sexta-feira, 10 de abril de 2009

Castração

era pelo pescoço
corrente laça e escorreita
chupado até ao osso
não escorre nem deita

manietado não fala
não estende a mão
encolhe a barriga
esconde falta de pão

boca cozida
pão cru
vassoura hirte
directa ao cú

anus de dia
dia de anos
dignidade prontidão
horas em vão

vão para além
além não vão
tirem o que tens
tiram o que dão

dão rio abaixo
alentejo por cá
beira tejo tejo beira
alto baixo alto está

inveja cabeça alta
sisudo tromba baixa
sem dinheiro ribalta
bateria toque de caixa

música parece
gratidão em finados
sofre quem padece
quem pede trocados

trocados de cores
amantes de revés
trocam os sabores
da cabeça aos pés

politicos não
tudo gente séria
mulher é o que parece
não não...................... é galdéria

Coitada da D. Política

2 comentários:

João, disse...

Hoje sou eu que, através destas simples palavras, venho manifestar o meu agradecimento e, prestar a minha singela homenagem aos Artistas aqui do Fórum, nomeadamente, o Clarimundo e o Hermínio.

Todos os meus amigos e conhecidos sabem que não sou uma pessoa de elogios fáceis. Não gosto de andar a bajular por isto eu por aquilo, mas não posso ficar indiferente à vossa distinta maneira de ver o mundo.

A minha veia artística é nula. Quiseram os meus criadores que eu fosse mais dado a coisas concretas, àquilo que os estudiosos do comportamento humano chamam de personalidade analítica.

No entanto o trabalho artístico não me é indiferente, mesmo aquele que não percebo patavina, como é o caso deste poema do Clarimundo, embora tenha a certeza que cada um daqueles versos tem um “significado” profundo! O meu receptor é que não está sintonizado.

Fico aguardando que mo expliques…

Até lá: Obrigado “artistas”, pelo colorido que dão a este espaço, e que nos fazem sorrir e… pensar.

jbuga

Enganado disse...

Pois é quem posta tem ligações camarárias e então não posta e isso sim é castração.