quinta-feira, 10 de julho de 2008

Obviamente…


Ao colocar este Post, não pretendo atingir seja quem for, pretendo sim, fazer um exercício de cidadania, um dos objectivos deste espaço e ao mesmo tempo proporcionar uma reflexão.

Temos assistido perplexos a toda esta “novela” (90% dos marvanenses não sabiam o que se passava) em redor da nossa política caseira, entenda-se, da Câmara Municipal de Marvão. Sobretudo, porque ainda falta mais de um ano para o final do mandato.

Primeiro foi o Post numérico (18.06.2008) do Vice-Presidente, publicado no seu Blog pessoal, em que tornou público a “declaração” feita em Reunião do executivo. Em que se veio queixar do Presidente, por este obstaculizar o desempenho do seu cargo desde o princípio do mandato. Trazendo, simultaneamente, para a praça pública, assuntos que deviam e deveriam ter sido debatidos no seio do organismo a que ambos pertencem, sendo as diferenças que os separam propostas a discussão e votação nesse Orgão, de acordo com as suas atribuições e responsabilidades.

Posteriormente, em 7/7, assistimos à entrevista concedida à Rádio Portalegre, pelo Presidente da Autarquia, que veio acusar o Vice, de ser um “gastador” (a cultura e a educação são um investimento, não uma despesa), em acções pouco importantes para o desenvolvimento do concelho, em período de restrição de custos e que existem coisas mais importantes para fazer para os marvanenses, do que a organização de “festas”. Não reconhecendo no entanto, o porquê de não consultar o seu Vice, nem para a elaboração de Planos de Actividades e Orçamentos.

A seguir, em 8/7, assistimos ao contra ataque do Vice-Presidente, que em declarações à Rádio Portalegre, reafirmou tudo aquilo que tinha escrito no seu Post, afirmando ainda, que tinha maneiras diferentes de ver o desenvolvimento do concelho em relação ao Presidente. Que na CMM quando da sua “declaração”, até teve a solidariedade da oposição (não sei porquê esta solidariedade faz-me lembrar a noite das facas longas), que se sente cansado, que não se recandidatará no próximo mandato, mas que não coloca de parte o seu regresso no futuro…

Estes foram alguns dos acontecimentos dos últimos dias, em que se envolveram os dois mais importantes membros de uma Organização, que deveria funcionar como um todo, que têm responsabilidades perante os marvanenses, mas também perante o partido político que os acolheu.

Mais importante, no momento, do que saber quem terá razão, ou porque se chegou a esta situação (a história apenas se faz no futuro), urge questionar, como vão os dois enfrentar o resto do mandato em comum, se chegaram à desconfiança total, pois só assim, se justificam as afirmações que foram feitas!

Como pode uma Câmara Municipal funcionar, num clima de guerrilha aberta entre, a cúpula do Município? Alguém vai fazer de “faz de conta”?

Irá o Presidente tomar uma atitude?

Terá o Vereador a coragem de reinventar o seu percurso e deixar a “batata quente” nas mãos do Presidente?

Ou vão continuar como se não se tivesse passado nada, reféns um do outro, até final do mandato?

Não levanto propositadamente a questão em termos de partido, visto que sou apartidário, e as questões internas devem ser debatidas entre os correligionários.

Parece-me, salvo melhor opinião, que os Marvanenses merecem uma resposta.

Jorge Miranda

terça-feira, 8 de julho de 2008

Festa da Relva da Asseiceira, um verdadeiro acontecimento social…








No último fim-de-semana teve lugar a (já) 18ª edição da festa da Relva da Asseiceira. Aquilo que começou por ser mais uma festa popular tornou-se num verdadeiro acontecimento social do Concelho. (Realizando-se a escassos cem metros da casa que me viu nascer e crescer, também a mim ela me diz muito!)

O “segredo” parece estar na conjugação de vários factores: o local aprazível, o tempo de verão, os bons petiscos, o bom vinho, a simpatia dos festeiros e um conceito à espanhola de não cobrar entradas, fazendo a receita no “comes e bebes”.

Este ano não fugiu à regra. Principalmente no sábado à noite, o acontecimento social teve lugar! O recinto encheu-se para o jantar e, nessa noite, pudemos assistir a algumas “movimentações” interessantes.

A mais notada foi a presença, na mesma mesa, do candidato do PS à Câmara e daqueles que dizem ser os seus braços direitos. Digamos que, nesta festa, parece ter acontecido o lançamento (social) da equipa do PS candidata às próximas autárquicas.

Nessa noite o Sr. Presidente da Câmara não se “deixou ver”, tendo visitado a festa na tarde/noite de Domingo (já com a minha máquina fotográfica sem bateria).

Relativamente às possíveis listas independentes, que o jornal “Alto Alentejo” referiu na sua última edição, não foi clara qualquer “movimentação”.

Também foram lá vistos alguns elementos do Fórum Marvão, sempre atentos aos acontecimentos… Uns na sua pose normal de ave de rapina (“escondidos” nos óculos de sol), outros mais preocupados com “devaneios” gastronómicos e outros, ainda, mais no fim, (tipo arma secreta) querendo passar despercebidos…

Mas, esta festa teve outra particularidade. Alguma logística (como por exemplo o palco) veio de Castelo de Vide (!?!?), em vez se ser montada pela Câmara de Marvão, como habitualmente.

Eu serei o último dos últimos a fazer juízos de valor sobre esta situação. Mas creio que, sobretudo, existiu falta de diálogo entre as pessoas certas para resolver o problema/discórdia.

Sou, contudo, o primeiro dos primeiros a lamentar este triste desfecho!

Grande Abraço

Bonito Dias

segunda-feira, 7 de julho de 2008

sábado, 5 de julho de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM


DIVERGÊNCIAS NO EXECUTIVO PSD DA C. MUNICIPAL DE
MARVÃO



De acordo com os princípios enunciados para este espaço “Fórum Informação”, aqui passamos a divulgar mais uma notícia, que pensamos ser de todo o interesse do conhecimento e de análise dos visitantes deste Blog.

Neste caso, a fonte foi o Blog “vendoomundodebinóculosdoaltodemarvao”, da autoria pessoal de Pedro Sobreiro, publicada no passado dia 4/7/2008 e diz respeito ao funcionamento do actual executivo da Câmara Municipal de Marvão.

De seguida transcrevemos na íntegra, para vosso conhecimento, “a informação do vice-presidente”, levada a Reunião de Câmara no passado dia 18/6/2008:


"Reunião de Câmara de 18 de Junho de 2008
Informação do Vice-Presidente
Pedro Alexandre Ereio Lopes Sobreiro

Tive recentemente conhecimento através de alguns munícipes que informalmente me interpelaram que o Município teria aberto um concurso para dois engenheiros técnicos civis com um índice remuneratório bastante considerável. As pessoas em causa queriam saber mais e estranharam quer a oportunidade desta dupla entrada, quer a elevada remuneração face à difícil conjuntura económica do município. Perante tal, vi-me obrigado a informá-los que desconhecia em absoluto esta admissão de pessoal e que por estranho que lhes pudesse parecer, estava a tomar conhecimento dessa realidade pelo seu relato.

Numa deslocação que efectuei na semana passada à Escola Secundária de São Lourenço, em Portalegre, para estar presente numa reunião com o Sr. Coordenador Paulo Pires, da Equipa de Apoio às Escolas e com a Dr.ª Ana Costa, da Segurança Social, para tentar definir qual o caminho a seguir no próximo ano lectivo quanto às crianças em idade pré-escolar que frequentam o Centro Infantil de Santo António das Areias; fui confrontado com uma troca recente de diversa correspondência entre a Direcção Regional de Educação e o Presidente do Município de Marvão sobre um assunto que considero da maior importância e no qual me tenho esforçado por acompanhar desde há muitos meses para que tenha um desfecho que beneficie os alunos do meu concelho: a criação de um Agrupamento Escolar único. Nos faxes em questão, que me facultaram de imediato, prolongavam-se as negociações e pretendia definir-se qual seria o contributo de cada uma das partes, sendo claro que o Presidente frisava unilateralmente a posição da Câmara de Marvão sem que de tal tivesse alguma vez prestado qualquer informação ou esclarecimento ao Vereador do Pelouro da Educação, ou seja, eu próprio.

No seguimento da candidatura ao relvado sintético, convoquei, há alguns meses atrás, uma reunião no Campo dos Outeiros com a equipa técnica da Câmara, com o Sr. Eng.º Margarido, com a direcção da Casa do Povo de Santo António das Areias e o Grupo Desportivo Arenense para que entre todos pudéssemos identificar algumas ligeiras melhorias que podiam ser efectuadas nas infra-estruturas ali existentes por forma a dignificarem o espaço e a própria cerimónia de inauguração. Foram elencadas as deficiências mais evidentes e ficou definido que a Sr.ª Eng.ª Soledade e o Sr. Eng.º Margarido teriam a incumbência de definir os melhoramentos que poderiam ser feitos por ajuste directo e aqueles em que teríamos de recorrer a terceiros. Para que se pudessem levar a efeito, seria necessário proceder a um reforço orçamental que seria adequado à nossa disponibilidade financeira. Estranhando o silêncio da parte dos Serviços Técnicos, perguntei pelo estado do processo à Sr.ª Chefe de Divisão que me respondeu que o Sr. Presidente tinha decidido que não se avançaria com nada por agora. Ficaria tudo na estaca zero. Por sua vontade exclusiva, voltou-se à forma inicial sem que nada me tivesse sido comunicado.

Estes são três exemplos, três casos concretos que ilustram bem a dificuldade que tenho actualmente em conseguir exercer o meu cargo condignamente e realizar um trabalho com o padrão de qualidade pelo qual sempre me regi. È de facto muito difícil querer ser coerente e persistente quando nada parece ajudar à nossa volta.

Nestes quase três anos de mandato, por muitas vezes tive de calar e sofrer em silêncio, pensando sempre que assim ajudaria a andar para a frente esta casa e esta instituição. Foi assim quando me vi obrigado a trabalhar com as verbas que me disponibilizavam, tantas vezes insignificantes quando comparadas com as dos meus antecessores e a de congéneres no distrito; foi assim quando me vi empurrado para um plano secundário em processos tão decisivos para o nosso concelho (e que me diziam directamente respeito) como foram a Candidatura a Património Mundial, a situação da Cidade Romana de Ammaia ou o futuro do Campo de Golfe (nos quais fui pura e simplesmente colocado à margem); foi assim quando tive de aceitar trabalhar com um orçamento para 2008 na realização do qual nem sequer fui ouvido.

Durante toda a minha vida pugnei sempre por valores que me foram transmitidos desde criança pelos meus e que servem de norte à minha existência. Quem me conhece sabe que sou um homem íntegro e que defende com honestidade aquilo em que acredita. Nestes três difíceis anos de mandato tenho “engolido muito sapo” e “feito muitas vezes figura de parvo” quando a isso nunca estive habituado.

Pedi há tempos ao Presidente que fizesse um esforço para que a nossa coabitação fosse pacífica e o mais diplomática possível até ao fim do mandato para o bem dos dois. Não podendo ter o óptimo e o trabalho em equipa com partilha de responsabilidades que me foi prometido de início, esperava pelo menos não ter de continuar a lidar diariamente com a intransigência, a prepotência e a falta de comunicação. Está bem à vista de todos que voltei de novo a sonhar alto.

Chegou a altura de dizer basta. A pouco mais de um ano das eleições, não vou continuar a permitir que me releguem para segundo plano e me menosprezem e daqui em diante, sempre que se justifique, darei conhecimento à Câmara Municipal da dura realidade com a que tenho que lidar para que fique expresso e bem clara a minha evidência dos factos.

Percebi há muito, logo no início de funções deste executivo, que existem forças de bloqueio que me querem a todo o custo ver fora deste mandato para o qual fui legitimamente eleito pelos marvanenses. Assim que tomei consciência desta realidade, fiz questão de expressar a quem de direito que jamais virarei as costas a quem em mim acreditou e que nunca sequer equacionei nem equacionarei a hipótese de virar as costas a esta enorme responsabilidade que desempenho com tanto orgulho.

Com a ajuda da minha família, de amigos próximos e de alguns trabalhadores do município tenho encontrado forças nas fraquezas e resistido à tentação de dizer “mais não!”. Assim seguirei até ao final.

A Vice-Presidência é um cargo de grande responsabilidade, com um poder e uma extensão enormes quando há confiança política por parte do Presidente. Quando não há, como é o caso, o Vice-Presidente é apenas e sempre o primeiro dos últimos e pode muitas vezes ser reduzido a ser apenas mais um na cadeia hierárquica que é obrigado a respeitar, cumprindo os desígnios superiores.

Sei que no final nada mais me vai restar para além da minha consciência e do meu sentido de dever cumprido. È por isso que de agora em diante, não mais calarei. Sempre que me sentir desrespeitado e ignorado, darei conhecimento à Câmara Municipal que é no fundo, o único garante da minha salvaguarda.

Lamento imenso que tudo tenha que se passar assim mas compreendam que não me restam alternativas.

Entretanto, continuarei a trabalhar com o afinco e a dedicação que penso me é reconhecida, em prol do bem-estar dos marvanenses e do meu concelho."

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Mudam-se os tempos...mudam-se as vontades...

Lembro-me nos finais dos anos 80 (talvez em 87 ou 88), no início da presidência de António Andrade, se ter organizado em Marvão, a 1ª Feira de Artesanato e Gastronomia, com localização no Largo do Terreiro, na sede do concelho, sem me recordar muito bem do porquê, não teve este evento continuidade.

Uma década depois, já no final dos anos 90, na presidência de Manuel Bugalho, este evento voltou a animar a Vila de Marvão. Com a particularidade de manter a denominação da anterior (Feira de Artesanato e Gastronomia de Marvão), mas esquecendo-se a história inicial, tendo sido denominada de “PRIMEIRA”, como se de um novo “invento” se tratasse.

Foram os formatos dos tempos das “vacas gordas”, com os “fartos” eventos gastronómicos medievais, a decorrerem no Castelo durante 3 dias consecutivos. Convites ao “jet7” de todo o distrito e alguns nacionais; os grandes concertos musicais onde se faziam deslocar os melhores artistas e grupos de Portugal; usada, inclusivamente, como motivo da promoção de Marvão a Património Mundial; numa feira de vaidades que todos sabíamos que não poderia manter-se por muitos anos.
Foi assim até 2005, ano em que o executivo de Manuel Bugalho terminou o seu mandato.

Veio então o consulado de Vítor Frutuoso e, com ele, novas mudanças de formato, como consequência da entrada em tempo de recessão, mas também, a mudança de domicílio da dita, agora para a povoação da Portagem, nas frondosas margens do Sever. Uns com a desculpa das Obras em Marvão, outros, mais radicais, defendendo que era o “local” privilegiado do concelho para esta iniciativa.

Nestes dois últimos anos, para além da mudança de local, o que pudemos observar foi a entrega da gastronomia ao sector privado da restauração do concelho (principais interessados nestes eventos), livrando-se a CMM de alguns custos directos, com a diminuição, certamente, de muitos “adesivas convidados” que por lá andavam no anterior formato, pois agora em vez de convites para as “refeições medievais”, passou a fazer-se apenas um pequeno “beberete” no dia da inauguração e servido pelos restaurantes participantes.

Quanto ao artesanato, esse passou de fraco a fraquinho, com poucas condições para os escassos artesãos que participam, com uma representação praticamente “vinda de fora”, com apenas duas ou três representações locais do concelho.

Quanto a custos, de acordo com os Relatórios de Gestão da CMM, estes foram reduzidos para metade, 20 000€ em 2005, para 10 000€ em 2006 (em 2007 não consegui apurar os custos porque o Relatório de Contas está imperceptível, mais uma vez a desinformação).

Entretanto as Obras da Vila de Marvão estão prontas e o novo evento do género parece parir mais uma novidade para este ano de 2008, com o anúncio da agora “I Feira de Artesanato Urbano a realizar na Portagem”, e em simultâneo, a “10ª Feira de Gastronomia”, no 2º fim-de-semana de Julho, data em que tradicionalmente se realizavam os anteriores eventos.

A gastronomia volta ao formato de "prato único” (ementa fixa), certamente da responsabilidade da autarquia (ai os custos...).

Explicações para a mudança, mais uma vez não existiram, nem na A. Municipal, que deveria ser um Órgão privilegiado do Executivo, principalmente aqueles que o suportam.

Entretanto, para quem não sabe, urge questionar quem saiba responder:

Esta é uma decisão fundamentada com a Restauração do concelho, ou obra de uma mente iluminada?

O que pensam os marvanenses desta mudança? E os da vila de Marvão, que tão reticentes foram, quando a dita foi transferida para a Portagem?

E porquê a aposta no “Artesanato Urbano”? Não deveria ser uma aposta no Rural e privilegiar o artesanato marvanense e seus vizinhos?

Quem souber que responda…

quarta-feira, 2 de julho de 2008

BALANÇO DE JUNHO DE 2008

Caros “foristas”, o 2º mês já lá vai.

Durante o mês de Junho, o Fórum publicou 13 Posts sobre os mais diversos assuntos da vida marvanense, que mereceram um total de 62 comentários.

Fomos visitados por cerca de 1 700 visitantes, numa média de 57 Visitantes/dia. Uma subida de 7 Visitantes/Dia em relação a Maio.

Dirão alguns que foi pouco, que poderia ser melhor! É verdade. Mas foi, e isso deve deixar-nos satisfeitos qb.

As opiniões continuaram a manter o princípio de liberdade, embora e, como seria normal, se tivessem começado a sentir algumas pequenas interferências e pressões ao exercício opinativo, mas o balanço é positivo e o contraditório esteve elevado.

E sobretudo houve respeito.

Durante este mês realizámos 3 sondagens à opinião dos nossos visitantes. Embora nos últimos dias, tenha surgido um problema informático, que nos impede de receber as vossas votações e aos quais somos alheios.
Esse problema é geral a outros Blogs que usam o mesmo sistema que nós. Aguardamos a sua reparação e pedimos desculpa àqueles que não puderam expressar o seu sentido de voto.

A primeira questão que sondámos em Junho, teve a ver com o grau de importância atribuída pelos nossos visitantes à influência do GDA na vida social de Santo António das Areias em particular e no concelho de Marvão em geral.
Essa questão foi efectuada na sequência de dois Posts publicados e que tinham a ver com as actividades desenvolvidas pelo clube, nomeadamente, as desportivas (melhoramentos previstos no campo de jogos), e culturais (aproveitamento da actual Sede, para Centro de Artes e Espectáculos ou Centro Multimédia).




Como podemos verificar no Quadro 5, esta questão mereceu resposta por parte de 61 visitantes. Para 81% o grau de importância foi considerado positivo, sendo Muito Importante para 64% e Importante para 17% dos visitantes do Fórum.
Ficam pois os parabéns do Fórum ao GDA.

A segunda proposta de sondagem teve a ver, com o Post da autoria de Jorge Miranda, em que se questionava a Informação (ou a falta dela) do Município de Marvão, ao suspender a edição da única publicação periódica informativa do concelho: O Munícipe/A Guarita, enquanto órgão de comunicação entre a diáspora marvanense.




Como podemos verificar no Quadro 6, responderam a esta questão 47 visitantes do Fórum. 91% Estão em desacordo com esta suspensão e apenas 9% referiram estar de acordo.
Recado do Fórum para o executivo municipal: Republiquem lá a coisa!

A terceira questão posta em sondagem aos nossos visitantes, foi envolta em alguma polémica. Não pelo seu conteúdo, mas pela forma do Post em que foi noticiada.
O que parece é que, aqueles que mais objecções argumentativas apresentaram, parecem ter sido os que saíram mais beneficiados. E o próprio candidato deve sentir-se satisfeito sobre o “score” conseguido, pois até agora, foi a questão que maior número de respostas teve, merecendo o interesse de 86 visitantes (e tendo em conta que nos últimos dias não foi possível votar, por avaria do sistema).



Quanto a resultados, como podemos verificar no Quadro 7, para 71% dos visitantes, Nuno Lopes é considerado um bom candidato à C. M. de Marvão e aprovam esta escolha do Partido Socialista.

Em Julho o Fórum Marvão irá continuar a sua missão. Esperamos por si…

terça-feira, 1 de julho de 2008

domingo, 29 de junho de 2008

Primeira Página





Neste Fórum tudo é importante, todos os post e todos os comentários. Porque tudo isso é que é o Fórum Marvão!


Um blog “roda” muito depressa. E este, felizmente, também tem “rodado”!

Por isso, um comentário ao post “Um concelho, duas apostas para o desenvolvimento…” que eu considero fundamental ficou já muito lá para trás. E, assim, muitos não o terão lido.

Não resisto, portanto, a apresentar esse comentário na “Primeira Página”!

Pedindo licença ao Dr. José Boto (autor do mesmo) cá vai…


Deixo aqui algumas opiniões sobre o desenvolvimento económico do concelho e da Região.

A. Concordei durante muitos anos que os 2 eixos fundamentais para o desenvolvimento do concelho seriam o Turismo e a manutenção / desenvolvimento da actividade industrial.

Por esse motivo, há algumas décadas, como gestor e empresário aposto nas 2 vertentes no concelho de Marvão.

Mas devo confessar que já estive mais optimista.

B. Comecemos pela actividade Turística
1. Marvão e os concelhos limítrofes têm potencialidades enormes – a Vila de Marvão, Castelo de Vide e o seu património judaico, Portalegre (com os seus conventos, palacetes, museus), tudo rodeado ou incluído no Parque Natural da Serra de São Mamede, o património megalítico, a cidade Romana de Ammaia, a nossa gastronomia, a proximidade com Espanha que a uma distância relativamente curta de Marvão tem vários locais reconhecidos como Património Mundial,…

Quando falamos em potencialidades Turísticas restringir as mesmas ao concelho de Marvão é limitativo e não conduz a muito.

2. Mas sem dúvida que tem de haver um projecto âncora sem o qual os Turistas são cada vez menos; e é este decréscimo que em minha opinião está a acontecer, de ano para ano, nos últimos anos.

A candidatura de Marvão a Património Mundial constituíu um projecto estruturante para toda a Região (não apenas para o concelho de Marvão).

Marvão teve durante anos uma visibilidade ímpar em termos de todo o Alentejo, fruto da candidatura e não só (por exemplo a passagem da Volta a Portugal em bicicleta por Marvão, pela mão do Dr. Mena Antunes foi também importante (o homem não financiou só acções sem interesse para o desenvolvimento do Concelho).

Mas a queda deste projecto e o facto de nada ter sido feito para o relançar ou para criar outra alternativa com capacidade para captar turistas nacionais e estrangeiros para esta região, aliados a que noutras zonas do Alentejo tal está a acontecer – No Alqueva e no litoral Alentejano, conduzem a que o destino Alentejo seja cada vez mais interessante, mas cada vez esta nossa parte do Alentejo menos potencialidades tenha para captar um elevado número de turistas.

O futuro parece passar pelo Alqueva, Litoral Alentejano e Évora, se para estas bandas nada de importante for feito.

3. Em minha opinião, em termos turísticos a falta de visão dos players da nossa região tem sido desastroso e no espaço de poucos anos só temos assistido a desastres a que as nossas populações e os nossos representantes pouca importância dão; queda da candidatura de Marvão a Património Mundial, fecho do campo de Golfe d’Ammaia, anterior queda do projecto global do Eng.º Melancia (Hotel, Golfe, Aparthotel ligado ao golfe, animação turística, …).

4. Para substituir a candidatura de Marvão a Património Mundial o actual executivo camarário tem apostado em vários pequenos projectos interessantes para a captação de clientes para a restauração local, com alcance que vai até Portalegre e a Valência de Alcântara, mas que não passam daí (pelo menos na minha opinião) e são ineficientes em termos de captação de turistas provenientes dos grandes centros habitacionais nacionais e do estrangeiro, imprescindíveis para viabilizarem as já muitas unidades hoteleiras e restantes infra-estruturas Turísticas no Concelho; os executivos camarários dos Concelhos limítrofes mais não fizeram; do trabalho de todos em equipa, que era onde mais se deveriam empenhar, também nada de estruturante apareceu; a Região de Turismo de São Mamede, por seu turno, perdeu protagonismo e verbas nos últimos anos e a machadada final foi dada com a extinção das Regiões de Turismo e criação de uma grande Região para todo o Alentejo, onde pelos motivos referidos antes a capacidade de afirmação das nossas potencialidades são ainda menores.


C. Vamos agora à vertente industrial

1. O concelho de Marvão e Santo António das Areias em particular, já empregaram algumas centenas de pessoas na área industrial.

Tal ocorreu antes do 25 de Abril de 1974, fruto da capacidade de um grande empresário do Seu tempo que foi o Sr. João Nunes Sequeira.

As regras do jogo após 1974 alteraram-se no entanto completamente.

Até lá haviam 2 normas que dificultavam imenso a actividade industrial e que poucos tiveram capacidade para ultrapassar – a Lei do condicionamento industrial (não era nada fácil constituir uma empresa em Portugal) e as fortes limitações à importação de produtos.

Tal conduzia a que o complicado naquela época era constituir uma empresa; uma vez constituída o fundamental era produzir, porque a colocação no mercado, face à inexistência de concorrência, estava garantida.

2. Após 74, a Lei do condicionamento industrial (uma das principais responsáveis pelo atraso da nossa economia face à Europa) foi extinta e a pouco e pouco as barreiras à importação foram desaparecendo, até que acabaram de vez com os acordos de pré-adesão de Portugal à C.E.E..

Emergiram então largas centenas de novas empresas fabricantes ou importadoras e a concorrência acentuou-se de forma progressiva.

A generalidade das PME’s que vinham de trás não estavam preparadas para esta evolução e faliram. Em Santo António das Areias tal aconteceu à Celtex e a Filhos de João Sequeira, Lda (actual Nunes Sequeira S.A.) resistiu devido à conjunção de vários factores e de várias pessoas (onde destaco o papel do Sr. Artur Serrano Sequeira), que de forma empenhada conseguiram ir procedendo à sucessiva renovação e modernização da empresa.

Ultrapassou-se a fase pós 74, a integração na Comunidade Europeia, a mais recente modernização do comércio alimentar com o aparecimento das grandes superfícies e tudo o que lhe esteve associado e estamos a viver o actual processo de concentração dos grandes operadores (só para referir o processo mais conhecido – o desaparecimento em Janeiro de 2008 do Carrefour em Portugal, comprado pela Modelo-Continente).

A tudo isto a Nunes Sequeira, S.A. foi resistindo e adaptando-se

Mas como é óbvio tal não foi e continua a não ser nada fácil, exigiu e continua a exigir mudanças enormes ao nível da modernização de equipamentos e instalações, processos e organização do trabalho, actuação comercial,…; e inevitavelmente ao nível dos Recursos Humanos.

3. Na actualidade a vida das PME’s que actuam nos sectores tradicionais da economia está muito dificultada; todos o sabemos pelas notícias – não precisamos de estar no negócio para conhecermos a realidade.

Em paralelo, criar novas empresas mesmo com apoios provenientes do QREN, PRODER,… é muito duvidoso.

Mais difícil ainda é manter ou constituir empresas no interior do País quando o consumo está no Litoral. Os custos de distribuição são actualmente elevadíssimos e tal é um dos motivos principais para que mesmo Portalegre muito poucas unidades industriais consiga manter ou cativar, apesar do parque industrial que tem e onde quase tudo o que lá está instalado são empresas de prestações de serviços ou de actividade comercial viradas para o mercado local.

Isto para concluir que não acredito em que haja condições para que o sector industrial nos dias de hoje possa constituir um forte factor de desenvolvimento de Marvão.

4. Tal não invalida que pequenos projectos aproveitando os produtos regionais, bem como oficinas diversas, não tenham futuro.

Penso que têm e que devem ser incentivados e acarinhados pela Câmara; e para tal o ninho de empresas e a pequena zona industrial são importantes e fundamentais.

É de facto inexplicável que executivo após executivo mais não façam do que promessas nestas matérias, tendo-se perdido várias oportunidades de estabelecimento de micro empresas no Concelho, ou então estando algumas instaladas em condições muito deficientes.

5. Em conclusão, fica aqui um balanço pouco estimulador do que em minha opinião ocorreu nos últimos anos em Marvão em termos de actividade económica e do que nos espera nos próximos anos.

O balanço que faço não se restringe ao nosso concelho – infelizmente é extensivo a todo o nosso Distrito, que nos últimos anos tem regredido em termos de actividade económica no seu todo.

Aos empresários compete-lhes assumir os riscos da sua actividade, ser inovadores para os conseguir ultrapassar e criar ou perspectivar as oportunidades que vão surgindo; mas é importante que sintamos visão e estimulo por parte dos dirigentes autárquicos e de outras estruturas regionais; e mais importante ainda seria que estes chamassem os empresários para os ajudarem a definir objectivos e estratégias de desenvolvimento económico, bem como aceitassem fazer parcerias com os mesmos.

Mas infelizmente raramente os dirigentes autárquicos e regionais aceitam sentar--se com os empresários, para discutir ideias de forma clara e aceitando as sugestões.

Normalmente, pela experiência que tenho, somos convidados para os ouvir discursar e explicar os projectos que engendraram, em reuniões onde participa um grupo vasto de ilustres munícipes (mas que de empreendedorismo não têm a mínima ideia), restando-nos a possibilidade de dizer “ámen” ou então cairmos fora do processo por não vermos que as nossas opiniões possam ter alguma receptividade.”

José Boto

27 de Junho de 2008 13:57

SERVIÇO CÍVICO

Ao publicar este Post, sobre uma actividade pública, faço-o, em minha opinião, como um serviço cívico e de cidadania. Já que, acerca de 7 anos venho propondo aos diversos executivos, que estas actividades do Órgão mais representativo dos marvanenses, deveriam ser divulgadas.

Até à data nunca consegui tal pretensão, por parte dos dois últimos executivos. Parecendo, esses Órgãos, sempre mais preocupados com a desinformação, e em não prestigiar as representações dos marvanenses, para que estes, melhor possam julgar, aqueles que elegem como seus representantes.

Já que temos esta fonte do Fórum, que chega a todas as partes do mundo, penso ser uma oportunidade de levar alguma informação, a um número maior de marvanenses, para além daqueles que assistem às Assembleias, ou àqueles que, estando longe, se interessam pela sua terra.

Quero também esclarecer que farei estes Posts, procurando ser isento nas informações, embora todos saibam como isso é difícil. Se alguma vez o não for, peço já, antecipadamente, desculpa.

Simultaneamente, este espaço permite discutir e opinar a todos, sobre o que tratam as Assembleias Municipais, e fazer uma discussão pública da coisa.

Assim o queiram os visitantes do Fórum…

De acordo com o anunciado em “Informação Fórum” anterior, realizou-se na passada sexta-feira, dia 27/6 a 3ª Assembleia Municipal de Marvão de 2008.

Em síntese, podemos noticiar que se tratou de uma Assembleia das mais participadas, em intervenções dos seus membros dos últimos anos, tendo terminado cerca da 1 hora da manhã. Sendo de realçar, que até os Vereadores, todos tiveram a sua intervenção e o debate foi rico.

Após o período “Antes da Ordem do Dia”, em que o Presidente da Assembleia, Carlos Sequeira, prestou as informações que lhe chegaram, durante os dois últimos meses, entrou-se na “Ordem do Dia”, do qual aqui se apresenta o resumo possível.

No Ponto 1, procedeu-se à tomada de posse do novo Membro da Assembleia, Paulo Estorninho Mota, em representação do Partido Socialista, devido à suspensão de mandato, até final do ano, de Manuel Bugalho.

No Ponto 2, o Presidente da Câmara informou sobre as actividades do executivo nos últimos 2 meses. Tendo sido interpelado pela grande maioria dos Membros dessa Assembleia a prestar esclarecimentos sobre diversas dúvidas colocadas.
Neste ponto, há a destacar a apresentação de uma Proposta pelo Partido Socialista, solicitando uma “Avaliação Externa” ao concurso, execução e fiscalização de algumas obras da responsabilidade do actual executivo, nomeadamente, os arranjos exteriores do Bairro Novo da Portagem e arranjos de alguns Caminhos Municipais.
Após acesa discussão a Proposta seria rejeitada pela votação de 11 votos contra do PSD; 6 Votos a favor do PS; e 1 Voto de abstenção do CDS/PP.
Alegando o PSD, em declaração de voto, que só aceitaria uma proposta deste tipo se abrangesse “todas as obras”, quer as da responsabilidade deste executivo, quer as do executivo anterior.

O Ponto 3, dizia respeito à 3ª Revisão ao Orçamento para o ano de 2008 e 2ª Revisão às Grandes Opções do Plano 2008/2011. A sua aprovação foi pacífica e aprovada por maioria.

O Ponto 4, pretendia a aprovação de um empréstimo por parte do executivo até ao valor de 800 000 euros, para fazer face às despesas de investimento, das seguintes obras:

- Modernização do Campo dos Outeiros em S. A. Areias – 85 000 Euros
- Execução do Loteamento da Beirã – 220 000 Euros
- Aquisição de prédios rústicos – 75 000 Euros
- Execução de um loteamento em S.A. Areias – 150 000 Euros
- Elaboração de proj. de infra-estruturas urbanísticas – 15 000 Euros
- Requalificação do Bairro Novo da Portagem – 125 000 Euros
- Plano de intervenção das muralhas de Marvão – 60 000 Euros
- Loteamento Industrial de S.A. Areias (Elab. de Proj.) – 10 000 Euros
- Repavimentação do CM dos Galegos – 60 000 Euros

Este ponto mereceu grande discussão entre os Membros da Assembleia, com pontos de vista diferentes entre o PSD e PS.
O empréstimo acabou por ser aprovado com 12 Votos a favor (11 PSD + 1 CDS/PP) e 6 Votos contra do PS.

No Ponto 5, pretendia-se a aprovação de um Regulamento de distinções honoríficas do Município de Marvão. Este ponto teve a aprovação por unanimidade da Assembleia.

Ponto 6, proposta de aprovação de geminação de Marvão com Castelo de Piauí (Brasil). Tal como o previsto este ponto teve grande discussão e polémica.
Apesar de aprovado por unanimidade no executivo, aqui na Assembleia atingiu o paradoxo de ser praticamente aprovado pela oposição, já que foi aprovado apenas por 7 Votos favoráveis (6 do PS + 1 do PSD); Com 2 Votos contra da bancada do PSD; e 9 Abstenções (8 do PSD + 1 CDS/PP).

O Ponto 7, de “Assuntos Diversos”, ficou marcado pela apresentação de duas Proposta: uma da Bancada do Partido Socialista, que propôs que o executivo, trouxesse novamente, à Assembleia a “Proposta de Adesão do município à NaturTejo e GeoparK”; Esta proposta mereceu a aprovação unânime da Assembleia; e uma da minha autoria, que propunha que o executivo organizasse uma “visita guiada”, para todos os Membros da Assembleia Municipal, às obras previstas e em execução, por parte do município de Marvão. Esta visita deverá ser agendada para a tarde da próxima Assembleia Municipal, a realizar no próximo mês de Setembro. Esta proposta foi aprovada por maioria, com 16 Votos a favor e duas abstenções (da bancada do PSD).

No período reservado ao público intervieram 3 Munícipes, que questionaram o Presidente da Câmara, que prestou os respectivos esclarecimentos.

TA: Esta informação nada tem a ver com Actas Oficiais das Assembleias, é apenas um espaço de informação.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Parque Natural varre os miolos para baixo do tapete




Carro abandonado nas traseiras da sede do Parque Natural da Serra de S. Mamede, nos Olhos d'Água, juntinho à nascente do rio Sever, poluindo o maior recurso aquífero subterrâneo do Alto Alentejo.
Não contentes com cobrar taxas a quem vem passear nas nossas veredas, com cobrar centenas de euros por pareceres que tardam aquilo que bem entendem tardar, vêm agora sujar aquilo que estava limpo.
Estamos nas mãos destes gajos, a começar no fumador aéreo, seu grande chefe, e vindo por aí abaixo até não sei onde.
Luta armada, já!



terça-feira, 24 de junho de 2008

GEMINAÇÃO OU DIVISÃO?

Castelo de Piauí é uma localidade brasileira que até 1948 se chamou Marvão.

Desde 2004 (após a descoberta desta localidade na Internet), que existem tentativas de estabelecimento de contactos, por parte dos executivos marvanenses com o executivo brasileiro.

Em Janeiro de 2008, Marvão teve a visita de um Assessor de Turismo do Município de Castelo de Piauí, e desde aí, existiram diversos contactos entre os dois executivos, para aprofundamento de conhecimentos das duas localidades, tendo em vista um possível Protocolo de Geminação.

Em Abril de 2008, após aprovação na Câmara Municipal de Marvão, foi enviado para Piauí, uma proposta de Protocolo de Geminação, entre as duas localidades.

Imagem da Pedra do Castelo de Piauí


Essa proposta teve a aceitação do Prefeito de Castelo de Piauí, Dr. José Ismar Martins.

Em Maio de 2008, a Prefeitura de Castelo de Piauí, formulou um Convite para que uma comitiva marvanense estivesse presente durante 10 dias, no final do mês de Julho de 2008, para assinatura do Protocolo de Intenções.

Perante isto, ficou deliberado em Reunião de Câmara, aceitar o convite. A comitiva seria constituída por representantes da Autarquia marvanense, empresários e outras entidades públicas.
As despesas de permanência seriam custeadas por empresas do Estado de Piauí. À excepção das despesas com as passagens aéreas, que serão da responsabilidade do Município de Marvão.
A Câmara Municipal de Marvão deliberou ainda, deslocar 5 pessoas a Piauí (3 Vereadores, 1 Representante da A. Municipal e a Técnica Superior de História).


Pedra do Castelo (2)

No entanto, em Reunião de Câmara a 4 de Junho de 2008, o Presidente de Câmara, alegando dificuldades económicas, devidas à conjectura internacional, propôs o adiamento desta deslocação, levando o assunto a votação, tendo sido deliberado, por maioria, enviar a comitiva. Com votos favoráveis dos 4 Vereadores (2 PSD + 2 PS) e abstenção do Presidente da Câmara.



Assessor de Turismo do Castelo de Piauí em Marvão
Como parece, o tema está envolvido em polémica e no próximo dia 27 de Junho, a Assembleia Municipal irá discutir e aprovar (ou não) a proposta de Geminação.

Se for aprovado será que não se justifica a deslocação?

Será que a deslocação vai influenciar a aprovação da Geminação?

Que vantagens trará a Geminação?

Quanto custa ao Município a deslocação?

Os proveitos poderão superar os custos?

Em prol do concelho, estaria a comitiva disposta a pagar do seu bolso as deslocações?

Esperemos para ver…

INFORMAÇÃO FÓRUM

3ª ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MARVÃO 2008

Vai realizar-se no próximo dia 27 de Junho (Sexta-Feira), no Salão Nobre da Câmara Municipal, a 3ª Assembleia Municipal de Marvão do ano de 2008, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 – Tomada de posse de um novo membro da Assembleia Municipal

2 – Informação do Presidente da Câmara acerca da Actividade Municipal

3 – 3ª Revisão ao Orçamento para o ano de 2008 e 2ª Revisão às Grandes Opções do Plano 2008/2011

4 – Contratação de um empréstimo até ao valor de 800 000 euros

5 – Proposta de Regulamento das distinções honoríficas do Município de Marvão

6 – Proposta de aprovação de geminação de Marvão com Castelo de Piauí (Brasil)

7 – Assuntos diversos

domingo, 22 de junho de 2008

Um Concelho, duas apostas para o desenvolvimento...





Marvão é um Concelho “especial”!

Digo isto… não porque seja o meu mas… porque é, de facto, diferente dos outros.

As outras terras têm, normalmente, algo que as diferencia e que se torna a sua “mais valia”, o seu motor para o desenvolvimento.

Este concelho é diferente!

Tem, desde logo, essa pérola que é a vila de Marvão. Que o diferencia de todos os outros, para o melhor e para o pior: para o melhor porque pode permitir a criação de uma dinâmica de desenvolvimento turístico única; para o pior porque, na sua limitação geográfica, não permite, como sede de Concelho, congregar infra-estruturas e vontades.

Sem me referir agora, concretamente, a essa pérola que atrai grande número de visitantes e poderá (deverá) potenciar a dinâmica turística de toda a região, parece-me que o Concelho não pode depender só disso e que apresenta, pelo menos, mais duas vertentes fundamentais para seu desenvolvimento: uma endógena e outra alicerçada na experiência de décadas. Isto, numa perspectiva de apostar em cada sítio naquilo que o mesmo tem de melhor.

Refiro-me a “desenvolvimento” pensando na criação de emprego e, portanto, na fixação de pessoas!

A primeira é a vertente turística local.

A Portagem!

A Portagem tem todas as condições naturais para se tornar no destino de eleição (no verão e não só) para Espanhóis e Portalegrenses. Precisa de ter mais oferta e, sobretudo, oferta de qualidade (por exemplo, uma marisqueira!)

E precisa de ver o seu espaço dinamizado. Essa dinamização compete não só à Câmara e à Junta mas também aos “operadores” locais que se deveriam associar nesse sentido.

Julgo que, no Verão, o espaço do Centro de Lazer deveria ter animação, pelo menos, semanal. Preferencialmente, com grupos espanhóis!

Isso permitiria à Portagem ter um afluxo crescente de visitantes (consumidores) na medida em que teria uma animação constante. Tornar-se-ia um hábito (ainda mais do que agora) ir até à Portagem.

A segunda é a vertente industrial e de pequenos negócios em Santo António das Areias. Esta “indústria”, que tão importante tem sido para o Concelho e que, agora, está em declínio, necessita de ser apoiada, reinventada e rejuvenescida.

A possível deslocalização da unidade produtiva da “Nunes Sequeira” de Borba para Santo António das Areias seria uma grande notícia para o Concelho.

Oxalá seja viável e se concretize!

Apoiar as unidades já existentes e proporcionar o desenvolvimento de outras é fulcral!

Para isso, além de outras medidas, é determinante que surja, finalmente, o tal ninho de empresas, centros de negócios, ou lá o que lhe queiram chamar!

Na próxima Assembleia Municipal (dia 27) vai a votação um pedido de empréstimo, de longo prazo, no montante de € 800.000,00. Este empréstimo contempla, sobretudo, de uma forma lógica (porque estava definido no programa eleitoral), vários loteamentos e outras infra-estruturas urbanísticas e, de uma forma menos lógica e mais discutível, a repavimentação de caminhos. (além da modernização do campo de jogos que será candidatada ao QREN e do projecto para um futuro loteamento industrial).

Fico, assim, algo apreensivo!

Em mais um empréstimo, não vejo ainda contemplada a concretização do ninho de empresas. É que já passaram ¾ do mandato e aquela que foi considerada a prioridade das prioridades no programa eleitoral teima em não ver a luz do dia.

Compreendo que não seja fácil! De facto, nenhum dos executivos anteriores conseguiu implementar esse projecto.

Contudo, também, nenhum deles nunca o assumiu como determinante…


Grande Abraço

Bonito Dias

sábado, 21 de junho de 2008

Apoio ao Comércio

Despacho nº 12254/2008 de 30 de Abril de 2008 DR 84 - Série II Emitido Por Ministério da Economia e da Inovação - Gabinete do Ministro

3.ª fase do Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio (MODCOM).
O despacho n.º 26689/2005 (2.ª série), de 5 de Dezembro, do Ministro da Economia e da Inovação, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 247, de 27 de Dezembro de 2005, com a redacção que lhe foi dada pelos despachos n.os 25595/2006 (2.ª série), de 7 de Dezembro, 24930/2007 (2.ª série), de 30 de Outubro e 12255/2008 (2.ª série), de 24 de Abril, aprovou o Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio (MODCOM), no âmbito do Fundo de Modernização do Comércio, criado pelo Decreto-Lei n.º 178/2004, de 27 de Julho, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 143/2005, de 26 de Agosto, e regulamentado pela Portaria n.º 1297/2005, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 1359/2006, de 4 de Dezembro.
Nos termos dos n.os 1 dos artigos 9.º, 17.º e 25.º do citado Sistema de Incentivos, a selecção de projectos é feita por fases, cujos períodos, entidades beneficiárias, dotações orçamentais regionais e condições específicas de cada fase são definidas por despacho do Ministro da Economia e da Inovação.
Assim, determino o seguinte:
1 - A fase de selecção de projectos, a que se referem os artigos 9.º, 17.º e 25.º do Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio, inicia-se em 15 de Maio de 2008 e tem a duração de 45 dias úteis, sendo aplicável a todas as regiões do continente de acordo com o disposto no número seguinte.
2 - A dotação orçamental para esta fase é de (euro) 20 000 000, com a seguinte distribuição regional nas respectivas áreas geográficas das direcções regionais do Ministério da Economia e da Inovação:
Norte - (euro) 5 900 000;
Centro - (euro) 3 100 000;
Lisboa e Vale do Tejo - (euro) 8 200 000;
Alentejo - (euro) 1 900 000;
Algarve - (euro) 900 000.

sábado, 14 de junho de 2008

FÓRUM INFORMAÇÃO

NOTA: A parte final do original deste Post foi retirada. Embora não existindo qualquer intenção de atacar pessoas ou instituições, o Fórum Marvão reconhece, que o último parágrafo podia ser susceptível a essas interpretações, pelo que pedimos desculpa se alguém se sentiu visado, pois não era essa a finalidade desta rubrica.
O Fórum Marvão inicia hoje uma nova Rubrica denominada, “Fórum Informação”.

Neste espaço pretendemos informar os nossos visitantes, acerca de notícias que nos vão chegando sobre Marvão ou consigo relacionadas, quer através de pesquisas nossas, quer através do que outros tenham noticiado e que cheguem ao nosso conhecimento. Simultaneamente, pretendemos lançar o debate sobre essas notícias, por todos aqueles que frequentem o Fórum.

Este espaço pretende ser isento de opinião, deixando essa parte para todos aqueles, que caso queiram usá-la, o façam através de “comentários”.

Para 1º tema escolhemos a notícia hoje divulgada pelo Jornal Fonte Nova:

NUNO LOPES É O CANDIDATO DO PARTIDO SOCIALISTA À CÂMARA DE MARVÃO, NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES EM 2009


Em reunião do Secretariado da Concelhia do Partido Socialista de Marvão, foi aprovado por unanimidade o candidato à presidência da Câmara Municipal de Marvão: engenheiro Nuno Filipe Sernache Gonçalves Lopes. A escolha do candidato teve a aprovação da Federação Distrital do Partido Socialista de Portalegre.
Nuno Filipe Sernache Gonçalves Lopes tem 33 anos. Natural de Portalegre, reside actualmente no Porto da Espada, é licenciado em Engenharia Civil, pelo Instituto Superior Técnico, e possui Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho.
Actualmente desempenha funções na Câmara Municipal de Marvão, é docente da Licenciatura de Engenharia Civil na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre, pertence à Corporação dos Bombeiros Voluntários de Marvão como Equiparado a Adjunto de Comando e é vice-presidente da Associação de Parapente da Serra de São Mamede.”
Nuno Lopes perfila-se assim como o 1º Candidato à presidência da CMM.

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Uma imagem vale mais do que mil palavras"

Passeio à Serra da Selada - Porto da Espada







Foi um dia espectacular...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

INFORMAÇÃO OU FALTA - O MUNÍCIPE/A GUARITA

“O MUNÍCIPE” foi, durante mais de uma dezena de anos, uma publicação de divulgação das iniciativas e obras levadas a cabo pela Autarquia (Câmara e Juntas de Freguesia), e simultaneamente, um elo de ligação entre todos os marvanenses.

Essa publicação chegava a quase todas as casas e famílias do nosso concelho, e era ao mesmo tempo, num concelho (talvez o único da região que não possui qualquer jornal ou outro meio de comunicação social), um dos poucos elos de ligação da diáspora marvanense, já que, quando os “deslocados ou afastados” visitavam as suas famílias, aí encontravam um meio de se informarem da evolução da sua terra e, porque não dizê-lo, do desempenho dos seus dirigentes.

Com a chegada da actual vereação ao governo da nossa autarquia, todos nós pensámos, que fazendo parte dela dois elementos que tinham estado no projecto do último jornal do concelho “O Altaneiro”, que o “Munícipe” não só continuasse, como poderia melhorar a sua qualidade, sobretudo, porque tendo no seu elenco governativo, uma pessoa dinâmica e empreendedora como é Pedro Sobreiro ( licenciatura em jornalismo) e um apaixonado pela comunicação social.

Mas o que aconteceu foi o contrário, o pobre “Munícipe” desapareceu.

Ainda teve uma ténue substituição por um seu “irmão” mais novo, a “Guarita”, mas desde aí, e já lá vão 3 anos, que os dois desapareceram do nosso convívio.

Explicação pública não houve.

Quando questionado na Assembleia Municipal sobre o porquê do desaparecimento da publicação, o Presidente da Autarquia invocou como razão para o desaparecimento do boletim, contenção de custos.

Madalena Tavares, anterior vereadora responsável pela publicação do “Munícipe” disse à Assembleia, que os custos com cada Edição, ficava na altura, apenas por 1 000 Euros, o que daria com 4 publicações por ano, um total de 4 000Euros.

Perdeu-se assim, em nossa opinião, mais um elo de ligação entre os marvanenses. Como ao longo dos tempos, outros se têm perdido.

Com um movimento associativo moribundo, com poucas iniciativas sociais, o marvanense, fica assim, cada vez mais isolado, entregue à intoxicação televisiva e ao cultivo da intriga e mal dizer.

No caso do desaparecimento do Boletim Municipal, pelo módico custo de 1 Euro/Munícipe/ano (2 cafés).

Valerá a pena a poupança?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Choças do Concelho de Marvão

(Aguarela de Hermínio Felizardo)
Na semana passada, enquanto arrumava uma estante com livros, deparei com um ensaio sobre Construções primitivas em Portugal. Este volume é uma reedição elaborada em 1994, de um livro publicado em 1969, pelo Centro de Estudos de Etnologia / Instituto de Alta Cultura.
O objectivo primordial, desta iniciativa editorial, era (...) “estudar as formas mais simples de construção existentes no nosso país, as quais aproveitam em geral os materiais locais, segundo processos mais ou menos elaborados, mas de tipo arcaico e alheios a princípios propriamente tecnicistas “ .
“ o primitivismo destas construções não significa, no entanto que elas correspondam necessariamente aos níveis sociais inferiores, mas sim, designadamente dos casos mais característicos, a certas actividades particulares, por sua natureza rudes e duras, como era o caso dos abrigos de pastores . “

Considerei pertinente transcrever aqui alguns excertos da obra em causa, atendendo ao facto, desta falar de um património rico e com bastante interesse que está em vias de desaparecer do Concelho de Marvão . O património de um Concelho não se deve circunscrever às muralhas do castelo.

(...) “ No Alentejo, a construção com cobertura cónica de materiais vegetais, de planta circular, assente num muro de pedra, geralmente em seco, é muito frequente. (...) No distrito de Portalegre, este tipo de edificações, toma particular relevo; além de múltiplos casos em Alpalhão, Crato etc., encontrámo-lo com a maior frequência por toda a Serra de S. Mamede, no Concelho de Marvão, onde se encontra um conjunto notável de construções em falsa cúpula (as choças), e sobretudo na povoação de Cabeçudos, que pela originalidade dos aspectos que apresenta, descreveremos em pormenor, através de um estudo que dela fez Jorge Dias em 1948 “.

“A aldeia de Cabeçudos, do Concelho de Marvão encontra-se meio oculta na encosta de um vale de ligeiro declive. (...) A aldeia não oferece recursos agrícolas ou industriais aos seus habitantes, que se dedicavam principalmente ao contrabando, visto que estão a poucos quilómetros da fronteira: As casas acham-se disseminadas ao acaso, umas abaixo, outras acima, quase sem formar as ruas ou praças, frequentes nas pequenas aldeias alentejanas “.

(...) “As pessoas da região, algumas não muito velhas, como o negociante Manuel Carrilho, disseram que na sua infância havia somente uma ou duas Casas de planta rectangular, todas as demais vivendas do povoado, eram de planta redonda e de cobertura cónica. Na data em que Jorge Dias a visitou, na aldeia havia mais de vinte edificações deste género, das quais, quatro eram habitadas por famílias que ali cozinhavam e viviam, mas não dormiam; duas eram vivendas completas, onde decorria toda a vida doméstica dos seus proprietários “.

“ O tipo mais antigo, pode dizer-se inteiramente redondo, se não olhar-mos às imperfeições de natureza manual. “(...) A construção não tinha alicerces e erguia-se sobre qualquer superfície plana de rocha granítica, que aflora por todas as partes “.

Atendendo ao facto deste estudo ser bastante completo e pormenorizado, não vou aqui transcrevê-lo na integra, sob pena do texto se tornar demasiado “ massudo “ : Dada no entanto a importância que o tema em apreço poderá ter, para futuros estudos, inerentes ao conhecimento do Património do Concelho de Marvão, não queria deixar de transcrever ainda, uma notícia do Jornal Correio da Manhã datada de 19 – 09 – 1991, onde pode ler-se:


“ Conhecidas por sochas, devido à influência da língua castelhana, as choças são construções de carácter popular, características do Alentejo que constituem mais um pedaço da nossa história que morre lentamente por falta de cuidado e interesse pelo passado: Como explicou ao correio da Manhã, Jorge Oliveira, Professor da Universidade de Évora, a técnica necessária à construção deste tipo de edificação é rudimentar, mas muito eficiente e cuja tradição remonta à idade do ferro, ou seja a mais de dois mil anos atrás. Utilizadas, como arrecadação junto às terras de cultivo e mesmo como protecção para as colheitas e gado, estas edificações também serviam como habitação do povo alentejano. (...) Sendo conotadas nas últimas décadas como símbolos de pobreza, as choças foram sendo abandonadas ou transformadas. Hoje em dia, da maior parte delas só resta a estrutura pétrea.

Quem visitar, em especial, os concelhos de Castelo de Vide e Marvão, ainda pode ver algumas choças, mas o desaparecimento destas construções tradicionais que parecem ser testemunhas vivas das habitações pré – romanas, tem sido vertiginoso e o seu estudo e registo esquecido por todos.”

Se as choças pudessem falar, certamente libertariam o seguinte grito de revolta:

- Mantenham-nos de pé porra!

MARCAS DO PASSADO 1







MARCAS DO PASSADO 2






MARCAS DO PASSADO 3



segunda-feira, 2 de junho de 2008

BALANÇO DO 1º MÊS

Caros frequentadores do Fórum Marvão, chegámos ao final do mês de Maio, primeiro mês deste Projecto que foi para o “ar” no passado dia 7.

Se tivéssemos o atrevimento de fazer alguma avaliação precoce, desta primeira vintena de dias da vida do Fórum, poderíamos ser levados a afiançar que esta ideia podia ser considerada um êxito, em relação às expectativas daqueles que estiveram na origem deste projecto.

Ao longo deste período de “pós nascimento”, mais de 1 000 visitantes transpuseram estas portas, numa média de 50 visitantes/dia, em que, cada um destes fez cerca de 3 entradas/dia, nesta “casa” que é de todos.

A todos muito Obrigado pela visita e voltem sempre.

No entanto, da nossa experiência de vida, sabemos perfeitamente que as avaliações não devem ser feitas no início das coisas (a nós ainda nem nos caiu os restos do cordão umbilical), mas sim no fim e, por isso, esta curiosidade que parece ter existido da vossa parte nestes primeiros dias, tem que ser sempre renovada e este grupo de amigos espera contar com a vossa confiança e colaboração, para podermos realizar os objectivos que traçámos.

Num breve balanço, podemos constatar que existe “massa” para o arranque, como o atestam os 18 Posts publicados e os 125 comentários feitos.
Aqui trouxemos diversos assuntos da nossa vida em comum, desta comunidade que são os marvanenses. Da vida social e política ao humor, da arte à poesia, do sério ao nem por isso. Se mais não dissemos, é porque também somos limitados.
Mas sobretudo houve seriedade e respeito. Embora não tenhamos que estar sempre de acordo e façamos um aceso debate de ideias e opiniões.

Para auscultarmos as vossas e nossas opiniões, sobre alguns dos assuntos que aqui trouxemos a debate, lançámos 4 perguntas simples, sobre os temas que aqui tratámos e das quais, convém, agora analisar. Sem que estas se tornem demasiado vinculativas da opinião dos visitantes, e muito menos dos marvanenses, pois temos o conhecimento científico suficiente, para daí não tirarmos extrapolações abusivas.

A primeira questão que pusemos aos nossos visitantes, teve a ver com um dos Projectos mais falados, não só em Marvão, mas também em todo o país, e estava relacionada com a Candidatura de Marvão a Património Mundial, um processo que se desenvolveu nos últimos 10 anos e acabou por ser retirada a candidatura, porque existia a ameaça de que se fosse “chumbada”, não se poderia voltar a elaborar outra.

Pensamos que muito ficou por dizer acerca deste assunto. Apesar de ameaças de se contarem algumas das “peripécias” em que se viu envolvido este Projecto. O facto é que se acabou por dizer muito pouco e este assunto continuará envolvido no tal “tabu marvanense”, como referiu Fernando Bonito.

Para a história deste tema, ficam alguns dados como o provável “milhão de euros” gastos com esta campanha (João Bugalhão). Ou o entrar numa nova aventura (Adesão à NaturTejo/Geopark), com novos custos e sem implicar a comunidade marvanense, sem que se tenha feito uma séria avaliação desta (Luís Bugalhão). Ficando ainda no ar a discussão sobre qual o tipo de Turismo que interessará a Marvão (Jorge Miranda/Fernando Bonito).

Quanto ao nosso inquérito, como se pode verificar no Quadro 1, responderam 45 Visitantes. A maioria 65% respondeu que, mesmo apesar de não concretizada, consideravam este Projecto “Importante” ou mesmo “Muito Importante” para o concelho.

Sendo no entanto de referir, que para 35% da nossa amostra de visitantes esse Projecto não teve avaliação positiva.

A segunda questão que efectuámos teve a ver com o mais caro projecto realizado em Marvão,
“As obras das Infra-estruturas Subterrâneas da Vila de Marvão”, obras essas que tiveram custos superiores a 2 Milhões de Euros, programadas pelo Executivo de Manuel Bugalho, mas realizadas na sua totalidade pelo Executivo de Vítor Frutuoso.

Foram grandes as polémicas que envolveram estas obras, desde os transtornos que causaram a toda a população da vila, as mudanças de eventos que tiveram que se fazer para outros locais do concelho, coisas mal projectadas, as célebres “caixas de plástico” da EDP e os “palanques para os caixotes do lixo” (como referiu António Garraio), os poucos lugares de estacionamento, etc. Muitos custos acrescidos, e alguns mesmo políticos, que ficarão para o futuro.

O facto é que nada se faz sem custos e a “OBRA” aí está quase terminada, e esta parece que valeu a pena para a grande maioria dos nossos 31 Visitantes.



Como se pode verificar no Quadro 2, com 71% a terem uma “Opinião Positiva” das obras efectuadas. Contra apenas 29% que referiram ter uma “Opinião Pouco Positiva” ou mesmo Negativa, das referidas obras.

A terceira questão que pusemos aos nossos visitantes tem a ver com as sempre difíceis “relações transfronteiriças, Marvão/Valência”.
Muito pouco se falou sobre esta temática e, certamente, muito haverá para debater no futuro. Nem tão pouco se debateu a tal célebre “Ponte das Castelhanas”, que reduziria em meia dúzia de quilómetros o trajecto Areias-Valência.

Para já fica opinião inequívoca dos nossos visitantes sobre esse relacionamento.
Assim, 81% consideram que seria vantajoso para o concelho investir nesse relacionamento, ficando por debater para o futuro, “sobre quê e o como”.

Como se pode ver no Quadro 3 responderam a esta questão 32 visitantes do Fórum.

Por último a questão, cujos resultados se revelaram uma verdadeira surpresa e que nos devem por a reflectir no futuro.
Como podemos verificar no Quadro 4, perante a questão posta aos os nossos visitantes de que “Se pudessem «optar» se escolheriam viver em Marvão? A maioria 55% respondeu que Não, num total de 36 visitantes.

Que razões estarão por detrás destas opiniões? Que se passa ou tem passado no concelho, que leva estes “visitantes”, que quando postos perante a “opção” de viver em Marvão, preferem outros locais?
Porque perdeu Marvão nos últimos 40 anos, metade da sua população?
Que leva os marvanenses para fora da sua terra?

Numa outra perspectiva, também aqui foram lançadas pelos frequentadores do Fórum, algumas propostas sobre iniciativas simples de dinamização da vida marvanense, entre as quais salientamos:

- Propor ou organizar Sessões de Leitura em diversas localidades do concelho (Luísa Garraio).
- Organização de passeios/caminhadas por todo o concelho, com regularidade (Dai).
- Propor organização de exposições com os “criadores” do concelho (Luísa Garraio e João Bugalhão).
- Incentivar relações transfronteiriças, com a divulgação sempre em duas línguas das iniciativas marvanenses, tal como na “Festa do Bacalhau” (Luís Bugalhão).
- Acompanhar os eventos culturais “sobretudo os gastronómicos”, com mostras do nosso folclore (Alexandra).

No Fórum Marvão irá continuar o debate, deste e outros temas. Estamos à sua espera e esperamos pela sua participação, sem medos e sem tabus.

domingo, 1 de junho de 2008

Centro de Artes e Espectáculos de Marvão

 gda

 anfiteatro2

Porque não apostar no futuro.

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades.

Bailaricos e similares na Sala n.º 2.

O que acham e pensam.

sábado, 31 de maio de 2008

VEM AÍ O SINTÉTICO E DEPOIS…



A Câmara Municipal de Marvão concorreu, numa derradeira hipótese, a um projecto para a modernização do Campo de Jogos dos Outeiros, em Santo António das Areias, que tem como faceta principal, além de vários melhoramentos, a colocação de um piso sintético no campo de futebol.

Esta será uma infra-estrutura desportiva que, comparando com os outros concelhos do distrito, chega bastante atrasada! Mas como eu costumo dizer:

Mais vale tarde do que nunca!

O projecto já foi aprovado e ascende a cerca de € 420.000,00, financiados a fundo perdido em 75%.

Tenho a opinião que esta infra-estrutura desportiva tem uma importância relevante para o concelho porque, actualmente, praticam futebol no Grupo Desportivo Arenense (GDA) cerca de cinquenta (50!) crianças e adolescentes.

Portanto, o GDA proporciona actividade física e, diria, cívica a cinquenta (50!) crianças deste concelho. Enfim, dá uma ajuda para que as mesmas cresçam de forma saudável (física e socialmente).

A Câmara apoia o GDA com cerca de € 5.500,00 anuais. Esta verba é idêntica à atribuída há dez anos atrás, com a diferença que agora subtrai ainda o valor das deslocações nos seus veículos. Contas feitas, o GDA recebe anualmente, em dinheiro, menos de € 2.000,00.

Só as inscrições dos jovens jogadores na Associação de Futebol ascendem a cerca de € 1.300,00 por época!

Sem me preocupar com o Crato, procurei informar-me sobre o montante que as outras Câmaras de orçamento idêntico atribuem aos seus Grupos Desportivos.

Fiquei por Castelo de Vide:

Parece que são € 1.500,00 mensais, além de disponibilizar transportes completamente gratuitos.

Para mim, chegou como termo de comparação!

Concluo que a Câmara não tem, nesta temática, uma política coerente entre o investimento que vai fazer e o apoio que (não) atribui para as despesas correntes.

E, notem, estamos a falar de equipas de crianças! Não se trata de equipas seniores com jogadores (?) e afins a ganharem dinheiro. Na minha opinião, a Câmara tinha “obrigação” de, no mínimo, patrocinar de forma total a actividade desportiva destes jovens.

Após tempos conturbados, a actual direcção do GDA, que se prepara para terminar o seu mandato, tinha merecido outro tipo de apoio. E estas crianças também.

Sobretudo elas!

Temo que vá acontecer aquilo que, no outro dia, um antigo dirigente do GDA que, há décadas, se dedica carinhosamente às camadas jovens dizia:

“Com esta falta de apoio, quando tivermos o sintético não temos equipas (pessoas) para lhe dar uso.”

Grande Abraço

Bonito Dias