quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM

Ainda o 30º Aniversário do GDA

(Do Jornal Fonte Nova na sua Edição nº 1611 deTerça-feira, 16 de Dezembro de 2008, retirámos a seguinte reportagem)

Arenense festeja 30 anos - longe dos êxitos de outros tempos

Mas isso parece fazer parte do passado. No dia em que a colectividade comemorou o 30º aniversário, a direcção lamentou a falta de apoios e a consequente desmotivação que afecta o grupo.

Foi na sede do Grupo Desportivo Arenense (GDA), bem no centro de Santo António das Areias, que algumas dezenas de pessoas se reuniram no dia 12 de Dezembro para assinalar mais um aniversário da colectividade. Uma reunião de amigos, os poucos que ainda acreditam e lutam por uma Instituição que conta actualmente com cerca de 300 sócios pagantes, um número muito inferior ao registado há uns anos atrás.

Na sala dos troféus está escrita a história do Arenense. Móveis cheios de taças e paredes repletas de fotografias das várias gerações de futebolistas que passaram pelo clube. E foi no meio das memórias dos sucessos do GDA que aproveitámos para conversar com João Bugalhão. Presidente do GDA há três meses. É um repetente neste cargo, uma vez que já havia desempenhado as mesmas funções entre 1996 e 2000.

Com alguma mágoa na voz, João começou por dizer que o seu regresso ao Arenense aconteceu "para que esta casa não fechasse". Tal como contou, "foram feitas várias tentativas para encontrar uma direcção e como não foi possível encontrar alguém que liderasse, pelo amor que tenho a esta casa e ao movimento associativo de Marvão, achei que talvez pudesse ajudar a que esta casa não fechasse".

Naturalmente, os tempos mudam e com eles mudam também as instituições. João Bugalhão afirmou ao nosso jornal que "esta casa está muito diferente, o clube de hoje não é o clube de há 12 anos. Naquela altura, o clube era uma Instituição muito importante no concelho, com uma larga actividade desportiva e recreativa e hoje está moribundo", atirou. E na óptica do presidente, o GDA "está moribundo porque de facto há entidades e instituições, que não têm dado a atenção devida ao clube e isso tem levado a uma certa desmotivação das pessoas que, de forma voluntária têm dirigido o clube. Qualquer dia temos estruturas, mas já não temos pessoas, porque não foram apoiados na devida altura".

Além disso, o responsável atribuiu também algumas responsabilidades endógenas, de anteriores direcções, pois "também houve algumas asneiras por parte de dirigentes do clube há cerca de três ou quatro anos, que levaram o clube a estar numa situação muito difícil", disse o presidente.

João não podia deixar de referir as dificuldades financeiras. Reconhecendo que "as coisas não estão nada fáceis", o responsável explicou que "temos um passivo avultado, de alguma gravidade para as nossas capacidades actuais. A direcção anterior conseguiu amortizar alguma coisa, e um dos nossos objectivos é pagar o que for possível para amortizar". Para o presidente, o importante é que "independentemente do que fizermos, não fiquemos a dever nada a ninguém das despesas que formos responsáveis. Temos de viver de acordo com as nossas posses".

Referindo-se especificamente ao aniversário do GDA, e porque, afinal de contas, o dia era de festa, João Bugalhão afirmou que "hoje o que está na base desta comemoração é uma homenagem às pessoas que há 30 anos conseguiram criar a instituição e todos aqueles, que de uma forma ou de outra, ajudaram o clube a chegar até aqui".

Olhando para as vitrinas cheias de troféus, o presidente concluiu dizendo que "são 30 anos de história e alguma riqueza, também por estes prémios, mas principalmente pelas pessoas, pelos centenas de jovens que por aqui passaram e aqui fizeram a sua aprendizagem cívica e desportiva para a vida".

2 comentários:

Felizardo Cartoon disse...

É pena que uma colectividade como o G.D.A., que tanto dinamizava Santo António das Areias e o próprio Concelho, do ponto de vista lúdico, desportivo e cultural, tenha entrado em declíneo, nos últimos anos .

A culpa não é certamente imputável às diferentes direcções que geriram esta casa .

Parece ser mais um sinal dos muitos sinais,característicos dos tempos e ventos que passam pelo nosso país, a saber :

-Faltas de apoio, a este tipo de instituições, por parte da Tutela e por arrastamento, do poder local .

- Interesses divergentes da juventude, relativamente às actividades desportivas, culturais e até lúdicas .

- A primazia dada ao individualismo, na sociedade contemporânea em detrimento do colectivismo .

- A desertificação humana do interior e em particular do nosso Concelho; etc.

Abraço !

H. Felizardo .

Felizardo Cartoon disse...

Adenda ao comentário anterior : deve ler-se declínio e não declíneo .