Ao colocar este Post, não pretendo atingir seja quem for, pretendo sim, fazer um exercício de cidadania, um dos objectivos deste espaço e ao mesmo tempo proporcionar uma reflexão.
Temos assistido perplexos a toda esta “novela” (90% dos marvanenses não sabiam o que se passava) em redor da nossa política caseira, entenda-se, da Câmara Municipal de Marvão. Sobretudo, porque ainda falta mais de um ano para o final do mandato.
Primeiro foi o Post numérico (18.06.2008) do Vice-Presidente, publicado no seu Blog pessoal, em que tornou público a “declaração” feita em Reunião do executivo. Em que se veio queixar do Presidente, por este obstaculizar o desempenho do seu cargo desde o princípio do mandato. Trazendo, simultaneamente, para a praça pública, assuntos que deviam e deveriam ter sido debatidos no seio do organismo a que ambos pertencem, sendo as diferenças que os separam propostas a discussão e votação nesse Orgão, de acordo com as suas atribuições e responsabilidades.
Posteriormente, em 7/7, assistimos à entrevista concedida à Rádio Portalegre, pelo Presidente da Autarquia, que veio acusar o Vice, de ser um “gastador” (a cultura e a educação são um investimento, não uma despesa), em acções pouco importantes para o desenvolvimento do concelho, em período de restrição de custos e que existem coisas mais importantes para fazer para os marvanenses, do que a organização de “festas”. Não reconhecendo no entanto, o porquê de não consultar o seu Vice, nem para a elaboração de Planos de Actividades e Orçamentos.
A seguir, em 8/7, assistimos ao contra ataque do Vice-Presidente, que em declarações à Rádio Portalegre, reafirmou tudo aquilo que tinha escrito no seu Post, afirmando ainda, que tinha maneiras diferentes de ver o desenvolvimento do concelho em relação ao Presidente. Que na CMM quando da sua “declaração”, até teve a solidariedade da oposição (não sei porquê esta solidariedade faz-me lembrar a noite das facas longas), que se sente cansado, que não se recandidatará no próximo mandato, mas que não coloca de parte o seu regresso no futuro…
Estes foram alguns dos acontecimentos dos últimos dias, em que se envolveram os dois mais importantes membros de uma Organização, que deveria funcionar como um todo, que têm responsabilidades perante os marvanenses, mas também perante o partido político que os acolheu.
Mais importante, no momento, do que saber quem terá razão, ou porque se chegou a esta situação (a história apenas se faz no futuro), urge questionar, como vão os dois enfrentar o resto do mandato em comum, se chegaram à desconfiança total, pois só assim, se justificam as afirmações que foram feitas!
Como pode uma Câmara Municipal funcionar, num clima de guerrilha aberta entre, a cúpula do Município? Alguém vai fazer de “faz de conta”?
Irá o Presidente tomar uma atitude?
Terá o Vereador a coragem de reinventar o seu percurso e deixar a “batata quente” nas mãos do Presidente?
Ou vão continuar como se não se tivesse passado nada, reféns um do outro, até final do mandato?
Não levanto propositadamente a questão em termos de partido, visto que sou apartidário, e as questões internas devem ser debatidas entre os correligionários.
Parece-me, salvo melhor opinião, que os Marvanenses merecem uma resposta.
Jorge Miranda























