crise financeira na Europa tem merecido especial atenção. Ontem, quarta-feira, o diário norte-americano tinha já dedicado um artigo onde abordava a situação portuguesa, comparando-a sempre com a crise grega que, face à sua gravidade, tem concentrado em si a maior parte das atenções dos líderes e instâncias europeias.

Mas a edição online do jornal nova-iorquino dedica uma especial atenção a Portugal. Nos confins do seu site está um grupo de debate que nas últimas semanas tem recorrido às opiniões de vários economistas europeus para debater os problemas da crise portuguesa. E, de novo, com olho na Grécia.

Até ao momento são cinco as opiniões que constam no fórum. Entre elas, porém, há um destaque comum para Portugal: em termos económicos, estamos e somos melhores que a Grécia. Mas tal não safa o país do risco de não conseguir sair de um caminho que poderá acabar em problemas similares aos que os helénicos estão agora a combater.

Primeiro, as 'vantagens' em relação à Grécia. Para Nicolas Verón, membro do think-tank Bruegel, centrado em melhorar a política económica mundial, Portugal tem e fez várias coisas melhores que os gregos: menor défice, as alterações às leis laborais (acordo da concertação social) e um programa de privatizações mais avançado – dando o exemplo da aquisição da EDP por parte dos chineses da Three Gorges.

O inevitável sucessor da Grécia

A opinião de Verón acaba mesmo por ser a mais favorável. Os restantes participantes preferem pintar um retrato negro ao abordarem o futuro que aguarda Portugal, e Edward Harrison, um economista e fundador do site Credit Write Downs, aponta que o nosso país será a próxima peça a tombar na batalha de xadrez que a crise está a ganhar à Europa.

Harrison sublinha que a crise portuguesa resulta principalmente do endividamento do sector privado, e critica as medidas de austeridade encomendadas da ‘troika’ – FMI, UE e BCE -, com cortes para o governo e sector público que vão ‘encolhendo’ a economia portuguesa. O problema, defende, está nos líderes europeus: «Não conseguem perceber as dinâmicas da deflação da dívida».

O Problema da deflação

Em Portugal, actualmente, o défice ronda os 118%, e a deflação da dívida pode explicar-se pelo problema do défice. O défice comercial resulta sempre da relação entre o PIB (Produto Interno Bruto) e o valor da dívida - o dinheiro que o país deve. Quando o PIB desce, e mesmo que os números da dívida se mantenham, o défice irá sempre aumentar. Por sua vez, o valor relativo da dívida vai sempre aumentar, mesmo que os seus números reais se mantenham.

A isto juntam-se os juros que são exigidos no momento de pagar os empréstimos feitos pela ‘troika’ para os países combaterem a sua dívida. O cenário, portanto, não poderá ser muito animador.

Daí que Harrison titule o seu comentário de «O porquê de Portugal ser a próxima Grécia». Charles Wyplosz, professor na Universidade de Genebra, é mais drástico na sua explicação do problema. «Os empréstimos [da ‘troika] aumentam a dívida, e a austeridade impede os países de saírem da depressão em que estão atolados», retratou.

Em suma, os problemas de Portugal são utilizados para explicar o desenrolar de uma crise financeira que promete abalar cada vez mais a Europa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O filme que eu já vi...

Não resisti a colocar esta opinião de um jornalista do Expresso.

"Sr. primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes, como diria o Sérgio Godinho. V.Exa. dirá que está a fazer o que é preciso. Eu direi que V.Exa. faz o que disse que não faria, faz mais do que deveria e faz sempre contra os mesmos.

V.Exa. disse que era um disparate a ideia de cativar o subsídio de Natal. Quando o fez por metade disse que iria vigorar apenas em 2011. Agora cativa a 100% os subsídios de férias e de Natal, como o fará até 2013.

Lançou o imposto de solidariedade. Nada disto está no acordo com a troika. A lista de malfeitorias contra os trabalhadores por conta de outrem é extensa, mas V.Exa. diz que as medidas são suas, mas o défice não. É verdade que o défice não é seu, embora já leve quatro meses de manifesta dificuldade em o controlar. Mas as medidas são suas e do seu ministro das Finanças, um holograma do sr. Otmar Issing, que o incita a lançar uma terrível punição sobre este povo ignaro e gastador, obrigando-o a sorver até à última gota a cicuta que o há-de conduzir à redenção.

Não há alternativa? Há sempre alternativa mesmo com uma pistola encostada à cabeça. E o que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse, de forma incondicional, ao lado do povo que o elegeu e não dos credores que nos querem extrair até à última gota de sangue.

O que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse a lutar ferozmente nas instâncias internacionais para minimizar os sacrifícios que teremos inevitavelmente de suportar. O que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele explicasse aos Césares que no conforto dos seus gabinetes decretam o sacrifício de povos centenários que Portugal cumprirá integralmente os seus compromissos — mas que precisa de mais tempo, melhores condições e mais algum dinheiro.

Mas V.Exa. e o seu ministro das Finanças comportam-se como diligentes diretores-gerais da troika; não têm a menor noção de como estão a destruir a delicada teia de relações que sustenta a nossa coesão social; não se preocupam com a emigração de milhares de quadros e estudantes altamente qualificados; e acreditam cegamente que a receita que tão mal está a provar na Grécia terá excelentes resultados por aqui. Não terá. Milhares de pessoas serão lançadas no desemprego e no desespero, o consumo recuará aos anos 70, o rendimento cairá 40%, o investimento vai evaporar-se e dentro de dois anos dir-nos-ão que não atingimos os resultados porque não aplicámos a receita na íntegra.

Senhor primeiro-ministro, talvez ainda possa arrepiar caminho. Até lá, sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes."

Nicolau Santos,
In: Expresso,

quarta-feira, 20 de abril de 2011

New York Times

New York Times classifica como "desnecessário" o resgate português

O artigo, assinado por Robert M. Fishman, professor de sociologia na Universidade de Notre Dame e co-autor de um livro sobre o euro, começa por considerar o pedido de resgate português como um aviso para as democracias de todo o mundo.

Para o autor, este pedido de ajuda financeira não tem realmente a ver com a dívida externa. "Portugal teve um forte desempenho económico nos anos 90 e estava a conseguir recuperar da recessão global melhor que vários outros países na Europa, mas foi alvo de uma pressão injusta e arbitrária por parte dos corretores, especuladores e analistas de rating que, por razões ideológicas ou de falta de visão, conseguiram agora expulsar uma administração eleita democraticamente e, potencialmente, deixar a próxima de mãos atadas", lê-se.

Por um lado, o artigo reconhece que as dificuldades nacionais têm semelhanças com as da Grécia e da Irlanda, os dois primeiros países a pedir ajuda externa, decorrentes da adopção da moeda única. Mas naqueles países "o veredicto dos mercados reflectia problemas económicos facilmente identificáveis". "A crise de Portugal é diferente: Não havia uma crise genuína subjacente. As instituições e políticas económicas em Portugal, que alguns analistas vêem como irremediavelmente cheias de falhas, tiveram um sucesso notável antes deste país ibérico, de 10 milhões, ser submetido a ondas sucessivas de ataques por parte dos corretores".

E continua: "Elevando os custos dos empréstimos para níveis insustentáveis, as agências de rating levaram Portugal a pedir um resgate".
Em defesa das finanças nacionais, este especialista sublinha que a dívida acumulada portuguesa é inferior à de vários países, como a de Itália, que não forem submetidos a "avaliações tão devastadoras". Também o défice "é mais baixo do que de vários outros países europeus e tem estado a cair rapidamente como resultado do esforço do governo".

O autor deixa ainda a pergunta: "A Europa podia ter evitado este resgate?" E explica como: "O Banco Central Europeu podia ter comprado agressivamente títulos portugueses, acabando com o pânico".

Ás vezes nem tudo o que parece é...
Um abraço

Jorge Miranda

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

‘Paraíso’ dos Schweikert

‘Paraíso’ dos Schweikert

A melhor forma que tenho de começar este Post, é remeter-vos para o meu comentário, à “Ilha do Paraíso”.
Não existem verdades absolutas, no entanto jamais me poderei dissociar do facto de ser um funcionário da justiça, com formação em Serviço Social.

O que está em causa não é um modelo ou forma de vida, mas sim um grave atropelo aos direitos universais das crianças, o pai deu àquelas crianças a possibilidade de conhecer outras formas de vida?
– Parece-me que não!

O que poderia, segundo alguns ser uma moda, para outros foi uma realidade que os nossos avós e nalguns casos os pais sofreram!
Se o regresso às origens, fosse o caminho pretendido não teríamos saído das cavernas…

Levanto ainda outra questão; Porque vieram para o nosso país?
Será que não fogem de nada?

Realmente o que me preocupa é aquilo que fica nas entrelinhas, e agora não tenho duvidas a família vai abandonar o nosso país e alojar-se noutro paraíso até ser descoberta, é assim que estas comunidades funcionam…

Um abraço

Jorge Miranda

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

SOU EU ( SOMOS NÓS)

Gostava de vos deixar aqui um poema de Àlvaro de Campos.
Agora que estamos a chegar ao fim do ano, acho que um momento de poesia não nos fará mal...

Sou Eu

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconsequente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro eléctrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! ...

(Álvaro de Campos)



Um bom ano de 2009 para todos, acima de tudo com saúde e trabalho.

Um abraço

Jorge Miranda

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Marvão 2009

Caros Foristas;

Ao tempo que andava para escrever sobre as próximas eleições autárquicas no Concelho, assim como, sobre os candidatos conhecidos até ao momento, levando desta forma a uma pequena reflexão, desde já deixo uma nota: não conheço pessoalmente nenhum dos candidatos.

Agora que as coisas parecem definitivamente encaminhadas, e não aparece a lista milagrosa – a famosa 5ª ou 6ª via, acho que podemos desde já e sem qualquer presunção, fazer uma pequena antevisão do que se irá passar:
– estou a candidatar-me a uma mistura de Professor Martelo e Professor Karma ao mesmo tempo!!!

Começando pelo actual executivo, de Vitor Frutuoso - tem a registar diversas baixas de peso para a próxima Campanha Eleitoral, para além do desgaste inerente a 4 anos no poder e pouca obra apresentada (desconhecida), parece que perdeu todo o staff que dinamizou a anterior campanha e conduziu á sua eleição - Pedro, o Bugalhão, o Bonito, João Carlos, Carlos Sequeira(?) - um conselho, regresse às origens e talvez ainda vá a tempo (um ano é muito tempo) de salvar as pratas.

Para o candidato do maior partido da oposição Nuno Lopes, um perfeito desconhecido para a maioria dos Marvanenses, apresente ideias e bata-se por essas ideias, mas por favor coloque-as em prática, se ganhar.

A pseudo candidatura de Mena Antunes, ainda ninguém percebeu se é candidato ou não, ou, se a qualquer momento pode cair em qualquer das candidaturas já existentes (fala-se nos mentideros políticos em reuniões secretas com várias listas).
Se for candidato, rodeie-se das pessoas certas e tem capacidade de fazer um bom trabalho.

A candidata independente Madalena Tavares, conhece bem o Edifício, gostava de estar enganado, mas ou muito me engano ou será mais do mesmo...

Nota de rodapé: não me conformo que os dois maiores Partidos do Concelho, tenham que apresentar como candidatos, dois funcionários da Autarquia, assim como as consequências previsíveis que esta bipolarização irá provocar em toda a estrutura do município, se algum deles ganhar as eleições.
Um abraço
Jorge Miranda

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sonhamos Pequeno, Pensamos Pequeno, Fazemos Pequeno

Todos nós somos de uma forma ou de outra influenciados por aquilo que nos rodeia.
Há dias em serviço, desloquei-me ao Crato, depois de realizada a tarefa que me levou a essa localidade, senti curiosidade em conhecer o novo complexo desportivo municipal ( composto pelo Campo de Futebol e pelo Parque Aquático), deparei-me com uma obra “Faraónica” para a nossa realidade distrital, no entanto senti um certo orgulho em ver que em pleno Alentejo Interior, ainda há gente que acredita, que supera a mediocridade reinante…
Esta introdução serve apenas para revelar a nossa pequenez em termos de concelho.

Sonhamos Pequeno, Pensamos Pequeno, Fazemos Pequeno…
Dou por mim a pensar o que seria aquele Parque Aquático na Portagem, com os Espanhóis aqui ao lado e sobretudo os dividendos que poderia trazer ao Concelho, quer ao nível da restauração quer ao nível de impostos cobrados pelo Municipio o impulso que poderia proporcionar a um concelho ligado ao ventilador…
Mas não, optamos por fazer um “Tanque” agradável (bem sei que não é responsabilidade do actual executivo), gastámos algumas dezenas de milhares de Euros na zona circundante, em cimento e ficámos por aqui.
Quando assistimos a algumas feiras da gastronomia à nossa volta e sabemos que o orçamento de uma feira é igual ou superior ao orçamento para a cultura da Câmara de Marvão para um mandato (bem hajas Pedro, pelos milagres que tens realizado). Não podemos deixar de sentir alguma inveja e questionarmos, PORQUÊ?
O dinheiro dos outros Municípios é Fémea e o de Marvão é Macho?
O que se pede ao executivo de um Município é que pelo menos seja audaz, não se atraem milhões com cêntimos
Será que os outros também não têm a corda no pescoço em termos económicos? – Obviamente que têm, mas arriscam… Nós não.
Penso que está na altura de realizarmos um Fórum em Marvão (não virtual), Fórum esse que passaria por envolver a sociedade civil, o Município e os empresários da zona, sob o lema “ Marvão, Passado, Presente e que Futuro…de preferência antes das eleições.
Sonhamos Pequeno, Pensamos Pequeno, Fazemos Pequeno…

Jorge Miranda

segunda-feira, 14 de julho de 2008

"A minha próxima vida", de Woody Allen

Camaradas não resisti a publicar esta versão sobre a vida, parece-me que seria a mais correcta!!!
Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba como um orgasmo!

I rest my case.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Obviamente…


Ao colocar este Post, não pretendo atingir seja quem for, pretendo sim, fazer um exercício de cidadania, um dos objectivos deste espaço e ao mesmo tempo proporcionar uma reflexão.

Temos assistido perplexos a toda esta “novela” (90% dos marvanenses não sabiam o que se passava) em redor da nossa política caseira, entenda-se, da Câmara Municipal de Marvão. Sobretudo, porque ainda falta mais de um ano para o final do mandato.

Primeiro foi o Post numérico (18.06.2008) do Vice-Presidente, publicado no seu Blog pessoal, em que tornou público a “declaração” feita em Reunião do executivo. Em que se veio queixar do Presidente, por este obstaculizar o desempenho do seu cargo desde o princípio do mandato. Trazendo, simultaneamente, para a praça pública, assuntos que deviam e deveriam ter sido debatidos no seio do organismo a que ambos pertencem, sendo as diferenças que os separam propostas a discussão e votação nesse Orgão, de acordo com as suas atribuições e responsabilidades.

Posteriormente, em 7/7, assistimos à entrevista concedida à Rádio Portalegre, pelo Presidente da Autarquia, que veio acusar o Vice, de ser um “gastador” (a cultura e a educação são um investimento, não uma despesa), em acções pouco importantes para o desenvolvimento do concelho, em período de restrição de custos e que existem coisas mais importantes para fazer para os marvanenses, do que a organização de “festas”. Não reconhecendo no entanto, o porquê de não consultar o seu Vice, nem para a elaboração de Planos de Actividades e Orçamentos.

A seguir, em 8/7, assistimos ao contra ataque do Vice-Presidente, que em declarações à Rádio Portalegre, reafirmou tudo aquilo que tinha escrito no seu Post, afirmando ainda, que tinha maneiras diferentes de ver o desenvolvimento do concelho em relação ao Presidente. Que na CMM quando da sua “declaração”, até teve a solidariedade da oposição (não sei porquê esta solidariedade faz-me lembrar a noite das facas longas), que se sente cansado, que não se recandidatará no próximo mandato, mas que não coloca de parte o seu regresso no futuro…

Estes foram alguns dos acontecimentos dos últimos dias, em que se envolveram os dois mais importantes membros de uma Organização, que deveria funcionar como um todo, que têm responsabilidades perante os marvanenses, mas também perante o partido político que os acolheu.

Mais importante, no momento, do que saber quem terá razão, ou porque se chegou a esta situação (a história apenas se faz no futuro), urge questionar, como vão os dois enfrentar o resto do mandato em comum, se chegaram à desconfiança total, pois só assim, se justificam as afirmações que foram feitas!

Como pode uma Câmara Municipal funcionar, num clima de guerrilha aberta entre, a cúpula do Município? Alguém vai fazer de “faz de conta”?

Irá o Presidente tomar uma atitude?

Terá o Vereador a coragem de reinventar o seu percurso e deixar a “batata quente” nas mãos do Presidente?

Ou vão continuar como se não se tivesse passado nada, reféns um do outro, até final do mandato?

Não levanto propositadamente a questão em termos de partido, visto que sou apartidário, e as questões internas devem ser debatidas entre os correligionários.

Parece-me, salvo melhor opinião, que os Marvanenses merecem uma resposta.

Jorge Miranda

segunda-feira, 9 de junho de 2008

INFORMAÇÃO OU FALTA - O MUNÍCIPE/A GUARITA

“O MUNÍCIPE” foi, durante mais de uma dezena de anos, uma publicação de divulgação das iniciativas e obras levadas a cabo pela Autarquia (Câmara e Juntas de Freguesia), e simultaneamente, um elo de ligação entre todos os marvanenses.

Essa publicação chegava a quase todas as casas e famílias do nosso concelho, e era ao mesmo tempo, num concelho (talvez o único da região que não possui qualquer jornal ou outro meio de comunicação social), um dos poucos elos de ligação da diáspora marvanense, já que, quando os “deslocados ou afastados” visitavam as suas famílias, aí encontravam um meio de se informarem da evolução da sua terra e, porque não dizê-lo, do desempenho dos seus dirigentes.

Com a chegada da actual vereação ao governo da nossa autarquia, todos nós pensámos, que fazendo parte dela dois elementos que tinham estado no projecto do último jornal do concelho “O Altaneiro”, que o “Munícipe” não só continuasse, como poderia melhorar a sua qualidade, sobretudo, porque tendo no seu elenco governativo, uma pessoa dinâmica e empreendedora como é Pedro Sobreiro ( licenciatura em jornalismo) e um apaixonado pela comunicação social.

Mas o que aconteceu foi o contrário, o pobre “Munícipe” desapareceu.

Ainda teve uma ténue substituição por um seu “irmão” mais novo, a “Guarita”, mas desde aí, e já lá vão 3 anos, que os dois desapareceram do nosso convívio.

Explicação pública não houve.

Quando questionado na Assembleia Municipal sobre o porquê do desaparecimento da publicação, o Presidente da Autarquia invocou como razão para o desaparecimento do boletim, contenção de custos.

Madalena Tavares, anterior vereadora responsável pela publicação do “Munícipe” disse à Assembleia, que os custos com cada Edição, ficava na altura, apenas por 1 000 Euros, o que daria com 4 publicações por ano, um total de 4 000Euros.

Perdeu-se assim, em nossa opinião, mais um elo de ligação entre os marvanenses. Como ao longo dos tempos, outros se têm perdido.

Com um movimento associativo moribundo, com poucas iniciativas sociais, o marvanense, fica assim, cada vez mais isolado, entregue à intoxicação televisiva e ao cultivo da intriga e mal dizer.

No caso do desaparecimento do Boletim Municipal, pelo módico custo de 1 Euro/Munícipe/ano (2 cafés).

Valerá a pena a poupança?