quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Conheça o seu Município: Parte II

“Se alguém pede emprestado, alguém vai ter de pagar….”

Na sequência do Post que aqui publicámos em Dezembro passado, sobre um novo pedido de Empréstimo Bancário a Longo Prazo pela CM de Marvão, no valor aproximado de 800.000 euros, para se fazer face à componente própria para completar financiamentos de diversos Projectos comunitários, começou a surgir-me a dúvida sobre qual seria a verdadeira situação do endividamento, os valores totais, e ainda, sua evolução ao longo dos últimos 10 anos.

Um dos grandes problemas, senão o maior de Portugal, é o endividamento, quer se trate do país, das famílias, ou das instituições. É dito e sabido, que em muitos dos períodos da nossa história, andamos a viver acima daquilo que temos e produzimos, e para fazer face a esse deficit, pedimos emprestado.

Em contrapartida, temos vivido outros períodos históricos, de extrema carência e mesmo miséria, em que temos que viver apenas com aquilo que temos, e ainda, poupar para pagarmos o que devemos, e quase sempre obrigados por aqueles a quem devemos. E disso não tenhamos dúvidas, que será assim com o país, com as famílias e com as instituições.

1 – Endividamento Bancário do Município de Marvão

Mas tal como diz o título, o que este artigo pretende, é que os marvanenses conheçam melhor o seu município, as acções e responsabilidades dos seus governantes. E nada melhor, em minha opinião, começarmos por analisar a situação de Endividamento a longo Prazo do Município, neste caso o Bancário, por ser certamente um dos Indicadores mais importantes, que irá influenciar o nosso futuro colectivo, e que teremos de pagar mais cedo ou mais tarde, ou deixar como herança aos nossos filhos.

Nesta perspectiva, várias questões se me puseram, tais como:

- Qual a dívida total actual dos Empréstimos Bancários, da CM de Marvão?
- Esta dívida tem diminuído ou aumentado, ao longo dos anos?
- Existem diferenças de gestão na contracção dessa dívida, pelos líderes da instituição?
- Qual a evolução dos montantes pagos em juros?
- Como irá o município pagar essas dívidas no futuro?

O Quadro 2 e o Gráfico 1 respondem a algumas destas questões.

Como podemos verificar no Quadro 2, o valor em dívida por Empréstimo Bancário da CM de Marvão no final de 2010, era aproximadamente, de 2, 2 milhões de € (após confirmação do último empréstimo de 800 mil €, aprovado em Dezembro de 2010).

Podemos ainda verificar, que os valores têm vindo sempre a subir (com excepção de uma pequena descida em 2002), sendo que as maiores subidas, se fizeram sentir a partir de 2005, quando a dívida se situava apenas em 688 mil €.

No Gráfico 1 (Gráfico que serviu de Enigma no anterior Post, e no qual acertaram 72 % dos visitantes, sinal que estão atentos), podemos verificar, que as metodologias de gestão sobre Endividamento Bancário dos dois Presidentes (Manuel Bugalho e Vítor Frutuoso), têm comportamentos diferentes:

- Manuel Bugalho entre 2001-2005, contribuiu para que a dívida aumentasse apenas 523 mil € (de 165 para 688 mil €);

- Vítor Frutuoso entre 2006-2010, foi responsável por um aumento de 1,5 milhões de € (de 688 mil para 2,2 milhões de €), aproximadamente, o triplo, de Manuel Bugalho em período de tempo idêntico.

Como prova destas diferentes metodologias de gestão, podemos referir ainda, que Manuel Bugalho durante os seus 8 anos de mandato apenas pediu autorização à Assembleia Municipal para pedir empréstimos no valor total de 700 mil €; Vítor Frutuoso, nos 5 anos que leva de mandato já pediu autorização para pedir 2,5 milhões de €.

Significativo, não?...


2 – Juros pagos de Empréstimos

É lógico que com a dívida a subir como em epígrafe se demonstrou, é de esperar que também os custos com os respectivos juros se encontrem em ascensão vertiginosa.


No Gráfico 2, podemos verificar, que em 2009, as verbas gastas com pagamento de Juros atingiram o valor de cerca de 31 mil €, quando em 2004 esse valor rondava apenas de 4 mil €. E em 2010, apesar de ainda não conhecermos os valores, eles aproximar-se-ão dos 40 mil €, verba já bastante significativa, tendo em conta as parcas receitas municipais.

É ainda de referir, que dos cerca de 3. 250. 000 €, que estão autorizados para empréstimos desde 2001, nestes 10 anos, a Câmara Municipal, ainda só amortizou 275.000 €, e pagou de juros cerca de 171.000 €.

Não estaremos a fazer grande futurologia, se prognosticarmos, que nos próximos anos a verba a pagar de juros se aproximará, rapidamente, dos 100 mil €/ano, ou mais!


3 – Conclusões

- O Município de Marvão no final de 2010 deve aos Bancos cerca 2,2 milhões de €, este valor poderá aproximar-se no final de 2011, do valor redondo, dos 3 milhões de € (se forem levantadas o total de verbas contratadas).

- Este Indicador tem vindo sempre a subir, verificando-se os maiores aumentos a partir de 2005. Tendo uma evolução em 10 anos de 165.000 € (em 2001), para cerca de 3 milhões € (nos finais de 2011/2012).

- Verifica-se que existem diferenças abismais nas metodologias de gestão de pedir dinheiro emprestado dos Presidentes Manuel Bugalho e Vítor Frutuoso: Manuel Bugalho pediu, em 8 anos, 750 mil €; Vítor Frutuoso, em 5anos, já leva contratados 2,5 milhões de €.

- A exemplo do Endividamento, os Juros a pagar aos Bancos, têm subido vertiginosamente nos últimos 10 anos, passando de valores em média de 5 mil €/ano no princípio da década; para se aproximarem, valores estimados para 2012, dos 100 mil €/ano.

- É ainda de realçar, que nos últimos 10 anos a CM de Marvão, amortizou apenas cerca de 300 mil €, desta fatia imensa de cerca de 3 milhões €.

Falta apenas responder à última pergunta:

- Como irá o município pagar essas dívidas no futuro?

Bem, eu não sei. Mas, certamente, o Presidente do Município e o seu Executivo terão a resposta.


No próximo Post, sobre “Conheça o seu Município”, abordaremos a evolução das Despesas com Investimentos da CM de Marvão, que esperemos, como dizia o Tiago Gaio que: “ se não forem irmãs do Endividamento, ao menos que sejam primas….”.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Avé César: Um marvanense...

Na Edição nº 1807, de Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011, do Jornal Fonte Nova, retirámos esta reportagem sobre um dos nossos conterrâneos, a que a má sorte bateu à porta num fatídico 18 de Abril de 1990.

Nestes 20 anos, o César, é um exemplo de coragem e persistência, contra agruras da vida, e por isso aqui, dignamente é lembrado no Fórum:

"Um exemplo de força e vontade - César Lopes luta para conquistar o que a vida lhe roubou

César Lopes era um jovem normal, fanático por desporto e tauromaquia, tinha cumprido recentemente o serviço militar e preparava-se para ingressar na GNR…mas tudo mudou.

No dia 18 de Abril de 1990, e depois de ter transportado o seu irmão para o trabalho, o marvanense despistou-se. Um acidente que nunca mais esqueceu e que o atirou imediatamente para uma cama de hospital. Quando acordou, o jovem, na altura com 21 anos, não conseguia mexer nem os braços, nem as pernas, pouco mexia a cabeça e não conseguia falar…foi o maior choque da sua vida, como próprio recorda.

"A primeira vez que me sentaram, ao fim de três meses, e fiz força para me levantar, vi que não mexia pernas, braços e mal mexia a cabeça. E não conseguia falar. Fiquei três anos sem falar. O que para mim foi ainda mais difícil", relatou.

Com o apoio e insistência da família, que tem estado a seu lado desde o acidente, minorando todas as dificuldades, César iniciou uma sequência de tratamentos e intervenções que, pouco a pouco, lhe foram devolvendo alguma mobilidade e a voz.

"A primeira vez que ouvi a minha voz, ao fim de três anos, foi uma alegria imensa", declarou, acrescentando ainda que a fisioterapia também lhe conseguiu devolver algum movimento (nos braços) e também equilíbrio nas costas.

Foram anos de intensa luta física e interior, presenteados com um equipamento que hoje lhe permite uma autonomia radicalmente diferente.

Há cerca de seis anos, César conseguiu finalmente a chave para lhe abrir novamente as portas do mundo: uma cadeira que se adapta perfeitamente à sua condição e que lhe permite mobilidade dentro e fora de casa. Com este equipamento, conseguiu sair de casa e percorrer toda a vila de Marvão.

"Esta cadeira é a minha dependência total. Uma cadeira igual à minha na altura custava cerca de 25 mil euros. Qualquer coisa para deficientes tem um preço exorbitante", afirma.

Felizmente, um amigo na altura, o Rui Pedro, conhecia Bagão Félix, o então secretá
rio de Estado da Segurança Social, a quem expôs o caso. A primeira resposta foi que a cadeira era muito cara mas, depois de algum tempo, e de terem facultado uma cadeira que não era apropriada, a segurança social comunicou-lhe que a cadeira lhe seria entregue. Foi, sem margem para dúvidas, o ponto de viragem na vida de César Lopes.

Mas a luta não ficou por aqui. Em 2009, e com a ajuda incondicional do amigo Tiago Gaio, César apresentou uma candidatura à Acção Qualidade de Vida, da Associação Salvador, apresentando igualmente um projecto de sensibilização nas Escolas, onde o marvanense apresenta o seu caso, e apela à utilização das cadeiras e do cinto de segurança. Infelizmente, em 2009, a candidatura não foi seleccionada.

Em 2010, e novamente com o apoio do amigo, César voltou a concorrer. Desta feita, foi um dos 16 seleccionados entre os 64 candidatos e conseguiu dois prémios, um computador portátil, com um software adequado à sua condição, e ainda um ar condicionado.
A lutar constantemente para recuperar aquilo que a vida lhe roubou, César Lopes conseguiu mais uma grande conquista e que lhe abre mais um mundo. Com o computador, o marvanense consegue comunicar constantemente com os seus amigos através das redes sociais, e tem um mundo inteiro de informação à sua frente.

"Agradeço muito ao Tiago por toda a paciência e disponibilidade. Ele sim é o responsável por estas conquistas", sublinhou, destacando que só com a ajuda do amigo conse
guiu não só conquistar este equipamento, mas também desenvolver a sua interacção.

Sempre de sorriso no rosto, César Lopes mostrou ao nosso jornal a forma como interage com o computador, um processo que agora parece simples, mas que exigiu uma grande perseverança.

Na verdade, e mesmo depois de perder toda a mobilidade, César nunca perdeu a vontade de viver, e revela uma vontade enorme de viver.

"Conheço pessoas na mesma situação que eu e que não saem das suas casas. Não podemos perder a vontade de viver. Não podemos esmorecer, passado é passado, temos de viver o presente, um dia de cada vez", concluiu, garantindo que, dia após dia, continua a lutar para enfrentar as muitas barreiras físicas, psicológicas e arquitectónicas que existem num mundo que já diz estar preparado para acolher cidadãos portadores de deficiência."

Força César...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Do pouca-terra à pobre Terra...



Caros Amigos,

O “Fórum Marvão” pode e deve ser um espaço de luta contra os problemas da interioridade, de defesa dos serviços públicos na nossa região, pugnando igualmente pela discussão de perspectivas de desenvolvimento para o território.

Como disse o João Bugalhão a 4 de Janeiro, este portal que em tempos serviu para acalentar fervorosas discussões, agora parece algo moribundo; e estou completamente de acordo com ele quando diz que se assemelha à situação do Concelho. Antes de ir de encontro ao assunto que me trás por cá, queria deixar um enorme abraço de felicitação, enquanto colaborador do Fórum, ao João Bugalhão, pela sua energia inesgotável nesta forma de cidadania do Séc. XXI, pelos reptos que constantemente nos vai lançando, e pela vida que dá a este espaço. Obrigado.

Ora aqui está um tema, que tenho a certeza, que reúne consenso entre os colaboradores e visitantes do Fórum: o Ramal de Cáceres não pode encerrar!!

O plano de actividade da CP para 2011 prevê o fim das ligações regionais no ramal de Cáceres, mais concretamente a ligação entre Torres das Vargens e Beirã. Não podemos aceitar que uma empresa pública se baseie em dados econométricos para retirar o principal serviço de mobilidade para as populações desta região. Eu pelo menos não aceito. Se não qualquer dia, o nosso Concelho e, a nossa região fica sem comboio, sem correios, sem Guarda…sem nada!

Vamos mobilizar-nos em torno desta causa, vamos utilizar este espaço para debater formas de protesto e actividades a desenvolver. O tempo urge, mas eu sou daqueles que ainda acredito no valor da cidadania activa, e por isso se todos congregarmos esforços podemos travar este processo.

Deixo aqui, também, dois contributos importantes na defesa do Ramal de Cáceres:

- em cima, uma nota de imprensa divulgada pela Junta de Freguesia da Beirã (a qual felicito no pessoa do seu presidente);

- e uma petição que está a decorrer on-line, e que será entregue ao Presidente da Assembleia da República Portuguesa e Governo da República Portuguesa ( NÃO CUSTA NADA ASSINAR E DIVULGAR).

Vamos lá participar!


PELA MANUTENÇÃO E MELHORAMENTO DOS COMBOIOS REGIONAIS NO RAMAL DE CÁCERES from Tiago Moura on Vimeo.

Falemos de Saúde em tempo de “vacas magras”!

Alimentação saudável em alturas de crise

Em alturas de crise financeira, quando os orçamentos familiares se tornam mais reduzidos, como vai ser o caso deste fim-do-mês, é importante não sacrificar o “conteúdo nutricional” da sua alimentação. Siga a "roda" dos alimentos e aprenda a viver com menos dinheiro, mantendo alguma qualidade alimentar.

Use algumas das sugestões seguintes para planear e gerir o Orçamento destinado à alimentação de forma a proteger a sua saúde:


Algumas Regras:

- Evite fazer refeições fora de casa, em especial o pequeno-almoço. Tenha em casa leite e iogurtes meio gordo ou magros, e pão ou cereais não açucarados. Se estes forem os alimentos base do seu pequeno-almoço, o custo será baixo e evitará consumir produtos de pastelaria e confeitaria que têm geralmente um elevado conteúdo de açúcar, gordura e sal;

- Retire da sua lista de compras os seguintes produtos: folhados, batatas fritas de pacote, aperitivos, charcutaria, molhos pré-preparados, caldos concentrados, sobremesas lácteas, bolos, gelados, chocolates, gomas, rebuçados e sobremesas açucaradas. Estes alimentos, por serem ricos em calorias, sal, gordura e açúcar aumentam os seus gastos sem trazerem benefícios à saúde;

- Beba água simples, e da torneira, ao longo do dia. Não gaste o seu orçamento em refrigerantes, sumos à base de fruta açucarados, chás frios açucarados, etc.

- Reserve o consumo e a compra de bebidas alcoólicas apenas para os dias de festa;

- Lembre-se carne e o peixe devem ser consumidos com moderação. Regra geral, não são necessários mais do que 100g de carne ou peixe por pessoa diariamente. Esta equação não obriga necessariamente que se coma carne ou peixe todos os dias ao almoço e ao jantar. Tenha isto em consideração quando faz as suas compras e evite comprar mais do que o necessário;

- Em algumas das refeições pode fazer ovos (substituem a carne ou o peixe), ou combinações de massa ou arroz com leguminosas, como feijão, favas, lentilhas ou grão acompanhados de legumes e hortícolas variados;

- Confecções como as caldeiradas, estufados, ensopados, açordas ou jardineiras às quais se adicionam legumes, feijão ou hortícolas (ex.: cenoura, pimentos, ervilhas, tomate, brócolos, couves, feijão verde, etc.), são excelentes formas de fazer refeições completas, saborosas e com um menor custo, uma vez que necessitam de menor quantidades de peixe e carne que outros preparados;

- Compre os hortofrutícolas da época e faça o maior uso possível da versatilidade destes alimentos;

- A fruta é ideal para a sobremesa, sendo, geralmente, mais barata do que sobremesas lácteas, bolos, gelados ou outras sobremesas açucaradas. Pode também levá-la para o trabalho e consumi-la como snack entre as refeições principais;

- Faça sopa rica em legumes, feijão ou grão e hortaliças e comece o almoço e jantar sempre com sopa.

- Os legumes congelados (por exemplo: ervilhas, brócolos, couve-flor, feijão verde, entre outros) servem de prática alternativa aos legumes frescos.



Contas de cabeça

Mesmo com um orçamento limitado procure ter um padrão alimentar:

- Completo, equilibrado, variado e energeticamente adequado às suas necessidades energéticas. Ou seja, não coma mais calorias do que aquelas que gasta;

- Com um limitado conteúdo em sal, açúcar e gordura (em especial a gordura saturada e ácidos gordos);

- Rico em fruta, legumes, leguminosas, hortaliças, cereais completos e seus derivados.


E já agora, aproveite e deixe de fumar. No fim de cada mês, o seu Orçamento terá um aumento entre 100 a 120 euros no mínimo, e no fim do ano a poupança poderá rondar os 1500 euros! Valor, certamente, muito superior ao que o sócrates, lhe quer surripiar…


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Conheça a vida do seu Município: ENIGMA I

Iniciamos aqui hoje, uma rubrica, em que pretendemos informar os nossos Visitantes, acerca de alguns Indicadores que têm influenciado a nossa vida colectiva enquanto marvanenses, nos últimos 10 anos.

Porque nem sempre o que se diz em Entrevistas para “inglês ver ou ouvir”, corresponde à verdade/realidade, torna-se fundamental, em minha opinião, que se olhe para trás, para a história, para não andarmos a dizer “asneiras”, para que possamos ter decisões mais reflectidas e acertadas, e para que não hipotequemos o nosso futuro e dos nossos filhos.

“ Se não souberes onde estás, jamais saberás para onde queres ir…”

A presente rubrica, tem a finalidade de nos fornecer algumas ferramentas, que nos permitam analisar e apreciar esse Indicadores estatísticos, para que quando formos chamados no futuro a decidir sobre escolhas, o podermos fazer com base em conhecimentos, e não, com base em percepções ou simpatias pessoais, para que não nos enganem com facilidade de falinhas mansas e simpatias duvidosas.

Os dados que aqui vos irei apresentar, “não caíram do céu aos trambolhões”, têm por base os Relatórios de Contas da CM de Marvão nos últimos 10 anos, nos quais, tive a honra de fazer parte das diversas Assembleias Municipais e, assim, pretendo deixar o meu testemunho sobre algumas coisas que por lá fui assistindo.

Surgiu-me assim a ideia: E que tal começarmos por aquilatar dos conhecimentos do nosso Fórum sobre esses mesmos Indicadores?

Assim, após a compilação de alguns Dados e a sua respectiva organização em Gráfico, surgiu-me a ideia de vos questionar sobre a que Indicador se refere a Figura 1?

Figura 1 – Uma “escada” sempre a subir!...

Fonte de Dados: Relatórios de Contas da CM de Marvão (Gráfico de minha autoria)


Podemos assim especular, se serão a evolução de “Verbas gastas em Investimentos” no concelho de Marvão (as chamadas Despesas de Capital); também podem ser o “Endividamento Bancário”, mas também, quem sabe, poderão ser “Subsídios atribuídos às Associações do Concelho”; ou ainda, a evolução da “População Residente no Concelho”?

O que parece não deixar dúvidas, é que existem diferenças acentuadas entre os Executivos liderados por Manuel Bugalho até 2005, e os liderados por Vítor Frutuoso! Que a “escada”, só uma vez desceu (2001 para 2002), e que o “maior degrau” é o do último ano de 2010.

Teste os seus conhecimentos sobre a vida do Município, e dê-nos a sua Opinião no Inquérito ao lado, sobre a que Indicador se refere a da Figura 1, e já agora deixe o seu comentário e contribua para desvendar do Enigma.

(Daqui a uma semana revelaremos o ENIGMA).

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

PREGAR NO DESERTO...

Há dias, relendo o Discurso de José Saramago, aquando da atribuição do Prémio Nobel a esse nosso escritor, não pude deixar de me deter a reflectir numa das menções aí citadas, quando se referia, ao seu desacordo com outro grande escritor da língua portuguesa, Fernando Pessoa, perdão, Ricardo Reis, quando este afirmou que “… Sábio é o que se contenta com o espectáculo do mundo".

Não pude deixar de fazer algum paralelismo, entre a época em que Ricardo Reis, perdão Fernando Nogueira Pessoa, terá feito tal afirmação (anos 30, do século passado), e, simultâneamente, o que se vem passando aqui neste Espaço Fórum Marvão, onde a maior parte dos Colaboradores, e mesmo Visitantes, parecem ter desaparecido ou desistido de dar o seu contributo activo, para fazerem deste espaço aquilo que está bem expresso no seu cabeçalho como sua Missão: “… Este espaço nasce no seio de um grupo de Marvanenses orgulhosos do passado, atentos ao presente e preocupados com o futuro. Aberto a todos os temas, o Fórum Marvão pretende debater ideias e opiniões e fazer o seu contraditório, assente nos pilares do respeito e da tolerância. Este Blog não se identifica com qualquer formação política e os seus autores são responsáveis pelos posts e comentários publicados.”

Este espaço, a exemplo do concelho, só não parece mais um despovoado, porque o Contador, que pusemos à “porta”, continua a mostrar que, diariamente, mais de 100 visitantes por aqui continuam a passar, ávidos, certamente, de aqui encontrarem algo sobre o nossa terra. Mas apenas satisfeitos (?), com esse tal "espéctaculo" contemplativo.

Por mim, neste ano de 2011, aqui continuarei a dar o meu contributo, fazendo minhas as palavras de Jorge de Sena, em carta enviada a Eduardo Lourenço: “…cada vez mais, eu escrevo com a noção absoluta de pregar no deserto. Sei que uns entendem e não aceitam, e que outros, que aceitariam, não entendem. Mas a única justificação de uma existência que escreve para testemunhar de todas as verdades é persistir mesmo assim, e escrever da compreensão que era possível no nosso tempo. É provável também que me canse – mas isso nada prova senão contra mim, pois que sempre poderá haver, expressa ou não, uma compreensão profunda e amplificadora como a sua. A tristeza, porém, é muita; e não sei se, ainda que (quem sabe?) alegremente, não acabaremos por nos convencer definitivamente de que só nós estamos errados... e certos todos os outros."

Oxalá não acabe por dar razão a Ricardo Reis e Jorge de Sena!...

João Bugalhão

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo



Para todos os Marvanenses, residentes ou não, ausentes ou a trabalhar no estrangeiro e respectivas famílias desejo um Bom Ano Novo, de preferência com as FINANÇAS a subir. No horizonte de muitos portugueses há muitas nuvens sombrias, ainda assim vamos todos fazer das fraquezas forças !

Cumprimentos:
Hermínio Felizardo

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Em jeito de fim de ano: Sexo faz bem à saúde

Conheça os principais benefícios de uma vida sexual activa

Uma sexualidade plena não só beneficia a relação a dois como também traz múltiplos efeitos positivos para a sua saúde e bem-estar. Veja, de seguida, o que a ciência já concluiu sobre os benefícios de uma vida sexual activa.

1. Diminui o risco de cancro

São vários os estudos que confirmam os benefícios do sexo na diminuição do risco de cancro da próstata no homem. O motivo? A frequência da ejaculação evita a acumulação de substâncias potencialmente nocivas no sémen.

2. Alivia a dor

Durante o sexo as emissões da hormona oxitocina são cinco vezes maiores do que em estado normal, o que liberta endorfinas, hormonas associadas ao prazer e bem-estar que podem aumentar a capacidade de resistência à dor.

3. Aumenta as defesas

Ter sexo uma vez por semana produz mais 30% de hemoglobina A e reforça as defesas do organismo. A conclusão resulta de um estudo realizado por uma equipa de psicólogos norte-americanos.

4. Torna-nos mais atraentes

Aumenta a produção de serotonina que abre os poros e ajuda a libertar impurezas, tornando a pele mais luminosa.

Já agora, aqui vos deixo no endereço em baixo, um pequeno teste para aferir os seus conhecimentos sobre o seu corpo, ou da sua parceira…


http://saude.sapo.pt/testes/saude-medicina/conhece-as-suas-zonas-erogenas.html


(A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista: PREVENIR)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

BOM NATAL 2010

Um feliz Natal para todos os Visitantes do Forum:


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em contra-mão...

Para amenizar um pouco os assuntos pesados dos últimos Posts, aqui vos deixo esta pequena pérola em tempo de Natal.

Num tempo em que muita “boa gente”, muito responsável pelo estado a que chegou a desgraça social em que se encontra Portugal, anda por aí a fazer alusão aos “pobrezinhos” e a incitar à “caridadezinha”, vêm estes “malandros” em contra-mão, brindar-nos com este êxito musical!

Salvem os Ricos!
Porque os pobres, esses, estão sem salvação.!...




Aproveito, em meu nome pessoal, para desejar a todos um Bom Natal.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Uma Assembleia triste ou uma "triste assembleia"?..

De acordo com o que anunciámos, teve lugar na última sexta-feira, dia 17, a última Assembleia Municipal (AM) de Marvão do ano 2010.

Em minha opinião, esta deveria ser a AM mais importante do ano, pois em causa, estavam assuntos que irão influenciar toda a vida do concelho no próximo ano e seguintes. Lembremos aqui a Ordem de Trabalhos:



Se os Assuntos dos pontos 5; 6; 7; e 8, pareciam ser pacíficos e de pouca discussão, já os restantes, esperava-se que dessem alguma discussão ou mesmo controvérsia, por parte das várias forças políticas representadas, já que, em outros órgãos e tomadas de posição públicas, os mesmos têm originado algum contraditório e mesmo discordância.

Mas não, a Assembleia iniciou-se e desenrolou-se, praticamente, "muda e quêda” por parte de toda Oposição (PS e “Juntos por Marvão). Sem opiniões, ou pedidos de esclarecimento, sem questionamentos ou discordâncias (com a excepção de uma pequena intervenção do Professor Garraio, penso que em nome individual).

Nem mesmo quando o PS votou contra o Pedido de Empréstimo a Longo Prazo! Nada, nem uma Declaração de Voto sobre o motivo. Que se passa afinal? …

Estavam presentes, praticamente todos os 19 Membros eleitos, inclusive o Presidente da AM (já que das 6 AM realizadas em 2010, apenas esteve presente em 3), as excepções, desta vez, foram o Presidente da Junta de Freguesia da Beirã, e o Silvestre Manjerona, que se fizeram substituir.

Como vem sendo hábito, desde a eleição da presente AM e, desde que o horário mudou para as 18 horas, no público, estavam presentes duas ou três pessoas (que nostalgia da sala cheia de marvanenses nos últimos 10 anos), num alheamento completo da vida política do concelho! Claro que esta situação interessará por certo a algumas pessoas…

Mas passemos a uma descrição e análise mais pormenorizada dos poucos assuntos abordados durante a Sessão que teve a duração aproximada de 2 horas.

No Período designado como de “Antes da Ordem do Dia”, registou-se apenas a minha intervenção, em que aproveitei para:

- Dar conhecimento à AM de que a partir daquela data, e por decisão pessoal, deixaria de ser o “porta-voz” do PSD na AM;

- Para felicitar algumas Estruturas e Associações eleitas, recentemente, no concelho, como eram aos casos das: Secção Concelhia do PSD, Corpos Gerentes do GDA, Corpos Gerentes do Lar do Porto da Espada. Sendo de enaltecer ainda, o facto de, no GDA e no Lar do Porto da Espada, terem concorrido 2 Listas, sinal de vida e vitalidade do movimento associativo do concelho.

(Soube depois da AM, que recentemente também o Partido Socialista, elegeu a sua nova Concelhia, pelo que, aqui, lhes deixo publicamente, as minhas felicitações).

E ainda fazer três propostas:

– Propor a publicação das Actas da AM, após aprovadas, no Sitio do Município

– Propor descentralização de AM em 2011, em todas as Freguesias

– Convidar o Executivo, a realizar em 2011, uma visita às Obras realizadas e em curso no concelho, com os Membros desta AM.

(aguardo resposta na próxima AM)


No Período designado como “Ordem do Dia”:

- Ponto 1: Informação sobre as Actividades Municipais

O Presidente da Câmara, prestou algumas (poucas) Informações, ficando-se por 3 pequenas notas: O êxito de realização da Feira da Castanha, o “chumbo” da Providência Cautelar metida pela CM sobre a criação de um só Agrupamento Escolar no concelho por parte das instancias regionais do ensino, e o Processo de Construção de Habitação no concelho.

Da minha parte aproveitei para me Congratular e felicitar o Executivo pelas obras de melhoramento do Campo dos Outeiros e incentivar os seus acabamentos (exteriores, iluminação e apoio ao GDA).

E ainda, pedir esclarecimentos, sobre os seguintes assuntos das actividades municipais:

a) - Ponto de situação de recuperação do Campo de Golfe?
Após alguns esclarecimentos do Presidente da Câmara, e na sequência da tomada de posição da Câmara, em Reunião de 6/12/2010, propus a seguinte Moção, que foi aprovada por unanimidade:


“A Assembleia Municipal de Marvão, reunida em Sessão Ordinária de 17/12/2010, após ter tido conhecimento e discutir o processo de resolução da problemática do Campo de Golfe Ammaia de Marvão, vem através deste meio, solidarizar-se com a posição tomada pelo Executivo em Reunião de Câmara do passado dia 6/12, e solicitar aos Senhores. Membros do Governo, que envidem todos os esforços ao seu alcance, por forma, a resolver esta situação, que está a penalizar gravemente o desenvolvimento sócio económico do concelho.
Se tal não suceder, vemo-nos na obrigação de denunciar esta situação através de todos os meios legais ao nosso alcance.
(A enviar: Ministro da Economia, Ministro das Finanças, Governo Civil, Deputados do Distrito, Presidente da Região de Turismo do Alentejo, Secretário de Estado do Turismo, Secretário de Estado do Tesouro e Finanças).


(O Presidente da Câmara, agradeceu a minha iniciativa pessoal, de propor esta Moção)

b) – Ponto de situação da venda da “Coutada”?

c) – Se havia algum compromisso escrito sobre se a verba dispendida na aquisição do Pavilhão de SA das Areias, fosse especificamente para a Construção do Lar de SA das Areias?

d) – Esclarecimento sobre o novo Projecto de Candidatura a Património Mundial, e pouco envolvimento da população neste projecto?

Sobre estes 3 pontos o Presidente, prestou alguns esclarecimentos, resumidamente:

- Que a Venda da Coutada está num impasse, e que aguardam alguns esclarecimentos pedidos a entidades exteriores;

- Que os 188 000 euros dispendidos na aquisição do Pavilhão, tinha havido um compromisso verbal por parte da Casa do Povo de SA das Areias, que essa verba se destinaria, especificamente, à construção do Lar (compromisso confirmado por alguns Membros da AM, que pertencem simultaneamente, aos Corpos Gerentes da Casa do Povo de SA das areias);

- Sobre o novo Projecto de Candidatura a Património Mundial, o Vereador José Manuel Pires, teceu algumas considerações acerca das vantagens da candidatura individual de Marvão, em relação a um projecto de candidatura colectiva com outros lugares, e que este projecto é um “desígnio colectivo” da população de Marvão. O que me levou a questionar, se assim era, como se justificam tantos votos contra (processuais) dos vereadores da Oposição? Esta questão levou o Vereador Nuno Lopes a esclarecer, que não era contra a Candidatura, mas sim contra determinados procedimentos do actual executivo.

Ninguém dos restantes Membros da AM fez qualquer intervenção, ou questionou o Presidente da Câmara ou Vereadores sobre as Actividades Municipais.

Ponto 2: Proposta de Orçamento 2011 e GOP 2011-2014

Apenas o Prof. Garraio fez uns pequenos pedidos de esclarecimento, que peço desculpa, mas não tomei nota. Mas que convido os visitantes aqui do Blog, e que tenham estado presentes, a esclarecerem este meu “falhanço”, ou mesmo o Professor Garraio.


Sem mais qualquer discussão ou tomada de posição, o Documento foi aprovado por “maioria” com 14 Votos a favor (11 PSD + 3 do “Juntos por Marvão); e 5 Abstenções dos Membros do PS.
(O Prof. Garraio apresentou uma Declaração de Voto, que como é obvio, não possuo)

Ponto 3: Pedido de Autorização da CM, para Empréstimo a Curto Prazo:

Este ponto foi “aprovado por unanimidade”, sem qualquer discussão ou pedido de esclarecimento.

Ponto 4: Pedido de Autorização da CM, para Empréstimo a Longo Prazo (20 anos):

Este ponto, que toda a gente fala “em surdina”, foi aprovado em AM sem qualquer discussão, apenas com um pedido de esclarecimento meu, sobre se o Presidente da Camara poderia informar a AM, qual era a "dívida por emprestimos", quando Manuel Bugalho acabou o mandato?

O Presidente referíu não se recordar, mas o Vereador José Manuel Pires, informou que rondaria os 800 mil euros(apurei posteriormente que eram apenas 688 mil, com taxas de juros de 2,5%).

Votaram a favor 10 Membros do PSD; Abstiveram-se os 3 Membros do “Juntos por Marvão; e votaram contra os 5 Membros do PS e eu próprio. Apenas houve uma “Declaração de Voto”, a minha que aqui vos deixo:

“Se bem que, algumas destas Obras para as quais se destina este empréstimo, tenham sido sufragadas nas últimas eleições, já que a maioria, constavam do Programa Eleitoral apresentado pelo PSD, a primeira questão que se deve discutir, é se, serão de facto todas prioritárias para o desenvolvimento do concelho. Ou se, serão indispensáveis todas.

O mundo mudou muito nos últimos dois anos, a situação económica, é hoje, à vista de todos, muito diferente. Muitos dos projectos pensados e previstos, deveriam merecer hoje alguma reflexão, porque os recursos são cada vez menores, o dinheiro está escasso, e muito caro, com grande probalidade, num futuro muito próximo, se tornar proibitivo.

A mim, a questão que se me põe, é se serão indispensáveis para o desenvolvimento do concelho a panóplia de obras acima referidas, que mereçam que metamos às costas dos nossos filhos mais 1 milhão de euros (empréstimo + mais juros), para pagarem nos próximos 20 anos?

É ainda de realçar, que a CM de Marvão já tem em dívida, por empréstimos anteriores, cerca de 1,4 milhões de euros, o que adicionando, ao que agora se quer pedir, perfazerá um total de cerca de 2,5 milhões de euros de dívidas por empréstimos, que representam cerca de 40% de todas as Receitas anuais.

Para melhor elucidar os marvanenses, o que isto quer dizer, é que cada um de nós, passa a dever aos Bancos, através da CM de Marvão, aproximadamente 700 euros cada um, mais juros, a pagar nos próximos 20 anos, em dividas efectuadas pelos executivos de Vítor Frutuoso.

Para um Presidente, que ainda há 15 dias fazia “gala” na 1ª página do “Jornal i”, como o campeão do não endividamento (redução de 82% em dois anos), como poderá responder, se o mesmo Jornal, ou outro, o confrontarem agora, em altura de crise extrema, com um aumento brutal de 1 300% em relação a 2009, passando de 63 464 para 800 mil euros de endividamento?

Para mim a reposta deveria ser simples, e de sabedoria popular: Quem não tem dinheiro não tem vícios…. Por isso o meu voto contra.”

Sobre o Ponto 9, bem aqui, em minha opinião tranform-se então esta “Assembleia Triste…”, na tal “triste assembleia…”, mas é só a minha opinião!

Talvez um dia destes vos conte…

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Plano de Actividades e Orçamento 2011: Parte II

Programa de Habitação e Urbanismo da CM de Marvão

Em 2005, o Programa de Candidatura do PSD à CM de Marvão, prometia aos marvanenses, “…promover uma política social de habitação a preços controlados que permitisse aos mais carenciados, aceder a uma habitação com condições condignas, com a finalidade de atenuar o despovoamento e criar condições para fixação da população”.

Foi assim que, após a eleição de Vítor Frutuoso para Presidente da CM de Marvão, se encetou um plano estratégico, com a finalidade de se alcançar esse objectivo, para o qual se partiu praticamente do zero.

Nos quatro anos seguintes (um mandato executivo), Vítor Frutuoso iniciou todo um processo que teve em vista a aquisição de bolsas de terrenos em todas as freguesias, como primeiro passo de criação de condições para a consecução desse desiderato.

Processo esse que não foi nada fácil, num concelho em que a luta pela ocupação do espaço é muito competitiva, e por isso se tornou moroso.

Em finais de 2009, na sua recandidatura ao Município, Vítor Frutuoso anunciou, “… que havia adquirido diversos terrenos que constituíam uma “bolsa” para construção de habitação (…), e que estava em curso um Programa de Habitação, para a fixação de pessoas no concelho”.

Durante o ano de 2010, esse Programa de construção de cerca de 40 habitações, teve diversos avanços e recuos, passando por estratégias variadas, desde: primeiro, a constituição de uma Cooperativa, depois a constituição de uma Sociedade Comercial Anónima de Capitais Mistos entre a CM de Marvão e uma empresa privada, e agora…, quase no final do ano, volta-se à forma primitiva da possível solução Cooperativa.

E até agora nada, passaram 5 anos e, não será certamente, nos próximos 5 anos que a coisa se irá resolver, digo eu.

Para quem acompanhou de fora no último ano, esta novela mais parece um “drama trágico-comico”.

Para que não pensais que estou a inventar, aqui vos deixo algumas das intervenções que considero mais significativas para analisar o processo, situadas no tempo, retiradas das Actas de Reuniões de Câmara ao longo de 2010, onde o processo foi conduzido:

3/2/2010

Foi presente uma proposta para a constituição de uma sociedade anónima de direito privado, de capitais minoritariamente públicos que terá por objecto social primário a prossecução do interesse público subjacente à promoção e reabilitação imobiliária no concelho de Marvão.

O Sr. Presidente prestou alguns esclarecimentos.

O Sr. Vereador, Eng.º Nuno Lopes perguntou qual a razão porque o Município não é maioritário na Sociedade, tendo o Sr. Presidente da Câmara dado alguns esclarecimentos.

Referiu o Sr. Eng.º Nuno Lopes que discorda da Câmara Municipal ser minoritária, pois acha que vai haver falta de transparência. Referiu também que o Programa de Procedimento contém alguns erros, nomeadamente tudo o que fala em papel, deverá ser em plataforma electrónica, o valor de 1 000,00 € é excessivo, e deverá ser especificado como serão executados os esclarecimentos (via plataforma electrónica ou email. Propôs que fosse fixado um valor para constituição da Sociedade e esse valor deverá ser o valor dos terrenos que a Câmara irá ceder.

O Sr. Presidente propôs que este assunto fosse retirado da Ordem do Dia para correcção e irá ser novamente apresentado na próxima reunião da Câmara Municipal para discussão.

A PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE.


17/2/201

Após ter sido presente na última reunião ordinária, que teve lugar no passado dia 3 do corrente mês, e de acordo com a deliberação tomada, apresenta-se de novo para apreciação e aprovação da Câmara Municipal.

Foi presente uma proposta para a constituição de uma sociedade anónima de direito privado, de capitais minoritariamente públicos que terá por objecto social primário a prossecução do interesse público subjacente à promoção e reabilitação imobiliária no concelho de Marvão.

O Sr. Vereador, Eng.º Nuno Lopes solicitou alguns esclarecimentos, nomeadamente sobre o valor dos lotes de terreno. Solicitou que fosse pedido um parecer à DGAL ou à CCDRA. Propôs também que fosse solicitado um parecer jurídico relativamente à proposta, caderno de encargos e programa de procedimento.

A Câmara Municipal deliberou por unanimidade aprovar a proposta do Sr. Vereador e solicitar o respectivo parecer ao Dr. Paulo Graça e à ANMP.

Foi ainda deliberado fixar o valor mínimo da Sociedade, haver possibilidade de reversão dos terrenos, caso não seja cumprida a candidatura e garantir que o valor de construção não seja superior 10% ao da candidatura.

O parecer não deverá ultrapassar o prazo da próxima reunião de Câmara, referiu o Sr. Presidente.

19/5/2010

INFORMAÇÕES DO SENHOR PRESIDENTE: O Sr. Presidente informou que o atraso referente à constituição da Sociedade Comercial para implementação do PROHABITA, se deve ao facto de o Dr. Paulo Graça, só agora ter informado que não é experiente em direito comercial e tem de subcontratar um especialista na matéria, razão pela qual não entregou a documentação necessária com o parecer para constituição da Sociedade, tendo considerado proceder à anulação do contrato.

6/10/2010

INFORMAÇÕES DO SENHOR PRESIDENTE: O Sr. Presidente prestou alguns esclarecimentos sobre questões que tinham sido colocadas numa reunião pela Sr.ª Vereadora, Dr.ª Madalena Tavares.

Casas a custos controlados: informou o Sr. Presidente que teve uma reunião com a Cooperativa de Habitação, e neste momento está-se a trabalhar no sentido do processo ser conduzido por esta Cooperativa.

E assim chegamos ao final de 2010, sem que o processo avance. No entanto, quando consultamos as GOP para 2011, lá está uma verba de cerca de 1,2 milhões destinados a esta rubrica.

Análise Critica:

Desde 2005 em que este processo foi idealizado, passaram 6 anos, e muita coisa mudou na sociedade, e que, em minha opinião, merece ser repensado.

A filosofia adjacente a este projecto: - construção de 40 habitações para albergar famílias e pessoas carenciadas do concelho, parece-me exemplar e de alguma justiça, para além de poder contribuir para o objectivo principal de fixar pessoas no concelho.

No entanto, penso que se poderá revelar no futuro, uma verdadeira armadilha, mesmo com resultados catastróficos para a Instituição Câmara Municipal, que é de todos nós marvanenses.

Independentemente, do processo seleccionado para a sua construção (Cooperativa ou Sociedade Anónima Público-Privada, ou outra coisa qualquer), fazer propriedade e de gestão municipal, com um investimento insuportável para os tempos que correm, mais 40 habitações para alojar pessoas carenciadas, com dificuldades económico-financeiras de diversa ordem, poderá tornar-se no futuro um grande “bico-de-obra”.

Num concelho que diminui de população diariamente a olhos vistos (em 2020, não chegaremos às 3 000 almas), não se visualizando qualquer tendência na alteração deste fenómeno, tendo em conta que as casas já começam a sobrar, faz sentido a CM de Marvão ir endividar-se ainda mais, onerando o futuro dos nossos filhos?

Põe-se a questão: - Que fazer então às bolsas de terrenos adquiridas, em que se gastaram verbas de todos nós?

Em minha opinião, só existe um caminho, a sua venda em loteamentos, a preço de custo, à iniciativa privada e familiar, com regulamento rígido que impeça os especuladores de se valerem da coisa pública, e com as verbas daí resultantes, pagar as dívidas de empréstimos feitos.

Pelo menos as responsabilidades dos custos dos investimentos passam a ser daqueles que correrem riscos, e deixam de ser suportados pelos contribuintes.

E o Sr. Presidente prestará um serviço exemplar à causa pública, e os nossos filhos agradecerão.



Nota: Deixe a sua Opinião sobre estes dois temas nos Inquéritos que lhe propomos na Caixa ao lado.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Grandes Opções e Orçamento 2011 – Parte I

Na próxima sexta-feira, vão ser apreciadas e votadas na Assembleia Municipal, as Grandes Opções do Plano (GOP) da CM de Marvão para 2011-2014, bem como o Orçamento para o ano de 2011.

Este dia, deveria ser sempre um momento alto na vida do nosso concelho, pois em causa, estará o quanto virá a ser o desenvolvimento do concelho para 2011, já que, em discussão, irão estar verbas superiores a 10 milhões de euros, mais de 2 milhões de contos em moeda antiga.

No entanto, nos últimos anos, o tema tem merecido, infelizmente, muito pouca discussão nas AM, quer porque a oposição ao actual executivo tem sido pouco actuante (para não dizer fraca…), quer porque, os novos horários das AM, têm afastado os munícipes a estarem presentes.

De acordo com o Documento distribuído pela CM de Marvão, as GOP para o ano de 2011 têm um valor global de cerca de 8 700 000 euros, distribuídas por diversas rubricas, em que as que terão as maiores verbas serão as da “Habitação e Urbanismo” (2,5 milhões de euros); a de Desenvolvimento Económico e Abastecimento Público (1,8 milhões de euros); e a denominada de “Cultura, Desportos e Tempos Livres” (1,2 milhões de euros). Se fizermos contas, só nestas três rubricas, prevêem-se custos de aproximadamente 5,5 milhões de euros. É muito dinheiro!

No Quadro 1, podemos verificar, as 10 Obras mais contempladas em custos. Podemos ainda verificar, que se prevê para o seu financiamento, que cerca 70% seja feito através de Verbas Comunitárias do QREN (4,3 milhões de euros), o restante, terá de ser com verbas próprias, e um Empréstimo Bancário Específico de cerca 783 mil euros.


Quadro 1 – As 10 Obras de maiores custos previstas nas GOP para 2011 (Valor Aproximado em Euros)


Fonte: Grandes Opções do Plano 2011 CM Marvão


No que diz respeito ao Orçamento para 2011, prevêem-se Receitas num valor global de cerca 10,1 milhões de euros. Sendo cerca de 4 milhões provenientes de Receitas Correntes, e cerca de 6,1 milhões de Receitas de Capital. Em minha opinião, uma previsão muito optimista no que diz respeito às Receitas de Capital, já que, se elas chegarem aos 2 milhões, já será muito bom. A ver vamos…

Análise critica:

Em minha opinião, a primeira questão que se deve discutir, é se, serão de facto, estas as Obras prioritárias para o desenvolvimento do concelho, ou se, serão indispensáveis todas. Se bem que, algumas tenham sido sufragadas através das últimas eleições, pois a maioria, constavam do Programa Eleitoral apresentado pelo PSD.

No entanto, o mundo mudou, a situação económica, é hoje, à vista de todos, muito diferente. Muitos dos projectos pensados há dois anos, deveriam merecer hoje alguma reflexão, porque os recursos são cada vez menores, e o dinheiro, sobretudo esse maganão (!), está escasso, e muito caro, com grande probalidade, num futuro muito próximo, se tornar proibitivo.

Vem esta reflexão, a propósito do pedido de autorização para realizar mais dois empréstimos, no valor aproximado de 800 mil euros, para fazer face às percentagens referentes à “componente nacional” para completar as verbas provenientes das candidaturas a fundos comunitários.

A mim, a questão que se me põe, é se serão indispensáveis para o desenvolvimento do concelho a panóplia de obras acima referidas, que mereçam que metamos às costas dos nossos filhos mais 1 milhão de euros (empréstimo + mais juros), para pagarem nos próximos 20 anos?

Sem esquecer o projecto da construção de habitação a preços controlados, que ainda não está contemplada, e para a qual, certamente, mais 1 milhão não chegará…

É ainda de realçar, como podemos verificar no Quadro nº3, que a CM de Marvão já tem em dívida, por empréstimos anteriores, cerca de 1,4 milhões de euros, o que adicionando, ao que agora se quer pedir, perfazerá um total de cerca de 2,5 milhões de euros de dívidas por empréstimos, e que representa cerca de 40% de todas as Receitas anuais.

Para melhor elucidar os marvanenses, o que isto quer dizer, é que cada um de nós, passa a dever aos Bancos, através da CM de Marvão, aproximadamente 700 euros cada um, mais juros, a pagar nos próximos 20 anos, em dividas efectuadas pelos executivos de Vítor Frutuoso.


Quadro 2 - Empréstimos em Dívida


Fonte: Relatório Semestral de Demonstrações Financeiras da CM Marvão


Para um Presidente, que ainda há 15 dias fazia “gala” na 1ª página do “Jornal i”, como o campeão do não endividamento (redução de 82% em dois anos), como poderá responder, se o mesmo Jornal, ou outro, o confrontarem agora, em altura de crise extrema, com um aumento brutal de 1 300% em relação a 2009, passando de 63 464 para 800 mil euros de endividamento?


Quadro 3 - Evolução do endividamento 2007-2009


Para mim a reposta deveria ser simples, e de sabedoria popular:

Quem não tem dinheiro não tem vícios…

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

TAXA DE DESEMPREGO DESCE ACENTUADAMENTE EM MARVÃO



Pouco tempo depois de ter sido considerado líder da luta contra o endividamento municipal, eis que Marvão volta a figurar na imprensa com outra notícia positiva: a criação de tantos postos de trabalho que até houve necessidade de recorrer à contratação de mão de obra brasileira.

Segundo José Sócrates, este é um sinal inequívoco da recuperação da economia lusitana, desestimando-se, portanto, para já, a tão anunciada intervenção do FMI nas contas nacionais.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Reunião do Conselho Municipal de Juventude

No dia 10 de Dezembro de 2010 teve lugar a reunião do Conselho Municipal de Juventude, que tinha como propósito discutir as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Marvão para 2011, relativamente às dotações afectas à política de juventude e às políticas sectoriais conexas.

Esta reunião, que aconteceu na Casa da Cultura de Marvão, contou com as presenças do Presidente da Câmara, Victor Manuel Martins Frutuoso, que preside ao Conselho, Hortense Maria Barbosa da Conceição, deputada municipal indicada pelo PSD, Cristina Fátima Anselmo, deputada municipal indicada pelo grupo de Cidadãos “Juntos por Marvão”, Vera Susana Magro, representante da Juventude partidária do PSD, com representação na Assembleia Municipal, Luís Pinto, representante da Juventude do Grupo de Cidadãos “Juntos Por Marvão”, com representação na Assembleia Municipal, e Tiago Pereira, representante da Associação de Jovens “Maruam” (a única associação do Concelho inscrita no RNAJ - Registo Nacional do Associativismo Jovem).

Esta reunião tinha como ponto fundamental, a emissão de um parecer obrigatório sobre as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Marvão, para o ano de 2011, no âmbito das competências do Conselho Municipal de Juventude de Marvão, de acordo com o seu Regulamento e com a Lei n.º 8/2009, de 18 de Fevereiro, que estabelece os Conselhos Municipais de Juventude.

Neste sentido, o Presidente da Câmara começou por fazer uma breve apresentação das GOP 2011 no que se refere à política de juventude, enfatizando o papel do GADE na dinamização dos jovens empresários, a aposta na habitação social para jovens, e a importância da ludoteca e dos transportes escolares.

Passada esta apresentação, Tiago Pereira, representante da Maruam - Associação de Jovens, teceu as seguintes considerações, no decorrer da sessão:

Cultura e Desporto Jovem – Os montantes atribuídos a estas rubricas parecem insuficientes para uma oferta rigorosa e de qualidade aos jovens do Concelho;

Bolsas de Estudo – Criação por parte do município de bolsas de estudos para residentes no Concelho de Marvão a estudarem fora, no ensino superior, as quais poderão passar, não pela atribuição de valores monetários, mas sim por uma bolsa de transporte, nos fins-de-semana, a articular com as diversas empresas de transporte;

Formação Profissional – Articulação com o Instituto Politécnico de Portalegre, ou com outras instituições de ensino, de acções de formação para jovens, de forma a melhorar as qualificações e competências socioprofissionais no Concelho;

Políticas de Emprego Jovem – Criação de estágios profissionais na Câmara Municipal de Marvão, de forma a que os jovens marvanenses possam ter um primeiro contacto com o mercado de trabalho, e dinamização do papel do GADE no apoio ao empreendedorismo jovem, nomeadamente com a abertura deste gabinete à comunidade, através da realização de feiras e encontros de empreendedorismo jovem;

Habitação Jovem – A verba disposta, nas GOP, de 5000€, para a elaboração de projectos de habitação social para jovens, parece ser reduzida;

Associativismo – É estritamente necessário um regulamento municipal para o apoio ao associativismo, bem como outra atitude por parte da Câmara Municipal quanto ao apoio e ao trabalho de proximidade com as associações que dinamizam actividades em prol dos jovens do Concelho, nomeadamente a Maruam e o GDA.

Numa reunião pouco participada, houve ainda espaço para o Presidente da Câmara responder a algumas questões, sobre os edifícios da Fronteira, a Marca “Marvão”, e a Loja Rural, colocadas por outros membros do Conselho Municipal de Juventude.

No último ponto da reunião, que se destinava a assuntos diversos, foram ainda aprovadas três propostas apresentadas por Tiago Pereira, representante da Maruam - Associação de Jovens:

Observador Permanente – Convite ao Grupo Desportivo Arenense (GDA) para observador permanente no Conselho Municipal de Juventude de Marvão, no qual não terá direito a voto, mas poderá participar nas discussões e fazer propostas;

Concurso de Ideias – Criação de uma comissão/grupo de trabalho no seio do Conselho Municipal de Juventude de Marvão, com a possibilidade de integrar um elemento exterior, no sentido de se realizar um “Concurso de Ideias de Negócio” em Marvão, no segundo semestre de 2011, contando com o apoio da Câmara Municipal de Marvão;

Visita aos “Espacios para la Creación Joven”
– realização de uma visita do Conselho Municipal de Juventude de Marvão, com convite alargado aos membros da Câmara e Assembleia Municipal, a um dos espaços desta rede da Junta da Extremadura, no sentido de recolher alguns exemplos, e também de estudar a possibilidade de no futuro, integrar a esta rede.

No final da reunião foi elaborado o parecer obrigatório que será apresentado na Assembleia Municipal que discutirá e votará as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Marvão para o ano de 2011, bem como será divulgado no sítio da Internet da Câmara Municipal para todos os interessados.



Texto original publicado em http://maruam.blogspot.com

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Na próxima sexta-feira, dia 17/12, pelas 18 horas, irá realizar-se a última AM de 2010, com uma Agenda bastante recheada, donde fazem parte, para ale da aprovação das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2011, os pedidos de autorização para dois empréstimos, um a curto e outro a longo prazo.

Aqui fica a Ordem dos Trabalhos completa:


domingo, 12 de dezembro de 2010

Festa Natal BVM

A confraternização de Natal dos Bombeiros Voluntários de Marvão, decorreu ontem, Sábado,durante um jantar tendo comparecido, a maioria dos bombeiros do corpo activo e seus familiares assim como a direcção e alguns convidados.

Durante a noite foram distribuidas as tradicionais prendas aos filhos dos bombeiros,mas o ponto alto da sessão foi a apresentação da planta no novo quartel, a ser construido,também em S.A. Areias, sendo uma obra que assume um carácter prioritário, uma vez que as actuais instalações, já não dão resposta às exigências de hoje.

Também de realçar o anúncio, por parte da direcção, da recente aquisição de uma nova ambulância de transporte múltiplo (ABTM), para qual contribuiram as verbas angariadas nas entradas da Feira da Castanha.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Não pague vossa mercê, que eu pago por si…

Quer recibo?
- Não, não vale a pena. Já viu o trabalhinho que eu tinha que ter em receber mais um papel...


Pois é, esta atitude de todos nós, equivale a dizer: - Não, não se mace a pagar os seus impostos, eu pago por si!

No fundo todos nós gostamos de enganar o “estado”, e defender aqueles que têm a “xicoespertisse” de não pagar Impostos, sem relacionar que, por cada um a quem “perdoamos”, somos nós que teremos de pagar, porque o “monstro” tem que ser alimentado por alguém.

É urgente que se tome consciência cívica que se todos nós pagássemos, talvez fosse possível, cada um, pagar um pouco menos. Sem esquecer, claro, que deveríamos ser todos mais vigilantes, de como o Estado gasta o nosso dinheiro.

Para ilustrar esta temática, aqui vos deixo um Estudo que revela que mais de ¼ da riqueza produzida em Portugal, ser “economia paralela”, livre de impostos. Outro indicador agora revelado, é que esse valor em 1970 era apenas de 9,3%.

Um sinal dos tempos…


“Economia paralela equivale a um quarto da riqueza do país
Mais impostos e apoios contribuem para o aumento do fenómeno


(LUCÍLIA TIAGO)

O valor da economia não registada (ou paralela) em Portugal estava estabilizado desde 1994, mas começou a subir com a crise.

O maior "salto" ocorreu de 2008 para 2009, quando atingiu 24,2% do PIB. Os impostos são um dos factores que mais contribuem para o fenómeno.

Em 2009, a economia não registada - ou seja, o conjunto de transacções económicas que não são tidas em conta no apuramento do Produto Interno Bruto - representava 24,2% do PIB nacional, cerca de 40 mil milhões de euros. Um valor bastante longe dos 9,3% registados em 1970 e que evidencia um brusco crescimento, de quase dois pontos percentuais face a 2008.

Estes dados resultam de uma investigação, inédita em Portugal, de Nuno Gonçalves, da Faculdade de Economia do Porto (FEP) e que deu origem ao "Índice de Economia Não Registada (ENR)", cujos resultados globais são apresentados hoje no Porto, quando se comemora o Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção.

Nuno Gonçalves explica, em declarações ao JN, que esta evolução está relacionada com o agudizar da crise económica, durante a qual se tem assistido a uma subida dos impostos e do desemprego.

Aliás, uma das conclusões a que este trabalho chega é precisamente que o comportamento da ENR está relacionado com a carga fiscal e parafiscal (contribuições para a Segurança Social), o desemprego e o nível de apoios (subsídios e incentivos) às famílias e empresas. Sem querer fazer futurologia, o autor acredita que os novos aumentos de impostos podem levar a economia paralela a aumentar o seu peso no PIB. Ou seja, o problema poderá agravar-se se não forem tomadas outras medidas, como o reforço contra a fraude fiscal.

Ao longo das últimas décadas, o comportamento da ENR não foi sempre igual. Entre o final da década de 70 e início da de 80, houve uma ligeira descida, seguindo-se uma tendência de subida até meados dos anos 90 após o que se verificou alguma estabilização, num patamar a rondar já os 20% do PIB. A partir de 2007, a curva retoma um sentido ascendente que se intensificou de 2008 (com 22,5%) para 2009 (24,2%).

Além da relação entre os impostos e o peso da economia paralela no PIB, o Índice mostra também que um elevado número de apoios às empresas e famílias pode contribuir para reforçar a economia paralela. A "culpa" é do excesso de regulamentação que frequentemente acompanha a concessão destes benefícios.

No domínio do mercado de trabalho, conclui-se que há ligação entre a subida da taxa de desemprego e a ENR - exemplo disso são as pessoas que arranjam um trabalho não declarado enquanto recebem o subsídio de desemprego. Mas não só. Quem trabalha na economia oficial admite ter um rendimento extra não declarado. Este Índice mede ainda pela primeira vez a evolução da ENR em termos sectoriais para concluir que esta reforçou o seu peso na agricultura e serviços, mas baixou na indústria.”

(Publicado in Jornal de Notícias de 9/12/2010)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

32º Aniversário do GDA

No próximo dia 12 de Dezembro, domingo, o Grupo Desportivo Arenense, completa 32 anos de vida ao serviço de toda a comunidade marvanense, aqui vos deixo o Programa comemorativo.


(Clicar para ampliar)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

PSD Marvão com nova liderança


Em eleições que decorreram na passada sexta-feira, dia 26/11, Luís Vitorino foi eleito como o novo líder do PSD em Marvão, que concorreu em lista única.
Dos cerca de 50 militantes, votaram 16 (praticamente o número de constituintes da Lista).

Luís Vitorino sucede assim a Vítor Frutuoso, que passou a vice-presidente.

Os restantes Membros são os seguintes:

Comissão Politica da Secção Concelhia:

- Presidente: Luís Vitorino
- Vice-Presidentes: Vítor Frutuoso e Manuel Joaquim Gaio
- Tesoureira: Hortense da Conceição
- Vogais:
Vera Magro
José Manuel Soares da Costa
Cristina Mimoso
Joaquim Delgado
Fernanda Felino
Nuno da Paz
Manuel Chaparro Maroco

Mesa da Assembleia da Secção Concelhia:

- Presidente: José Jorge Ribeiro
- Vice-Presidente: José Maria Pires
- Secretária: Teresa Batista da Luz

sábado, 27 de novembro de 2010

Este país quer encurralar-nos em pombais…

A Assembleia Municipal de Marvão de ontem, foi praticamente “obrigada” a aprovar mais uma “diabrura”, com origem na nova Legislação sobre Ordenamento do Território, que segundo o Sr. Presidente da Câmara, “obriga” a que os Planos Directores Municipais (PDM), estejam de acordo com essa sigla denominada PROTA (Plano Regional do Ordenamento do Território do Alentejo).

A alteração que ontem se propunha à AM, com carácter de “urgência”, prendia-se na necessidade de reconciliar o nosso PDM, com esse tal PROTA. E, fixava-se, sobretudo, na edificação/contrução de “novas habitações” em espaços rurais (fora das zonas urbanas), nomeadamente, os terrenos integrados na Reserva Agrícola Nacional (RAN).

Como estes “rapazes e raparigas” do PROTA, são muito inteligentes e cultos, para além de “grandes defensores da natureza”, metem todos os concelhos no mesmo saco, e vai daí legislam por tabela, e fazem lei, quer se trate de Marvão, Avis ou Odemira…! E não admitem discussões nem propostas, porque quem sabe desta m****, são eles!

Querem lá saber que o concelho de Marvão tenha apenas 155 Km2, o concelho mais pequeno em área de todo o Alentejo, e onde predominam as pequenas propriedades, ou hortas de subsistência familiar, mas que dão muito jeito em tempos de crise.

Aliás, Marvão, não é o mais pequeno concelho do Alentejo, é, o muito mais pequeno, já que, o que vem a seguir, é Fronteira e tem mais cerca de 100 Km2 que Marvão.

Mas vamos ao que interessa, que a vida não está para grandes filosofias…

Há poucos anos a legislação, apenas não permitia a construção de habitações em áreas rurais inferiores a 1 hectare (área aproximada de um campo de futebol dos grandes), agora, os “experts” do PROTA, exigiram que em Marvão, só se pode construir nas Freguesia de Santa Maria e S. Salvador da Aramenha, em áreas superiores a 2 hectares; e nas freguesias de Santo António e Beirã em áreas superiores a 4 hectares (quase uma herdade), e apenas com uma área de construção até 250 m2.

Claro que essa construção só é autorizada a “agricultores” (com provas dadas) …, mas isso, nós sabemos, que a exemplo de outras situações, existirá sempre um “bom regime de excepções”.

Resumindo, a partir de agora, construção nova em Marvão só onde os senhores do PROTA mandarem, (pombais em zonas urbanas), para assim melhor nos “controlarem”, não vá algum magano de marvanense andar para aí a mijar fora do penico…

Claro que postas as coisas como foram, a Alteração Urgente do PDM de Marvão, foi aprovada por maioria, com apenas uma abstenção, que foi a minha. Mas garanto-vos: tive tanta vontade de votar contra!

Para vosso conhecimento e análise, aqui deixo as alterações (em fundo negro) aprovadas na íntegra:


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Foram vocês que pediram um exemplo de “caridadezinha”?

Do GAP (Gabinete de Apoio ao Presidente), da CM de Marvão, recebemos para divulgação, a seguinte Nota de Imprensa da nossa “benemérita” EDP. E como somos bem mandados aqui fica para vosso conhecimento e análise:

Até me apetece citar António Aleixo:

“Vós que lá do vosso império
Proclamais um mundo novo
Calai-vos, que pode o povo
Querer um mundo novo a sério”

Vejam bem, a nossa fornecedora eléctrica nacional monopolista (sem concorrência), está preocupada com os consumos do produto que eles nos querem vender e, segundo parece, com lucros fabulosos superiores a mil milhões de euros por ano…

Apesar de nos “roubarem” diariamente, com custos de cerca de 42%, debitados abusivamente, de produtos que nós não consumimos, nas facturas mensais que nos passam, de acordo com a DECO em Nota que aqui vos deixo:

“…. Electricidade sem Extras - Mais de 17 mil pessoas já assinaram a petição Electricidade sem Extras que a Deco lançou às 07.00 de hoje. O número de aderentes não pára e está a surpreender a própria associação de consumidores, que pretende manter a iniciativa pelo menos por mais 15 dias. O objectivo é pedir à Assembleia da República que obrigue o Governo alterar a legislação.

A iniciativa daquela associação de consumidores surge na sequência da proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energético (ERSE), em Outubro, de um aumento, em média, de 3,8% da factura. Mas não é contra essa possibilidade que apelam à participação das pessoas, é contra os custos que não são regulados e que representam 42% da facturação.

Estamos a falar de taxas para as energias renováveis, rendas de municípios e amortização do défice tarifário, entre outras, e cujo "crescimento tem sido constante e exponencial", denunciam os responsáveis da Deco. Prevê-se que a cobrança dos Custos de Interesse Geral representem para o ano 2,5 mil milhões de euros, o que significa mais 30% do que este ano. E bastaria reduzir em 10% estas parcelas na factura da electricidade para que os consumidores pagassem menos de 5%.

"Trata-se de custos acrescidos e que não estão directamente relacionados com a produção. São por exemplo, as despesas de fomento às energias renováveis que ascendem a 800 milhões de euros e em que 99,9% são suportados pelos consumidores", explica Rita Rodrigues jurista da Deco.

Os outros 31% da facturação dizem respeito aos custos de produção de energia e 27% do uso das redes que conduzem a electricidade da origem aos destinos, as casas e empresas. São seis milhões de consumidores…”

Depois desta falcatrua, vem agora o sr. mexia e sua “camarilha”, oferecer “4 milagrosas lamparinas”, para tão prestimosos consumidores pouparem uma milionésima parte do que nos cobram abusivamente.

Eu sei bem o que é que todos nós deveríamos fazer a esta publicidade enganosa de “esmola”: Era mandar o sr. mexia, meter as lâmpadas, onde o outro meteu as couves…, e que se quer ajudar as famílias e as empresas portuguesas, era mandar retirar das facturas que nos passa mensalmente, o valor de 40%. O que no meu caso, representava, aproximadamente, 40 euros/mês, ou seja, cerca de 500 euros ano!!!!

Isso é que era de valor, e o país agradecia, agora esmolas de 4 lâmpadas? Isso compro eu nos “chineses” por “4 aereos”!

Nota: Mas esteja o povo descansado, que se começarem a reduzir muito o consumo, a EDP tem uma cláusula contratual, que lhe permite continuar a receber o mesmo, fornecendo menos, isto é aumentar o preço do “quilovate”. A chamada “Taxa de Potência”…

É tudo a bem da nação…

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Voltou a “caridadezinha”!

A “caridadezinha” parece que está em moda.

Com todo o respeito por todos aqueles que precisam de ser ajudados, mas, com muito pouco apreço, por muitos daqueles que a "praticam". Sobretudo, por aqueles, que no dia a dia, se encontram em lugares de decisão e que nada fazem para evitar.

Nesta perspectiva, encontrei o poema de outros tempos de Manuel da Fonseca, e que agora aqui vos deixo. De facto, mudam-se os tempos…, mas história quase sempre se repete.

"DONA ABASTANÇA"

«A caridade é amor»
Proclama dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.

Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns a outros nada
«Dar a todos não se pode.»

Já se deixa ver
Que não pode ser
Quem
O que tem
Dá a pedir vem.

O bem da bolsa lhes sai
E sai caro fazer o bem
Ela dá ele subtrai
Fazem como lhes convém
Ela aos pobres dá uns cobres
Ele incansável lá vai
Com o que tira a quem não tem
Fazendo mais e mais pobres.

Já se deixa ver
Que não pode ser
Dar
Sem ter
E ter sem tirar.

Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.

Oh engano sempre novo
De tão estranha caridade
Feita com dinheiro do povo
Ao povo desta cidade.

sábado, 20 de novembro de 2010

Crise














Com o avançar da crise económica, qualquer dia ainda vamos pagar o pão com estas notas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Desporto de Fim-de-Semana

Vem aí mais um Fim-de-Semana de futebol no Campo dos Outeiros, em Santo António das Areias, com 2 jogos agendados nas categorias de Benjamins (jovens até aos 10 anos), e mais um jogo de Velhas-Guardas (desportistas com mais de 35 anos).

Lembra-se aqui, que a equipa de Benjamins, leva dois jogos disputados e duas vitórias, com a Academia de Arronches e AD de Castelo de Vide.

Lembra-se aqui ainda, que este Projecto de Velhas Guardas está aberto a ser integrado por todos aqueles que tenham sido atletas do GDA, bastando para isso contactar o João Bugalhão ou o Fernando Bonito.

Aqui fica o Programa completo:

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um “bom” exemplo…

Este é o país que está á beira da “bancarrota”!

De acordo com a Edição de hoje do “Jornal Público”, jovem dirigente do PS ganha o salário de assessor a tempo inteiro, ao mesmo tempo que recebe subsídios do IEFP para criar o seu posto de trabalho. A Empresa criada está inactiva.

"...Um jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros ilíquidos a recibo verde. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho.

Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês, Pedro Silva Gomes frequentou o ensino secundário e entrou muito novo para os quadros do partido. Em 2006 foi colocado na Federação Distrital de Setúbal, onde se manteve até meados de 2008, ano em que foi reeleito coordenador do secretariado da secção de Santa Maria de Belém, em Lisboa. Entre os membros deste órgão conta-se a vereadora da Modernização Administrativa da CML, Graça Fonseca.

Já em 2009, Gomes rescindiu por mútuo acordo o contrato com o PS - passando a receber o subsídio de desemprego - e em Outubro foi o candidato socialista à Junta de Belém. No mês seguinte, perdidas as eleições, criou a empresa de construção civil Construway, com sede na sua residência, no Montijo, e viu aprovado o pagamento antecipado dos meses de subsídios de desemprego a que ainda tinha direito, no valor total de 1875 euros, com vista à criação do seu próprio posto de trabalho.

Logo em Dezembro, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aprovou-lhe também um subsídio, não reembolsável, de 57.439 euros, para apoio ao investimento na Construway e para a criação de quatro postos de trabalho, incluindo o seu. Deste valor Pedro Gomes recebeu 26.724 euros ainda em Dezembro, sendo 4086 para investimento e 22.637 para os postos de trabalho. No dia 1 desse mesmo mês, porém, o jovem empresário celebrou dois contratos de prestação de serviços com a CML, para desempenhar funções de "assessoria técnica e política" no gabinete de Graça Fonseca. O primeiro tem o valor de 3950 euros e o prazo de 31 dias. O segundo tem o valor de 47.400 euros e o prazo de 365 dias. O segundo destes contratos refere que os serviços serão prestados no gabinete de Graça Fonseca e no Gabinete de Apoio ao Agrupamento Político dos Vereadores do PS.

A autarca disse ontem ao PÚBLICO que foi ela quem convidou Gomes e garantiu que ele é "efectivamente" assessor do gabinete do PS, cuja coordenação, acrescentou, lhe foi "confiada". Este gabinete, porém, não tem existência real, sendo que Pedro Gomes é assessor de Graça Fonseca, tal como outro dos três assessores que teoricamente o compõem. O terceiro é assessor da vereadora Helena Roseta.

Graça Fonseca disse que Gomes "foi contratado por estar à altura das funções às quais foi adstrito e por ser um lugar de confiança política". A autarca garantiu que desconhece o facto de o seu assessor ter recebido os subsídios do IEFP. Já a direcção deste instituto adiantou que Gomes já recebeu este ano mais 12.593 euros para apoio ao investimento, tendo ainda a receber cerca de 10.500 euros. Face às perguntas do PÚBLICO sobre a acumulação ilegal do lugar de assessor com os apoios recebidos e aos indícios de que a Construway não tem qualquer actividade, o IEFP ordenou uma averiguação interna e admite que a restituição dos valores recebidos pelo empresário venha a ser ordenada. O presidente da CML, António Costa, não respondeu às perguntas do PÚBLICO. "

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Marvão campeão do “não endividamento”!...

No discurso que efectuei no último 25 de Abril, tive o cuidado de me referir ao “desperdício nacional”, que considero criminoso, fruto da desorganização deste país à beira-mar plantado, referindo na altura o seguinte o exemplo da electricidade:

“No ano de 2009, a CM de Marvão, isto é, todos nós, pagou à EDP do sr. Mexia, cerca de 27% de todos os custos com electricidade consumida no concelho, esse valor foi aproximadamente de 230 000 euros. Tomemos como exercício académico, que a CM Marvão se propunha poupar 15% destas despesas, bastaria, talvez, ligar e desligar a iluminação pública com 1 hora de diferença à noite e pela manhã, e anular alguns pontos de luz inúteis, tanto nas povoações como fora delas (o que certamente ninguém notaria e o ambiente agradeceria), e estaríamos a falar de uma poupança de 35 000 euros anuais”.

Ainda mal tinha acabado o “feito” e, já dois presidentes de junta me abalroavam, contestando: “…que tal não poderia ser, que os munícipes, o que mais querem, são “luzinhas à porta”, ou para iluminar e embelezar caminhos (onde ninguém passa) …

Já ontem tinha sido surpreendido pela notícia que, a Inglaterra, havia decidido reduzir a Iluminação Pública para metade, com a finalidade de poupar um recurso que é escasso, e que não dá de comer a ninguém…!
E os ingleses, que eu saiba, não estão com a corda na garganta como Portugal, com a sua dívida externa a rebentar pelas costuras, e a pagar juros de empréstimos a 7% aos “vigaristas” do sistema financeiro…

Foi por isso, que li com algum orgulho a Notícia do “Jornal i”, em primeira página, que o concelho de Marvão é o “campeão” do não endividamento do ano de 2009. E que, algumas das medidas apontadas pelo Presidente, para a poupança, são as que tenho defendido, como sejam as de poupança de energia.

"Já em 1986, tinha dito ao Presidente Andrade, que se eu fosse o responsável autárquico, apagaria “lâmpada sim, lâmpada não”, e ninguém notaria o facto, e, se a EDP não deixasse, pegaria numa “pressão-de-ar” e rebentava com as “alampadazinhas”….

Mas para vossa análise, aqui deixo o artigo do “i”, publicado hoje, 11/11:


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Habemus Presidente!

Teve lugar no passado sábado, dia 6/11, a Assembleia-Geral do Grupo Desportivo Arenense, que tinha a finalidade única a eleição dos Corpos Gerentes para 2010-2012.

Após a AG de 30/10, em que não apareceu qualquer Lista concorrente (o que se percebe, porque os associados tinham algumas dúvidas sobre a situação financeira do Clube), eis que, no sábado apareceram duas Listas, o que é sempre de saudar, por permitirem aos associados poder escolher aqueles que lhe parecem ter melhores condições para gerir o Clube. Foi a segunda vez que tal sucedeu na vida do da colectividade, pois o mesmo já havia sucedido em 1996.

A “Lista A” foi liderada para a Direcção por Luís Barradas, que propunha para Presidente da Mesa da AG Fernando Bonito e para o Conselho Fiscal Mário Costa; a “Lista B” propunha para Presidente da Direcção Joaquim Maroco Costa, para a Mesa da AG António Miranda e para o Conselho Fiscal Rui Felino.

O acto eleitoral decorreu dentro da maior ordem e dignidade, com a oferta de colaboração e ajuda, por parte dos elementos de ambas as Listas, à lista que saísse vencedora.

Após o escrutínio, saiu vencedora a “Lista A”, de Luís Barradas, obtendo 23 votos dos 36 sócios votantes (64%); tendo a “Lista B” obtido 12 votos (33%); verificando-se ainda 1 voto em branco.

Assim os eleitos para o Biénio 2010-2012 são:

Direcção:
- Presidente: Luís Barradas
- Vice-Presidente: João Paulo Ginja
- Tesoureiro: Nuno Pires
- Secretário: Luís Reis
- Vogais: Henrique Martins; Pedro Jesus; e Quim Pires

Mesa da Assembleia-Geral:
- Presidente: Fernando Bonito
- 1º Secretário: Bento Mota
- 2º Secretário: Pedro Sobreiro

Conselho Fiscal:
- Presidente: Mário Costa
- Secretário: Pedro Vaz
- Relator: João Manuel Freire Carlos


O novo Presidente (Notas do Autor):

Luís Barradas chega à presidência do GDA, depois de ter sido praticamente tudo dentro do Clube: desde jogador, a treinador de classes jovens, passando por marcador do campo, entre outras e demais actividades do GDA.

Luís Barradas, é um daqueles jovens, que não tem muito a ver com a sua época, pois desde muito jovem (14 anos), enquanto todos os miúdos da sua idade estudavam e brincavam, já o “Barradinhas” servia copos de vinho na Portagem na “tasca do ti João Carrilho” para ganhar a vida, onde tínhamos de o ir buscar e levar à pressa, para dar os seus primeiros pontapés na bola numa equipa de Iniciados.

O Luís sempre teve dois grandes problemas nas equipas de formação onde jogou: a sua não muito apurada técnica para a prática da coisa, e, o ser 1 ano mais velho que a maioria dos outros colegas; o que o obrigava a ficar sempre fora da categoria em que o GDA concorria, mas que lá ia jogando através de umas “certas” habilidades do treinador de então!

Só que, estas contrariedades, foram sempre largamente superadas pelas qualidades do novo Presidente do GDA: a motivação, a entrega, a humildade e, sobretudo, a seriedade em tudo o que fazia. O que fez dele, apesar das limitações enunciadas, um dos mais importantes atletas do GDA dos últimos anos, sempre titular indiscutível nas diversas categorias em que participou.

Nos últimos anos, o Luís tem-se dedicado a treinar as diversas camadas jovens do GDA, onde, fruto, sobretudo, das suas qualidades humanas, é admirado e estimado por todos.

É assim que Luís Barradas, de uma forma natural, chega à presidência de uma associação que tem representado, e que conhece como ninguém. Esperando-se que possa ter o apoio de todos os que o rodeiam e ponha nesta função todas as qualidades e valores que apreendeu ao longo destes anos.

Força Luís, e sua equipa…