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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ficção ou realidade… as imagens!

Não tendo visto “o filme”, não sei se o texto do anterior post nos transmite ficção ou realidade. Mas, ao lê-lo e perante as fotos que me chegaram, fico com uma certeza e uma sensação! A sensação que este é o melhor texto do JBuba no Fórum e a certeza que o dito não viu “o filme” sentado numa cadeira de madeira…








Cumprimentos

Bonito Dias

domingo, 23 de outubro de 2011

Marvão (ainda) não consta!

Jornal "Expresso", de ontem:

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Este é, de facto, “o tema”!




Programei ir à inauguração do Ninho de Empresas… mas não foi possível. E, na sequência, tinha programado também apresentar aqui um “post” sobre este assunto… que muito me motiva!

Este era, de facto, “o tema” que mais me motivaria a voltar “a esta casa”!

O amigo JBuga, perspicaz, previu isso e “picou-me”. Diria que, pelo que conhece de mim, não foi uma atitude muito sensata já que deveria prever, também, que essa “pressão” teria um efeito contrário. E teve…

Mas a amizade e o reconhecimento do “esforço” (quase) solitário que o JBuga vem investindo para manter este espaço activo falaram mais alto. Bem como “o tema”!

Antes do ir ao assunto, gostaria de referir que a minha ausência neste espaço apenas se justifica por falta de vontade própria devido a variados factores, sendo que uma eventual discordância minha com a organização do mesmo não é, de todo, um desses factores.

Louvo o trabalho desenvolvido pelo J. Buga na dinamização do Fórum e lamento que essa dinamização não seja desenvolvida por mais participantes, já que este era um dos (meus) grandes objectivos aquando da criação deste blog: uma participação alargada de elementos que assegurasse a continuidade deste espaço quando os seus principais dinamizadores “desacelerassem”.

Sobre o Ninho de Empresas já aqui escrevi muito. E, como o JBuga referiu, muito aqui o defendi, bem como em fóruns mais restritos. Até perante a liderança da gestão deste concelho. Por isso, agora, sinto-me também um bocadinho responsável pela sua existência…

Julgo que, além de algumas acções (e tentativas de acções) no sector do turismo, este investimento camarário, agora implementado, é a principal concretização estratégica dos últimos vinte anos neste concelho.

Concordo que, pelas condições naturais, o turismo é o sector que desempenha o papel de motor na economia do concelho. No entanto, sempre considerei que era um erro crasso da gestão camarária não promover o desenvolvimento da actividade industrial (e de outros pequenos negócios) tão enraizada em Santo António das Areias. E esta discordância foi, até, um dos principais factores que, em tempos, me motivou a participar activamente na política marvanense.

A indústria, sendo fundamental para a criação de postos de trabalho, potenciou a fixação de população e originou o principal núcleo urbano de Marvão. O seu declínio representou a diminuição dessa população e a asfixia desse (ainda) principal núcleo urbano.

A política concelhia que durante décadas, reiteradamente, não viu isto e, consequentemente, não desenvolveu iniciativas que facilitassem/promovessem este sector da economia do concelho foi uma política…, no mínimo, distraída!

Agora, dizem: é tarde. Se calhar é!

O Ninho de Empresas, como iniciativa camarária de apoio/promoção ao tecido empresarial não turístico do concelho, chega tarde e no pior dos momentos. Surge no pico de uma crise financeira nacional e, provavelmente, no início de uma crise económica e social gravíssima.

Se me perguntarem se, nestas condições, concordo com a implementação, agora, do Ninho de Empresas eu digo: claro que sim! Chamando, no entanto, a atenção que quase tão importante como a sua criação é a sua boa futura gestão.

A economia é feita de ciclos, o mundo não acaba aqui… e isto não é a desgraça total! Portanto, mais vale tarde que nunca!

O principal problema do concelho mantém-se e agrava-se: a diminuição da população!

Por isso, na minha opinião, a gestão camarária deverá empenhar-se em contribuir para facilitar o surgimento daquilo que é mais importante para fixar a população: postos de trabalho.

Desta forma, para além do apoio à actividade turística, faz todo o sentido apoiar também a indústria e outros pequenos negócios que, aproveitando a longa experiência existente e a proximidade com Espanha, se possam desenvolver.

E se daqui a alguns anos a infra-estrutura agora criada não passar de um “elefante branco”, como muitos vaticinam, não desempenhado o papel para que foi concebida, é sinal que o principal núcleo urbano sucumbiu. Sucumbindo, assim, também uma parte substancial do concelho. E, talvez, até o próprio concelho! Mas, nesse caso, sempre fica o consolo que algo foi feito para tentar contrariar esse fim anunciado.

Cumprimentos
Bonito Dias

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nunes Sequeira S.A. com Certificação de Qualidade e Segurança Alimentar

Circular informativa enviada pela Nunes Sequeira S.A. aos seus parceiros de negócio:





quarta-feira, 30 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

A Gestão do Paradoxo


(continuando a conversa com o Tiago sobre a venda da "coutada"...)

Gostava de enquadrar a continuação da conversa sobre o tema da venda da “Coutada” com uma imagem que utilizei no seminário “Pensar Marvão”. Trata-se de uma “matriz” que pretende resumir uma ideia estratégica para Marvão.

A mesma, aponta para aquilo que eu considero ser o objectivo mais crítico para Marvão: tentar parar/inverter a tendência de despovoamento do concelho!


Até já para quem, como eu, vai a Marvão (concelho) apenas de visita (assiduamente, no entanto!) faz “impressão” a escassez de gente na nossa terra. Contudo, é ao falarmos com os conterrâneos residentes que nos apercebemos melhor do drama que esta realidade envolve.

Se uma terra é um corpo, as pessoas são o seu sangue. Um corpo que perde o sangue, perde a vida. Morre.

Esta é a realidade de Marvão!

Parece-me, então, óbvio que o principal objectivo estratégico das políticas em Marvão deverá ser o combate ao despovoamento. Isso faz-se promovendo condições que facilitem a criação de mais emprego.

Coloco o património natural e edificado desta terra como um dos factores que integram a base (os alicerces) desta estratégia. Portanto, o património deverá ser preservado e defendido. Mas de que forma?

Qual o caminho?

Uma defesa/preservação do património a todo o custo, sem concessões?

Ou…

Uma defesa/preservação do património com algumas concessões controladas que contribuam para a promoção do emprego?

Eu defendo, claramente, o segundo caminho. Considero que é indo por aí que se poderá tentar atingir o objectivo estratégico.

Desta forma, não estou, à partida, logo determinantemente contra a venda da “Coutada” apenas pelo argumento de que se deverá defender o património. A todo o custo. E as pessoas?

No entanto, este negócio é muito melindroso, porque pode, de facto, vir a desvalorizar a “Jóia”. A Jóia de todos os marvanenses, naturalmente! Por isso, não sendo muito bem explicado (como não foi) o mesmo não tem o meu acordo. Porque o que está em causa é um dos factores da tal base (dos alicerces).

Actualmente, como marvanense, estou, portanto, contra ao negócio apenas por “cautela”, porque não foi suficientemente explicado…

Concordo com a questão lançada pelo MporM de “Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?”; já não concordo com a questão de “Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

Naturalmente que o negócio do aldeamento do golfe (e do próprio golfe), ao ter corrido como correu, não pode ser defendido. Mas se tem corrido bem, não seria importante para o concelho? Para o emprego no concelho? Para fixar e atrair gente para o concelho? Eu creio que sim!

Preservar sim. E desenvolver também!

Por exemplo: a calçada romana é um património que deve ser preservado porque tem um valor extraordinário. Correcto. E esse valor extraordinário não deverá ser colocado ao serviço do desenvolvimento do concelho, organizado e promovendo percursos que atraiam/fixem os turistas e, portanto, fomentem o emprego? Eu creio que sim!

Devo dizer que não me seduz um Marvão preservadíssimo, intocável, se isso não contribuir para o seu desenvolvimento.

Um Marvão assim e sem gente é um Marvão triste. Não me seduz. Porque não sou um mero visitante…

Julgo, portanto, que os melhores dirigentes para Marvão serão aqueles que melhor saibam gerir este paradoxo: “preservar” e “desenvolver”!

E quando pareça que o “desenvolver” põe em causa o “preservar” será necessário que saibam envolver os marvanenses. Explicando e solicitando contributos…naturalmente.


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

sábado, 29 de maio de 2010

Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!



A Câmara Municipal de Marvão publicou um edital para venda do prédio rústico “Coutada”, o qual representa uma boa fatia da encosta de Marvão e inclui parte da calçada romana. A sessão pública, que poderá consumar essa venda, realizar-se-á em 16 de Junho próximo.

O Presidente da Câmara defende que não haverá qualquer problema com a venda deste terreno visto que “a zona onde se insere a é uma zona protegida abrangida pela Zona Ecológica Nacional e ainda pelo Plano de Ordenamento do PNSSM. Tratando-se de uma zona de protecção, não espera que o eventual investidor venha a construir nesse prédio.”

Apesar destas declarações do Presidente da Câmara o MporM (por mail) levanta duas questões:

1- Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?

2 - Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

E criou um registo no Facebook como forma de mobilizar os marvanenses contra esta decisão da câmara (http://www.facebook.com/group.php?gid=126405374044181).


Esta venda já tinha sido alvitrada na anterior legislatura e, inclusivamente, foi debatida numa sessão da AM, fora da ordem do dia. Noutra sessão (já bastante posterior) da AM, questionado por mim sobre o “andamento” deste assunto, o Presidente da Câmara afirmou que, perante as objecções de alguns marvanenses, o potencial investidor tinha perdido o interesse...

Segundo parece, o potencial investidor será uma empresa estrangeira que, já há alguns anos, vem adquirindo terrenos inóspitos no concelho (a preços elevados) para, alegadamente, criar um percurso para BTT.

Desta forma, parece, também, que a aquisição da “Coutada” pretende acrescentar valor a essa bolsa de terrenos, representando talvez “a cereja em cima do bolo”.

Tomando como correctas estas informações, diria que concordo com este negócio!

Tendo Marvão condições naturais ímpares para a prática desta modalidade (e de outras que envolvam contacto com a natureza) e a Câmara Municipal não revelando capacidade para desenvolver e mobilizar esta área (por exemplo, com a criação e divulgação de percursos) julgo que seria muito positivo para o sector turístico que existisse um investidor privado a fazê-lo.

Contudo, sendo este negócio bastante melindroso, já que envolve a venda de uma área substancial situada praticamente às portas da Vila, deveria a Câmara mostrar mais zelo na informação prestada aos munícipes.

Deveria explicar, em pormenor, o negócio. Apontar as suas vantagens para o concelho e informar sobre eventuais medidas, tomadas pelo executivo, para mitigar o risco de incumprimento das intenções apresentadas pelo alegado investidor.

Não o fazendo dá azo a especulações.

Existirão aqueles, que pela localização do terreno ou por inimizade política, serão determinantemente contra o negócio e outros que, pela total confiança (ou amizade política) que têm no executivo, serão determinantemente a favor.

Outro grupo haverá (onde me incluo) que, neste tema das decisões camarárias gosta de opinar “caso a caso” e que, independentemente da localização do terreno, se bem informado, poderia ver com bons olhos esta iniciativa privada. No entanto, este grupo não tem, na minha opinião, dados concretos suficientes para expressar uma opinião clara.

Existe, ainda, um quarto grupo (a esmagadora maioria) que, nestas matérias estratégicas, nada exige. Nem informação, nem explicações. Não tem sentido crítico e, por isso, não escrutina...

Como em política o que interessa são as maiorias, facilmente se entende a atitude da Câmara!


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Estratégia ou cosmética?


Arranca dia cinco de Junho, no edifício da fronteira, mais uma Quinzena Gastronómica do Bacalhau em Marvão. Em Marvão e em Castelo de Vide!

Esta “Fiesta del Bacalao” que inclui a participação de vários restaurantes tem, e bem, como principal “alvo” o mercado espanhol.

O certame já não é novo mas este ano apresenta uma novidade: a parceria com Castelo de Vide. E por isso se intitula a 1ª Quinzena Gastronómica do Bacalhau.

Para alguém “de fora” esta realidade não suscitará grande exclamação. Parece perfeitamente lógico dois concelhos vizinhos do interior, que têm no turismo o seu ponto forte, unirem-se e apresentarem, em conjunto, a sua “oferta” ao mercado espanhol. Mas, quem é “de dentro” sabe que, perante as profundas rivalidades históricas, esta parceria causa mesmo muito espanto!!!

E, de certeza, muitas reticências e resistências…

A minha opinião é de total concordância com esta parceria. Como tenho dito, todos sairiam a ganhar se se constituísse, no nordeste alentejano, uma parceria estratégica na área do turismo para “vender” esta região de forma concertada.

As “várias ofertas” complementar-se-iam, ganhando dimensão e visibilidade.

Há anos, foi esboçado algo do género, nessa altura a três, que não passou de uma singela e esfarrapada agenda mensal. Seria bom que este “sinal”, agora a dois, fosse apenas o pequeno passo inicial de uma estratégia consistente a implementar de uma forma duradoira.

Que não se trate apenas de uma operação de cosmética, com interesses bem determinados e pontuais…

O futuro dirá!


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

sábado, 15 de maio de 2010

Direito à indignação!

Penso que Marvão também tem o seu “défice”. Não é défice orçamental, é défice de sentido crítico. Sentido crítico construtivo!

(Maledicência tem muita!)

E por isso, em Marvão existe pouca capacidade reivindicativa. Seja junto do poder local, seja junto de outras instituições. Capacidade reivindicativa em matérias importantes para o bem comum…

(…que para o bem individual, para os interesses pessoais, há e muita!)

O sentido crítico e a capacidade reivindicativa da população são cruciais para o desenvolvimento de qualquer terra.

Nesta perspectiva, fiquei bastante satisfeito ao ler a carta ao Director do AA na edição desta semana.

Revela sentido crítico e capacidade reivindicativa numa matéria importante para o bem comum:

As condições (in)existentes no Centro Infantil.



Cumprimentos

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Espanhóis interessados no Campo de Golfe!





Há dias, em conjunto com uns amigos, tive oportunidade de ouvir um empresário turístico de Valência de Alcântara tecer rasgados elogios a Marvão.

Afirmou que um dos principais argumentos que tem para “atrair” clientes é Marvão e que o respectivo Campo de Golfe, quando funcionava, representava um “conteúdo” fulcral da sua oferta. Assim, lamentava o encerramento do mesmo e o quanto essa triste realidade tinha sido prejudicial para o seu negócio.

Lamentou, ainda, a falta de engenho dos políticos desta bonita região transfronteiriça para se organizarem numa oferta turística global.

Nunca ouvi tal discurso de algum empresário dos concelhos limítrofes!

Por isso, não me admira nada esta notícia. É bem provável que o investimento no Campo de Golfe (e em Marvão) venha do outro lado da fronteira.

Também por isso, faz todo o sentido apontarmos baterias nessa direcção. Madrid não fica muito mais distante que Lisboa.

E o mercado é outro…


Cumprimentos

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

sábado, 1 de maio de 2010

Ausência!


Em 21 de Julho de 2009, no âmbito da apresentação oficial da candidatura do PSD às eleições autárquicas de Marvão escrevi aqui:

“Pela primeira vez vi e ouvi o candidato do PSD à Assembleia Municipal. Apresentou-se com um discurso muito bem estruturado e incisivo. Tem um curriculum valioso. Mas, teve a necessidade de afirmar e reforçar que é da Beirã; informar de quem é filho, sobrinho, etc…

Sintomático!

Sem ter como objectivo desprestigiar uma personalidade com um percurso profissional tão notável, e com quem até simpatizei, diria que ainda não entendi a necessidade das candidaturas insistirem em procurar, reiteradamente, cabeças de lista para a AM que, apesar de ostentarem um grande curriculum, não têm “vivido” Marvão…”


Infelizmente, lembrei-me novamente, agora, dessas minhas palavras…

Isto porque, segundo “rezam as crónicas”, o sr. presidente da AM de Marvão tem-se pautado pela ausência.

Não compareceu na penúltima sessão da AM, realizada em 26 de Fevereiro, não compareceu na sessão solene das comemorações do 25 de Abril, onde é tradição o presidente da AM discursar e, ontem, mais uma vez, esteve ausente na sessão da AM.

Não tendo sido apresentadas razões de saúde, diria que estas ausências do presidente da AM chamam a atenção… por serem várias e sequenciais!

Provavelmente, factores como o “grande curriculum” e “não ter vivido Marvão” terão alguma responsabilidade nestas ausências.

Julgo que o facto do presidente da AM estar ausente é grave. É grave porque considero que a AM tem um papel fulcral na política do concelho. Dá suporte (ou não) ao executivo, deliberando sobre matérias com bastante impacto nos destinos de Marvão.

E o presidente é o líder deste órgão!

No entanto, “ausência” parece ser o termo mais aplicado às AM agora que o seu horário foi alterado para as 18 horas. O público, naturalmente, escasseia e alguns membros terão até alguma dificuldade de pontualidade (eu, se ainda o fosse, não poderia, certamente, cumprir esse horário!).

Será que existirá aqui uma acção deliberada para desprestigiar este importante órgão autárquico(AM) e, desta forma, diminuir o seu poder de fiscalização e escrutínio ao executivo?

Não acredito…


Cumprimentos

Bonito Dias

Arquitecto com ligação a Marvão recebeu Medalha de Mérito Municipal em Lisboa

(Arq. Nuno Teotónio Pereira)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um “chalet” na tapada!

O piso do Campo dos Outeiros já é verdinho!


Para quem, na sua juventude, viveu naquele rectângulo muitas horas de felicidade é um prazer vê-lo assim. Verdinho. Esse prazer será, eventualmente, redobrado para as dezenas de jovens que, actualmente, praticam futebol no GDA.

Devem estar ansiosos para o pisar!

É, de certeza, também visto com grande satisfação pelos sócios e directores do Arenense (actuais e antigos) e por todos os marvanenses em geral (que gostam de futebol).

Contudo, ao observá-lo, sinto também frustração!

Faz lembrar uma grande vivenda, acabadinha de construir mas rodeada por quintais e acessos ao abandono. De terra batida e com muros em bruto…



Já nem falo naquilo que foi alvitrado: Uma bancada nova, uns balneários novos e um espaço, ao fundo, preparado “à maneira” para a prática da malha…

No entanto, não quero acreditar que aquele muro não seja pintado e, sobretudo, que o espaço em redor do rectângulo verde fique em terra batida! O resultado será evidente: lama no inverno, poeira no verão e tapete sujo e degradado…

Não me parece que o custo deste simples “acabamento” seja assim tão significativo!

Julgo que, no fim, o bom senso poderá imperar, ficando o Campo dos Outeiros mais parecido aos congéneres dos concelhos vizinhos.

(Crato)

(Arronches)





(Alter do Chão e Castelo de Vide)





Cumprimentos

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Marvão em dose dupla na revista Marketeer

A 164ª edição da revista Marketeer, publicada este mês de Março, inclui dois interessantes artigos sobre Marvão.

O primeiro versa sobre a recente criação da marca “Marvão”. No mesmo, explicam-se, de uma forma muito detalhada, os pressupostos, as técnicas e os objectivos subjacentes ao desenvolvimento desta marca.

Em jeito de comentário diria que o enquadramento parece-me perfeito, faltando agora a operacionalização da “coisa”. Isto é, uma utilização permanente e adequada desta “ferramenta”.

(Registe-se, com agrado, que a foto que ilustra este artigo é do amigo Garraio e foi por ele aqui colocada no Fórum Marvão em 11 de Dezembro de 2009.)

O segundo dá-nos a conhecer o passado, o presente e “o futuro” da Nunes Sequeira S.A.. E lembra-nos o importante papel desempenhado por esta empresa no nosso concelho.




Apesar de já não ter a pujança demonstrada no passado, a Nunes Sequeira S.A. tem, ainda, uma grande importância socioeconómica em Marvão. Quer pelo emprego e riqueza que gera, quer por aquilo que pode representar, como âncora, no desenvolvimento industrial neste concelho no futuro.

Sendo certo que Marvão tem no turismo o seu principal pilar económico, julgo que a actividade industrial pode (e deve) ser um complemento importante para a promoção daquilo que é mais essencial: o emprego

É habitual ouvirmos dizer que Portugal deverá crescer (economicamente falando) preferencialmente em áreas industriais (de produção/transformação) exportadoras.

É curioso verificarmos que este pequeno concelho do interior tem uma empresa (apesar de pequena dimensão) com essas vertentes. Esta é, portanto, uma mais-valia que é necessário acarinhar, não só pelo que representa em si mesma como também pelo papel “de contágio” que pode desempenhar no futuro.

E, de facto, não é assim tão pequena como isso. Factura, anualmente, um valor equivalente à execução orçamental da câmara de Marvão!


Cumprimentos

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

segunda-feira, 22 de março de 2010

1972 - Marvão Unido

Há meses tive acesso a uma cópia da página nº 3 de um jornal publicado em 15/01/1972, chamado “Marvão Unido”, porque na mesma surgia a notícia da chegada do ultramar de um familiar próximo.

Este fim-de-semana “deparei-me” casualmente com ela, li-a, e penso que tem várias curiosidades que justificam a sua divulgação.

Na mesma, “encontramos” amigos, familiares e pessoas conhecidas que se baptizaram, casaram ou vieram (foram) do (para o) ultramar.

Ficamos a saber, por exemplo, que nessa época se realizavam casamentos na Capela do Pereiro; que o pavilhão gimno-desportivo, que agora a Câmara muito provavelmente irá adquirir, foi construído em 1972; que esse ano iniciou-se em ambiente festivo na discoteca, ao som do conjunto “Os Arenenses”; e que, nesse tempo, os casamentos e baptizados pelo concelho eram “mais que muitos”.

Curiosa é a notícia/crítica sobre a organização das touradas no Largo das Almas, na Portagem. Não era uma organização da responsabilidade do regime, certamente!

O “Marvão Unido” seria, provavelmente, um jornal regional já que, nesta página, surgem notícias da Salavessa e de Montalvão.

Além da curiosidade sentida por alguém que nessa data era bebé, ou das recordações que a outros desperta, esta página de jornal revela, sobretudo, duas coisas fundamentais e interligadas:

a) Em 1972 Marvão tinha um jornal!

b) Em 1972 Marvão era um concelho cheio de vida!




Cumprimentos

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

terça-feira, 2 de março de 2010

José Coelho in "http://tocadoscoelhosbeira.blogspot.com"

O resto é (mesmo) paisagem...


Ao sobrevoar, há dias, os céus de Lisboa e tendo a sorte de ocupar um lugar junto a uma vigia da aeronave, tive o raro privilégio, dada a luminosidade daquela esplêndida manhã, de desfrutar da magnífica paisagem que se vislumbra lá do alto, enquanto ganhávamos altitude na nossa rota rumo ao Funchal.

E não pude deixar de compreender, assim de uma assentada só e sem mais explicações, porque é que o meu concelho de Marvão e as suas aldeias estão semi-vazias de gente, com inúmeras casas fechadas e sem perspectivas de futuro. Não vale a pena tapar o sol com a peneira.

Falo de Marvão que é o profundo Portugal onde moro, mas sei que toda a faixa interior que vai de Bragança a Vila Real de Santo António enferma do mesmo mal.

E porquê? Fácil!

Porque, de Abrantes até ao Oceano Atlântico, as vilas e cidades pegam quase umas nas outras e é visto assim, lá do alto, que isso melhor se percebe. Daquela janelita do avião, parecia uma só cidade, até onde o meu olhar alcançava, numa extensão incalculável de litoral, até que por fim a altitude não permitiu que se vislumbrasse mais do que um maravilhoso e único tapete de nuvens brancas e aparentemente fofas como algodão, mesmo por baixo de nós.

É completamente impensável já reverter tal situação. Somos poucos por cá já hoje. Seremos cada vez menos, não o duvido, no futuro. Vão restando alguns jovens resistentes e os reformados como eu que dão ainda alguma vida às aldeias e criam alguns empregos nessa nova indústria que são os lares e centros de dia. Quando forem actualizados os censos, aposto que seremos menos 30 ou 40% de cidadãos marvanenses, do que os contabilizados na última vez...

No litoral, pelo contrário, há demasiada gente. Mas ali há também oferta de quase tudo o que as famílias necessitam. Eu próprio já pouco conto com os meios daqui. Quase tudo o que preciso ali encontro com precisão, eficiência e rapidez e está à distância de duas horas de viagem no meu velhinho Corsa. Chatices para quê? Bairrismo? Uma ova! Isso era dantes.

Na terra do bom viver, faz sempre o que vires fazer. E eu assim faço mesmo. Santos de casa não fazem milagres e os de Marvão então, é um descalabro. Uma vergonha. Aqui só se cuida e trata bem quem de cá não é. Turistas? Não! Modernices...

Um dos meus filhos já se foi de vez e diz sem papas na língua que não quer para cá voltar. O outro, não sei bem ainda, mas provavelmente seguirá o mesmo caminho, porque aqui só nos conhecem e dão alguma atenção em época de eleições. Passados os votos... Quem és tu?

Uma vergonha. Porém se calhar também só temos o que merecemos, porque continuamos estupidamente a votar neles. E resmungamos, resmungamos, mas lá vamos andando e achando que talvez as coisas mudem ou melhorem...

Porém, velho que também já vou sendo, já deduzi há algum tempo que o melhor é esperarmos sentados, para não cansar tanto as pernas!

E, cada vez mais, aquela conhecida máxima, oriunda do (algo já saudoso) tempo do António de Santa Comba, vai sendo de novo uma realidade nua e crua...

Portugal é Lisboa e o resto...

Quando viajarem de avião olhem bem cá para baixo e com certeza verão dissipadas as vossas dúvidas. Se por acaso as tiverem ainda.