sexta-feira, 16 de julho de 2010

Polémica nas Eleições para a Santa Casa

As eleições para a Santa Casa da Misericórdia de Marvão, marcadas para amanhã, dia 17 de Julho, estão envoltas em polémica, devido ao facto, do actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral (AG), Padre Luís Marques, não ter aceite para escrutínio, uma das Listas concorrentes encabeçada por Luísa Maçãs Tavares.

Tal como aqui noticiámos no passado dia 28 de Junho, após demissão da actual Direcção, liderada por João de Deus Tavares, apresentaram-se para concorrer 2 Listas, uma liderada por Luísa Maçãs Tavares, e outra liderada por António Silvério.

No entanto, no passado dia 12, após acto de verificação da elegibilidade dos irmãos propostos em cada uma das Listas, o Padre Luís Marques, na qualidade de presidente da Mesa da Assembleia Geral, decidiu, não aceitar a Lista de Luísa Maçãs Tavares.

Fundamenta o Padre Luís, a sua decisão, basicamente, em 3 pressupostos:

1º - A Lista em causa não se encontrar assinada pelo menos por 5 dos irmãos propostos.

2º - Dos irmãos propostos para a Mesa da Assembleia Geral, não se encontrar expresso qual deles se candidata a presidente.

3º - Existência de algumas irregularidades nos nomes dos candidatos apresentados, por estes, não corresponderam aos nomes com que estes se encontram registados na Lista de irmãos da Santa Casa.

Para melhor conhecimento e análise das Listas, informamos que a Lista de António Silvério propõe para presidente da AG Manuel Joaquim Gaio; e para a Direcção, entre outros, os nomes de João José Alberto, Manuel Ferreira, António Matias, Carminda Silvério, Isabel Pires e António Carrilho.
A Lista de Luísa Tavares, propunha para a AG Silvestre Mangerona Fernandes, Maria das Dores Gomes Esteves; e para a Direcção, nomes como Jorge Rosado, Vanda Costa, Joaquim Simão, Fernando Vieira, António Brite Pires e Maria Francisca Garraio.

Em minha opinião, parece-me, que as irregularidades apontadas, e por uma questão de bom senso, não deveriam ser motivo de exclusão ao acto eleitoral de um grupo de irmãos que se propunha servir em prol da Instituição. Deveria, quando muito, ser dado um prazo, para que os seus proponentes as pudessem corrigir e, assim, contribuir para que fosse a comunidade de irmãos a escolher aqueles que lhe pareceriam ser os melhores. No entanto, afirmo mais uma vez, que não conheço em profundidade os Estatutos ou Regulamentos Eleitorais que regem a Instituição.


Com esta decisão, de não aceitação da Lista de Luísa Tavares, e não querendo por em causa a decisão do Padre Luís (que certamente se terá baseado em regras estatutárias), tem como consequência o empobrecimento de um processo mais democrático de debate e de escolha, que em minha opinião, seria fundamental e necessário numa Instituição centenária (nos dias de hoje uma IPSS e não uma Instituição religiosa ou de caridade), mas quase sempre muito fechada à comunidade ao longo dos tempos.

Fica assim gorada, alguma hipótese de debate sobre que projectos e ideias existem por parte dos candidatos, para gerir a mais importante Instituição do concelho de Marvão, e mais uma vez, o que estão em causa são “nomes e personalidades”.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Duas Pizzas por favor!

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo? O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o
dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: Foooddddddd.......!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade.
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

Assim vai ser o nosso futuro!!!

Cruzamento de dados em 2019
Depois não digam que eu não avisei!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Conferência de Verão de Marvão




No ano em que se comemora o centenário da República Portuguesa, quis o Movimento por Marvão contribuir com uma iniciativa de grande valia para o concelho de Marvão.

Este é o ano em que todos nós prestamos homenagem ao nosso passado, à nossa história e sobretudo aos princípios que se tornaram a base da sociedade em que hoje vivemos. Em todo o país decorrem actividades das mais variadas índoles e em todo o canto e recanto corre o sentimento de que é obrigatório não deixar passar em branco uma data que é, acima de tudo, um marco da própria história de Portugal. É verdade que a história, essa, vivemo-la dia-a-dia, mas dias há em que devemos prestar um tributo ao que já vivemos!

Assim, não podíamos nós deixar de assinalar a importância do momento. Tanto mais que em Marvão nasceu um dos homens que, com o seu saber e os seus ideais de força, fez com que a sua presença fosse notada, conhecida e mais tarde recordada como uma figura distinta do movimento republicano. Referimo-nos a José Carrilho Videira.

Desta feita, somos também herdeiros de um passado republicano, dimensionado à nossa medida, é certo, mas que constitui uma importante mais valia para o nosso concelho.

Com este espírito, quisemos organizar uma conferência alusiva à temática:

Sonhando a República: notas de leitura”, por Pedro Sá.


O evento terá lugar no dia 17 de Julho de 2010 (Sábado), pelas 18:00 horas, no Auditório da Casa da Cultura de Marvão.


Será uma honra poder contar com a presença dos colaboradores e visitantes do Fórum.

Apareçam.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nunes Sequeira S.A. com Certificação de Qualidade e Segurança Alimentar

Circular informativa enviada pela Nunes Sequeira S.A. aos seus parceiros de negócio:





MporM, por mail...

Uma reunião atribulada:

Câmara Municipal reuniu a 16 de Junho de 2010
O Executivo camarário reuniu no passado dia 16 de Junho de 2010, numa das suas reuniões ordinárias. À primeira vista seria uma reunião normal, como em qualquer Município Português, sem surpresas, nem grandes novidades.
Mas o “nosso” Executivo, tirando as excepções que a seguir enunciaremos, pauta-se por uma falta de qualidade e respeito para com os Munícipes, sobretudo aqueles que estavam a assistir à sessão, entre os quais Fernando Gomes e Gonçalo Monteiro que integram o Movimento por Marvão.

Falta de respeito porquê?
(I) Porque a reunião começa com 15 minutos de atraso, não tendo sido, ainda assim, a situação mais grave neste aspecto; (II) com o público já presente, logo às 15 horas, somos informados e bem, que a Vereadora Madalena Tavares chegaria mais tarde devido a problemas de última hora; (III) o Presidente teria ido ao tribunal; (IV) o Vereador José Manuel Pires estava de férias. Concluímos que o Vereador Nuno Lopes estaria presente, e que o Vice-Presidente da Câmara, Luís Vitorino, que nunca fala mas que escreve belas declarações de voto, deveria estar a chegar…mas no decorrer da reunião a “festa” continua, uns metem a cabeça debaixo da mesa para falar ao telemóvel, outros viram-se para o lado. Haja paciência! Haja respeito!
Bom seria, que as horas da reunião permitissem uma maior assistência da população de modo a constatarem o que aqui descrevemos. Uma falta de respeito.

Mas vamos ao que interessa:
Como é do conhecimento geral, vários membros do Movimento por Marvão, têm assistido e intervindo em várias reuniões da Câmara, onde muitas vezes tem feito propostas, de forma responsável, propostas essas que visam o bem comum, tendo em vista o desenvolvimento do Concelho de Marvão.
Nesta reunião o MporM, através de Fernando Gomes e Gonçalo Monteiro, teve oportunidade mais uma vez de intervir e questionar o Presidente da Câmara Municipal de Marvão, Vítor Frutuoso, destacando-se o seguinte: (I) Tendo o Movimento por Marvão, durante a manhã, visitado as obras do Ninho de Empresas em Santo António das Areias quisemos saber para quando o fim das obras; (II) questionámos ainda sobre a evolução da marca “Marvão” e o que se está a fazer para a potenciar; (III) sobre a “nova” Cooperativa Agrícola e Florestal do Porto da Espada, quem a constitui e qual o envolvimento da Câmara Municipal?
Na intervenção tivemos ainda oportunidade de apresentar mais uma proposta do Movimento por Marvão, sobre o Ninho de Empresas de Santo António das Areias, proposta essa intimamente ligada às “Marcas de Território”, e que daremos conta em próxima nota.

Em resposta às nossas perguntas, ficámos a saber, e aqui divulgamos, que:
(I) A obra do Ninho de Empresas termina no espaço de um ano e também será instalado no local um Gabinete de Apoio à Criação de Empresas;
(II) Sobre a marca Marvão o executivo diz que está em curso, que é um processo dinâmico; evolui passo a passo (diremos nós que a montanha pariu um rato);
(III) Sobre a Cooperativa Agrícola de Cerealicultores do Porto da Espada, cuja insolvência foi anunciada, parece que renasceu como Cooperativa Agrícola e Florestal do Porto da Espada, mas o Presidente da Câmara diz que não considera importante os aspectos legais. O que lhe interessa é que a Cooperativa o seja de todo o Concelho, que os cooperantes sejam tratados de forma igual; aponta como cenário possível a cedência de uma carrinha para retomarem o circuito de distribuição, que em tempos já existiu, mas descarta a possibilidade de apoios financeiros; e informou que há vários projectos em curso (ficámos sem saber que tipo de intervenção teve a CMM neste desfecho).
Nesta reunião, importa referir que o Movimento por Marvão, apoiou uma proposta do Vereador eleito pelo Partido Socialista, Nuno Lopes, para a criação de uma Comissão de Acompanhamento dos processos de revisão de diversos planos de ordenamento, desde o do Parque Natural, ao PDM e outros que venham a surgir, como forma de ampliar o debate em torno destas matérias tão importantes para o desenvolvimento do Concelho.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Falemos de Saúde

Cuidado com o sol

Com estes dias de sol abrasador e de tempo quente, a exposição solar tende a aumentar nesta altura do ano. Para muitos, as férias aproximam-se, sendo pois oportuno lembrar alguns cuidados a ter. A fotoprotecção (protecção à luz) engloba todas as medidas que permitem conviver de forma saudável com o sol.

O sol emite diferentes tipos de radiação, incluindo a luz visível, que é a mais evidente, mas também a radiação ultravioleta, os infravermelhos, etc.

Os raios ultravioletas (UV) são invisíveis e muito energéticos, sendo capazes de provocar lesões na pele. No dia-a-dia, somos atingidos por uma quantidade importante de raios UV, distinguindo-se 2 tipos: UVA e UVB. Os raios UV são capazes de atravessar as nuvens, pelo que, mesmo em dias nublados, eles continuam presentes.

A exposição solar, sobretudo na praia, deve ser lenta e progressiva. Infelizmente, o estilo de vida actual representa frequentemente um obstáculo e, muitas pessoas têm uma exposição exagerada, limitada aos períodos de férias, ou seja, uma exposição intensa e intermitente, frequentemente associada a queimaduras solares e que pode originar formas graves de cancro de pele.

A exposição ao sol, deve acontecer fora dos períodos de maior radiação, sendo de evitar o sol entre as 11 e as 17 horas. As horas "seguras" são quando a nossa sombra corporal é maior do que a nossa altura. Os dias de vento e com nuvens são enganadores, porque são mais frescos, no entanto os raios UV estão presentes e podem causar danos.

Grupos de maior risco

As pessoas de pele clara, as que queimam facilmente, as que têm muitos sinais ou com história pessoal ou familiar de cancro de pele, são geralmente mais vulneráveis e devem ter cuidados redobrados. Existem outros grupos de risco (ex.: transplantados) que também devem procurar aconselhamento especializado. Cuidados redobrados com as crianças, sobretudo os bebés.

Protecção física

O vestuário, o chapéu, os óculos com protecção UV e o guarda-sol são meios muito úteis de fotoprotecção. O uso de camisola ou de t-shirt na praia é aconselhado. O boné protege bastante menos do que um chapéu de abas largas. A protecção conferida pelos materiais têxteis varia em função da cor e da espessura (densidade e porosidade) dos tecidos: os mais escuros, mais espessos e opacos protegem mais da radiação UV. Não podemos esquecer que, mesmo à sombra, a pele é atingida por raios UV, que são reflectidos pela areia.

Em suma...

As actividades ao ar livre podem ser fonte de saúde e bem-estar. Para um estilo de vida saudável, é também importante um comportamento responsável relativamente ao sol, não só na praia, mas em todas as actividades ao ar livre e ao longo de todo o ano.

O uso de solários é perigoso e fortemente desaconselhado. O auto-exame da pele pode permitir o diagnóstico precoce do cancro da pele. Um "sinal" que surgiu de novo ou que se modificou, é um sinal de alarme a ter em conta.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"ESPANHA 9 – PORTUGAL 2"

(Leia tudo se quiser perceber o título...)


“… o futuro nos dirá se tenho razão ou não - é que a união de Portugal com a Espanha será uma fatalidade. Positiva, espero, e que não retirará nada à cidadania portuguesa que continuaremos a ter. Nem ao hino, nem à língua, nem à cultura, nem a nada, até porque a confederação ibérica foi defendida no séc. XIX por muito boa gente como, por exemplo, Antero de Quental.”

José Saramago



Tenho hesitado muito, em postar aqui, assuntos sobre futebol a nível nacional, uma das minhas paixões, pensando que, talvez, não tenha sido para isso que este espaço foi criado, e ao longo dos 2 anos que o Fórum leva de vida, consegui resistir.

No entanto, como estamos em período de férias e porque os assuntos locais nesta época não abundam, aqui deixo a minha modesta reflexão sobre o tema do momento: Eliminação de Portugal do campeonato do mundo de futebol.

Não irei abordar o tema pela perspectiva “folclórica”, em que o futebol se transformou nos últimos tempos, devido ao fenómeno mediático em que os meios áudio visuais o transformaram. Isso a mim não me interessa, diga-se, que até me enjoa e, às vezes enoja, e chego a pensar que estão a liquidar o FUTEBOL. Para mim o futebol é o que se passa dentro das 4 linhas.

Toda gente opina e intervém nesse folclore. A opinião daqueles que passaram uma vida “dentro das 4 linhas”, muitos deles peritos e mestres na arte, é igual aos dos que nunca puseram os pés num campo de futebol, nem sabem responder, àquela pergunta estupidificante de “… quantos lados tem uma bola?”.

Os solistas são vários: Ele é o Santana, é o Tavares (agora até parecem amigos), é o Vasconcelos, é o Moreira, é o Oliveira Costa, é o Ferreira, é o Barroso, é o Guedes, etc., etc., sem esquecer o grande catedrático Joaquim Rita (um asno, na minha opinião), todos “especialistas da porra”, a “botar” uma verborreia (ou será diarreia), sobre tácticas e estratégias futeboleiras, para pôr a “dançar” um país de rústicos, que quase se deixa encantar por estes “acordeonistas”.

Tem esta introdução como finalidade, o analisar o desempenho da selecção portuguesa no mundial da África do Sul.

Algumas notas previas, para melhor me fazer entender:

1 – O futebol é um “jogo” que permite sempre 3 resultados: vitória, derrota e empate.

2 – Portugal tem uma “boa” selecção. Mas não foi nem é das melhores do mundo (a não ser para alguns desses parolos, que atrás citei). Só por critérios manhosos e circunstanciais da FIFA, nos classificam, actualmente, em 3º lugar. Em minha opinião, quando muito, andaremos pela 10º, com muito boa vontade. E não é nada mau, assim Portugal o fosse em todos os seus desempenhos: da economia à saúde, da educação à justiça, da riqueza à pobreza, da música ao teatro, da honestidade à ausência de corrupção…

3 – 1 Jogador ou 2 ou 3, não fazem uma boa Equipa, nem sequer 11. São precisos pelo menos 15 bons jogadores.

4 – Em toda a história do Futebol, apenas 2 vezes, Portugal alcançou melhores classificações que este ano: em 1966 (3º lugar) e 2006 (4º lugar).

5 – Dos “artistas” que atrás citei e outros que não citei, qual deles ocupa nas actividades que desempenham, lugar nos 10 melhores do mundo. E quantos deles já foram contratados para desempenhar actividades de relevo fora cá do “burgo”? Como podem eles arrasar o seleccionador?

6 – Talvez estes fazedores de “opinião da treta”, estivessem mais contentes quando perdemos com Marrocos e Polónia (1986), ou com os Estados Unidos e Coreia do Sul (2002). Ganhar à Coreia do Norte, empatar com a Costa Marfim e Brasil, não é bom, é muito bom para Portugal.

Fixemo-nos agora, no jogo que perdemos com a Espanha por 1 – 0:

– A selecção espanhola não é melhor que a portuguesa! É muito melhor, em diversas vertentes, senão mesmo na sua totalidade (é a 2ª para a FIFA, com os tais critérios manhosos). O que, não quer dizer, que não pudéssemos ganhar; mas também poderíamos perder, e foi isso que aconteceu (o futebol é um jogo em que se pode perder, ganhar e empatar).

- Nesse jogo, o nosso melhor jogador não existiu, nem para cantar o hino. Só dei por ele, no final do jogo quando soltou umas “bacoradas”, indignas dum “capitão”. Se aquele é o melhor do mundo? Como classificar o nº 7 espanhol David Villa?
Se a FIFA realizasse uma classificação final global, para apurar os melhores jogadores do mundial, com critérios objectivos de futebol, o CR 7 português não ficava nos 50 primeiros.

- Por fim façamos um pequeno exercício que vos proponho.
Se você fosse treinador, e lhe fosse dada a oportunidade de escolher jogadores para disputar um jogo, de entre os 22 jogadores que entraram de princípio no Portugal – Espanha, qual seria a sua escolha?

A minha aqui fica, porque quereria ganhar.

- Guarda-Redes: Eduardo ou Casillas?
Considero que o Eduardo foi o nosso melhor jogador neste mundial. Mas o “portero” espanhol é sem dúvida um dos melhores do mundo. Devido à sua experiência não hesitaria, Casillas seria o meu guarda-redes.

- Lateral-Direito: Ricardo Costa ou Sérgio Ramos?
Sérgio Ramos, sem justificação.

- Central 1: Ricardo Carvalho ou Puyol?
Para mim, a escolha seria sem dúvida o “central” português Ricardo Carvalho. Um dos melhores defesas portugueses de todos os tempos, um exemplo dentro e fora do campo. Reparem só o que é deixar de fora Puyol!

- Central 2 – Bruno Alves ou Piqué?
Apesar do Bruno ter sido um dos melhores jogadores de Portugal, a minha escolha seria Piqué, um dos melhores centrais do mundo. Para além de defender entra no ataque como eu gosto, e faz desequilíbrios fundamentais.

- Lateral-Esquerdo: Coentrão ou Capdevila?
Sem hesitar Coentrão. Não sei se Espanha vai ser campeã do mundo, mas com Fábio? Não sei, não sei... Grande revelação ao mundo. Para mim, só superado por Eduardo.

- Médio-Defensivo, de Cobertura ou “Trinco”: Pepe ou Sérgio Busquets?
Busquets. É como estar a comparar o “terreiro do paço, com a feira das galveias…”.

- Médio 1: Tiago ou Xavi?
Com todo o respeito por Tiago, Xavi é fabuloso! Tiago é bom mas Xavi é o melhor do mundo na sua posição.

- Médio 2 – Raul Meireles ou Xabi Alonso?
Escolheria Xabi Alonso pela sua segurança defensiva, pelo menos para 70 minutos, depois talvez entrasse o Meireles, que também esteve à sua altura.

- Médio 3: Simão ou Iniesta?
Iniesta, sem justificação.

- Avançado 1: Hugo Almeida ou Torres?
Torres para 80 minutos, depois entraria Hugo Almeida, senão tivesse à minha disposição um tal de Llorente.

- Avançado 3: Cristiano ou Villa?
Villa, sem justificação.

Se bem que nem sempre o todo, seja a soma das partes..., lá que contribui, contribui...

Resumindo a minha Selecção, que bem poderia ser a IBÉRIA:

Casillas; Sérgio Ramos, Ricardo Carvalho, Piqué e Fábio Coentrão;
Sérgio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; Torres e Villa.

Por tudo isto, ser eliminado pela Espanha, é algo perfeitamente normal e não o fim do mundo, como nos parecem fazer crer. Ganharam os melhores.

Assim se percebe o título deste Post, e talvez o resultado do jogo: ESPANHA 9/11 – PORTUGAL 2/11.

TA: E não me venham com essa treta da falta de patriotismo. Tratam-se apenas de evidências. Actualmente, em cada 10 jogos, ganhamos 1 à Espanha.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

AINDA A “COUTADA” (CONTRADITÓRIO)

Tendo chegado via mail, aqui se reproduz a declaração de voto da vereadora Madalena Tavares, no âmbito do tema da venda da “Coutada”:

Garraio, no AA, deixa Cavaco com as orelhas a arder…


Cumprimentos
Bonito Dias

Bombeiros de Marvão integram Fase "Charlie"


Os Bombeiros Voluntários de Marvão, integram, a partir de amanhã e até 30 de Setembro a Fase "Charlie", de prevenção e combates a incêndios florestais, é a fase operacional de combate a incêndios,que mobiliza, em Portugal, mais meios humanos e materiais ao integrar um total de 9 829 elementos, 2 196 viaturas e 56 meios aéreos dos vários agentes no terreno, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

No quartel dos BVM, estarão em permanência durante as 24 h, uma equipa ECIN com 5 elementos auxiliados por um VFCI (Veículo Florestal de Combate a Incêndios). Juntamente com o habitual piquete de saúde, ficarão em prontidão imediata 8 bombeiros.

Num corpo activo com reduzido número de operacionais, cabe ao Comando, a difícil tarefa de elaborar as escalas diárias, esperando-se que todos contribuam com o melhor desempenho, no desenvolvimento das suas actividades de socorro às populações.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Marvão

A mais antiga Instituição do concelho de Marvão, parece viver por estes dias alguma agitação interna, já que a maioria dos membros dos seus corpos gerentes pediu a demissão.

De acordo com algumas informações que recolhemos, esta demissão foi originada pela existência de “projectos de poder pessoal” dentro da actual Direcção, e pelo facto de se ter concluído, que a maioria dos seus membros, de acordo com os Estatutos, já havia ultrapassado o limite de tempo para o qual podem exercer os mandatos.

Se bem que consideramos a Santa Casa, uma das Instituições mais prestigiadas de Marvão, também, ao longo dos tempos, esta tem sido uma das mais fechadas ao processo democrático que se vive em Portugal desde 1974. Os seus Corpos Gerentes, quase sempre só têm sido conhecidos da maioria da irmandade, após terem tomado posse.

No entanto, desta vez, fala-se que haverá concorrência, e que se preparam mais do que uma Lista para concorrer ao próximo acto eleitoral, que terá lugar no próximo dia 17 de Julho.

Oxalá que aqueles que se propõem dirigir esta Instituição, o façam, em prol da Missão e das Atribuições desta casa (para servir e não para se servirem), e não, como mais um “jogo” pelo controlo do poder das Associações do concelho.

Deseja-se ainda, que este processo seja claro, que os Serviços dêem conhecimento por escrito e individualmente, a todos os Irmãos, que de acordo com os Estatutos, estejam em situação de poder votar, e assim, podermos exercer o direito de escolha dos próximos Corpos Gerentes.

Ronaldo & Bola- Paixão ao 1º pontapé


( clicar para ampliar)


Já que o momento é de selecção, não deverá se despropositado colocar est "post" aqui no Fórum Marvão. Tenho receio que os nossos vizinhos espanhóis nos provoquem uma indigestão! A ver vamos!

sábado, 26 de junho de 2010

Homenageando Saramago

Alguém disse, que nada melhor para homenagear um homem, que divulgar a sua obra.

Sobretudo, para aqueles que não conhecem, aqui se aguça a curiosidade. E já agora, como dizia outra das grandes figuras da cultura portuguesa, o mestre e pedagogo João Santos: "... se não conhece, porque diz que não gosta?"

José Saramago, 87 Anos from Fundação Jose Saramago on Vimeo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

J Buga, esta velha raposa… e o affaire dos novos povoadores

O João é uma pessoa com quem simpatizo, por variadíssimas razões. Talvez porque coincidimos em muitas coisas: ou nos amam ou nos odeiam, e enquanto os primeiros nos sobem o ego, os últimos não nos tiram o sono; daquilo que até agora conseguimos, ninguém nos deu nada; as nossas raízes singraram na mesma terra, muitas vezes regadas com suor, sangue e lágrimas; mas, sobretudo, uma das nossas maiores afinidades é que não nos casamos com qualquer “namorada” que apareça à nossa frente, por muito predisposta que ela se apresente.

Há algum tempo a esta parte, o João conheceu uma dessas “namoradas”: o affaire do novos povoadores, um grupo de malta fina e instruída que, após rigorosa selecção para saber se estavam vacinados contra nós (os indígenas) viriam para cá, através de uma empresa especialmente criada para o efeito que, a troco da módica quantia de 36.000 euros nos fornecia um pacote com doze casais - milagre que para cá viriam, não se sabia para onde, nem a fazer o quê.

Nunca falei com o J Buga sobre este assunto, mas acho que isto lhe cheirou a esturro desde o primeiro momento. Cá para mim, ele consultou o velho livro das tácticas futeboleiras que já tinha esquecido no sótão e resolveu fazer uma marcação homem a homem a este caso.

E quando o assunto foi presente à Assembleia Municipal já o João tinha a lição bem estudada e concebera a táctica que lhe permitiria saber até onde iria o seu adversário. Os novos povoadores pretendiam fazer experiências de um ano no nosso concelho e a empresa promotora queria receber grande parte do dinheiro à cabeça, sem existirem garantias que os finesses, assim que vissem tanta rapa (os velhos povoadores…) não se raspassem eles, sem deixar rasto.

Uma coisa era certa. Votar contra o projecto, era inútil. O PSD tem maioria absoluta e ninguém se atreveria a votar contra, a não ser o próprio Buga. Da oposição também não se podia esperar grande coisa, como se veio a confirmar. A oposição prefere esperar para ver, esquecida ela própria que se o projecto falhar também é responsável, já que o facto de não se ter manifestado contra lhe retira o direito moral à crítica posterior.

Tinha que ser de outra maneira mais subtil…

J BUGA, num excelente trabalho do amigo Hermínio "Cartoon" Felizardo



E como quem não quer a coisa, o João começa a propor que a estadia dos povoadores, fosse no mínimo de 18 meses, em vez do ano proposto, que as verbas que o município de Marvão iria pagar pelas novas “aquisições” fosse dividido em várias tranches, até ao fim do contrato… devagarinho, suavemente. O certo é que, quais bordalecos do antigamente, alguns membros da Assembleia picaram e aprovaram a proposta de alterações Buganiana. Permitia-se a Buga argumentar que ele não estava contra o projecto, antes pelo contrário, gostava tanto da ideia que até queria que os novos povoadores ficassem durante mais tempo!! (Aqui custa-me a acreditar, mas, se calhar, sou eu que estou a ser mauzinho em demasia…)

O caso é que a decisão foi adiada e dado conhecimento à empresa das alterações propostas pela Assembleia Municipal. E qual não foi a surpresa, quando, pouco tempo depois, a empresa comunicou ao Município que abandonava as negociações, já que, face às novas regras impostas, eles já não queriam brincar.

Conclusão: o Buga puxou da manta e os NP deixaram ver o rabinho: se estivessem de boa fé, se realmente quisessem vir, tanto vinham por 12, como por 18, como por 36 meses. Tanto lhes dava receber no princípio, ou em prestações. Mas não. À primeira abandonaram, meteram o rabo entre as pernas e pernas para que te quero…
Amigo João, ainda bem que não casaste com esta namorada. Era muito leviana…

Esta estória foi inventada por mim, pode ter acontecido assim, ou talvez não. Tem muito de verdade, e (talvez) alguma fantasia. Esta última, caso exista, só o JBuga é que sabe…

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ainda o "Sr. Parque"…

Com o intuito de discutir e receber alguns contributos, sobre o processo de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede, a CM de Marvão vai levar a efeito uma Sessão Informativa, que terá lugar no Salão Nobre da CMM, no próximo dia 25 de Junho, pelas 18 horas.


Apesar de não nos parecer a melhor estratégia – Uma Sessão Pública Informativa, a que poucos irão comparecer, pois um assunto desta importância deveria merecer uma estratégia pró-activa de levar a discussão junto dos interessados, ou convidar pessoalmente aqueles que podem enriquecer o processo, esperamos que alguns dos interessados compareçam, da nossa parte aqui fica a divulgação e o apelo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Escola Primária Galegos

A reconversão da antiga escola primária dos Galegos em Centro Comunitário, fazia parte do projecto eleitoral, do PSD, para a Freguesia de Santa Maria de Marvão. Decorrido algum tempo, a mesma escola é agora disputada pela Associação de Caçadores Municipal e pela, recentemente criada, Associação de Desenvolvimento Local de Galegos (ADELGA).

Uma vez que as instalações permitem a domiciliação das duas colectividades, espera-se agora, uma última palavra por parte do município marvanense, lembrando que aquela escola, inaugurada no ano lectivo 1949/1950, se encontra fechada, já há muitos anos, desde que foi aberta a escola da Portagem, necessitando de alguns arranjos, para a instalação das duas colectividades e promoção das suas actividades.

JOSÉ SARAMAGO (19922 – 2010)

“… escrevo para desassossegar os meus leitores.”



“… Quando ele terminou, as mãos dela já não estavam frias, as suas ardiam, por isso foi que as mãos se deram às mãos e não se estranharam. Passava muito da uma hora da madrugada quando o violoncelista perguntou, Quer que chame um táxi para a levar ao hotel, e a mulher respondeu, Não, ficarei contigo, e ofereceu-lhe a boca. Entraram no quarto, despiram-se e o que estava escrito que aconteceria, aconteceu enfim, e outra vez, e outra ainda. Ele adormeceu, ela não. Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta cor de violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte poderia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu…”

(in as intermitências da morte)






Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

(in poemas possíveis)


Morreu o Homem, ficou a sua obra…

Tudo começou com a TERRA DO PECADO.
Depois seguiram-se mais de 40 Livros, que lhe valeram em 1998 o único Prémio Nobel da língua portuguesa. Entre outros, aqui deixo a lista de alguns que tive a ventura de ler:

- A JANGADA DE PEDRA
- LEVANTADO DO CHÃO
- MEMORIAL DO COVENTO
- MANUAL DE PINTURA E CALIGRAFIA
- OS POEMAS POSSÍVEIS
- O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS
- HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA
- O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO
- IN NOMINE DEI
- ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
- ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ
- TODOS OS NOMES
- A CAVERNA
- CADERNOS DE LANZAROTE
- O HOMEM DUPLICADO
- AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE
- A VIAGEM DO ELEFANTE
- PEQUENAS MEMÓRIAS
- CAIM
… e outros

Como todos os grandes homens foi adorado por uns, odiado por outros, mas como ele dizia:
“… algum valor hei-de ter”.

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Hoje às 18 horas há Assembleia Municipal, na Câmara Velha - Casa da Cultura.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

AINDA A «COUTADA» …

Na sequência do Post do Movimento por Marvão (MpM), que aqui vem sendo discutido por muitos visitantes, sobre a possível venda da Coutada (Propriedade situada na encosta de Marvão), faltava aqui parte do juízo, ou falta dele, de uma das partes, ou seja: dos responsáveis na CMM, que estavam, e parece que ainda estão, a favor da alienação dos ditos “canchos”, ao que parece com alguns sobreiros.

Tivemos também conhecimento dos argumentos apresentados pela aliança do Partido Socialista, Grupo de Cidadãos Juntos por Marvão e Movimento Por Marvão, através da Proposta feita em Reunião de Câmara que levou à suspensão do processo, por proposta do Vereador do PSD José Manuel Pires.

Deixo-vos aqui agora, em jeito de contraditório, os argumentos do Presidente Vítor Frutuoso, e do Vice-Presidente Luís Vitorino, através das Declarações de Voto que apresentaram para a sua Abstenção à proposta do seu (deles) companheiro de executivo e de Partido (!!!), para a dita suspensão do Processo de Venda da “Coitada”.


Declaração de Voto do Presidente Vítor Frutuoso:




Declaração de Voto do Vice-Presidente Luís Vitorino:


Ficam assim conhecidas as opiniões dos responsáveis políticos do nosso concelho.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

um dos 10 melhores segredos do Mundo e uma das 25 Vilas Secretas da Europa

RTP, 08-06-2010
Dois Guias de Viagem na Internet consideram Marvão como um dos dez melhores segredos do Mundo e uma das 25 Vilas Secretas da Europa. O número de turistas tem vindo a aumentar, mas a vila do norte alentejano queixa-se da falta de promoção por parte das autoridades centrais.

sábado, 5 de junho de 2010

MporM, por mail


ASSUNTO: Câmara Municipal de Marvão reavalia processo de venda da “Coutada”

A Câmara Municipal de Marvão decidiu na reunião ordinária de dia 02-06-2010 reavaliar a proposta de venda da “Coutada”. Este terreno de 45 hectares situado na encosta de Marvão é um elemento marcante do património do Concelho, integra uma grande parte da Calçada Romana que liga a Portagem a Marvão e é, desta forma, um garante da nobreza natural da encosta.

Esta decisão surge no seguimento do actual Executivo ter aprovado a venda deste terreno no dia 7 de Abril de 2010. Após esta polémica decisão, vários munícipes, tendo ficado incrédulos com a decisão, solicitaram que o Executivo repensasse a sua decisão e anulasse o processo de venda da “Coutada”.

Assumindo as suas responsabilidades, a oposição na Câmara Municipal (vereador Nuno Lopes – PS e vereadora Madalena Tavares – Juntos por Marvão) e fora dela (Movimento por Marvão) decidiu, numa atitude de cidadania e de defesa do interesse público, trabalhar em conjunto na defesa do património do Concelho de Marvão; depois do estudo dos elementos que estavam em causa neste processo, apresentou uma proposta conjunta (em anexo) na reunião de Câmara de 02-06-2010, exigindo que o Executivo reconsiderasse a venda de património que a todos os munícipes pertence e que é fundamental para o desenvolvimento sustentável do Concelho.

Naquela reunião, no seguimento de uma acesa discussão, e perante a inflexibilidade do Presidente da Autarquia, o vereador do PSD – José Manuel Pires apresentou uma proposta que foi, em parte, ao encontro daquilo que a oposição reclamava, e que consistia em solicitar pareceres aos organismos competentes, suspendendo o processo de venda até ao final do mês de Julho, altura na qual, já de posse dos necessários pareceres, e após consulta à população, a Câmara municipal procederia a uma nova e mais fundamentada ponderação de toda esta situação. Votaram a favor desta proposta o seu autor e os vereadores da oposição Nuno Lopes e Madalena Tavares, enquanto que o Presidente e o Vice-presidente da Câmara se abstinham.

Esta foi uma vitória daqueles que lutaram pela defesa do património do Concelho e por uma visão abrangente e inclusiva da acção municipal, a qual não seria possível sem o bom senso revelado pelo vereador José Manuel Pires, a inesgotável colaboração dos vereadores Nuno Lopes e Madalena Tavares e os contributos dos munícipes e das centenas de pessoas que integram o grupo no Facebook “Pessoas contra a venda da encosta de Marvão a privados!”.

Mas a principal vitória diz respeito a todos os munícipes e a todos os amigos de Marvão.

No processo de consulta que agora se abre, contamos com todos eles para ajudar a fundamentar uma decisão que honre Marvão.



sexta-feira, 4 de junho de 2010

E AGORA? ALGUÉM FICOU MAL NA FOTOGRAFIA...



Aquilo que era previsível, aconteceu. A Cooperativa do Porto da Espada fechou as portas, como noticiou esta quarta-feira o Jornal Alto Alentejo.

Era há muito tempo do conhecimento geral, que esta Associação, a exemplo de todas as outras no concelho, não atravessava os melhores dias. Mas quando em Maio de 2009 a Câmara Municipal, por proposta do Vereador José Manuel Pires, resolveu injectar 90 000 euros, através da aquisição do edifício da Cooperativa, (o que levantou na altura as maiores dúvidas a muitos dos que acompanharam o processo), longe estava de se prever que seria essa mesma aquisição que daria a estocada final na Cooperativa, como afirma agora o Presidente António Vaz.

Bem poderão agora surgir todas as explicações, aliás vivemos num país em que tudo se explica e ninguém se responsabiliza, mas neste caso, pelo menos, os responsáveis não se podem queixar de não ter sido avisados de que não seria um bom “negócio”, como se mostra nos documentos que em baixo se publicam. Pena é, que ao nível das Actas da Assembleia Municipal, não sejam exaustivas sobre o que na altura aí se discutiu.

Em minha opinião algumas questões se podem por neste processo, sumariamente:

- A atribuição de cerca de 47 000 euros, em mais valias, o que levará a um pagamento de impostos de cerca de 7 500 euros, é motivo para a “falência”? Mas ainda há 9 messes a Câmara Municipal lá injectou 90 000 euros?

- E porque é que a Câmara Municipal que ainda há pouco tempo considerava a Cooperativa, uma Associação estratégica para o desenvolvimento do concelho a deixa agora “cair”, por uma verba ridícula, inferior a 10 mil euros?

- Quem foram os técnicos envolvidos no “processo” que não previram que o “negócio” tinha de pagar impostos?

- A Câmara Municipal pode não ter perdido dinheiro, pois adquiriu património, mas que vai fazer agora com esse património? Como vai rentabilizar as verbas aí investidas?

- Os dinheiros públicos deverão servir para pagamento de dívidas de privados?

- Será que os únicos responsáveis deste processo são as Finanças e o anterior Presidente João Batista, como nos querem fazer crer?

Muitas mais questões se levantam, mas fico-me por aqui…

Em baixo se publica um resumo da Acta da Reunião de Câmara de 6/5/2009, em que se decidiu a aquisição do Edifício Sede da Cooperativa, e das várias posições dos Vereadores da altura. Chama-se especial atenção para a Declaração de Voto de Pedro Sobreiro, que aqui reproduzimos na íntegra.







(Clicar para ampliar)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sua Excelência o Parque S. Mamede …


- Não se pode construir em zona rural. O Parque não deixa…

- Não se podem cortar árvores moribundas. O Parque não deixa…

- Não se podem roçar “balsas”. O Parque não deixa…

- Pretende-se fazer um empreendimento turístico no Monte Baixo. O Parque não deixa…

- Soltam-se animais selvagens. Os marvanenses que os governem…

- Constroem-se elefantes brancos nos Olhos d´Àgua: Só se for o Parque…

- Constrói-se um “pombal-humano” no Prado: O Parque não dá por nada…

- Só se pode construir nos perímetros urbanos: Mas o Parque não é para defender a vida no campo?

- Degrada-se um Campo de Golfe: O que faz o Parque?


- O Parque, super entende em toda a vida marvanense. E o que dá em troca?

- Para que serve o Parque de S. Mamede aos marvanenses?

- Quem foram os marvanenses que pediram para pertencer ao Parque de S. Mamede?

- O Parque porta-se como uma mais valia, ou como um obstáculo?

- Marvão chegou assim ao século XX, por intervenção do Parque?

- Se o Parque existisse nos séculos primeiros, Marvão alguma vez teria sido construído? E a Ammaia? E a Ponte Quinhentista? E as Caleiras da Escusa?

- Não seria melhor vestirem-nos de “sãomamedenses” e andarmos no “cantão” a servir de “palhacinhos contemplativos” aos turistas? E quem é que nos governa? O Parque?

Estas são algumas perguntas que os marvanenses põem sobre um território que sempre habitaram e por isso defenderam, sem intervenções de princípios de citadinos bacocos, que crêem que os “bifes” que comem foram feitos de geração espontânea.

Vem toda esta retórica a propósito do Processo do procedimento de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede, que está por aí, com um prazo de 30 dias para que os marvanenses apresentem proposta de alteração.



Não sendo possível mandar estes gajos às “malvas…”, é importante que se passe a palavra a todos os marvanenses, sobretudo os mais atingidos, para que de uma forma activa façam chegar as suas propostas. Evitando-se que no futuro, andemos sempre a ser reactivos, e a “verter lágrimas sobre o leite derramado”.

Aqui fica o texto que “amavelmente” me chegou do GAP sobre o assunto:

"Foi publicado no Jornal Alto Alentejo, na edição de 26 de Maio de 2010 (n.º 180), um Aviso do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P., informando que todos os interessados podem formular sugestões e apresentar informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do procedimento de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede (POPNSSM) no prazo de 30 dias úteis a partir da publicação do referido Aviso.
Este Aviso vem na sequência do Despacho n.º 22008/2009, de 02 de Outubro, do Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente, determinando a revisão do POPNSSM.

Deste modo inicia-se, finalmente, a revisão de um Plano de Ordenamento que estava a ser penalizador para o Concelho de Marvão e, também, para os restantes Concelhos abrangidos por esta Área Protegida. "


TA 1 – Isto é que seria um bom tema para o Sr. Presidente e os seus Ajudantes irem de terra em terra auscultar e mobilizar os marvanenses a discutir e apresentar propostas sobre o assunto. Em tempos já foi assim com a problemática da água! Não fiquem à espera nos gabinetes que a coisa se resolva por si…

TA 2 – Penso eu, que a discussão que aqui se vem desenrolando sobre a “Coutada” (enquanto território integrado no Parque da Serra de S. Mamede), tem aqui uma FERRAMENTA que os “fazedores de opinião”, não só sobre este assunto, mas outros bem mais importantes para o nosso concelho, podem utilizar de uma forma objectiva, muitas das ideias e propostas que aqui vêm sendo apresentadas.



terça-feira, 1 de junho de 2010

A Gestão do Paradoxo


(continuando a conversa com o Tiago sobre a venda da "coutada"...)

Gostava de enquadrar a continuação da conversa sobre o tema da venda da “Coutada” com uma imagem que utilizei no seminário “Pensar Marvão”. Trata-se de uma “matriz” que pretende resumir uma ideia estratégica para Marvão.

A mesma, aponta para aquilo que eu considero ser o objectivo mais crítico para Marvão: tentar parar/inverter a tendência de despovoamento do concelho!


Até já para quem, como eu, vai a Marvão (concelho) apenas de visita (assiduamente, no entanto!) faz “impressão” a escassez de gente na nossa terra. Contudo, é ao falarmos com os conterrâneos residentes que nos apercebemos melhor do drama que esta realidade envolve.

Se uma terra é um corpo, as pessoas são o seu sangue. Um corpo que perde o sangue, perde a vida. Morre.

Esta é a realidade de Marvão!

Parece-me, então, óbvio que o principal objectivo estratégico das políticas em Marvão deverá ser o combate ao despovoamento. Isso faz-se promovendo condições que facilitem a criação de mais emprego.

Coloco o património natural e edificado desta terra como um dos factores que integram a base (os alicerces) desta estratégia. Portanto, o património deverá ser preservado e defendido. Mas de que forma?

Qual o caminho?

Uma defesa/preservação do património a todo o custo, sem concessões?

Ou…

Uma defesa/preservação do património com algumas concessões controladas que contribuam para a promoção do emprego?

Eu defendo, claramente, o segundo caminho. Considero que é indo por aí que se poderá tentar atingir o objectivo estratégico.

Desta forma, não estou, à partida, logo determinantemente contra a venda da “Coutada” apenas pelo argumento de que se deverá defender o património. A todo o custo. E as pessoas?

No entanto, este negócio é muito melindroso, porque pode, de facto, vir a desvalorizar a “Jóia”. A Jóia de todos os marvanenses, naturalmente! Por isso, não sendo muito bem explicado (como não foi) o mesmo não tem o meu acordo. Porque o que está em causa é um dos factores da tal base (dos alicerces).

Actualmente, como marvanense, estou, portanto, contra ao negócio apenas por “cautela”, porque não foi suficientemente explicado…

Concordo com a questão lançada pelo MporM de “Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?”; já não concordo com a questão de “Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

Naturalmente que o negócio do aldeamento do golfe (e do próprio golfe), ao ter corrido como correu, não pode ser defendido. Mas se tem corrido bem, não seria importante para o concelho? Para o emprego no concelho? Para fixar e atrair gente para o concelho? Eu creio que sim!

Preservar sim. E desenvolver também!

Por exemplo: a calçada romana é um património que deve ser preservado porque tem um valor extraordinário. Correcto. E esse valor extraordinário não deverá ser colocado ao serviço do desenvolvimento do concelho, organizado e promovendo percursos que atraiam/fixem os turistas e, portanto, fomentem o emprego? Eu creio que sim!

Devo dizer que não me seduz um Marvão preservadíssimo, intocável, se isso não contribuir para o seu desenvolvimento.

Um Marvão assim e sem gente é um Marvão triste. Não me seduz. Porque não sou um mero visitante…

Julgo, portanto, que os melhores dirigentes para Marvão serão aqueles que melhor saibam gerir este paradoxo: “preservar” e “desenvolver”!

E quando pareça que o “desenvolver” põe em causa o “preservar” será necessário que saibam envolver os marvanenses. Explicando e solicitando contributos…naturalmente.


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

Fim de Época


Chegou ao fim mais uma época futebolística do Arenense, este ano apenas com participação no campeonato distrital de infantis da AF de Portalegre, onde foi alcançado o 2º lugar da Série B.

Mais uma vez, todos os participantes se reuniram no recinto de festas da Abegôa, para a costumada festa de confraternização, onde não faltaram as famílias.

O pontapé de saída começou logo pela manhã com os preparativos, seguido de almoço reservado aos dirigentes e alguns convidados, e culminado com um “lanche” para todos os atletas e familiares, com entrega dos tradicionais prémios àqueles que se distinguiram ao longo da época.

Mas mais do que as palavras, aqui ficam algumas imagens captadas pelo Pedro Sobreiro e que ilustram alguns dos momentos vividos no passado dia 22 de Maio.


Alguns dos responsáveis pela época


Almoço de confraternização


Chamada dos heróis


A razão de ser GDA



André: o nosso "cristiano ronaldo"



Para mais tarde recordar ...


Viva o GDA!....


Por fim..., o petisco!


Obrigado a todos, que tornaram possíveis estes momentos de confraternização.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Réplica a “Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!”

(em jeito de comentário ao post anterior)

Foi boa a leitura, mas há muitas nuances que importam explicitar. O traço que o Fernando Bonito definiu no último texto está próximo daquilo que se vem assistindo há algum tempo no Concelho – uma enorme indiferença e (até) desconfiança relativamente aos assuntos críticos do nosso Concelho. Esta leitura está certa, mas isto não quer dizer que os habitantes do Concelho de Marvão não acreditem em causas, em projectos mobilizadores, no fundo que há é que saber dar a volta ao texto, e exemplo de isso mesmo foi a grande mobilização que assistimos nas diversas candidaturas autárquicas em Outubro último. No entanto também algum desse fulgor eleitoral se esvaiu com o passar do tempo.

Marvão não é apenas Marvão, é mais que isso. O Concelho de Marvão, pelas suas características, é uma jóia nacional, todos nós sabemos isso. Todo o tipo de questões que digam respeito ao património do Concelho têm uma dimensão que extravasa os limites municipais e até regionais. O grupo que o Movimento por Marvão criou no Facebook há três dias atrás já conta com quase 300 membros, com calorosas discussões e contributos de gente de todo o país.

A Localização do problema, uma falsa questão. O Concelho vale como um todo. Não quero acreditar que, nos dias que correm, hajam pessoas que sejam Marvanenses da Portagem ou Marvanenses de Santo António. O Concelho tem de ser sentido por todos, e de igual forma. Claro que é necessário fazer uma ressalva que cada povoação tem as suas dinâmicas próprias (as suas especificidades), mas o interesse concelhio está acima de qualquer tipo de bairrismo. Sinónimo disto mesmo é a mobilização que se está a gerar em torno da venda da “Coutada”, protagonizada por toda a oposição na Câmara Municipal e também fora dela (o MporM).

Em Marvão não há inimigos, há causas. Pelo menos na minha perspectiva este Concelho é demasiado pequeno, as pessoas são demasiado próximas, que não se pode falar em inimigos. Na Câmara Municipal é verdade que todos sabem das dificuldades que a Oposição tem no diálogo com o Presidente e o Vice-Presidente, todos têm conhecimento que a única pessoa capaz de ter uma atitude dialogante é o Vereador José Manuel Pires, mas isto não faz, de maneira nenhuma, com que os primeiros sejam propriamente inimigos públicos. Existem causas. A oposição tem aplaudido algumas iniciativas, e discordado de outras. E não é por acaso que todos aqueles dossiers que a oposição denunciou publicamente, por ferirem os interesses de Marvão, foram anulados ou revistos. a) Subsídio à Associação Comercial de Portalegre - revisto; b) Sociedade Anónima de Capitais Mistos - em revisão há mais de dois meses; c) o projecto “Novos Povoadores” - que curiosamente reunia reticências dentro da bancada do PSD na Assembleia Municipal, foi temporariamente interrompido a pedido do próprio executivo na última reunião de Câmara. E o mesmo se irá passar com a venda da Coutada.

O porquê daqueles que estão contra, e caminhos para o desenvolvimento. Quem está contra são aquelas pessoas que têm memória (sendo obviamente demasiado redutor); que se recordam do que se passou (e está a passar) com o Aldeamento do Golfe. Os regimes de excepção. Os interesses nacionais. Os postos de trabalho. Todas estas condições fizeram com que os Marvanenses estejam hoje mais alertados para os perigos da venda de uma propriedade como esta no Concelho. Uma propriedade que incorpora uma parte substancial da Calçada Romana. Uma propriedade que é estruturante na harmonia natural do Concelho. Um propriedade que é parte integrante da beleza de Marvão. Não deveria a Câmara Municipal salvaguardar este tipo de propriedades, de forma a preservar aquilo que faz o nosso Concelho diferente - o seu património? Falando do processo de desenvolvimento do nosso Concelho, este deve passar pelo equilíbrio harmonioso entre o desenvolvimento económico (turístico, agro-alimentar, pequena indústria e agricultura) com o meio natural e o património cultural e edificado. [Um aparte: se queremos falar em desenvolvimento não devíamos estar a trabalhar já no futuro sustentável do Ninho de Empresas? Não deveria a Câmara Municipal criar reuniões participadas de forma a criar redes que desenvolvam a infra-estrutura? Pessoas como, por exemplo, o Fernando Bonito, o Nuno Vaz da Silva, ou o Joaquim Silva não seriam mais valias para o projecto, se fossem ouvidas e incluídas de uma forma aberta e desinteressada? Até agora nada!] O problema em apoiar-se a venda da “Coutada” é que alegadamente esta propriedade servirá para desenvolver um percurso BTT. O problema aqui é só o “alegadamente”. Temos de ser realistas, ninguém vai viver em Marvão só dos percursos BTT. Ninguém vai largar 114.000€ para que depois sejam rentabilizados com percursos de bicicletas. E mesmo que seja, mais tarde, no futuro, vai sempre haver um projecto, uma casa, um bungalow...sem que a Câmara possa fazer directamente nada, caso seja posto o interesse nacional em causa (o tal regime de excepção). Os munícipes vão ficar, também, por arrasto sem poder de decisão sobre o património do seu Concelho.

Porque Marvão não deve ser uma disneyland, ou então isto é uma conclusão. Este texto pretende exaltar a consciência dos Marvanenses (aqueles de todo o Concelho) para que se juntem à voz de protesto contra esta decisão de colocar o património do Concelho à venda, bem como pretende fornecer algumas informações úteis para o debate, e o contraditório. Tendo, de outro ponto de vista, consciência que as opiniões aqui transcritas poderão estar carregadas de incorrecções ou impressões factuais. Por fim, e como em qualquer tomada de posição, há sempre duas, ou mais, faces da moeda; ao haver escolha, ao ser tomada uma posição, exigisse que passe a existir também responsabilização, pelas tomadas de decisão. E a responsabilidade é também saber admitir o erro. Aqui fica o recado.


sábado, 29 de maio de 2010

Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!



A Câmara Municipal de Marvão publicou um edital para venda do prédio rústico “Coutada”, o qual representa uma boa fatia da encosta de Marvão e inclui parte da calçada romana. A sessão pública, que poderá consumar essa venda, realizar-se-á em 16 de Junho próximo.

O Presidente da Câmara defende que não haverá qualquer problema com a venda deste terreno visto que “a zona onde se insere a é uma zona protegida abrangida pela Zona Ecológica Nacional e ainda pelo Plano de Ordenamento do PNSSM. Tratando-se de uma zona de protecção, não espera que o eventual investidor venha a construir nesse prédio.”

Apesar destas declarações do Presidente da Câmara o MporM (por mail) levanta duas questões:

1- Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?

2 - Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

E criou um registo no Facebook como forma de mobilizar os marvanenses contra esta decisão da câmara (http://www.facebook.com/group.php?gid=126405374044181).


Esta venda já tinha sido alvitrada na anterior legislatura e, inclusivamente, foi debatida numa sessão da AM, fora da ordem do dia. Noutra sessão (já bastante posterior) da AM, questionado por mim sobre o “andamento” deste assunto, o Presidente da Câmara afirmou que, perante as objecções de alguns marvanenses, o potencial investidor tinha perdido o interesse...

Segundo parece, o potencial investidor será uma empresa estrangeira que, já há alguns anos, vem adquirindo terrenos inóspitos no concelho (a preços elevados) para, alegadamente, criar um percurso para BTT.

Desta forma, parece, também, que a aquisição da “Coutada” pretende acrescentar valor a essa bolsa de terrenos, representando talvez “a cereja em cima do bolo”.

Tomando como correctas estas informações, diria que concordo com este negócio!

Tendo Marvão condições naturais ímpares para a prática desta modalidade (e de outras que envolvam contacto com a natureza) e a Câmara Municipal não revelando capacidade para desenvolver e mobilizar esta área (por exemplo, com a criação e divulgação de percursos) julgo que seria muito positivo para o sector turístico que existisse um investidor privado a fazê-lo.

Contudo, sendo este negócio bastante melindroso, já que envolve a venda de uma área substancial situada praticamente às portas da Vila, deveria a Câmara mostrar mais zelo na informação prestada aos munícipes.

Deveria explicar, em pormenor, o negócio. Apontar as suas vantagens para o concelho e informar sobre eventuais medidas, tomadas pelo executivo, para mitigar o risco de incumprimento das intenções apresentadas pelo alegado investidor.

Não o fazendo dá azo a especulações.

Existirão aqueles, que pela localização do terreno ou por inimizade política, serão determinantemente contra o negócio e outros que, pela total confiança (ou amizade política) que têm no executivo, serão determinantemente a favor.

Outro grupo haverá (onde me incluo) que, neste tema das decisões camarárias gosta de opinar “caso a caso” e que, independentemente da localização do terreno, se bem informado, poderia ver com bons olhos esta iniciativa privada. No entanto, este grupo não tem, na minha opinião, dados concretos suficientes para expressar uma opinião clara.

Existe, ainda, um quarto grupo (a esmagadora maioria) que, nestas matérias estratégicas, nada exige. Nem informação, nem explicações. Não tem sentido crítico e, por isso, não escrutina...

Como em política o que interessa são as maiorias, facilmente se entende a atitude da Câmara!


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Estratégia ou cosmética?


Arranca dia cinco de Junho, no edifício da fronteira, mais uma Quinzena Gastronómica do Bacalhau em Marvão. Em Marvão e em Castelo de Vide!

Esta “Fiesta del Bacalao” que inclui a participação de vários restaurantes tem, e bem, como principal “alvo” o mercado espanhol.

O certame já não é novo mas este ano apresenta uma novidade: a parceria com Castelo de Vide. E por isso se intitula a 1ª Quinzena Gastronómica do Bacalhau.

Para alguém “de fora” esta realidade não suscitará grande exclamação. Parece perfeitamente lógico dois concelhos vizinhos do interior, que têm no turismo o seu ponto forte, unirem-se e apresentarem, em conjunto, a sua “oferta” ao mercado espanhol. Mas, quem é “de dentro” sabe que, perante as profundas rivalidades históricas, esta parceria causa mesmo muito espanto!!!

E, de certeza, muitas reticências e resistências…

A minha opinião é de total concordância com esta parceria. Como tenho dito, todos sairiam a ganhar se se constituísse, no nordeste alentejano, uma parceria estratégica na área do turismo para “vender” esta região de forma concertada.

As “várias ofertas” complementar-se-iam, ganhando dimensão e visibilidade.

Há anos, foi esboçado algo do género, nessa altura a três, que não passou de uma singela e esfarrapada agenda mensal. Seria bom que este “sinal”, agora a dois, fosse apenas o pequeno passo inicial de uma estratégia consistente a implementar de uma forma duradoira.

Que não se trate apenas de uma operação de cosmética, com interesses bem determinados e pontuais…

O futuro dirá!


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com