quarta-feira, 30 de junho de 2010

AINDA A “COUTADA” (CONTRADITÓRIO)

Tendo chegado via mail, aqui se reproduz a declaração de voto da vereadora Madalena Tavares, no âmbito do tema da venda da “Coutada”:

Garraio, no AA, deixa Cavaco com as orelhas a arder…


Cumprimentos
Bonito Dias

Bombeiros de Marvão integram Fase "Charlie"


Os Bombeiros Voluntários de Marvão, integram, a partir de amanhã e até 30 de Setembro a Fase "Charlie", de prevenção e combates a incêndios florestais, é a fase operacional de combate a incêndios,que mobiliza, em Portugal, mais meios humanos e materiais ao integrar um total de 9 829 elementos, 2 196 viaturas e 56 meios aéreos dos vários agentes no terreno, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

No quartel dos BVM, estarão em permanência durante as 24 h, uma equipa ECIN com 5 elementos auxiliados por um VFCI (Veículo Florestal de Combate a Incêndios). Juntamente com o habitual piquete de saúde, ficarão em prontidão imediata 8 bombeiros.

Num corpo activo com reduzido número de operacionais, cabe ao Comando, a difícil tarefa de elaborar as escalas diárias, esperando-se que todos contribuam com o melhor desempenho, no desenvolvimento das suas actividades de socorro às populações.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Marvão

A mais antiga Instituição do concelho de Marvão, parece viver por estes dias alguma agitação interna, já que a maioria dos membros dos seus corpos gerentes pediu a demissão.

De acordo com algumas informações que recolhemos, esta demissão foi originada pela existência de “projectos de poder pessoal” dentro da actual Direcção, e pelo facto de se ter concluído, que a maioria dos seus membros, de acordo com os Estatutos, já havia ultrapassado o limite de tempo para o qual podem exercer os mandatos.

Se bem que consideramos a Santa Casa, uma das Instituições mais prestigiadas de Marvão, também, ao longo dos tempos, esta tem sido uma das mais fechadas ao processo democrático que se vive em Portugal desde 1974. Os seus Corpos Gerentes, quase sempre só têm sido conhecidos da maioria da irmandade, após terem tomado posse.

No entanto, desta vez, fala-se que haverá concorrência, e que se preparam mais do que uma Lista para concorrer ao próximo acto eleitoral, que terá lugar no próximo dia 17 de Julho.

Oxalá que aqueles que se propõem dirigir esta Instituição, o façam, em prol da Missão e das Atribuições desta casa (para servir e não para se servirem), e não, como mais um “jogo” pelo controlo do poder das Associações do concelho.

Deseja-se ainda, que este processo seja claro, que os Serviços dêem conhecimento por escrito e individualmente, a todos os Irmãos, que de acordo com os Estatutos, estejam em situação de poder votar, e assim, podermos exercer o direito de escolha dos próximos Corpos Gerentes.

Ronaldo & Bola- Paixão ao 1º pontapé


( clicar para ampliar)


Já que o momento é de selecção, não deverá se despropositado colocar est "post" aqui no Fórum Marvão. Tenho receio que os nossos vizinhos espanhóis nos provoquem uma indigestão! A ver vamos!

sábado, 26 de junho de 2010

Homenageando Saramago

Alguém disse, que nada melhor para homenagear um homem, que divulgar a sua obra.

Sobretudo, para aqueles que não conhecem, aqui se aguça a curiosidade. E já agora, como dizia outra das grandes figuras da cultura portuguesa, o mestre e pedagogo João Santos: "... se não conhece, porque diz que não gosta?"

José Saramago, 87 Anos from Fundação Jose Saramago on Vimeo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

J Buga, esta velha raposa… e o affaire dos novos povoadores

O João é uma pessoa com quem simpatizo, por variadíssimas razões. Talvez porque coincidimos em muitas coisas: ou nos amam ou nos odeiam, e enquanto os primeiros nos sobem o ego, os últimos não nos tiram o sono; daquilo que até agora conseguimos, ninguém nos deu nada; as nossas raízes singraram na mesma terra, muitas vezes regadas com suor, sangue e lágrimas; mas, sobretudo, uma das nossas maiores afinidades é que não nos casamos com qualquer “namorada” que apareça à nossa frente, por muito predisposta que ela se apresente.

Há algum tempo a esta parte, o João conheceu uma dessas “namoradas”: o affaire do novos povoadores, um grupo de malta fina e instruída que, após rigorosa selecção para saber se estavam vacinados contra nós (os indígenas) viriam para cá, através de uma empresa especialmente criada para o efeito que, a troco da módica quantia de 36.000 euros nos fornecia um pacote com doze casais - milagre que para cá viriam, não se sabia para onde, nem a fazer o quê.

Nunca falei com o J Buga sobre este assunto, mas acho que isto lhe cheirou a esturro desde o primeiro momento. Cá para mim, ele consultou o velho livro das tácticas futeboleiras que já tinha esquecido no sótão e resolveu fazer uma marcação homem a homem a este caso.

E quando o assunto foi presente à Assembleia Municipal já o João tinha a lição bem estudada e concebera a táctica que lhe permitiria saber até onde iria o seu adversário. Os novos povoadores pretendiam fazer experiências de um ano no nosso concelho e a empresa promotora queria receber grande parte do dinheiro à cabeça, sem existirem garantias que os finesses, assim que vissem tanta rapa (os velhos povoadores…) não se raspassem eles, sem deixar rasto.

Uma coisa era certa. Votar contra o projecto, era inútil. O PSD tem maioria absoluta e ninguém se atreveria a votar contra, a não ser o próprio Buga. Da oposição também não se podia esperar grande coisa, como se veio a confirmar. A oposição prefere esperar para ver, esquecida ela própria que se o projecto falhar também é responsável, já que o facto de não se ter manifestado contra lhe retira o direito moral à crítica posterior.

Tinha que ser de outra maneira mais subtil…

J BUGA, num excelente trabalho do amigo Hermínio "Cartoon" Felizardo



E como quem não quer a coisa, o João começa a propor que a estadia dos povoadores, fosse no mínimo de 18 meses, em vez do ano proposto, que as verbas que o município de Marvão iria pagar pelas novas “aquisições” fosse dividido em várias tranches, até ao fim do contrato… devagarinho, suavemente. O certo é que, quais bordalecos do antigamente, alguns membros da Assembleia picaram e aprovaram a proposta de alterações Buganiana. Permitia-se a Buga argumentar que ele não estava contra o projecto, antes pelo contrário, gostava tanto da ideia que até queria que os novos povoadores ficassem durante mais tempo!! (Aqui custa-me a acreditar, mas, se calhar, sou eu que estou a ser mauzinho em demasia…)

O caso é que a decisão foi adiada e dado conhecimento à empresa das alterações propostas pela Assembleia Municipal. E qual não foi a surpresa, quando, pouco tempo depois, a empresa comunicou ao Município que abandonava as negociações, já que, face às novas regras impostas, eles já não queriam brincar.

Conclusão: o Buga puxou da manta e os NP deixaram ver o rabinho: se estivessem de boa fé, se realmente quisessem vir, tanto vinham por 12, como por 18, como por 36 meses. Tanto lhes dava receber no princípio, ou em prestações. Mas não. À primeira abandonaram, meteram o rabo entre as pernas e pernas para que te quero…
Amigo João, ainda bem que não casaste com esta namorada. Era muito leviana…

Esta estória foi inventada por mim, pode ter acontecido assim, ou talvez não. Tem muito de verdade, e (talvez) alguma fantasia. Esta última, caso exista, só o JBuga é que sabe…

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ainda o "Sr. Parque"…

Com o intuito de discutir e receber alguns contributos, sobre o processo de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede, a CM de Marvão vai levar a efeito uma Sessão Informativa, que terá lugar no Salão Nobre da CMM, no próximo dia 25 de Junho, pelas 18 horas.


Apesar de não nos parecer a melhor estratégia – Uma Sessão Pública Informativa, a que poucos irão comparecer, pois um assunto desta importância deveria merecer uma estratégia pró-activa de levar a discussão junto dos interessados, ou convidar pessoalmente aqueles que podem enriquecer o processo, esperamos que alguns dos interessados compareçam, da nossa parte aqui fica a divulgação e o apelo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Escola Primária Galegos

A reconversão da antiga escola primária dos Galegos em Centro Comunitário, fazia parte do projecto eleitoral, do PSD, para a Freguesia de Santa Maria de Marvão. Decorrido algum tempo, a mesma escola é agora disputada pela Associação de Caçadores Municipal e pela, recentemente criada, Associação de Desenvolvimento Local de Galegos (ADELGA).

Uma vez que as instalações permitem a domiciliação das duas colectividades, espera-se agora, uma última palavra por parte do município marvanense, lembrando que aquela escola, inaugurada no ano lectivo 1949/1950, se encontra fechada, já há muitos anos, desde que foi aberta a escola da Portagem, necessitando de alguns arranjos, para a instalação das duas colectividades e promoção das suas actividades.

JOSÉ SARAMAGO (19922 – 2010)

“… escrevo para desassossegar os meus leitores.”



“… Quando ele terminou, as mãos dela já não estavam frias, as suas ardiam, por isso foi que as mãos se deram às mãos e não se estranharam. Passava muito da uma hora da madrugada quando o violoncelista perguntou, Quer que chame um táxi para a levar ao hotel, e a mulher respondeu, Não, ficarei contigo, e ofereceu-lhe a boca. Entraram no quarto, despiram-se e o que estava escrito que aconteceria, aconteceu enfim, e outra vez, e outra ainda. Ele adormeceu, ela não. Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta cor de violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte poderia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu…”

(in as intermitências da morte)






Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

(in poemas possíveis)


Morreu o Homem, ficou a sua obra…

Tudo começou com a TERRA DO PECADO.
Depois seguiram-se mais de 40 Livros, que lhe valeram em 1998 o único Prémio Nobel da língua portuguesa. Entre outros, aqui deixo a lista de alguns que tive a ventura de ler:

- A JANGADA DE PEDRA
- LEVANTADO DO CHÃO
- MEMORIAL DO COVENTO
- MANUAL DE PINTURA E CALIGRAFIA
- OS POEMAS POSSÍVEIS
- O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS
- HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA
- O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO
- IN NOMINE DEI
- ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
- ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ
- TODOS OS NOMES
- A CAVERNA
- CADERNOS DE LANZAROTE
- O HOMEM DUPLICADO
- AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE
- A VIAGEM DO ELEFANTE
- PEQUENAS MEMÓRIAS
- CAIM
… e outros

Como todos os grandes homens foi adorado por uns, odiado por outros, mas como ele dizia:
“… algum valor hei-de ter”.

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Hoje às 18 horas há Assembleia Municipal, na Câmara Velha - Casa da Cultura.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

AINDA A «COUTADA» …

Na sequência do Post do Movimento por Marvão (MpM), que aqui vem sendo discutido por muitos visitantes, sobre a possível venda da Coutada (Propriedade situada na encosta de Marvão), faltava aqui parte do juízo, ou falta dele, de uma das partes, ou seja: dos responsáveis na CMM, que estavam, e parece que ainda estão, a favor da alienação dos ditos “canchos”, ao que parece com alguns sobreiros.

Tivemos também conhecimento dos argumentos apresentados pela aliança do Partido Socialista, Grupo de Cidadãos Juntos por Marvão e Movimento Por Marvão, através da Proposta feita em Reunião de Câmara que levou à suspensão do processo, por proposta do Vereador do PSD José Manuel Pires.

Deixo-vos aqui agora, em jeito de contraditório, os argumentos do Presidente Vítor Frutuoso, e do Vice-Presidente Luís Vitorino, através das Declarações de Voto que apresentaram para a sua Abstenção à proposta do seu (deles) companheiro de executivo e de Partido (!!!), para a dita suspensão do Processo de Venda da “Coitada”.


Declaração de Voto do Presidente Vítor Frutuoso:




Declaração de Voto do Vice-Presidente Luís Vitorino:


Ficam assim conhecidas as opiniões dos responsáveis políticos do nosso concelho.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

um dos 10 melhores segredos do Mundo e uma das 25 Vilas Secretas da Europa

RTP, 08-06-2010
Dois Guias de Viagem na Internet consideram Marvão como um dos dez melhores segredos do Mundo e uma das 25 Vilas Secretas da Europa. O número de turistas tem vindo a aumentar, mas a vila do norte alentejano queixa-se da falta de promoção por parte das autoridades centrais.

sábado, 5 de junho de 2010

MporM, por mail


ASSUNTO: Câmara Municipal de Marvão reavalia processo de venda da “Coutada”

A Câmara Municipal de Marvão decidiu na reunião ordinária de dia 02-06-2010 reavaliar a proposta de venda da “Coutada”. Este terreno de 45 hectares situado na encosta de Marvão é um elemento marcante do património do Concelho, integra uma grande parte da Calçada Romana que liga a Portagem a Marvão e é, desta forma, um garante da nobreza natural da encosta.

Esta decisão surge no seguimento do actual Executivo ter aprovado a venda deste terreno no dia 7 de Abril de 2010. Após esta polémica decisão, vários munícipes, tendo ficado incrédulos com a decisão, solicitaram que o Executivo repensasse a sua decisão e anulasse o processo de venda da “Coutada”.

Assumindo as suas responsabilidades, a oposição na Câmara Municipal (vereador Nuno Lopes – PS e vereadora Madalena Tavares – Juntos por Marvão) e fora dela (Movimento por Marvão) decidiu, numa atitude de cidadania e de defesa do interesse público, trabalhar em conjunto na defesa do património do Concelho de Marvão; depois do estudo dos elementos que estavam em causa neste processo, apresentou uma proposta conjunta (em anexo) na reunião de Câmara de 02-06-2010, exigindo que o Executivo reconsiderasse a venda de património que a todos os munícipes pertence e que é fundamental para o desenvolvimento sustentável do Concelho.

Naquela reunião, no seguimento de uma acesa discussão, e perante a inflexibilidade do Presidente da Autarquia, o vereador do PSD – José Manuel Pires apresentou uma proposta que foi, em parte, ao encontro daquilo que a oposição reclamava, e que consistia em solicitar pareceres aos organismos competentes, suspendendo o processo de venda até ao final do mês de Julho, altura na qual, já de posse dos necessários pareceres, e após consulta à população, a Câmara municipal procederia a uma nova e mais fundamentada ponderação de toda esta situação. Votaram a favor desta proposta o seu autor e os vereadores da oposição Nuno Lopes e Madalena Tavares, enquanto que o Presidente e o Vice-presidente da Câmara se abstinham.

Esta foi uma vitória daqueles que lutaram pela defesa do património do Concelho e por uma visão abrangente e inclusiva da acção municipal, a qual não seria possível sem o bom senso revelado pelo vereador José Manuel Pires, a inesgotável colaboração dos vereadores Nuno Lopes e Madalena Tavares e os contributos dos munícipes e das centenas de pessoas que integram o grupo no Facebook “Pessoas contra a venda da encosta de Marvão a privados!”.

Mas a principal vitória diz respeito a todos os munícipes e a todos os amigos de Marvão.

No processo de consulta que agora se abre, contamos com todos eles para ajudar a fundamentar uma decisão que honre Marvão.



sexta-feira, 4 de junho de 2010

E AGORA? ALGUÉM FICOU MAL NA FOTOGRAFIA...



Aquilo que era previsível, aconteceu. A Cooperativa do Porto da Espada fechou as portas, como noticiou esta quarta-feira o Jornal Alto Alentejo.

Era há muito tempo do conhecimento geral, que esta Associação, a exemplo de todas as outras no concelho, não atravessava os melhores dias. Mas quando em Maio de 2009 a Câmara Municipal, por proposta do Vereador José Manuel Pires, resolveu injectar 90 000 euros, através da aquisição do edifício da Cooperativa, (o que levantou na altura as maiores dúvidas a muitos dos que acompanharam o processo), longe estava de se prever que seria essa mesma aquisição que daria a estocada final na Cooperativa, como afirma agora o Presidente António Vaz.

Bem poderão agora surgir todas as explicações, aliás vivemos num país em que tudo se explica e ninguém se responsabiliza, mas neste caso, pelo menos, os responsáveis não se podem queixar de não ter sido avisados de que não seria um bom “negócio”, como se mostra nos documentos que em baixo se publicam. Pena é, que ao nível das Actas da Assembleia Municipal, não sejam exaustivas sobre o que na altura aí se discutiu.

Em minha opinião algumas questões se podem por neste processo, sumariamente:

- A atribuição de cerca de 47 000 euros, em mais valias, o que levará a um pagamento de impostos de cerca de 7 500 euros, é motivo para a “falência”? Mas ainda há 9 messes a Câmara Municipal lá injectou 90 000 euros?

- E porque é que a Câmara Municipal que ainda há pouco tempo considerava a Cooperativa, uma Associação estratégica para o desenvolvimento do concelho a deixa agora “cair”, por uma verba ridícula, inferior a 10 mil euros?

- Quem foram os técnicos envolvidos no “processo” que não previram que o “negócio” tinha de pagar impostos?

- A Câmara Municipal pode não ter perdido dinheiro, pois adquiriu património, mas que vai fazer agora com esse património? Como vai rentabilizar as verbas aí investidas?

- Os dinheiros públicos deverão servir para pagamento de dívidas de privados?

- Será que os únicos responsáveis deste processo são as Finanças e o anterior Presidente João Batista, como nos querem fazer crer?

Muitas mais questões se levantam, mas fico-me por aqui…

Em baixo se publica um resumo da Acta da Reunião de Câmara de 6/5/2009, em que se decidiu a aquisição do Edifício Sede da Cooperativa, e das várias posições dos Vereadores da altura. Chama-se especial atenção para a Declaração de Voto de Pedro Sobreiro, que aqui reproduzimos na íntegra.







(Clicar para ampliar)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sua Excelência o Parque S. Mamede …


- Não se pode construir em zona rural. O Parque não deixa…

- Não se podem cortar árvores moribundas. O Parque não deixa…

- Não se podem roçar “balsas”. O Parque não deixa…

- Pretende-se fazer um empreendimento turístico no Monte Baixo. O Parque não deixa…

- Soltam-se animais selvagens. Os marvanenses que os governem…

- Constroem-se elefantes brancos nos Olhos d´Àgua: Só se for o Parque…

- Constrói-se um “pombal-humano” no Prado: O Parque não dá por nada…

- Só se pode construir nos perímetros urbanos: Mas o Parque não é para defender a vida no campo?

- Degrada-se um Campo de Golfe: O que faz o Parque?


- O Parque, super entende em toda a vida marvanense. E o que dá em troca?

- Para que serve o Parque de S. Mamede aos marvanenses?

- Quem foram os marvanenses que pediram para pertencer ao Parque de S. Mamede?

- O Parque porta-se como uma mais valia, ou como um obstáculo?

- Marvão chegou assim ao século XX, por intervenção do Parque?

- Se o Parque existisse nos séculos primeiros, Marvão alguma vez teria sido construído? E a Ammaia? E a Ponte Quinhentista? E as Caleiras da Escusa?

- Não seria melhor vestirem-nos de “sãomamedenses” e andarmos no “cantão” a servir de “palhacinhos contemplativos” aos turistas? E quem é que nos governa? O Parque?

Estas são algumas perguntas que os marvanenses põem sobre um território que sempre habitaram e por isso defenderam, sem intervenções de princípios de citadinos bacocos, que crêem que os “bifes” que comem foram feitos de geração espontânea.

Vem toda esta retórica a propósito do Processo do procedimento de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede, que está por aí, com um prazo de 30 dias para que os marvanenses apresentem proposta de alteração.



Não sendo possível mandar estes gajos às “malvas…”, é importante que se passe a palavra a todos os marvanenses, sobretudo os mais atingidos, para que de uma forma activa façam chegar as suas propostas. Evitando-se que no futuro, andemos sempre a ser reactivos, e a “verter lágrimas sobre o leite derramado”.

Aqui fica o texto que “amavelmente” me chegou do GAP sobre o assunto:

"Foi publicado no Jornal Alto Alentejo, na edição de 26 de Maio de 2010 (n.º 180), um Aviso do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P., informando que todos os interessados podem formular sugestões e apresentar informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do procedimento de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede (POPNSSM) no prazo de 30 dias úteis a partir da publicação do referido Aviso.
Este Aviso vem na sequência do Despacho n.º 22008/2009, de 02 de Outubro, do Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente, determinando a revisão do POPNSSM.

Deste modo inicia-se, finalmente, a revisão de um Plano de Ordenamento que estava a ser penalizador para o Concelho de Marvão e, também, para os restantes Concelhos abrangidos por esta Área Protegida. "


TA 1 – Isto é que seria um bom tema para o Sr. Presidente e os seus Ajudantes irem de terra em terra auscultar e mobilizar os marvanenses a discutir e apresentar propostas sobre o assunto. Em tempos já foi assim com a problemática da água! Não fiquem à espera nos gabinetes que a coisa se resolva por si…

TA 2 – Penso eu, que a discussão que aqui se vem desenrolando sobre a “Coutada” (enquanto território integrado no Parque da Serra de S. Mamede), tem aqui uma FERRAMENTA que os “fazedores de opinião”, não só sobre este assunto, mas outros bem mais importantes para o nosso concelho, podem utilizar de uma forma objectiva, muitas das ideias e propostas que aqui vêm sendo apresentadas.



terça-feira, 1 de junho de 2010

A Gestão do Paradoxo


(continuando a conversa com o Tiago sobre a venda da "coutada"...)

Gostava de enquadrar a continuação da conversa sobre o tema da venda da “Coutada” com uma imagem que utilizei no seminário “Pensar Marvão”. Trata-se de uma “matriz” que pretende resumir uma ideia estratégica para Marvão.

A mesma, aponta para aquilo que eu considero ser o objectivo mais crítico para Marvão: tentar parar/inverter a tendência de despovoamento do concelho!


Até já para quem, como eu, vai a Marvão (concelho) apenas de visita (assiduamente, no entanto!) faz “impressão” a escassez de gente na nossa terra. Contudo, é ao falarmos com os conterrâneos residentes que nos apercebemos melhor do drama que esta realidade envolve.

Se uma terra é um corpo, as pessoas são o seu sangue. Um corpo que perde o sangue, perde a vida. Morre.

Esta é a realidade de Marvão!

Parece-me, então, óbvio que o principal objectivo estratégico das políticas em Marvão deverá ser o combate ao despovoamento. Isso faz-se promovendo condições que facilitem a criação de mais emprego.

Coloco o património natural e edificado desta terra como um dos factores que integram a base (os alicerces) desta estratégia. Portanto, o património deverá ser preservado e defendido. Mas de que forma?

Qual o caminho?

Uma defesa/preservação do património a todo o custo, sem concessões?

Ou…

Uma defesa/preservação do património com algumas concessões controladas que contribuam para a promoção do emprego?

Eu defendo, claramente, o segundo caminho. Considero que é indo por aí que se poderá tentar atingir o objectivo estratégico.

Desta forma, não estou, à partida, logo determinantemente contra a venda da “Coutada” apenas pelo argumento de que se deverá defender o património. A todo o custo. E as pessoas?

No entanto, este negócio é muito melindroso, porque pode, de facto, vir a desvalorizar a “Jóia”. A Jóia de todos os marvanenses, naturalmente! Por isso, não sendo muito bem explicado (como não foi) o mesmo não tem o meu acordo. Porque o que está em causa é um dos factores da tal base (dos alicerces).

Actualmente, como marvanense, estou, portanto, contra ao negócio apenas por “cautela”, porque não foi suficientemente explicado…

Concordo com a questão lançada pelo MporM de “Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?”; já não concordo com a questão de “Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

Naturalmente que o negócio do aldeamento do golfe (e do próprio golfe), ao ter corrido como correu, não pode ser defendido. Mas se tem corrido bem, não seria importante para o concelho? Para o emprego no concelho? Para fixar e atrair gente para o concelho? Eu creio que sim!

Preservar sim. E desenvolver também!

Por exemplo: a calçada romana é um património que deve ser preservado porque tem um valor extraordinário. Correcto. E esse valor extraordinário não deverá ser colocado ao serviço do desenvolvimento do concelho, organizado e promovendo percursos que atraiam/fixem os turistas e, portanto, fomentem o emprego? Eu creio que sim!

Devo dizer que não me seduz um Marvão preservadíssimo, intocável, se isso não contribuir para o seu desenvolvimento.

Um Marvão assim e sem gente é um Marvão triste. Não me seduz. Porque não sou um mero visitante…

Julgo, portanto, que os melhores dirigentes para Marvão serão aqueles que melhor saibam gerir este paradoxo: “preservar” e “desenvolver”!

E quando pareça que o “desenvolver” põe em causa o “preservar” será necessário que saibam envolver os marvanenses. Explicando e solicitando contributos…naturalmente.


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

Fim de Época


Chegou ao fim mais uma época futebolística do Arenense, este ano apenas com participação no campeonato distrital de infantis da AF de Portalegre, onde foi alcançado o 2º lugar da Série B.

Mais uma vez, todos os participantes se reuniram no recinto de festas da Abegôa, para a costumada festa de confraternização, onde não faltaram as famílias.

O pontapé de saída começou logo pela manhã com os preparativos, seguido de almoço reservado aos dirigentes e alguns convidados, e culminado com um “lanche” para todos os atletas e familiares, com entrega dos tradicionais prémios àqueles que se distinguiram ao longo da época.

Mas mais do que as palavras, aqui ficam algumas imagens captadas pelo Pedro Sobreiro e que ilustram alguns dos momentos vividos no passado dia 22 de Maio.


Alguns dos responsáveis pela época


Almoço de confraternização


Chamada dos heróis


A razão de ser GDA



André: o nosso "cristiano ronaldo"



Para mais tarde recordar ...


Viva o GDA!....


Por fim..., o petisco!


Obrigado a todos, que tornaram possíveis estes momentos de confraternização.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Réplica a “Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!”

(em jeito de comentário ao post anterior)

Foi boa a leitura, mas há muitas nuances que importam explicitar. O traço que o Fernando Bonito definiu no último texto está próximo daquilo que se vem assistindo há algum tempo no Concelho – uma enorme indiferença e (até) desconfiança relativamente aos assuntos críticos do nosso Concelho. Esta leitura está certa, mas isto não quer dizer que os habitantes do Concelho de Marvão não acreditem em causas, em projectos mobilizadores, no fundo que há é que saber dar a volta ao texto, e exemplo de isso mesmo foi a grande mobilização que assistimos nas diversas candidaturas autárquicas em Outubro último. No entanto também algum desse fulgor eleitoral se esvaiu com o passar do tempo.

Marvão não é apenas Marvão, é mais que isso. O Concelho de Marvão, pelas suas características, é uma jóia nacional, todos nós sabemos isso. Todo o tipo de questões que digam respeito ao património do Concelho têm uma dimensão que extravasa os limites municipais e até regionais. O grupo que o Movimento por Marvão criou no Facebook há três dias atrás já conta com quase 300 membros, com calorosas discussões e contributos de gente de todo o país.

A Localização do problema, uma falsa questão. O Concelho vale como um todo. Não quero acreditar que, nos dias que correm, hajam pessoas que sejam Marvanenses da Portagem ou Marvanenses de Santo António. O Concelho tem de ser sentido por todos, e de igual forma. Claro que é necessário fazer uma ressalva que cada povoação tem as suas dinâmicas próprias (as suas especificidades), mas o interesse concelhio está acima de qualquer tipo de bairrismo. Sinónimo disto mesmo é a mobilização que se está a gerar em torno da venda da “Coutada”, protagonizada por toda a oposição na Câmara Municipal e também fora dela (o MporM).

Em Marvão não há inimigos, há causas. Pelo menos na minha perspectiva este Concelho é demasiado pequeno, as pessoas são demasiado próximas, que não se pode falar em inimigos. Na Câmara Municipal é verdade que todos sabem das dificuldades que a Oposição tem no diálogo com o Presidente e o Vice-Presidente, todos têm conhecimento que a única pessoa capaz de ter uma atitude dialogante é o Vereador José Manuel Pires, mas isto não faz, de maneira nenhuma, com que os primeiros sejam propriamente inimigos públicos. Existem causas. A oposição tem aplaudido algumas iniciativas, e discordado de outras. E não é por acaso que todos aqueles dossiers que a oposição denunciou publicamente, por ferirem os interesses de Marvão, foram anulados ou revistos. a) Subsídio à Associação Comercial de Portalegre - revisto; b) Sociedade Anónima de Capitais Mistos - em revisão há mais de dois meses; c) o projecto “Novos Povoadores” - que curiosamente reunia reticências dentro da bancada do PSD na Assembleia Municipal, foi temporariamente interrompido a pedido do próprio executivo na última reunião de Câmara. E o mesmo se irá passar com a venda da Coutada.

O porquê daqueles que estão contra, e caminhos para o desenvolvimento. Quem está contra são aquelas pessoas que têm memória (sendo obviamente demasiado redutor); que se recordam do que se passou (e está a passar) com o Aldeamento do Golfe. Os regimes de excepção. Os interesses nacionais. Os postos de trabalho. Todas estas condições fizeram com que os Marvanenses estejam hoje mais alertados para os perigos da venda de uma propriedade como esta no Concelho. Uma propriedade que incorpora uma parte substancial da Calçada Romana. Uma propriedade que é estruturante na harmonia natural do Concelho. Um propriedade que é parte integrante da beleza de Marvão. Não deveria a Câmara Municipal salvaguardar este tipo de propriedades, de forma a preservar aquilo que faz o nosso Concelho diferente - o seu património? Falando do processo de desenvolvimento do nosso Concelho, este deve passar pelo equilíbrio harmonioso entre o desenvolvimento económico (turístico, agro-alimentar, pequena indústria e agricultura) com o meio natural e o património cultural e edificado. [Um aparte: se queremos falar em desenvolvimento não devíamos estar a trabalhar já no futuro sustentável do Ninho de Empresas? Não deveria a Câmara Municipal criar reuniões participadas de forma a criar redes que desenvolvam a infra-estrutura? Pessoas como, por exemplo, o Fernando Bonito, o Nuno Vaz da Silva, ou o Joaquim Silva não seriam mais valias para o projecto, se fossem ouvidas e incluídas de uma forma aberta e desinteressada? Até agora nada!] O problema em apoiar-se a venda da “Coutada” é que alegadamente esta propriedade servirá para desenvolver um percurso BTT. O problema aqui é só o “alegadamente”. Temos de ser realistas, ninguém vai viver em Marvão só dos percursos BTT. Ninguém vai largar 114.000€ para que depois sejam rentabilizados com percursos de bicicletas. E mesmo que seja, mais tarde, no futuro, vai sempre haver um projecto, uma casa, um bungalow...sem que a Câmara possa fazer directamente nada, caso seja posto o interesse nacional em causa (o tal regime de excepção). Os munícipes vão ficar, também, por arrasto sem poder de decisão sobre o património do seu Concelho.

Porque Marvão não deve ser uma disneyland, ou então isto é uma conclusão. Este texto pretende exaltar a consciência dos Marvanenses (aqueles de todo o Concelho) para que se juntem à voz de protesto contra esta decisão de colocar o património do Concelho à venda, bem como pretende fornecer algumas informações úteis para o debate, e o contraditório. Tendo, de outro ponto de vista, consciência que as opiniões aqui transcritas poderão estar carregadas de incorrecções ou impressões factuais. Por fim, e como em qualquer tomada de posição, há sempre duas, ou mais, faces da moeda; ao haver escolha, ao ser tomada uma posição, exigisse que passe a existir também responsabilização, pelas tomadas de decisão. E a responsabilidade é também saber admitir o erro. Aqui fica o recado.


sábado, 29 de maio de 2010

Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!



A Câmara Municipal de Marvão publicou um edital para venda do prédio rústico “Coutada”, o qual representa uma boa fatia da encosta de Marvão e inclui parte da calçada romana. A sessão pública, que poderá consumar essa venda, realizar-se-á em 16 de Junho próximo.

O Presidente da Câmara defende que não haverá qualquer problema com a venda deste terreno visto que “a zona onde se insere a é uma zona protegida abrangida pela Zona Ecológica Nacional e ainda pelo Plano de Ordenamento do PNSSM. Tratando-se de uma zona de protecção, não espera que o eventual investidor venha a construir nesse prédio.”

Apesar destas declarações do Presidente da Câmara o MporM (por mail) levanta duas questões:

1- Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?

2 - Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

E criou um registo no Facebook como forma de mobilizar os marvanenses contra esta decisão da câmara (http://www.facebook.com/group.php?gid=126405374044181).


Esta venda já tinha sido alvitrada na anterior legislatura e, inclusivamente, foi debatida numa sessão da AM, fora da ordem do dia. Noutra sessão (já bastante posterior) da AM, questionado por mim sobre o “andamento” deste assunto, o Presidente da Câmara afirmou que, perante as objecções de alguns marvanenses, o potencial investidor tinha perdido o interesse...

Segundo parece, o potencial investidor será uma empresa estrangeira que, já há alguns anos, vem adquirindo terrenos inóspitos no concelho (a preços elevados) para, alegadamente, criar um percurso para BTT.

Desta forma, parece, também, que a aquisição da “Coutada” pretende acrescentar valor a essa bolsa de terrenos, representando talvez “a cereja em cima do bolo”.

Tomando como correctas estas informações, diria que concordo com este negócio!

Tendo Marvão condições naturais ímpares para a prática desta modalidade (e de outras que envolvam contacto com a natureza) e a Câmara Municipal não revelando capacidade para desenvolver e mobilizar esta área (por exemplo, com a criação e divulgação de percursos) julgo que seria muito positivo para o sector turístico que existisse um investidor privado a fazê-lo.

Contudo, sendo este negócio bastante melindroso, já que envolve a venda de uma área substancial situada praticamente às portas da Vila, deveria a Câmara mostrar mais zelo na informação prestada aos munícipes.

Deveria explicar, em pormenor, o negócio. Apontar as suas vantagens para o concelho e informar sobre eventuais medidas, tomadas pelo executivo, para mitigar o risco de incumprimento das intenções apresentadas pelo alegado investidor.

Não o fazendo dá azo a especulações.

Existirão aqueles, que pela localização do terreno ou por inimizade política, serão determinantemente contra o negócio e outros que, pela total confiança (ou amizade política) que têm no executivo, serão determinantemente a favor.

Outro grupo haverá (onde me incluo) que, neste tema das decisões camarárias gosta de opinar “caso a caso” e que, independentemente da localização do terreno, se bem informado, poderia ver com bons olhos esta iniciativa privada. No entanto, este grupo não tem, na minha opinião, dados concretos suficientes para expressar uma opinião clara.

Existe, ainda, um quarto grupo (a esmagadora maioria) que, nestas matérias estratégicas, nada exige. Nem informação, nem explicações. Não tem sentido crítico e, por isso, não escrutina...

Como em política o que interessa são as maiorias, facilmente se entende a atitude da Câmara!


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Estratégia ou cosmética?


Arranca dia cinco de Junho, no edifício da fronteira, mais uma Quinzena Gastronómica do Bacalhau em Marvão. Em Marvão e em Castelo de Vide!

Esta “Fiesta del Bacalao” que inclui a participação de vários restaurantes tem, e bem, como principal “alvo” o mercado espanhol.

O certame já não é novo mas este ano apresenta uma novidade: a parceria com Castelo de Vide. E por isso se intitula a 1ª Quinzena Gastronómica do Bacalhau.

Para alguém “de fora” esta realidade não suscitará grande exclamação. Parece perfeitamente lógico dois concelhos vizinhos do interior, que têm no turismo o seu ponto forte, unirem-se e apresentarem, em conjunto, a sua “oferta” ao mercado espanhol. Mas, quem é “de dentro” sabe que, perante as profundas rivalidades históricas, esta parceria causa mesmo muito espanto!!!

E, de certeza, muitas reticências e resistências…

A minha opinião é de total concordância com esta parceria. Como tenho dito, todos sairiam a ganhar se se constituísse, no nordeste alentejano, uma parceria estratégica na área do turismo para “vender” esta região de forma concertada.

As “várias ofertas” complementar-se-iam, ganhando dimensão e visibilidade.

Há anos, foi esboçado algo do género, nessa altura a três, que não passou de uma singela e esfarrapada agenda mensal. Seria bom que este “sinal”, agora a dois, fosse apenas o pequeno passo inicial de uma estratégia consistente a implementar de uma forma duradoira.

Que não se trate apenas de uma operação de cosmética, com interesses bem determinados e pontuais…

O futuro dirá!


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

domingo, 23 de maio de 2010

Serviço Público


Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba no próximo mês de Maio

Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República.

A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'.

A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos.
O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.

Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento , mais dois dias do que estava previsto no actual regime.

Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta. Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Deco congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor.

O diploma entra em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de efeito equivalente'.


Divulgar o mais possível...

sábado, 22 de maio de 2010

Triunfo dos Porcos (esta vem mesmo a calhar)



Triunfo dos Porcos

Chegará o dia
Em que o leão dormirá com o cordeiro
E eu deixarei de ter na língua
Sempre um projéctil certeiro.
E eu deixarei de ter na língua
Sempre um projéctil certeiro.

A humanidade já tem
Tão pouco de ser humano
E quanto mais tento repará-la
Muito mais depressa me esgano.
E quanto mais tento repará-la
Muito mais depressa me esgano.

As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.

Quando penso no futuro
Só vejo desolação
Ai ai ai meu país cheio de sonhos,
Não há quem te agarre a mão.
Ai Portugal meu país cheio de sonhos,
Não há quem te agarre a mão.

Mas há que te alumie
E não te deixe cair em tropeço
Mesmo que com fome e sede,
Assim de ti me despeço.
Mesmo que com fome e sede,
Assim de ti me despeço.

As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.

As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

II PERCURSO INTERNACIONAL DO CONTRABANDO DO CAFE


GRAP 2 – GDA 2 (Velhas Guardas)

No último sábado todos aqueles que participara nesta actividade tiveram oportunidade de viver mais uma jornada de convívio que nos irá ficar na memória.

O grupo da equipa de Velhas Guardas do Grupo Desportivo Arenense, deslocou-se à freguesia de Pousos, do concelho de Leiria, para retribuir a visita que a equipa do Grupo Recreativo Amigos da Paz, nos havia feito em Abril de 2009.

O jogo em si foi importante, e serviu como principal objectivo desta deslocação, mas não menos importante foi convívio entre as duas equipas, mas também do grupo de participantes da equipa do GDA, onde foi possível juntar pessoas que já não se viam há anos e assim tiveram oportunidade de recordar e reviver o passado.


GDA - Em cima da esquerda para a direita: Mário Bugalhão, João Bugalhão, Carlos Trigueiro (estreia), Nuno Macedo, Luis Barradas, Artur Costa (estreia), Simão, J. Paulo Ginja, António Bonacho, josé Vaz, Chaparro, Rui Martins (estreia); em baixo: João Paulo, Ginja, Antunes, Pedro Graça (estreia), João Vitorino, José Domingos, Paulo Nunes, João Sequeira e João Manuel Carlos.

A viagem, quer de ida, quer de volta, não se deu por ela, sobretudo pelo espírito entusiasmado introduzido pelo “animador” Luís Barradas, um “self made man” para toda a obra. A recepção e o jantar dos amigos de Leiria foi cinco estrelas. E o jogo decorreu dentro do normal, tendo terminado com um empate a 2-2.


Fase animada do aquecimento


Um "mêinho" para a boa disposição...


Chaparro: "este nº 7 diz que tem 58 anos! Como é possivel..."


Estilo incofundivel do estreante Rui Martins


A excepção foi a “lesão” ligeira do estreante Pedro Graça após estadia de “3 minutos” em campo e um “pique” (o Barradas diz que foi apenas um passo, e que, quando a perna direita ultrapassou a esquerda…, já tá!), mas que por esta hora já estará capaz de outra…




Prémio do azar: Estreante Pedro Graça "o roturas"



À atenção da CMM: Um bom exemplo para ser seguido nos acabamentos do campo dos Outeiros. Alcantrão, claro, e com muito bom aspecto.


Por fim ficam aqui dois agradecimentos públicos: ao GRAP, pela forma como nos receberam (sobretudo ao Mário Bugalhão, que proporcionou este conhecimento); e à Câmara Municipal de Marvão, pela sua colaboração no transporte. O nosso muito OBRIGADO.

Venha a próxima época…

domingo, 16 de maio de 2010

8.º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Marvão

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Marvão, comemorou hoje o seu 8.º aniversário, com as comemorações a iniciaram-se logo pela manhã, cerca das 9h30m, com a formatura do Corpo Activo e o hastear das bandeiras. A cerimónia incluiu ainda a promoção de 8 novos elementos a bombeiros de 3.ª classe e um desfile motorizado pelas artérias de SAA, seguiu-se depois um almoço convívio nas instalações no Quartel

Actualmente, os Bombeiros de Marvão prestam serviço de transporte de doentes; serviço de socorro; combate e prevenção de incêndios; apoio a eventos desportivos, culturais e recreativos e abastecimento de água à população, entre outros, nos 155 Km2 do Concelho de Marvão.

sábado, 15 de maio de 2010

Direito à indignação!

Penso que Marvão também tem o seu “défice”. Não é défice orçamental, é défice de sentido crítico. Sentido crítico construtivo!

(Maledicência tem muita!)

E por isso, em Marvão existe pouca capacidade reivindicativa. Seja junto do poder local, seja junto de outras instituições. Capacidade reivindicativa em matérias importantes para o bem comum…

(…que para o bem individual, para os interesses pessoais, há e muita!)

O sentido crítico e a capacidade reivindicativa da população são cruciais para o desenvolvimento de qualquer terra.

Nesta perspectiva, fiquei bastante satisfeito ao ler a carta ao Director do AA na edição desta semana.

Revela sentido crítico e capacidade reivindicativa numa matéria importante para o bem comum:

As condições (in)existentes no Centro Infantil.



Cumprimentos

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Velhas Guardas






GRAP - GDA




Vai realizar-se no próximo sábado dia 15/5, mais um jogo de Velhas Guardas do GDA, desta vez em Leiria, com a equipa de Pousos que nos visitou em Abril de 2009, jogo que se realizou no Municipal de Castelo Vide e que terminou com a vitória do GDA por 4-2.

O jogo está agendado para as 17h30, e a partida de Santo António das Areias será às 13 horas.