domingo, 31 de agosto de 2008

BALANÇO DE AGOSTO DE 2008

Mais um mês que chega ao fim. E de acordo com aquilo que vem sendo habitual, chegou a hora da apresentação de mais um balanço.

De acordo com o que havíamos previsto, o mês de Agosto foi um pouco para o “fraco”, outra coisa não seria de esperar, pois continua a ser o mês de férias preferido, e certamente, por aqui, também isso se fez sentir.

Mesmo assim, por aqui passaram cerca de 2 600 visitantes, numa média 84 Visitantes/dia. Um pouco abaixo dos 100 visitantes/dia que se havia verificado em Julho.

Durante este período publicaram-se 13 Posts, que foram alvo de 22 Comentários por parte dos nossos visitantes.

Realizámos duas sondagens: uma sobre o Grau de Satisfação dos Cuidados de Saúde no concelho de Marvão e outra sobre a Opinião dos nossos visitantes sobre este Blog.

No Quadro 11, podemos verificar que a maioria dos nossos visitantes (57%) revelaram ter um Grau de Satisfação Negativo sobre os Cuidados de Saúde no concelho. Sendo que, para cerca de 40% responderam estar “Completamente Insatisfeitos”.

Esta tendência, devido à importância que se revestem os Cuidados de Saúde na vida dos cidadãos, deveria ser alvo de alguma atenção por parte das Entidades responsáveis, certamente com a elaboração de um Estudo sério sobre as razões das respostas aqui colhidas.

Numa outra perspectiva quisemos saber qual a Opinião que os nossos visitantes têm sobre este espaço de partilha virtual que é o Fórum Marvão.

Como podemos observar no Quadro 12, os Colaboradores deste Blog têm razão para se sentirem satisfeitos, pois 84% dos visitantes manifestou ter uma opinião positiva ou muito positiva da acção do Fórum, sendo que, a maioria (52%), manifestou uma Opinião “Muito Positiva”.

Certamente, esta avaliação, irá contribuir para que em Setembro o Fórum volte em força, pois o tempo de férias já lá vai…

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Jornal "Alto Alentejo" de hoje


(clicar para ampliar)
Continuam a surgir conteúdos do Fórum Marvão na imprensa local de Portalegre.

Que pena estas e outras informações/opiniões não surgirem num jornal de Marvão…

Tenho esperanças que no futuro possa existir, novamente, no nosso concelho uma publicação do género “O Altaneiro”.

Seria importante!


Grande Abraço
Bonito Dias

domingo, 24 de agosto de 2008

Autarcas multados - Esclarecimento

(clicar para ampliar)

Numa perspectiva de esclarecimento deixo aqui, para aqueles que não leram, a notícia do Jornal Expresso, de 15 de Agosto último, sobre a questão das multas aos autarcas de Portalegre.

Esclarecimento, porque o post anterior sobre este assunto, colocado pelo Clarimundo, é pouco esclarecedor e penso tratar-se de um resumo algo… digamos… “esquisito”.

Sobre este assunto lembro-me, por exemplo, de autarcas que temos podido “apreciar” ultimamente na TV, por ocasião dos finais de etapa da Volta, tipo… Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras e… levo as mãos à cabeça!

Se estes trabalhitos adicionais na obra em Portalegre (puxadores, pinturas, sistemas de ventilação, etc) originaram as ditas multas, e se a mesmas são pagas (como julgo) do bolso dos autarcas, aqueles senhores (e muitos outros), se tivessem o mesmo tratamento do Tribunal de Contas (TC), há muito que estariam a comer a sopa dos pobres…

Quem me dera que os autarcas cá do burgo tivessem às costas umas multas do TC por trabalhos adicionais, por exemplo, na construção das infra-estruturas do ninho de empresas.

Perante tal situação, parece-me que até era capaz de dar uma pequena contribuição para ajudar a pagar tais multas…


Grande Abraço

Bonito Dias

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

QUE GRANDE SALTO...



Neste país em marasmo à beira de depressão, valha-nos as valentias de portugueses como este Nelson Évora e seu vitorioso salto de quase dezoito metros, embora repartido em três largas “chancadas”, que deixou o mundo inteiro a questionar sobre o que será isso do “po to ga lo”.

Parabéns Nelson.

Pois para mim, desde que por aqui assomaste acerca de uma dezena de anos, que te tenho “debaixo-de-olho”, não sabendo lá muito bem porquê, mas agora, aqui tenho a explicação.
Isto da intuição masculina…

Mas triste, mesmo muito triste, é assistir ao espectáculo de “bacoquices” dos nossos governantes, todos a porem-se em “bicos-de-pés”, para ver quem é o primeiro a tirar dividendos de um sucesso para o qual muito pouco concorreram.
Aqueles sorrisos de “orelha-a-orelha”, com discursos de conjuntura, a mim deixam-me nauseado, à beira do vómito.
Bom seria, que também eles fossem capazes de “saltar” assim, mas nas suas funções, em vez de andarem a vangloriar-se de contas alheias. E logo eles, que ainda 48 horas antes, quase ameaçavam mandar para a “fogueira”, aquela malandragem de “achinesados”…, até o Dom Vicente deu o dito por não dito.
Haja paciência.

Mas não percamos o fio à meada, nestas reflexões de Agosto, para aterrarmos nesta nossa terra, que também tão necessitada anda de dar “saltos” assim…, mas dos quais parecem tardar as tais “chancadas” que é necessário dar.

O Campo de Golfe lá continua naquela lástima que todos constatamos, quando por aquelas paragens circulamos. As soluções tardam, e, por este andar, não demorará, a vermos por ali, as belas plantações de “batatais” que aquelas terras sempre foram do melhor. Começo a questionar-me, para que serviu a aprovação da isenção de Impostos para o Sr. Pais do Amaral e companhia Lda.…

O problema do “bairro da fronteira” de Galegos, continua em “banho-maria” e ninguém conhece possíveis soluções, numa zona nobre em que era possível fazer tanta coisa, para desenvolvimento do concelho.

O Projecto de adesão à NaturTejo/Geopark, pensado como alternativa ao falhanço de reconhecimento de Marvão como Património Mundial, parece estar comprometido, devido ao não assentimento por parte de Castelo de Vide, e, à descontinuidade territorial provocada por esse facto.
Este Projecto, será levado de novo à discussão da Assembleia Municipal e será curioso verificar o que irá acontecer nessa altura. Entretanto não se conhece qualquer iniciativa pública, de forma a esclarecer e motivar os marvanenses sobre este Projecto, com vista a conseguir a sua aderência e integra-los. Pelo menos aqueles que mais directamente estariam interessados numa “aventura” desta envergadura. Mais uma decisão, unilateral, de mentes iluminadas.

Da degradação ambiental em todo o concelho, muito pouco se tem avançado nos últimos anos. Da ETAR da Beirã nem sinal, a Fossa dos Galegos continua a drenar directamente para o ribeiro dos “tintos”, a dos Vales “íden, íden…”; para a ETAR da Portagem continuam a correr a maioria das águas pluviais e nós a paga-las por “esgotos”, etc., etc.

Na saúde, evolução “zero”. Desde as Instalações, à prestação de cuidados (único concelho do distrito sem Atendimento Prolongado), sem atendimento para além das 17H30 e fins-de-semana e feriados.

No ensino as decisões continuam adiadas, nem sequer estão em discussão. O problema das duas Escolas, há muito que deveria de estar na “ordem do dia”, mas nada. Certamente aguardam decisão regional por “decreto”, sem que os marvanenses tenham, mais uma vez, nada a dizer.

O Apoio Social, por aí vai andando, em minha opinião, razoável. Mais por mérito das Instituições, do que por uma política local concertada e integradora. Com cada um por si, e fé em Deus. Quando era prioritário, que se incrementasse um Projecto de complementaridade, quer nos cuidados, quer na partilha de técnicos. Todos ficariam a ganhar.
Não esquecendo que algumas Instituições ainda não receberam os apoios financeiros de 2007, aprovados em Assembleia Municipal.
Sr. Presidente o tempo urge…

Quanto ao tão discutido “Desenvolvimento Económico”, todos sabemos que não são fácies, as negociações e a burocracia nacional que estorvam frequentemente que as coisas avancem como se deseja. Mas existem Planos, e o planeamento tem Objectivos e os Objectivos, devem ser temporizados, e, o prometido, foi para este mandato, não foi para o próximo. Por isso, de silêncios, já chegam os da Manuela Ferreira Leite, nós os marvanenses, queremos saber em que “pé” estão os prometidos espaços para a instalação de negócios, como forma de criar ou manter emprego, e, se não andarão a exagerar na aquisição de terrenos para alojarmos habitantes que não temos. Ter em conta que para estes peditórios já foram autorizados a contracção de 300 000 contos de empréstimos por parte do executivo…




Bem, para ultrapassar tudo isto, temos que dar umas “CHANCADAS” maiores que as deste Nelson Évora. Mas para isso…, precisamos de Atletas!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

AGOSTO: Tempo de férias e reflexão...

(Bem gostava eu que este fosse o meu local paradisíaco de férias..., mas não, por aqui só andou o nosso José Engenheiro)

O mês de Agosto é por tradição o mês de férias em Portugal. Época a convidar à preguiça, banhos, e, certamente, alguma reflexão, sobre mais um ano de trabalho, para alguns.

Também por aqui no Fórum parece que a coisa se está a fazer sentir, com poucos assuntos a aparecerem em Posts e escassos comentários aos poucos temas propostos.

No entanto, por aqui têm aparecido alguns casos insólitos, nomeadamente, este do “bombeiro incendiário”, que levou o nome de “Marvão” a todos os órgãos de informação nacionais, fazendo notícias de primeira página durante 48 horas.
O meu comentário sobre este tema, em tempo de férias é rápida, “pobre país que se entretém com desventuradas notícias” como estas e outras que tais.

O concelho de Marvão vive por esta estação, a época das “festinhas” locais em praticamente todos os Lugares da nossa terra, de que é exemplo, o aqui trazido pela Adelaide, duma das mais emblemáticas, a do Porto da Espada.
Entretanto, iremos esperando pelas da Padroeira do concelho, a Nossa Senhora da Estrela, que essa sim, mereceria uma séria reflexão (não a Senhora), mas a festa, pela “pobreza” que nos vem revelando, em termos de Programa nos últimos anos, desde que Mena Antunes deixou de ser o “mecenas” do concelho.
Em minha opinião, bem precisava de um incentivo sério, sobretudo por parte das Entidades Oficiais, porque nas redondezas não existe Festa mais “fraquinha em honra de uma padroeira concelhia, como esta de Marvão.
Mais uma especificidade da nossa terra.

A ideia aqui lançada pelo Hermínio Felizardo, bem poderia ser “agarrada”, a realização do tradicional Cortejo de Oferendas (certamente não será por obstáculos financeiros), que dinamizaria e implicaria toda a comunidade marvanense, nem que fosse só para relembrar tempos antigos. Bem, mas isso teria de ter sido “lembrança”, de alguma mente iluminada. Porque tendo sido uma sugestão externa, não tem repercussão, nem encontra eco nas muralhas intransponíveis da iniciativa.

Outro dos temas, que por aqui se arrasta é o de encontrar Corpos Gerentes para o Grupo Desportivo Arenense, após duas Assembleias inconclusivas, onde não aparecerem quaisquer Listas capazes de continuar a vida do único clube desportivo do concelho.
Parece agora vislumbrar-se uma luz ao fundo do túnel, com a iniciativa de um grupo de associados, que procuram talvez, numa derradeira tentativa, encontrar uma Direcção, que possa continuar a vida desta associação. Mas para isso é necessário que todos os interessados “dêem as mãos” (e não só) e contribuam de uma forma activa para a solução deste problema.
Oxalá se encontrem vontades…

Por último, mas não menos importante, a política local e, o relembrar a todos que na última Assembleia Municipal, foram aprovadas 2 Propostas de alguma importância para o concelho.
A primeira que propôs ao Executivo, que na Assembleia de Setembro, fosse organizada uma Visita Guiada às Obras e Projectos Camarários em execução no concelho, para in vivo, se ter conhecimento do que realmente tem sido o desempenho do actual Executivo; e outra, que propôs que o Executivo trouxesse novamente à Assembleia Municipal a discussão do processo de adesão à NaturTejo/Geopark onde se prevêem custos de 200 000 euros.

Até lá boas ferias…

sábado, 16 de agosto de 2008

Marvão: Bombeiro detido.



Notícia do Jornal "Público"

Suspeito terá confessado o crime.

Marvão: bombeiro detido por suspeita de atear incêndio na Serra de São Mamede
16.08.2008 - 16h12 Lusa
Um bombeiro da corporação de voluntários de Marvão, no distrito de Portalegre, foi hoje detido por suspeita de ter ateado um incêndio, esta madrugada, no Parque Natural da Serra de São Mamede.“O autor já confessou o crime e encontra-se no posto da GNR de Marvão para ser posteriormente entregue à Polícia Judiciária”, adiantou um elemento da GNR local.O homem, com cerca de 30 anos, terá confessado o crime às autoridades, após suspeitas levantadas durante as operações de combate às chamas esta madrugada. O alerta para o incêndio, em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, foi dado às 05h32, tendo as chamas chegado a consumir mais de um hectare de pinhal, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre. Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros de Marvão, João Crespo, disse desconhecer a detenção, apesar de saber que o bombeiro foi ao posto prestar declarações. De acordo com o comandante, o presumível incendiário, encontra-se na corporação de Marvão desde o seu início, há mais de cinco anos, tratando-se de um elemento acerca do qual “nada há a apontar”.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Portalegre, Cáceres multado.




Portalegre, Cáceres multado.
Segundo o Correio da Manhã, o Tribunal de Contas multou o presidente da Câmara de Portalegre, Mata Cáceres, e seis vereadores por irregularidades no processo de reabilitação e recuperação do edifício municipal.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

As Festas de Agosto na minha aldeia… Porto da Espada


Uma pequena história com muito significado…

Chega o Verão, chega Agosto…

Começa a azáfama dos preparativos para a festa, sim, é a festa do Porto da Espada, festa em Honra e Louvor de Nossa Senhora das Dores…


Nem sempre a festa foi em seu louvor, primeiro S. Semião era o padroeiro, que passou a esquecido… por devoção de uma família a Nossa Senhora das Dores, desde esses tempos que por milagre ou novas vontades passou a ser a padroeira da aldeia.

Se antigamente a festa era de dois dias, com duas procissões uma a Nossa Senhora das Dores e outra a Nossa Senhora de Fátima, com duas bandas de música, vistosos arraiais, onde os leiloeiros, leiloavam as ofertas da quermesse (uma das mais ricas da região), até altas horas da madrugada, ninguém arredava pé do adro da Igreja… até que as rodas de fogo, vindas das pirotecnias do norte, faziam as delicias dos espectadores até ao rebentar do “castelo”, (até isso já se acabou, a lei não o permite).

As bandas tocavam ao desafio, para ver qual era a melhor…
Nas barracas de chá vendiam-se os “pirolitos”, as farturas da “Ti Peseta” e as barracas da quinquilharia faziam as delícias dos mais novos, era uma festa…

Vem a família de Lisboa ou de fora, trazem-se os amigos e os conhecidos… passa-se o tempo em amena cavaqueira…

São saudades que ficam de quem conhece as pedras da calçada, as soleiras das portas, os rostos das gentes…

São memórias que não se apagam e não se esquecem, que ainda hoje me delicio com estas histórias de antigamente.

Mudam-se os tempos mas não se muda a festa… é sempre no último domingo de Agosto, já são de 7 dias e algumas tradições estão a ser revividas, o Domingo, o dia da festa, passou desde 2002 a ser feito no Largo da Igreja, ninguém imagina a sensação que tive com esta teimosia:

- Chegou o tal Domingo, e a quermesse veio para o largo da Igreja, a Igreja abriu-se, e a festa fez-se… vendiam-se as rifas, no palco actuavam os grupos de dança e de cantares, e em cima do fardo da palha, servindo de mesa, vendiam-se os bolos, (que as meninas da comissão fizeram), os “pirolitos” (em copos de plástico), e o cacau quente, o leilão de garrafas e da borrega interrompia das conversas:

– “Quanto vale?... Quem dá mais… E dou-lhe uma… e Dou-lhe duas… e duas e meia, …e três… está entregue!....”
Via nos olhos dos portoespadenses, uma lágrima de saudade por reviverem uma tradição… até eu chorei (o que não se estranha), segredavam-me ao ouvido, a satisfação daquela noite: “– Esta é que era a nossa festa…”, e o meu rosto enchia-se de beijos e um abraço apertado rodeava-me os ombros…

Foi uma noite feliz… a felicidade estampada no rosto das pessoas, esquecia o trabalho que esta mudança causa…

Andamos de casa às costas da Casa do Povo para o largo da Igreja… mas garanto se há coisas na vida que valem a pena, esta foi uma delas…

Um grupo de amigos reuniu-se e com muitas vontades, sempre foi fazendo a festa, a Associação Portus Gladii, é o rosto de muitos portoespadenses. Dedica-se com alma e coração (como tantos sem nome de associação o fizeram) a realizar mais umas festas, touradas, quermesse, bailes, arraial com o espectáculo de dança pela Companhia de Dança da Escola Silvina Candeias e pelo grupo de música tradicional portuguesa Cordas Soltas de Évora, Tiro ao Alvo, Jogo da Malha e as largadas de toiros…

As famosas largadas, quase com 40 anos de existência são as mais famosas do concelho e arredores, as festas são conhecidas pela sua realização…

Um pouco da sua história…

Primeiro eram feitas à tarde, “pelas 3 da tarde…”, muita gente as vinha ver, e passava a palavra… depois passaram a ser à noite… um mar de gente… portugueses e até os nossos vizinhos espanhóis, gritam e fogem pelas ruas, à laia de brincadeira até digo que é “Pamplona”, na minha aldeia (estou mesmo a brincar…)

Uma pacata aldeia, linda e majestosa transforma-se: é a família que chega, os amigos que vêem, é o chibo para as sopas e para o assado ou ensopado do Domingos de festa, é o fato novo da festa, é um cem número de coisas… que passam rapidamente mas que ficam na memórias dos que chegam e que partem com um sorriso nos lábios e um brilhozinho nos olhos… porque no fim temos sempre: a “… barraca fechada…” mas a promessa de que “para o ano continuamos…”

É uma história que vivo e revivo todos os anos, mas que sei, que não é só minha e da minha aldeia… é do nosso concelho…é da aldeia vizinha…onde também há histórias do passado e acontecimentos presentes que recordamos e vivemos com a magia que a vida nos proporciona com maior ou menor intensidade…

Por tudo isto, vale a pena conhecer as festas das nossas aldeias…

A festa da minha aldeia… Porto da Espada…

Fica o convite…

Adelaide Martins

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sonhamos Pequeno, Pensamos Pequeno, Fazemos Pequeno

Todos nós somos de uma forma ou de outra influenciados por aquilo que nos rodeia.
Há dias em serviço, desloquei-me ao Crato, depois de realizada a tarefa que me levou a essa localidade, senti curiosidade em conhecer o novo complexo desportivo municipal ( composto pelo Campo de Futebol e pelo Parque Aquático), deparei-me com uma obra “Faraónica” para a nossa realidade distrital, no entanto senti um certo orgulho em ver que em pleno Alentejo Interior, ainda há gente que acredita, que supera a mediocridade reinante…
Esta introdução serve apenas para revelar a nossa pequenez em termos de concelho.

Sonhamos Pequeno, Pensamos Pequeno, Fazemos Pequeno…
Dou por mim a pensar o que seria aquele Parque Aquático na Portagem, com os Espanhóis aqui ao lado e sobretudo os dividendos que poderia trazer ao Concelho, quer ao nível da restauração quer ao nível de impostos cobrados pelo Municipio o impulso que poderia proporcionar a um concelho ligado ao ventilador…
Mas não, optamos por fazer um “Tanque” agradável (bem sei que não é responsabilidade do actual executivo), gastámos algumas dezenas de milhares de Euros na zona circundante, em cimento e ficámos por aqui.
Quando assistimos a algumas feiras da gastronomia à nossa volta e sabemos que o orçamento de uma feira é igual ou superior ao orçamento para a cultura da Câmara de Marvão para um mandato (bem hajas Pedro, pelos milagres que tens realizado). Não podemos deixar de sentir alguma inveja e questionarmos, PORQUÊ?
O dinheiro dos outros Municípios é Fémea e o de Marvão é Macho?
O que se pede ao executivo de um Município é que pelo menos seja audaz, não se atraem milhões com cêntimos
Será que os outros também não têm a corda no pescoço em termos económicos? – Obviamente que têm, mas arriscam… Nós não.
Penso que está na altura de realizarmos um Fórum em Marvão (não virtual), Fórum esse que passaria por envolver a sociedade civil, o Município e os empresários da zona, sob o lema “ Marvão, Passado, Presente e que Futuro…de preferência antes das eleições.
Sonhamos Pequeno, Pensamos Pequeno, Fazemos Pequeno…

Jorge Miranda

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

AMMAIA - De Ruínas e Golfe a Golfe em Ruínas ( A "COISA" 2)

De todas aquelas pessoas que, vindas de fora, por cá resolveram ficar, há uma pela qual nutro uma especial, muito especial admiração. Carlos Melancia.

Em tom de brincadeira, direi que como ninguém é perfeito, ele escolheu morar ao lado de Marvão, mas isso é um pormenor de menor importância, atentos à obra que desenvolveu no Município.
E isso pese às contrariedades de todos conhecidas, provocadas por uma nefasta administração a que se somou a falta total de apoio das autarquias locais, geridas na época por pessoas suficientemente “míopes” para não vislumbrarem que, ao virarem as costas a projectos desta índole estavam, elas mesmas, a matar a galinha dos ovos de ouro que Melancia lhes oferecera de mão beijada, a troco de nada, ou quase nada.
Que eu saiba, no distrito de Portalegre, só António Domingos Sousa apoiou os projectos de Carlos Melancia e conseguiu disponibilizar do PORA uma verba próxima aos 200.000 contos, permitindo que quem vá à cidade romana da Ammaia possa ver aquele Museu e grande parte das escavações efectuadas.
Hoje em dia, como é público, a cidade da Ammaia e o Castelo constituem os dois pólos de atracção turística mais importantes de Marvão. Bem-haja a António Sousa também, grande homem onde os houver, que, com a sua perseverança e interesse pelo desenvolvimento da nossa região contribuiu decisivamente para o trabalho, que, até à data, foi possível fazer na Ammaia. É preciso não esquecer que sem a intervenção destes dois homens continuaríamos a ter ali uma casa devoluta e uma horta abandonada.
E as restantes entidades? Em termos operacionais, todas juntas valeram ZERO! A partir de determinado momento, as dificuldades económicas começaram a surgir, o campo de golfe só por si não era rentável (nenhum é), e era necessário encaixar algum capital para dar continuidade ao projecto. Acredito que esse encaixe seria suficiente se tivesse sido concedida autorização para entregar aos seus compradores, parte da urbanização que entretanto já tinha sido construída. Só que isso não aconteceu. Eu não sei porquê. Mas desconfio. A triste realidade é que se deu uma “facada mortal” no projecto Ammaia, não lesando só o empresário. Lesados resultaram também os compradores, uma vez que a alguns deles poderiam ter sido entregues as moradias que haviam adquirido!
As vezes que aqui ouvi: "Isto é o mais parecido que conheço com o Paraíso!!"


Àqueles que pensam que o golfe só serve para gastar água e proporcionar um campo verdinho onde ricaços meio afeminados tentam dar cacetadas numas bolinhas, devo dizer que estão rotundamente enganados.
Portugal tem condições climatéricas de excepção para a prática da modalidade e no dia em que a Federação deixe de estar nas mãos de meia dúzia de conservadores (para não dizer fascistas), perfeitamente convencidos de que Portugal é o seu jardim, as coisas mudarão de figura.
Em Espanha, que não há essas paneleirices de Drs e Engs., tão características do nosso sub-desenvolvimento mental, percebeu-se rapidamente que era obrigatório tornar o golfe num desporto de massas. Agarraram nos miúdos das escolas e deram aulas gratuitamente, no âmbito do desporto escolar. Por cá, os tais fachas, fecharam-se em copas e guardaram o "brinquedo" só para eles.
Espanha tem 350.000 federados. Portugal, creio que não chegam a 20.000. Espanha tem vários jogadores de primeira linha mundial, teve Ballesteros, hoje tem Sérgio Garcia, Jimenez e outros jovens que estão a subir no ranking Mundial. Em Portugal, a não ser para algum “pastel de nata” da linha do Estoril, não há apoio para ninguém.
Viu-se, por exemplo, com o José Manuel Raposo, filho do António Raposo, candidato a vereador no Município de Marvão. O miúdo tinha condições excepcionais para jogar e se tivesse sido apoiado pela Federação poderia, neste momento, andar a dar cartas por esse mundo fora. Mas era do Alentejo e não era filho de Drs. Lixou-se.


Ruínas da Ammaia: Por obra e graça de Carlos Melancia

Com o encerramento do campo de golfe perdemos uma série de coisas, e não é liquido que as voltemos a recuperar:

- À volta de 20 postos de trabalho directos, quase todos ocupados por residentes no Concelho. Hoje já não trabalham em Marvão, e, mais grave ainda, possivelmente optem por viver nas zonas onde conseguiram arranjar trabalho, ou seja, nos nossos concelhos limítrofes;

- Muitas pessoas compraram casa no Concelho devido ao golfe. Hoje, ou querem vender, ou aparecem por cá dois fins-de-semana por ano;

- O campo contava, ao longo do ano, com vários torneios oficiais que traziam centenas de pessoas, esgotando a capacidade de muitas das nossas unidades hoteleiras. Cada torneio destes representava um fim-de-semana igual ou superior aos dos maiores eventos de que dispomos: Feira da Castanha, Gastronomia, etc.

- Da restauração, nem é preciso falar. Este turismo não pára na Fonte dos Coelhos a comer o farnel. É de outro tipo, como todos sabem. Só do Clube de Golfe de Abrantes que, ao não ter campo, tinha a sua sede no Ammaia, vinham todos os fins de semanas, algumas dezenas de jogadores. Eram bons clientes dos nossos restaurantes e alguns até por cá ficavam todo o fim-de-semana, quatro fins-de-semana por mês. Se alguém duvidar, perguntem ao Serrinha, ao José Francisco, ou no Sever, entre outros.
Acabou-se o dinheiro, paralizou a obra, fechou o campo

Às vezes, dou por mim a pensar como seria a zona com 100 apartamentos + 36 vivendas repletas, pelo menos ao fim de semana, por pessoas não conflitivas, com enorme poder de compra, a divulgarem as nossas potencialidades fora de aqui, em Lisboa, no Porto, em Madrid, ou em Paris. E a divulgarem-nos da melhor forma possível. Boca a boca, dando a conhecer as nossa maravilhas, naturais e patrimoniais.

O Golfe da Ammaia terá sido, hipoteticamente, a grande oportunidade de Marvão para inverter a tendência do aumento galopante do seu índice de desertificação. Mesmo que grande parte dessa população só cá estivesse três dias por semana, teria valido a pena. E muito. Teria sido também a oportunidade de manter permanentemente uma empresa com várias dezenas de trabalhadores. Só a Nunes Sequeira, SA., emprega tanta gente.

Tudo isto foi desperdiçado infamemente pelos políticos de então, (mal aconselhados ou por iniciativa própria?) não só pelo apoio negado, mas também por não se oporem a impedimentos administrativos facilmente ultrapassáveis que teriam viabilizado o projecto, ou pelo menos, o teriam mantido vivo e em funcionamento até que mudasse de mãos.

Apartamentos acabados e vendidos. Porque não foram entregues?

Será possível que uma decisão mal tomada, uma autorização negada, uma licença não passada, um apoio não concedido, possa ter posto em causa um investimento destes, num Município como Marvão? É bastante provável… por incrível que pareça.

Nem quero pensar nisso... mas prometo que um dia farei essa pergunta a Carlos Melancia. O que já não prometo é tornar pública a sua resposta.

De todas as formas, obrigado Carlos Melancia, por um dia ter tido um sonho que decorreu em Marvão. Pena que alguns “marvanenses”, tanto tenham contribuído para que o sonho se transformasse em pesadelo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fórum Marvão novamente na Imprensa Local!



(clicar para abrir)

O Fórum Marvão continua a despertar a atenção do jornal “Alto Alentejo”!

Este jornal deu-nos, mais uma vez, a honra de colocar conteúdos do Fórum nas suas páginas.

É bom sinal!

Esta realidade demonstra a importância crescente da blogosfera neste novo mundo. Um blog, se conseguir manter a elevação, não caindo no ataque pessoal anónimo, pode tornar-se, hoje, num veículo de informação e opinião importante. Esta ferramenta permite produzir e consumir informação “à velocidade da luz”. E de uma forma quase gratuita…

Assim, o Fórum Marvão pode ser, cada vez mais, um espaço de informação e debate de Marvão, onde qualquer um pode fazer ouvir a sua voz. E, através do qual, as ideias e opiniões podem chegar facilmente ao “grande” público.

Aproveitem-no!

Mas façam bom uso dele…


Grande Abraço
Bonito Dias

INFORMAÇÃO FORUM


De acordo com anterior Informação Fórum, realizou-se na passada Segunda-Feira, 4/8, a Assembleia Extraordinária do Grupo Desportivo Arenense (na sequência da outra realizada em 23/7), com a finalidade de se proceder à eleição de Corpos Gerentes para o biénio 2008/2010.

Lamentavelmente, apesar de mais de uma vintena de sócios presentes, não foi possível, mais uma vez, essa eleição, por não ter sido apresentada qualquer Lista, mesmo depois do Presidente da Mesa ter dado um período de 10 minutos, para que os associados, pudessem reflectir e tentar encontrar, em conjunto, alguém que quisesse assumir a liderança, com vista a apresentação de um elenco directivo.

Apesar de ter sido reconhecido pela maioria dos presentes, que é fundamental que o GDA não “feche as portas”, nomeadamente, por parte dos sócios e pelas Entidades presentes, Presidente da C. Municipal de Marvão e Presidente da Junta de Freguesia de Areias, ninguém apresentou uma solução no momento.

Esta situação, levou a que o Presidente da Assembleia-Geral, João Bugalhão, propusesse uma nova Reunião mais restrita, com todos os associados que estivessem dispostos a participar num primeiro encontro, com vista a constituir uma Lista a propor aos associados no mais curto espaço de tempo possível.

Esse encontro ficou agendado para a próxima Segunda-Feira, dia 11/8, às 21 Horas, e disponibilizaram-se os seguintes associados: António Miranda, Joaquim Maroco, Vítor Bernardo, Mário Anselmo, João M. Lança, João Mouro, Júlio Milhinhos, António Raposo Machado, Luís Roque, José Luís Andrade e José João Nunes.
Este grupo, está ainda aberto, a todos aqueles associados que queiram comparecer na Sede do clube, na data e hora supracitada.

É de realçar, que se neste encontro não forem encontradas soluções, o GDA corre grave perigo de dissolução, pelo que se apela a toda a comunidade, nomeadamente, aos mais jovens e seus familiares que ali encontram um lugar para a sua pratica desportiva, que participem e não deixem morrer mais uma Instituição do concelho de Marvão.

TA: Ficou mais uma vez demonstrado (ao contrário de alguns “boatos”, tão típicos de S. A. Areias), que o clube se encontra praticamente saneado em termos financeiros, e de que não será esse o motivo de não se encontrarem soluções

terça-feira, 5 de agosto de 2008

BALANÇO DE JULHO DE 2008


Meus caros amigos visitantes do Fórum Marvão, chegou ao fim o nosso 3º mês de existência.

Até agora, e de acordo com alguns retornos que nos têm chegado, podemos considerar que esta tem sido uma iniciativa positiva, ultrapassando, inclusivamente, as nossas expectativas. Pena que, alguns dos colaboradores que se comprometerem a contribuir, até agora não o tenham feito, porque poderiam, com a diversidade das suas opiniões, enriquecer este espaço, que é de todos.

Não podemos deixar de realçar, um “toque positivo” que nos chegou por parte do Director dum jornal distrital – O Alto Alentejo, ao comunicar-nos, que nos considerava um espaço diferente no universo dos Blogs regionais, e, uma forma diferente de participação na vida pública. Oxalá, no futuro, consigamos manter esta linha.

Julho foi o mês de “explosão” deste espaço, cerca de 3 150 visitantes (a juntar aos 2 700 dos dois primeiros meses), numa média de 100 visitantes/dia. Estamos no entanto conscientes, que actualmente, o nosso crescimento, estará a atingir o seu limite, já que estas coisas da NET, não estarão ainda tão generalizadas, como seria o objectivo no nosso governo central.

Este mês, ficou marcado pelos temas da politica caseira do nosso concelho, com o aparecimento dos primeiros Candidatos às próximas eleições autárquicas, mas sobretudo, pelas polémicas existentes dentro do actual executivo, nomeadamente, ente o Vice-Presidente e o Presidente da CMM.

No espaço que dedicámos à auscultação dos nossos visitantes realizámos 3 sondagens. Queremos alertar os nossos visitantes, que não concedemos a estas pesquisas qualquer valor científico, já que existem diversas variáveis informáticas, que não podemos controlar e disso temos consciência. No entanto iremos continuar com este espaço, sobretudo, para nos servir no futuro, como meio comparativo.

Assim, as duas primeiras questões que pusemos tiveram a ver com a temática do desenvolvimento económico do concelho de Marvão, nomeadamente, as tão debatidas “Zonas Industriais” e a animação da Zona de Lazer da Portagem como espaço ligado ao Turismo.

No Quadro 8 podemos verificar, que cerca de 82% dos nossos visitantes consideram a Criação de Espaços para a Implantação das tais Zonas, importante, com a grande maioria (62%) a considerar que é mesmo muito importante.
Tem a palavra o actual executivo, em demonstrar esse seu objectivo. Para já têm a opinião aqui do Fórum: venha de lá esse trabalho!


Em relação à Opinião sobre a Dinamização do Espaço de Lazer da Portagem, podemos verificar no Quadro 9, que a maioria (63%) tem uma opinião Negativa dessa dinamização. Com apenas 10% a manifestar que tem “Boa” opinião dessa animação. Mais um recado para o executivo e a sua vertente de animação e cultura, mas também para os empresários da zona: qual a vossa participação nesta actividade, estão à espera apenas da intervenção pública e do dinheiro dos contribuintes? Então vocês não são os principais beneficiados? Vamos lá pensar a coisa, unam-se e deixem-se de “competições bacocas”.




A terceira questão lançada aos visitantes do Fórum, teve a ver com o modelo organizativo da 10ª Feira de Gastronomia e a 1ª Feira de Artesanato Urbano do Concelho de Marvão. No Quadro 10 podemos verificar, que a grande maioria dos nossos visitante que responderam a esta questão preferiam os modelos organizativos do passado. Das 96 respostas recebidas, 24% referiram que preferiam o “modelo” dos dois últimos anos, com a Feira a ser realizada na Portagem e a Gastronomia a ser fornecida pelos restaurantes da região. Apenas 10% das respostas, referiram preferir o “modelo” deste ano (ter em conta que a sondagem esteve à disposição dos visitantes, três semanas após a sua realização). No entanto, a grande maioria (66%) das respostas recebidas, referiram a sua preferência pelo “modelo” anterior a 2006 (Local de realização a vila de Marvão e Gastronomia no Castelo).




Fica pois a explicação para quem de direito, sobre o porquê das diversas mudanças efectuadas, já que explicações públicas, são muito pouco conhecidas dos marvanenses.

Até lá, apesar do tempo de férias, o Fórum Marvão não deixa de “rodar” e o Agosto aí está, bom para “banhos”!

Para quem pode…

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

As autárquicas de Marvão em destaque no Jornal “Alto Alentejo”!


(clicar para ampliar)

Na última edição do jornal “Alto Alentejo” surgiu este artigo sobre as próximas autárquicas em Marvão que alvitra alguns cenários que destaco:

1 – António Raposo vai pelo PS, ocupando um lugar diferente daquele que aspirava à partida!

2 – Mena Antunes é o candidato do CDS-PP!

4 – Mau estar no CDS, que adjectiva o comportamento de António Raposo de: “pouco ético e politicamente reprovável” e que critica, igualmente, o PS!

4 – Vítor Frutuoso será o recandidato pelo PSD!

5 – Apesar de pouco provável, poderá surgir uma lista de independentes, com origem nos descontentes do PS e (ou) PSD!

6 – Surgirá, seguramente, uma lista da CDU!

7 – Provavelmente, surgirá uma lista do BE!

8 – Outras personagens do CDS-PP talvez possam fazer acordo com o PSD para uma candidatura conjunta!

Parafraseando um amigo, diria:

ISTO PROMETE!!!!!

Grande Abraço

Bonito Dias

quinta-feira, 31 de julho de 2008

SERVIÇO CÍVICO...


Inicia-se amanhã em todo o distrito de Portalegre, na ULSNA - Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (maior empregadora do distrito), uma medida, que parecendo não ser importante directamente para os Utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), visa, em minha opinião, contribuir para a democratização, equidade e igualdade entre os diversos grupos profissionais de saúde, e, se for eficaz, poderá ter um impacto positivo na prestação de cuidados de saúde aos cidadãos.

Estou a referir-me ao Sistema de Controlo e Gestão de Assiduidade, através de Sistema Biométrico. Este Sistema baseia-se na colocação de um dos dedos da mão por parte dos profissionais, num Aparelho de Controlo, quer quando do início da jornada de trabalho, quer no seu termo.

Este sistema tem a finalidade, para além do controlo da assiduidade (dever de cumprimento do horário aprovado), fazer ainda o controlo da pontualidade (dever de comparecer no local de trabalho à hora determinada). Estes são deveres de todos os funcionários públicos, mas na saúde, e por questões de “classe”, estes deveres são pouco cumpridos, na maioria das vezes, com claro prejuízo para os cidadãos que são os “pagantes” do SNS.

Existem no SNS, maioritariamente, dois tipos de Horários: os Completos (35 Horas/semana) e os Acrescidos (42 Horas/semana).
Estes horários são para todos os profissionais sem excepção, nomeadamente, os médicos que se refugiam, frequentemente, numas célebres 4 horas/semana denominadas “não assistenciais”, que lhes confere a sua Carreira e que aproveitam para, nessas horas, não estarem no seu local de trabalho. Ora isso, não passa de uma “falsa interpretação”, já que essas horas destinadas ao “estudo de processos e gestão dos ficheiros dos utentes”, devem ser realizadas no local de trabalho e não em casa ou em consultórios privados.

Um dos objectivos do Sistema agora implantado é, a partir do presente, fazer o controlo dos horários, ao nível da Administração da Unidade, sem contar com a cobertura das Direcções Locais, muitas vezes cúmplices corporativas, com alguns incumprimentos abusivos.

No entanto, este Sistema não resultará, se ao nível dos Utentes do SNS, não existir sensibilização e conhecimento dos horários e funções a que estão obrigados os profissionais da saúde, que recebem dos seus impostos, para se tornem eles exigentes em relação aos seus direitos de cidadãos contribuintes.

É fundamental que se crie uma Cultura de exigência. E é neste princípio que se baseia o Sistema que agora irá entrar em vigor.

Falta acrescentar que um Centro de Saúde que tenha um Horário aprovado de 35 Horas/semana, os profissionais que aí trabalhem têm o dever de estar presentes sempre que esse local esteja em Horário de Abertura … Claro que, à excepção, de aquando no gozo de direitos salvaguardados pela lei, devidamente autorizados pelas administrações.

Espera-se ainda, que tal como o Sol, que este Sistema seja para todos, senão o “Sistema”, mais uma vez estará em causa…

TA: Como diria o Zé Afonso, “… o que é preciso é avisar a malta!”

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O Fórum Marvão chegou ao jornal!


(clicar para ampliar)

Hoje comprei o jornal "Alto Alentejo", como é normal, e folheei-o rapidamente sem reparar na "principal" notícia.

À tarde, uma pessoa amiga ligou-me a dar a boa nova:

"Está uma excerto no jornal "Alto Alentejo", página 18, retirado do Fórum Marvão!"

Abri o dito na referida página e, apesar de pequenino, lá estava o excerto. Fiquei contente. Estamos todos de parabéns! Em conjunto, os mais de 100 que visitam/escrevem diariamente (n)este sítio souberam fazer do Fórum Marvão um blog digno de Jornal.

Deixo uma menção especial aos "companheiros" espanhóis que tiveram a coragem de falar no tema que despoletou este... protagonismo.

Viva o Fórum Marvão!


Um Abraço
Bonito Dias




terça-feira, 29 de julho de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM

CHEGAM NOTÍCIAS DE PIAUÍ...

(In De Castelo do PI)


"População de Castelo recebe com festa visitantes portugueses
A comitiva de Marvão chegou em Castelo por volta das 17:00 e foi recepcionada no portal da entrada. Equipes da TV Cidade Verde e TV Assembléia estavam presentes e entrevistaram o presidente da Assembléia Municipal de Marvão, Carlos Sequeira, o presidente da Câmara de Marvão, função assemelhada a de prefeito, Pedro Sobreiro. Sequeira falou que provavelmente um português que andou por estas terras, por saudosismo deu nomes de cidades portuguesas à cidades brasileiras, como exemplo citou: Marvão, Jerumenha e Campo Maior. Além dos autarcas, também fazia parte da comitiva: Madalena Tavares, vereadora e Catarina Machado, funcionária da Casa de
Cultura de Marvão. "







INFORMAÇÃO FORUM

A exemplo de anteriores informações da vida partidário do nosso concelho, chegou durante o fim-de-semana ao conhecimento do Fórum Marvão, o Comunicado à população do concelho, efectuado por António Raposo, acerca do seu posicionamento face às próximas eleições autárquicas que irão ter lugar em 2009

Relembra-se aqui, como informação, algum do percurso partidário de António Raposo, nos últimos anos:
- Em 2005 Cabeça de Lista à Câmara Municipal de Marvão pelo CDS/PP
- Em 2001 3º da Lista à Câmara Municipal de Marvão em lista de coligação do PSD/CDS-PP
- Em 1997 Cabeça de Lista à Câmara Municipal de Marvão pelo PSN

António Raposo perfila-se para 2009 como candidato do PS.


(Clique para ampliar)



Falta apenas saber qual o Cargo...

(Obrigado ao António Raposo pela rectificação. A verdade acima de tudo)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

INFORMAÇÃO FORUM

SOS PARA O GDA!


De acordo com o noticiado pela Informação Fórum, realizou-se no passado dia 23 deste mês a Assembleia-Geral do Grupo Desportivo Arenense.

Do 1º Ponto da Ordem de Trabalhos, constava a – Apreciação, discussão e votação das contas do Exercício 2006/2008.
Este Ponto teve uma apreciação positiva por parte dos associados, tendo sido aprovado por unanimidade as contas apresentadas.

É de referir e realçar o trabalho efectuado pela Direcção liderada pelo Dionísio Gordo, que tendo iniciado funções acerca de um ano e meio, pegando no Clube com um passivo de cerca de 22 000 euros, deixam agora a Instituição praticamente saneada a nível financeiro (objectivo principal traçado), pois algum do passivo existente (Federação Portuguesa de Futebol), não é necessário liquidar, enquanto o clube se não inscreva em provas nacionais.

Quanto ao 2º Ponto da Ordem de Trabalhos – Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2008/2010, as coisas não correram nada bem, já que não foi apresentada qualquer Lista candidata aos Corpos Gerentes para o próximo Biénio, tendo-se caído num impasse.

A Direcção cessante não manifestou interesse em continuar, alegando algum desgaste pelo trabalho efectuado ao longo do período para que tinham sido eleitos. Manifestando ainda, a falta de apoio e reconhecimento, a todos os níveis, a que o Clube tem sido votado.

Perante este cenário e por proposta do Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, foi decidido dar um “período de reflexão” de duas semanas, aos sócios, com a finalidade de se encontrar uma saída para a difícil situação de uma Associação com 30 anos de existência (única Instituição de Utilidade Pública do concelho de Marvão), ficando marcada uma próxima Assembleia para o dia 4/8/2008.

Ficou ainda decidido que a Mesa da Assembleia-Geral iria dar conhecimento a todas Entidades do concelho da situação que se vive no Clube.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

À Laia de Desabafo!!!

Assisti há dias ao programa da RTP "VERÃO TOTAL", que teve como cenário a nossa querida "VILA DE MARVÃO".

Não me vou debruçar sobre as diversas intervenções e matérias abordadas.

Vou falar, sim, de uma ausência.

Desde o início do programa aguardei que alguém da Santa Casa da Misericórdia, também fosse chamado ao local de entrevistas para que, com a sua presença e o seu testemunho, nos falasse da "OBRA MODELAR" que é e foi esta Instituição ao longo da sua existência de centenas de anos.

Soube que a Santa Casa, pura e simplesmente foi "esquecida".

É um esquecimento torpe e grosseiro.

Cálculo que não haja neste Concelho, um munícipe que, de uma forma ou outra, não tenha vínculos de agradecimento à "Nossa Santa Casa".

A pessoa ou pessoas responsáveis por este esquecimento, quem são, o que são?

VALE TUDO

JOSÉ JOÃO BRAZ NUNES

Nota: Este post é da inteira responsabilidade do signatário.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

PRIMEIRA PÁGINA


A exemplo do Comentário do José Boto, há umas semanas atrás, e tal como fez na altura o Bonito, não resisto a por em “Em Primeira Página”, o Comentário feito pelo Victor, ao Post do Garraio sobre “Cirurgia ou Vacina”, para combater algum Caciquismo existente.

Penso que tal se justifica, pois para além da temática sensível a que se refere, “Política de Saúde no Concelho”, que me parece ser de muita coragem, sobre um assunto quase sempre ignorado, mas, que há muito tempo deveria, em minha opinião, ser assunto de PRIMEIRA PÁGINA.
Fica pois, para vossa reflexão o Comentário do Victor:
"Garraio, cirurgia, sem duvida e tomo a liberdade de falar sobre a Saúde no Concelho:
Se fala e escreve muito sobre os cuidados à saúde em Portugal e no mundo nos últimos tempos.
Além da literatura especializada sobre o tema, praticamente todos os dias, deparamo-nos com matérias em jornais, revistas, rádio, televisão e mesmo em conversas informais, sobre casos de pessoas que não foram atendidas, pessoas que morreram, tiveram sequelas pela falta de atendimento médico ou mesmo pessoas que foram mal atendidas, e, até as que foram atendidas e não tiveram os seus problemas resolvidos, mas é bem verdade que nem sempre se fala só do caos do sistema de saúde e dos absurdos que ocorrem em função dele.
Vários utentes do Concelho, acometidos de doenças inesperadas e indeterminadas, têm-se dirigido ao S.A.P de Castelo de Vide, não só pela urgência que os casos implicavam, mas também porque o seu Médico de Família não estava na altura no Centro de Marvão.
O médico que estava de serviço em Castelo de Vide pura e simplesmente se recusou a observá-los, e sugeriu que procurasse o seu Médico de Família, explicando que o problema declarado não constituía caso de urgência, logo não os atendia, como não os atendeu, não obstante saber, que o colega indicado como Médico de Família, não se encontrava no Centro de Marvão, terminantemente manteve a recusa, com indicação à administrativa, que não fizesse a inscrição aos utentes do Concelho de Marvão, e que como alternativa se dirigissem ao Hospital de Portalegre.
Reclamaram só duas pessoas, porquê?
Isto não deixa de ser um quadro paradoxal: grandes e incontestáveis avanços tecnológicos em benefício do ser humano, por um lado, e, por outro, uma sensação de crise permanente, com atendimento inadequado, insuficiente e, pior, oferecido sem equidade (como é no meu caso), em condições péssimas, com instalações degradadas e material obsoleto (basta visitar a Extensão de Galegos, que bem conheces)! Com uma falta total de investimento, quer nos recursos materiais, quer a nível dos utentes, sem transportes apropriados, com impedimentos físicos e com falta de acessibilidade (na extensão de Galegos há pessoas que andam até 5 quilómetros para ser consultados)!
Mas como se resolve isto? Encerrando as Extensões sem condições?

Sim, mas oferecendo outras alternativas aos nossos velhotes, como transportes apropriados, fornecidos pela Câmara de forma gratuita, e se não for possível adequando as instalações ao século XXI …
Porque depois, quando vêm as eleições autárquicas, aí vão os ditos, por vilas e aldeias dirigindo loas ao Poder Local, prometendo tudo a todos.

O Poder Local não é Lisboa como alguns julgam e defendem. O Poder Local, os cidadãos portugueses, os habitantes do concelho são muito mais do que aqueles que se julgam "iluminados”!
Vocês que podem, MUDEM ISTO.
As reflexões aqui contidas nada mais são do que uma tentativa de repensar a nossa postura como profissionais, como gente agradecida ao pessoal do Concelho.
Fazendo isso, inevitavelmente estaremos, mesmo que de forma indirecta, questionando uma série de outros assuntos bem actuais: o Sistema Nacional de Saúde, o trabalho médico, a cidadania, a democratização dos serviços de saúde para todos os utentes, e a forma de interacção desses com os seus usuários e vice-versa.
As palavras de Gregório Marañón (extraordinário médico e pensador) parecem as mais adequadas para colocar o ponto final: "Sentiria muito que alguém concluísse que sou desrespeitoso para com a Medicina em Portugal, e que sou pessimista sobre o seu presente ou seu futuro. Eu respeito a Medicina, porque a amo; e o amor é a fonte suprema do culto, no humano e no divino. Mas o amor é também, e deve ser, crítica. Somente quando esmiuçamos o objecto amado, retirando o que tem de deletério, acertamos a encontrar, lá no fundo, o que tem de imperecedouro. Aquele que fala valentemente dos defeitos da sua Pátria é o melhor patriota, e quem vai polindo com censuras justas sua profissão, esse é, quem a serve com toda plenitude”
24 de Julho de 2008 18:08"

terça-feira, 22 de julho de 2008

CACIQUES (1ª Parte)

Este Post é da autoria de António Garraio, que por dificuldades informáticas do seu PC, pediu a colaboração do Administrador Fórum Marvão para a sua publicação.

Intervenção cirúrgica ou vacina?

Os escassos pensantes que ainda poisam pelas ladeiras de Marvão, bem como os que de longe permanecem atentos às nossas graças e desgraças, convergem na evidência de que, por estas bandas, ou se tomam medidas profundas que alterem substancialmente o rumo da nossa vida, ou estamos condenados a um desaparecimento acelerado, quer populacional, quer institucional.

Amiúde ouvimos as mais variadas dissertações e modelos de desenvolvimento, que passam pela quase totalidade dos sectores económicos: uns defendem a agricultura biológica, outros requerem espaços para localização de novas indústrias, outros ainda, protestam contra a falta de incentivos e de divulgação mediática de que o turismo e a hotelaria carecem.

É possível que, com a concretização de algumas dessas ideias se alcance algo positivo, mas a verdadeira “doença” do concelho de Marvão é bastante mais profunda e mais grave. Esses pequenos projectos, normalmente até pouco ambiciosos, seriam uma espécie de “mercurocromo” que serve para sarar arranhões ou esfoladelas. E o nosso problema é bastante mais profundo, É por isso que necessitamos uma grande intervenção cirúrgica, ou então uma vacina.

Os canais que unem os diversos sectores do poder são como veias obstruídas por várias espécies de vírus que encontraram aqui o seu habitat, seja por carambola, seja por influência expressa de outros vírus mais antigos.

Quando há lugar a críticas, o mais fácil é fazer com que estas recaiam sobre a face visível do poder. O que se ignora, quase sempre, é que o incumprimento dos objectivos não se deve directamente aos criticados. Eles até tiveram as melhores intenções do mundo, intenções essas, que ficaram presas nas teias desses “vírus” que, sorrateiramente, se deslocam pelos seus corredores, e que, pela calada, acabam por tudo gerir e tudo manipular a seu bel-prazer. Só que, quem subiu ao patíbulo estava, de todo, inocente.
E isso não é justo...

Há uns anitos atrás, não me apetece lembrar quantos, Marvão fez uma transfusão. Na altura, sangue novo a jorrar na guelra, era ver os vírus, cobardes eles, a tremelicar detrás da cortina, como que, com o corpo já à espera da pancada, mais que merecida por certo.

Não foi a primeira vez que a montanha pariu um rato, e na verdade, também não foi desta que se fez justiça.

Mas quem disse que o mundo haveria de ser justo??? Todos sabemos que o mundo é dos oportunistas, dos manipuladores, dos graxistas e outras espécies nojentas que não ameaçam extinção.

Compete-nos aos “outros” não deixar viver essa canalha em paz.

Qual o remédio?

Mais que outra transfusão, propunha que, desta vez se aplicasse uma vacina.

Uma “vacina anti-caciques”. O que não sei calcular é a totalidade do preparado químico a aplicar, ainda que, se deva incluir qualquer coisita contra tráfico de influências, favorecimento pessoal, intercâmbio de favores e outros tipos de ligações perigosas que não é preciso escavar muito para trazer à luz do dia.

Aquilo que hoje é obtuso, pode ser, que amanhã… seja claro e evidente.

António Garraio, 22/7/2008

domingo, 20 de julho de 2008

Paisagem vs Pessoas


(Clicar para ampliar)

Na “Única”, revista do Jornal Expresso, existe uma crónica semanal, assinada pelo Nuno Ferreira, chamada “Portugal a Pé”. Esta crónica consubstancia-se no relato, acompanhado de fotografias, do jornalista sobre a sua caminhada pelo Portugal profundo, iniciada em Sagres.

A caminhada da semana passada teve início em Alter do Chão e terminou, com uma banho, na cascata de S. Julião, tendo versado, sobretudo, sobre o percurso deste a praça de touros de Portalegre, onde estava a decorrer a tourada dos Mouras, até à referida cascata. A crónica foi apelidada de “Uma piscina particular”.

Li-a com interesse e mais interessado fiquei quando verifiquei no croqui que na semana seguinte (esta) a passeata continuava para a Portagem.

Fiquei atento.

Logo imaginei que na semana seguinte veria, na revista do expresso, paisagens maravilhosas de Marvão e leria um jornalista completamente arrebatado pelas mesmas.

Hoje, assim que peguei no referido jornal, fui logo à procura da dita crónica e fiquei…muito pensativo!

A mesma chama-se “A estrada de ninguém”. E em vez de destacar a maravilhosa paisagem destaca a falta de gente!

Sintomático…

Ontem, coloquei o seguinte comentário no post “Marvão quase total…” do J.Buga:

“O fórum “roda” rápido. Ainda bem!

Mas, perde-se um pouco a discussão. Dou por mim a reparar que tinha algo a dizer neste tópico do “Verão Total” em Marvão e, entretanto, para não perder a actualidade, já coloquei, também, outro post…posteriormente!

O Sr. Vice-Presidente da Câmara colocou um post no seu blog sobre este tema, do qual fazia parte este período:

“Meus amigos, podemos não ter tanto emprego quanto gostaríamos, tantas habitações quanto poderíamos, tantos jovens e crianças quanto sonhamos… mas temos esta beleza que faz de nós um dos ex-libris de Portugal e isso, ninguém nos há-de tirar.”

Compreendo-o plenamente! Percebo o alcance das suas palavras! Mas esta ideia é importante demais para a deixar passar em claro…

Há cerca de uma década, a trabalhar em Odemira, escrevi um texto no saudoso jornal “O Altaneiro”, que o Sabi fazia o favor de nos presentear, um texto com o seguinte título:

“O Castelo não é a nossa maior riqueza!”

E, agora, estas palavras do Vice fizeram-me lembrar dele. Concordo que Marvão é único, a sua beleza natural é deslumbrante…

Mas, o que valerá tudo isto sem gente?

Considero que as habitações, o emprego e os jovens e crianças são fundamentais para que este “ex-libris” brilhe de verdade. E penso que o Pedro, também, o considera…estas suas palavras estão tolhidas pela emoção…


PS: Não pude acompanhar a emissão mas, pelo que vi na hora do almoço e pelo que alguns amigos (não marvanenses) me transmitiram, a falta de gente foi confrangedora…

Sintomático…

Grande Abraço
Bonito Dias

18 de Julho de 2008 22:53”


Grande Abraço
Bonito Dias

sábado, 19 de julho de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM



Vai realizar-se no próximo dia 23 de Julho de 2008, Quarta-Feira, pelas 20 Horas, uma Assembleia Ordinária do Grupo Desportivo Arenense, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 - Apreciação, discussão e votação das contas do Exercício 2006/2008.

2 – Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2008/2010.

O Fórum Marvão deseja a esta Instituição que tudo corra dentro da normalidade e que os associados do GDA compareçam a esta Assembleia e participem na vida desta popular colectividade.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Cortejo de oferendas Carros alegóricos


( clicar para aumentar a imagem )

Nos finais da década de 80, contribuí para a realização dos carros alegóricos representativos dos Cabeçudos, nos Cortejos de oferendas à Santa Casa da Misericórdia de Marvão . Nestas imagens pode ver-se a preparação dos mesmos e o resultado final de um deles . O meu pai (Manuel Felizardo) era um entusiasta da manutenção desta tradição e ajudava-me imenso, como demonstra a primeira imagem, no canto superior esquerdo.

O primata que se vê dentro da réplica da choça em tronco nu, era eu com menos dez quilos e com menos vinte anos . Nesta altura, o meu entusiasmo ao executar este tipo de artefactos era muito superior à qualidade técnica .


Gostava de lançar aqui um repto: No próximo ano, podíamos arregaçar as mangas e com o apoio da C. M. de Marvão , reavivar esta tradição que unia e dinamizava todas as aldeias do Concelho à volta de uma causa comum .

É certo que os tempos mudaram e que a S. C. M. de Marvão é auto - suficiente no que às fontes de rendimento concerne, mas num mundo cada vez mais materialista, a confiança , o amor e a fé, às vezes não chegam para manter uma casa em pé .

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Quintos de 70 de Marvão – Uma geração de ouro…








No passado domingo realizou-se o primeiro convívio dos quintos de 70 de Marvão. Esta festa reuniu alguns dos quintos de 70 nascidos no concelho e os seus convidados. Não sendo única, visto há muito se realizar este tipo de convívios com gente das mais variadas idades, foi, para nós, especial!

Há décadas atrás, o estatuto de mancebo representava uma volta de 180 graus na vida dos rapazes que atingiam a idade de ir à inspecção. Muitos saíam pela primeira vez da sua terra numa aventura que, às vezes, determinava toda a sua vida.

Alguns acabavam no ultramar!

Dizia, no outro dia, um amigo que, no seu tempo, essa era a altura de ir ao rio Sever tomar um banho completo porque, já sabiam, a inspecção seria de corpo inteiro.

Outros tempos!

Para a nossa geração a coisa já foi substancialmente diferente. Foi realizada uma grande festa, tendo os mancebos oferecido à população um baile abrilhantado pelo saudoso “Part-Time” e… partimos para Coimbra.

Foi, também, uma viagem festiva visto que alguns nem à tropa iriam e muito menos para o ultramar. As gerações anteriores, felizmente, já tinham sabido acabar com essa épica tristeza.

Obrigado!

E foi tudo isso que agora celebrámos. O convívio iniciou-se, de manhã, com umas belas migas de pão acompanhadas com café da “pocheira” e prosseguiu com um périplo pelas “igrejinhas” de Santo António das Areias. Tendo um artista nas fileiras, a animação foi constante ao sabor da sua música.

Pela hora do almoço rumámos a Marvão onde foi tirada a foto de grupo. Seguiu-se um saboroso e farto repasto, com muita animação, que se prolongou até às seis da tarde. O quinto mais bem disposto teve direito a um prémio especial, legitimado por uma votação muito suspeita…

Os excessos gastronómicos e etílicos foram, digamos, os danos colaterais deste certame em que se fizeram e cimentaram amizades.


Grande Abraço

Bonito Dias



terça-feira, 15 de julho de 2008

MARVÃO QUASE TOTAL...


Acabei agora de ver o programa da RTP “Verão Total”, que este Canal apresentou durante todo o dia, realizado em Marvão, e, não consigo esconder, que me sinto orgulhoso por ser um filho daquela terra e… porque, não assumir, que no final me senti até um pouco vaidoso.

Orgulhoso, porque Marvão é de facto diferente.
Diferente de todas as terras suas vizinhas e, certamente por isso, terá sido o escolhido para representar o Norte Alentejo neste périplo da televisão estatal.

Vaidoso, porque na sua grande maioria, os convidados que intervieram, representaram bem os marvanenses.

Poderemos sempre questionar, se não poderiam ter sido outros os locais seleccionados, bem como os diversos intervenientes. Mas, o que pudemos constatar é que esta terra com menos de 4 000 habitantes, e o mais pequeno concelho (em área) do distrito de Portalegre, preencheu, e bem, quase 6 horas de emissão de um canal televisivo, e, se mais tempo houvesse, mais actores sociais Marvão teria para mostrar ao país e ombrear com outros concelhos bem mais apetrechados.

Isto mostra claramente, que Marvão tem potencialidades e sinergias endógenas para sair do marasmo em que às vezes parece mergulhado.

Claro que em minha opinião, existiram momentos mais positivos que outros e, sinceramente, não percebo o porquê do não se mostrarem produtos como as nossas conservas, amêndoas, ou mesmo as castanhas e os castanheiros terem ficado esquecidos; bem como as associações juvenis. Ou ainda, aquilo que me pareceu francamente negativo, que é o caso, da Orquestra de Marvão “teimar” em exprimir-se em inglês (não lembra ao diabo…). Ó Sr. Veiga, ponha a malta a cantar e a tocar em português. Os subsídios que recebe são dos portugueses em euros e não em libras do reino de sua majestade, desses, já chega terem-nos roubado as estátuas da Ammaia.

Não posso deixar no entanto, de realçar algumas das intervenções que me pareceram muito positivas, das quais destaco a do Rancho Folclórico de Santo António das Areias, os produtos locais expostos, os suculentos repastos exibidos, algum artesanato e todas as manifestações culturais e etnográficas seleccionadas (Muito boa a exposição de lendas e tradições da Mila Machado).

Por fim não posso deixar de realçar, a intervenção no final do Vice-Presidente, Pedro Sobreiro, apontando com clareza as potencialidades de Marvão. Ele, que na minha modesta opinião, teve na semana passada, uma semana para esquecer, mostrou desta vez a todo o país, que representa muito bem os marvanenses.

Depois desta crónica só me apetece parafrasear a canção do Jorge Palma: “…ai Portugal, Portugal, do que é que tu estás à espera, tens um pé numa galera e outro no fundo do mar…”

Eu diria: “Ai Marvão, Marvão, tens um pé nas muralhas…mas, o outro num chafurdão!”

segunda-feira, 14 de julho de 2008

"A minha próxima vida", de Woody Allen

Camaradas não resisti a publicar esta versão sobre a vida, parece-me que seria a mais correcta!!!
Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba como um orgasmo!

I rest my case.

domingo, 13 de julho de 2008

10ª Feira de Gastronomia / 1ª Feira de Artesanato Urbano - Marvão

Os sentidos ficam transtornados à medida que nos aproximamos, ou não estivéssemos nós em Marvão, e mais concretamente, neste caso, na Portagem.

As cores, os aromas, os sons e os sabores tornam-se num único sentido: o do prazer! Prazer que nos invade e delícia, cada vez mais.

Pela 1ª vez, e num curto espaço de tempo, visitamos esta feira. É para continuarem... e nós voltaremos (com mais tempo).

Tudo se faz melhor, quando se faz com amor. Bom trabalho Pedro... e sua equipa.

Deixo-vos algumas captações do "meu repórter de imagem"...













sábado, 12 de julho de 2008