terça-feira, 22 de março de 2011

Divisão da “massa” comunitária para os próximos 3 anos...

A CIMAA (Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo), a Associação dos Municípios do Alto Alentejo, fez chegar esta semana às nossas casas o quadro de Contratualizações dos diversos Municípios Associados, aos fundos comunitários do Quadro de Referências Estratégico Nacional (QREN), para o próximo triénio.




O total ronda os 48 milhões de euros, sendo que cerca de 43,5 milhões são projectos apresentados pelos 15 Municípios do Alentejo Norte



Marvão foi contemplado com cerca de 1,9 milhões de euros, sobretudo para financiar 3 Projectos:

- Ninho de Empresas e Loteamento Industrial em SA das Areias
- Requalificação das Margens do Rio Sever na Portagem
- Beneficiação da Rede Viária

Estes são os Projectos que o executivo marvanense considerou estratégicos para desenvolvimento do concelho nos próximos 3 anos.


(Clicar para ver melhor)


É curioso constatar no Quadro 1, a posição ocupada por Marvão no ranking dos 15 concelhos, penúltima como de costume, apesar de, em termos populacionais existirem 4 concelhos com menos habitantes que Marvão.

Outras curiosidades que podemos constatar nestes dados são que, enquanto cada marvanense, em média, é contemplado com 526 euros; cada cratense tem 600 euros; e cada monfortense tem 625 euros!

Porque será?

sábado, 19 de março de 2011

Porque hoje é sábado...

Após uma ligeira “avaria da máquina" (esperemos que não seja sabotagem), hei-nos de regresso, e nada melhor para recomeçar do que o humor e a poesia: porque hoje é sábado...



... com a tua permissão, meu caro Hermínio!


A conjugação do verbo "DIALOGAR"

quarta-feira, 9 de março de 2011

(Re) Candidatura de Marvão a Património Mundial – Capítulo 3

O que pensam os promotores e a oposição:

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…”
(Luís Vaz de Camões)



Num primeiro momento, a decisão estratégica era a de integrar uma Candidatura conjunta com outros Municípios (Elvas, Estremoz, Almeida e Valença, entre outros), mas na sequência do avanço individual da Candidatura de Elvas, Marvão decidiu seguir-lhe os passos.

Tratou-se, mais uma vez, de uma decisão unilateral dos Vereadores do Executivo do PSD, sem que o assunto tenha merecido qualquer discussão com a população, ou municípios vizinhos, ou até com a Assembleia Municipal, que apenas teve contacto com este Projecto na última Sessão, mas já com uma apresentação formal; e nem tão pouco os Vereadores da Oposição foram envolvidos, como se prova pelas tomadas de decisão em Reuniões de Câmara, sempre que o assunto foi abordado:

15/9/2010

Sobre a elaboração de Contrato de Prestação de Serviços com o Coordenador Ray Bondin:

Madalena Tavares: “Fiz parte da 1ª Comissão Técnico-Científica da Candidatura de Marvão a Património Mundial, estive presente nas reuniões com o Presidente do Comité Internacional e com o ICOMOS para a entrega oficial do dossier de candidatura e desde logo me apercebi de algumas dificuldades.

Apesar de bastantes elogios tecidos por ambas as partes ao trabalho apresentado, a candidatura, devido às alterações de regras que tinham sido introduzidas nas classificações ou era aprovada na altura através de um grande lóbi político ou as hipóteses futuras seriam quase nulas.

Com a mudança de executivo a coincidir com todo o trabalho que tinha que ser feito e na altura, na minha perspectiva, com a falta de interesse e de conhecimento do novo executivo (que deveria ter procurado informação e apoio no executivo anterior e na comissão Técnico-Científica) a candidatura acabou por cair sem grandes explicações.

Gostaria de realçar ainda que estiveram envolvidas nesta candidatura pessoas bastante credíveis e conhecedoras do assunto que se dedicaram a ela de alma e coração. Na altura foram aquelas que nos pareceram mais capazes e com mais conhecimentos para nos ajudar a trilhar esse caminho, sendo o seu coordenador uma pessoa da Região.

Não vislumbro assim, com base na minha experiência e no meu entender, grande sucesso para se alcançar essa classificação. Daí que todo o dinheiro que se venha a gastar com uma nova candidatura parece-me em vão e deveria ser aproveitado noutras formas de divulgação.”

Nuno Lopes: “Voto contra pelo motivo de não ter sido convidado o Sr. Doutor Domingos Bucho para a execução da reformulação do Dossier da candidatura de Marvão a Património Mundial. No entanto, fico contente com a iniciativa e admirado pelo reinício da candidatura, pelo motivo de um dos primeiros passos executados pelo Sr. Presidente da Câmara (há cinco anos), ter sido o fecho do Gabinete e, tudo o que estava relacionado com a Candidatura de Marvão a património Mundial.”

Vítor Frutuoso argumentou: “ que o convidado, Dr. Ray Bondim é um expert internacional, foi curador da Cidade de La Valleta, profundo conhecedor do meio referido e é um firme defensor da causa de Marvão, como foi demonstrado na palestra que realizou em Elvas aquando do lançamento da respectiva candidatura. Nesta, perante as mais altas individualidades locais e nacionais realçou na palestra que Marvão é genuíno e verdadeiramente excepcional.

No que diz respeito à anterior candidatura foram levados até ao fim os procedimentos necessários do então combinado.”

Madalena Tavares: “No seguimento destas palavras do Sr. Presidente saliento que, na anterior candidatura, também colaboraram vários “experts”, entre os quais o Professor Doutor Álvaro Baio, que fazia parte de algumas Comissões escolhidas pelo Comité Internacional para classificar candidaturas de várias partes do mundo.”

Em 6/10/2010

Nuno Lopes referiu:
“… que em relação à candidatura de Marvão a Património Mundial verifica que na Vila de Marvão têm sido constantemente praticados actos bárbaros urbanísticos como por exemplo, alumínios atrás de alumínios, contadores de águas nas fachadas das casas; e verificou que na fachada da Albergaria está um monstro/armário com ocupação da via pública e questionou o Sr. Presidente se esta situação foi licenciada na Câmara.”

Esta foi a discussão que existiu entre os responsáveis autárquicos, para decidir sobre um dos projectos considerados mais importantes para o desenvolvimento de Marvão:


Após lhe termos apresentado, o que é do conhecimento público sobre as diversas opiniões, o que pensa você desta Recandidatura? Dê-nos a sua Opinião no Inquérito ao lado.

domingo, 6 de março de 2011

... as audiências é que mandam? Então,

... "Tamem" lá:




"... a decadência de um país também, claro!, se reflecte na música. Ou talvez que quanto mais afastados vamos ficando da guerra e da ditadura, menos ardor vão sentindo os nossos autores e compositores. O que é um facto é que, lá está, a qualidade da "música de intervenção" tem descido a par da subida do nível de vida (sim, o nível de vida subiu nos últimos quarenta anos, é favor não confundir o ciclo com a tendência)."



... e já agora veja as semelhanças:



(Clicar para ver melhor)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Reflexões sobre Património Mundial – Capítulo 2

Contributos para memória futura

O Município de Marvão decidiu relançar a Candidatura de Marvão a Património Mundial.

Um dos primeiros temas abordados aqui no Fórum Marvão, prendeu-se com o “Projecto de Marvão a Património Mundial”, decorria então o mês de Maio de 2008, o Fórum dava os primeiros passos, e estávamos ainda na ressaca da retirada da então Candidatura anterior.

Passados que são cerca de 5 anos, eis que o actual Executivo volta à carga, “convencidos que agora é que é…” que os erros do passado “foram erros pessoais”, que podem ser corrigidos, que de facto Marvão tem condições para vir a ser considerado pela UNESCO como “Património da humanidade”.

Este segundo Post que dedicamos a esta problemática, tem como finalidade, já que é curta a memória dos homens, relembrar aos actuais responsáveis alguns dos contributos dos colaboradores aqui do Fórum, que aqui foram abordados em Maio de 2008.

Talvez não fosse completamente despropositado que os actuais promotores da Recandidatura dessem por aqui uma vista de olhos…


Assim, em 9 de Maio de 2008 João Bugalhão dizia:

"Em 1997, Manuel Bugalho é eleito presidente da Câmara Municipal de Marvão e com ele, traz um Projecto: elevar Marvão a Património Mundial, com a finalidade de, através desta promoção, pôr Marvão nas rotas do turismo mundial, fazendo dessa aposta, a sua principal prioridade política nos dois mandatos em que esteve à frente da autarquia marvanense.

Quis o destino, ou o vagar que os portugueses dão às resoluções das coisas, que só em 2006, um qualquer departamento do Governo Central, viesse aconselhar a autarquia marvanense, então já com nova Vereação presidida por Vítor Frutuoso, a retirar a candidatura, pois esta corria sérios riscos de não ser aceite pela UNESCO, ou por outras palavras, para ser mais abrangente, ser chumbada.

Não me vou debruçar muito sobre o “processo” percorrido em quase uma década em que durou o Projecto, certamente, haverá por aí alguém, que será capaz de o explicar por dentro muito melhor do que eu, que fui um mero espectador, mais ou menos atento. O que eu gostaria de trazer aqui à análise e discussão, são alguns dos resultados desse Projecto político, independentemente, da opinião que dele se tenha, e qual a importância do impacto que teve sobre a vida dos marvanenses.

António Garraio, diz-nos na sua primeira intervenção neste Blog que “esse foi um tema muito importante na vida do Concelho, uma história muito mal contada, com um aproveitamento político indecente, e o fim ainda não está completamente esclarecido.”

Concordo perfeitamente com meu caro amigo, mas porque não começar aqui e agora a discussão sobre a coisa? É minha opinião, que o deveríamos fazer. E porque não começar, meu caro Garraio?

Se o não fizermos, corremos o risco de passar à história, como aquilo que José Gil designa, pela “não-inscrição” de factos ou acontecimentos, na consciência colectiva dos marvanenses.

Se não formos ao âmago da coisa e nos ficarmos mais uma vez pela superficialidade, por um sacudir de responsabilidades, pelo esquecimento, pelo “não luto”…, estaremos a contribuir para passarmos, rapidamente, para outra aventura. Correndo-se o risco, de mais uma vez, desbaratarmos os escassos recursos que vamos tendo, com poucos ou nenhuns proveitos.

Por mim lanço aqui diversas questões que poderíamos debater, tais como:

- O que é que falhou para que o Projecto não tenha sido concretizado?

– Estão os marvanenses esclarecidos sobre os resultados do Projecto?

- Quem teve as maiores responsabilidades? O poder local ou central?

- Será Marvão, para o mundo, esse sítio de características únicas?

- Foi o Projecto bem liderado e tinha uma candidatura consistente e bem fundamentada?

- Quanto custou esse Projecto aos marvanenses? Os proveitos superaram os custos?

- Quem contou mal história? A quem aproveitou politicamente?

- Valerá a pena relançar a Candidatura? E em que moldes? Ou o Projecto está morto, enterrado e vamos assumir colectivamente o fracasso e assumir responsabilidades?

…ou vamos ficar à espera de mais um “conto do vigário”, ou que a árvore dê as “patacas” que nos faltam? "



Mas curioso foi o que disse em 10 de Maio António Garraio:

"Saibam que a Candidatura de Marvão Património Mundial não foi ideia do Manuel Bugalho. Aliás, ele ganhou as eleições e nunca tal coisa lhe tinha passado pela cabeça...

Só que, poucas semanas depois, recebeu uma visita no seu gabinete, já bem entrada a tarde. O pessoal já tinha saído, quase todo. Eu não. Eu estava lá, porque os escravos não têm horário. Essa visita, de um antigo aluno do então Presidente foi uma dádiva dos Céus, para o ex-padre...

Mais tarde diria ainda:

Voltando à vereda, chamei à baila o tema da Candidatura de Marvão a Património, porque aqui há pessoas que sabem tudo e não o contaram.

Vou esperar depoimentos dos políticos, para poder fazer o contraditório. Não é isso o combinado?

E depois, vamos ver quem morre com as armas na mão.

Sei que uma quadrilha que foi banida do poder há tempos me insultou como pôde e onde pôde (Na cara nunca, porque seriam vítimas), Preguiçoso, incompetente, vilão e talvez até ladrão. Não me conseguiram transferir, mas foi por pouco.

Nada na cara, as difamações pagam-se com pena de prisão. Mas as conversas traiçoeiras e cobardes dão muito jeito, politicamente falando.

Acontece que o João Bugalhão tem razão. Eu sei muito. E o meu livro manteve-se fechado todo este tempo. Se alguém me obrigar a abri-lo, Marvão vai tremer.

Vai uma apostinha????"


Ainda a 10 de Maio de 2008, Fernando Bonito disse:

"Não conheço os pormenores relacionados com a candidatura de Marvão a Património Mundial. Mas posso afirmar que, sobre este tema, tenho uma grande curiosidade, sobretudo sobre um facto que tenho presenciado:
O TABU

De facto, logo na concretização do fracasso, aquando da retirada da candidatura fiquei algo surpreendido pelo silêncio de todas as partes.
Até parecia que todos estavam comprometidos.

Ao ponto de sentir um ambiente na Assembleia que me inibiu de intervir sobre o assunto. Pensei que teria a ver com o facto da ferida ainda estar demasiado “aberta”!

Contudo, com o passar do tempo, a situação não se alterou e este continua a ser um assunto tabu em Marvão. Ainda não se esclareceu se existiu ineficiência política, técnica ou outra.

Há algo estranho no ar sobre este assunto!!!! "


Por fim a 11 de Maio de 2008, Luís Bugalhão na sua reflexão dizia sobre o assunto:

"Boas..., companheiros do fórum. Pegámos por aqui, e como já disse anteriormente, acho que este é um bom tema para atacar no início deste projecto.

Marvão é um local extraordinário, mas o mundo está cheio de lugares extraordinários. Não podemos é, ainda que a emoção para aí nos mova, pensar que basta oferecer apenas isso, para que Marvão seja classificado como Património Mundial pela UNESCO, ou para atrair turismo a sério à nossa terra.

Marvão tem que oferecer arrojo, tem que oferecer dinamismo, tem que oferecer competência e capacidade de trabalho, tem que oferecer as suas potencialidades naturais e históricas, mas acompanhadas de uma consistente vontade política, tem que oferecer essa vontade de modo abrangente, trazendo a população do concelho para um objectivo comum e de futuro.

Pelos comentários que antecedem este, e digo-o com a sinceridade que a minha condição de afastado desconhecedor me permite, não me parece que tenha sido isso a acontecer na década (aproximadamente) que decorreu desde o lançamento do projecto até à sua infeliz conclusão. Por isso, e pegando nas perguntas que o João Bugalhão formulou, gostaria que a nossa conversa se dirigisse para:

1. O que é que falhou? É uma evidência insofismável, quando se quer melhorar, descobrir o que correu mal. É o primeiro passo;

2. A população do concelho sabe o que se passou? Os marvanenses acreditavam realmente no projecto, sendo passível de mobilização pelas suas entidades representativas (municipais, distritais, nacionais, do Parque, das entidades Europeias, etc.) no sentido de apresentarem uma candidatura forte e coerente?

3. Que custos e que proveitos, qualitativa e quantitativamente falando, se previram, para que o projecto fosse aliciante para as gentes de Marvão e para o país?

4. Valerá a pena relançar a candidatura? Será que a adesão já decidida (segundo diz o Bonito) ao Geopark da Naturtejo não será a aposta mais consistente nesta altura, tornando a recandidatura a Património Mundial uma tarefa redundante e inútil?

Não interessa quem teve a culpa, ou antes, não interessa apontar dedos a pessoas, ou ao papel que representaram; não interessa tornar o debate franco em torno de ideias/resultado do debate/obra surgida das ideias, num lavar de roupa suja, mais ou menos peixeiro, se me é permitida a imagem vulgar. A honestidade e clareza, bem como a franqueza corajosa são necessárias, são imprescindíveis, mas não devem transformar-se em ‘conversas traiçoeiras e cobardes [que] dão muito jeito, politicamente falando’. Por todas e mais uma razão, mas porque assim sendo, deixaremos muita massa crítica de fora, espantando os que visitam este sítio, ou só os atraindo para ver como vai a “cusquice” da terra…

Por isso e em resumo, vamos lá a conversar sobre aqueles 4 pontos, que, abarcando tanto, podem e devem ser desmontados em sub-pontos, de modo a conseguir construir algo que dê filhos. Isto não é uma imposição (era o que faltava era aturarem o puto da “cedade”, ‘inda” por cima armado ao pingarelho) é apenas o meu conselho de amigo e o meu desejo.

Manda brasa Garraio! Venham lá as provocações construtivas a quem liderou o projecto, ou a quem se meteu nele a sério! Essa gente (com respeito) que venha a terreiro dizer o que sabe, para que todos possamos melhorar no futuro. Mesmo que seja difícil assumir que as coisas se fizeram menos bem, é preferível essa assunção do que o manto de silêncio que caiu sobre o, como diz o Bonito, 'tabu'."

quarta-feira, 2 de março de 2011

(Re)Candidatura de Marvão a Património Mundial - Capítulo 1

De acordo com a Edição de ontem do Jornal Fonte Nova:


Dossier já está em marcha - Marvão (re)candidato a Património Mundial




Depois de ter retirado, na sequência de um parecer negativo do Conselho Mundial de Monumentos e Sítios (ICOMOS), a sua primeira tentativa a Património Mundial, Marvão volta a atacar esta importante classificação atribuída pela UNESCO. 25 de Fevereiro fica assim para a história da vila como o data de arranque do dossier que, a curto/médio prazo, pode traduzir-se como o "primeiro dia do resto da vida" de Marvão.

A tarde de sexta-feira ficou marcada pela conferência de imprensa que assinalou o arranque da composição do dossier que irá resultar num trabalho científico que poderá classificar finalmente Marvão como Património Mundial da UNESCO.

Depois de uma sessão de trabalho, com a equipa que integra a construção desta candidatura orientada por Ray Bondim, e onde foram decididos e atribuídos os critérios pelos quais a candidatura será orientada, o vereador marvanense José Manuel Pires, o coordenador Ray Bondim e os professores Jorge Oliveira e Francisco Ramos falaram à comunicação social, revelando grandes expectativas no sucesso desta segunda tentativa.

José Manuel Pires foi o primeiro a usar da palavra, começando desde logo por explicar que a primeira conclusão retirada desta reunião de trabalho foi a lista de critérios para a inscrição de bens na lista de candidatura a património mundial, nomeadamente:

- Ser um exemplo excepcional de um tipo de construção ou conjunto arquitectónico;

- Constituir um exemplo excepcional de fixação humana ou ocupação do território nacional;

- Representar fenómenos naturais ou áreas de uma beleza natural e importância estética excepcional;

- Conter os habitats naturais mais representativos e importantes para conservação in city da diversidade biológica, incluindo aqueles onde sobrevivem espécies ameaçadas com valor universal excepcional do ponto de vista da ciência ou conservação.


Para além disso, e de acordo com o vereador, ficou também definida a estratégia e os timings para a construção dos textos, mas sempre centrados nestes quatro critérios. Na verdade, e segundo nos revelou, dentro de oito semanas surgirão os primeiros textos escritos e, em Setembro, pode já haver uma compilação e algum trabalho físico. No entanto, o prazo para a apresentação deste trabalho científico tem um prazo de dois anos.

"Queremos o melhor dossier de sempre"

Orgulhoso com esta segunda tentativa, José Manuel Pires lembrou que este dossier tem em vista "provar que Marvão tem um valor universal excepcional" e "uma importância cultural ou natural tão excepcional que transcende as fronteiras nacionais", e se reveste de "um carácter inestimável para as gerações actuais e futuras de toda a humanidade".


"Será um trabalho árduo provar que Marvão tem esta singularidade e há um conjunto de características que teremos de comprovar junto da Unesco, mas o objectivo final será comprovar o seu valor universal excepcional", afirmou, recordando que o dossier elaborado no passado "tinha algumas deficiências" mas que é também importante "beber dessa experiência" para fazer "o melhor dossier de sempre".

"Esta candidatura tem também um objectivo de promover Marvão como destino turístico, pois o turismo pode ser a âncora do desenvolvimento do concelho, e pode arrastar todos os outros sectores. Além disso, com esta certificação da Unesco queremos prestar uma justa homenagem aos marvanenses"
, sustentou, garantindo que Marvão quer ser "o quarto vértice de outros locais que já são património mundial", nomeadamente Cáceres, Mérida e Évora.

Seguiu-se o discurso de Francisco Ramos que considerou a sessão de arranque "verdadeira sementeira de ideias, houve reflexões, opiniões, considerações muito úteis para estabelecer pistas que possam alimentar o dossier".

Na sua opinião, a candidatura deve-se orientar para dois aspectos importantes: o património edificado, e o património natural envolvente, uma vez que o facto de Marvão estar integrado no parque natural, e de a acção humana ter afectado positivamente a zona envolvente, "dá-nos garantias mínimas para que a candidatura se faça na componente "paisagem cultural".

"Marvão é único, peculiar e excepcional exactamente porque consegue juntar e consubstanciar uma serie de valores que não se limitam ao rochedo que domina a planície
", frisou.

"Marvão é um espanto"

A sessão contou ainda com a presença de Jorge Oliveira, um filho da terra, e grande entusiasta deste projecto. Abordando o diálogo que sempre existiu entre o homem e a rocha e que deu origem ao "espanto" que Marvão é nos dias de hoje "tem de ser projectado para o futuro".

"Esta candidatura é sobretudo uma aposta na preservação do património, na sua divulgação e em fazer a justa homenagem a todos os indígenas que souberam, ao longo destes milénios, preservar uma imagem e um património",
concluiu.

A última palavra foi de Ray Bondim, embaixador da UNESCO e coordenador desta candidatura. Satisfeito com a coragem de Marvão por voltar a tentar candidatar-se a património mundial, o responsável começou por congratular "o profissionalismo com que todos estão a tratar esta nova candidatura".

"Sempre que venho a Marvão vejo grandes melhorias no estado de conservação e embelezamento da vila, o que lhe traz ainda mais valor acrescentado. Marvão é excepcional, principalmente pela magnífica paisagem que rodeia as muralhas do castelo, construídas pelo homem que aqui marca presença desde sempre. É isto que faz com que Marvão, apesar de pequena, seja tão importante",
declarou Ray Bondim.

terça-feira, 1 de março de 2011

Ainda o Campo de Golfe

De acordo com a Edição de hoje do Jornal Fonte Nova:

Golfe de Marvão vê luz no fim do túnel



Na sexta-feira foi dado um grande passo no que respeita ao futuro do Golfe de Marvão. Esta é a verdade em que todos querem acreditar. Desde representantes políticos (de Marvão, de todo o Alto Alentejo e até mesmo da Extremadura Espanhola), passando pelos responsáveis pelo turismo e, claro esta, a população…todos esperam que este seja o momento de viragem num processo que se arrasta há vários anos e cujo futuro esteve mesmo em risco.

Depois de ter sido adquirido pelo Turismo de Portugal, o Golfe de Marvão foi finalmente vendido, numa cerimónia realizada, na sexta-feira, na capital do País.

O campo foi adquirido, em hasta pública, por um grupo privado de investidores portugueses, por 648 mil euros, ou seja, cerca de 100 mil euros acima da base de licitação anunciada pela Direcção Geral do Tesouro e Finanças.

Na hasta pública apresentaram-se a licitação dois pretendentes, tendo sido vencedora a proposta de António Marques Dias, em nome de um grupo de investidores privados portugueses.

De acordo com Vítor Frutuoso, o facto de este processo se ter arrastado ao longo de tanto tempo gerou repercussões bastante negativas para o concelho de Marvão. O autarca considera que não só o sector turístico, mas toda a dinâmica local foi muito afectada pelo encerramento do campo de golfe.

Agora bem mais satisfeito, o presidente do Município de Marvão não escondeu que esta compra por parte de um grupo de empresários cria expectativas bastante elevadas, uma vez que o futuro daquele espaço será certamente destinado à prática do Golfe.

"Empresários têm credibilidade"

"Estou muito contente, como sabe eu sempre estive interessado num problema que na prática não era agradável, e que agora se conseguiu ultrapassar. Certamente que com esta decisão aquele espaço se irá rentabilizar com beneficio para a Região, não há nada pior do que ter um Campo de Golfe que não esteja a funcionar, as Empresas existem para criar riqueza", sustentou, garantindo que se tratam de empresários com "credibilidade".

Na verdade, e ao que apurámos, o grupo de empresários representado por António Marques Dias está ligado à Andersen Consulting, uma empresa tradicionalmente relacionada à prática do Golfe.

Fonte próxima do processo revelou ainda ao nosso jornal que a verba necessária para requalificar todo o Campo de Golfe, deixando-o completamente apto para este desporto não deverá ultrapassar os 500 mil euros.

O futuro do Campo de Golfe de Marvão, um dos empreendimentos que mais expectativas tem criado no que respeita ao desenvolvimento turístico e económico da nossa região, mudou agora de mãos. Resta agora saber qual é o fim que este conjunto de empresários quer dar a uma das novelas mais famosas do Norte Alentejano.

O mundo dos outros (Duas faces da mesma moeda)...

Do Blog: Felizardo Cartoon






Ai Portugal, Portugal...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Assembleia Municipal (AM), de 25/2/2011

Como nota prévia e antes de começar esta minha crónica, convém esclarecer os leitores que o que aqui vou descrever não é nenhuma peça jornalística, nem uma descrição cronológica e pormenorizada do que se passou nesta AM. Trata-se, simplesmente, da minha visão e análise pessoal de alguns factos que por lá se passaram.

Convém ainda clarificar que o Fórum, para mim, é um espaço de “opinião” livre e independente, aberto a todos aqueles que se revejam nos valores e princípios enunciados no editorial, que privilegia o “contraditório” como meio de debate, com a finalidade de se distanciar de uma certa visão dominante, em que uns opinam e os outros baixam as orelhas e obedecem.

Ao iniciar-se esta 1ª Assembleia Municipal de 2011, verificou-se que o seu Presidente, José Luís Catarino, mais uma vez, não estava presente (a quarta vez em sete), pelo que se questiona até quando esta situação se irá manter, e até quando a concelhia do PSD irá sustentar esta situação. Desta vez não foi dada qualquer explicação sobre a falta do senhor presidente. Lamentável…

Os trabalhos propriamente ditos iniciaram-se, não se percebendo muito bem com base em que regra Regimental, mas certamente por decisão da Mesa, com a apresentação do Coordenador da nova Candidatura de Marvão a Património Mundial, o Maltês Ray Bondin.

Para além de ficarmos a conhecer o seu curriculum, foi possível a todos os Membros da AM fazerem algumas perguntas de esclarecimento sobre este novo projecto municipal, sendo inevitável, a confrontação com o anterior projecto e suas consequências.

Ficou no entanto a pairar no ar, o grande optimismo reinante no actual Executivo, “… de que agora é que é”, e que num prazo de 2 anos, Marvão lá estará como património da humanidade. Coisa que, afinal já é, mas falta-lhe o diploma!
A ver vamos, oxalá…

No "Período de Antes da Ordem do Dia”, foram decididos alguns pontos pendentes da anterior Assembleia que haviam sido propostos por mim, mas que haviam ficado em aberto.
Assim, foi decidido sem qualquer objecção por todos os Membros que:

- As Actas das Assembleias Municipais passarão a ser publicadas no sítio do Município
- As Assembleias Municipais irão fazer uma descentralização por todas as Freguesias a começar possivelmente em Junho.
- O Executivo irá organizar em 29 de Abril de 2011 uma visita da AM a todas as Obras da Câmara a decorrerem no concelho.

(Pessoalmente, congratulo-me com a aprovação unânime pela AM destas minhas 3 Propostas.)

O “Período da Ordem do Dia", teve início com:

1 - Informação do Presidente da Câmara acerca da actividade Municipal nos pretéritos 2 meses.

Para além de várias e pequenas informações sobre gestão corrente, Vítor Frutuoso centrou-se, sobretudo, em dois assuntos que têm agitado a vida marvanense, nomeadamente:

- A aquisição, nesse mesmo dia, do Campo de Golfe por um grupo de empresários portugueses, que parece que ninguém sabe muito bem quem são;

- E a venda da Pensão D. Dinis, defendendo perante a AM as razões dessa decisão do executivo (que pode ser consultada no Post “A venda da Pensão na Imprensa Regional”), e contrapondo, à opinião daqueles que se opõem à venda de património, que os seus executivos têm adquirido muito mais património do aquele que têm alienado, apresentando uma listagem das diversas aquisições, no valor de 1,3 milhões de euros.

Seguidamente respondeu a diversas questões postas pelos Membros da AM, dos quais destaco aqueles que me pareceram os mais importantes:

- Silvestre Mangerona, questionou qual o ponto de situação de construção da ETAR da Beirã? O Presidente informou, que a dita se encontra num impasse, já que a Entidade Construtora, Águas do Norte Alentejano, que já havia começado a fazer o “Estaleiro de Obras”, mas transgrediu na localização dos materiais da construção....! E que por isso tinha sido levantado um auto por parte da Comissão de Coordenação Regional do Alentejo e que, possivelmente, o caso irá parar a tribunal! Terminando a dizer que: “… qualquer dia a Câmara avança e constrói a ETAR”!
(uma comédia, digo eu…)

- Eu, João Bugalhão, apresentei duas questões.

A primeira que havia ficado por responder na Assembleia anterior (porque o Presidente da AM não deixou), e prendeu-se com o esclarecimento do que são a “MarvãoRur”, e a “Marvão SGPS”? O Presidente da Câmara esclareceu que são empresas de reinserção, baseadas em conceitos para combater o desemprego de pessoas a reinserir no mundo do trabalho, que podem ser candidatas as Associações, no caso concreto destas duas estão sedeadas na “ANTA”; podem prestar trabalhos à autarquia através de obras por “administração directa”, sendo a Câmara a “orientar a sua gestão” (mas também prestam serviços a outras entidades, incluindo as Juntas de Freguesia), e que são umas excelentes “ferramentas” para resolverem muitos dos problemas autárquicos de falta de pessoal operário.

A segunda dizia respeito à decisão da Câmara em cortar 10% aos subsídios monetários às Associações no ano de 2011. Quis saber se era só para as do concelho, ou se era para todas, e se incluía as transferências correntes para as Juntas de Freguesia? Vítor Frutuoso informou, que a partir de 2011 não haveria mais subsídios para as Associações fora do concelho, e que os cortes de 10% abrangeriam as Juntas de Freguesia (pareceu-me…, porque para responder a esta questão, o Presidente fez uma intervenção de 15 minutos, falando de tudo...., e de nada, sem ser muito concreto e explicito).
(Vou estar atento, e no final vamos ver).

2 – O segundo ponto dizia respeito a uma pequena alteração ao Plano 2011/2014 e respectivo Orçamento, que foi aprovado por unanimidade e sem discussão.

3 – A grande surpresa desta AM estava guardada para o terceiro ponto de: - Assuntos Diversos, com a apresentação de uma “moção/voto de protesto” conjunta, por parte dos Membros do grupo de cidadãos independentes “Juntos por Marvão” e Partido Socialista, contra a decisão do Município de Marvão vender a Pensão D. Dinis e o Bar “O Castelo”.

Após a sua apresentação (que aqui deixamos em baixo), gerou-se uma acesa discussão entre Gomes Esteves e Vítor Frutuoso, e entre António Miranda e Vitor Frutuoso, acerca dos argumentos apresentados, em que fiquei com a percepção, que pela primeira vez, a Oposição ao actual executivo fez ouvir a sua voz, e isso, em minha opinião é bom, pois só com uma oposição forte os executivos melhoram o seu desempenho, ficando a ganhar o concelho e os munícipes.

Causou-me no entanto, uma imensa tristeza ver o "Presidente sozinho". Pois por parte do PSD (o meu PPD/PSD!), nem uma só voz se levantou em defesa do executivo, caladinhos, que nem ratos. Qual será o estratégico ditado adoptado:
“… quem cala consente”; ou então, “… borreguinho calado mama a sua e a alheia”!



(Clicar para ver melhor)


4 – No “Período Reservado ao Público”, não houve questões!

Não admira, também não havia público…

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Campo de Golfe: Última hora…

De acordo com o que era do conhecimento, foi hoje a hasta pública o Campo de Golfe de Marvão, propriedade actual do Turismo de Portugal.

Segundo informações recentes o mesmo foi adquirido por uma verba que rondou os 648.000 euros.

De acordo com o Jornal Expresso, "à hasta pública apresentaram-se a licitação dois pretendentes, tendo sido vencedora a proposta de António Marques Dias, em nome de um grupo de investidores privados portugueses."

Que futuro?

Assim?




... ou assim?


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A venda da Pensão na Imprensa Regional

Notícias retiradas da Edição nº 217, do Jornal Alto Alentejo




(Clicar sobre as imagens para ver melhor)

1ª Assembleia Municipal 2011

O local da Assembleia será no Salão Nobre e não na Casa da Cultura como está referido no Edital.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ainda os Ecos da Reunião de Câmara do dia 16/2/2011

Reflexão: Um líder que se preze deve partilhar as suas ideias e estratégias com os seus, ouvi-los, discutir, aceitar ou rejeitar contributos e, em última análise decidir. A partir daí o “decidido” será uma resolução do grupo, com solidariedade entre todos os membros, e o líder deve ser o mandatário dessa decisão, deixando na luta a pele pelo seu grupo, e ser o último a abandonar o “barco”…


Esta Reunião de Câmara há-de passar para a história como aquela em que foi vendida a Pensão D. Dinis. No entanto, e em minha opinião não foi a única coisa relevante que por lá se passou.

Após a debandada de todos os arrematadores, bem como da restante assistência, que não era pouca, mas que tinha mais que fazer, lá fiquei eu, e o amigo Zé Manuel Baltazar que por volta do meio-dia haveria também de ir à sua vida, deixando-me a mim como único assistente, daquilo que apelido como um entretimento contemplativo mais ou menos masoquista, pois ser um sujeito passivo, seja em que evento for, é algo que não se coaduna muito com a minha maneira de ser.

Há cerca de um ano que não assistia a uma reunião camarária, mas desta vez tinha uma certa curiosidade de assistir a dois dos pontos da agenda, que se prendia com:

- Atribuição de uma casa da Câmara a uma munícipe

- Cortes a efectuar durante o ano 2011 nos subsídios a atribuir às Associações do concelho, bem como a Festas Populares e outros Eventos Culturais.

No que toca à 1ª Proposta referente a atribuição da moradia, o Presidente fundamentou que a dita munícipe já ocupava uma casa da câmara, mas que devido a ter aumentado o seu agregado familiar, pretendia mudar para outra maior e que entretanto havia vagado.

A Vereadora Madalena, anunciou que iria votar contra porque a Câmara possui um Regulamento de Atribuição de Casas do Município (aprovado pelo actual Presidente) e que a dita munícipe deveria concorrer, e aplicando-se o Regulamento.

No entanto, para grande surpresa minha, o Presidente deu a entender que “este Regulamento" (assim como outros), não serviam para nada, e que noutras situações já se tinha feito o mesmo!!! E a proposta foi aprovada por maioria com os votos dos vereadores do PSD e do PS.

Pergunto eu que país é este, em que nem o que os próprios legislam aplicam, e fazem vista grossa decidindo com base na percepção do momento, ou de acordo com, por exemplo, a cor dos olhos, ou dos prováveis votos em eleições próximas, e isto à frente dos olhos de toda a gente?
Que irá fazer agora a vereadora Madalena?


Quanto à segunda proposta, a matéria é melindrosa, até porque as verbas já foram aprovadas pela Assembleia Municipal na sua última reunião, e tenho dúvidas sobre a legalidade desta deliberação camarária de “cortes cegos”, sem que o assunto volte novamente à AM.

Mas o que aqui me leva a escrever sobre este assunto, não é a questão de legalidade ou não, pois como todos sabemos, estas coisas jurídicas andam muito complicadas. O que quero aqui partilhar convosco, são estas coisas da Liderança e, mais concretamente, o “comportamento do líder”.

Confesso que já me havia sido apresentado o assunto num outro contexto e que já tinha manifestado a minha discordância (que não interessa agora aqui revelar, pois poderia ser eu o acusado de quebra de sigilo ou “solidariedade grupal”), mas o que assisti nesta Reunião Camarária, deixou-me estupefacto com o comportamento de “solidariedade inter-grupal” do proponente dos cortes nos subsídios associativos. Um espanto, que se conta assim em poucas palavras:

“A fundamentação da Proposta do Presidente para os referidos cortes, baseou-se, nos “cortes orçamentais” de 10% (resultantes do PEC e Orçamento da República), nas verbas referentes a receitas correntes, a transferidas pelo Governo Central para o município, que no caso de Marvão, terão de ser aproximadamente de 200 mil euros. Logo, havendo que cortar despesas, estas deveriam também recair nos subsídios a atribuir às Associações, Festas e Eventos Culturais!!!

Sendo assim, ele e os 2 Vereadores do PSD, propunham que se cortasse 10% aos subsídios monetários a atribuir às Associações do concelho, e se deixasse de atribuir, na totalidade, o subsidio habitual de 400 euros a todas as Festas Populares, e ainda cortes totais a outros Eventos Culturais.

A proposta apresentada começou logo por estar confusa e mal redigida, o que levou o Presidente a esclarecer, que era como acima escrevi. O que levou os 2 Vereadores da Oposição Nuno Lopes e Madalena Tavares a proferir que votariam contra, e que só votariam favoravelmente, se os cortes nas Festas Populares fossem também de 10% e não na sua totalidade.

Aí intervieram os 2 Vereadores do PSD: Luís Vitorino e José Manuel Pires, argumentando (de acordo com o decidido em grupo de vereadores do PSD), que os subsídios às Festas não se justificavam, porque a maioria delas davam lucros, e que não seria por 400 euros que qualquer Festa se não realizaria, e que iriam votar favoravelmente a proposta apresentada pelo Presidente.

Foi então que, de repente o Presidente líder, numa atitude isolada e sem consultar os vereadores que o apoiavam, resolveu aceitar a proposta dos Vereadores da Oposição e “mandar as urtigas” as fundamentações dos “seus”. Verbalizando para o Chefe de Secretaria que aceitava a Proposta da Oposição e não se falava mais nisso!...”

Que exemplo de Liderança e Democracia, digo eu! …

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O mundo dos outros (Leituras de Domingo)...

Retirado do Blog "Albergue Espanhol"


"O novo galo de Barcelos e a permanente alegria no trabalho, com mais um artista português

por José Adelino Maltez

Em entrevista à BBC, Durão Barroso diz que UE está preparada para ajudar financeiramente Portugal. Pacheco Pereira diz que Portugal esteve à beira da bancarrota na quarta-feira. Sócrates, sem recessão, responde a Soares dos Santos, bem recessivo: “não basta ser rico para ser bem-educado”. Presidente do Tribunal de Contas, hoje, não comenta as imprecisões técnicas do governador do Banco de Portugal.

De acordo com o semanário do regime, o buraco das contas públicas fixou-se em 281,8 milhões de euros em Janeiro, o que revela uma redução de 58,6 % face ao primeiro mês de 2010. O défice era de 680 milhões de euros e diminuiu 398,2 milhões. Por outras palavras, se este Sócrates tal conseguiu, deixá-lo a trabalhar, por mais um mês ou dois, permitindo que entremos em "superavit"!

Qual Medina Carreira, qual António Barreto e tantos profetas da desgraça e da recessão! Ouçam a lucidez dos discursos do ministro mendonça, do ministro lacão, do super-ministro da silva pereira! Atravessem, connosco, o futuro túnel do marão, lancem, connosco, a primeira pedra da barragem do rio tua! Qual bancarrota, qual carapuça, chapéus, há muitos, seus palermas!

Nosso querido primeiro, assim bem ao leme, deixá-lo trabalhar, comandando o futuro, as ventoinhas alternativas, as bandas bem largas, com "jogging" em todas as marginais das sete partidas. Ele é bem mais do que o homem da regisconta, ou sapatilhas adidas. Ele é o progresso que nos resta da construção do socialismo, o último reduto do bom e velho Estado Social!

Ele é o futuro do bom e velho protector, o amparo das donzelas, viúvas e mais desvalidas, de todos os que para sempre terão saúde, bem-estar, sorrisos e beijinhos de feiras e inaugurações, sempre em campanha. Nosso primeiro é último dos que foram primeiros e ficará para sempre na galeria que nos dá a vanguarda e o promontório dos séculos!

Ainda há pouco, na rádio, ilustres especialistas confirmavam como o galo de Barcelos foi uma bela invenção dos etnógrafos ao serviço de António Ferro. Tal como a tradição do fado, das marchas populares ou do Abril em Portugal, sem nos esquecermos das peregrinações a Fátima, dos Magriços e do glorioso, bicampeão europeu....

Cada geração é capaz de engendrar os seus próprios mitos, os de um passado que há-de ter futuro. Basta que o Estado construa um povo à sua imagem e semelhança, incluindo aquele que lhe permita ganhar e reganhar as eleições.

A boa propaganda é aquela que não parece propaganda, mas alegria no trabalho e serões de serviço e sacrifício, com Deus, Pátria, Família, ou Fado, Futebol e Fátima...

José Sócrates é, sem dúvida, um dos melhores artistas portugueses do nosso tempo, de todos os tempos. Como ele, nem Vasco Gonçalves nem Soares, só Cavaco no tempo em que subia aos coqueiros, a partir do mito de Boliqueime. Logo, a pátria tem de estar agradecida.

Temos os melhores do mundo, em truques de ilusionismo. E a malta vota, mesmo sem estar mui animada... "

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Para os mais distraídos.

Notícia extraída da Rádio Portalegre de 15/02/2011

“A Escola Secundaria de S. Lourenço representou Portugal em Estrasburgo no Euroescolas.
Imagem Activa

O Hemiciclo do Parlamento Europeu, recebeu no dia 10 de Fevereiro, 500 jovens de 21 países da União Europeia. Os alunos da Escola Secundária de S. Lourenço, foram Eurodeputados por um dia.

O EUROESCOLA traduz-se na realização de diversas sessões de um dia no hemiciclo, em Estrasburgo e pretende familiarizar os jovens com o funcionamento das instituições europeias, consciencializá-los sobre a sua condição de cidadãos europeus e a sua intervenção na organização futura da Europa e oferecer-lhes uma tribuna onde possam exprimir as suas opiniões pessoais e valorizar o seu envolvimento no projecto europeu.

Os jovens que participam neste concurso integraram-se em seis comissões multilingues fazendo uso dos seus conhecimentos linguísticos e trocando experiências, pontos de vista e expectativas. Os alunos puderam discutir e apresentar moções de entre 6 temas:

- Papel dos valores da Europa no mundo;- 2011 Ano Europeu do voluntariado; - Ambiente e energias renováveis;- Liberdade de informação e cultura da cidadania; - Democracia e cidadania;- Futuro da Europa.

A fase final desta iniciativa europeia terminou com o Concurso Eurogame onde esteve presente a aluna Mónica Lança(Santo António das Areias-MARVÃO). Na final deste jogo, quatro equipas, com alunos de várias nacionalidades, confrontaram-se, respondendo a perguntas que lhe foram dirigidas, alternadamente a elas e ao hemiciclo. A sua equipa terminou em primeiro lugar.

Paralelamente, os professores tiveram oportunidade de partilhar entre eles as diferentes realidades de cada país e no periodo da tarde participaram numa reunião de onde resaltou o facto de Portugal ser o unico país com blocos de aula de 90 min. e em que os alunos estão mais tempo na escola.

No fim, os alunos portugueses foram unânimes em que a experiência tinha sido muito gratificante, afirmando que “Nós os jovens somos o futuro da Europa.

A delegação oficial da Escola Secundaria de S. Lourenço, incluiu 24 alunos Madalena Luis, Catarina Oliveira, Luis Almeida, Catarina Marmelo, Raquel Miranda, Tiago Rosa, Ana Neves, José Constantino, Andreína Esteves, Inês Pereira, Rodrigo Roque, Miguel Marques(Santo António das Areias-MARVÃO), Cátia Neto(Santo António das Areias-MARVÃO), António Moura, Susana Pacheco, Luís Barata, Ana Lucindo, João Durão, Petro Savchyn, Andreia Sequeira, Danilo Candeias, Monica Lança (Santo António das Areias-MARVÃO), Pedro Elvas, Cecília Cruz e dois professores Jorge Vilhais e Luísa Moreira (coordenadores do projecto na escola).

A esta Delegação e a convite do Parlamento Europeu, juntou-se a reportagem da Rádio Portalegre que registou a excelente participação da escola neste programa.

José Nabo”

Fotoreportagem

http://fotos.sapo.pt/radio_portalegre/albuns/?aid=1&slideshow

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Manhã agitada na “bolsa” de Marvão!...

(Em memória do Sargento Paz e todos aqueles que contribuíram para formar este Património da Pensão D. Dinis, especialmente o Sr. Andrade enquanto único Vereador vivo desse Executivo. Não esquecendo também o Manuel Joaquim Gaio, enquanto primeiro concessionário da casa, e que certamente em muito ajudou a fazer o seu nome).


De acordo com o que aqui noticiámos, foi hoje a “leilão” uma parte do Património do município de Marvão, A Pensão D. Dinis e o Bar o Castelo, quiçá, talvez uma das suas maiores fontes de rendimento próprios: 12 000 euros por ano, limpinhos.

O “leilão” decorreu com toda a normalidade, vindo o Imóvel a ser arrematado pela família Rosado proprietária do “Restaurante Varanda do Alentejo”. Utilizando uma estratégia de “espertice” muito bem conduzida, composta em gíria futebolística por um “play-maker” (Jorge Rosado) e dois “centro-avantes” desconhecidos, que em lances alternados de 50 em 50 euros, lá levaram a melhor sobre o representante do actual arrendatário Manuel Ventura, e dos proprietários do “Sever” Filipe e Julieta.

Não estando aqui em causa a estratégia de mobilidade de Património do actual Presidente do município, isto é a alienação/aquisição, já que certamente, por enquanto, esse balanço é favorável à aquisição. O que se questiona é qual o destino a dar à verba da venda, e em que investimento se irá usar os 280 000 euros que rendeu a hasta pública agora realizada.

Oxalá que no futuro, aqueles que se seguirem na engrenagem da vida a Vítor Frutuoso, possam também um dia desfrutar de uma herança patrimonial positiva do seu “reinado”, como ele pôde agora contar com a dos seus antecessores, pelo que, em minha opinião, merecem aqui ser lembrados, e por isso a sua referência em epigrafe.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Engenheiros, engenheiros, e mais engenheiros…

Isto é um país de modas. Ele houve uma época em que tudo o que era economista, servia para ocupar um qualquer lugar dirigente ou político.

Com Guterres, iniciou-se a moda dos “engenheiros”. Não existe instituição onde eles não proliferem, e a Câmara Municipal de Marvão tem pelo menos 6, sendo que 5 são da mesma área: Engenharia Civil.

Custa assim a perceber que existam falhas como esta que hoje pela manhã detectei, nas obras de melhoramento da estrada do Monte Pobre, entre a Portagem e o Prado, e que urge dar uma olhadela por quem de direito.

E embora a obra seja feita por Empresa particular, alguém deve ter por função “fiscalizar” desde o projecto até à entrega final.

Se de “poetas e de loucos, todos temos um pouco…”, porque não também de engenheiros, se eles estão na moda?

Ora vejam:

(Clicar sobre as fotos para ver legendas)












Ai que hoje vai chover mais....


(Post da minha inteira responsabilidade)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Os anéis em tempo de Crise

(este post serve de apêndice ao texto do João Bugalhão)

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que a crise não tem nada a ver com a venda da Pensão, acho que pode, pelo menos, condicionar. Em primeiro lugar, a crise de ideias, crise de valores, crise de estratégia precipitou esta venda; não querendo, sequer, discutir a opção da venda dos imóveis, que acho ruinosa para a Câmara Municipal por um lado, e para a Vila por outro, gostava de chamar à atenção para uma gaffe neste processo, que pode ser determinante.

Ora bem,

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que os rumores são inversamente proporcionais ao tamanho das localidades, ao que se diz, o negócio da venda dos imóveis que vão a hasta pública no próximo dia 16, está a aguçar alguns apetites.

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que podem não passar de rumores que sempre dão motivo de conversa para animar qualquer Terra, fico espantado com essa possibilidade, pois pelo menos por aquilo que são as minhas noções, sei que estes valores não são certamente para qualquer bolsa.

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que a licitação até possa não ser muito acima do valor base (que são 240.000 €), tanto quanto sei, praticamente todo o recheio terá que ser adquirido. Neste sentido, existiu uma omissão por parte da Câmara Municipal no edital afixado para a hasta pública, ou ninguém se lembrou deste pormenor? Por aquilo que saiu cá para fora a CMM deu quase a entender que este era um negócio “chave na mão”.

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que este é um “pormaior” e não um pormenor, vai ser um detalhe que vai fazer muita diferença na hora de comprar, dado que a somar ao valor de aquisição dos edifícios, é mais que certo que irão ter que ocorrer investimentos de alguma dimensão no recheio. Segundo sei cerca de 150.000 €, foram ali gastos nestes últimos 10 anos pelos actuais concessionários. Assim podem fazer-se as contas!

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que não se tem registado grande evolução no fluxo turístico de Marvão, investir assim às cegas sem pensar no retorno de um investimento desta grandeza, pelos vistos não assusta os grandes investidores da Terra e arredores.

Muito se fala de crise e mesmo a considerar ser verdade o que anda aí na boca do “povo”, no próximo dia 16, será que este papão vai estar um bocadinho esquecido neste pequeno canto do nosso País…ou talvez não, afinal a crise também aqui chegou!

Que a crise nos salve (pelo menos uma vez),
desta alienação de Património…

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vão-se os anéis…

Por proposta do Presidente Vítor Frutuoso, o Executivo da Câmara Municipal de Marvão, na sua Reunião de 19/1/2011, decidiu proceder à alienação da Pensão D. Dinis e Bar o Castelo, levando-os a Hasta Pública no próximo dia 16 de Fevereiro, quarta-feira, durante a Reunião Camarária agendada para esse dia, pelo valor de 240.000 euros (cerca de 48.000 contos em moeda antiga).

Recordo aqui que os actuais imóveis foram adquiridos e remodelados pela Câmara Municipal de Marvão em princípios dos anos 80 do século passado, com a finalidade de os rentabilizar na área do Turismo, estando até à data concessionados, e pelos quais o actual arrendatário paga cerca de 1 000 euros/mês, ou seja 12 000 euros por ano, 5% do valor agora proposto para a venda.

Percebo perfeitamente a fundamentação apresentada pelo Presidente, no que toca à não vocação do município para gerir este negócio. O que questiono é se a verba daí resultante poderá ser rentabilizada, em futuros investimento, com um lucro de capital de 5% ao ano, valor obtido da actual renda.

Estar a delapidar o património público, para a seguir se ir investir em “elefantes negros (porque já nem brancos se obtêm…)”, será que é uma boa política?

A não ser que nos expliquem onde vão ser aplicadas as verbas daí resultantes.

Nota: A responsabilidade é de todo o Executivo, já que a proposta foi aprovada por unanimidade.

Aqui vos deixo na íntegra o texto constante da Acta do Município de 19/1/2011:

“Foi presente a seguinte proposta do Sr. Presidente:

No seguimento da deliberação tomada na reunião ordinária da Câmara Municipal, realizada no dia 5 de Janeiro do corrente ano, onde foi decidido ratificar o meu despacho, relativamente à denúncia do contrato da Pensão D. Dinis e Bar o Castelo, a partir do dia 31 de Março de 2011 e dado que a dinâmica legislativa relativamente ao turismo e á hotelaria vem sendo muito forte, de tal modo que o Município não a pode acompanhar por falta de vocação e o concessionário não a põe em prática por ser uma concessão.

Por este motivo considero que é de todo o interesse que o Município passe esta exploração para a iniciativa privada, através da venda das unidades acima referidas.
Considero ainda que a intervenção do Município no desenvolvimento de uma unidade hoteleira, só se justificou pela ausência de oferta intermédia, situação que já se encontra resolvida.

Em face do exposto venho propor à Câmara Municipal para que esta delibere no sentido de proceder á venda conjunta das unidades atrás citadas, em hasta pública, cuja base de licitação seja o valor proposto na avaliação de que junto cópia, ou seja 240.000,00 €, sendo atribuído 75% do valor da venda á Pensão D. Dinis e 25% ao Bar o Castelo.

A Câmara Municipal deliberou por unanimidade aprovar a proposta do Sr. Presidente.

Deliberou ainda agendar a Hasta Pública para a reunião a realizar no dia 16 de Fevereiro do corrente ano"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fórum Marvão e o mundo…

O Fórum Marvão é já hoje uma realidade que a comunidade marvanense tende a reconhecer. E a par do “Vendo o Mundo de Binóculos do Alto de Marvão”, são por estes dias, certamente, as maiores fontes de notícias do concelho.

Em cerca de 3 anos de vida (lembremos que nasceu em Maio de 2008), o Fórum Marvão tornou-se uma referência para muitos marvanenses. Não apenas dentro do concelho, mas em todo o país e, para surpresa de muitos, o Fórum é consultado com frequência apreciável nos “quatro cantos do mundo”, como abaixo se demonstra.

E podemos até afirmar, com certa seguridade, que não se trata de consultas ocasionais, pois todos os dias nos aparecem referências, das mais longínquas paragens, como é o exemplo dos Estados Unidos da América, que é agora o 2º país que mais nos consulta, ultrapassando, em pouco tempo, a nossa vizinha Espanha.

Bem sabemos que nem sempre somos agradáveis a todos, isto é um espaço de opinião, não é um qualquer magazine cor-de-rosa. O poder (qualquer poder), como é lógico, porque são eles que têm a função de governar, são aqui muitas vezes visados, umas vezes elogiados, outras vezes criticados pela sua governação, mas sempre com respeito e lealdade, e com o objectivo para que façam cada vez melhor.

Pena é, que as pessoas que gravitam à volta desse tal poder instituído, não enxerguem neste espaço algo de positivo, uma forma de incentivo ao seu desempenho. E miram-nos, frequentemente, como se fossemos seus verdadeiros inimigos, contribuindo assim para que alguns de nós, porque deles dependem, a calar a sua voz, não contribuindo para tornar este espaço mais plural e mais rico em ideias e sugestões para Marvão. É assim o Poder!

Seremos no entanto, enquanto pudermos, fiéis aos nossos valores e princípios, e não nos moverão os caminhos mais fáceis.


Como podemos verificar no Quadro 1, desde que estas Estatísticas se iniciaram em Julho de 2010, o Fórum teve um total de 47 954 visualizações. Maioritariamente, 88,1% dessas visualizações tiveram como país de origem Portugal.


No entanto, e para surpresa nossa, os países onde a seguir somos mais consultados, são 2 países americanos: Os Estados Unidos e Brasil.

Se em relação ao Brasil não nos surpreende, pois liga-nos uma língua comum, já o segundo lugar dos Estados Unidos é uma verdadeira surpresa. E temos dados que nos apontam, para não serem visualizações ocasionais, pois a sua média ultrapassa as 6 visualizações/dia e são fixas. De seguida aparecem-nos diversos países da Europa encabeçados pela Espanha, que até há bem pouco tempo ocupava o 2º lugar.

No Quadro nº 2, podemos verificar que o Post mais visualizado da história do Fórum, foi o do Título “II Fórum Marvão”, da autoria do Tiago Pereira, o que se torna óbvio, já que a palavra-chave mais usada para nos procurarem é “fórum marvão”, visualizando o sistema imediatamente esse Post.

Seguem-se depois dois Títulos dedicados ao desporto, da autoria do João Bugalhão: “O dia da Inauguração: Como ele está bonito…” (tema dedicado ao campo de futebol dos outeiros), e “Fim de Época” (uma reportagem fotográfica dedicada às classes infantis de futebol do GDA). Referência ainda, como os mais visualizados, para a fábula do “Velho, o menino e burro…”, em versão do António Garraio; e as “Festas do Porto da Espada” da autoria da Adelaide Martins.


Finalmente, no Quadro nº3, podemos verificar que média de visualizações do Fórum, ronda as 216 visualizações por dia, e que sabemos de outro Contador, representam cerca de 150 visitantes diferentes diariamente, sendo que, como é lógico, muitos deles consultam mais que uma vez o nosso espaço, certamente em busca de novidades.


Podemos ainda concluir da análise destes dados do Quadro 3, que apesar de, ultimamente, os nossos colaboradores se terem esquivado a participar com a frequência inicial, os visitantes continuam a procurar-nos, ao que parece cada vez mais! Que isto sirva incentivo.

Este é o Fórum Marvão, e aqui ficam alguns dados sobre nós, para vosso conhecimento…

Em nome do Fórum Marvão, 0brigado a todos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

E esta hein!....


Esta tem origem no Rei D. Carlos, que por acaso foi assassinado por republicanos, que entre outras coisas, achavam que o Rei era um “peso” para o país…

Já alguém viu um gesto destes nos actuais mandantes?



Nota histórica: Dias Ferreira, era o Primeiro Ministro da época, não confundir com o presidente da AG do SCP!



Já agora, alguém imaginou o seguinte comunicado:

“Eu, ------------------------------- Presidente da Câmara Municipal, e todo meu executivo (2 vereadores a tempo inteiro), decidimos prescindir de 20% das nossas remunerações (cerca de 20.000 euros/ano), bem como do cargo de um assessor que nunca foi necessário anteriormente (30.000 euros/ano), que totaliza uma poupança anual de cerca de 50.000 euros em 2011.
Mais informamos, que esta “poupança” será utilizada, para repor as diferenças originadas pelos cortes salariais na Administração Pública, decretados pelo sr. Pinto de Sousa, aos cerca de 100 trabalhadores autárquicos do município”.

Nota: 50 mil euros representam 2.5% do total da massa salarial nas despesas com pessoal em 2011.

Isto é que era de valor…

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Notícias sobre Marvão e suas gentes

Leituras de fim-de-semana


Oxalá...


Fonte: Jornal Alto Alentejo



Será desta?

Fonte: Jornal Alto Alentejo


Um marvanense na alta roda da Europa


Fonte: Jornal Alto Alentejo


Boa malha


Fonte: Jornal Alto Alentejo


Que tudo caminhe bem...





... mas antes vamos aos fados!





Já tem calendário e bom..., agora só falta ter sócios!




<>


Ainda o comboio



Fonte: Rádio Portalegre

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Assim damos a volta a isto?...




"Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar."

Regulamento de Apoio Associativismo

“De acordo com o Notícias de Castelo de Vide, o Executivo Municipal de Castelo de Vide, aprova amanhã dia 2 de Fevereiro Regulamento de Apoio Associativismo.

O Executivo Municipal, na sua primeira reunião de Fevereiro, que terá lugar amanhã dia 2, vai aprovar o Regulamento de Apoio ao Associativismo e a Iniciativas de Interesse Público no Concelho de Castelo de Vide, que esteve em discussão pública e que deverá ainda ser ratificado pela Assembleia Municipal para que entre em vigor.”

Esperemos que a proximidade se pegue ao Executivo de Marvão, pois há 10 anos que andamos a propor um Regulamento idêntico para o Concelho de Marvão, mas ainda não houve inspiração!

Talvez agora por contágio….

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A grande Epidemia dos nossos dias…

(Texto de minha autoria)

Foram hoje divulgados pelo Observatório da Diabetes, alguns dados sobre a actualidade da Doença em Portugal. E digo-vos meus amigos e amigas, os números são assustadores.

Numa breve leitura revelam, que a sua prevalência afecta já cerca de 12% da população. Isto quer dizer, que em cada 100 portugueses, 12 são diabéticos, que dá no total cerca de 1.200.000. Isto é apavorante, se tivermos em conta que, a Diabetes é uma doença que afecta quase todas as actividades de vida do portador, assim como da sua família, embora não pareça…

Um outro dado revelado, e não menos grave, é que destes, mais de 400.000 andam a monte, isto é, sem que saibam que sofrem da doença. Mas que a carregam, e quando aparecem, às vezes, é já em situações extremas, com as complicações tardias da enfermidade, como são: a cegueira, as amputações ou a insuficiência renal, e outras.

Outra situação a ter em conta na Diabetes, e talvez a mais importante, é que a grande maioria destes casos, poderiam e deveriam ser evitados, já que o seu aumento galopante, se deve e só, aos estilos de vida que levamos. Lembremos aqui, que no princípio do século XX, a doença era praticamente inexistente (apenas alguns casos de Tipo 1, impossíveis de prevenir), no final do dito século, esses números andavam à volta dos 5-6%, e hoje é o que se vê…

O que mudou então, para que as coisas tivessem esta evolução?

Aqui entram então os Estilos de Vida. Sobretudo duas coisas, que na Diabetes não têm discussão:
- Comemos mais do que gastamos
- Gastamos menos do que comemos
Por isso se conseguirmos controlar estas duas variáveis, a Diabetes poderá ser evitável ou retardada.

Não vos vou hoje dar nenhuma “seca sobre alimentação”, variável onde, incidem, maioritariamente, a maioria dos técnicos de saúde. A mensagem que hoje vos quero deixar, é sobre a Actividade Física, componente imprescindível em qualquer tratamento ou prevenção da Diabetes.

Sem uma Actividade Física diária, de acordo com as capacidades físicas de cada um, não há tratamento da Diabetes. Isto é, não existem Dietas ou Comprimidos que vos valham. Foi o que ensinou a minha experiencia de 30 anos de profissional da saúde.

E não esquecer que este hábito não deve ser exclusivo dos adultos, e apenas quando vêem a “faca apontada”, mas deve ser em criança que o hábito se instala. Se gosta dos seus filhos, não os leve à escola de carro, que vão a pé, para que mais tarde sejam felizes! Embora hoje lhes custe, um dia agradecer-lhe-ão, e vão poder dizer mais tarde: Graças aos meus pais não sou Diabético!

1 Horinha por dia, 10.000 passos! Vai ver que não custa nada!

O seu corpo agradece, a família vai ficar mais feliz e a sociedade poderá poupar tanto dinheiro que dará para pagar a nossa dívida externa.

Mexa-se, que é uma coisa que ninguém pode fazer por si ...

João Bugalhão

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sem Palavras...

CP suprime a partir de hoje
o serviço de passageiros no Ramal de Cáceres







E já agora..., COMBOIOS - PORTUGAL (TRÁS OS MONTES) versus USA (ALASKA)

(Uns abandonam, outros preservam…)

Ai portugal, portugal…






Por falar em "pauliteiros": Isto só vai mesmo à paulada...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O “Poder”, ganha sempre em Marvão (e por muitos …)


Que é feito dessa raça,
dessa mulher, desse homem,
desses que da terra comem,
p'la tenrura da rabaça?
Que é feito dessa casta
qu'a linha tomou d'assalto,
levando ovos, café, tabaco,
e agora, velha, se arrasta?

... que é feito de ti Marvão,
que não sais d'onde eles'tão?

(Luís Bugalhão, in Fórum Marvão)


Cavaco Silva obteve em Marvão, a maior percentagem de votos de todo o distrito de Portalegre, com 58,3%, numa média distrital de 44,7%. Em Évora a média não foi além de 37,6% e, mesmo no distrito de Castelo Branco a média ficou-se pelos 53,8%, numa média nacional que rondou os 53%.

Confirma-se assim, a exemplo de outras votações, que Marvão vota sempre, maioritariamente, em quem está no poder. Foi sempre assim nas legislativas, e foi sempre assim nas autárquicas sempre que o Presidente se recandidatou.

Relembremos aqui, no que toca a autárquicas, um dos casos mais significativos desta opção em eleições passadas: O Sargento Paz enquanto Presidente, concorreu algumas vezes tendo António Andrade como candidato, vencendo sempre. Anos depois, a situação inverteu-se, e sendo Presidente António Andrade eleito pelo PSD, o PS de então, lá convenceu o Sargento Paz a concorrer, e o que se veio a verificar é no mínimo curioso, o Sargento Paz, talvez o mais consensual Presidente de todos os tempos, levou uma “goleada” de 4-1.

A mim o que me faz mais confusão, é este povo que, sendo um dos mais abandonados pelo poder central, e mesmo regional, estar sempre, maioritariamente, de acordo com esses mandantes, não se lhes conhecendo, ao longo da história, qualquer protesto ou mesmo revolta. Senão vejamos:

- Há cerca de 114 anos perdemos o Foral de concelho, por decisão do poder central de então, e não são conhecidas quaisquer revoltas ou protestos. Mas ainda hoje andamos a comemorar heróis da “restauração” do concelho, quando não lhes conhecemos quaisquer feitos.

- Nos dias de hoje, em matéria de serviços de saúde, é o único concelho do distrito que não tem um horário alargado de abertura no Centro de Saúde, apesar de existirem concelhos com menos 500 habitantes que Marvão. Nos últimos anos, os reduzidos cuidados de saúde, vêm-se deteriorando, e estão mesmo a atingir a ruptura. Os representantes autárquicos fazem de conta que nada é com eles, enquanto eleitos da população, e quem sofre é o mexilhão…

- Na justiça, não tem há mais de 100 anos um Tribunal, apesar de ser um dos concelhos mais emblemáticos do distrito, sendo até candidato a património mundial.

- Até há bem pouco tempo não existiam serviços de Registo Predial, e temo que terá por pouco mais tempo, assim como as Finanças.

- É a única sede de concelho que não é servida pela Rodoviária Nacional para viagens de longo curso. Agora fica sem os comboios, mas as manifestações e protestos são feitas por gente de fora. Tentou fazer-se um “boicote eleitoral abstencionista” numa freguesia, mas mesmo assim, ainda houve 35% da população da Beirã que foi votar, praticamente a mesma percentagem que foi em outras freguesias, e o Presidente da Junta acha que foi um êxito.

- No desporto, é dos poucos concelhos que não participa nos campeonatos de futebol sénior, devido ao exíguo apoio dado às associações desportivas. Este ano, nem nos Tradicionais Jogos do Norte Alentejo existe participação municipal.

- A técnica de protestos mais exercida, é quase sempre os “abaixo assinados”, liderados por figuras sinistras, a mando de terceiros que nunca dão a cara. A maioria das vezes, essa estratégia apenas beneficia uns poucos, em desfavor da maioria da população.

Em Marvão, o “Poder” pode dormir descansado…

O post que faltava...Presidênciais 2011 em Marvão

domingo, 23 de janeiro de 2011

Necrópole da herdade dos Pombais: testemunhos fotográficos










Na década de 80 do pretérito século XX participei durante três épocas  nas escavações de espólio romano e Visigótico na Necrópole da herdade dos Pombais (Concelho de Marvão).

Aquelas estruturas que tanto trabalho deram a pôr a descoberto... foram todas soterradas por ordem da proprietária dos terrenos às quais pertenciam.

É o destino reservado a grande parte do património de inegável interesse patrimonial e histórico do nosso país. Para memória futura, aqui apresento algumas fotos de alguns momentos de trabalho, de lazer e das estruturas em causa.

Estas escavações eram da responsabilidade da Dª e Historiadora, Cristina Fernandes, coadjuvada pela sua irmã, também professora de História: Dulce Helena Fernandes. É possível identificar aqui alguns nativos marvanenses, muito mais novos e frescos que na actualidade. O tempo “ Esse maganão”, não perdoa.

Hermínio Felizardo