domingo, 21 de dezembro de 2008

Presépio ao vivo 2008




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Foi ontem inaugurado o presépio ao vivo 2008, na Igreja do Espírito Santo em Marvão, organizado pela Associação de Jovens Maruam.

Já no ano passado tinha tido oportunidade de ir ver o Presépio ao Vivo em Marvão e tinha gostado. Este ano repeti!

Nesta iniciativa, os jovens da Maruam “dão o corpo ao manifesto” e por isso ela é tão interessante. Mesmo não se sendo crente, o quadro natalício do Presépio é incontornável, fazendo parte do nosso imaginário infantil. E este é especial porque é de “carne e osso”.

Com o espaço muito bem organizado, onde nem faltava uma choça, tão característica da nossa região, o quadro estava verdadeiramente interessante, com uma simbiose perfeita entre jovens, animais e a música da Escola de Música de Marvão.

Esta iniciativa até despertou o interesse da televisão. Estava lá a RTP que teve oportunidade de recolher imagens do Presépio e entrevistar o Jorge, presidente da Maruam.

Parabéns à Maruam por esta excelente iniciativa!!


Grande Abraço
Bonito Dias

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM

Ainda o 30º Aniversário do GDA

(Do Jornal Fonte Nova na sua Edição nº 1611 deTerça-feira, 16 de Dezembro de 2008, retirámos a seguinte reportagem)

Arenense festeja 30 anos - longe dos êxitos de outros tempos

Mas isso parece fazer parte do passado. No dia em que a colectividade comemorou o 30º aniversário, a direcção lamentou a falta de apoios e a consequente desmotivação que afecta o grupo.

Foi na sede do Grupo Desportivo Arenense (GDA), bem no centro de Santo António das Areias, que algumas dezenas de pessoas se reuniram no dia 12 de Dezembro para assinalar mais um aniversário da colectividade. Uma reunião de amigos, os poucos que ainda acreditam e lutam por uma Instituição que conta actualmente com cerca de 300 sócios pagantes, um número muito inferior ao registado há uns anos atrás.

Na sala dos troféus está escrita a história do Arenense. Móveis cheios de taças e paredes repletas de fotografias das várias gerações de futebolistas que passaram pelo clube. E foi no meio das memórias dos sucessos do GDA que aproveitámos para conversar com João Bugalhão. Presidente do GDA há três meses. É um repetente neste cargo, uma vez que já havia desempenhado as mesmas funções entre 1996 e 2000.

Com alguma mágoa na voz, João começou por dizer que o seu regresso ao Arenense aconteceu "para que esta casa não fechasse". Tal como contou, "foram feitas várias tentativas para encontrar uma direcção e como não foi possível encontrar alguém que liderasse, pelo amor que tenho a esta casa e ao movimento associativo de Marvão, achei que talvez pudesse ajudar a que esta casa não fechasse".

Naturalmente, os tempos mudam e com eles mudam também as instituições. João Bugalhão afirmou ao nosso jornal que "esta casa está muito diferente, o clube de hoje não é o clube de há 12 anos. Naquela altura, o clube era uma Instituição muito importante no concelho, com uma larga actividade desportiva e recreativa e hoje está moribundo", atirou. E na óptica do presidente, o GDA "está moribundo porque de facto há entidades e instituições, que não têm dado a atenção devida ao clube e isso tem levado a uma certa desmotivação das pessoas que, de forma voluntária têm dirigido o clube. Qualquer dia temos estruturas, mas já não temos pessoas, porque não foram apoiados na devida altura".

Além disso, o responsável atribuiu também algumas responsabilidades endógenas, de anteriores direcções, pois "também houve algumas asneiras por parte de dirigentes do clube há cerca de três ou quatro anos, que levaram o clube a estar numa situação muito difícil", disse o presidente.

João não podia deixar de referir as dificuldades financeiras. Reconhecendo que "as coisas não estão nada fáceis", o responsável explicou que "temos um passivo avultado, de alguma gravidade para as nossas capacidades actuais. A direcção anterior conseguiu amortizar alguma coisa, e um dos nossos objectivos é pagar o que for possível para amortizar". Para o presidente, o importante é que "independentemente do que fizermos, não fiquemos a dever nada a ninguém das despesas que formos responsáveis. Temos de viver de acordo com as nossas posses".

Referindo-se especificamente ao aniversário do GDA, e porque, afinal de contas, o dia era de festa, João Bugalhão afirmou que "hoje o que está na base desta comemoração é uma homenagem às pessoas que há 30 anos conseguiram criar a instituição e todos aqueles, que de uma forma ou de outra, ajudaram o clube a chegar até aqui".

Olhando para as vitrinas cheias de troféus, o presidente concluiu dizendo que "são 30 anos de história e alguma riqueza, também por estes prémios, mas principalmente pelas pessoas, pelos centenas de jovens que por aqui passaram e aqui fizeram a sua aprendizagem cívica e desportiva para a vida".

domingo, 14 de dezembro de 2008

O G.D.A. comemorou os 30 anos!








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Na passada 6ª Feira, dia 12 de Dezembro, o Grupo Desportivo Arenense fez 30 anos!

Conforme anunciado, a sua direcção preparou a comemoração desta bonita idade, a qual decorreu na sua sede, em Santo António das Areias. Estiveram presentes algumas dezenas de sócios que confraternizaram imbuídos no espírito Arenense.

Nesta singela, mas digna, comemoração estiveram presentes vários antigos presidentes do clube, todos os quatro presidentes de junta de freguesia do concelho e o próprio presidente da câmara de Marvão que prometeu mais apoio para o futuro.

O presidente da direcção agradeceu a presença de todos aqueles que se quiseram juntar a esta comemoração, falou das dificuldades que o clube atravessa, lembrou os Arenenses que já não se encontram entre nós, particularmente um atleta (Quim Maria) que, com 15 anos, perdeu a vida, há 25 anos atrás, ao serviço do clube e enalteceu o trabalho dos outros membros da direcção.

Esta foi, também, uma oportunidade para alguns recordarem outros tempos, através das fotografias expostas na sede do clube. Fotografias que demonstram o porquê de muitos gostarem tanto do GDA e sentirem um carinho especial pelas pessoas que os acompanharam enquanto jovens atletas do Arenense.


Nota 1 – Na foto da direcção falta o seu tesoureiro, Rui Boto, que, aquando das fotografias para a comunicação social, ainda se encontrava no seu estabelecimento comercial.

Nota 2 – A última fotografia é a minha relíquia. É a equipa de Iniciados do Arenense da época 81/82, a minha primeira época no meu “teatro dos sonhos”.

Começando pela fila de cima e da esquerda para a direita: Manuel Joaquim Mota, Luís Sequeira, José Domingos Felizardo, João Manuel Lança, Salsa (mais velho), Orlando, Bonito, João Filipe, Artur Sequeira, Pedro Graça, Mário Bugalhão, Tó-Zé Rosado, Paulo Jorge (Magafo), Picanço (mais novo), Coelho (mais velho), Fernando Luz (Pituxa), Quim Maria, Francisco (Pélé), Rui (Bailaradas), Chaparro, Rui Felino, Vitorino (Bareta).


Grande Abraço
Bonito Dias

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Os responsáveis que temos no Concelho

Acabada que foi a safra da azeitona e regressado ao domicílio primeiro, eis-me perante a minha primeira intervenção neste Forum.

A maioria dos leitores não me conhece mas por este texto fica de imediato a entender que defendo valores que julgo elementares e que para muitos já cairam em desuso. Assim tem sido ao longo da minha vida e assim espero nunca abdicar. A defesa dos valores é cada vez mais importante nos tempos que correm.

Como sabem alguns, por neste Forum já o ter sido publicado, decorreram no passado dia 28 de Novembro as eleições no seio do PSD, cujos reflexos se farão sentir no nosso Concelho.

A situação transportou-me para o ano de 1958.
Recordo-me perfeitamente de ter acompanhado meu pai à Mesa de Votação no Liceu Pedro Nunes da capital. À data era imperioso votar porquanto, à posteriori, era ‘apreciado’ ao pormenor quem tinha faltado. Ao contrário na provincía, a Mesa, já no final do dia e face ao conhecimento quase familiar dos eleitores, abatia nos cadernos eleitorais e colocava mais um voto favorável na urna.

Pois na invernosa noite do dia 28 e quando ainda mal íam decorridos 15 minutos da abertura da Mesa constatei uma tentativa velada de inserção de voto por outrém, ausente. Com a interpelação a respiração foi suspensa e ... voltou-se atrás. Mesmo assim logo alguém se apressou a afirmar que sem tal procedimento não havia quantidade de votos palpável. A estupetefacção deu lugar ao contraditório e daí se passou a outro tema, no intuito de ir preenchendo o tempo até às 23H00, hora do encerramento da Mesa.

Os militantes com e sem direito a voto lá foram aparecendo e até ao encerramento das urnas só haviam votado 9 dos possíveis 25, num universo estimado de 50.

E a surpresa estava para vir. Qual liturgia católica que na catequese se aprendeu como a parábola da duplicação dos pães e dos peixes.
Uma semana decorrida e eis que o relatório rubricado aponta para 13 votos recepcionados.

Como é que uma situação destas ocorre decorridos tantos anos de democracia, implantada no país? Com que objectivos? Como podemos confiar a condução do Concelho quando na presença do seu Presidente, a Mesa elabora o presente relatório?

Ele é nas coisas mais pequenas que nós podemos medir a honestidade das pessoas envolvidas. Um professor de inequívocas responsabilidades no Concelho e um colaborador da Câmara que se aponta como futuro vereador são os signatários, pois presidiram à Mesa, mas o certo é que o Sr Presidente da Concelhía e da Câmara ficou a acompanhar a atitude e não pode aqui ilibar-se de uma situação à qual não é por certo alheio.

A abstenção é uma forma de crítica e essa leitura tem de ser feita por quem de direito. Não vale a pena tapar o sol com a peneira.

Agora o que daqui se extrai é a questão da honestidade, do oportunismo para fazer crer que tudo vai bem no reino e que a atitude não é lesiva dos governados. Os indícios estão aí e isso é relevante da forma da condução dos bens pertença do Concelho. Os actos ficam com quem os pratica, mas como diz o povo ‘tão ladrão é o que rouba na vinha como o que fica a avisar’.

São para mim valores a defender, a honestidade, a transparência e a ética.
Não pactuarei com atropelos, nem me pessam para branquear determinadas atitudes.

É fácil reagir e criticar, mas o que se torna imperioso é agir.
Quem me quiser acompanhar, seja militante de qualquer causa ou independente, encontrará comigo forma de dar a volta por cima.

O Concelho merece e precisa de melhor.

Como se dizía num panfleto de Outubro de 2005 ‘É TEMPO DE MUDAR’.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

“Família da Ilha Paraíso”

Ontem tive oportunidade de assistir no Canal de televisão SIC, a uma reportagem feita no concelho de Marvão (freguesia da Beirã), sobre uma família originária da Alemanha, e denominada “Família da Ilha Paraíso”.

Para quem não assistiu à reportagem, esta mostrava como é a vida de um grupo de 10 pessoas (4 adultos e 6 crianças), que vivem em comunidade, em convívio aberto com a natureza, com uma alimentação à base de vegetais que eles próprios cultivam sem recurso a produtos químicos, mas ingerindo alguns produtos de origem animal, tais como leite, mel e ovos.

Certamente para um país, de gente cada vez mais urbanizada, que pensam que não se pode sobreviver sem a ingestão das 100 ou 200 gramas de carne ou peixe, o duche diário tomado a horas certas e, que os filhos só podem começar a trabalhar aos 30 anos de idade; ao observarem aqueles “maltrapilhos”, que mais pareciam um grupo de selvagens, descobertos num qualquer local da selva amazónica; devem ter olhado para aquilo como asnáticos a olhar para um convento. Ignorando, certamente, que à excepção da não ingestão de carne ou peixe, e o não possuírem um Computador (como estes!), à 70 ou 80 anos atrás, ou menos, mais de metade da população do concelho de Marvão, vivia naquelas circunstâncias, não por opção, mas, porque não tinham outro remédio (a minha infância não foi muito diferente).

Para muita desta gente, não terá deixado de existir um certo desejo, e mesmo inveja, para experimentarem um tipo de “estilo de vida assim”! Pensarão mesmo alguns, iludidos pelo título da coisa, estarmos perante “o eden”, ou mesmo a felicidade suprema!

Convém no entanto, que aqui façamos algum contraditório e levantemos algumas questões que me parecem importantes para a vida destes “adãos e evas”, mas também para a comunidade onde habitam.

Compete ainda, realçar que nada tenho contra os estilos de vida, usos e costumes de cada um, e sou um devoto da liberdade individual, e cada um é como cada qual, e cada qual…
O problema está em, quando essa liberdade individual, começa a por em causa a liberdade colectiva e o equilíbrio de uma comunidade e as suas próprias obrigações…

Há cerca de 15 dias, quando um autarca me falou dessa problemática da “ilha paraíso”, confidenciando-me: “que aquilo era um problema, pois viviam com os animais, as crianças não iam à escola, não consumiam água canalizada, defecavam ao ar livre…”, até pensei para comigo, e daí, quem é que tem a ver com tal, serão menos felizes por isso?
Mas perguntei, e as vacinas? Estarão em dia…? Ontem ao ver a reportagem, soube a resposta: NÃO!

E mais, o “adão patriarca” é contra, nada de químicos, quem manda ali é a mãe natureza, e ele, claro!

Lembro aqui, que o problema das grandes epidemias infecciosas, que causaram milhões de mortes no passado, só foram debeladas graças à vacinação, e por isso o PNV, é considerado o mais importante Programa de Saúde, bem mais importante que o uso dos antibióticos, por exemplo.

Acresce ainda esclarecer, que a maioria dos microrganismos causadores das doenças, susceptíveis de prevenir pela vacinação, não foram extintos. Estão por aí, cada vez mais fortes, só à espera de terreno fértil, para atacarem, na sua luta pela sobrevivência.

São exemplos recentes, o surto de sarampo que no último verão, desabrochou na Europa Central, a Europa dos ricos (Alemanha, Áustria, Suiça, Holanda), com graves consequências; e cujas origens, se pensa terem sido este tipo de “ilhas paraíso”, pois por essas bandas, estes estilos de vida, são mais frequentes do que por cá.
Convém relembrar, que estes microrganismos sofrem mutações e por isso não atacam só os não vacinados, atacam todos.

Se os nossos "amigos vírus” andarem por aquelas paragens, encontrarão nesta “ilha paraíso da Beirã”, algumas das condições ideais, para se reproduzirem, armarem e prepararem o ataque. Depois, é só apanharem boleia de um qualquer vector (até as abelhinhas lhes servem), e as primeiras consequências, serão para a comunidade marvanense, e sobretudo, as crianças. As deles e as dos outros.
E numa comunidade tão dada à religiosidade, como parece ser aquela, convirá sempre perguntar: “… e as crianças meu Deus, que mal fizeram…?”

Por tudo isto, convirá questionar quais as diligências que as entidades responsáveis já tomaram? E as autoridades de saúde já foram alertadas?

Convirá mais uma vez realçar, que não se pretendem estratégias punitivas, mas dialogantes e assertivas, para que a tal “liberdade de poucos”, não interfira com a liberdade de muitos… e todos possamos viver em paz e harmonia!

Quanto ao dormirem ao relento, comerem cru, devolverem à natureza o que ela lhes dá, fumarem uns charros, ou mesmo não irem à escola, etc., etc. Bem, isso é lá com eles…

TA: Já agora, e porque aparecia no final da reportagem, que Marvão não possuía Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, isso não é responsabilidade da “ilha paraíso”, é das entidades locais. Ou será mais uma particularidade em que Marvão é diferente?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM

Do Jornal Fonte Nova, de 9/12/2008, Edição Nº 1609, Extraímos a seguite Notícia:



"Hermínio Felizardo - A angústia de um artista sem tempo"


Um marvanense que nasceu com um dom, mas que vive na angústia de não ter tempo para mostrar todo o seu potencial. É em Carreiras que encontramos Hermínio Felizardo, um marvanense formado em Artes Plásticas e Escultura, que nos abriu a porta da sua casa e do seu coração e confessou as frustrações e o desânimo de quem tem um sonho nas mãos, mas não o consegue realizar.



Natural de Santo António das Areias, Hermínio Felizardo nasceu a 24 de Agosto de 1963. Desde muito novo provou ter uma apetência especial para as artes visuais, o que o levou a completar o 12º ano, a ingressar no Centro de Arte e Comunicação Visual (ARCO) e, pouco tempo depois, no curso de Artes Plásticas/Escultura na Escola Superior de Belas Artes, no Porto onde, segundo nos disse, teve "uma grande oportunidade de limar algumas arestas, conhecer técnicas e ter um relacionamento muito mais incisivo com o meio. Depois do curso, e como neste País a importância dada ao mundo da arte é quase nula, tive de colocar o pão na mesa para a família e começar a dar aulas de Educação Visual, História de Arte, Teoria do Design", recorda.




No início da carreira docente, Hermínio Felizardo leccionou em Póvoa do Varzim, Santo Tirso, Matosinhos, Gondomar e, de regresso ao Alentejo (1992), nas escolas do Crato, Mouzinho da Silveira e na José Régio (até aos dias de hoje). Apesar de admitir que ser professor é uma profissão que exerceu sempre com imenso prazer, o marvanense afirma que, nos dias de hoje, a componente burocrática é extremamente intensa e responsável pelo surgimento de factores de grande ansiedade. Mas o pior é o tempo, uma vez que ao final de um dia de trabalho, incluindo a preparação de aulas, restam-lhe pouco minutos para dedicar à família e à sua grande paixão.


A verdade é que com afinco e determinação, Hermínio Felizardo lá vai aceitando alguns desafios e realizando pequenos sonhos. A sua casa é o espelho disso mesmo. Todo o design do edifício e da sua envolvência foram projectados pela sua imaginação e criatividade. Tanto no interior como no exterior, o artista deixa a sua marca, seja em grandes peças ou pequenos pormenores. Enquanto no jardim podemos encontrar uma piscina (também idealizada) e várias obras que realizou através da reutilização e descontextualização de objectos das mais variadas matérias-primas, o interior emana todo um percurso artístico, desde o curso de artes plásticas até aos dias de hoje.



"O artista vive para a arte e pela arte e eu não consigo"

De salientar o arquivo de cd´s numa balança antiga, os candeeiros feitos de filtros de automóveis e até de patuscas e o sofá, construído a partir de um banco traseiro de um carro antigo. Mas, além disso, há uma panóplia de quadros, pinturas, desenhos, tapeçarias e até esculturas. Como nos revelou, "penso que apenas sou conhecido pela Banda Desenhada que, nos dias de hoje, não me satisfaz completamente. Sou melhor a fazer outro tipo de trabalho e quis mostrá-lo porque a minha casa é uma pequena galeria. Não sou um artista consagrado, nem procuro estar na ribalta, mas sinto a necessidade constante de produzir arte", frisou, acrescentando que não se pode ser artista sem tempo


Os trabalhos que nos foi apresentando são, na sua opinião, fruto do tempo que "rouba" constantemente à família, um gesto que lhe cria momentos de grande ansiedade, angústia e frustração.
Em termos de trabalho, Hermínio Felizardo continua a dedicar-se a um leque bastante vasto de formas de expressão. A caricatura, a pintura, a banda desenhada, a tapeçaria, decoração de interiores e exteriores, a recuperação de móveis antigos, a reutilização e descontextualização de objectos e ainda a escultura são estilos facilmente identificáveis na casa do homem que fez o busto de Mouzinho da Silveira, em Portalegre.


No entanto, e apesar de ser reconhecido pela banda desenhada, Hermínio Felizardo garante que, neste momento, é nos cartoons e, principalmente, na caricatura que tem conquistado uma grande aceitação, até mesmo a nível internacional, com a publicação do novo Presidente dos Estado Unidos – Barack Obama – no myspace. Além disso, também este ano, participou, pela primeira vez, no Salão Luso-Galaico de Caricatura de Vila Real, onde se destacou com cartoons de José Carlos Malato, José Sócrates e Durão Barroso e José Rodrigues dos Santos. No passado, Hermínio Felizardo realizou ainda quatro cartazes para a Feira da Castanha de Marvão, escreveu duas bandas desenhadas e colaborou no nosso jornal com o "Moisés o Anti–Profeta".
Em termos monetários, o artista confessa que o seu trabalho não lhe tem dado muitos proveitos. "São poucos os que podem viver exclusivamente da arte. Já vendi muitos trabalhos, mas penso que na generalidade, já perdi mais dinheiro do que realmente ganhei. Sempre pensei que quando fizesse o busto de Mouzinho da Silveira tivesse mais projecção, mas não tenho recebido grande procura. Na verdade, também não tenho tempo para expor o meu trabalho. A minha casa é o meu salão de exposição, de peças que não vou vender", sublinha, revelando que já produziu um busto de José Régio para colocar na Escola, mas que ainda não recebeu a aceitação de ninguém.











Quando questionado sobre o que é que falta para ter mais projecção, o artista respondeu, sem hesitar, "o tempo". "Ou se escolhe a família, o trabalho, ou a arte. Vou continuar, mas não me posso dedicar a 100 por cento e vou todos os dias para a cama com projectos que nunca poderei realizar. Tenho muitas expectativas, projectos e sonhos, mas o tempo foge-me das mãos", frisou, dizendo por último que vai continuar a viver "na angústia de não poder realizar os sonhos e projectos que tenho".
Para divulgar o seu trabalho, Hermínio Felizardo utiliza o espaço http://felizardocartoon .blogspot.com/, um espaço onde podemos encontrar caricaturas de políticos portugueses, como José Sócrates e Manuela Ferreira Leite; futebolistas, como Cristiano Ronaldo e Figo; músicos como Mick Jagger e ainda políticos locais, com o vereador marvanense, Pedro Sobreiro.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM


30º ANIVERSÁRIO DO GDA

1978 – 2008


No próximo dia 12 de Dezembro, sexta-feira, o Grupo Desportivo Arenense, completa 30 anos de vida.

Através da sua Direcção, o Fórum Marvão recebeu o Convite, extensivo a todos os Colaboradores e Visitantes, que queiram estar presentes numa singela cerimónia, que terá lugar nessa data, na Sede do Clube, pelas 18H30.

O Fórum Marvão agradece o Convite, e endereça desde já o parabéns ao GDA pelos seus 30 anos em prol da comunidade marvanense, desejando as maiores felicidades ao Clube, e que as suas actividades se possam manter por muitos e bons anos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Marvão já teve em mim um enfermeiro

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Senhoras, tão encantadoras
Tanta simpatia, quero agradecer
Senhores, se tiverem dores
Uma pneumonia, trato-os com prazer

Marvão já teve, em mim um doutor
Para além de sábio, também, sou escritor
Lá estou para os ver, para os injectar, para os abrir
Para os retalhar, para os cozer, sempre a sorrir

A minha satisfação, o meu calor e prosápia
Estão nesta minha invenção, alegroterápia
Curar a valer, não é para mim conseguir
E então morrer por morrer, que seja a rir

Este mártir da ciência,
Autor de curas magníficas
Sacrificou a opulência,
às descobertas científicas

Até a mobília de ornatos
Pôs no prego com saudade
E empenhou os próprios fatos
Para salvar a humanidade
Ao Doutor Caldeira Martins igual
Com os micróbios não se engana
É um émulo sem rival
Do doutor Câmara Pestana

Teu saber não tem preço
Podes contar com as velhotas
Pela ciência eu agradeço
Que eu preciso é das notas
Interpretação livre da letra do fado cantado por Vasco Santana, no filme "A canção de Lisboa".

Marvão vai ter um Ninho de Empresas!




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Começou a terraplanagem no terreno onde será instalado o futuro Ninho de Empresas de Marvão. O mesmo, localiza-se em Santo António das Areias (S.A.A.), junto à sede dos Bombeiros Voluntários.

Uma excelente novidade!

A implementação de infra-estruturas que facilitem a criação/instalação de pequenos negócios em Marvão foi considerada, na campanha autárquica de 2005, a principal prioridade nos programas eleitorais dos dois partidos que elegeram vereadores. Portanto, este “arranque” do Ninho de Empresas não deveria ser novidade. Mas é!

É, porque esta prioridade já foi apontada em anteriores eleições e, até ao momento, apesar de menores apertos orçamentais, nunca tinha sido implementada. Surge, assim, com um atraso de, pelo menos, quinze anos.

Oxalá não seja demasiado tarde!

O Ninho de Empresas permitirá, eventualmente, acomodar alguns negócios que se encontram em instalações inadequadas e promover outros investimentos que possam criar novos postos de trabalho, tão importantes para contrariar a tendência da crescente desertificação do concelho em geral e desta zona em particular. Em complemento, parece já estar também em fase de projecto a concretização de uma pequeno loteamento industrial que se localizará perto deste Ninho, aproveitando o perímetro industrial existente.

Santo António das Areias, pela mão do Sr. João Nunes Sequeira, tornou-se o maior núcleo urbano do concelho de Marvão. Foi uma das aldeias mais industrializadas da região e essa era a sua força. Com o declínio da actividade empresarial esta terra tem vindo, paulatinamente, a perder cada vez mais gente! Contudo, essa raiz empresarial ainda existe, tornando-se urgente salvaguardá-la.

Se a zona sul do concelho (Portagem, etc) terá, pela sua localização e beleza paisagística, um futuro risonho, já a zona norte (S.A.A., Beirã, etc) terá, pela localização e falta de atracção turística, grandes dificuldades de sobrevivência. Assim, a dinamização da actividade empresarial em S.A.A é, apesar de tardia, fulcral!

Com a “morte” da linha do comboio a Beirã ficou isolada… sem saída. Beirã e S.A.A. estão no interior do concelho… sem saídas! E isso poderá ser fatal.

Curiosamente, mesmo junto ao futuro Ninho de Empresa inicia-se uma estrada em direcção a Valência de Alcântara cujo percurso até esta localidade espanhola é de, somente, cerca de dez km. A mesma, poderia constituir uma saída extraordinária para a zona norte do concelho de Marvão, só que pelo meio surge o rio Sever, faltando uma ponte que possibilite a ligação das duas margens.

Esta visão foi lançada há já alguns anos, também com “marca” Sequeira, mas ninguém com responsabilidades, até ao momento, ainda a levou a sério, iniciando as conversações que pudessem conduzir a uma eventual concretização deste projecto tão importante e estruturante: a ponte!

Com infra-estruturas que facilitassem a instalação de pequenas unidades empresariais e com esta ligação tão próxima a Espanha promover-se-iam, certamente, crescentes relações socio-económicas com os vizinhos espanhóis que poderiam inverter esta tendência de inviabilidade do norte do concelho.

Enquanto ninguém se interessa por este segundo projecto pelo menos que se implemente o primeiro, o qual, mesmo isoladamente, poderá revelar-se de importância capital.

Não sei se Vitor Frutuoso conseguirá concretizar, no tempo que medeia até à eleições, o Ninho de Empresas mas, no mínimo, já ficará recordado como o presidente que iniciou a execução deste projecto tão importante e tão antigo, o qual, em longos anos, ninguém teve vontade política para implementar.

Esta é a responsabilidade mínima que se exige a uma autarquia: criar as condições…

Depois, a iniciativa privada fará (ou não) o resto!


Grande Abraço
Bonito Dias

O Fórum foi fonte de notícia!

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O Fórum Marvão foi fonte de notícia!

No jornal “Alto Alentejo” de ontem podemos ler a notícia acima digitalizada. A comunicação social escrita local utilizou, assim, o Fórum como fonte de notícia, o que muito nos orgulha!

Desta forma, a clarificação da posição de Mena Antunes sobre a sua candidatura às eleições autárquicas de 2009 chega, agora, à população em geral através do “Alto Alentejo”.


Grande Abraço
Bonito Dias


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

MARVÃO à mesa com a tradição


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Ontem fui à apresentação do livro “Marvão à mesa com a tradição” e fiquei surpreendido a vários níveis:

1 – A qualidade do livro. Apenas folheando-o já se pode verificar que é muito apelativo. A capa resultou muito bem, as ilustrações são excelentes, parece estar muito bem estruturado e, quanto às receitas, atendendo ao trabalho de pesquisa que foi descrito, devem estar correctas e serem genuínas destas terras.

2 – A cerimónia de apresentação foi bastante digna e interessante. Contou com a presença do Sr. Governador Civil e, na generalidade, os oradores estiveram a bom nível. As autoras prepararam muito bem a apresentação e, de uma forma simples mas muito estruturada, simpática e com algumas surpresas à mistura, mostraram-se acima das expectativas.

3 – A ampla sala estava apinhada. Foi uma surpresa! Para esta adesão massiva contribuiu a época de pré campanha eleitoral mas, sobretudo, a capacidade organizativa das autoras que souberam mobilizar muita gente, inclusivamente algumas das várias dezenas de pessoas que com elas colaboraram na elaboração das receitas.

Portanto, as autoras do livro estão de parabéns, quer pela obra, como pela forma simpática e profissional com que nos a deram a conhecer.

Sublinho, ainda, a importância deste livro para o turismo no nosso concelho. O mesmo esquematiza e ajuda a perdurar algo do que de melhor cá temos e que em muito contribui para que nos visitem: a nossa gastronomia.


Grande Abraço
Bonito Dias

Branco mais branco não há!!











E a 29 de Novembro, Marvão vestiu-se de branco e tornou-se, por horas, num sítio mais mágico ainda.
Até que fazia falta, por várias razões, entre as quais saliento que, pelo efeito da fusão, a neve acaba por converter-se em água... e talvez, assim, lave algumas línguas.
Talvez esta neve acabe também com certa tendência a passar atestados de pobreza a quem evidencia sinais de riqueza. Todos sabemos que, nos dias que correm, nada se faz de borla. E as contrapartidas, essas, são dignas de primeira página, para não dizer já de edição especial.
Que o diga a Mãe - Natureza, que com este lindo manto branco, só nos está a provar quão ricos somos.
Beijinhos e abraços.

domingo, 30 de novembro de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM



Realizaram-se na passada sexta-feira, dia 28 de Novembro, as eleições para a Secção Concelhia de Marvão do Partido Social-Democrata, PSD.

A Comissão Política continua a ser presidida por Vítor Frutuoso, actual Presidente da CM de Marvão, que tem como Vice-Presidentes Manuel Joaquim Gaio e José Jorge Ribeiro.

A Mesa da Assembleia-Geral, continua a ser presidida por Joaquim Simão.

A restante equipa é uma aposta na continuidade, tendo sido reeleitos a quase totalidade dos membros da anterior equipa.

Como surpresa, é o facto, de não fazerem parte destes Órgãos, os 2 últimos Mandatários Concelhios das Candidaturas mais votadas nas últimas eleições para a Presidência do Partido, nomeadamente, Pedro Sobreiro, Mandatário da actual Presidente Manuela Ferreira Leite, e João Bugalhão, Mandatário de Pedro Passos Coelho.

A equipa agora eleita, terá a responsabilidade de preparar e organizar as candidaturas do PSD às eleições autárquicas marvanenses no próximo ano.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Marvão 2009

Caros Foristas;

Ao tempo que andava para escrever sobre as próximas eleições autárquicas no Concelho, assim como, sobre os candidatos conhecidos até ao momento, levando desta forma a uma pequena reflexão, desde já deixo uma nota: não conheço pessoalmente nenhum dos candidatos.

Agora que as coisas parecem definitivamente encaminhadas, e não aparece a lista milagrosa – a famosa 5ª ou 6ª via, acho que podemos desde já e sem qualquer presunção, fazer uma pequena antevisão do que se irá passar:
– estou a candidatar-me a uma mistura de Professor Martelo e Professor Karma ao mesmo tempo!!!

Começando pelo actual executivo, de Vitor Frutuoso - tem a registar diversas baixas de peso para a próxima Campanha Eleitoral, para além do desgaste inerente a 4 anos no poder e pouca obra apresentada (desconhecida), parece que perdeu todo o staff que dinamizou a anterior campanha e conduziu á sua eleição - Pedro, o Bugalhão, o Bonito, João Carlos, Carlos Sequeira(?) - um conselho, regresse às origens e talvez ainda vá a tempo (um ano é muito tempo) de salvar as pratas.

Para o candidato do maior partido da oposição Nuno Lopes, um perfeito desconhecido para a maioria dos Marvanenses, apresente ideias e bata-se por essas ideias, mas por favor coloque-as em prática, se ganhar.

A pseudo candidatura de Mena Antunes, ainda ninguém percebeu se é candidato ou não, ou, se a qualquer momento pode cair em qualquer das candidaturas já existentes (fala-se nos mentideros políticos em reuniões secretas com várias listas).
Se for candidato, rodeie-se das pessoas certas e tem capacidade de fazer um bom trabalho.

A candidata independente Madalena Tavares, conhece bem o Edifício, gostava de estar enganado, mas ou muito me engano ou será mais do mesmo...

Nota de rodapé: não me conformo que os dois maiores Partidos do Concelho, tenham que apresentar como candidatos, dois funcionários da Autarquia, assim como as consequências previsíveis que esta bipolarização irá provocar em toda a estrutura do município, se algum deles ganhar as eleições.
Um abraço
Jorge Miranda

FALEMOS DE SAÚDE - 03

OBESIDADE – PARTE II

(Se nada, ou pouco for feito, sobre esta Epidemia do século XXI, pela primeira vez, na história da humanidade, assistiremos à morte em massa dos filhos, antes dos pais)

Após termos abordado no primeiro Capítulo sobre – A OBESIDADE, a definição deste Problema de Saúde e a algumas das suas implicações e consequências gerais desta epidemia que nos assola; iremos hoje abordar, como algumas dessas consequências, influenciam a “saúde individual” e daqueles que de nós dependem, como se manifestam, bem como algumas consequências positivas da “perda de peso”.

Mas qual é o problema de ser “Gordo”? Então a “gordura não é formosura?"

A Obesidade é considerada uma doença crónica, com origens diversas, que requer empenhos continuados para ser controlada, constituindo uma ameaça para a Saúde e um importante Factor de Risco, quase só por si, para o desenvolvimento e agravamento de outras Doenças.

Acresce, que os “benefícios” na saúde das pessoas obesas e com excesso de peso, conseguidos através da “perda de peso intencional”, principalmente se mantida a longo prazo, se pode manifestar na saúde em geral, na melhoria da qualidade de vida, na melhoria da mortalidade e na melhoria das doenças crónicas associadas, com destaque para a Diabetes tipo 2, para as Doenças do Coração e associadas e mesmo como prevenção de diversos tipos de Cancro.

Pode a Obesidade estar implicada no aparecimento de outras doenças?

Sabe-se hoje através de diversos estudos, os Riscos Relativos de doenças associadas à Obesidade que podem ser Grandes, Moderados ou Ligeiros:

Riscos Grandes (superior a três vezes nos Obesos)
- Diabetes tipo 2
- Dislipidémias (colesterol e trigliceridos elevados)
- Doenças vesiculares
- Falta de ar
- Apneias do sono
- Resistências à acção da Insulina

Riscos Moderados (entre duas a três vezes superior nos Obesos)
- Doença do coração
- Hipertensão Arterial (Pressão sanguínea elevada)
- Ácido úrico elevado e “gota”
- Problemas de sobrecarga nos membros inferiores, sobretudo nos joelhos

Risco Ligeiro (entre uma a duas vezes superior nos Obesos)
- Cancro da mama e do útero (na pós-menopausa)
- Sindroma do ovário poliquístico
- Diminuição da fertilidade
- Impotência nos homens
- Dores lombares
- Malformações fetais associadas à obesidade materna

Mas afinal existem alguns benefícios na perda de peso?

Os benefícios conseguidos através da perda de peso intencional, mantida a longo prazo por um obeso, podem manifestar-se na saúde em geral, melhoria da qualidade de vida, redução da mortalidade precoce e melhoria das doenças crónicas associadas.

- Pequenas perdas de peso:

Pequenas perdas de peso, definidas como 5 a 10% do peso inicial (entre 5 a 10 Kg no português normal), melhoram nitidamente:
- O controlo glicémico (açúcar no sangue)
- Reduzem a Tensão Arterial
- Reduzem os níveis de colesterol
Há, igualmente, benefícios na dificuldade respiratória, na apneia do sono e na sonolência diurna, bem como nos problemas dos ossos e articulações. É importante ter em conta que estes Ganhos em Saúde, poderão ser variáveis, de acordo com o tempo de evolução das doenças instaladas.

- Grandes perdas de peso (necessidade de acompanhamento médico)

Estas perdas de peso têm necessidade de um acompanhamento médico rigoroso, destinam-se a pessoas com um Índice de Massa Corporal superior a 40, e pretende-se que os beneficiários percam 20 a 30 Kg em 6 meses, ou mais. Alguns dos benefícios conseguidos são, nestes casos, substanciais, como:
- Redução da Tensão Arterial na ordem dos 43%, nos obesos hipertensos
- Redução dos níveis de glicemia na ordem dos 70%, nos obesos diabéticos tipo 2
- Redução do colesterol total em 10%, e 30% de trigliceridos, por cada 10 Kg perdidos

Muito Importante

A perda de 3% peso corporal em Crianças e Adolescentes Obesos, diminui, de forma significativa, a Tensão Arterial.
Se o Programa de Emagrecimento incluir Exercício Físico, acentua-se a melhoria dos níveis tensionais. É, igualmente, evidente o efeito da perda de peso na redução, no sangue dos níveis de trigliceridos, da insulina e o aumento do colesterol “bom” (HDL), proporcionais à percentagem perda de peso.
No caso da Diabetes tipo 2, que já começa a afectar os adolescentes, a perda de peso, embora difícil, é mais eficaz na melhoria do controlo glicémico quando o regime alimentar é reduzido em hidratos de carbono.
No caso de doenças do fígado é, também, evidente, resultante da redução dos aumentos da insulina circulante e do aumento da sensibilidade à insulina.

No próximo Capítulo, abordaremos algumas estratégias de Prevenção no Combate à Obesidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM


No próximo domingo dia 30 de Novembro, na Sede da Junta de Freguesia de S. Salvador da Aramenha, às 16 horas, a nossa Colaboradora aqui do Fórum, Adelaide Martins, conjuntamente, com mais duas mulheres de Marvão, Emília Mena e Teresa Simão, irão apresentar o Livro de sua autoria – “MARVÃO, à mesa com tradição”.

Esta Obra terá o Prefácio de mais um marvanense, Jorge Oliveira.

O Fórum Marvão, deseja às autoras de mais esta Obra sobre usos e costumes gastronómicos do nosso concelho o maior sucesso, até porque, não é com frequência que sociedade não institucional (apesar desta obra contar com diversos apoios e patrocínios), consegue levar a bom porto iniciativas de criação e criatividade.

Da apresentação, fará ainda parte, uma Palestra a cargo do Professor Catedrático da Universidade de Évora Francisco Ramos, subordinada ao tema – “A Gastronomia do Alentejo”.

Aqui se lança o Convite a todos os colaboradores e visitantes do Fórum a estarem presentes para apoiarmos esta iniciativa.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Procura-se Sabin Laden

( clicar para ampliar )
PROCURA-SE SABIN LADEN !
DE REFERIR QUE O FORAGIDO USA AGORA CABELO À ESCOVINHA E CORTOU A ENORME BARBA !
Não foi de ânimo leve, que fiz esta caricatura, por se tratar de uma figura pública da nossa terra . Não sei até que ponto as pessoas podem levar a mal, uma brincadeira deste tipo .
Não há aqui uma crítica subliminar e irónica à actuação do executivo camarário ; trata-se apenas de uma brincadeira, que pretende aproveitar a semelhança fonética entre Sabi e Bin Laden, extrapolando para a política internacional e a realização da Mossassa, creio que o visado também já fez este paralelismo entre o nome de B. laden e a sua própria alcunha . Não há segundas intenções e espero que o Pedro não se importe .
A minha esposa, teve o seguinte comentário quando me viu acabar a caricatura : " Até o mais belo príncipe de olhos azuis, fica feio caricaturado " .

Sabin Laden em Marvão ?

Caricatura de Barraca Abana
(clicar para aumentar )

Acredita-se com convicção que Ossama Sabin Laden esteja escondido em Marvão disfarçado De IBN Maruan . Segundo fontes seguras, terá entrado na vila disfarçado, na companhia de feirantes marroquinos por altura da Almossassa.

A Guarda fiscal e a Guardia civil espanhola do posto alfandegário dos Galegos, já contrataram um especialista para a elaboração do retrato robot, que será divulgado neste blog, com a maior brevidade possível . Pede-se a quem souber do seu paradeiro, que contacte as forças da autoridade, nomeadamente o corpo de intervenção e o exército luso-americano, estacionados no posto da G.N.R. de Santo António das Areias .

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O MUNDO DOS OUTROS...

Portugal é um país de “vistas largas”, já que raro é o “projecto” que por cá se implementa, em que se não vá “beber” (inspirar), a paragens distantes. No passado, quase sempre à “velha” Inglaterra, uma ou outra vez a França ou, até à Alemanha. Mais recentemente, a nossa fonte inspiradora são os “staites”, vulgo, estados unidos da américa.

Não há formador ou político que não nos venha impingir com a treta de: “… quando estive nos estados unidos, blá, blá, blá…”. Como se o contexto português tenha que ver alguma coisa com o que se passa por essas bandas!

Muito raramente, por questões históricas e mesmo existenciais, somos dados a observar o que se passa em terras da vizinha Espanha, pois talvez tivéssemos muito a ganhar. E, salvo melhor opinião, sempre terão um contexto parecido com o nosso, digo eu!

Também em Marvão, não seria mal pensado que uma ou outra vez deitássemos o “olho”, sobre o que se passa ao nosso redor. Sim eu sei que as “serras são altas”, mas Marvão fica a uma altitude de 900 metros.

Vem esta palestra toda, a respeito de uma notícia saída no “Jornal de Arronches” (sim, Arronches tem um jornal, com publicação mensal e propriedade da Câmara Municipal, que serve de informação a todos os arronchenses, e não só), sobre um Protocolo de Colaboração assinado entre a CM de Arronches e 3 Instituições do concelho, sobre a intervenção na melhoria de instalações dessas associações.




Em contrapartida, aqui pelo nosso concelho, sempre que se sugere que as Instituições Públicas participem na melhoria do Património Associativo, lá vem a velha história de que “as instalações não são nossas…(da Câmara)”, e assim se continua a protelar o melhoramento e aproveitamento de uma série de Instalações que são fundamentais para o desenvolvimento desportivo e cultural do concelho. E que, se não for a Câmara Municipal, as Associações não têm qualquer capacidade de as executar.
São exemplos de que se deviam aproveitar e rentabilizar, a Sede do Grupo Desportivo Arenense, o Pavilhão Gimnodesportivo da Casa do Povo de Santo António das Areias, a Sociedade da Portagem e outras, se protocoladas, mudariam completamente o nosso fraco Parque de Instalações.

Ora, não seria mal pensado, que os nossos autarcas actuais e os que por aí se alinham, dessem uma mirada aos arredores, pois Arronches, é logo aqui ao lado e, consta, que tem um Orçamento menor que Marvão!

Já agora deixo-vos, para além da notícia na íntegra, as palavras do Presidente da CM de Arronches ditas na altura. Também não seria mal pensado, se por aqui fossem encaradas (e levadas à prática), como princípios a adoptar. Disse o Presidente a propósito: “… este investimento de que estamos a falar engloba a aquisição de dois prédios, um para o clube Mosteirense e outro para o Centro Republicano, que representam 70 mil euros. Isto sempre em diálogo com as Instituições, discutindo os projectos técnicos para saber se estes eram o desejo das Instituições. A Câmara Municipal compromete-se a levantar as estruturas dos dois edifícios, sem acabamentos, aguardando depois a aprovação da TNC, para numa segunda fase desenvolvermos a finalização das obras. Já não acontece o mesmo em relação ao Rancho Folclórico, na medida em a Câmara Municipal de Arronches decidiu atribuir o antigo Celeiro da EPAC com as obras respectivas. Igualmente a Escola de Música que já funciona há bastante tempo numa dependência que é do Estado, e que tem estado entregue à Câmara Municipal, nesta fase resolvemos fazer um Projecto no sentido de melhorar e aumentar as actuais instalações.”
Salientou ainda o autarca “que vale a pena o Município fazer estes investimentos, porque é uma forma de melhorar a qualidade democrática do concelho, tendo em conta a participação de todos aqueles que são sócios destas Instituições poderem desenvolver uma melhor qualidade cultural e desportiva no concelho. Enalteceu ainda, o espírito voluntário de todos os Directores destas colectividades.”

(Clicar em cima para ampliar)

Vá lá Presidente Victor Frutuoso, converse com o seu confrade de Arronches e saiba como é que isso se faz.

O movimento associativo do concelho de Marvão agradece…

domingo, 16 de novembro de 2008

A Festa do Castanheiro e os seus cartazes publicitários


Foi com grande e agradável surpresa que recebi do Vereador do pelouro da Cultura, Pedro Sobreiro, a obra documental “ Marvão - Festa do castanheiro, feira da castanha / 25 anos de memórias “ . Constam nesta iniciativa editorial, quatro cartazes da feira, da minha autoria (realizados entre os anos de 94 e 97, inclusive ) .

Trazem-me à memória, momentos importantes da minha vida e cada um deles, tem como que uma vida própria e uma história para contar .

Na escolha dos cartazes anteriores aos meus, fui em duas ocasiões, elemento do júri, juntamente com o Dr. Caldeira Martins, o Arquitecto Teotónio Pereira , O Sr. Andrade, entre outros .

O cartaz, durante alguns anos era escolhido mediante a realização de um concurso público, e enviado para o júri em envelope selado com a obrigatoriedade do autor se apresentar com pseudónimo. Um dia, alguém terá dito ao senhor António Moura Andrade, Presidente da C.M. de Marvão na altura :
- talvez se pudesse, simplesmente encomendar o trabalho a alguém da terra, evitando toda esta burocracia .

Assim foi : o trabalho foi-me encomendado, corria o ano de 94. Este tipo de trabalho, é geralmente do foro de artistas com formação em Artes gráficas - Design . Eu sou de Artes plásticas /escultura . Aceitei o repto, timidamente e algo inseguro .

O trabalho teve no entanto, boa aceitação na altura e nos três anos seguintes, de uma forma mais ou menos inspirada, fui eu o autor do cartaz deste evento, ao qual me encontro emocionalmente ligado desde o primeiro dia .

Concebia-o , talvez com algumas cedências de gosto do ponto de vista estético, pois sabia que a grande maioria das pessoas a quem se destinava, gostavam de ver lá elementos imediatamente identificáveis : o castelo ; as castanhas ; as peças de artesanato e o próprio castanheiro . Considero que este tipo de trabalhos gráficos também pode ser figurativo .

O cartaz era pois destinado ao grande público ( que pode ter parâmetros de gosto tão exigentes como os estetas e puristas consagrados, das Artes gráficas ). Não me arrependo !

O senhor Andrade, a quem estarei sempre grato, às vezes fazia- me algumas sugestões .

- Ó Felizardo : se calhar a partir de agora, temos que passar a dar mais ênfase à Festa do castanheiro e menos à Feira da castanha, pois o evento é mais uma festa do que uma feira . Ponha umas letras grandes, para a frase mais importante e umas mais miudinhas para a segunda .

Como na altura era uma autêntica nulidade em conhecimentos informáticos, aquilo era tudo feito manualmente, incluindo os caracteres do texto, que eram meticulosamente colados ao suporte de papel.

O Cartaz de 97, foi concebido, uns meses antes do nascimento da minha filha ,num ano em que devido às circunstâncias da minha profissão, tive de ir com os tarimbecos às costas, da casa onde vivia em S. António das Areias, para ir leccionar para o Barreiro .

Parece-me que foi o único ano que não pude ir à Festa do Castanheiro - enviei o cartaz pelo correio, creio eu . Há muitas histórias associadas à História deste grande evento . São as histórias de todos aqueles que o viveram por dentro e que ainda o vivem, talvez agora por fora, mas ao qual estão ligados pelo coração .

A ideia da colocação deste post, surgiu na sequência de um comentário, a um artigo do Bonito Dias sobre o mesmo assunto .

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O ENVOLVIMENTO EXTERNO

Enquanto as coisas por aqui continuarem mornas e em “banho-maria”, com as listas de “pseudo-independentes” a proliferarem como tortulhos em princípio de Outono (esperemos que não nasçam murchas como os ditos, este ano), aqui vou deixar alguns dados da ciência dominante da moda (o economês), para vossa reflexão de fim-de-semana.

Os dados que aqui vos deixo, de âmbito nacional, servirão como aperitivo a outros, de circuito local, que um dia destes por aqui aparecerão.

Por agora estes, dizem respeito à exemplar Governação Central, são da responsabilidade do actual governo “socialista”, mas poderiam ser de outro qualquer quadrante ou partido. Por isso os tais ditos “independentes” estão na moda. Será?

Quero também prevenir-vos que estamos a analisar “indicadores de resultados”, e não dados de qualquer "processo". Também vos quero prevenir que estes dados não passam pela Televisão, pelo que, quem não gostar pode mudar para a RTP, a televisão do Portugal “cor-de-rosa”!

De acordo com a Agência Lusa, “o Serviço Nacional de Saúde fechou o exercício de 2007 com um buraco acumulado de, pelo menos, 330,1 milhões de euros, o que traduz um agravamento de 154,1 milhões de euros (87,5 por cento) face ao inicialmente previsto.

Há um ano, aquando da apresentação da execução financeira do SNS no âmbito da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2008, o Ministério previa chegar ao final de 2007 com um défice acumulado de 176 milhões de euros. Nos mapas agora apresentados, no âmbito do OE 2009, o saldo acumulado negativo ascende já aos 330,1 milhões de euros.

Em relação ao saldo do exercício, o Ministério da Saúde - na altura ainda liderado por Correia de Campos - previa atingir um "lucro" de 10 milhões de euros. Os dados a que a Agência Lusa teve agora acesso indicam que afinal, o SNS fechou o ano de 2007 com um prejuízo de 51,2 milhões de euros.

Em declarações na altura à Lusa, o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, chegou a afirmar até que tinha "a perspectiva de fazer melhor, tendo em conta os dados" que dispunha em relação à execução financeira do SNS.

Para este ano, o Ministério prevê um saldo do exercício positivo de 11,6 milhões de euros, e um acumulado negativo de 127,8 milhões de euros. Há um ano, as estimativas para 2008 apontavam para um prejuízo do exercício de 61 milhões de euros, e um défice acumulado de 259,6 milhões de euros.

Para 2009, no entanto, os dados agora conhecidos apontam para uma nova deterioração das contas do SNS: saldo do exercício negativo de 98 milhões de euros; e um défice acumulado de 218 milhões.”

A juntar a este cenário no Serviço Nacional de Saúde, deixo mais 10 Indicadores sobre o “progresso” deste país nos últimos 4 anos:

- Crescimento do PIB: em 2004 – 1.5%; para 2009 – 0.6%

- Défice Externo: em 2004 – 6.1% do PIB; para 2009 – 11.1% do PIB

- Endividamento da Economia: em 2004 – 64% do PIB; para 2009 – 100% do PIB

- Rendimento por Habitante face à União Europeia: em 2004 - 75%; para 2009 73%

- Taxa de desemprego: em 2004 – 6.7%; para 2009 – 7.6%

- Carga Fiscal: em 2004 - 34% do PIB; para 2009 – 38% do PIB

- Receita Pública Total: em 2004 - 43% do PIB; para 2009 – 46% do PIB

- Despesa Pública Total: em 2004 – 46.5% do PIB; para 2009 – 47.8% do PIB

- Despesas Publicas de Funcionamento: em 2004 – 39 % do PIB; para 2009 – 41% do PIB

- Défice Público: em 2004 – 3.4% do PIB; para 2009 – 2.2% do PIB

Tenhamos em conta que estamos a falar de previsões para 2009.

Porque a coisa ainda poderá ser pior…

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

25ª Edição da Festa do Castanheiro / Feira da Castanha





(Clicar para ampliar)


No passado fim-de-semana realizou-se a 25ª edição da Feira da Castanha que, com a sempre bem-vinda ajuda do S. Pedro, trouxe a Marvão vários milhares de pessoas.

Este evento continua a ser o principal veículo promocional de Marvão!

Primeiro, pelo tempo de antena (pago e gratuito) nos diversos meios de comunicação social que proporciona; depois, pela publicidade “boca-a-boca”, através dos seus muitos visitantes, que implica.

Ao passear pela Feira, e observando o elevado número de pessoas, ocorreu-me que esta última vertente poderia, eventualmente, ser ainda melhor aproveitada com a disponibilização a cada um dos visitantes de um “kit” com uma lembrança e publicidade ao que temos para oferecer: restauração, hotelaria, gastronomia, património natural e arquitectónico, produtos regionais, percursos pedestres, etc.

Assim, além da sua memória os visitantes levariam um “produto” material, palpável, tornando a “venda” posterior do nosso concelho mais eficaz.

Não identifiquei qualquer revolta pelo preço simbólico cobrado à entrada. Essa polémica parece-me não passar de uma birrinha de residentes. Eu, apesar de ter convite, paguei o euro de boa vontade.

Neste ano, comemorando a efeméride, foi lançado um número especial da revista “IBN MARUAN”, em forma de livro. Este, contem os programas das diversas edições, muitas fotografias interessantíssimas e alguns depoimentos sobre a Feira.

Recomendo vivamente!

No mesmo, podemos ler o depoimento de um representante da Santa Casa da Misericórdia de Marvão (acima digitalizado) que eu considero, no mínimo, lamentável. Não ponho em causa a pertinência dos assuntos abordados, julgo sim que não era este o local indicado para os colocar.

Sendo a SCM Marvão uma das entidades que mais tem lucrado (e bem) com a Feira da Castanha, este desagradável depoimento para um livro que é de comemoração torna-se incompreensível.

Mais incompreensível, ainda, é que a Câmara Municipal de Marvão, como editora do livro, o tenha publicado!


Grande Abraço
Bonito Dias

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Alexandre Novo na lista de Madalena Tavares

(clicar para ampliar)
Segundo o jornal “Alto Alentejo” de hoje, Alexandre Novo deverá ser o número dois da lista independente, candidata às próximas eleições autárquicas de Marvão, liderada por Madalena Tavares.

Paulatinamente vamos, assim, sabendo quem são as personalidades que constituem as diversas listas concorrentes à Câmara em 2009. São informações importantes para podermos começar a equacionar o nosso voto.

Outras informações importantes para essa equação serão as posteriores ideias/posições sobre as diversas matérias, eventualmente apresentadas por cada uma dessas personalidades.

Ao contrário de eleições anteriores, oxalá o debate de ideias seja uma realidade em Marvão/2009,



Grande Abraço
Bonito Dias

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Espaço 1999-2009


No final dos anos setenta, havia na RTP, uma série de ficção Científica que antecipava um futuro de grande avanços tecnológicos e científicos , para o final do século XX.
Chamava-se “ Espaço 1999 “e o principal protagonista era desempenhado pelo actor Norte Americano Martin Landau .
Segundo esta previsão bastante optimista, o Homem já navegaria por esta altura no espaço com a mesma facilidade com que se desloca no planeta azul ; já haveria uma base lunar com o nome de Alfa e visitaria com extrema facilidade outros planetas, outras civilizações e outros povos na nossa galáxia, indo inclusive mais além desta, na exploração da última fronteira .

Se algum ficcionista português , se tivesse lembrado de realizar uma ficção do género cuja acção se desenrolasse no nosso concelho, com o titulo “Marvão 2009”, certamente faria uma previsão muito optimista em termos de desenvolvimento para a nossa terra :

- O ministro Mário Lino enfrentaria um grande dilema relativamente à localização do novo aeroporto : Campo dos Outeiros em Santo António das Areias, ou no campo de golf na Portagem - Ota – Escusa .

Este tema seria alvo de grande polémica e de acesa discussão e debates nas duas estações de TV locais, a da Portagem e a de Santo António Das Areias. Os interessados, situados nos lados opostos do castelo, reivindicariam cada um para si a proximidade do aeroporto junto das suas casas .
Mena Antunes viria a público afirmar que esta discussão era inconsequente, uma vez que a melhor localização seria em Marvão na rampa de lançamento de asa delta e disponibilizaria os materiais de construção, nomeadamente a brita, para a construção do dito aeroporto .

Devido ao aumento extraordinário da população do Concelho ( 150 000 habitantes ) , além do aeroporto, teriam de ser criadas as condições para o planeamento e execução da linha ferroviária de alta velocidade (TGV) . Aqui não haveria grandes problemas, nem grandes polémicas : bastaria substituir o velho Ramal de Cáceres, por novas infra-estruturas, a partir da área metropolitana da Beirã .

Tanto o aeroporto como o TGV seriam indispensáveis, pois o grande aumento da procura turística e das trocas comerciais, com a vizinha Espanha, assim o exigiria .

Quase chegados a 2009, “saiu-nos tudo furado”: A humanidade não possui uma base lunar; Marvão perdeu quase metade da população; O ramal de Cáceres está mais virado para a desactivação do que para a remodelação.

Apesar disto os espanhóis ainda vão aparecendo na Portagem aos fins de semana para comer o bacalao . Vá lá a gente fiar-se em séries de televisão !
P. S. - Sem ofensa para a pessoa visada no corpo do texto, pela qual tenho o máximo respeito .

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

CORREIOS - OUTRA MACHADADA NA QUALIDADE DE VIDA EM MARVÃO

Sempre nutri uma simpatia especial por esses homens que, durante décadas, me entregavam fielmente as cartas de amigos, os postais de boas festas ou a revista do círculo de leitores. Diáriamente, à mesma hora, chovesse, nevasse ou fizesse sol, lá vinham eles nas suas zundapps, a repartir missivas por essas aldeias, notícias das namoradas, dos filhos que estavam na guerra de África, ou de algum familiar emigrado por esse mundo fora.
Sendo eu ainda um calhandras, logo me habituei a ver os Marcelinos, os Leandros, os Mários, homens bons e excelentes profissionais, na sua constante labuta de repartição da correspondência.
Só que esse óptimo serviço que nos foi prestado pelos Correios até há uma dúzia de anos, vem-se degradando a partir do momento em que, como empresa, a administração dos Correios, pura e simplesmente se começou a marimbar no seu dever de cumprir com um serviço público a que todos temos direito. Trabalhadores precários aos quais não se renovam contratos, salários baixos e excessiva rotatividade dos carteiros são alguns dos factores que estão a provocar a degradação acelerada daquela que deve ser a principal função dos Correios: servir a sociedade.
Hoje, lá no meu serviço, ficámos perplexos ao constatarmos que uma dúzia de cartas que enviáramos para o Concelho tinham sido devolvidas pelos motivos mais estapafúrdios que se possam imaginar: algumas não foram entregues nos Alvarrões porque, a partir de agora, é necessário inserir uma espécie de código para todo o destinatário que não tenha número de polícia. Ora, num concelho como o nosso, com uma população altamente dispersa e um esmagador número de alojamentos isolados, isso implica a atribuição de milhares de códigos pessoais, para os quais os correios certamente terão que publicar uma nova lista similar à dos códigos postais. Só que nem os Correios vão elaborar tal lista nem entregam as cartas que, entretanto, já estão a ser devolvidas!
Mais bizarra ainda é a situação de uma carta que foi enviada para uma morada na vila de Marvão com a direcção completíssima e que não foi entregue porque o destinatário não dispunha de uma caixa de correio homologada, onde se pudesse depositar a dita cartinha!
Soubemos posteriormente que o serviço fora concedido a uma empresa privada cuja única obrigação é entregar correspondência a quem reúna todos os requisitos apontados anteriormente. Antes, como contávamos com bons carteiros, as pequenas dificiências nos endereços dos destinatários eram supridas pelo bom serviço desses profissionais, todos eles nativos e residentes na geografia marvanense. A partir de agora, se alguma coisa falhar, devolve-se e pronto.
Cá a mim isto parece-me demais e gera uma situação muito complicada com grande parte da correspondência a entregar no concelho de Marvão.
Vão-se devolver as reformas dos velhotes, as cartas da EDP, e a conta do telefone!
Por favor, que alguém nos salve deste gajo que aparece todos os dias na televisão com o sorriso mais cínico do mundo, como se vivessemos no cenário onde se rodou a Alice no País das Maravilhas!!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

FALEMOS DE SAÚDE - 02

Dando seguimento à Rubrica aqui iniciada, apresentamos hoje o segundo artigo sobre “Falemos de Saúde”.

Hoje abordamos um dos temas mais pertinentes da nossa época, a que já se denomina a “epidemia do século XXI” – A Obesidade e Peso Excessivo.

Para não tornarmos demasiado extenso este texto iremos tratar este tema em 2 artigos.
Neste primeiro iremos ficar-nos pela definição deste problema de saúde e pela apresentação de alguns dados sobre a situação em Portugal, nomeadamente a situação das crianças e jovens, que irão ser no futuro os grandes prejudicados de alguns comportamentos de hoje. Deixando para depois a apresentação de algumas estratégias e actividades, simples, de como todos nós, individualmente, poderíamos contribuir para diminuir algumas consequências futuras do excesso de peso corporal.

OBESIDADE – PARTE I

A OMS (Organização Mundial de Saúde), define a obesidade como uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde. O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida. Os factores que determinam este desequilíbrio são complexos e incluem factores genéticos, metabólicos, ambientais e comportamentais.

Caminhar..., caminhar! Meio caminho andado contra a Obesidade
A OMS reconhece ainda que, neste século, a obesidade (Índice de Massa Corporal ≥ 30), tem uma prevalência igual ou superior à da desnutrição e das doenças infecciosas. Por tal facto, senão se tomarem medidas drásticas para prevenir e tratar a obesidade, mais de 50% da população mundial será obesa em 2025.

Depois do Tabagismo a obesidade é considerada, hoje, a 2ª causa de morte passível de prevenção nos países desenvolvidos verifica-se uma relação inversa entre o nível sócio económico e a prevalência de obesidade, representando ao seus custos económicos 2 a 7% dos custos totais da saúde.

A obesidade é, assim, uma doença crónica, com génese multifactorial, que requer esforços continuados para ser controlada, constituindo uma ameaça para a saúde e um importante factor de risco para o desenvolvimento e agravamento de outras doenças.

Na maioria dos países da Europa a obesidade é a epidemia em maior crescimento, afectando, actualmente, 10 a 40% da população adulta. Em 1999 foi encontrada, na população da EU com mais de 15 anos uma prevalência da pré-obesidade (IMC 25-29,9), de 41%.
O aumento da obesidade em crianças e adolescentes é, também, cada vez mais preocupante.

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A prevalência da pré-obesidade e da obesidade na população portuguesa adulta tem sido avaliada através do IMC, com uma prevalência média de cerca de 34% para a pré obesidade e de 14% para a obesidade, sendo de realçar a grande percentagem de homens com pré-obesidade e obesidade, em relação às mulheres (58.6% para homens; 46.5% nas mulheres).

Nas crianças dos 7 aos 9 anos de idade a prevalência da pré-obesidade e da obesidade, em Portugal, è de cerca de 31.6%, sendo que as crianças do sexo feminino apresentam valores superiores às do sexo masculino.

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Outro aspecto preocupante, decorrente do único estudo de seguimento da obesidade na população portuguesa para avaliar a sua tendência evolutiva, realizado em inspecções militares entre 1960 e 1990 em rapazes com 20 anos de idade, é a constatação do aumento verificado na prevalência da pré-obesidade e obesidade (9% em 1960; para 21% em 1990).

Estima-se que, em Portugal, os custos directos da obesidade (despesas com a prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, investigação, formação e investimento), absorvem 3,5% destas despesas.

Acresce que os benefícios na saúde das pessoa obesas, conseguido através da perda intencional de peso, principalmente se mantida a longo prazo, se podem manifestar na saúde em geral, na melhoria da qualidade de vida, na redução da morbilidade e mortalidade e na melhoria das doenças crónicas associadas, com destaque para a diabetes, doenças cardiovasculares e para o cancro.

A pré-obesidade e a obesidade constituem, portanto, importantes problemas de saúde pública em Portugal, exigindo uma estratégia concertada, que inclua promoção de hábitos alimentares saudáveis e de vida mais activa.
(Continua).