quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Uns voam do ninho e outros aterram...

Há situações que eu de facto não compreendo. Sinceramente.

Este mês houve uma empresa, pagadora da renda estipulada no respectivo Regulamento,  que saiu do Ninho de Empresas de Santo António das Areias, para um outro espaço em Portalegre, onde vai ter mais visibilidade comercial e pagar uma renda mais baixa.

Exactamente ao mesmo tempo, publica-se na acta da reunião camarária de 21 de Novembro:

“TOCA DOS SABORES UNIPESSOAL, LDA” – CANDIDATURA AO NINHO DE EMPRESAS DE MARVÃO ----------------------------------------------------------------------------------
Foi presente o pedido de cedência do espaço nº 9 do Ninho de Empresas de Marvão, pela Firma: Toca dos Sabores, Unipessoal, Lda”, para comercialização de produtos alimentares, nomeadamente doces, compotas, geleias e marmelada e pastelaria. ----------
A Câmara Municipal deliberou por unanimidade ceder o espaço solicitado.

Cedência? Uma cedência para uma empresa comercializar produtos, ou seja, fazer negócio?

Volto a dizer, há situações que eu não compreendo!

Não sei quem está por trás da empresa Toca dos Sabores, seja quem for desejo o melhor, mas quer dizer, as empresas que pagam renda vão-se embora, e a outras cedem-se espaços???

Mas não há um Regulamento para o espaço do Ninho de Empresas de Santo António das Areias? Com rendas estipuladas?

Eu peço desculpa se estivera a ser injusta, mas o que está escrito é isto, e gera  dúvidas...

Ainda o sinal da TDT

(notícia da Rádio Portalegre já com vários meses)

(Maio de 2012)

Na minha infância, na zona da raia, ver os canais da TV espanhola era algo comum. A maior parte das famílias seguia este ou aquele programa em determinado canal. Todas as pessoas da minha geração se lembram do Espinete do Barrio Sésamo.

Engraçado pensar que esta manhã a minha filha tomou o pequeno almoço a ver na televisão da cozinha a programação infantil de um canal espanhol. Engraçado que não foi por opção, mas porque apesar de termos instalado o aparelho, o sinal não permite ver com qualidade os canais portugueses.

Problemas que se arrastam....

terça-feira, 13 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

À g' anda Chula da (Merkel) - À g' anda Hermínio!!!

"Chula da Merkel" de Carlos Mendes onde aparecem dois "cartoons" da autoria de Hermínio Felizardo:

Seja bem vinda dona merkel... 






quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A (pseudo) reforma administrativa...

Da página do Facebook de Luís Moreira Testa, retirámos o seguinte texto:

"Como a régua e o esquadro funcionaram no Distrito de Portalegre.

- No concelho de Avis,a freguesia do Maranhão agrega com Alcórrego e a freguesia de Benávila agrega com Valongo.

- No concelho do Crato, são agregadas, numa única, as freguesias de Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale de Peso.

- No concelho de Elvas, a freguesia de Terrugem agrega com Vila Boím, a freguesia de Barbacena agrega com Vila Fernando; a freguesia de Caia e São Pedro agrega com Alcaçovas e são agregadas, numa única,as freguesias de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.

- No concelho de Gavião, a freguesia de Atalaia agrega com o Gavião.

- No concelho de Nisa, a freguesia de Arez agrega com a Amieira do Tejo, e são agregadas, numa única, as freguesias de Nossa Senhora da Graça, Espírito Santo e São Simão.

- No concelho de Ponte de Sôr, são agregadas, numa única, as freguesias de Ponte de Sôr, Tramaga e Vale de Açor

- No concelho de Portalegre, a freguesia de São Lourenço agrega com a Sé, a freguesia de Carreiras agrega com Ribeira de Nisa e a freguesia de Reguengo agrega com São Julião."

E está feita a GRANDE REFORMA DO PODER LOCAL!!!

O que vou lendo por aí...

Correndo o risco de ser processado por plágio, pelo autor destas linhas, não resisti a copiar este post, do Blog "Retórica Bugalhónica", portanto, caro João Francisco, desde já as minhas desculpas.


"Autarquicas 2013

Com este título, inicio hoje uma rubrica dedicada às próximas eleições autárquicas, que se realizarão em Outubro do próximo ano. Esta será a minha forma, enquanto cidadão e munícipe, de intervir sobre esse acto de expressão democrática. Com um ano de antecedência, aqui deixarei o meu olhar e algumas opiniões, sobre o que for observando nesta temática, quer a nível nacional, quer ao nível da minha terra, o concelho de Marvão.

Fa-lo-ei, de forma avulsa, ao sabor do que for ocorrendo, ao invés de uma intervenção sistematizada, que tantas vezes tenho usado no passado. Aqui darei conhecimento do que for sabendo, nunca me coibindo de fazer a minha crítica ou dar a minha opinião.

 Este 1º Post, surge na sequência de uma entrevista a que acabei de assistir de Fernando Costa, Presidente há mais de 25 anos, da Câmara das Caldas da Rainha, eleito nas listas do PSD. Aqui deixo, para reflexão, algumas ideias soltas: - No caso das Caldas da Rainha, concelho com cerca de 54 000 mil habitantes, 250 Km2, a Vereação Municipal é composta por ele, Fernando Costa, e 2 vereadores a tempo inteiro; não tem Empresas Municipais. E afirmou que, não só não tem dívidas, como até tem superávite.

 - No caso do concelho Marvão, actualmente, existe: 1 Presidente, 2 Vereadores a tempo inteiro, e 1 Assessor, para uma população de 3 500 habitantes e 155 Km2. Quando nos primeiros 20 anos de poder autárquico (1976 – 2005), e quando a população era o dobro, o Município só tinha o Presidente e 1 Vereador a tempo inteiro.

Pergunta-se: Será que para as próximas eleições, alguma força política concorrente terá a coragem de propor para Marvão, uma Vereação a tempo inteiro, composta apenas por 1 Presidente e 1 Vereador? A poupança durante o mandato seria superior a 200 mil euros e poderia ser usada para apoios sociais!

A ver vamos! Mas olhem que a malta não é rica, e o país está falido..."

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Cooperativa Agrícola e Florestal (CAF) de Porto de Espada (Marvão) acusou hoje o município de a "penalizar", ao reduzir a compra de castanhas para a Feira do Castanheiro

Marvão, 07 nov (Lusa) -- A Cooperativa Agrícola e Florestal (CAF) de Porto de Espada (Marvão) acusou hoje o município de a "penalizar", ao reduzir a compra de castanhas para a Feira do Castanheiro, no fim de semana, mas a autarquia refuta as acusações.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a cooperativa justifica a acusação alegando que o município de Marvão tinha acordado "verbalmente" com a instituição a "intenção" de adquirir seis toneladas de castanhas, mas apenas vai comprar, "quanto muito, dois mil quilos".

No documento, a CAF relata que, quando foi interpelada para fornecer as castanhas, lançou a campanha "Feira da Castanha 2012" junto dos produtores associados com o objetivo de conseguir fornecer o produto para o certame, que decorre este fim de semana, em Marvão.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cooperativa-acusa-camara-de-marvao-de-a-penalizar-ao-reduzir-a-compra-de-castanhas-autarquia-refuta=f765300#ixzz2BZqD9L6J


E hoje no Portal da Cidade de Elvas:

A Cooperativa Agrícola e Florestal (CAF) de Porto de Espada (Marvão) acusou hoje o município de a "penalizar", ao reduzir a compra de castanhas para a Feira do Castanheiro, no fim-de-semana, mas a autarquia refuta as acusações.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a cooperativa justifica a acusação alegando que o município de Marvão tinha acordado "verbalmente" com a instituição a "intenção" de adquirir seis toneladas de castanhas, mas apenas vai comprar, "quanto muito, dois mil quilos".

No documento, a CAF relata que, quando foi interpelada para fornecer as castanhas, lançou a campanha "Feira da Castanha 2012" junto dos produtores associados com o objectivo de conseguir fornecer o produto para o certame, que decorre este fim-de-semana, em Marvão.

A quantidade pretendida pelo município foi alcançada pelos produtores. Mas, segundo a CAF, "chegados a uma semana da feira e decorrendo a normal negociação acerca do preço final a pagar pela câmara, esta informa-nos, através do vereador do Turismo, que comprará, quanto muito, 2000 quilogramas, uma vez que já adquiriu a restante".

A direcção da CAF afirma que "estranha esta atitude" por parte do município, que, ao mesmo tempo que "regateava" o preço com a cooperativa "adquiria castanhas a fornecedores privados" e que "estranhamente" detinham tal quantidade de castanha armazenada.

No documento, a CAF alerta que a castanha adquirida pelo município a fornecedores privados não oferece "garantia" aos consumidores que seja de Marvão e diz sentir-se "duplamente penalizada" com esta "insólita atitude" do município.

Contactado pela Lusa, o vereador do município José Manuel Pires refutou as acusações, explicando que, há "três semanas", alertou a cooperativa para a necessidade de castanhas para a feira, sublinhando que, na altura, solicitou cerca de seis mil quilos e o respectivo preço.

"De há três semanas até à última semana nunca nos disseram nada. No princípio da semana passada contactamos a cooperativa para saber se arranjavam a castanha e os preços, quando fomos informados que ainda não havia preços, nem que estava assegurado o fornecimento", explicou.

José Manuel Pires garantiu que voltou a contactar a instituição, por diversas vezes, mas "até à última hora" não houve resposta.

Por último, segundo o autarca, chegou uma proposta que referia que o preço da castanha seria de "2,45 euros mais IVA o quilo", quando, garantiu José Manuel Pires, a cooperativa estava a pagar aos seus produtores a "1,50 euros".

O autarca afirmou que a "disparidade de preços" lhe fez "confusão", tendo contactado outros produtores do concelho para confirmar o preço da castanha de Marvão calibrada.

"O preço que eu consegui foi de 1,65 mais IVA e 1,80 euros mais IVA", disse.

José Manuel Pires assegurou que "toda" a castanha consumida na feira será de Marvão, considerando ainda que a "disparidade" de preços praticados pela cooperativa seria um "negócio ruinoso" para o município.

"Nós só recebemos a proposta da cooperativa no dia 5 de Novembro e depois de recebermos aquela proposta, com preço extremamente caro, informámos que àquele preço não conseguiríamos pagar a castanha", disse.

http://www.elvas.com.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2517%3Amarvao-cooperativa-acusa-camara-de-a-penalizar-ao-reduzir-a-compra-de-castanhas&catid=3%3Adestaques&Itemid=78

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

29ª Festa do Castanheiro e Feira da Castanha





(Para ler melhor: clicar no botão direito do"rato" e "abrir hiperligação")


Nota de Imprensa do Gabinete de Comunicação da CM de Marvão

"A vila medieval de Marvão, com as ruas ingremes e tortuosas, pela sua preservação e autenticidade, faz-nos recuar no tempo. O seu castelo altaneiro, a 900 metros de altitude implantado numa escarpa rochosa, importante praça-forte de outrora mostra-nos hoje paisagens invulgares, terras de Espanha e em dias de grande visibilidade a serra da Estrela.

Nos próximos dias 10 e 11 de Novembro, vai realizar-se a 29ª edição, a “Festa do Castanheiro / Feira da Castanha” hoje unanimemente reconhecida, aquém e além-fronteiras, como um dos eventos mais genuínos e aclamados em solo português, tendo atingido o estatuto reservado a um número muito reduzido de romarias que o povo soube elevar a expoentes máximos da portugalidade. Aqui pode encontrar os produtos, as pessoas, os elementos decorativos, os azeites, os vinhos, as compotas, a doçaria tradicional e conventual.

Sempre no segundo fim-de-semana de Novembro, a aura mística da vila de Marvão ganha contornos de verdadeiro postal vivo. As vielas sinuosas, as praças, travessas e escadarias íngremes acolhem a partir das 10h de Sábado com a abertura dos magustos e provas de vinho, o artesanato ao vivo, a tenda dos produtores, a doçaria com castanha, a zona das tasquinhas, mantendo-se esta oferta nos dois dias da feira.

Numa perspetiva cultural, este evento é um dos melhores cartões-de-visita de Marvão e de toda a região. Das 10.30h ás 18.30h dos dois dias da feira pode encontrar, bailes populares, teatro de rua, ranchos folclóricos, bombos e gigantones, gaitas de foles, grupos de cantares alentejanos e muita musica popular, por todas as ruas e praças da vila de Marvão. Pelo palco principal vão passar nomes como José Cid, Voodoo Marmalade, Cant’areias, Grupo Coral da Granja, Chumbo Torto e DJ Hell (anos 70,80 e 90).

Apostamos na promoção e na divulgação do que aqui se faz bem, na inovação e na incorporação de novas receitas, através da Quinzena Gastronómica da Castanha que se inicia já no dia 1 de Novembro em todos os restaurantes do concelho de Marvão e do Concurso da Doçaria com Castanha. Os 4 showcookings em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, serão decisivos para explicar ao publico que a castanha pode ser cada vez mais utilizada na gastronomia do dia-a-dia, nas cozinhas em nossas casas.

No seguimento da sessão inaugural ás 10.30 será feita a apresentação publica do calendário formativo da produção de castanhas e cogumelos. A castanha é uma fonte de rendimento importante para esta região e obter formação ao nível da produção, só contribui para o aumento em termos da quantidade e da qualidade deste produto nobre e do cogumelo como produto complementar dos nossos soutos.
Sendo Marvão como um destino turístico invulgar, a Festa do Castanheiro- Feira da Castanha é motivo de sobra para um fim de semana diferente!

Fica o convite… esperamos por Si!"

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

Deixo-vos este texto de um blog que é tão lindo e tão bem escrito que até se perdoa "o Marvão" e "ao Marvão"

"Esqueçam tudo o que ouviram sobre o Marvão. É mais bonito do que o que vos contaram. Esqueçam tudo o que estou para aqui a escrever também, é pouco e sabe a nada. Tem de se ver. Tem de se vir. Saramago escreveu que quem o pisa consegue ver o mundo. Se calhar foi o mais próximo que as palavras lhe fizeram justiça - pequena, mas ainda assim, justiça."

Em http://avoltadeumportugalsemcrise.blogs.sapo.pt/7044.html

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Um blog a estrear



Eis que temos: Marvão à Vista (http://marvaoavista.blogspot.pt/)

A descrição é apetitosa: O melhor sítio para descobrir Marvão e os marvanenses
Sorte e saúde para este projecto tão bonito! A terra bem precisa de novas ideias!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Caleiras da Escusa

De acordo com o Notícias de Castelo de Vide, as Caleiras da Escusa foram classificadas como monumento nacional:



"O Governo aprovou na sua reunião da passada quinta-feira, dia 18 de Outubro, um decreto que classifica como monumento nacional as Caleiras da Escusa, em São Salvador da Aramenha, freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, distrito de Portalegre.

A classificação das Caleiras da Escusa tem por base critérios relativos ao seu interesse do bem como testemunho notável de vivências históricas e da memória coletiva, bem como da sua importância do ponto de vista da investigação histórica.

As Caleiras da Escusa são antigos fornos de cal que testemunham uma actividade milenar que perdurou até há poucas décadas."

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A MULHER DE CÉSAR


Chegámos á grande encruzilhada, ser ou parecer, esta estória (atenção não é erro) contada pelo Tiago Pereira (que não conheço pessoalmente), é apenas mais uma das formas encontradas pelo Chico – Espertismo da maior parte das Autarquias que, deviam estar ao serviço dos munícipes e, estão ao serviço dos compadrios. O grande inimigo destas situações é que uma parte das pessoas começa a perceber o que se passa.

Não conheço nenhuma das Instituições em causa, agora o que é estranho é que seja uma associação em que o vice-presidente da Câmara é fundador e co – responsável que se insurja, e se tem razão deve fazê-lo, mas não devia, porque nem devia ter concorrido.

Provavelmente, e eu não pertenço a qualquer partido, devia ser pedido ao Tribunal de Contas que averigua-se estas situações. E tenho a certeza que algumas mulheres de César não dormiriam descansadas…

Jorge Miranda

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O mau perder anda de braços dados com a mesquinhez

Não sei se é do vosso conhecimento que houve um Concurso, reservado às Associações do Concelho, para a Manutenção dos Espaços do Castelo. Não sei também se sabem que concorreram duas Associações: Centro Cultural de Marvão e Terras de Marvão.

Até aqui tudo normal, quer dizer, na forma estava tudo legal. Do meu ponto de vista é sempre condenável que uma Associação sem associados, liderada pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal de Marvão, se envolva neste processo.

Toda a gente pode achar tudo isto normal, mas, acreditem, não é. Todo o Concurso foi orientado para que fosse essa mesma Associação a ganhar. Tanto mais, que a Terras de Marvão já tinha até contactado pessoas para irem trabalhar para o Castelo.

Acontece que no dia 17 de Setembro há um volte-face no processo: o júri encarregue de analisar as candidaturas dá a vitória ao Centro Cultural de Marvão. Numa análise cuidada às candidaturas decidiu dar 76,67% à Terras de Marvão, que concorreu em parceria com a empresa Ocrimira, Lda., tendo o Centro Cultural sido pontuado com 80%.



(Para ler melhor: clicar no botão direito do"rato" e "abrir hiperligação")

Nessa altura, respirei de alívio. Embora discorde da posição da Câmara Municipal de ceder o Castelo a uma Associação, ficou ao menos a cargo de uma Associação com bastantes associados, com história e que sempre se desviou das dinâmicas políticas e partidárias. Tenho a sorte de ser Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Centro Cultural de Marvão, mas todos estes comentários se inserem numa óptica pessoal, nada têm que ver com as minhas responsabilidades institucionais.

Na Reunião de Câmara de ontem, 17 de Outubro de 2012, os presentes foram informados que a Associação Terras de Marvão tinha recorrido daquela decisão. Nada que seja de estranhar. É um direito salvaguardado no Código do Procedimento Administrativo, claro que sim, mas convenhamos que é muito condenável do ponto de vista ético, ou não acham? Se para mim já me faz imensa confusão, enquanto munícipe, que uma Associação fantasma que tem como responsável o vice-presidente do executivo camarário concorra a um Concurso deste género, com fins eleitoralistas e manipuladores, ainda maior confusão me faz insistirem no erro, forçarem a decisão e confrontarem a decisão do júri.

Sobre esta trapalhada, há assuntos paralelos que merecem ser descortinados.

1- O processo eleitoral no Lar Nossa Senhora das Dores - Porto de Espada, em que pessoas que não olharam aos meios para atingir os mesmos fins de que lhes falei atrás, e que navegam na mesma área político-social do executivo, impugnaram o processo, que se arrastou para os tribunais, fazendo com isso com que o próprio Lar tivesse prejuízo com o processo judicial. Mau perder.

2- Consultando o processo do Concurso para o Castelo, reparei num detalhe importante. A morada da Associação Terras de Marvão é a seguinte: Antiga Escola Primária da Escusa – Rua da Casa Nova, 7330-313 São Salvador da Aramenha. Ora eu só tenho conhecimento que a Câmara Municipal tivesse cedido a Escola da Escusa à ACASM (Associação de Cultura e Acção Social de Marvão) – reunião de Câmara de 18 de Janeiro de 2012.


(Para ler melhor: clicar no botão direito do"rato" e "abrir hiperligação")

Com isto se conclui haver, neste processo, e uma vez mais, intervenientes cuja postura é tudo menos transparente, tudo menos clara. Quando o mau perder se junta com a chico-espertice e a mesquinhez de carácter só há um resultado: Marvão fica a perder.

Todos estes argumentos não se aplicam à empresa que concorreu em parceria com a Terras de Marvão, a Ocrimira, Lda., cujo proprietário é o Joaquim Carvalho, arqueólogo da Fundação Ammaia, pessoa por quem tenho a maior admiração e que tem todo o meu respeito.

Por fim, podem dizer que só sei criticar, que só sei dizer mal. Aceito. Mas antes disso tive a felicidade de fazer parte de uma grande equipa que avançou com um projecto ambicioso para o Castelo de Marvão. E que ganhou. Sempre defendi que é preciso apresentar soluções antes de se criticar. E assim fiz...

domingo, 14 de outubro de 2012

E vão 5 seguidas...


Arronchense 2 – GD Arenense 3
(Velhas-Guardas)

A equipa de Velhas Guardas do GDA disputou ontem mais um jogo em Arronches, tendo obtido a sua 5ª vitória consecutiva, e o 7º jogo sem conhecer a derrota, o que se saúda.


O próximo jogo será dia 27 de Outubro, em SA das Areias com a congénere de Sousel.


PS: Um abraço público de toda a equipa ao Luís Miguel, e uma recuperação o mais rápido possível.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

...



Chega uma altura que uma pessoa se farta de passar e não ligar.
Dura há vários anos. Água de cano a céu aberto.
Na rua do Relógio, em Marvão.
Chega uma altura que uma pessoa se farta de passar e não ligar. Até porque muitas vezes cheira mal.
Então fotografa-se, para que quem não sabe, veja.
Não estou a apontar o dedo a nenhum culpado. Desconheço quem sejam os culpados, sinceramente.
Sei sim, que é uma vergonha...

sábado, 6 de outubro de 2012

Interregno...

Meus caros amigos, por agora irei suspender a minha participação no Fórum Marvão. Não o faço por qualquer razão especial, mas por uma percepção que talvez este espaço já não esteja a cumprir aquilo que esteve na sua génese e era o seu desígnio.

Durante 4 anos e meio, apesar de achar que este espaço deveria ser um projecto colectivo de todos os marvanenses que quisessem participar, aqui tentei estar sempre presente, e com alguma assiduidade de forma a alimentar um espaço que se quer vivo, como provam os cerca de 600 Posts que aqui publiquei (52% do total). Reconheço, no entanto, que os tempos e a conjuntura não vão de feição, e, não são propícios para estas aventuras.

No que me diz respeito, tentei sempre fazer aquilo que me comprometi perante o grupo de amigos que criaram este Espaço. Aqui me expus com as minhas ideias, opiniões, críticas e contraditórios. Como tudo na vida, umas terão sido boas, outras assim-assim, e as restantes nem por isso. Não tive nunca a intenção de exprimir aqui opiniões para agradar a maiorias, escrever aquilo que as pessoas querem ler ou ouvir é fácil, mas não contem comigo.

Não perderei muito tempo com mais avaliações ou explicações sobre a minha participação no Fórum, isso competirá aos cerca de 230 000 visitantes que ao longo destes 4 anos aqui vieram, com as mais diversas intenções.

No entanto o Fórum Marvão continua, e aqui irá continuar para todos aqueles que espero saibam dar continuidade. Desejo a maior sorte do mundo. Eu, por agora vou fazer um intervalo.

Para mim foi uma experiencia única. Obrigado ao Fórum....

João Bugalhão

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Obviamente, orgulha-nos!




Nesta fase, neste caminho tão difícil, meus amigos, penso que são notícias como estas que nos fazem ter esperança quanto ao futuro. São projectos inovadores como este que são uma pequena gota de água no Oceano, mas que fazem toda a diferença, em territórios como o nosso.

Digo-vos que foi uma das aventuras mais aliciantes em participei, e se recordarem este post podem ver que a epopeia remonta a 10 de Dezembro de 2010. Desde essa altura que uma equipa, da qual tive o prazer de fazer parte, trabalhou no sentido de criar a estrutura necessária a um concurso desta natureza.

Os mais cépticos poderão dizer que isto não vai dar em nada. Os mais deslocados da realidade podem dizer que os 7 projectos vão ser um sucesso. O que sei é que de uma forma ou de outra três dos projectos apresentados, e premiados, têm todas as condições criadas para arrancarem, e depois caberá a cada um dos promotores encontrarem o engenho para os sustentar. Sei que o Nuno Costa, primeiro premiado com o projecto “Olive Ban”, engenheiro de Química Industrial virá residir para o Concelho para montar o seu negócio. A Verónica, a Lisa, a Nélia e a Débora têm a oportunidade de concretizar em Marvão o projecto que desenvolveram no último ano do Curso de Turismo da ESE. E o Jorge e a Catarina, como grandes empresários que são, vão-nos servir “Castanhas todos os dias” na Vila de Marvão.

Isto pode ser tudo errado, o processo pode ter sido injusto e os prémios podem ser incrivelmente baixos, mas conseguimos aquilo que definimos em primeira análise no Conselho Municipal de Juventude, espicaçar o empreendedorismo em Marvão. Disso ninguém nos pode acusar, por isso este concurso “Obviamente, orgulha-nos!”.



*Uma pequena correcção às notícias, eu não sou o Presidente do Concelho Municipal de Juventude, este lugar está reservado por inerência ao Presidente do Executivo; eu era apenas Presidente do Júri do Concurso. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Contra Informação à portuguesa...

(Como complemento ao Post anterior da Catarina)

Nota de intenções: Não sou contra a existência de Fundações, sou é pouco favorável a que sejam financiadas pelos dinheiros públicos.

Sobre a problemática extinção/redução de Instituições, modelo “Fundações”, tem existido nos últimos dias, em minha opinião, uma completa desinformação sobre as decisões do Concelho de Ministros.

Indo-se ao extremo por parte daqueles que foram os principais responsáveis pelo seu florescimento “como cogumelos” (passou-se praticamente de uma, conhecida de todos os portugueses - A Gulbenkian, para cerca de 500 em meia dúzia de anos), para agora andarem a defender, que esta decisão governativa: “A montanha pariu um rato”, e que se deveria ter ido muito mais longe!

A nossa comunicação social, tão pródiga em controversas, logo que veio anunciar, em grandes parangonas, que apenas foram extintas 4 Fundações (quando eu aqui conto pelo menos 29), ignorando, propositadamente, contabilizar todas aquelas a quem o Poder Central vai cortar apoios financeiros públicos, finalidade principal desta medida.

Aos contribuintes portugueses o que deve interessar, não é se há muitas ou poucas Fundações (interessante seria que houvesse muitas e surgissem da iniciativa da sociedade, sustentadas financeiramente por doadores altruístas e pelos seus “curadores” privados); o que interessa aos contribuintes portugueses é acabar com este “forrobodó” de promiscuidade entre o público e o privado, de verdadeiros ninhos de “bóis”, pagos a preços incomportáveis pela nossa pouca produção.

Nesta perspectiva, faz todo o sentido, contabilizar todas as “Extintas” e as que deixarão de ter “Apoios Financeiros” públicos, isto é, com o dinheiro de todos nós. Por isso, a bem da verdade, aqui deixo a lista das que dependiam do “Poder Central”. A juntar a estas ficam aquelas que dependem do “Poder Local” e as quem vai ser reduzido os apoios financeiros, como pode ser verificado aqui.

Estamos a falar de muito dinheiro, para onde os marvanenses também contribuem....


Extinção das seguintes fundações:

No âmbito da Presidência do Conselho de Ministros (3)

- Fundação Cidade de Guimarães,

- Fundação Museu do Douro;

- Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa

No âmbito da tutela do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (1)

- Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco,

No âmbito da tutela do Ministério da Educação e Ciência, recomenda-se a extinção (13):

- Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho);

- Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (Universidade de Coimbra);

- Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa);

- Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa);

- Fundação da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa);

- Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo);

- Fundação Gomes Teixeira (Fundação da Universidade do Porto);

- Fundação Instituto Politécnico do Porto (Instituto Politécnico do Porto);

- Fundação João Jacinto de Magalhães (Fundação da Universidade de Aveiro);

- Fundação Luís de Molina (Universidade de Évora);

- Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra);

- Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior);

- Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve (Universidade do Algarve)

Propostas formuladas para as fundações em cuja criação ou financiamento participam as Regiões Autónomas (2)

- Extinção da Fundação Madeira Classic (Madeira)

- Extinção da Fundação Gaspar Frutuoso (Açores)


Cessação do total de apoios financeiros públicos às seguintes fundações (10):

No âmbito da Presidência do Conselho de Ministros

- Fundação Casa de Mateus;

- Fundação Oriente;

No âmbito da tutela do Ministério das Finanças

- Cessação do total de apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Bragança

No âmbito da tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros

- Fundação Luso Africana para a Cultura;

- Fundação D. Manuel II;

No âmbito da tutela do Ministério da Economia e do Emprego

- Fundação Vox Populli;

- Fundação para as Comunicações Móveis;

No âmbito da tutela do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território

- Fundação Alter Real;

- Fundação Mata do Buçaco;

- Fundação Convento da Orada