
sábado, 19 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Escola Primária Galegos
A reconversão da antiga escola primária dos Galegos em Centro Comunitário, fazia parte do projecto eleitoral, do PSD, para a Freguesia de Santa Maria de Marvão. Decorrido algum tempo, a mesma escola é agora disputada pela Associação de Caçadores Municipal e pela, recentemente criada, Associação de Desenvolvimento Local de Galegos (ADELGA).Uma vez que as instalações permitem a domiciliação das duas colectividades, espera-se agora, uma última palavra por parte do município marvanense, lembrando que aquela escola, inaugurada no ano lectivo 1949/1950, se encontra fechada, já há muitos anos, desde que foi aberta a escola da Portagem, necessitando de alguns arranjos, para a instalação das duas colectividades e promoção das suas actividades.
JOSÉ SARAMAGO (19922 – 2010)
“… Quando ele terminou, as mãos dela já não estavam frias, as suas ardiam, por isso foi que as mãos se deram às mãos e não se estranharam. Passava muito da uma hora da madrugada quando o violoncelista perguntou, Quer que chame um táxi para a levar ao hotel, e a mulher respondeu, Não, ficarei contigo, e ofereceu-lhe a boca. Entraram no quarto, despiram-se e o que estava escrito que aconteceria, aconteceu enfim, e outra vez, e outra ainda. Ele adormeceu, ela não. Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta cor de violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte poderia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu…”
(in as intermitências da morte)
Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
(in poemas possíveis)
Morreu o Homem, ficou a sua obra…
Tudo começou com a TERRA DO PECADO.
Depois seguiram-se mais de 40 Livros, que lhe valeram em 1998 o único Prémio Nobel da língua portuguesa. Entre outros, aqui deixo a lista de alguns que tive a ventura de ler:
- A JANGADA DE PEDRA
- LEVANTADO DO CHÃO
- MEMORIAL DO COVENTO
- MANUAL DE PINTURA E CALIGRAFIA
- OS POEMAS POSSÍVEIS
- O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS
- HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA
- O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO
- IN NOMINE DEI
- ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
- ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ
- TODOS OS NOMES
- A CAVERNA
- CADERNOS DE LANZAROTE
- O HOMEM DUPLICADO
- AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE
- A VIAGEM DO ELEFANTE
- PEQUENAS MEMÓRIAS
- CAIM
… e outros
Como todos os grandes homens foi adorado por uns, odiado por outros, mas como ele dizia:
“… algum valor hei-de ter”.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
AINDA A «COUTADA» …
Tivemos também conhecimento dos argumentos apresentados pela aliança do Partido Socialista, Grupo de Cidadãos Juntos por Marvão e Movimento Por Marvão, através da Proposta feita em Reunião de Câmara que levou à suspensão do processo, por proposta do Vereador do PSD José Manuel Pires.
Deixo-vos aqui agora, em jeito de contraditório, os argumentos do Presidente Vítor Frutuoso, e do Vice-Presidente Luís Vitorino, através das Declarações de Voto que apresentaram para a sua Abstenção à proposta do seu (deles) companheiro de executivo e de Partido (!!!), para a dita suspensão do Processo de Venda da “Coitada”.
Declaração de Voto do Presidente Vítor Frutuoso:

Declaração de Voto do Vice-Presidente Luís Vitorino:

Ficam assim conhecidas as opiniões dos responsáveis políticos do nosso concelho.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
um dos 10 melhores segredos do Mundo e uma das 25 Vilas Secretas da Europa
Dois Guias de Viagem na Internet consideram Marvão como um dos dez melhores segredos do Mundo e uma das 25 Vilas Secretas da Europa. O número de turistas tem vindo a aumentar, mas a vila do norte alentejano queixa-se da falta de promoção por parte das autoridades centrais.
sábado, 5 de junho de 2010
MporM, por mail
A Câmara Municipal de Marvão decidiu na reunião ordinária de dia 02-06-2010 reavaliar a proposta de venda da “Coutada”. Este terreno de 45 hectares situado na encosta de Marvão é um elemento marcante do património do Concelho, integra uma grande parte da Calçada Romana que liga a Portagem a Marvão e é, desta forma, um garante da nobreza natural da encosta.
Esta decisão surge no seguimento do actual Executivo ter aprovado a venda deste terreno no dia 7 de Abril de 2010. Após esta polémica decisão, vários munícipes, tendo ficado incrédulos com a decisão, solicitaram que o Executivo repensasse a sua decisão e anulasse o processo de venda da “Coutada”.
Assumindo as suas responsabilidades, a oposição na Câmara Municipal (vereador Nuno Lopes – PS e vereadora Madalena Tavares – Juntos por Marvão) e fora dela (Movimento por Marvão) decidiu, numa atitude de cidadania e de defesa do interesse público, trabalhar em conjunto na defesa do património do Concelho de Marvão; depois do estudo dos elementos que estavam em causa neste processo, apresentou uma proposta conjunta (em anexo) na reunião de Câmara de 02-06-2010, exigindo que o Executivo reconsiderasse a venda de património que a todos os munícipes pertence e que é fundamental para o desenvolvimento sustentável do Concelho.
Naquela reunião, no seguimento de uma acesa discussão, e perante a inflexibilidade do Presidente da Autarquia, o vereador do PSD – José Manuel Pires apresentou uma proposta que foi, em parte, ao encontro daquilo que a oposição reclamava, e que consistia em solicitar pareceres aos organismos competentes, suspendendo o processo de venda até ao final do mês de Julho, altura na qual, já de posse dos necessários pareceres, e após consulta à população, a Câmara municipal procederia a uma nova e mais fundamentada ponderação de toda esta situação. Votaram a favor desta proposta o seu autor e os vereadores da oposição Nuno Lopes e Madalena Tavares, enquanto que o Presidente e o Vice-presidente da Câmara se abstinham.
Esta foi uma vitória daqueles que lutaram pela defesa do património do Concelho e por uma visão abrangente e inclusiva da acção municipal, a qual não seria possível sem o bom senso revelado pelo vereador José Manuel Pires, a inesgotável colaboração dos vereadores Nuno Lopes e Madalena Tavares e os contributos dos munícipes e das centenas de pessoas que integram o grupo no Facebook “Pessoas contra a venda da encosta de Marvão a privados!”.
Mas a principal vitória diz respeito a todos os munícipes e a todos os amigos de Marvão.
No processo de consulta que agora se abre, contamos com todos eles para ajudar a fundamentar uma decisão que honre Marvão.

sexta-feira, 4 de junho de 2010
E AGORA? ALGUÉM FICOU MAL NA FOTOGRAFIA...

Era há muito tempo do conhecimento geral, que esta Associação, a exemplo de todas as outras no concelho, não atravessava os melhores dias. Mas quando em Maio de 2009 a Câmara Municipal, por proposta do Vereador José Manuel Pires, resolveu injectar 90 000 euros, através da aquisição do edifício da Cooperativa, (o que levantou na altura as maiores dúvidas a muitos dos que acompanharam o processo), longe estava de se prever que seria essa mesma aquisição que daria a estocada final na Cooperativa, como afirma agora o Presidente António Vaz.
Bem poderão agora surgir todas as explicações, aliás vivemos num país em que tudo se explica e ninguém se responsabiliza, mas neste caso, pelo menos, os responsáveis não se podem queixar de não ter sido avisados de que não seria um bom “negócio”, como se mostra nos documentos que em baixo se publicam. Pena é, que ao nível das Actas da Assembleia Municipal, não sejam exaustivas sobre o que na altura aí se discutiu.
Em minha opinião algumas questões se podem por neste processo, sumariamente:
- A atribuição de cerca de 47 000 euros, em mais valias, o que levará a um pagamento de impostos de cerca de 7 500 euros, é motivo para a “falência”? Mas ainda há 9 messes a Câmara Municipal lá injectou 90 000 euros?
- E porque é que a Câmara Municipal que ainda há pouco tempo considerava a Cooperativa, uma Associação estratégica para o desenvolvimento do concelho a deixa agora “cair”, por uma verba ridícula, inferior a 10 mil euros?
- Quem foram os técnicos envolvidos no “processo” que não previram que o “negócio” tinha de pagar impostos?
- A Câmara Municipal pode não ter perdido dinheiro, pois adquiriu património, mas que vai fazer agora com esse património? Como vai rentabilizar as verbas aí investidas?
- Os dinheiros públicos deverão servir para pagamento de dívidas de privados?
- Será que os únicos responsáveis deste processo são as Finanças e o anterior Presidente João Batista, como nos querem fazer crer?
Muitas mais questões se levantam, mas fico-me por aqui…
Em baixo se publica um resumo da Acta da Reunião de Câmara de 6/5/2009, em que se decidiu a aquisição do Edifício Sede da Cooperativa, e das várias posições dos Vereadores da altura. Chama-se especial atenção para a Declaração de Voto de Pedro Sobreiro, que aqui reproduzimos na íntegra.

quarta-feira, 2 de junho de 2010
Sua Excelência o Parque S. Mamede …
- Não se pode construir em zona rural. O Parque não deixa…- Não se podem cortar árvores moribundas. O Parque não deixa…
- Não se podem roçar “balsas”. O Parque não deixa…
- Pretende-se fazer um empreendimento turístico no Monte Baixo. O Parque não deixa…
- Soltam-se animais selvagens. Os marvanenses que os governem…
- Constroem-se elefantes brancos nos Olhos d´Àgua: Só se for o Parque…
- Constrói-se um “pombal-humano” no Prado: O Parque não dá por nada…
- Só se pode construir nos perímetros urbanos: Mas o Parque não é para defender a vida no campo?
- Degrada-se um Campo de Golfe: O que faz o Parque?
- O Parque, super entende em toda a vida marvanense. E o que dá em troca?
- Para que serve o Parque de S. Mamede aos marvanenses?
- Quem foram os marvanenses que pediram para pertencer ao Parque de S. Mamede?
- O Parque porta-se como uma mais valia, ou como um obstáculo?
- Marvão chegou assim ao século XX, por intervenção do Parque?
- Se o Parque existisse nos séculos primeiros, Marvão alguma vez teria sido construído? E a Ammaia? E a Ponte Quinhentista? E as Caleiras da Escusa?
- Não seria melhor vestirem-nos de “sãomamedenses” e andarmos no “cantão” a servir de “palhacinhos contemplativos” aos turistas? E quem é que nos governa? O Parque?
Estas são algumas perguntas que os marvanenses põem sobre um território que sempre habitaram e por isso defenderam, sem intervenções de princípios de citadinos bacocos, que crêem que os “bifes” que comem foram feitos de geração espontânea.
Vem toda esta retórica a propósito do Processo do procedimento de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede, que está por aí, com um prazo de 30 dias para que os marvanenses apresentem proposta de alteração.

Não sendo possível mandar estes gajos às “malvas…”, é importante que se passe a palavra a todos os marvanenses, sobretudo os mais atingidos, para que de uma forma activa façam chegar as suas propostas. Evitando-se que no futuro, andemos sempre a ser reactivos, e a “verter lágrimas sobre o leite derramado”.
Aqui fica o texto que “amavelmente” me chegou do GAP sobre o assunto:
"Foi publicado no Jornal Alto Alentejo, na edição de 26 de Maio de 2010 (n.º 180), um Aviso do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P., informando que todos os interessados podem formular sugestões e apresentar informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do procedimento de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede (POPNSSM) no prazo de 30 dias úteis a partir da publicação do referido Aviso.
Este Aviso vem na sequência do Despacho n.º 22008/2009, de 02 de Outubro, do Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente, determinando a revisão do POPNSSM.
Deste modo inicia-se, finalmente, a revisão de um Plano de Ordenamento que estava a ser penalizador para o Concelho de Marvão e, também, para os restantes Concelhos abrangidos por esta Área Protegida. "
TA 1 – Isto é que seria um bom tema para o Sr. Presidente e os seus Ajudantes irem de terra em terra auscultar e mobilizar os marvanenses a discutir e apresentar propostas sobre o assunto. Em tempos já foi assim com a problemática da água! Não fiquem à espera nos gabinetes que a coisa se resolva por si…
TA 2 – Penso eu, que a discussão que aqui se vem desenrolando sobre a “Coutada” (enquanto território integrado no Parque da Serra de S. Mamede), tem aqui uma FERRAMENTA que os “fazedores de opinião”, não só sobre este assunto, mas outros bem mais importantes para o nosso concelho, podem utilizar de uma forma objectiva, muitas das ideias e propostas que aqui vêm sendo apresentadas.
terça-feira, 1 de junho de 2010
A Gestão do Paradoxo
(continuando a conversa com o Tiago sobre a venda da "coutada"...)
A mesma, aponta para aquilo que eu considero ser o objectivo mais crítico para Marvão: tentar parar/inverter a tendência de despovoamento do concelho!
Se uma terra é um corpo, as pessoas são o seu sangue. Um corpo que perde o sangue, perde a vida. Morre.
Esta é a realidade de Marvão!
Parece-me, então, óbvio que o principal objectivo estratégico das políticas em Marvão deverá ser o combate ao despovoamento. Isso faz-se promovendo condições que facilitem a criação de mais emprego.
Coloco o património natural e edificado desta terra como um dos factores que integram a base (os alicerces) desta estratégia. Portanto, o património deverá ser preservado e defendido. Mas de que forma?
Qual o caminho?
Uma defesa/preservação do património a todo o custo, sem concessões?
Ou…
Uma defesa/preservação do património com algumas concessões controladas que contribuam para a promoção do emprego?
Eu defendo, claramente, o segundo caminho. Considero que é indo por aí que se poderá tentar atingir o objectivo estratégico.
Desta forma, não estou, à partida, logo determinantemente contra a venda da “Coutada” apenas pelo argumento de que se deverá defender o património. A todo o custo. E as pessoas?
No entanto, este negócio é muito melindroso, porque pode, de facto, vir a desvalorizar a “Jóia”. A Jóia de todos os marvanenses, naturalmente! Por isso, não sendo muito bem explicado (como não foi) o mesmo não tem o meu acordo. Porque o que está em causa é um dos factores da tal base (dos alicerces).
Actualmente, como marvanense, estou, portanto, contra ao negócio apenas por “cautela”, porque não foi suficientemente explicado…
Concordo com a questão lançada pelo MporM de “Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?”; já não concordo com a questão de “Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?
Naturalmente que o negócio do aldeamento do golfe (e do próprio golfe), ao ter corrido como correu, não pode ser defendido. Mas se tem corrido bem, não seria importante para o concelho? Para o emprego no concelho? Para fixar e atrair gente para o concelho? Eu creio que sim!
Preservar sim. E desenvolver também!
Por exemplo: a calçada romana é um património que deve ser preservado porque tem um valor extraordinário. Correcto. E esse valor extraordinário não deverá ser colocado ao serviço do desenvolvimento do concelho, organizado e promovendo percursos que atraiam/fixem os turistas e, portanto, fomentem o emprego? Eu creio que sim!
Devo dizer que não me seduz um Marvão preservadíssimo, intocável, se isso não contribuir para o seu desenvolvimento.
Um Marvão assim e sem gente é um Marvão triste. Não me seduz. Porque não sou um mero visitante…
Julgo, portanto, que os melhores dirigentes para Marvão serão aqueles que melhor saibam gerir este paradoxo: “preservar” e “desenvolver”!
E quando pareça que o “desenvolver” põe em causa o “preservar” será necessário que saibam envolver os marvanenses. Explicando e solicitando contributos…naturalmente.
Cumprimentos
Bonito Dias
bonitodias@gmail.com
Fim de Época
Chegou ao fim mais uma época futebolística do Arenense, este ano apenas com participação no campeonato distrital de infantis da AF de Portalegre, onde foi alcançado o 2º lugar da Série B.
Mais uma vez, todos os participantes se reuniram no recinto de festas da Abegôa, para a costumada festa de confraternização, onde não faltaram as famílias.
O pontapé de saída começou logo pela manhã com os preparativos, seguido de almoço reservado aos dirigentes e alguns convidados, e culminado com um “lanche” para todos os atletas e familiares, com entrega dos tradicionais prémios àqueles que se distinguiram ao longo da época.
Mas mais do que as palavras, aqui ficam algumas imagens captadas pelo Pedro Sobreiro e que ilustram alguns dos momentos vividos no passado dia 22 de Maio.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Réplica a “Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!”
sábado, 29 de maio de 2010
Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!

O Presidente da Câmara defende que não haverá qualquer problema com a venda deste terreno visto que “a zona onde se insere a
Apesar destas declarações do Presidente da Câmara o MporM (por mail) levanta duas questões:
1- Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?
2 - Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?
E criou um registo no Facebook como forma de mobilizar os marvanenses contra esta decisão da câmara (http://www.facebook.com/group.php?gid=126405374044181).
Segundo parece, o potencial investidor será uma empresa estrangeira que, já há alguns anos, vem adquirindo terrenos inóspitos no concelho (a preços elevados) para, alegadamente, criar um percurso para BTT.
Desta forma, parece, também, que a aquisição da “Coutada” pretende acrescentar valor a essa bolsa de terrenos, representando talvez “a cereja em cima do bolo”.
Tomando como correctas estas informações, diria que concordo com este negócio!
Tendo Marvão condições naturais ímpares para a prática desta modalidade (e de outras que envolvam contacto com a natureza) e a Câmara Municipal não revelando capacidade para desenvolver e mobilizar esta área (por exemplo, com a criação e divulgação de percursos) julgo que seria muito positivo para o sector turístico que existisse um investidor privado a fazê-lo.
Contudo, sendo este negócio bastante melindroso, já que envolve a venda de uma área substancial situada praticamente às portas da Vila, deveria a Câmara mostrar mais zelo na informação prestada aos munícipes.
Deveria explicar, em pormenor, o negócio. Apontar as suas vantagens para o concelho e informar sobre eventuais medidas, tomadas pelo executivo, para mitigar o risco de incumprimento das intenções apresentadas pelo alegado investidor.
Não o fazendo dá azo a especulações.
Existirão aqueles, que pela localização do terreno ou por inimizade política, serão determinantemente contra o negócio e outros que, pela total confiança (ou amizade política) que têm no executivo, serão determinantemente a favor.
Outro grupo haverá (onde me incluo) que, neste tema das decisões camarárias gosta de opinar “caso a caso” e que, independentemente da localização do terreno, se bem informado, poderia ver com bons olhos esta iniciativa privada. No entanto, este grupo não tem, na minha opinião, dados concretos suficientes para expressar uma opinião clara.
Existe, ainda, um quarto grupo (a esmagadora maioria) que, nestas matérias estratégicas, nada exige. Nem informação, nem explicações. Não tem sentido crítico e, por isso, não escrutina...
Como em política o que interessa são as maiorias, facilmente se entende a atitude da Câmara!
Cumprimentos
Bonito Dias
bonitodias@gmail.com
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Estratégia ou cosmética?

Esta “Fiesta del Bacalao” que inclui a participação de vários restaurantes tem, e bem, como principal “alvo” o mercado espanhol.
O certame já não é novo mas este ano apresenta uma novidade: a parceria com Castelo de Vide. E por isso se intitula a 1ª Quinzena Gastronómica do Bacalhau.
Para alguém “de fora” esta realidade não suscitará grande exclamação. Parece perfeitamente lógico dois concelhos vizinhos do interior, que têm no turismo o seu ponto forte, unirem-se e apresentarem, em conjunto, a sua “oferta” ao mercado espanhol. Mas, quem é “de dentro” sabe que, perante as profundas rivalidades históricas, esta parceria causa mesmo muito espanto!!!
E, de certeza, muitas reticências e resistências…
A minha opinião é de total concordância com esta parceria. Como tenho dito, todos sairiam a ganhar se se constituísse, no nordeste alentejano, uma parceria estratégica na área do turismo para “vender” esta região de forma concertada.
As “várias ofertas” complementar-se-iam, ganhando dimensão e visibilidade.
Há anos, foi esboçado algo do género, nessa altura a três, que não passou de uma singela e esfarrapada agenda mensal. Seria bom que este “sinal”, agora a dois, fosse apenas o pequeno passo inicial de uma estratégia consistente a implementar de uma forma duradoira.
Que não se trate apenas de uma operação de cosmética, com interesses bem determinados e pontuais…
O futuro dirá!
Cumprimentos
Bonito Dias
bonitodias@gmail.com
domingo, 23 de maio de 2010
Serviço Público
Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba no próximo mês de Maio
Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República.
A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'.
A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos.
O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.
Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento , mais dois dias do que estava previsto no actual regime.
Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta. Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Deco congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor.
O diploma entra em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de efeito equivalente'.
Divulgar o mais possível...
sábado, 22 de maio de 2010
Triunfo dos Porcos (esta vem mesmo a calhar)
segunda-feira, 17 de maio de 2010
GRAP 2 – GDA 2 (Velhas Guardas)
O grupo da equipa de Velhas Guardas do Grupo Desportivo Arenense, deslocou-se à freguesia de Pousos, do concelho de Leiria, para retribuir a visita que a equipa do Grupo Recreativo Amigos da Paz, nos havia feito em Abril de 2009.
O jogo em si foi importante, e serviu como principal objectivo desta deslocação, mas não menos importante foi convívio entre as duas equipas, mas também do grupo de participantes da equipa do GDA, onde foi possível juntar pessoas que já não se viam há anos e assim tiveram oportunidade de recordar e reviver o passado.
A viagem, quer de ida, quer de volta, não se deu por ela, sobretudo pelo espírito entusiasmado introduzido pelo “animador” Luís Barradas, um “self made man” para toda a obra. A recepção e o jantar dos amigos de Leiria foi cinco estrelas. E o jogo decorreu dentro do normal, tendo terminado com um empate a 2-2.
A excepção foi a “lesão” ligeira do estreante Pedro Graça após estadia de “3 minutos” em campo e um “pique” (o Barradas diz que foi apenas um passo, e que, quando a perna direita ultrapassou a esquerda…, já tá!), mas que por esta hora já estará capaz de outra…
À atenção da CMM: Um bom exemplo para ser seguido nos acabamentos do campo dos Outeiros. Alcantrão, claro, e com muito bom aspecto.
Por fim ficam aqui dois agradecimentos públicos: ao GRAP, pela forma como nos receberam (sobretudo ao Mário Bugalhão, que proporcionou este conhecimento); e à Câmara Municipal de Marvão, pela sua colaboração no transporte. O nosso muito OBRIGADO.
Venha a próxima época…
domingo, 16 de maio de 2010
8.º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Marvão
Actualmente, os Bombeiros de Marvão prestam serviço de transporte de doentes; serviço de socorro; combate e prevenção de incêndios; apoio a eventos desportivos, culturais e recreativos e abastecimento de água à população, entre outros, nos 155 Km2 do Concelho de Marvão.
sábado, 15 de maio de 2010
Direito à indignação!
(Maledicência tem muita!)
E por isso, em Marvão existe pouca capacidade reivindicativa. Seja junto do poder local, seja junto de outras instituições. Capacidade reivindicativa em matérias importantes para o bem comum…
(…que para o bem individual, para os interesses pessoais, há e muita!)
O sentido crítico e a capacidade reivindicativa da população são cruciais para o desenvolvimento de qualquer terra.
Nesta perspectiva, fiquei bastante satisfeito ao ler a carta ao Director do AA na edição desta semana.
Revela sentido crítico e capacidade reivindicativa numa matéria importante para o bem comum:
As condições (in)existentes no Centro Infantil.

CumprimentosBonito Dias
(bonitodias@gmail.com)
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Velhas Guardas


GRAP - GDA
Vai realizar-se no próximo sábado dia 15/5, mais um jogo de Velhas Guardas do GDA, desta vez em Leiria, com a equipa de Pousos que nos visitou em Abril de 2009, jogo que se realizou no Municipal de Castelo Vide e que terminou com a vitória do GDA por 4-2.
O jogo está agendado para as 17h30, e a partida de Santo António das Areias será às 13 horas.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
2 ANOS!...
É verdade meus amigos, faz hoje precisamente 2 anos que nasceu o FÓRUM MARVÃO.Foi no dia 7 de Maio de 2008 que abrimos este espaço dedicado ao “nosso” Marvão.
Numa breve avaliação a estes 730 dias de vida, podemos dizer que somos como todos os projectos, uns dias melhores outros piores, teremos tido com certeza alguns momentos brilhantes e outros nem por isso, mas cá continuamos, acima mesmo das expectativas dos seus criadores. Pena é, que alguns dos colaboradores, não se tenham até hoje implicado mais, para que este espaço fosse mais abrangente e o mais plural possível.
Felizmente, temos mantido “o nível” que esteve na sua concepção, e por aqui, as pressões do “poder” não se têm feito sentir. Claro que agradaremos a uns e desagradaremos a outros, é natural. Também um dos princípios em que acreditamos “… é que aqueles que agradam a toda gente, é porque não servem a ninguém!”
Ao longo destes dois anos publicaram-se aqui 457 Posts, muitos e muitos comentários dos cerca de 100 000 visitantes, numa média de cerca de 140 visitantes por dia, o que para uma comunidade pequena como a marvanense, podemos classificar de extraordinário.
É para toda esta comunidade, Visitantes e Colaboradores, que aqui deixamos como “prenda de aniversário” um poema da autoria de Luís Bugalhão, que por aqui surgiu, logo nos primeiros dias de vida do Fórum, e que sem desrespeito para qualquer dos Colaboradores aqui trazemos renovado. Pena que este nosso amigo tenha sido como os “cometas” que só aparecem uma vez na vida!
"Por ti Marvão
Ah Marvão, terra agreste,
dos canchos e das tapadas,
dos caminhos, das levadas,
tanto de bem me fizeste!
Por entre folhagens perenes,
com montanhas e com flores,
até com imberbes amores,
doados pelos meus genes...
Ah, altaneiro Marvão!
No meu sangue tuas gentes.
Azinhos, sobros, pingentes,
domados p'lo gavião,
fazem de ti raiano,
(entr'olivais e vimeiros,
lidados por jornaleiros)
gelado, frio, magano!
Quanto de ti Marvão,
da Asseisseira ao Pereiro,
da aloja ao palheiro,
te resta sem ser no chão?
Que padrinhos, manageiros,
que novos velhos-patrões,
donos teus e dos ganhões,
colhem ora teus castanheiros?
Velho e alto Marvão...
Que é feito dessa raça,
dessa mulher, desse homem,
desses que da terra comem,
p'la tenrura da rabaça?
Que é feito dessa casta
qu'a linha tomou d'assalto,
levando ovos, café, tabaco,
e agora, velha, se arrasta?
D'aqui saiu o grão-mouro,
p'r'áqui chegou o cristão.
Mas então, porque razão,
não te agarras ao touro,
não esmagas o texugo,
não sufocas a toupeira,
não repousas da canseira,
não desprezas o verdugo?
... que é feito de ti Marvão,
que não sais d'onde eles'tão?
Lisboa, 15MAI08 "
Já agora, aqui deixamos também o nosso 1º Post, uma espécie de Editorial de compromisso ou cartão de apresentação, que hoje, tal como nesse dia, convém sempre relembrar e ter presente:
O “Fórum Marvão” é um espaço de debate livre e independente, criado por um grupo de amigos, que têm como ponto de partida Marvão e vão por aí…
O “Fórum Marvão” tem como principal finalidade, estimular o debate em torno do conceito “Marvão” em todas as vertentes, num concelho e num país, caracterizados por défice de análise e crítica social sérias, centradas na “coisa pública”.
O “Fórum Marvão” pretende assim, debater ideias, opiniões e fazer o seu contraditório, com base no respeito e na tolerância. Aqui haverá lugar para todos os temas: da política ao desporto, da poesia à musica, da vida em sociedade à sexualidade, da saúde ao consumo de drogas, do amor à felicidade, da televisão à literatura, etc., etc. A excepção, será o “ataque ou ofensa pessoal”.
O “Fórum Marvão” é um espaço de Liberdade, um dos valores que consideramos fundamentais, apenas superado pelo da Justiça. Sem Justiça a vida em sociedade não faz sentido e uma sociedade sem Justiça, torna-se uma sociedade ao sabor dos mais fortes e dos mais poderosos. Os outros valores que aqui gostaríamos de ver estimados são: o respeito pela Pessoa Humana, como valor em si mesmo; a Dignidade; a Tolerância; a Igualdade; a Amizade; a Fraternidade; a Coragem; e alguma Democracia.
O “Fórum Marvão” não pretende roubar, copiar, nem fazer mal a ninguém. Este espaço, embora simples, terá que valer por si. Ou então morrerá, tal como nasceu, sem deixar bens nem dívidas aos seus herdeiros.
O “Fórum Marvão” não se identifica com qualquer formação política e a responsabilidade das opiniões aqui expostas serão dos seus autores.
O “Fórum Marvão” brinda ao futuro…
UM ABRAÇO A TODOS!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Espanhóis interessados no Campo de Golfe!


Afirmou que um dos principais argumentos que tem para “atrair” clientes é Marvão e que o respectivo Campo de Golfe, quando funcionava, representava um “conteúdo” fulcral da sua oferta. Assim, lamentava o encerramento do mesmo e o quanto essa triste realidade tinha sido prejudicial para o seu negócio.
Lamentou, ainda, a falta de engenho dos políticos desta bonita região transfronteiriça para se organizarem numa oferta turística global.
Nunca ouvi tal discurso de algum empresário dos concelhos limítrofes!
Por isso, não me admira nada esta notícia. É bem provável que o investimento no Campo de Golfe (e em Marvão) venha do outro lado da fronteira.
Também por isso, faz todo o sentido apontarmos baterias nessa direcção. Madrid não fica muito mais distante que Lisboa.
E o mercado é outro…
Cumprimentos
Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Indiferença & Irresponsabilidade: um check-up ao estado da coisa pública em Marvão
1. Um 25 de Abril assim nunca mais;
2. Carlos Joaquim Sequeira;
3. Indiferença Generalizada;
4. Do fim que justifica o meio à irresponsabilidade enraizada;
5. Coitada da encosta de Marvão.
Este post servirá, de certa forma, para comentar e dar resposta a muitos dos tópicos debatidos aqui ultimamente, e outros tantos que começam a desabrochar no Concelho, sem que no entanto haja uma voz de fundo que sirva de pressão aos nossos responsáveis autárquicos, o que é uma pena. No que toca à minha parte aqui vai:
1. Um 25 de Abril assim nunca mais
Uma cerimónia desta importância merecia mais respeito e consideração, em primeiro lugar do Presidente da Assembleia Municipal de Marvão, e também por parte do Sr. Presidente da Câmara Municipal.
É, de facto, inédito a Assembleia Municipal – órgão máximo da democracia no nosso Concelho – não estar representada num acto solene como este. Mas tudo bem. Pior, ainda, é que o Presidente deste órgão esteve, acompanhado por ilustres amigos, na tradicional tourada do S. Marcos na véspera deste acto público.
Sem querer tirar qualquer tipo de importância às festas do S. Marcos, acho que o 25 de Abril, os munícipes e de forma especial os eleitores do Concelho de Marvão mereciam mais respeito e consideração. Sobre este Senhor há desenvolvimentos no ponto seguinte.
Acerca do Presidente do Executivo nada de novo há a assinalar. O discurso baseou-se em concordâncias e discordâncias com os discursos anteriormente proferidos pelos outros intervenientes na cerimónia.
Depois de um belo e inovador discurso levado a cabo pelo representante do Partido Socialista – Gil André Fernandes (o qual saúdo pela renovação que trouxe ao painel de oradores), o Sr. Vítor Frutuoso começou a atacar de um forma pouco ética e desapropriada, uma afirmação pronunciada pelo jovem representante do Partido Socialista, que tinha defendido a importância da intervenção do Estado.
Sobre a cerimónia do 25 de Abril, há ainda que deixar dois apontamentos finais: o primeiro tem que ver com o facto das forças políticas com assento na Assembleia Municipal só terem recebido o convite para estarem presentes na véspera da cerimónia; uma segunda que se prende com o escasso público que assistiu à cerimónia (a destoar com o ano passado, ano de eleições).
2. Carlos Joaquim Sequeira
Afirmei, neste blog, no dia 6 de Novembro de 2009, acerca da sucessão na Assembleia Municipal que “a fasquia deixada pelo Dr. Carlos Sequeira não está à altura de qualquer um”. Não me enganei, no entanto não esperava que aos dias de hoje a desilusão fosse tão grande.
A marca deixada pelo Dr. Carlos Sequeira era, de facto, difícil de igualar, pela sua integridade e seriedade, pelo seu lado prático e imparcialidade patente, e sobretudo pelo tratamento igual que dava (e continua a dar) a todos os Marvanenses.
Nestes dias tenho pensado, não na ausência continuada do actual Presidente da Assembleia Municipal, mas sim nos motivos que estiveram na saída de cena do Dr. Carlos Sequeira. É característico. Cada vez que há um Marvanense com qualidade, que trabalha com afinco durante um mandato, e que assim conhece por dentro o pior do nosso sistema autárquico, nas eleições seguintes, por sua livre iniciativa, sai de jogo.
Neste confronto quem perde é sempre Marvão. Num curto exercício de memória já experimentaram comparar a composição da Assembleia Municipal no mandato anterior e neste. Já? E quem é que perdeu, não foi Marvão?
Sei perfeitamente que Marvão não perdeu o Dr. Carlos Sequeira, que ele estará sempre presente quando o Concelho necessitar, como esteve presente nas cerimonias do 25 de Abril deste ano e viu com os seus próprios olhos a ausência do seu sucessor, acredito que isso tenha sido penoso para si.
Uma breve nota, ainda, sobre a cerimónia do 25 de Abril, mas que se prende essencialmente com a discussão dos perfis dos candidatos à Assembleia Municipal, respondendo à afirmação do Bonito (“ainda não entendi a necessidade das candidaturas insistirem em procurar, reiteradamente, cabeças de lista para a AM que, apesar de ostentarem um grande curriculum, não têm “vivido” Marvão”): estiveram presentes, nesta cerimónia, os candidatos à Assembleia Municipal pelo PS e Movimento por Marvão, respectivamente Silvestre Andrade e Maria de Jesus Garcia. Cada um retirará as suas conclusões.
Finalmente, ao Dr. Catarino após estas ausências continuadas não lhe resta outra alternativa que não seja a renúncia ao cargo, caso contrário poderá ver esse pedido formalizado por muitos eleitores Marvanenses, que se têm vindo a sentir desrespeitados.
3. Indiferença Generalizada
Os cargos políticos, como o de deputado municipal, respeitam a vontade soberana dos eleitores de um Concelho, não podem por isso ser levados de ânimo leve, com indiferença para com os assuntos da coisa pública.
A meu ver este estado de indiferença começou em Marvão, na alteração, no início deste mandato, da hora das Assembleias Muncipais (para as 18h), o que impossibilitou a participação de uma grande parte da assistência que era habitual nestas sessões. Pode ser que com a renúncia, que falei em cima, esta situação possa ser alterada.
O cargo de deputado, na oposição ou não, prevê, à partida, uma disposição incondicional de trabalho em prol do Concelho, a leitura dos documentos a votação, perguntas ao executivo nas dúvidas que possam advir do estudo dos dossiers. Tenho impressão que isso deixou de acontecer, salvo algumas excepções. Digo “deixou”, porque no mandato anterior haviam deputados que garantiam esse trabalho e intervenção durante as sessões, que aferiam com rigor e seriedade o trabalho do executivo. Mais uma vez foi Marvão que ficou a perder.
Sobre a comunicação das forças políticas do nosso Concelho, pode-se ler neste blog no dia 1 de Outubro de 2009, por intermédio de um post do Bonito que: “apesar da idade avançada da maioria dos munícipes, as candidaturas apostam (também) na internet para transmitir a sua mensagem”.
Esta forma de comunicação, à excepção do Movimento por Marvão - curiosamente a única força política sem representação na Assembleia Municipal, esgotou-se no dia 10 de Outubro de 2009. Nem sequer o site do PSD – vencedor das eleições – anunciou a vitória nas eleições autárquicas. Aqui está mais um sinal da indiferença dos distintos actores políticos do nosso concelho.
4. Do fim que justifica o meio à irresponsabilidade enraizada
A passagem de um candidato a funcionário da autarquia é natural no nosso mundo autárquico, mas o mesmo não pode deixar de ser condenável, se for contextualizado de acordo com aquilo que são as necessidades das diferentes autarquias.
Marvão não precisa, nem vai precisar nos próximos tempos, de uma pessoa para um lugar desta natureza. No entanto, há aspectos que se prendem com promessas eleitorais, que jamais poderão ser suplantados. É Marvão que perde, outra vez.
Se a passagem do Sr. Lourenço Costa de candidato das listas do PSD a funcionário da autarquia foi tudo menos clara, isto não faz com deixe de ter consideração e respeito por si; terá, isso sim, reforçado um certo pendor autista que há algum tempo venho denotando no Sr. Presidente da Câmara.
Para finalizar este assunto, faço minhas as oportunas palavras da Vereadora Madalena Tavares, deixadas em reunião de Câmara: “supondo que este secretário, na perspectiva do executivo em funções, é imprescindível, o mais lógico, não seria recorrer ao programa de estágios de Recém-Licenciados, criado recentemente pelo Governo? Queremos fixar os nossos jovens mas, quando existe essa possibilidade, dá-se prioridade aos compromissos políticos”.
A edição número 4 do boletim informativo da Câmara Municipal de Marvão, o tal “InfoMarvão”, ainda não tinha sido impresso na segunda-feira passada (dia 3 de Maio), o que demonstra a irresponsabilidade do executivo perante os munícipes, naquilo que é o meio oficial de comunicação do município. Mais insólito é a publicidade que aparece no final do boletim – a V Quinzena Gastronómica do Cabrito e Borrego, um evento que se finalizou no dia 11 de Abril.
Os Marvanenses merecem mais respeito.
5. Coitada da encosta de Marvão
No final, uma breve nota para a irresponsabilidade do executivo em colocar à venda a “Coutada” – um importante prédio rústico na envolvente de Marvão.
Nas palavras do Sr. Presidente não há qualquer problema na venda deste prédio visto que “a zona onde se insere a «Coutada» é uma zona protegida abrangida pela Reserva Ecológica Nacional e ainda pelo Plano de Ordenamento do PNSSM.Tratando-se de uma zona de protecção, não espera que o eventual investidor venha a construir nesse prédio”.
Neste sentido lanço duas perguntas: quem é que é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir? Com o terreno onde nasceu o aldeamento do Golfe não se passava exactamente a mesma coisa?
Este assunto não vai ficar por aqui.
P.S.: O português poderá ter sido adulterado pelo avançado da hora.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Passos Largos

Coloco aqui este "cartoon ", que considero ser apropriado relativamente à actualidade da política nacional .
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Ecos da 2ª Assembleia Municipal 2010
(Convém realçar que o que vão ler a seguir não é uma crónica isenta, mas apenas a minha versão dos acontecimentos, porque como todos sabem represento uma das organizações politicas presentes na AM. Mas não andarei muito longe dos factos…).
A Sessão iniciou-se com as informações e justificações da 1ª Secretária da Mesa da Assembleia, Hermelinda Carlos, que presidiu à dita, sobre a falta do Presidente José Catarino, que como aqui já foi referido no Post anterior, mais uma vez primou pela ausência.
As justificações apresentadas foram abertamente criticadas pela Oposição, principalmente através dos membros do Partido Socialista, mas sobretudo, não foi possível disfarçar um certo mau estar que estas ausências causam ao Partido da maioria.
Analise crítica: Acompanho as AM há mais de 10 anos e nunca me lembro de qualquer falta dos Presidentes, à excepção do actual, que leva a segunda consecutiva, e todos eles tinham a sua vida profissional fora do concelho. E se sobre estas ausências ainda se aceitam algumas justificações, já a sua não comparência, enquanto Presidente de um Órgão Democrático como é a AM, para presidir às cerimonias do 25 de Abril (num domingo), estando presente no dia anterior no concelho, terão de ser devidamente justificadas, perante aqueles que o elegeram.
No ponto da Ordem de Trabalhos referente às Informações do Presidente da Câmara sobre a actividade municipal dos últimos dois messes, a discussão centrou-se em torno de três assuntos: Aquisição do Pavilhão à Casa do Povo, proposta para venda de Prédios Municipais (“Gamacha” na Beirã e “Coutada” em Marvão) e a aprovação de transferência de verbas para contratação do Secretário para os Srs. Vereadores.
O assunto que gerou mais polémica foi o da transferência de verbas para custos com a contratação do Sr. Lourenço (15 000 euros), com as duas forças politicas da oposição (PS e “Juntos Por Marvão”), a criticarem duramente o Executivo PSD, que passa de um mandato para o outro de 1 Presidente +1 Vereador + 1 Vereador a meio-tempo, para 1 Presidente + 2 Vereador a tempo inteiro + 1 Secretário.
Convém informar os Visitantes do Fórum que esta decisão é da inteira responsabilidade da Câmara Municipal, não tendo a AM qualquer poder, para alem do de manifestar as críticas.
Os restantes Pontos da Ordem de Trabalhos, todos eles foram, em geral, aprovados praticamente sem discussão, com os votos favoráveis do PSD e abstenção do PS e “Juntos Por Marvão” (sem apresentação de qualquer justificação).
Análise crítica: Também aqui, e pela primeira vez, desde que assisto às AM, verifiquei a aprovação de 1 Relatório de Actividades e de Contas, sem qualquer explicação por parte do Executivo e sem que a Oposição tenha pedido qualquer explicação ou justificado a sua abstenção!
No Ponto de Assuntos Diversos pudemos assistir a um conjunto de criticas sobre a organização das Cerimónias do 25 de Abril, pela voz de Silvestre Manjerona em representação do PS, e que seriam dignas de realce se, praticamente, todas elas, não tivessem já sido alvo de uma Moção por mim apresentada no Período Antes da Ordem do Dia e que vos deixo a seguir. No entanto, congratulo-me por não ser apenas eu que vejo as coisas deste jeito.
No Período Reservado ao Público, claro que não houve assuntos. Pudera, praticamente também houve público…
"Moção apresentada por João Bugalhão no Período Antes da Ordem do Dia:
Moção
Em meu nome pessoal, quero congratular-me com a passagem de mais um aniversário de 25 de Abril, bem como as suas mais frutíferas consequências na sociedade portuguesa em geral, e em Marvão em particular. Quero também felicitar a Autarquia pela organização de mais uma celebração dessa data na manhã desse dia e para as quais teve a amabilidade de nos convidar.
No entanto, não posso, nem quero, deixar aqui de referir alguns factos passados e que me parecem que em nada contribuem para a dignidade de comemoração dessa data.
Em primeiro lugar, quero lamentar a deficiente capacidade organizativa posta no evento, nomeadamente, a falta de intervenção de representação desta Assembleia, que pela primeira vez, desde que lembro, não teve ninguém a presidir a essa cerimónia ou a intervir. Não sei de quem é a responsabilidade, mas é lamentável, que o Órgão mais representativo dos marvanenses, não intervenha e não superintenda a uma cerimónia que deveria orgulhar todos os portugueses, sobretudo aqueles, que se revêem nos princípios democráticos e que aceitam ser parte integrante das suas estruturas.
Em segundo lugar lamentar, que não se tenham feito representar nessa cerimónia, todas as organizações políticas representadas nesta Assembleia. Bem como, o de convir aclarar no futuro, se o espaço de intervenção reservado a essas organizações na cerimónia, são para os representantes desta mesma Assembleia, ou se são para as forças politicas em sentido lato.
Em terceiro lugar, lamentar algumas intervenções, quase e só, de reactividade, por parte de alguns dos intervenientes, numa data que deveria ser aproveitada para mensagens positivas e de estímulo à comunidade marvanense. O 25 de Abril não foi feito para justificações. O 25 de Abril foi feito para “semear e cultivar e não para ceifar…”
Em minha opinião, é também através deste tipo de displicências que se contribui para degradar e aniquilar uma data, alguns princípios e valores sociais que deveriam ser intocáveis para todos os que aceitam ser actores na vida política portuguesa.
João Bugalhão "
sábado, 1 de maio de 2010
Ausência!
“Pela primeira vez vi e ouvi o candidato do PSD à Assembleia Municipal. Apresentou-se com um discurso muito bem estruturado e incisivo. Tem um curriculum valioso. Mas, teve a necessidade de afirmar e reforçar que é da Beirã; informar de quem é filho, sobrinho, etc…
Infelizmente, lembrei-me novamente, agora, dessas minhas palavras…
Isto porque, segundo “rezam as crónicas”, o sr. presidente da AM de Marvão tem-se pautado pela ausência.
Não compareceu na penúltima sessão da AM, realizada em 26 de Fevereiro, não compareceu na sessão solene das comemorações do 25 de Abril, onde é tradição o presidente da AM discursar e, ontem, mais uma vez, esteve ausente na sessão da AM.
Não tendo sido apresentadas razões de saúde, diria que estas ausências do presidente da AM chamam a atenção… por serem várias e sequenciais!
Provavelmente, factores como o “grande curriculum” e “não ter vivido Marvão” terão alguma responsabilidade nestas ausências.
Julgo que o facto do presidente da AM estar ausente é grave. É grave porque considero que a AM tem um papel fulcral na política do concelho. Dá suporte (ou não) ao executivo, deliberando sobre matérias com bastante impacto nos destinos de Marvão.
E o presidente é o líder deste órgão!
No entanto, “ausência” parece ser o termo mais aplicado às AM agora que o seu horário foi alterado para as 18 horas. O público, naturalmente, escasseia e alguns membros terão até alguma dificuldade de pontualidade (eu, se ainda o fosse, não poderia, certamente, cumprir esse horário!).
Será que existirá aqui uma acção deliberada para desprestigiar este importante órgão autárquico(AM) e, desta forma, diminuir o seu poder de fiscalização e escrutínio ao executivo?
Não acredito…
Cumprimentos
Bonito Dias
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O Céu é o Limite...
Convite
Mais uma vez a Associação Portus Gladii, vai realizar um passeio pedestre, desta vez "O Céu é o Limite..."
Vamos passear pelas serras que envolvem da aldeia de Porto da Espada e para além do nosso céu como limite terão o prazer de ver terras de Espanha, Galegos, Pitaranha, Portagem, o imponente castelo de Marvão, S. Salvador da Aramenha, Barragem da Apartadura, Porto da Espada e tudo o que a vista alcançar.
Fica o convite para mais este convívio, dia 16 de Maio, com concentração na Casa do Povo de Porto da Espada e saúda às 9h, o almoço pelas 13h e o preço para quem quiser almoçar são 8€.
Apareçam
Adelaide Martins
(Tlm 966445022)



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