terça-feira, 1 de março de 2011

Ainda o Campo de Golfe

De acordo com a Edição de hoje do Jornal Fonte Nova:

Golfe de Marvão vê luz no fim do túnel



Na sexta-feira foi dado um grande passo no que respeita ao futuro do Golfe de Marvão. Esta é a verdade em que todos querem acreditar. Desde representantes políticos (de Marvão, de todo o Alto Alentejo e até mesmo da Extremadura Espanhola), passando pelos responsáveis pelo turismo e, claro esta, a população…todos esperam que este seja o momento de viragem num processo que se arrasta há vários anos e cujo futuro esteve mesmo em risco.

Depois de ter sido adquirido pelo Turismo de Portugal, o Golfe de Marvão foi finalmente vendido, numa cerimónia realizada, na sexta-feira, na capital do País.

O campo foi adquirido, em hasta pública, por um grupo privado de investidores portugueses, por 648 mil euros, ou seja, cerca de 100 mil euros acima da base de licitação anunciada pela Direcção Geral do Tesouro e Finanças.

Na hasta pública apresentaram-se a licitação dois pretendentes, tendo sido vencedora a proposta de António Marques Dias, em nome de um grupo de investidores privados portugueses.

De acordo com Vítor Frutuoso, o facto de este processo se ter arrastado ao longo de tanto tempo gerou repercussões bastante negativas para o concelho de Marvão. O autarca considera que não só o sector turístico, mas toda a dinâmica local foi muito afectada pelo encerramento do campo de golfe.

Agora bem mais satisfeito, o presidente do Município de Marvão não escondeu que esta compra por parte de um grupo de empresários cria expectativas bastante elevadas, uma vez que o futuro daquele espaço será certamente destinado à prática do Golfe.

"Empresários têm credibilidade"

"Estou muito contente, como sabe eu sempre estive interessado num problema que na prática não era agradável, e que agora se conseguiu ultrapassar. Certamente que com esta decisão aquele espaço se irá rentabilizar com beneficio para a Região, não há nada pior do que ter um Campo de Golfe que não esteja a funcionar, as Empresas existem para criar riqueza", sustentou, garantindo que se tratam de empresários com "credibilidade".

Na verdade, e ao que apurámos, o grupo de empresários representado por António Marques Dias está ligado à Andersen Consulting, uma empresa tradicionalmente relacionada à prática do Golfe.

Fonte próxima do processo revelou ainda ao nosso jornal que a verba necessária para requalificar todo o Campo de Golfe, deixando-o completamente apto para este desporto não deverá ultrapassar os 500 mil euros.

O futuro do Campo de Golfe de Marvão, um dos empreendimentos que mais expectativas tem criado no que respeita ao desenvolvimento turístico e económico da nossa região, mudou agora de mãos. Resta agora saber qual é o fim que este conjunto de empresários quer dar a uma das novelas mais famosas do Norte Alentejano.

O mundo dos outros (Duas faces da mesma moeda)...

Do Blog: Felizardo Cartoon






Ai Portugal, Portugal...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Assembleia Municipal (AM), de 25/2/2011

Como nota prévia e antes de começar esta minha crónica, convém esclarecer os leitores que o que aqui vou descrever não é nenhuma peça jornalística, nem uma descrição cronológica e pormenorizada do que se passou nesta AM. Trata-se, simplesmente, da minha visão e análise pessoal de alguns factos que por lá se passaram.

Convém ainda clarificar que o Fórum, para mim, é um espaço de “opinião” livre e independente, aberto a todos aqueles que se revejam nos valores e princípios enunciados no editorial, que privilegia o “contraditório” como meio de debate, com a finalidade de se distanciar de uma certa visão dominante, em que uns opinam e os outros baixam as orelhas e obedecem.

Ao iniciar-se esta 1ª Assembleia Municipal de 2011, verificou-se que o seu Presidente, José Luís Catarino, mais uma vez, não estava presente (a quarta vez em sete), pelo que se questiona até quando esta situação se irá manter, e até quando a concelhia do PSD irá sustentar esta situação. Desta vez não foi dada qualquer explicação sobre a falta do senhor presidente. Lamentável…

Os trabalhos propriamente ditos iniciaram-se, não se percebendo muito bem com base em que regra Regimental, mas certamente por decisão da Mesa, com a apresentação do Coordenador da nova Candidatura de Marvão a Património Mundial, o Maltês Ray Bondin.

Para além de ficarmos a conhecer o seu curriculum, foi possível a todos os Membros da AM fazerem algumas perguntas de esclarecimento sobre este novo projecto municipal, sendo inevitável, a confrontação com o anterior projecto e suas consequências.

Ficou no entanto a pairar no ar, o grande optimismo reinante no actual Executivo, “… de que agora é que é”, e que num prazo de 2 anos, Marvão lá estará como património da humanidade. Coisa que, afinal já é, mas falta-lhe o diploma!
A ver vamos, oxalá…

No "Período de Antes da Ordem do Dia”, foram decididos alguns pontos pendentes da anterior Assembleia que haviam sido propostos por mim, mas que haviam ficado em aberto.
Assim, foi decidido sem qualquer objecção por todos os Membros que:

- As Actas das Assembleias Municipais passarão a ser publicadas no sítio do Município
- As Assembleias Municipais irão fazer uma descentralização por todas as Freguesias a começar possivelmente em Junho.
- O Executivo irá organizar em 29 de Abril de 2011 uma visita da AM a todas as Obras da Câmara a decorrerem no concelho.

(Pessoalmente, congratulo-me com a aprovação unânime pela AM destas minhas 3 Propostas.)

O “Período da Ordem do Dia", teve início com:

1 - Informação do Presidente da Câmara acerca da actividade Municipal nos pretéritos 2 meses.

Para além de várias e pequenas informações sobre gestão corrente, Vítor Frutuoso centrou-se, sobretudo, em dois assuntos que têm agitado a vida marvanense, nomeadamente:

- A aquisição, nesse mesmo dia, do Campo de Golfe por um grupo de empresários portugueses, que parece que ninguém sabe muito bem quem são;

- E a venda da Pensão D. Dinis, defendendo perante a AM as razões dessa decisão do executivo (que pode ser consultada no Post “A venda da Pensão na Imprensa Regional”), e contrapondo, à opinião daqueles que se opõem à venda de património, que os seus executivos têm adquirido muito mais património do aquele que têm alienado, apresentando uma listagem das diversas aquisições, no valor de 1,3 milhões de euros.

Seguidamente respondeu a diversas questões postas pelos Membros da AM, dos quais destaco aqueles que me pareceram os mais importantes:

- Silvestre Mangerona, questionou qual o ponto de situação de construção da ETAR da Beirã? O Presidente informou, que a dita se encontra num impasse, já que a Entidade Construtora, Águas do Norte Alentejano, que já havia começado a fazer o “Estaleiro de Obras”, mas transgrediu na localização dos materiais da construção....! E que por isso tinha sido levantado um auto por parte da Comissão de Coordenação Regional do Alentejo e que, possivelmente, o caso irá parar a tribunal! Terminando a dizer que: “… qualquer dia a Câmara avança e constrói a ETAR”!
(uma comédia, digo eu…)

- Eu, João Bugalhão, apresentei duas questões.

A primeira que havia ficado por responder na Assembleia anterior (porque o Presidente da AM não deixou), e prendeu-se com o esclarecimento do que são a “MarvãoRur”, e a “Marvão SGPS”? O Presidente da Câmara esclareceu que são empresas de reinserção, baseadas em conceitos para combater o desemprego de pessoas a reinserir no mundo do trabalho, que podem ser candidatas as Associações, no caso concreto destas duas estão sedeadas na “ANTA”; podem prestar trabalhos à autarquia através de obras por “administração directa”, sendo a Câmara a “orientar a sua gestão” (mas também prestam serviços a outras entidades, incluindo as Juntas de Freguesia), e que são umas excelentes “ferramentas” para resolverem muitos dos problemas autárquicos de falta de pessoal operário.

A segunda dizia respeito à decisão da Câmara em cortar 10% aos subsídios monetários às Associações no ano de 2011. Quis saber se era só para as do concelho, ou se era para todas, e se incluía as transferências correntes para as Juntas de Freguesia? Vítor Frutuoso informou, que a partir de 2011 não haveria mais subsídios para as Associações fora do concelho, e que os cortes de 10% abrangeriam as Juntas de Freguesia (pareceu-me…, porque para responder a esta questão, o Presidente fez uma intervenção de 15 minutos, falando de tudo...., e de nada, sem ser muito concreto e explicito).
(Vou estar atento, e no final vamos ver).

2 – O segundo ponto dizia respeito a uma pequena alteração ao Plano 2011/2014 e respectivo Orçamento, que foi aprovado por unanimidade e sem discussão.

3 – A grande surpresa desta AM estava guardada para o terceiro ponto de: - Assuntos Diversos, com a apresentação de uma “moção/voto de protesto” conjunta, por parte dos Membros do grupo de cidadãos independentes “Juntos por Marvão” e Partido Socialista, contra a decisão do Município de Marvão vender a Pensão D. Dinis e o Bar “O Castelo”.

Após a sua apresentação (que aqui deixamos em baixo), gerou-se uma acesa discussão entre Gomes Esteves e Vítor Frutuoso, e entre António Miranda e Vitor Frutuoso, acerca dos argumentos apresentados, em que fiquei com a percepção, que pela primeira vez, a Oposição ao actual executivo fez ouvir a sua voz, e isso, em minha opinião é bom, pois só com uma oposição forte os executivos melhoram o seu desempenho, ficando a ganhar o concelho e os munícipes.

Causou-me no entanto, uma imensa tristeza ver o "Presidente sozinho". Pois por parte do PSD (o meu PPD/PSD!), nem uma só voz se levantou em defesa do executivo, caladinhos, que nem ratos. Qual será o estratégico ditado adoptado:
“… quem cala consente”; ou então, “… borreguinho calado mama a sua e a alheia”!



(Clicar para ver melhor)


4 – No “Período Reservado ao Público”, não houve questões!

Não admira, também não havia público…

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Campo de Golfe: Última hora…

De acordo com o que era do conhecimento, foi hoje a hasta pública o Campo de Golfe de Marvão, propriedade actual do Turismo de Portugal.

Segundo informações recentes o mesmo foi adquirido por uma verba que rondou os 648.000 euros.

De acordo com o Jornal Expresso, "à hasta pública apresentaram-se a licitação dois pretendentes, tendo sido vencedora a proposta de António Marques Dias, em nome de um grupo de investidores privados portugueses."

Que futuro?

Assim?




... ou assim?


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A venda da Pensão na Imprensa Regional

Notícias retiradas da Edição nº 217, do Jornal Alto Alentejo




(Clicar sobre as imagens para ver melhor)

1ª Assembleia Municipal 2011

O local da Assembleia será no Salão Nobre e não na Casa da Cultura como está referido no Edital.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ainda os Ecos da Reunião de Câmara do dia 16/2/2011

Reflexão: Um líder que se preze deve partilhar as suas ideias e estratégias com os seus, ouvi-los, discutir, aceitar ou rejeitar contributos e, em última análise decidir. A partir daí o “decidido” será uma resolução do grupo, com solidariedade entre todos os membros, e o líder deve ser o mandatário dessa decisão, deixando na luta a pele pelo seu grupo, e ser o último a abandonar o “barco”…


Esta Reunião de Câmara há-de passar para a história como aquela em que foi vendida a Pensão D. Dinis. No entanto, e em minha opinião não foi a única coisa relevante que por lá se passou.

Após a debandada de todos os arrematadores, bem como da restante assistência, que não era pouca, mas que tinha mais que fazer, lá fiquei eu, e o amigo Zé Manuel Baltazar que por volta do meio-dia haveria também de ir à sua vida, deixando-me a mim como único assistente, daquilo que apelido como um entretimento contemplativo mais ou menos masoquista, pois ser um sujeito passivo, seja em que evento for, é algo que não se coaduna muito com a minha maneira de ser.

Há cerca de um ano que não assistia a uma reunião camarária, mas desta vez tinha uma certa curiosidade de assistir a dois dos pontos da agenda, que se prendia com:

- Atribuição de uma casa da Câmara a uma munícipe

- Cortes a efectuar durante o ano 2011 nos subsídios a atribuir às Associações do concelho, bem como a Festas Populares e outros Eventos Culturais.

No que toca à 1ª Proposta referente a atribuição da moradia, o Presidente fundamentou que a dita munícipe já ocupava uma casa da câmara, mas que devido a ter aumentado o seu agregado familiar, pretendia mudar para outra maior e que entretanto havia vagado.

A Vereadora Madalena, anunciou que iria votar contra porque a Câmara possui um Regulamento de Atribuição de Casas do Município (aprovado pelo actual Presidente) e que a dita munícipe deveria concorrer, e aplicando-se o Regulamento.

No entanto, para grande surpresa minha, o Presidente deu a entender que “este Regulamento" (assim como outros), não serviam para nada, e que noutras situações já se tinha feito o mesmo!!! E a proposta foi aprovada por maioria com os votos dos vereadores do PSD e do PS.

Pergunto eu que país é este, em que nem o que os próprios legislam aplicam, e fazem vista grossa decidindo com base na percepção do momento, ou de acordo com, por exemplo, a cor dos olhos, ou dos prováveis votos em eleições próximas, e isto à frente dos olhos de toda a gente?
Que irá fazer agora a vereadora Madalena?


Quanto à segunda proposta, a matéria é melindrosa, até porque as verbas já foram aprovadas pela Assembleia Municipal na sua última reunião, e tenho dúvidas sobre a legalidade desta deliberação camarária de “cortes cegos”, sem que o assunto volte novamente à AM.

Mas o que aqui me leva a escrever sobre este assunto, não é a questão de legalidade ou não, pois como todos sabemos, estas coisas jurídicas andam muito complicadas. O que quero aqui partilhar convosco, são estas coisas da Liderança e, mais concretamente, o “comportamento do líder”.

Confesso que já me havia sido apresentado o assunto num outro contexto e que já tinha manifestado a minha discordância (que não interessa agora aqui revelar, pois poderia ser eu o acusado de quebra de sigilo ou “solidariedade grupal”), mas o que assisti nesta Reunião Camarária, deixou-me estupefacto com o comportamento de “solidariedade inter-grupal” do proponente dos cortes nos subsídios associativos. Um espanto, que se conta assim em poucas palavras:

“A fundamentação da Proposta do Presidente para os referidos cortes, baseou-se, nos “cortes orçamentais” de 10% (resultantes do PEC e Orçamento da República), nas verbas referentes a receitas correntes, a transferidas pelo Governo Central para o município, que no caso de Marvão, terão de ser aproximadamente de 200 mil euros. Logo, havendo que cortar despesas, estas deveriam também recair nos subsídios a atribuir às Associações, Festas e Eventos Culturais!!!

Sendo assim, ele e os 2 Vereadores do PSD, propunham que se cortasse 10% aos subsídios monetários a atribuir às Associações do concelho, e se deixasse de atribuir, na totalidade, o subsidio habitual de 400 euros a todas as Festas Populares, e ainda cortes totais a outros Eventos Culturais.

A proposta apresentada começou logo por estar confusa e mal redigida, o que levou o Presidente a esclarecer, que era como acima escrevi. O que levou os 2 Vereadores da Oposição Nuno Lopes e Madalena Tavares a proferir que votariam contra, e que só votariam favoravelmente, se os cortes nas Festas Populares fossem também de 10% e não na sua totalidade.

Aí intervieram os 2 Vereadores do PSD: Luís Vitorino e José Manuel Pires, argumentando (de acordo com o decidido em grupo de vereadores do PSD), que os subsídios às Festas não se justificavam, porque a maioria delas davam lucros, e que não seria por 400 euros que qualquer Festa se não realizaria, e que iriam votar favoravelmente a proposta apresentada pelo Presidente.

Foi então que, de repente o Presidente líder, numa atitude isolada e sem consultar os vereadores que o apoiavam, resolveu aceitar a proposta dos Vereadores da Oposição e “mandar as urtigas” as fundamentações dos “seus”. Verbalizando para o Chefe de Secretaria que aceitava a Proposta da Oposição e não se falava mais nisso!...”

Que exemplo de Liderança e Democracia, digo eu! …

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O mundo dos outros (Leituras de Domingo)...

Retirado do Blog "Albergue Espanhol"


"O novo galo de Barcelos e a permanente alegria no trabalho, com mais um artista português

por José Adelino Maltez

Em entrevista à BBC, Durão Barroso diz que UE está preparada para ajudar financeiramente Portugal. Pacheco Pereira diz que Portugal esteve à beira da bancarrota na quarta-feira. Sócrates, sem recessão, responde a Soares dos Santos, bem recessivo: “não basta ser rico para ser bem-educado”. Presidente do Tribunal de Contas, hoje, não comenta as imprecisões técnicas do governador do Banco de Portugal.

De acordo com o semanário do regime, o buraco das contas públicas fixou-se em 281,8 milhões de euros em Janeiro, o que revela uma redução de 58,6 % face ao primeiro mês de 2010. O défice era de 680 milhões de euros e diminuiu 398,2 milhões. Por outras palavras, se este Sócrates tal conseguiu, deixá-lo a trabalhar, por mais um mês ou dois, permitindo que entremos em "superavit"!

Qual Medina Carreira, qual António Barreto e tantos profetas da desgraça e da recessão! Ouçam a lucidez dos discursos do ministro mendonça, do ministro lacão, do super-ministro da silva pereira! Atravessem, connosco, o futuro túnel do marão, lancem, connosco, a primeira pedra da barragem do rio tua! Qual bancarrota, qual carapuça, chapéus, há muitos, seus palermas!

Nosso querido primeiro, assim bem ao leme, deixá-lo trabalhar, comandando o futuro, as ventoinhas alternativas, as bandas bem largas, com "jogging" em todas as marginais das sete partidas. Ele é bem mais do que o homem da regisconta, ou sapatilhas adidas. Ele é o progresso que nos resta da construção do socialismo, o último reduto do bom e velho Estado Social!

Ele é o futuro do bom e velho protector, o amparo das donzelas, viúvas e mais desvalidas, de todos os que para sempre terão saúde, bem-estar, sorrisos e beijinhos de feiras e inaugurações, sempre em campanha. Nosso primeiro é último dos que foram primeiros e ficará para sempre na galeria que nos dá a vanguarda e o promontório dos séculos!

Ainda há pouco, na rádio, ilustres especialistas confirmavam como o galo de Barcelos foi uma bela invenção dos etnógrafos ao serviço de António Ferro. Tal como a tradição do fado, das marchas populares ou do Abril em Portugal, sem nos esquecermos das peregrinações a Fátima, dos Magriços e do glorioso, bicampeão europeu....

Cada geração é capaz de engendrar os seus próprios mitos, os de um passado que há-de ter futuro. Basta que o Estado construa um povo à sua imagem e semelhança, incluindo aquele que lhe permita ganhar e reganhar as eleições.

A boa propaganda é aquela que não parece propaganda, mas alegria no trabalho e serões de serviço e sacrifício, com Deus, Pátria, Família, ou Fado, Futebol e Fátima...

José Sócrates é, sem dúvida, um dos melhores artistas portugueses do nosso tempo, de todos os tempos. Como ele, nem Vasco Gonçalves nem Soares, só Cavaco no tempo em que subia aos coqueiros, a partir do mito de Boliqueime. Logo, a pátria tem de estar agradecida.

Temos os melhores do mundo, em truques de ilusionismo. E a malta vota, mesmo sem estar mui animada... "

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Para os mais distraídos.

Notícia extraída da Rádio Portalegre de 15/02/2011

“A Escola Secundaria de S. Lourenço representou Portugal em Estrasburgo no Euroescolas.
Imagem Activa

O Hemiciclo do Parlamento Europeu, recebeu no dia 10 de Fevereiro, 500 jovens de 21 países da União Europeia. Os alunos da Escola Secundária de S. Lourenço, foram Eurodeputados por um dia.

O EUROESCOLA traduz-se na realização de diversas sessões de um dia no hemiciclo, em Estrasburgo e pretende familiarizar os jovens com o funcionamento das instituições europeias, consciencializá-los sobre a sua condição de cidadãos europeus e a sua intervenção na organização futura da Europa e oferecer-lhes uma tribuna onde possam exprimir as suas opiniões pessoais e valorizar o seu envolvimento no projecto europeu.

Os jovens que participam neste concurso integraram-se em seis comissões multilingues fazendo uso dos seus conhecimentos linguísticos e trocando experiências, pontos de vista e expectativas. Os alunos puderam discutir e apresentar moções de entre 6 temas:

- Papel dos valores da Europa no mundo;- 2011 Ano Europeu do voluntariado; - Ambiente e energias renováveis;- Liberdade de informação e cultura da cidadania; - Democracia e cidadania;- Futuro da Europa.

A fase final desta iniciativa europeia terminou com o Concurso Eurogame onde esteve presente a aluna Mónica Lança(Santo António das Areias-MARVÃO). Na final deste jogo, quatro equipas, com alunos de várias nacionalidades, confrontaram-se, respondendo a perguntas que lhe foram dirigidas, alternadamente a elas e ao hemiciclo. A sua equipa terminou em primeiro lugar.

Paralelamente, os professores tiveram oportunidade de partilhar entre eles as diferentes realidades de cada país e no periodo da tarde participaram numa reunião de onde resaltou o facto de Portugal ser o unico país com blocos de aula de 90 min. e em que os alunos estão mais tempo na escola.

No fim, os alunos portugueses foram unânimes em que a experiência tinha sido muito gratificante, afirmando que “Nós os jovens somos o futuro da Europa.

A delegação oficial da Escola Secundaria de S. Lourenço, incluiu 24 alunos Madalena Luis, Catarina Oliveira, Luis Almeida, Catarina Marmelo, Raquel Miranda, Tiago Rosa, Ana Neves, José Constantino, Andreína Esteves, Inês Pereira, Rodrigo Roque, Miguel Marques(Santo António das Areias-MARVÃO), Cátia Neto(Santo António das Areias-MARVÃO), António Moura, Susana Pacheco, Luís Barata, Ana Lucindo, João Durão, Petro Savchyn, Andreia Sequeira, Danilo Candeias, Monica Lança (Santo António das Areias-MARVÃO), Pedro Elvas, Cecília Cruz e dois professores Jorge Vilhais e Luísa Moreira (coordenadores do projecto na escola).

A esta Delegação e a convite do Parlamento Europeu, juntou-se a reportagem da Rádio Portalegre que registou a excelente participação da escola neste programa.

José Nabo”

Fotoreportagem

http://fotos.sapo.pt/radio_portalegre/albuns/?aid=1&slideshow

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Manhã agitada na “bolsa” de Marvão!...

(Em memória do Sargento Paz e todos aqueles que contribuíram para formar este Património da Pensão D. Dinis, especialmente o Sr. Andrade enquanto único Vereador vivo desse Executivo. Não esquecendo também o Manuel Joaquim Gaio, enquanto primeiro concessionário da casa, e que certamente em muito ajudou a fazer o seu nome).


De acordo com o que aqui noticiámos, foi hoje a “leilão” uma parte do Património do município de Marvão, A Pensão D. Dinis e o Bar o Castelo, quiçá, talvez uma das suas maiores fontes de rendimento próprios: 12 000 euros por ano, limpinhos.

O “leilão” decorreu com toda a normalidade, vindo o Imóvel a ser arrematado pela família Rosado proprietária do “Restaurante Varanda do Alentejo”. Utilizando uma estratégia de “espertice” muito bem conduzida, composta em gíria futebolística por um “play-maker” (Jorge Rosado) e dois “centro-avantes” desconhecidos, que em lances alternados de 50 em 50 euros, lá levaram a melhor sobre o representante do actual arrendatário Manuel Ventura, e dos proprietários do “Sever” Filipe e Julieta.

Não estando aqui em causa a estratégia de mobilidade de Património do actual Presidente do município, isto é a alienação/aquisição, já que certamente, por enquanto, esse balanço é favorável à aquisição. O que se questiona é qual o destino a dar à verba da venda, e em que investimento se irá usar os 280 000 euros que rendeu a hasta pública agora realizada.

Oxalá que no futuro, aqueles que se seguirem na engrenagem da vida a Vítor Frutuoso, possam também um dia desfrutar de uma herança patrimonial positiva do seu “reinado”, como ele pôde agora contar com a dos seus antecessores, pelo que, em minha opinião, merecem aqui ser lembrados, e por isso a sua referência em epigrafe.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Engenheiros, engenheiros, e mais engenheiros…

Isto é um país de modas. Ele houve uma época em que tudo o que era economista, servia para ocupar um qualquer lugar dirigente ou político.

Com Guterres, iniciou-se a moda dos “engenheiros”. Não existe instituição onde eles não proliferem, e a Câmara Municipal de Marvão tem pelo menos 6, sendo que 5 são da mesma área: Engenharia Civil.

Custa assim a perceber que existam falhas como esta que hoje pela manhã detectei, nas obras de melhoramento da estrada do Monte Pobre, entre a Portagem e o Prado, e que urge dar uma olhadela por quem de direito.

E embora a obra seja feita por Empresa particular, alguém deve ter por função “fiscalizar” desde o projecto até à entrega final.

Se de “poetas e de loucos, todos temos um pouco…”, porque não também de engenheiros, se eles estão na moda?

Ora vejam:

(Clicar sobre as fotos para ver legendas)












Ai que hoje vai chover mais....


(Post da minha inteira responsabilidade)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Os anéis em tempo de Crise

(este post serve de apêndice ao texto do João Bugalhão)

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que a crise não tem nada a ver com a venda da Pensão, acho que pode, pelo menos, condicionar. Em primeiro lugar, a crise de ideias, crise de valores, crise de estratégia precipitou esta venda; não querendo, sequer, discutir a opção da venda dos imóveis, que acho ruinosa para a Câmara Municipal por um lado, e para a Vila por outro, gostava de chamar à atenção para uma gaffe neste processo, que pode ser determinante.

Ora bem,

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que os rumores são inversamente proporcionais ao tamanho das localidades, ao que se diz, o negócio da venda dos imóveis que vão a hasta pública no próximo dia 16, está a aguçar alguns apetites.

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que podem não passar de rumores que sempre dão motivo de conversa para animar qualquer Terra, fico espantado com essa possibilidade, pois pelo menos por aquilo que são as minhas noções, sei que estes valores não são certamente para qualquer bolsa.

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que a licitação até possa não ser muito acima do valor base (que são 240.000 €), tanto quanto sei, praticamente todo o recheio terá que ser adquirido. Neste sentido, existiu uma omissão por parte da Câmara Municipal no edital afixado para a hasta pública, ou ninguém se lembrou deste pormenor? Por aquilo que saiu cá para fora a CMM deu quase a entender que este era um negócio “chave na mão”.

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que este é um “pormaior” e não um pormenor, vai ser um detalhe que vai fazer muita diferença na hora de comprar, dado que a somar ao valor de aquisição dos edifícios, é mais que certo que irão ter que ocorrer investimentos de alguma dimensão no recheio. Segundo sei cerca de 150.000 €, foram ali gastos nestes últimos 10 anos pelos actuais concessionários. Assim podem fazer-se as contas!

Muito se fala de crise e mesmo a considerar que não se tem registado grande evolução no fluxo turístico de Marvão, investir assim às cegas sem pensar no retorno de um investimento desta grandeza, pelos vistos não assusta os grandes investidores da Terra e arredores.

Muito se fala de crise e mesmo a considerar ser verdade o que anda aí na boca do “povo”, no próximo dia 16, será que este papão vai estar um bocadinho esquecido neste pequeno canto do nosso País…ou talvez não, afinal a crise também aqui chegou!

Que a crise nos salve (pelo menos uma vez),
desta alienação de Património…

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vão-se os anéis…

Por proposta do Presidente Vítor Frutuoso, o Executivo da Câmara Municipal de Marvão, na sua Reunião de 19/1/2011, decidiu proceder à alienação da Pensão D. Dinis e Bar o Castelo, levando-os a Hasta Pública no próximo dia 16 de Fevereiro, quarta-feira, durante a Reunião Camarária agendada para esse dia, pelo valor de 240.000 euros (cerca de 48.000 contos em moeda antiga).

Recordo aqui que os actuais imóveis foram adquiridos e remodelados pela Câmara Municipal de Marvão em princípios dos anos 80 do século passado, com a finalidade de os rentabilizar na área do Turismo, estando até à data concessionados, e pelos quais o actual arrendatário paga cerca de 1 000 euros/mês, ou seja 12 000 euros por ano, 5% do valor agora proposto para a venda.

Percebo perfeitamente a fundamentação apresentada pelo Presidente, no que toca à não vocação do município para gerir este negócio. O que questiono é se a verba daí resultante poderá ser rentabilizada, em futuros investimento, com um lucro de capital de 5% ao ano, valor obtido da actual renda.

Estar a delapidar o património público, para a seguir se ir investir em “elefantes negros (porque já nem brancos se obtêm…)”, será que é uma boa política?

A não ser que nos expliquem onde vão ser aplicadas as verbas daí resultantes.

Nota: A responsabilidade é de todo o Executivo, já que a proposta foi aprovada por unanimidade.

Aqui vos deixo na íntegra o texto constante da Acta do Município de 19/1/2011:

“Foi presente a seguinte proposta do Sr. Presidente:

No seguimento da deliberação tomada na reunião ordinária da Câmara Municipal, realizada no dia 5 de Janeiro do corrente ano, onde foi decidido ratificar o meu despacho, relativamente à denúncia do contrato da Pensão D. Dinis e Bar o Castelo, a partir do dia 31 de Março de 2011 e dado que a dinâmica legislativa relativamente ao turismo e á hotelaria vem sendo muito forte, de tal modo que o Município não a pode acompanhar por falta de vocação e o concessionário não a põe em prática por ser uma concessão.

Por este motivo considero que é de todo o interesse que o Município passe esta exploração para a iniciativa privada, através da venda das unidades acima referidas.
Considero ainda que a intervenção do Município no desenvolvimento de uma unidade hoteleira, só se justificou pela ausência de oferta intermédia, situação que já se encontra resolvida.

Em face do exposto venho propor à Câmara Municipal para que esta delibere no sentido de proceder á venda conjunta das unidades atrás citadas, em hasta pública, cuja base de licitação seja o valor proposto na avaliação de que junto cópia, ou seja 240.000,00 €, sendo atribuído 75% do valor da venda á Pensão D. Dinis e 25% ao Bar o Castelo.

A Câmara Municipal deliberou por unanimidade aprovar a proposta do Sr. Presidente.

Deliberou ainda agendar a Hasta Pública para a reunião a realizar no dia 16 de Fevereiro do corrente ano"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fórum Marvão e o mundo…

O Fórum Marvão é já hoje uma realidade que a comunidade marvanense tende a reconhecer. E a par do “Vendo o Mundo de Binóculos do Alto de Marvão”, são por estes dias, certamente, as maiores fontes de notícias do concelho.

Em cerca de 3 anos de vida (lembremos que nasceu em Maio de 2008), o Fórum Marvão tornou-se uma referência para muitos marvanenses. Não apenas dentro do concelho, mas em todo o país e, para surpresa de muitos, o Fórum é consultado com frequência apreciável nos “quatro cantos do mundo”, como abaixo se demonstra.

E podemos até afirmar, com certa seguridade, que não se trata de consultas ocasionais, pois todos os dias nos aparecem referências, das mais longínquas paragens, como é o exemplo dos Estados Unidos da América, que é agora o 2º país que mais nos consulta, ultrapassando, em pouco tempo, a nossa vizinha Espanha.

Bem sabemos que nem sempre somos agradáveis a todos, isto é um espaço de opinião, não é um qualquer magazine cor-de-rosa. O poder (qualquer poder), como é lógico, porque são eles que têm a função de governar, são aqui muitas vezes visados, umas vezes elogiados, outras vezes criticados pela sua governação, mas sempre com respeito e lealdade, e com o objectivo para que façam cada vez melhor.

Pena é, que as pessoas que gravitam à volta desse tal poder instituído, não enxerguem neste espaço algo de positivo, uma forma de incentivo ao seu desempenho. E miram-nos, frequentemente, como se fossemos seus verdadeiros inimigos, contribuindo assim para que alguns de nós, porque deles dependem, a calar a sua voz, não contribuindo para tornar este espaço mais plural e mais rico em ideias e sugestões para Marvão. É assim o Poder!

Seremos no entanto, enquanto pudermos, fiéis aos nossos valores e princípios, e não nos moverão os caminhos mais fáceis.


Como podemos verificar no Quadro 1, desde que estas Estatísticas se iniciaram em Julho de 2010, o Fórum teve um total de 47 954 visualizações. Maioritariamente, 88,1% dessas visualizações tiveram como país de origem Portugal.


No entanto, e para surpresa nossa, os países onde a seguir somos mais consultados, são 2 países americanos: Os Estados Unidos e Brasil.

Se em relação ao Brasil não nos surpreende, pois liga-nos uma língua comum, já o segundo lugar dos Estados Unidos é uma verdadeira surpresa. E temos dados que nos apontam, para não serem visualizações ocasionais, pois a sua média ultrapassa as 6 visualizações/dia e são fixas. De seguida aparecem-nos diversos países da Europa encabeçados pela Espanha, que até há bem pouco tempo ocupava o 2º lugar.

No Quadro nº 2, podemos verificar que o Post mais visualizado da história do Fórum, foi o do Título “II Fórum Marvão”, da autoria do Tiago Pereira, o que se torna óbvio, já que a palavra-chave mais usada para nos procurarem é “fórum marvão”, visualizando o sistema imediatamente esse Post.

Seguem-se depois dois Títulos dedicados ao desporto, da autoria do João Bugalhão: “O dia da Inauguração: Como ele está bonito…” (tema dedicado ao campo de futebol dos outeiros), e “Fim de Época” (uma reportagem fotográfica dedicada às classes infantis de futebol do GDA). Referência ainda, como os mais visualizados, para a fábula do “Velho, o menino e burro…”, em versão do António Garraio; e as “Festas do Porto da Espada” da autoria da Adelaide Martins.


Finalmente, no Quadro nº3, podemos verificar que média de visualizações do Fórum, ronda as 216 visualizações por dia, e que sabemos de outro Contador, representam cerca de 150 visitantes diferentes diariamente, sendo que, como é lógico, muitos deles consultam mais que uma vez o nosso espaço, certamente em busca de novidades.


Podemos ainda concluir da análise destes dados do Quadro 3, que apesar de, ultimamente, os nossos colaboradores se terem esquivado a participar com a frequência inicial, os visitantes continuam a procurar-nos, ao que parece cada vez mais! Que isto sirva incentivo.

Este é o Fórum Marvão, e aqui ficam alguns dados sobre nós, para vosso conhecimento…

Em nome do Fórum Marvão, 0brigado a todos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

E esta hein!....


Esta tem origem no Rei D. Carlos, que por acaso foi assassinado por republicanos, que entre outras coisas, achavam que o Rei era um “peso” para o país…

Já alguém viu um gesto destes nos actuais mandantes?



Nota histórica: Dias Ferreira, era o Primeiro Ministro da época, não confundir com o presidente da AG do SCP!



Já agora, alguém imaginou o seguinte comunicado:

“Eu, ------------------------------- Presidente da Câmara Municipal, e todo meu executivo (2 vereadores a tempo inteiro), decidimos prescindir de 20% das nossas remunerações (cerca de 20.000 euros/ano), bem como do cargo de um assessor que nunca foi necessário anteriormente (30.000 euros/ano), que totaliza uma poupança anual de cerca de 50.000 euros em 2011.
Mais informamos, que esta “poupança” será utilizada, para repor as diferenças originadas pelos cortes salariais na Administração Pública, decretados pelo sr. Pinto de Sousa, aos cerca de 100 trabalhadores autárquicos do município”.

Nota: 50 mil euros representam 2.5% do total da massa salarial nas despesas com pessoal em 2011.

Isto é que era de valor…

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Notícias sobre Marvão e suas gentes

Leituras de fim-de-semana


Oxalá...


Fonte: Jornal Alto Alentejo



Será desta?

Fonte: Jornal Alto Alentejo


Um marvanense na alta roda da Europa


Fonte: Jornal Alto Alentejo


Boa malha


Fonte: Jornal Alto Alentejo


Que tudo caminhe bem...





... mas antes vamos aos fados!





Já tem calendário e bom..., agora só falta ter sócios!




<>


Ainda o comboio



Fonte: Rádio Portalegre

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Assim damos a volta a isto?...




"Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar."

Regulamento de Apoio Associativismo

“De acordo com o Notícias de Castelo de Vide, o Executivo Municipal de Castelo de Vide, aprova amanhã dia 2 de Fevereiro Regulamento de Apoio Associativismo.

O Executivo Municipal, na sua primeira reunião de Fevereiro, que terá lugar amanhã dia 2, vai aprovar o Regulamento de Apoio ao Associativismo e a Iniciativas de Interesse Público no Concelho de Castelo de Vide, que esteve em discussão pública e que deverá ainda ser ratificado pela Assembleia Municipal para que entre em vigor.”

Esperemos que a proximidade se pegue ao Executivo de Marvão, pois há 10 anos que andamos a propor um Regulamento idêntico para o Concelho de Marvão, mas ainda não houve inspiração!

Talvez agora por contágio….

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A grande Epidemia dos nossos dias…

(Texto de minha autoria)

Foram hoje divulgados pelo Observatório da Diabetes, alguns dados sobre a actualidade da Doença em Portugal. E digo-vos meus amigos e amigas, os números são assustadores.

Numa breve leitura revelam, que a sua prevalência afecta já cerca de 12% da população. Isto quer dizer, que em cada 100 portugueses, 12 são diabéticos, que dá no total cerca de 1.200.000. Isto é apavorante, se tivermos em conta que, a Diabetes é uma doença que afecta quase todas as actividades de vida do portador, assim como da sua família, embora não pareça…

Um outro dado revelado, e não menos grave, é que destes, mais de 400.000 andam a monte, isto é, sem que saibam que sofrem da doença. Mas que a carregam, e quando aparecem, às vezes, é já em situações extremas, com as complicações tardias da enfermidade, como são: a cegueira, as amputações ou a insuficiência renal, e outras.

Outra situação a ter em conta na Diabetes, e talvez a mais importante, é que a grande maioria destes casos, poderiam e deveriam ser evitados, já que o seu aumento galopante, se deve e só, aos estilos de vida que levamos. Lembremos aqui, que no princípio do século XX, a doença era praticamente inexistente (apenas alguns casos de Tipo 1, impossíveis de prevenir), no final do dito século, esses números andavam à volta dos 5-6%, e hoje é o que se vê…

O que mudou então, para que as coisas tivessem esta evolução?

Aqui entram então os Estilos de Vida. Sobretudo duas coisas, que na Diabetes não têm discussão:
- Comemos mais do que gastamos
- Gastamos menos do que comemos
Por isso se conseguirmos controlar estas duas variáveis, a Diabetes poderá ser evitável ou retardada.

Não vos vou hoje dar nenhuma “seca sobre alimentação”, variável onde, incidem, maioritariamente, a maioria dos técnicos de saúde. A mensagem que hoje vos quero deixar, é sobre a Actividade Física, componente imprescindível em qualquer tratamento ou prevenção da Diabetes.

Sem uma Actividade Física diária, de acordo com as capacidades físicas de cada um, não há tratamento da Diabetes. Isto é, não existem Dietas ou Comprimidos que vos valham. Foi o que ensinou a minha experiencia de 30 anos de profissional da saúde.

E não esquecer que este hábito não deve ser exclusivo dos adultos, e apenas quando vêem a “faca apontada”, mas deve ser em criança que o hábito se instala. Se gosta dos seus filhos, não os leve à escola de carro, que vão a pé, para que mais tarde sejam felizes! Embora hoje lhes custe, um dia agradecer-lhe-ão, e vão poder dizer mais tarde: Graças aos meus pais não sou Diabético!

1 Horinha por dia, 10.000 passos! Vai ver que não custa nada!

O seu corpo agradece, a família vai ficar mais feliz e a sociedade poderá poupar tanto dinheiro que dará para pagar a nossa dívida externa.

Mexa-se, que é uma coisa que ninguém pode fazer por si ...

João Bugalhão

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sem Palavras...

CP suprime a partir de hoje
o serviço de passageiros no Ramal de Cáceres







E já agora..., COMBOIOS - PORTUGAL (TRÁS OS MONTES) versus USA (ALASKA)

(Uns abandonam, outros preservam…)

Ai portugal, portugal…






Por falar em "pauliteiros": Isto só vai mesmo à paulada...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O “Poder”, ganha sempre em Marvão (e por muitos …)


Que é feito dessa raça,
dessa mulher, desse homem,
desses que da terra comem,
p'la tenrura da rabaça?
Que é feito dessa casta
qu'a linha tomou d'assalto,
levando ovos, café, tabaco,
e agora, velha, se arrasta?

... que é feito de ti Marvão,
que não sais d'onde eles'tão?

(Luís Bugalhão, in Fórum Marvão)


Cavaco Silva obteve em Marvão, a maior percentagem de votos de todo o distrito de Portalegre, com 58,3%, numa média distrital de 44,7%. Em Évora a média não foi além de 37,6% e, mesmo no distrito de Castelo Branco a média ficou-se pelos 53,8%, numa média nacional que rondou os 53%.

Confirma-se assim, a exemplo de outras votações, que Marvão vota sempre, maioritariamente, em quem está no poder. Foi sempre assim nas legislativas, e foi sempre assim nas autárquicas sempre que o Presidente se recandidatou.

Relembremos aqui, no que toca a autárquicas, um dos casos mais significativos desta opção em eleições passadas: O Sargento Paz enquanto Presidente, concorreu algumas vezes tendo António Andrade como candidato, vencendo sempre. Anos depois, a situação inverteu-se, e sendo Presidente António Andrade eleito pelo PSD, o PS de então, lá convenceu o Sargento Paz a concorrer, e o que se veio a verificar é no mínimo curioso, o Sargento Paz, talvez o mais consensual Presidente de todos os tempos, levou uma “goleada” de 4-1.

A mim o que me faz mais confusão, é este povo que, sendo um dos mais abandonados pelo poder central, e mesmo regional, estar sempre, maioritariamente, de acordo com esses mandantes, não se lhes conhecendo, ao longo da história, qualquer protesto ou mesmo revolta. Senão vejamos:

- Há cerca de 114 anos perdemos o Foral de concelho, por decisão do poder central de então, e não são conhecidas quaisquer revoltas ou protestos. Mas ainda hoje andamos a comemorar heróis da “restauração” do concelho, quando não lhes conhecemos quaisquer feitos.

- Nos dias de hoje, em matéria de serviços de saúde, é o único concelho do distrito que não tem um horário alargado de abertura no Centro de Saúde, apesar de existirem concelhos com menos 500 habitantes que Marvão. Nos últimos anos, os reduzidos cuidados de saúde, vêm-se deteriorando, e estão mesmo a atingir a ruptura. Os representantes autárquicos fazem de conta que nada é com eles, enquanto eleitos da população, e quem sofre é o mexilhão…

- Na justiça, não tem há mais de 100 anos um Tribunal, apesar de ser um dos concelhos mais emblemáticos do distrito, sendo até candidato a património mundial.

- Até há bem pouco tempo não existiam serviços de Registo Predial, e temo que terá por pouco mais tempo, assim como as Finanças.

- É a única sede de concelho que não é servida pela Rodoviária Nacional para viagens de longo curso. Agora fica sem os comboios, mas as manifestações e protestos são feitas por gente de fora. Tentou fazer-se um “boicote eleitoral abstencionista” numa freguesia, mas mesmo assim, ainda houve 35% da população da Beirã que foi votar, praticamente a mesma percentagem que foi em outras freguesias, e o Presidente da Junta acha que foi um êxito.

- No desporto, é dos poucos concelhos que não participa nos campeonatos de futebol sénior, devido ao exíguo apoio dado às associações desportivas. Este ano, nem nos Tradicionais Jogos do Norte Alentejo existe participação municipal.

- A técnica de protestos mais exercida, é quase sempre os “abaixo assinados”, liderados por figuras sinistras, a mando de terceiros que nunca dão a cara. A maioria das vezes, essa estratégia apenas beneficia uns poucos, em desfavor da maioria da população.

Em Marvão, o “Poder” pode dormir descansado…

O post que faltava...Presidênciais 2011 em Marvão

domingo, 23 de janeiro de 2011

Necrópole da herdade dos Pombais: testemunhos fotográficos










Na década de 80 do pretérito século XX participei durante três épocas  nas escavações de espólio romano e Visigótico na Necrópole da herdade dos Pombais (Concelho de Marvão).

Aquelas estruturas que tanto trabalho deram a pôr a descoberto... foram todas soterradas por ordem da proprietária dos terrenos às quais pertenciam.

É o destino reservado a grande parte do património de inegável interesse patrimonial e histórico do nosso país. Para memória futura, aqui apresento algumas fotos de alguns momentos de trabalho, de lazer e das estruturas em causa.

Estas escavações eram da responsabilidade da Dª e Historiadora, Cristina Fernandes, coadjuvada pela sua irmã, também professora de História: Dulce Helena Fernandes. É possível identificar aqui alguns nativos marvanenses, muito mais novos e frescos que na actualidade. O tempo “ Esse maganão”, não perdoa.

Hermínio Felizardo

sábado, 22 de janeiro de 2011

Memórias do dia 22 de Janeiro de 1974 – Um dia que nunca esqueço

(Em homenagem ao meu irmão Francisco, verdadeiro responsável por estas experiências de vida)

Capítulo II

Parece que foi ontem, e já passou um ano desde que aqui vos contei a primeira parte, desta minha aventura de 22 de Janeiro de 1974. É assim o tempo, esse maganão que nunca pára, avançando sempre, sem contemplações, indiferente ao bom ou mau (tempo), de acordo com a perspectiva de cada um.

Quando penso nesta questão do “tempo”, ou como ele passa apressadamente, vem-me sempre à memoria aquela alusão de Saramago, sobre o tempo da sua avó materna, de nome Josefa Caixinha, feita no discurso de recepção do Prémio Nobel da Literatura, quando este recordava estas suas palavras:

“… o mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada.”

Mas vamos em frente (no tempo), que o que aqui quero partilhar convosco, não é propriamente literatura, e muito menos poesia, mas antes um acontecimento único e que me marcou para a vida.

Para uma actualização integral, se já caiu no vosso esquecimento, recomendo que recueis à um ano atrás e, carregando ali, na “caixinha” (que não é a avó do José), do lado direito, no ano de 2010, mês Janeiro, lá hão-de encontrar um artigo com o mesmo título do de agora, para poderem fazer o enquadramento da história.

Contudo, recordo aqui, o último parágrafo desse artigo, para refrescar a memória, daqueles que ainda a possuem:

“… o facto é que, pelas 10 horas do dia 22 de Janeiro, quatro meses antes do futuro Dia da Liberdade, os proletários da CIM, fizeram ali um silêncio sepulcral, naquele arraial de “malhar ferro”, e, mandaram dizer ao patrão Neves, que a partir daquela hora, estavam em greve, até que ele decidisse proceder à justa actualização salarial.

Eu era um deles e também aderi…”

A Greve, naquele tempo, era para a maioria de nós, uma coisa assim como o longínquo ano 2000, que as profecias anunciavam, ser o ano do fim do mundo. Algo que se ouvia murmurar, mas que, certamente, não existiria. Estar num impulso, metido no seu seio, ficava-se assim como uma criança, que vai ao “comboio fantasma” pela primeira vez, mesmo que acompanhada pelos pais.

Se eu sabia que era proibido fazer greve nessa altura? Claro que sabia; se sabia que existia a policia política PIDE, que tudo controlava? Claro que sim; se sabia que todos os dias iam parar a Caxias, Aljube, ou Peniche pessoas por apenas contestarem a ordem vigente? Sem dúvida; se sabia que as pessoas que aí eram aprisionadas, eram vilmente torturadas, às vezes até à morte? Claro que não podíamos ignorar: víamos, ouvíamos e líamos…

No entanto, para mim, jovem aventureiro de 16 anos, embora já com a experiência de quatro anos de jorna, entrei nessa “estação fantasma”, sem medir prós ou contras, apenas movido por aquilo que me parecia ser o mais elementar sentido de justiça: lutar pela melhoria de condições de vida…
Isso bastava-me, depois logo se veria.

Durante as primeiras duas horas, isto é, até ao meio-dia, ocasião em que íamos almoçar, nada sucedeu. Apenas algumas conversas fúteis sobre a vida, que no meu caso específico, certamente, seria alguma combinação com o camarada do lado, sobre a hora e o local do bailarico do próximo fim-de-semana. Ou, quem sabe, uma discussão “futeboleira” sobre rivalidades de benfiquismo e sportinguismo, já que os tripeiros naquelas paragens, para além de raros, naquela tempo ainda não contavam para o campeonato.

Após almoço ligeiro, transportado em “lancheira”, comido ao ar livre, sentado numa pedra, ingerido directamente da dupla marmita de alumínio, habitada num compartimento pela sopa de legumes, e no outro, por alguns restos de guisado da noite anterior acompanhado de pequenas sopas de carcaça, e, após uma hora, lá regressámos ao silêncio cavernoso do posto de trabalho, que mais acertado seria, chamar-se naquele dia, posto de greve.

Passava pouco das 14 horas, quando à entrada do pavilhão principal da oficina, surgiu repentinamente, o patrão Neves, na sua figura altiva, agasalhado com o seu impecável sobretudo preto, acompanhado do “encarregado-geral”, e do chamado “guarda-livros”.

Observado de longe, a cerca de cinquenta metros em linha recta, via-o movimentar-se bruscamente, dirigindo-se individualmente, a cada um dos meus congéneres operários metalúrgicos, junto ao seu local de greve. Dirigia-lhes algumas palavras, em voz bastante alta e alterada, mas que, pela distância a que estavam de mim, me era impossível enxergar. Após o breve monólogo que travavam, como formigas num carreiro, os contactados, sem excepção, lá se iam dirigindo para a porta da rua.

Quando chegou a minha vez, senti-me a enfrentar um pelotão de fuzilamento, no entanto a dúvida, do monólogo com a entidade patronal, já se havia esfumado, pois já ouvira bem claro, o que se passara com aqueles que mais próximos estavam de mim, e assim, foi sem qualquer surpresa, que ouvi da boca do senhor Engenheiro Neves, a pergunta que repetia pela quinquagésima vez:

- O senhor quer ou não trabalhar?

“Ainda passou pela minha cabeça argumentar que Sim, que queria! Que gostava muito, e precisava daquele trabalho, como do pão para a boca…! Mas, que o senhor engenheiro fosse criterioso, pois bem sabia que o custo da vida estava pelas horas da morte, que a renda da casa tinha aumentado, a electricidade em casa já andava a ser substituída por velas; o comboio já custava seis escudos do Cacém para Lisboa, até pela “bica” já queriam vinte e cinco tostões; ir ao cinema? Só no “piolho”…; saiba, o senhor engenheiro, que a malta mata-se aqui a trabalhar, a dar o litro dez horas por dia; eu, uma criança, pela manhã até já cuspo ferrugem deste maldito óxido de ferro, e à noite, só oiço “grilos” nas orelhas; os maganos daqueles sarracenos não param de aumentar o preço do petróleo e, como o senhor sabe, quando aumenta o crude, aumenta tudo, O senhor bem sabe, que fomos nós, com o nosso trabalho, que fizemos esta empresa, não se esqueça, que ainda há três anos, funcionava num “vão de escada”!
- E já agora, ò senhor engenheiro, o que era isso para si de, apenas mais dez escudos por dia a cada um de nós? Etc., etc.….”

Mas não. Baixei a cabeça, por ser a primeira vez que estava tão de perto com tamanha eminência, não prenunciei uma só palavra, e lá segui, no formigueiro, para a porta de saída. Evitando assim, ao Sr. Neves da Silva, a palavra por si mais repetida naquele dia:

RUA!

(Para o ano, a 22 de Janeiro, se cá estivermos, termino a novela…)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"A boa e a má moeda…."

Reflexão Eleitoral

Decorria então no ano de 2004, e o Governo português era liderado por Santana Lopes, que havia sido nomeado para 1º Ministro, após o abandono do cargo de Durão Barroso (delfim de Cavaco), que tinha preferido fugir para Bruxelas (com medo do pântano, ou dos portugueses de tanga), em vez de cumprir o mandato para o qual tinha sido eleito pelos portugueses.

Todos sabemos, que naquela altura, existiram uma serie de circunstâncias que debilitavam Santana (que fizeram dele pior do que ele é), e a Oposição de então, liderada pelo Partido Socialista de José Sócrates, tudo fazia para derrubar um Governo composto pela coligação PSD/CDS-PP, que tinha maioria na Assembleia da Républica.

Foi então, que lá pelo mês do Natal, desse mesmo ano, que o Professor Cavaco, se lembrou de escrever no Expresso, o tal artigo da “boa e má moeda”, fazendo um paralelismo entre a Lei de Gresham, (em que a “má moeda” tende a expulsar a “boa moeda...”), e a expulsão de “bons políticos por maus políticos”.

Por essa altura, todos ficámos com a certeza, que o Professor Cavaco se dirigia a Santana Lopes e ao seu Governo, e muitos militantes do PSD, viram na atitude de Cavaco uma clara “traição” ao Partido (só que como a memória é curta, parece já se terem esquecido), que sempre o albergou, e sem o qual, nunca teria deixado de ser o “senhor Silva” de Boliqueime.

As palavras de Cavaco, publicadas no semanário ‘Expresso’, foram a gota de água que fizeram transbordar o copo, e ficaram para sempre coladas à queda do Executivo liderado por Santana Lopes, por decisão do então Chefe de Estado, Jorge Sampaio. Já que daí ,resultou, uma conjugação de esforços para deitar abaixo essa coligação e substituí-la pela governação do PS, num verdadeiro «golpe de estado palaciano», que um dia a história julgará.

Pouco tempo depois, em 2006, o Professor Cavaco, havia de ser eleito Presidente, com o apoio incondicional do “seu” PSD, que ele próprio havia “apunhalado” para sair de um Governo que liderava, e que apenas durou 4 messes.

Hoje 6 anos passados, a situação em Portugal, para a maioria dos portugueses, não cessou de piorar, alcançando os piores Indicadores Económicos e Sociais dos últimos 60 anos, tendo na Presidência da Republica o Professor Cavaco que, certamente, não levará a mal que se lhe pergunte:

- Era esta a boa moeda que procurava em 2004?

No entanto, hoje em dia, o Professor Cavaco não pode apenas ser questionado e julgado, por ter sido um dos responsáveis da situação a que chegámos, e por este favor que fez ao Partido Socialista, já que, não temos a certeza de que estaríamos melhor, se no Governo da Nação, por lá tivesse continuado Barroso, Santana e Portas. Hoje, conhecidos que são alguns factos, é o próprio Professor Cavaco, que tem que ser questionado, sobre a que parte da “massa” ele pertence, se à boa ou à má?

Senão vejamos, apenas dois pequenos exemplos:

1º - Quando no princípio dos anos 80, o Professor Cavaco (no intervalo entre dois cargos no Governo, e após ter sido Ministro das Finanças da AD), dava aulas na Universidade Nova de Lisboa, e começou a faltar às aulas injustificadamente, para se dedicar “à privada na Católica” (porque o dinheirinho da Nova estava certo), infringindo um dos deveres fundamentais dos Servidores do Estado (como hoje denominou em campanha), o da ASSIDUIDADE, que lhe valeu um Processo Disciplinar, levantado pelo Reitor Professor Alfredo de Sousa, conducente, ao seu despedimento da Função Pública, mas que nunca chegou ao fim porque “desapareceu”, e porque a seguir foi fazer a tal “rodagem” ao Citroên até a Figueira da Foz, e foi eleito Presidente do PSD (sem nunca ter pensado em tal), vendo-se num ápice 1º Ministro, porque o PRD fez “besteira” ao derrubar o Governo...; era o Professor Cavaco boa, ou má moeda?

2º - Quando nos finais de 2001, o Professor Cavaco e a sua filha adquiriram cerca de 255 mil Acções à SLN/BPN de Oliveira Costa e Dias Loureiro (105 mil dele, e 150 mil de sua filha), a 1 Euro cada, “preço para amigos”, e um ano e meio depois em 2003 as vendeu, a quem as tinha comprado, por cerca de 2,40 Euros cada, obtendo um lucro de 140%, ganhando a família Silva "nesse negócio"mais de 357 mil Euros…; estaria a Professor Cavaco, ingenuamente, apensar que esse dinheiro fácil era proveniente da “boa ou da má moeda”?

Com exemplos como estes, de que “massa” é afinal feito o Professor Cavaco?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Uma esperança…


“Num país qualquer, num dia chuvoso, poucos eleitores compareceram para votar durante a manhã. As autoridades eleitorais, preocupadas, chegaram a supor que haveria uma abstenção gigantesca.

À tarde, quase no encerramento da votação, centenas de milhares de eleitores compareceram aos locais de votação. Formaram-se filas quilométricas, e tudo pareceu normal. Mas, para desespero das autoridades eleitorais, houve quase setenta por cento de votos em branco. Uma catástrofe. Evidentemente que as instituições, partidos políticos e autoridades, haviam perdido a credibilidade da população.

O voto em branco fora uma manifestação inocente, um desabafo, a indignação pelo descalabro praticado por políticos pertencentes aos partidos da direita, da esquerda e do meio. Políticos de partidos diferentes, mas de actuações iguais, usufruindo de privilégios que afrontavam a população.

Os eleitores estavam cansados, revoltados. Os governantes, sentindo-se ameaçados, trataram de agir em nome da ordem, perseguindo, prendendo, maltratando, eliminando. Alguns que viveram os horrores da cegueira branca, novamente sofreram.

Os governantes, preocupados em salvar a própria pele, em garantir o poder, não perceberam que a cegueira branca de outrora, demonstrativo de que há muito o homem estava cego, tinham paralelo com o voto branco de agora, indicativo de que a população não perdera a lucidez. Estranhamente, não houve uma mobilização para o facto.”

(Saramago, in Ensaio Sobre a Lucidez)

Uma das piores hipóteses para um sistema que se diz democrático, é a rejeição total de todas as propostas eleitorais, é ponto da partida para uma especulação sobre o sistema político, o seu carácter democrático ou antidemocrático, a cegueira do povo – ou a sua repentina lucidez.



Haja esperança...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mais uma de reactividade e pouca “Actividade”?...

De acordo com o “Jornal Fonte Nova" de hoje, 18/1/2011, após visita do Grupo Parlamentar do PSD ao Campo de Golfe de Marvão, Miguel Macedo (Líder Parlamentar do PSD), afirmou:

"É absolutamente incompreensível que, num momento em que todas as atenções devem estar voltadas para a captação de investimentos, existam investidores interessados em desenvolver o projecto do Golfe de Marvão, e a burocracia dos serviços faça com que esses investidores se desinteressem"

Miguel Macedo lamentou, o cenário do Golfe de Marvão, e garantiu que irá requerer a presença do secretário de Estado do Turismo para discutir esta situação, já que: "É uma alavanca essencial para um projecto mais vasto no panorama turístico regional e nacional, e permite criar dezenas de empregos, algo vital num concelho tão desertificado como é o caso de Marvão.”

Também o Deputado do PSD pelo Distrito de Portalegre Cristóvão Crespo, afirmou que: “… a situação do Golfe de Marvão é um dos aspectos negativos e pensamos que é urgente resolver. É importante que não se perpetue o abandono daquele equipamento que custou muito dinheiro ao erário público".

Também o assunto, foi levado dias depois, por Cristóvão Crespo à Assembleia da Republica, em vídeo que aqui vos deixo (minuto 4.55), mas não fará mal que vejam todo o Vídeo, já que é tão raro que os Deputados do Distrito tenham voz, que vale a pena ver a intervenção!

No entanto, pergunto eu, e a nível local, estarão a ser equacionas todas as hipóteses de resolução da situação? Ou será como os “comboios”: Mais reacção do que acção?...

Vamos deixar de "...ficar a ver comboios?"

Ramal de Cáceres fecha a 1 de Fevereiro


Os serviços regionais no Ramal ferroviário de Cáceres, entre Torre das Vargens (Ponte de Sor) e Beirã (Marvão) são suprimidos a partir de 1 de Fevereiro, revelou à Agência Lusa fonte da CP.

"É uma questão de racionalidade de serviços e de sustentabilidade económica e financeira da empresa", explicou a directora de comunicação da CP, Ana Portela. De acordo com a responsável, a média de procura é de "três passageiros por comboio".


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saúde pelas horas da amargura...

Com as graves carências dos serviços de saúde que se vive no Concelho de Marvão, talvez seja importante que se reflicta sobre esta questão: Perante o risco de encerramento ou concentração de Extensões de Saúde o que pensa a Ordem dos Enfermeiros

Ordem dos Enfermeiros defende que Unidades de Cuidados na Comunidade podem dar resposta aos cidadãos

Lisboa, 12 de Janeiro de 2011 – Considerando as notícias vindas a público sobre o encerramento e concentração de extensões de saúde com menos de 1 500 utentes inscritos nas Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo (eventual reorganização de serviços nas restantes ARS), a Ordem dos Enfermeiros vem publicamente afirmar o seguinte:

- É do conhecimento de todos – profissionais, utentes, Ministério da Saúde – que muitas Unidades de Saúde (Extensões), pela dimensão e condições que oferecem, não justificam a sua existência, colocando em causa, em alguns casos, a segurança e qualidade dos cuidados. Algumas são sinónimo de ineficiência na gestão dos recursos disponíveis, nomeadamente humanos, trazendo dificuldades acrescidas à gestão das unidades de saúde onde as mesmas se integram (Agrupamentos de Centros de Saúde – ACES).

- Contudo, antes de serem tomadas decisões sobre esta matéria deverão ser ponderados vários factores, entre os quais o envelhecimento progressivo e o aumento da doença crónica da população, que implicam crescentes níveis de dependência e consequente dificuldade de mobilidade; redes viárias e de transportes públicos insuficientes; e a capacidade económico-financeira débil dos utentes, particularmente dos idosos com parcos recursos.

- Quaisquer que sejam as soluções a adoptar, o direito destas populações à acessibilidade e qualidade dos cuidados de saúde não poderá ser colocado em causa, da mesma forma que devem ser obtidos ganhos de eficiência com as alterações a implementar.

- Neste contexto, a Ordem dos Enfermeiros defende que as dificuldades poderiam ser em alguns casos ultrapassadas e noutros minimizadas com um maior investimento na valorização das competências profissionais e no papel dos enfermeiros nos Cuidados de Saúde Primários, assim como na implementação e desenvolvimento de Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC).
- Recorde-se que as UCC são uma das componentes da reforma dos Cuidados de Saúde Primários que visam melhorar o estado de saúde da população de uma determinada área geográfica, procurando obter ganhos em saúde. Uma UCC presta «cuidados de saúde e apoio psicológico e social de âmbito domiciliário e comunitário, especialmente às pessoas, famílias e grupos mais vulneráveis, em situação de maior risco ou dependência física e funcional ou doença que requeira acompanhamento próximo e actua ainda na educação para a saúde, na integração em redes de apoio à família e na implementação de unidades móveis de intervenção» – conforme define o Decreto-Lei n.º 28/2008 de 22 de Fevereiro.

- Os cidadãos inscritos nas extensões analisadas pelas ARS do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo (e eventualmente nas restantes ARS) encontram-se numa situação de maior vulnerabilidade por défice de recursos humanos. Intervindo na comunidade com enfermeiros, assistentes sociais, médicos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros, as UCC poderão, em complementaridade com as restantes unidades funcionais dos Centros de Saúde, garantir a resposta às necessidades em cuidados de saúde a estas populações, em tempo útil. Segundo dados da Coordenação Estratégica dos Cuidados de Saúde Primários, até 9 de Dezembro de 2010 existiam 51 Unidades de Cuidados na Comunidade no activo, de um total de 270 candidaturas apresentadas até Novembro de 2009.

- A Ordem dos Enfermeiros reitera a importância do papel que os enfermeiros desempenham nos Cuidados de Saúde Primários enquanto elemento-chave na gestão dos projectos de saúde dos utentes, quer no âmbito das suas competências profissionais, quer em complementaridade com outros profissionais de saúde.

Por isso reafirma-se:

- É possível garantir mais cuidados em segurança e qualidade para os cidadãos se a opção política não continuar a centrar as respostas às necessidades quase exclusivamente no acesso a cuidados médicos.

- Novas respostas organizadas, investindo nos recursos disponíveis, são seguramente o caminho para ultrapassar a carência de cuidados de saúde a que os cidadãos têm direito.

Bastonária da Ordem dos Enfermeiros
(Enf.ª Maria Augusta de Sousa)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Conheça o seu Município: Parte II

“Se alguém pede emprestado, alguém vai ter de pagar….”

Na sequência do Post que aqui publicámos em Dezembro passado, sobre um novo pedido de Empréstimo Bancário a Longo Prazo pela CM de Marvão, no valor aproximado de 800.000 euros, para se fazer face à componente própria para completar financiamentos de diversos Projectos comunitários, começou a surgir-me a dúvida sobre qual seria a verdadeira situação do endividamento, os valores totais, e ainda, sua evolução ao longo dos últimos 10 anos.

Um dos grandes problemas, senão o maior de Portugal, é o endividamento, quer se trate do país, das famílias, ou das instituições. É dito e sabido, que em muitos dos períodos da nossa história, andamos a viver acima daquilo que temos e produzimos, e para fazer face a esse deficit, pedimos emprestado.

Em contrapartida, temos vivido outros períodos históricos, de extrema carência e mesmo miséria, em que temos que viver apenas com aquilo que temos, e ainda, poupar para pagarmos o que devemos, e quase sempre obrigados por aqueles a quem devemos. E disso não tenhamos dúvidas, que será assim com o país, com as famílias e com as instituições.

1 – Endividamento Bancário do Município de Marvão

Mas tal como diz o título, o que este artigo pretende, é que os marvanenses conheçam melhor o seu município, as acções e responsabilidades dos seus governantes. E nada melhor, em minha opinião, começarmos por analisar a situação de Endividamento a longo Prazo do Município, neste caso o Bancário, por ser certamente um dos Indicadores mais importantes, que irá influenciar o nosso futuro colectivo, e que teremos de pagar mais cedo ou mais tarde, ou deixar como herança aos nossos filhos.

Nesta perspectiva, várias questões se me puseram, tais como:

- Qual a dívida total actual dos Empréstimos Bancários, da CM de Marvão?
- Esta dívida tem diminuído ou aumentado, ao longo dos anos?
- Existem diferenças de gestão na contracção dessa dívida, pelos líderes da instituição?
- Qual a evolução dos montantes pagos em juros?
- Como irá o município pagar essas dívidas no futuro?

O Quadro 2 e o Gráfico 1 respondem a algumas destas questões.

Como podemos verificar no Quadro 2, o valor em dívida por Empréstimo Bancário da CM de Marvão no final de 2010, era aproximadamente, de 2, 2 milhões de € (após confirmação do último empréstimo de 800 mil €, aprovado em Dezembro de 2010).

Podemos ainda verificar, que os valores têm vindo sempre a subir (com excepção de uma pequena descida em 2002), sendo que as maiores subidas, se fizeram sentir a partir de 2005, quando a dívida se situava apenas em 688 mil €.

No Gráfico 1 (Gráfico que serviu de Enigma no anterior Post, e no qual acertaram 72 % dos visitantes, sinal que estão atentos), podemos verificar, que as metodologias de gestão sobre Endividamento Bancário dos dois Presidentes (Manuel Bugalho e Vítor Frutuoso), têm comportamentos diferentes:

- Manuel Bugalho entre 2001-2005, contribuiu para que a dívida aumentasse apenas 523 mil € (de 165 para 688 mil €);

- Vítor Frutuoso entre 2006-2010, foi responsável por um aumento de 1,5 milhões de € (de 688 mil para 2,2 milhões de €), aproximadamente, o triplo, de Manuel Bugalho em período de tempo idêntico.

Como prova destas diferentes metodologias de gestão, podemos referir ainda, que Manuel Bugalho durante os seus 8 anos de mandato apenas pediu autorização à Assembleia Municipal para pedir empréstimos no valor total de 700 mil €; Vítor Frutuoso, nos 5 anos que leva de mandato já pediu autorização para pedir 2,5 milhões de €.

Significativo, não?...


2 – Juros pagos de Empréstimos

É lógico que com a dívida a subir como em epígrafe se demonstrou, é de esperar que também os custos com os respectivos juros se encontrem em ascensão vertiginosa.


No Gráfico 2, podemos verificar, que em 2009, as verbas gastas com pagamento de Juros atingiram o valor de cerca de 31 mil €, quando em 2004 esse valor rondava apenas de 4 mil €. E em 2010, apesar de ainda não conhecermos os valores, eles aproximar-se-ão dos 40 mil €, verba já bastante significativa, tendo em conta as parcas receitas municipais.

É ainda de referir, que dos cerca de 3. 250. 000 €, que estão autorizados para empréstimos desde 2001, nestes 10 anos, a Câmara Municipal, ainda só amortizou 275.000 €, e pagou de juros cerca de 171.000 €.

Não estaremos a fazer grande futurologia, se prognosticarmos, que nos próximos anos a verba a pagar de juros se aproximará, rapidamente, dos 100 mil €/ano, ou mais!


3 – Conclusões

- O Município de Marvão no final de 2010 deve aos Bancos cerca 2,2 milhões de €, este valor poderá aproximar-se no final de 2011, do valor redondo, dos 3 milhões de € (se forem levantadas o total de verbas contratadas).

- Este Indicador tem vindo sempre a subir, verificando-se os maiores aumentos a partir de 2005. Tendo uma evolução em 10 anos de 165.000 € (em 2001), para cerca de 3 milhões € (nos finais de 2011/2012).

- Verifica-se que existem diferenças abismais nas metodologias de gestão de pedir dinheiro emprestado dos Presidentes Manuel Bugalho e Vítor Frutuoso: Manuel Bugalho pediu, em 8 anos, 750 mil €; Vítor Frutuoso, em 5anos, já leva contratados 2,5 milhões de €.

- A exemplo do Endividamento, os Juros a pagar aos Bancos, têm subido vertiginosamente nos últimos 10 anos, passando de valores em média de 5 mil €/ano no princípio da década; para se aproximarem, valores estimados para 2012, dos 100 mil €/ano.

- É ainda de realçar, que nos últimos 10 anos a CM de Marvão, amortizou apenas cerca de 300 mil €, desta fatia imensa de cerca de 3 milhões €.

Falta apenas responder à última pergunta:

- Como irá o município pagar essas dívidas no futuro?

Bem, eu não sei. Mas, certamente, o Presidente do Município e o seu Executivo terão a resposta.


No próximo Post, sobre “Conheça o seu Município”, abordaremos a evolução das Despesas com Investimentos da CM de Marvão, que esperemos, como dizia o Tiago Gaio que: “ se não forem irmãs do Endividamento, ao menos que sejam primas….”.