sábado, 5 de junho de 2010

MporM, por mail


ASSUNTO: Câmara Municipal de Marvão reavalia processo de venda da “Coutada”

A Câmara Municipal de Marvão decidiu na reunião ordinária de dia 02-06-2010 reavaliar a proposta de venda da “Coutada”. Este terreno de 45 hectares situado na encosta de Marvão é um elemento marcante do património do Concelho, integra uma grande parte da Calçada Romana que liga a Portagem a Marvão e é, desta forma, um garante da nobreza natural da encosta.

Esta decisão surge no seguimento do actual Executivo ter aprovado a venda deste terreno no dia 7 de Abril de 2010. Após esta polémica decisão, vários munícipes, tendo ficado incrédulos com a decisão, solicitaram que o Executivo repensasse a sua decisão e anulasse o processo de venda da “Coutada”.

Assumindo as suas responsabilidades, a oposição na Câmara Municipal (vereador Nuno Lopes – PS e vereadora Madalena Tavares – Juntos por Marvão) e fora dela (Movimento por Marvão) decidiu, numa atitude de cidadania e de defesa do interesse público, trabalhar em conjunto na defesa do património do Concelho de Marvão; depois do estudo dos elementos que estavam em causa neste processo, apresentou uma proposta conjunta (em anexo) na reunião de Câmara de 02-06-2010, exigindo que o Executivo reconsiderasse a venda de património que a todos os munícipes pertence e que é fundamental para o desenvolvimento sustentável do Concelho.

Naquela reunião, no seguimento de uma acesa discussão, e perante a inflexibilidade do Presidente da Autarquia, o vereador do PSD – José Manuel Pires apresentou uma proposta que foi, em parte, ao encontro daquilo que a oposição reclamava, e que consistia em solicitar pareceres aos organismos competentes, suspendendo o processo de venda até ao final do mês de Julho, altura na qual, já de posse dos necessários pareceres, e após consulta à população, a Câmara municipal procederia a uma nova e mais fundamentada ponderação de toda esta situação. Votaram a favor desta proposta o seu autor e os vereadores da oposição Nuno Lopes e Madalena Tavares, enquanto que o Presidente e o Vice-presidente da Câmara se abstinham.

Esta foi uma vitória daqueles que lutaram pela defesa do património do Concelho e por uma visão abrangente e inclusiva da acção municipal, a qual não seria possível sem o bom senso revelado pelo vereador José Manuel Pires, a inesgotável colaboração dos vereadores Nuno Lopes e Madalena Tavares e os contributos dos munícipes e das centenas de pessoas que integram o grupo no Facebook “Pessoas contra a venda da encosta de Marvão a privados!”.

Mas a principal vitória diz respeito a todos os munícipes e a todos os amigos de Marvão.

No processo de consulta que agora se abre, contamos com todos eles para ajudar a fundamentar uma decisão que honre Marvão.



sexta-feira, 4 de junho de 2010

E AGORA? ALGUÉM FICOU MAL NA FOTOGRAFIA...



Aquilo que era previsível, aconteceu. A Cooperativa do Porto da Espada fechou as portas, como noticiou esta quarta-feira o Jornal Alto Alentejo.

Era há muito tempo do conhecimento geral, que esta Associação, a exemplo de todas as outras no concelho, não atravessava os melhores dias. Mas quando em Maio de 2009 a Câmara Municipal, por proposta do Vereador José Manuel Pires, resolveu injectar 90 000 euros, através da aquisição do edifício da Cooperativa, (o que levantou na altura as maiores dúvidas a muitos dos que acompanharam o processo), longe estava de se prever que seria essa mesma aquisição que daria a estocada final na Cooperativa, como afirma agora o Presidente António Vaz.

Bem poderão agora surgir todas as explicações, aliás vivemos num país em que tudo se explica e ninguém se responsabiliza, mas neste caso, pelo menos, os responsáveis não se podem queixar de não ter sido avisados de que não seria um bom “negócio”, como se mostra nos documentos que em baixo se publicam. Pena é, que ao nível das Actas da Assembleia Municipal, não sejam exaustivas sobre o que na altura aí se discutiu.

Em minha opinião algumas questões se podem por neste processo, sumariamente:

- A atribuição de cerca de 47 000 euros, em mais valias, o que levará a um pagamento de impostos de cerca de 7 500 euros, é motivo para a “falência”? Mas ainda há 9 messes a Câmara Municipal lá injectou 90 000 euros?

- E porque é que a Câmara Municipal que ainda há pouco tempo considerava a Cooperativa, uma Associação estratégica para o desenvolvimento do concelho a deixa agora “cair”, por uma verba ridícula, inferior a 10 mil euros?

- Quem foram os técnicos envolvidos no “processo” que não previram que o “negócio” tinha de pagar impostos?

- A Câmara Municipal pode não ter perdido dinheiro, pois adquiriu património, mas que vai fazer agora com esse património? Como vai rentabilizar as verbas aí investidas?

- Os dinheiros públicos deverão servir para pagamento de dívidas de privados?

- Será que os únicos responsáveis deste processo são as Finanças e o anterior Presidente João Batista, como nos querem fazer crer?

Muitas mais questões se levantam, mas fico-me por aqui…

Em baixo se publica um resumo da Acta da Reunião de Câmara de 6/5/2009, em que se decidiu a aquisição do Edifício Sede da Cooperativa, e das várias posições dos Vereadores da altura. Chama-se especial atenção para a Declaração de Voto de Pedro Sobreiro, que aqui reproduzimos na íntegra.







(Clicar para ampliar)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sua Excelência o Parque S. Mamede …


- Não se pode construir em zona rural. O Parque não deixa…

- Não se podem cortar árvores moribundas. O Parque não deixa…

- Não se podem roçar “balsas”. O Parque não deixa…

- Pretende-se fazer um empreendimento turístico no Monte Baixo. O Parque não deixa…

- Soltam-se animais selvagens. Os marvanenses que os governem…

- Constroem-se elefantes brancos nos Olhos d´Àgua: Só se for o Parque…

- Constrói-se um “pombal-humano” no Prado: O Parque não dá por nada…

- Só se pode construir nos perímetros urbanos: Mas o Parque não é para defender a vida no campo?

- Degrada-se um Campo de Golfe: O que faz o Parque?


- O Parque, super entende em toda a vida marvanense. E o que dá em troca?

- Para que serve o Parque de S. Mamede aos marvanenses?

- Quem foram os marvanenses que pediram para pertencer ao Parque de S. Mamede?

- O Parque porta-se como uma mais valia, ou como um obstáculo?

- Marvão chegou assim ao século XX, por intervenção do Parque?

- Se o Parque existisse nos séculos primeiros, Marvão alguma vez teria sido construído? E a Ammaia? E a Ponte Quinhentista? E as Caleiras da Escusa?

- Não seria melhor vestirem-nos de “sãomamedenses” e andarmos no “cantão” a servir de “palhacinhos contemplativos” aos turistas? E quem é que nos governa? O Parque?

Estas são algumas perguntas que os marvanenses põem sobre um território que sempre habitaram e por isso defenderam, sem intervenções de princípios de citadinos bacocos, que crêem que os “bifes” que comem foram feitos de geração espontânea.

Vem toda esta retórica a propósito do Processo do procedimento de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede, que está por aí, com um prazo de 30 dias para que os marvanenses apresentem proposta de alteração.



Não sendo possível mandar estes gajos às “malvas…”, é importante que se passe a palavra a todos os marvanenses, sobretudo os mais atingidos, para que de uma forma activa façam chegar as suas propostas. Evitando-se que no futuro, andemos sempre a ser reactivos, e a “verter lágrimas sobre o leite derramado”.

Aqui fica o texto que “amavelmente” me chegou do GAP sobre o assunto:

"Foi publicado no Jornal Alto Alentejo, na edição de 26 de Maio de 2010 (n.º 180), um Aviso do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P., informando que todos os interessados podem formular sugestões e apresentar informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do procedimento de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede (POPNSSM) no prazo de 30 dias úteis a partir da publicação do referido Aviso.
Este Aviso vem na sequência do Despacho n.º 22008/2009, de 02 de Outubro, do Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente, determinando a revisão do POPNSSM.

Deste modo inicia-se, finalmente, a revisão de um Plano de Ordenamento que estava a ser penalizador para o Concelho de Marvão e, também, para os restantes Concelhos abrangidos por esta Área Protegida. "


TA 1 – Isto é que seria um bom tema para o Sr. Presidente e os seus Ajudantes irem de terra em terra auscultar e mobilizar os marvanenses a discutir e apresentar propostas sobre o assunto. Em tempos já foi assim com a problemática da água! Não fiquem à espera nos gabinetes que a coisa se resolva por si…

TA 2 – Penso eu, que a discussão que aqui se vem desenrolando sobre a “Coutada” (enquanto território integrado no Parque da Serra de S. Mamede), tem aqui uma FERRAMENTA que os “fazedores de opinião”, não só sobre este assunto, mas outros bem mais importantes para o nosso concelho, podem utilizar de uma forma objectiva, muitas das ideias e propostas que aqui vêm sendo apresentadas.



terça-feira, 1 de junho de 2010

A Gestão do Paradoxo


(continuando a conversa com o Tiago sobre a venda da "coutada"...)

Gostava de enquadrar a continuação da conversa sobre o tema da venda da “Coutada” com uma imagem que utilizei no seminário “Pensar Marvão”. Trata-se de uma “matriz” que pretende resumir uma ideia estratégica para Marvão.

A mesma, aponta para aquilo que eu considero ser o objectivo mais crítico para Marvão: tentar parar/inverter a tendência de despovoamento do concelho!


Até já para quem, como eu, vai a Marvão (concelho) apenas de visita (assiduamente, no entanto!) faz “impressão” a escassez de gente na nossa terra. Contudo, é ao falarmos com os conterrâneos residentes que nos apercebemos melhor do drama que esta realidade envolve.

Se uma terra é um corpo, as pessoas são o seu sangue. Um corpo que perde o sangue, perde a vida. Morre.

Esta é a realidade de Marvão!

Parece-me, então, óbvio que o principal objectivo estratégico das políticas em Marvão deverá ser o combate ao despovoamento. Isso faz-se promovendo condições que facilitem a criação de mais emprego.

Coloco o património natural e edificado desta terra como um dos factores que integram a base (os alicerces) desta estratégia. Portanto, o património deverá ser preservado e defendido. Mas de que forma?

Qual o caminho?

Uma defesa/preservação do património a todo o custo, sem concessões?

Ou…

Uma defesa/preservação do património com algumas concessões controladas que contribuam para a promoção do emprego?

Eu defendo, claramente, o segundo caminho. Considero que é indo por aí que se poderá tentar atingir o objectivo estratégico.

Desta forma, não estou, à partida, logo determinantemente contra a venda da “Coutada” apenas pelo argumento de que se deverá defender o património. A todo o custo. E as pessoas?

No entanto, este negócio é muito melindroso, porque pode, de facto, vir a desvalorizar a “Jóia”. A Jóia de todos os marvanenses, naturalmente! Por isso, não sendo muito bem explicado (como não foi) o mesmo não tem o meu acordo. Porque o que está em causa é um dos factores da tal base (dos alicerces).

Actualmente, como marvanense, estou, portanto, contra ao negócio apenas por “cautela”, porque não foi suficientemente explicado…

Concordo com a questão lançada pelo MporM de “Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?”; já não concordo com a questão de “Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

Naturalmente que o negócio do aldeamento do golfe (e do próprio golfe), ao ter corrido como correu, não pode ser defendido. Mas se tem corrido bem, não seria importante para o concelho? Para o emprego no concelho? Para fixar e atrair gente para o concelho? Eu creio que sim!

Preservar sim. E desenvolver também!

Por exemplo: a calçada romana é um património que deve ser preservado porque tem um valor extraordinário. Correcto. E esse valor extraordinário não deverá ser colocado ao serviço do desenvolvimento do concelho, organizado e promovendo percursos que atraiam/fixem os turistas e, portanto, fomentem o emprego? Eu creio que sim!

Devo dizer que não me seduz um Marvão preservadíssimo, intocável, se isso não contribuir para o seu desenvolvimento.

Um Marvão assim e sem gente é um Marvão triste. Não me seduz. Porque não sou um mero visitante…

Julgo, portanto, que os melhores dirigentes para Marvão serão aqueles que melhor saibam gerir este paradoxo: “preservar” e “desenvolver”!

E quando pareça que o “desenvolver” põe em causa o “preservar” será necessário que saibam envolver os marvanenses. Explicando e solicitando contributos…naturalmente.


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

Fim de Época


Chegou ao fim mais uma época futebolística do Arenense, este ano apenas com participação no campeonato distrital de infantis da AF de Portalegre, onde foi alcançado o 2º lugar da Série B.

Mais uma vez, todos os participantes se reuniram no recinto de festas da Abegôa, para a costumada festa de confraternização, onde não faltaram as famílias.

O pontapé de saída começou logo pela manhã com os preparativos, seguido de almoço reservado aos dirigentes e alguns convidados, e culminado com um “lanche” para todos os atletas e familiares, com entrega dos tradicionais prémios àqueles que se distinguiram ao longo da época.

Mas mais do que as palavras, aqui ficam algumas imagens captadas pelo Pedro Sobreiro e que ilustram alguns dos momentos vividos no passado dia 22 de Maio.


Alguns dos responsáveis pela época


Almoço de confraternização


Chamada dos heróis


A razão de ser GDA



André: o nosso "cristiano ronaldo"



Para mais tarde recordar ...


Viva o GDA!....


Por fim..., o petisco!


Obrigado a todos, que tornaram possíveis estes momentos de confraternização.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Réplica a “Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!”

(em jeito de comentário ao post anterior)

Foi boa a leitura, mas há muitas nuances que importam explicitar. O traço que o Fernando Bonito definiu no último texto está próximo daquilo que se vem assistindo há algum tempo no Concelho – uma enorme indiferença e (até) desconfiança relativamente aos assuntos críticos do nosso Concelho. Esta leitura está certa, mas isto não quer dizer que os habitantes do Concelho de Marvão não acreditem em causas, em projectos mobilizadores, no fundo que há é que saber dar a volta ao texto, e exemplo de isso mesmo foi a grande mobilização que assistimos nas diversas candidaturas autárquicas em Outubro último. No entanto também algum desse fulgor eleitoral se esvaiu com o passar do tempo.

Marvão não é apenas Marvão, é mais que isso. O Concelho de Marvão, pelas suas características, é uma jóia nacional, todos nós sabemos isso. Todo o tipo de questões que digam respeito ao património do Concelho têm uma dimensão que extravasa os limites municipais e até regionais. O grupo que o Movimento por Marvão criou no Facebook há três dias atrás já conta com quase 300 membros, com calorosas discussões e contributos de gente de todo o país.

A Localização do problema, uma falsa questão. O Concelho vale como um todo. Não quero acreditar que, nos dias que correm, hajam pessoas que sejam Marvanenses da Portagem ou Marvanenses de Santo António. O Concelho tem de ser sentido por todos, e de igual forma. Claro que é necessário fazer uma ressalva que cada povoação tem as suas dinâmicas próprias (as suas especificidades), mas o interesse concelhio está acima de qualquer tipo de bairrismo. Sinónimo disto mesmo é a mobilização que se está a gerar em torno da venda da “Coutada”, protagonizada por toda a oposição na Câmara Municipal e também fora dela (o MporM).

Em Marvão não há inimigos, há causas. Pelo menos na minha perspectiva este Concelho é demasiado pequeno, as pessoas são demasiado próximas, que não se pode falar em inimigos. Na Câmara Municipal é verdade que todos sabem das dificuldades que a Oposição tem no diálogo com o Presidente e o Vice-Presidente, todos têm conhecimento que a única pessoa capaz de ter uma atitude dialogante é o Vereador José Manuel Pires, mas isto não faz, de maneira nenhuma, com que os primeiros sejam propriamente inimigos públicos. Existem causas. A oposição tem aplaudido algumas iniciativas, e discordado de outras. E não é por acaso que todos aqueles dossiers que a oposição denunciou publicamente, por ferirem os interesses de Marvão, foram anulados ou revistos. a) Subsídio à Associação Comercial de Portalegre - revisto; b) Sociedade Anónima de Capitais Mistos - em revisão há mais de dois meses; c) o projecto “Novos Povoadores” - que curiosamente reunia reticências dentro da bancada do PSD na Assembleia Municipal, foi temporariamente interrompido a pedido do próprio executivo na última reunião de Câmara. E o mesmo se irá passar com a venda da Coutada.

O porquê daqueles que estão contra, e caminhos para o desenvolvimento. Quem está contra são aquelas pessoas que têm memória (sendo obviamente demasiado redutor); que se recordam do que se passou (e está a passar) com o Aldeamento do Golfe. Os regimes de excepção. Os interesses nacionais. Os postos de trabalho. Todas estas condições fizeram com que os Marvanenses estejam hoje mais alertados para os perigos da venda de uma propriedade como esta no Concelho. Uma propriedade que incorpora uma parte substancial da Calçada Romana. Uma propriedade que é estruturante na harmonia natural do Concelho. Um propriedade que é parte integrante da beleza de Marvão. Não deveria a Câmara Municipal salvaguardar este tipo de propriedades, de forma a preservar aquilo que faz o nosso Concelho diferente - o seu património? Falando do processo de desenvolvimento do nosso Concelho, este deve passar pelo equilíbrio harmonioso entre o desenvolvimento económico (turístico, agro-alimentar, pequena indústria e agricultura) com o meio natural e o património cultural e edificado. [Um aparte: se queremos falar em desenvolvimento não devíamos estar a trabalhar já no futuro sustentável do Ninho de Empresas? Não deveria a Câmara Municipal criar reuniões participadas de forma a criar redes que desenvolvam a infra-estrutura? Pessoas como, por exemplo, o Fernando Bonito, o Nuno Vaz da Silva, ou o Joaquim Silva não seriam mais valias para o projecto, se fossem ouvidas e incluídas de uma forma aberta e desinteressada? Até agora nada!] O problema em apoiar-se a venda da “Coutada” é que alegadamente esta propriedade servirá para desenvolver um percurso BTT. O problema aqui é só o “alegadamente”. Temos de ser realistas, ninguém vai viver em Marvão só dos percursos BTT. Ninguém vai largar 114.000€ para que depois sejam rentabilizados com percursos de bicicletas. E mesmo que seja, mais tarde, no futuro, vai sempre haver um projecto, uma casa, um bungalow...sem que a Câmara possa fazer directamente nada, caso seja posto o interesse nacional em causa (o tal regime de excepção). Os munícipes vão ficar, também, por arrasto sem poder de decisão sobre o património do seu Concelho.

Porque Marvão não deve ser uma disneyland, ou então isto é uma conclusão. Este texto pretende exaltar a consciência dos Marvanenses (aqueles de todo o Concelho) para que se juntem à voz de protesto contra esta decisão de colocar o património do Concelho à venda, bem como pretende fornecer algumas informações úteis para o debate, e o contraditório. Tendo, de outro ponto de vista, consciência que as opiniões aqui transcritas poderão estar carregadas de incorrecções ou impressões factuais. Por fim, e como em qualquer tomada de posição, há sempre duas, ou mais, faces da moeda; ao haver escolha, ao ser tomada uma posição, exigisse que passe a existir também responsabilização, pelas tomadas de decisão. E a responsabilidade é também saber admitir o erro. Aqui fica o recado.


sábado, 29 de maio de 2010

Os contra; os a favor; os cépticos; e a maioria!



A Câmara Municipal de Marvão publicou um edital para venda do prédio rústico “Coutada”, o qual representa uma boa fatia da encosta de Marvão e inclui parte da calçada romana. A sessão pública, que poderá consumar essa venda, realizar-se-á em 16 de Junho próximo.

O Presidente da Câmara defende que não haverá qualquer problema com a venda deste terreno visto que “a zona onde se insere a é uma zona protegida abrangida pela Zona Ecológica Nacional e ainda pelo Plano de Ordenamento do PNSSM. Tratando-se de uma zona de protecção, não espera que o eventual investidor venha a construir nesse prédio.”

Apesar destas declarações do Presidente da Câmara o MporM (por mail) levanta duas questões:

1- Quem é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir?

2 - Com o terreno onde nasceu o aldeamento do golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

E criou um registo no Facebook como forma de mobilizar os marvanenses contra esta decisão da câmara (http://www.facebook.com/group.php?gid=126405374044181).


Esta venda já tinha sido alvitrada na anterior legislatura e, inclusivamente, foi debatida numa sessão da AM, fora da ordem do dia. Noutra sessão (já bastante posterior) da AM, questionado por mim sobre o “andamento” deste assunto, o Presidente da Câmara afirmou que, perante as objecções de alguns marvanenses, o potencial investidor tinha perdido o interesse...

Segundo parece, o potencial investidor será uma empresa estrangeira que, já há alguns anos, vem adquirindo terrenos inóspitos no concelho (a preços elevados) para, alegadamente, criar um percurso para BTT.

Desta forma, parece, também, que a aquisição da “Coutada” pretende acrescentar valor a essa bolsa de terrenos, representando talvez “a cereja em cima do bolo”.

Tomando como correctas estas informações, diria que concordo com este negócio!

Tendo Marvão condições naturais ímpares para a prática desta modalidade (e de outras que envolvam contacto com a natureza) e a Câmara Municipal não revelando capacidade para desenvolver e mobilizar esta área (por exemplo, com a criação e divulgação de percursos) julgo que seria muito positivo para o sector turístico que existisse um investidor privado a fazê-lo.

Contudo, sendo este negócio bastante melindroso, já que envolve a venda de uma área substancial situada praticamente às portas da Vila, deveria a Câmara mostrar mais zelo na informação prestada aos munícipes.

Deveria explicar, em pormenor, o negócio. Apontar as suas vantagens para o concelho e informar sobre eventuais medidas, tomadas pelo executivo, para mitigar o risco de incumprimento das intenções apresentadas pelo alegado investidor.

Não o fazendo dá azo a especulações.

Existirão aqueles, que pela localização do terreno ou por inimizade política, serão determinantemente contra o negócio e outros que, pela total confiança (ou amizade política) que têm no executivo, serão determinantemente a favor.

Outro grupo haverá (onde me incluo) que, neste tema das decisões camarárias gosta de opinar “caso a caso” e que, independentemente da localização do terreno, se bem informado, poderia ver com bons olhos esta iniciativa privada. No entanto, este grupo não tem, na minha opinião, dados concretos suficientes para expressar uma opinião clara.

Existe, ainda, um quarto grupo (a esmagadora maioria) que, nestas matérias estratégicas, nada exige. Nem informação, nem explicações. Não tem sentido crítico e, por isso, não escrutina...

Como em política o que interessa são as maiorias, facilmente se entende a atitude da Câmara!


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Estratégia ou cosmética?


Arranca dia cinco de Junho, no edifício da fronteira, mais uma Quinzena Gastronómica do Bacalhau em Marvão. Em Marvão e em Castelo de Vide!

Esta “Fiesta del Bacalao” que inclui a participação de vários restaurantes tem, e bem, como principal “alvo” o mercado espanhol.

O certame já não é novo mas este ano apresenta uma novidade: a parceria com Castelo de Vide. E por isso se intitula a 1ª Quinzena Gastronómica do Bacalhau.

Para alguém “de fora” esta realidade não suscitará grande exclamação. Parece perfeitamente lógico dois concelhos vizinhos do interior, que têm no turismo o seu ponto forte, unirem-se e apresentarem, em conjunto, a sua “oferta” ao mercado espanhol. Mas, quem é “de dentro” sabe que, perante as profundas rivalidades históricas, esta parceria causa mesmo muito espanto!!!

E, de certeza, muitas reticências e resistências…

A minha opinião é de total concordância com esta parceria. Como tenho dito, todos sairiam a ganhar se se constituísse, no nordeste alentejano, uma parceria estratégica na área do turismo para “vender” esta região de forma concertada.

As “várias ofertas” complementar-se-iam, ganhando dimensão e visibilidade.

Há anos, foi esboçado algo do género, nessa altura a três, que não passou de uma singela e esfarrapada agenda mensal. Seria bom que este “sinal”, agora a dois, fosse apenas o pequeno passo inicial de uma estratégia consistente a implementar de uma forma duradoira.

Que não se trate apenas de uma operação de cosmética, com interesses bem determinados e pontuais…

O futuro dirá!


Cumprimentos

Bonito Dias
bonitodias@gmail.com

domingo, 23 de maio de 2010

Serviço Público


Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba no próximo mês de Maio

Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República.

A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'.

A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos.
O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.

Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento , mais dois dias do que estava previsto no actual regime.

Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta. Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Deco congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor.

O diploma entra em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de efeito equivalente'.


Divulgar o mais possível...

sábado, 22 de maio de 2010

Triunfo dos Porcos (esta vem mesmo a calhar)



Triunfo dos Porcos

Chegará o dia
Em que o leão dormirá com o cordeiro
E eu deixarei de ter na língua
Sempre um projéctil certeiro.
E eu deixarei de ter na língua
Sempre um projéctil certeiro.

A humanidade já tem
Tão pouco de ser humano
E quanto mais tento repará-la
Muito mais depressa me esgano.
E quanto mais tento repará-la
Muito mais depressa me esgano.

As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.

Quando penso no futuro
Só vejo desolação
Ai ai ai meu país cheio de sonhos,
Não há quem te agarre a mão.
Ai Portugal meu país cheio de sonhos,
Não há quem te agarre a mão.

Mas há que te alumie
E não te deixe cair em tropeço
Mesmo que com fome e sede,
Assim de ti me despeço.
Mesmo que com fome e sede,
Assim de ti me despeço.

As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.

As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.
As tuas mãos não terão mais sangue.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

II PERCURSO INTERNACIONAL DO CONTRABANDO DO CAFE


GRAP 2 – GDA 2 (Velhas Guardas)

No último sábado todos aqueles que participara nesta actividade tiveram oportunidade de viver mais uma jornada de convívio que nos irá ficar na memória.

O grupo da equipa de Velhas Guardas do Grupo Desportivo Arenense, deslocou-se à freguesia de Pousos, do concelho de Leiria, para retribuir a visita que a equipa do Grupo Recreativo Amigos da Paz, nos havia feito em Abril de 2009.

O jogo em si foi importante, e serviu como principal objectivo desta deslocação, mas não menos importante foi convívio entre as duas equipas, mas também do grupo de participantes da equipa do GDA, onde foi possível juntar pessoas que já não se viam há anos e assim tiveram oportunidade de recordar e reviver o passado.


GDA - Em cima da esquerda para a direita: Mário Bugalhão, João Bugalhão, Carlos Trigueiro (estreia), Nuno Macedo, Luis Barradas, Artur Costa (estreia), Simão, J. Paulo Ginja, António Bonacho, josé Vaz, Chaparro, Rui Martins (estreia); em baixo: João Paulo, Ginja, Antunes, Pedro Graça (estreia), João Vitorino, José Domingos, Paulo Nunes, João Sequeira e João Manuel Carlos.

A viagem, quer de ida, quer de volta, não se deu por ela, sobretudo pelo espírito entusiasmado introduzido pelo “animador” Luís Barradas, um “self made man” para toda a obra. A recepção e o jantar dos amigos de Leiria foi cinco estrelas. E o jogo decorreu dentro do normal, tendo terminado com um empate a 2-2.


Fase animada do aquecimento


Um "mêinho" para a boa disposição...


Chaparro: "este nº 7 diz que tem 58 anos! Como é possivel..."


Estilo incofundivel do estreante Rui Martins


A excepção foi a “lesão” ligeira do estreante Pedro Graça após estadia de “3 minutos” em campo e um “pique” (o Barradas diz que foi apenas um passo, e que, quando a perna direita ultrapassou a esquerda…, já tá!), mas que por esta hora já estará capaz de outra…




Prémio do azar: Estreante Pedro Graça "o roturas"



À atenção da CMM: Um bom exemplo para ser seguido nos acabamentos do campo dos Outeiros. Alcantrão, claro, e com muito bom aspecto.


Por fim ficam aqui dois agradecimentos públicos: ao GRAP, pela forma como nos receberam (sobretudo ao Mário Bugalhão, que proporcionou este conhecimento); e à Câmara Municipal de Marvão, pela sua colaboração no transporte. O nosso muito OBRIGADO.

Venha a próxima época…

domingo, 16 de maio de 2010

8.º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Marvão

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Marvão, comemorou hoje o seu 8.º aniversário, com as comemorações a iniciaram-se logo pela manhã, cerca das 9h30m, com a formatura do Corpo Activo e o hastear das bandeiras. A cerimónia incluiu ainda a promoção de 8 novos elementos a bombeiros de 3.ª classe e um desfile motorizado pelas artérias de SAA, seguiu-se depois um almoço convívio nas instalações no Quartel

Actualmente, os Bombeiros de Marvão prestam serviço de transporte de doentes; serviço de socorro; combate e prevenção de incêndios; apoio a eventos desportivos, culturais e recreativos e abastecimento de água à população, entre outros, nos 155 Km2 do Concelho de Marvão.

sábado, 15 de maio de 2010

Direito à indignação!

Penso que Marvão também tem o seu “défice”. Não é défice orçamental, é défice de sentido crítico. Sentido crítico construtivo!

(Maledicência tem muita!)

E por isso, em Marvão existe pouca capacidade reivindicativa. Seja junto do poder local, seja junto de outras instituições. Capacidade reivindicativa em matérias importantes para o bem comum…

(…que para o bem individual, para os interesses pessoais, há e muita!)

O sentido crítico e a capacidade reivindicativa da população são cruciais para o desenvolvimento de qualquer terra.

Nesta perspectiva, fiquei bastante satisfeito ao ler a carta ao Director do AA na edição desta semana.

Revela sentido crítico e capacidade reivindicativa numa matéria importante para o bem comum:

As condições (in)existentes no Centro Infantil.



Cumprimentos

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Velhas Guardas






GRAP - GDA




Vai realizar-se no próximo sábado dia 15/5, mais um jogo de Velhas Guardas do GDA, desta vez em Leiria, com a equipa de Pousos que nos visitou em Abril de 2009, jogo que se realizou no Municipal de Castelo Vide e que terminou com a vitória do GDA por 4-2.

O jogo está agendado para as 17h30, e a partida de Santo António das Areias será às 13 horas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

2 ANOS!...

É verdade meus amigos, faz hoje precisamente 2 anos que nasceu o FÓRUM MARVÃO.

Foi no dia 7 de Maio de 2008 que abrimos este espaço dedicado ao “nosso” Marvão.




Num concelho sem qualquer órgão de informação, e com poucos espaços de debate, o Fórum pretendeu e pretende minimizar um pouco essa lacuna.

Numa breve avaliação a estes 730 dias de vida, podemos dizer que somos como todos os projectos, uns dias melhores outros piores, teremos tido com certeza alguns momentos brilhantes e outros nem por isso, mas cá continuamos, acima mesmo das expectativas dos seus criadores. Pena é, que alguns dos colaboradores, não se tenham até hoje implicado mais, para que este espaço fosse mais abrangente e o mais plural possível.

Felizmente, temos mantido “o nível” que esteve na sua concepção, e por aqui, as pressões do “poder” não se têm feito sentir. Claro que agradaremos a uns e desagradaremos a outros, é natural. Também um dos princípios em que acreditamos “… é que aqueles que agradam a toda gente, é porque não servem a ninguém!”

Ao longo destes dois anos publicaram-se aqui 457 Posts, muitos e muitos comentários dos cerca de 100 000 visitantes, numa média de cerca de 140 visitantes por dia, o que para uma comunidade pequena como a marvanense, podemos classificar de extraordinário.

É para toda esta comunidade, Visitantes e Colaboradores, que aqui deixamos como “prenda de aniversário” um poema da autoria de Luís Bugalhão, que por aqui surgiu, logo nos primeiros dias de vida do Fórum, e que sem desrespeito para qualquer dos Colaboradores aqui trazemos renovado. Pena que este nosso amigo tenha sido como os “cometas” que só aparecem uma vez na vida!

"Por ti Marvão

Ah Marvão, terra agreste,
dos canchos e das tapadas,
dos caminhos, das levadas,
tanto de bem me fizeste!
Por entre folhagens perenes,
com montanhas e com flores,
até com imberbes amores,
doados pelos meus genes...

Ah, altaneiro Marvão!
No meu sangue tuas gentes.
Azinhos, sobros, pingentes,
domados p'lo gavião,
fazem de ti raiano,
(entr'olivais e vimeiros,
lidados por jornaleiros)
gelado, frio, magano!

Quanto de ti Marvão,
da Asseisseira ao Pereiro,
da aloja ao palheiro,
te resta sem ser no chão?
Que padrinhos, manageiros,
que novos velhos-patrões,
donos teus e dos ganhões,
colhem ora teus castanheiros?

Velho e alto Marvão...

Que é feito dessa raça,
dessa mulher, desse homem,
desses que da terra comem,
p'la tenrura da rabaça?
Que é feito dessa casta
qu'a linha tomou d'assalto,
levando ovos, café, tabaco,
e agora, velha, se arrasta?

D'aqui saiu o grão-mouro,
p'r'áqui chegou o cristão.
Mas então, porque razão,
não te agarras ao touro,
não esmagas o texugo,
não sufocas a toupeira,
não repousas da canseira,
não desprezas o verdugo?

... que é feito de ti Marvão,
que não sais d'onde eles'tão?

Lisboa, 15MAI08 "


Já agora, aqui deixamos também o nosso 1º Post, uma espécie de Editorial de compromisso ou cartão de apresentação, que hoje, tal como nesse dia, convém sempre relembrar e ter presente:



AÍ ESTÁ O FÓRUM...

O “Fórum Marvão” é um espaço de debate livre e independente, criado por um grupo de amigos, que têm como ponto de partida Marvão e vão por aí…

O “Fórum Marvão” tem como principal finalidade, estimular o debate em torno do conceito “Marvão” em todas as vertentes, num concelho e num país, caracterizados por défice de análise e crítica social sérias, centradas na “coisa pública”.

O “Fórum Marvão” pretende assim, debater ideias, opiniões e fazer o seu contraditório, com base no respeito e na tolerância. Aqui haverá lugar para todos os temas: da política ao desporto, da poesia à musica, da vida em sociedade à sexualidade, da saúde ao consumo de drogas, do amor à felicidade, da televisão à literatura, etc., etc. A excepção, será o “ataque ou ofensa pessoal”.

O “Fórum Marvão” é um espaço de Liberdade, um dos valores que consideramos fundamentais, apenas superado pelo da Justiça. Sem Justiça a vida em sociedade não faz sentido e uma sociedade sem Justiça, torna-se uma sociedade ao sabor dos mais fortes e dos mais poderosos. Os outros valores que aqui gostaríamos de ver estimados são: o respeito pela Pessoa Humana, como valor em si mesmo; a Dignidade; a Tolerância; a Igualdade; a Amizade; a Fraternidade; a Coragem; e alguma Democracia.

O “Fórum Marvão” não pretende ser um espaço de intelectuais perfeccionistas, aqui todos poderão entrar desde que se identifiquem e respeitem as ideias dos outros, mesmo que com elas não concordem. Pretende-se, essencialmente, um espaço aberto e de troca.

O “Fórum Marvão” não pretende roubar, copiar, nem fazer mal a ninguém. Este espaço, embora simples, terá que valer por si. Ou então morrerá, tal como nasceu, sem deixar bens nem dívidas aos seus herdeiros.

O “Fórum Marvão” não se identifica com qualquer formação política e a responsabilidade das opiniões aqui expostas serão dos seus autores.

O “Fórum Marvão” brinda ao futuro…


UM ABRAÇO A TODOS!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Espanhóis interessados no Campo de Golfe!





Há dias, em conjunto com uns amigos, tive oportunidade de ouvir um empresário turístico de Valência de Alcântara tecer rasgados elogios a Marvão.

Afirmou que um dos principais argumentos que tem para “atrair” clientes é Marvão e que o respectivo Campo de Golfe, quando funcionava, representava um “conteúdo” fulcral da sua oferta. Assim, lamentava o encerramento do mesmo e o quanto essa triste realidade tinha sido prejudicial para o seu negócio.

Lamentou, ainda, a falta de engenho dos políticos desta bonita região transfronteiriça para se organizarem numa oferta turística global.

Nunca ouvi tal discurso de algum empresário dos concelhos limítrofes!

Por isso, não me admira nada esta notícia. É bem provável que o investimento no Campo de Golfe (e em Marvão) venha do outro lado da fronteira.

Também por isso, faz todo o sentido apontarmos baterias nessa direcção. Madrid não fica muito mais distante que Lisboa.

E o mercado é outro…


Cumprimentos

Bonito Dias
(bonitodias@gmail.com)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Indiferença & Irresponsabilidade: um check-up ao estado da coisa pública em Marvão

Menu:

1. Um 25 de Abril assim nunca mais;

2. Carlos Joaquim Sequeira;

3. Indiferença Generalizada;

4. Do fim que justifica o meio à irresponsabilidade enraizada;

5. Coitada da encosta de Marvão.


Este post servirá, de certa forma, para comentar e dar resposta a muitos dos tópicos debatidos aqui ultimamente, e outros tantos que começam a desabrochar no Concelho, sem que no entanto haja uma voz de fundo que sirva de pressão aos nossos responsáveis autárquicos, o que é uma pena. No que toca à minha parte aqui vai:


1. Um 25 de Abril assim nunca mais

Uma cerimónia desta importância merecia mais respeito e consideração, em primeiro lugar do Presidente da Assembleia Municipal de Marvão, e também por parte do Sr. Presidente da Câmara Municipal.

É, de facto, inédito a Assembleia Municipal – órgão máximo da democracia no nosso Concelho – não estar representada num acto solene como este. Mas tudo bem. Pior, ainda, é que o Presidente deste órgão esteve, acompanhado por ilustres amigos, na tradicional tourada do S. Marcos na véspera deste acto público.

Sem querer tirar qualquer tipo de importância às festas do S. Marcos, acho que o 25 de Abril, os munícipes e de forma especial os eleitores do Concelho de Marvão mereciam mais respeito e consideração. Sobre este Senhor há desenvolvimentos no ponto seguinte.

Acerca do Presidente do Executivo nada de novo há a assinalar. O discurso baseou-se em concordâncias e discordâncias com os discursos anteriormente proferidos pelos outros intervenientes na cerimónia.

Depois de um belo e inovador discurso levado a cabo pelo representante do Partido Socialista – Gil André Fernandes (o qual saúdo pela renovação que trouxe ao painel de oradores), o Sr. Vítor Frutuoso começou a atacar de um forma pouco ética e desapropriada, uma afirmação pronunciada pelo jovem representante do Partido Socialista, que tinha defendido a importância da intervenção do Estado.

Sobre a cerimónia do 25 de Abril, há ainda que deixar dois apontamentos finais: o primeiro tem que ver com o facto das forças políticas com assento na Assembleia Municipal só terem recebido o convite para estarem presentes na véspera da cerimónia; uma segunda que se prende com o escasso público que assistiu à cerimónia (a destoar com o ano passado, ano de eleições).


2. Carlos Joaquim Sequeira

Afirmei, neste blog, no dia 6 de Novembro de 2009, acerca da sucessão na Assembleia Municipal que “a fasquia deixada pelo Dr. Carlos Sequeira não está à altura de qualquer um”. Não me enganei, no entanto não esperava que aos dias de hoje a desilusão fosse tão grande.

A marca deixada pelo Dr. Carlos Sequeira era, de facto, difícil de igualar, pela sua integridade e seriedade, pelo seu lado prático e imparcialidade patente, e sobretudo pelo tratamento igual que dava (e continua a dar) a todos os Marvanenses.

Nestes dias tenho pensado, não na ausência continuada do actual Presidente da Assembleia Municipal, mas sim nos motivos que estiveram na saída de cena do Dr. Carlos Sequeira. É característico. Cada vez que há um Marvanense com qualidade, que trabalha com afinco durante um mandato, e que assim conhece por dentro o pior do nosso sistema autárquico, nas eleições seguintes, por sua livre iniciativa, sai de jogo.

Neste confronto quem perde é sempre Marvão. Num curto exercício de memória já experimentaram comparar a composição da Assembleia Municipal no mandato anterior e neste. Já? E quem é que perdeu, não foi Marvão?

Sei perfeitamente que Marvão não perdeu o Dr. Carlos Sequeira, que ele estará sempre presente quando o Concelho necessitar, como esteve presente nas cerimonias do 25 de Abril deste ano e viu com os seus próprios olhos a ausência do seu sucessor, acredito que isso tenha sido penoso para si.

Uma breve nota, ainda, sobre a cerimónia do 25 de Abril, mas que se prende essencialmente com a discussão dos perfis dos candidatos à Assembleia Municipal, respondendo à afirmação do Bonito (“ainda não entendi a necessidade das candidaturas insistirem em procurar, reiteradamente, cabeças de lista para a AM que, apesar de ostentarem um grande curriculum, não têm “vivido” Marvão”): estiveram presentes, nesta cerimónia, os candidatos à Assembleia Municipal pelo PS e Movimento por Marvão, respectivamente Silvestre Andrade e Maria de Jesus Garcia. Cada um retirará as suas conclusões.

Finalmente, ao Dr. Catarino após estas ausências continuadas não lhe resta outra alternativa que não seja a renúncia ao cargo, caso contrário poderá ver esse pedido formalizado por muitos eleitores Marvanenses, que se têm vindo a sentir desrespeitados.


3. Indiferença Generalizada

Os cargos políticos, como o de deputado municipal, respeitam a vontade soberana dos eleitores de um Concelho, não podem por isso ser levados de ânimo leve, com indiferença para com os assuntos da coisa pública.

A meu ver este estado de indiferença começou em Marvão, na alteração, no início deste mandato, da hora das Assembleias Muncipais (para as 18h), o que impossibilitou a participação de uma grande parte da assistência que era habitual nestas sessões. Pode ser que com a renúncia, que falei em cima, esta situação possa ser alterada.

O cargo de deputado, na oposição ou não, prevê, à partida, uma disposição incondicional de trabalho em prol do Concelho, a leitura dos documentos a votação, perguntas ao executivo nas dúvidas que possam advir do estudo dos dossiers. Tenho impressão que isso deixou de acontecer, salvo algumas excepções. Digo “deixou”, porque no mandato anterior haviam deputados que garantiam esse trabalho e intervenção durante as sessões, que aferiam com rigor e seriedade o trabalho do executivo. Mais uma vez foi Marvão que ficou a perder.

Sobre a comunicação das forças políticas do nosso Concelho, pode-se ler neste blog no dia 1 de Outubro de 2009, por intermédio de um post do Bonito que: “apesar da idade avançada da maioria dos munícipes, as candidaturas apostam (também) na internet para transmitir a sua mensagem”.

Esta forma de comunicação, à excepção do Movimento por Marvão - curiosamente a única força política sem representação na Assembleia Municipal, esgotou-se no dia 10 de Outubro de 2009. Nem sequer o site do PSD – vencedor das eleições – anunciou a vitória nas eleições autárquicas. Aqui está mais um sinal da indiferença dos distintos actores políticos do nosso concelho.


4. Do fim que justifica o meio à irresponsabilidade enraizada

A passagem de um candidato a funcionário da autarquia é natural no nosso mundo autárquico, mas o mesmo não pode deixar de ser condenável, se for contextualizado de acordo com aquilo que são as necessidades das diferentes autarquias.

Marvão não precisa, nem vai precisar nos próximos tempos, de uma pessoa para um lugar desta natureza. No entanto, há aspectos que se prendem com promessas eleitorais, que jamais poderão ser suplantados. É Marvão que perde, outra vez.

Se a passagem do Sr. Lourenço Costa de candidato das listas do PSD a funcionário da autarquia foi tudo menos clara, isto não faz com deixe de ter consideração e respeito por si; terá, isso sim, reforçado um certo pendor autista que há algum tempo venho denotando no Sr. Presidente da Câmara.

Para finalizar este assunto, faço minhas as oportunas palavras da Vereadora Madalena Tavares, deixadas em reunião de Câmara: “supondo que este secretário, na perspectiva do executivo em funções, é imprescindível, o mais lógico, não seria recorrer ao programa de estágios de Recém-Licenciados, criado recentemente pelo Governo? Queremos fixar os nossos jovens mas, quando existe essa possibilidade, dá-se prioridade aos compromissos políticos”.

A edição número 4 do boletim informativo da Câmara Municipal de Marvão, o tal “InfoMarvão”, ainda não tinha sido impresso na segunda-feira passada (dia 3 de Maio), o que demonstra a irresponsabilidade do executivo perante os munícipes, naquilo que é o meio oficial de comunicação do município. Mais insólito é a publicidade que aparece no final do boletim – a V Quinzena Gastronómica do Cabrito e Borrego, um evento que se finalizou no dia 11 de Abril.

Os Marvanenses merecem mais respeito.


5. Coitada da encosta de Marvão

No final, uma breve nota para a irresponsabilidade do executivo em colocar à venda a “Coutada” – um importante prédio rústico na envolvente de Marvão.

Nas palavras do Sr. Presidente não há qualquer problema na venda deste prédio visto que “a zona onde se insere a «Coutada» é uma zona protegida abrangida pela Reserva Ecológica Nacional e ainda pelo Plano de Ordenamento do PNSSM.Tratando-se de uma zona de protecção, não espera que o eventual investidor venha a construir nesse prédio”.

Neste sentido lanço duas perguntas: quem é que é o investidor inocente que está disponível para comprar este terreno sem ter qualquer tipo de permissão para construir? Com o terreno onde nasceu o aldeamento do Golfe não se passava exactamente a mesma coisa?

Este assunto não vai ficar por aqui.

P.S.: O português poderá ter sido adulterado pelo avançado da hora.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Passos Largos


Havia já algum tempo que não publicava nada no Fórum Marvão, não por estar zangado com algum dos colaboradores deste espaço, ou por não concordar com os conteúdos "editoriais" do mesmo, mas tão somente por uma manifesta falta de tempo.

Coloco aqui este "cartoon ", que considero ser apropriado relativamente à actualidade da política nacional .

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ecos da 2ª Assembleia Municipal 2010

De acordo com o que aqui noticiámos, realizou-se na passada sexta-feira, a 2ª Assembleia Municipal Ordinária de 2010.

(Convém realçar que o que vão ler a seguir não é uma crónica isenta, mas apenas a minha versão dos acontecimentos, porque como todos sabem represento uma das organizações politicas presentes na AM. Mas não andarei muito longe dos factos…).

A Sessão iniciou-se com as informações e justificações da 1ª Secretária da Mesa da Assembleia, Hermelinda Carlos, que presidiu à dita, sobre a falta do Presidente José Catarino, que como aqui já foi referido no Post anterior, mais uma vez primou pela ausência.
As justificações apresentadas foram abertamente criticadas pela Oposição, principalmente através dos membros do Partido Socialista, mas sobretudo, não foi possível disfarçar um certo mau estar que estas ausências causam ao Partido da maioria.

Analise crítica: Acompanho as AM há mais de 10 anos e nunca me lembro de qualquer falta dos Presidentes, à excepção do actual, que leva a segunda consecutiva, e todos eles tinham a sua vida profissional fora do concelho. E se sobre estas ausências ainda se aceitam algumas justificações, já a sua não comparência, enquanto Presidente de um Órgão Democrático como é a AM, para presidir às cerimonias do 25 de Abril (num domingo), estando presente no dia anterior no concelho, terão de ser devidamente justificadas, perante aqueles que o elegeram.

No ponto da Ordem de Trabalhos referente às Informações do Presidente da Câmara sobre a actividade municipal dos últimos dois messes, a discussão centrou-se em torno de três assuntos: Aquisição do Pavilhão à Casa do Povo, proposta para venda de Prédios Municipais (“Gamacha” na Beirã e “Coutada” em Marvão) e a aprovação de transferência de verbas para contratação do Secretário para os Srs. Vereadores.
O assunto que gerou mais polémica foi o da transferência de verbas para custos com a contratação do Sr. Lourenço (15 000 euros), com as duas forças politicas da oposição (PS e “Juntos Por Marvão”), a criticarem duramente o Executivo PSD, que passa de um mandato para o outro de 1 Presidente +1 Vereador + 1 Vereador a meio-tempo, para 1 Presidente + 2 Vereador a tempo inteiro + 1 Secretário.
Convém informar os Visitantes do Fórum que esta decisão é da inteira responsabilidade da Câmara Municipal, não tendo a AM qualquer poder, para alem do de manifestar as críticas.

Os restantes Pontos da Ordem de Trabalhos, todos eles foram, em geral, aprovados praticamente sem discussão, com os votos favoráveis do PSD e abstenção do PS e “Juntos Por Marvão” (sem apresentação de qualquer justificação).
Análise crítica: Também aqui, e pela primeira vez, desde que assisto às AM, verifiquei a aprovação de 1 Relatório de Actividades e de Contas, sem qualquer explicação por parte do Executivo e sem que a Oposição tenha pedido qualquer explicação ou justificado a sua abstenção!

No Ponto de Assuntos Diversos pudemos assistir a um conjunto de criticas sobre a organização das Cerimónias do 25 de Abril, pela voz de Silvestre Manjerona em representação do PS, e que seriam dignas de realce se, praticamente, todas elas, não tivessem já sido alvo de uma Moção por mim apresentada no Período Antes da Ordem do Dia e que vos deixo a seguir. No entanto, congratulo-me por não ser apenas eu que vejo as coisas deste jeito.

No Período Reservado ao Público, claro que não houve assuntos. Pudera, praticamente também houve público…

"Moção apresentada por João Bugalhão no Período Antes da Ordem do Dia:

Moção

Em meu nome pessoal, quero congratular-me com a passagem de mais um aniversário de 25 de Abril, bem como as suas mais frutíferas consequências na sociedade portuguesa em geral, e em Marvão em particular. Quero também felicitar a Autarquia pela organização de mais uma celebração dessa data na manhã desse dia e para as quais teve a amabilidade de nos convidar.

No entanto, não posso, nem quero, deixar aqui de referir alguns factos passados e que me parecem que em nada contribuem para a dignidade de comemoração dessa data.

Em primeiro lugar, quero lamentar a deficiente capacidade organizativa posta no evento, nomeadamente, a falta de intervenção de representação desta Assembleia, que pela primeira vez, desde que lembro, não teve ninguém a presidir a essa cerimónia ou a intervir. Não sei de quem é a responsabilidade, mas é lamentável, que o Órgão mais representativo dos marvanenses, não intervenha e não superintenda a uma cerimónia que deveria orgulhar todos os portugueses, sobretudo aqueles, que se revêem nos princípios democráticos e que aceitam ser parte integrante das suas estruturas.

Em segundo lugar lamentar, que não se tenham feito representar nessa cerimónia, todas as organizações políticas representadas nesta Assembleia. Bem como, o de convir aclarar no futuro, se o espaço de intervenção reservado a essas organizações na cerimónia, são para os representantes desta mesma Assembleia, ou se são para as forças politicas em sentido lato.

Em terceiro lugar, lamentar algumas intervenções, quase e só, de reactividade, por parte de alguns dos intervenientes, numa data que deveria ser aproveitada para mensagens positivas e de estímulo à comunidade marvanense. O 25 de Abril não foi feito para justificações. O 25 de Abril foi feito para “semear e cultivar e não para ceifar…”

Em minha opinião, é também através deste tipo de displicências que se contribui para degradar e aniquilar uma data, alguns princípios e valores sociais que deveriam ser intocáveis para todos os que aceitam ser actores na vida política portuguesa.

João Bugalhão "

sábado, 1 de maio de 2010

Ausência!


Em 21 de Julho de 2009, no âmbito da apresentação oficial da candidatura do PSD às eleições autárquicas de Marvão escrevi aqui:

“Pela primeira vez vi e ouvi o candidato do PSD à Assembleia Municipal. Apresentou-se com um discurso muito bem estruturado e incisivo. Tem um curriculum valioso. Mas, teve a necessidade de afirmar e reforçar que é da Beirã; informar de quem é filho, sobrinho, etc…

Sintomático!

Sem ter como objectivo desprestigiar uma personalidade com um percurso profissional tão notável, e com quem até simpatizei, diria que ainda não entendi a necessidade das candidaturas insistirem em procurar, reiteradamente, cabeças de lista para a AM que, apesar de ostentarem um grande curriculum, não têm “vivido” Marvão…”


Infelizmente, lembrei-me novamente, agora, dessas minhas palavras…

Isto porque, segundo “rezam as crónicas”, o sr. presidente da AM de Marvão tem-se pautado pela ausência.

Não compareceu na penúltima sessão da AM, realizada em 26 de Fevereiro, não compareceu na sessão solene das comemorações do 25 de Abril, onde é tradição o presidente da AM discursar e, ontem, mais uma vez, esteve ausente na sessão da AM.

Não tendo sido apresentadas razões de saúde, diria que estas ausências do presidente da AM chamam a atenção… por serem várias e sequenciais!

Provavelmente, factores como o “grande curriculum” e “não ter vivido Marvão” terão alguma responsabilidade nestas ausências.

Julgo que o facto do presidente da AM estar ausente é grave. É grave porque considero que a AM tem um papel fulcral na política do concelho. Dá suporte (ou não) ao executivo, deliberando sobre matérias com bastante impacto nos destinos de Marvão.

E o presidente é o líder deste órgão!

No entanto, “ausência” parece ser o termo mais aplicado às AM agora que o seu horário foi alterado para as 18 horas. O público, naturalmente, escasseia e alguns membros terão até alguma dificuldade de pontualidade (eu, se ainda o fosse, não poderia, certamente, cumprir esse horário!).

Será que existirá aqui uma acção deliberada para desprestigiar este importante órgão autárquico(AM) e, desta forma, diminuir o seu poder de fiscalização e escrutínio ao executivo?

Não acredito…


Cumprimentos

Bonito Dias

Arquitecto com ligação a Marvão recebeu Medalha de Mérito Municipal em Lisboa

(Arq. Nuno Teotónio Pereira)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Céu é o Limite...



Convite


Mais uma vez a Associação Portus Gladii, vai realizar um passeio pedestre, desta vez "O Céu é o Limite..."

Vamos passear pelas serras que envolvem da aldeia de Porto da Espada e para além do nosso céu como limite terão o prazer de ver terras de Espanha, Galegos, Pitaranha, Portagem, o imponente castelo de Marvão, S. Salvador da Aramenha, Barragem da Apartadura, Porto da Espada e tudo o que a vista alcançar.

Fica o convite para mais este convívio, dia 16 de Maio, com concentração na Casa do Povo de Porto da Espada e saúda às 9h, o almoço pelas 13h e o preço para quem quiser almoçar são 8€.

Apareçam

Adelaide Martins
(Tlm 966445022)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tradição de S. Marcos dos Novos Tempos!

(Ficção)

“Entra Marcos! Entra Marcos!"

Com esta invocação o bom padre João, há mais de setenta anos conseguia amainar a fúria incontida e natural existente em potência dentro do bezerro, ou toirinho, que os festeiros com as suas opas vermelhas e empunhando varas – ainda na altura denominadas “tocheiros de S. Marcos” e que se acendiam na procissão – iam escolher ao recinto da feira do gado nos arrabaldes logo contíguos à aldeia…”


O bezerro, todos os anos pelo dia do Santo, era oferecido por um lavrador, da aldeia ou das redondezas. E era uma honra oferecer um toirinho para a Festa, pelo S. Marcos. O animal para oferta distinguia-se dos outros, no terrado da feira de gado, pelo facto de ter sido antecipadamente marcado, enfeitado, apresentando um laço vermelho, preso entre os cornos. O lavrador, autor da oferta saía prestigiado perante os demais, daí o grande interesse e o facto de nunca ter faltado o bezerro para a função. A maioria das vezes, contudo, a oferta de um bezerro para o Santo resultava do cumprimento de promessa e, desde o nascimento chamado Marcos…”

(In IBN MARUÁN, 1992)

O relato desta tradição é sobejamente conhecido por toda a comunidade marvanense. Por altura das festas de S. Marcos, em Santo António das Areias, era oferecido um bezerro, por um ou vários dos lavradores da freguesia, em sinal de agradecimento pelos “favores” concedidos pelo santo padroeiro do “bom tempo”. No entanto, e de acordo com diversas testemunhas, parece que a tradição tem sofrido algumas variantes nos últimos anos, como foi o caso que aqui iremos tentar relatar.

TA: As personagens e as cenas aqui descritas são pura ficção, e qualquer comparação com a realidade é mera coincidência.

… o que vos quero contar, teve o seu início em meados do passado ano de 2009. O verosímil novo santo terá sido visitado na sua capela, por três abastados, mas invejosos, lavradores do concelho: o Narciso da Ribeira, a Maria Morgada e o Januário da Maça, com a finalidade de conseguirem uma bênção privilegiada, para que os seus bovinos criadores dessem à luz as mais belas crias jamais vistas na região.

A todos, o padroeiro atendeu com a franca cortesia de, quem ao longo dos tempos, conseguira granjear tamanha devoção unânime de gregos e troianos. No entanto, aos três fez o mesmo rogo, que só intercederia junto da mãe natureza, se a ele lhe fosse consagrado o mais gracioso dos bezerros, de tão fecundo investimento.

Não tardaram muito as respostas dos ambiciosos lavradores e, passado pouco mais de uma semana, todos eles, um de cada vez, se apresentaram junto do glorificado santo, para lhe declararem que sim, que poderia dormir descansado, que se ajudasse ele para que a fecunda colheita fosse melhor que a dos seus rivais, que o melhor dos toirinhos seria seu.

Logo que terminada a segunda visita dos distintos peregrinos, começou o devoto santo a meditar, que só teria capacidade para favorecer um dos crentes, pois a mais não estava mandatado pelo seu divo mestre, e que o melhor, seria o de reflectir muito bem, sobre qual dos três, estaria em melhor condição para o brindar com a tão almejada dádiva.

A primeira análise, incidiu no jovem lavrador Narciso da Ribeira, um excelente moço trabalhador, como diziam os seus vizinhos na região. Tinha herdado do seu rodovalho padrinho uns férteis terrenos, mas que o seu antecessor tinha deixado “embraviar”. Agora, as poucas reses criadoras que possuía, umas primíparas outras já muito velhas, dificilmente conceberiam crias de qualidade para o seu almejado manjar. Para além disso, era pouco sociável por estas paragens, onde se gosta de ver gente simpática.

De seguida, analisou as condições criadoras de Maria Morgada, senhora vistosa, com experiência na arte da criação, com terrenos férteis e bem compostos de farto arvoredo de sobro, onde pastava a sua manada. Contudo, algumas anomalias de casta, associadas ao seu mau génio, obstavam a que o negócio prosperasse nos últimos anos, e algumas más-línguas, afirmavam até, que o negócio da criatura estaria à beira da falência.

Por último, fixou-se em Januário da Maça, lavrador tipo camponês à moda antiga, que se havia estabelecido com a sua família na região já há alguns anos. Homem muito falador, de onde lhe vinha o apelido, embora houvesse quem afirmasse, que essa origem era por este afirmar ter sempre “bago” para tudo.
Os seus terrenos pedregosos eram os piores dos três e, com frequência, os seus maiorais o abandonavam e renunciavam a tanta dureza de vida. No entanto, e certamente devido a essas dificuldades, tinha tido a sorte de encontrar no passado recente, um bom rancho de pessoal obreiro, que lhe traziam a manada como uma dádiva, com rendimentos avultados, que lhe permitiam continuar a investir no negócio, e, já por mais que uma vez, havia adquirido propriedades aos seus desventurados rivais, onde pastavam agora as suas melhores cabeças criadoras, das quais havia sido gerado o mais belo vitelo da última oferenda.

Apesar de já em anteriores solicitações, o padroeiro do bom tempo ter preterido Januário da Maça em suas acções milagreiras, alegando falta de confiança e por não estarem garantidas as condições de sucesso de cumprimento da promessa, como foi o caso testemunhado por este narrador há quatro anos atrás, não foi muito difícil desta vez, o santo escolher o seu lavrador preferido, e assim lançar o seu olhar de bênção às progenitoras bovinas de Januário da Maça.

Claro que o santo padroeiro, não se quis ficar apenas pelo simples olhar de bênção, e diz quem observou, que o venerado santo, seguiu a fértil manada durante duas árduas semanas, onde, com o seu “assobio de encantar”, inspirou os bovinos machos a fecundar com os mais refinados sémenes, aquilo que viria a ser a mais surpreendente manada de toirinhos alguma vez observados nas tapadas marvanenses.

Por isso, com certeza, que o próspero lavrador lhe reserva a sua almejada promessa, o mais lustroso toirinho da criação, que se bem cuidado, e quando daqui a quatro anos for toiro adulto, lhe renderá, certamente, uns aninhos descansado. Não admira então, que por estes dias de Abril, o santo padroeiro, revelando uma satisfação desmesurada, tenha entrado na casa de Januário da Maça, e ouvido as tão esperadas palavras:

ENTRA MARCOS! ENTRA MARCOS!...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Informação Fórum: Ecos da Reunião de Câmara

PROPOSTA PARA REFORÇO DA RUBRICA 02 010109 DO ORÇAMENTO

Pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal, foi proposto o seguinte:

De acordo com o preceito legal, foi aprovada por deliberação da Câmara Municipal tomada em sua reunião ordinária realizada no dia 16 de Dezembro de 2009, uma verba de 100.000, 00 €, a inscrever no orçamento para o ano de 2010, para recrutamento de novos postos de trabalho, que incluía a contratação de um chefe, para a Divisão de Acção Social Cultural e Turismo.

Considerando o atraso verificado na execução do projecto referente ao PROHABITA, não haverá necessidade para já de preencher o lugar acima referido, pelo que venho propor que a Câmara delibere no sentido de retirar da rubrica 02 01010404 – Recrutamento de Pessoal Novos Postos de Trabalho o valor de 15.000,00 €, para reforçar a rubrica 02 010109 - Pessoal em qualquer outra situação, através de uma alteração ao orçamento

A Câmara Municipal procedeu à votação deste assunto, tendo-se verificado dois votos contra, dos Vereadores, Engº Nuno Lopes e Drª Madalena Tavares, dois votos a favor do Sr. Presidente e do Sr. Vereador, Engº Luís Vitorino. O Sr. Presidente exerceu o voto de qualidade, de acordo com o artigo 26º do CPA, tendo a proposta sido aprovada


O Vereador, Engº Nuno Lopes prestou a seguinte declaração de voto: “Voto contra pelo motivo do Sr. Presidente referir por diversas vezes não possuir dinheiro para ajudar os trabalhadores da Câmara Municipal (alteração da posição remuneratória) e verifica-se que possui dinheiro para cumprimento de promessas eleitorais, na colocação de um secretariado para os Srs. Vereadores, ouvindo-se dizer que é o Sr. Lourenço.”


A Srª Vereadora, Drª Madalena Tavares prestou a seguinte declaração de voto: “A vereadora eleita pelo grupo de cidadãos independentes “Juntos por Marvão”, votou contra esta proposta por entender não se justificar a entrada de um secretário para os Srs Vereadores, num Município como o de Marvão, tendo já o Sr. Presidente um Técnico Superior (na prática) como seu assessor.

Nas reuniões de Câmara, ouvimos constantemente o Sr. Presidente queixar-se de falta de verbas e, foi essa a desculpa que utilizou para não melhorar as condições económicas de muitos trabalhadores, quando da discussão com o sindicato sobre a alteração do Posicionamento Remuneratório/Opção Gestionária que, no meu entender, passava por uma decisão meramente política.

Esta Gestão presente, pode contribuir para hipotecar o futuro de Marvão. Os gastos com o executivo são indiscutivelmente elevadíssimos para um concelho tão pequeno como o nosso.

Mas supondo que este secretário, na perspectiva do executivo em funções, é imprescindível, o mais lógico, não seria recorrer ao programa de estágios de Recém-Licenciados, criado recentemente pelo Governo

Queremos fixar os nossos jovens mas, quando existe essa possibilidade, dá-se prioridade aos compromissos políticos

Não podemos nem concordo que, se tente transformar uma instituição pública cujo principal objectivo é zelar pela prossecução do interesse comum, numa instituição de interesses partidários ou de carreirismo político, uma vez que também existem na Câmara Municipal funcionários com bastante capacidade para desempenhar essas mesmas funções. Estas são formas de colmatar uma hipotética lacuna, por um caminho e estratégia diferentes, sem onerar mais o município

Há doze anos atrás, numa altura de inovação, o PSD votou contra a entrada de mais um vereador a tempo inteiro para dar respostas a áreas que estavam completamente inactivas, alegando o dispêndio de verbas confrontado com a necessidade do mesmo.

Hoje, vamos ter um executivo com um Presidente, dois vereadores e dois “assessores”.
Precisamos de mais gente para trabalhar e não para mandar

É caso para dizer: Mudam-se as Políticas, satisfazem-se as promessas."

Informação Fórum: 2ª Ass. Municipal 2010


(Clicar para ampliar)

domingo, 25 de abril de 2010

Reflexões de Abril...

25 de Abril de 2010

Há dois anos, chamei aqui à atenção, do não cumprimento do terceiro D (de Democratizar), do Programa do Movimento das Forças Armadas em 1974, ao nível do país; o ano passado, enumerei aqui diversos exemplos da deficiente DEMOCRACIA, existente na vida local marvanense, desde as instituições públicas aos partidos políticos, enquanto “escolas de cultivo” de princípios e valores do exercício democrático.

Hoje, dois anos após essas intervenções, sinto-me congratulado com o que aqui disse, já que esta semana dois ex-presidentes da República, vieram questionar publicamente a qualidade dessa mesma democracia:

Jorge Sampaio, “diz-se «nada satisfeito com a qualidade da democracia» em Portugal, onde a sociedade civil é «pouco actuante» e os poderes políticos são influenciados por «sectores corporativos», como o da justiça.
Diz ainda, “Não estar nada satisfeito com a qualidade da democracia, temos que a requalificar, revitalizar. A começar pela renovação das dinâmicas e das estruturas partidárias. E há uma remobilização dos cidadãos que é necessária”.

Ramalho Eanes, “… considerou que o 25 de Abril “não conseguiu responder às aspirações justas e fundadas e aos interesses legítimos da maioria dos portugueses” sublinhando que a Revolução de Abril trouxe a liberdade a Portugal, mas que a Democracia não funciona bem no nosso país”.

Também, instado a comentar estas afirmações dos seus antecessores, o Presidente Cavaco Silva, afirmou no passado dia 22 de Abril, que comungava das preocupações de Jorge Sampaio e nelas se revia.

Mas se por um lado me sinto reconfortado, pelo facto de tão ilustres figuras pensarem de uma forma idêntica à minha, por outro lado, sinto uma enorme insatisfação ao constatar que tanto no país como no concelho, muito pouco melhoraram no exercício democrático. Antes pelo contrário, as coisas estão cada vez mais cinzentas, para não ser muito pessimista.

Hoje, 25 de Abril de 2010, gostava de partilhar convosco mais três preocupações que invadem a sociedade portuguesa e marvanense, e que o 25 de Abril, 36 anos depois, não soube ou não pôde, ainda resolver.

Em primeiro lugar o MEDO.

O medo que durante 50 anos do anterior regime nos acompanhou (para não ir mais atrás), e que pensávamos condenado com a revolução de Abril, está por aí instalado com a mesma força, ou mais, na sociedade portuguesa, embora com novas variáveis.

Hoje o MEDO social não é extrínseco, como o que tínhamos da polícia política, dos “bufos” da Legião, de Caxias, do Aljube, do Tarrafal, ou do exílio. Hoje o MEDO é intrínseco, sem rosto mas com ouvidos; um MEDO que não sabemos de quê, nem de quem, mas que nos persegue, sufoca e quase nos tira o direito de EXISTIR.

Vivemos numa sociedade acrítica, inibidos de nos pronunciarmos, de investirmos, de nos associarmos. Somos cultivados para nos calarmos, para nos fecharmos nas nossas “casas subsidiadas” em frente às “caixinhas mágicas”, que nos servem tudo enlatado por uns “senhores” que tratam da nossa felicidade imaginária.

Vemos os golos dos outros…, e pensamos que são os nossos; vemos as casas dos outros…, e pensamos que são as nossas; vemos os desgostos dos outros…, e pensamos que são os nossos; choramos pelos outros…, e no nosso âmago, choramos afinal, por nós próprios. Mas cá no fundo mina a não realização, o mal-estar, a inquietação e, mesmo a revolta.

Uma sociedade de MEDO, é uma sociedade que não troca ideias, que apenas fala em surdina, que não investe, que não corre riscos e, consequentemente, não progride.

O MEDO é um dos cancros sociais em Portugal que urge extirpar, e cabe-nos a todos começar a prevenir que o “bicho”, um dia destes, se desamarre e se revolte de dentro de nós, com consequências imprevisíveis.

Em segundo lugar a SOLIDARIEDADE.

Vivemos tempos difíceis, de mudanças sociais bruscas, de insegurança. E não me refiro à segurança física, refiro-me à insegurança no emprego e nos negócios, onde aqueles que num dia se sentem seguros e estáveis, quer empresarialmente quer pessoalmente, no dia seguinte, as coisas mudam por decisão “dos homens sem rosto” e o cidadão fica sem nada e sem meios de subsistência.

Vivendo num Estado social, como se diz o nosso, é justo que a sociedade tenha mecanismos e ferramentas para ajudar temporariamente essas pessoas, quer através de fundos de desemprego, quer mesmo através de outras formas, como são os rendimentos mínimos ou rendimentos sociais de reinserção, para que essas pessoas possam continuar integradas na sociedade até encontrarem novas oportunidades.

Em Portugal as pessoas que actualmente beneficiam destes apoios sociais rondam o meio milhão, e a sociedade tem cumprido para com eles a sua SOLIDARIDADE.

No entanto, nem sempre este termo parece ter dois sentidos, como seria exigível. E se as pessoas beneficiam dessa ajuda, parece justo, que a retribuam com o seu trabalho nas autarquias, nos organismos públicos, nas instituições de solidariedade social, ou mesmo nas empresas, porque não? E dêem o seu TRIBUTO SOCIAL, retribuindo à sociedade aquilo que esta lhes concede.

Penso que Portugal não está em posição de desperdiçar a contribuição na criação de riqueza de 5% da sua população, mesmo que se aplique o princípio que ensinou a minha mãe “… o que o menino faz é pouco, mas quem o perde é louco”.

Em terceiro lugar a DESORGANIZAÇÃO E O DESPERDÍCIO.

Estima-se que Portugal desperdice, em cada ano, cerca de 15% da riqueza produzida. Ou dito de outro modo, 15% das despesas poderiam ser evitadas mantendo a mesma qualidade de vida dos portugueses.

Como é possível que um país, onde cada português já deve ao exterior cerca de 18 000 euros; em que nos últimos 10 anos a divida pública ao exterior aumentou, em média 10% ao ano; que tem um deficit orçamental interno a rondar os 10%, se possa dar ao luxo de ter tamanho DESPERDÍCIO, continuando a fazer vida de rico, quando o que tem, já mal dá para “mandar cantar um cego”?

A resposta é só uma: DESORGANIZAÇÃO, pela qual todos nós somos responsáveis.

Dois pequenos exemplos locais e que têm a ver com a comunidade marvanense, no que toca a custos autárquicos de Despesas Correntes, e que talvez pudéssemos evitar.

No ano de 2009, a CM de Marvão, isto é, todos nós, pagou à EDP do sr. Mexia, cerca de 27% de todos os custos com electricidade consumida no concelho, esse valor foi aproximadamente de 230 000 euros. Tomemos como exercício académico, que a CM Marvão se propunha poupar 15% destas despesas, bastaria, talvez, ligar e desligar a iluminação pública com 1 hora de diferença à noite e pela manhã, e anular alguns pontos de luz inúteis, tanto nas povoações como fora delas (o que certamente ninguém notaria e o ambiente agradeceria), e estaríamos a falar de uma poupança de 35 000 euros anuais.

Segundo exemplo: a CM de Marvão teve “custos directos” com os seus titulares de órgãos de soberania e membros de órgãos autárquicos entre 2006 e 2008 com o executivo PSD, uma despesa média que rondou os 75 000 euros/ano, diminuindo em relação aos últimos anos do anterior executivo do PS cerca de 15 000 euros/ano, e bem.

No entanto, em 2009, esses custos já foram de cerca de 87 000 euros; e em 2010 os custos com esse pessoal, ultrapassarão, certamente, os 100 000 euros, o que onerará os custos, no mínimo, em mais 25 000 euros/ano, em relação aos seus primeiros anos de governação.

As duas rubricas somadas perfazem 60 000 euros. Questiono: Serão estes custos indispensáveis ao funcionamento da nossa autarquia? Seria possível poupar, ou investir, em outras rubricas que contribuíssem para a melhoria da qualidade de vida dos marvanenses?

Já agora, isto dividido por cerca de 4 000 marvanenses daria 15 euros de poupança a cada, e multiplicados por dez milhões de portugueses, daria a módica quantia de 150. 000.000. Será que isto servia para alguma coisa?

Resposta: Daria para governar 30 autarquias como Marvão durante um ano, por exemplo.

As ideias aqui ficam…