terça-feira, 24 de junho de 2008

INFORMAÇÃO FÓRUM

3ª ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MARVÃO 2008

Vai realizar-se no próximo dia 27 de Junho (Sexta-Feira), no Salão Nobre da Câmara Municipal, a 3ª Assembleia Municipal de Marvão do ano de 2008, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 – Tomada de posse de um novo membro da Assembleia Municipal

2 – Informação do Presidente da Câmara acerca da Actividade Municipal

3 – 3ª Revisão ao Orçamento para o ano de 2008 e 2ª Revisão às Grandes Opções do Plano 2008/2011

4 – Contratação de um empréstimo até ao valor de 800 000 euros

5 – Proposta de Regulamento das distinções honoríficas do Município de Marvão

6 – Proposta de aprovação de geminação de Marvão com Castelo de Piauí (Brasil)

7 – Assuntos diversos

domingo, 22 de junho de 2008

Um Concelho, duas apostas para o desenvolvimento...





Marvão é um Concelho “especial”!

Digo isto… não porque seja o meu mas… porque é, de facto, diferente dos outros.

As outras terras têm, normalmente, algo que as diferencia e que se torna a sua “mais valia”, o seu motor para o desenvolvimento.

Este concelho é diferente!

Tem, desde logo, essa pérola que é a vila de Marvão. Que o diferencia de todos os outros, para o melhor e para o pior: para o melhor porque pode permitir a criação de uma dinâmica de desenvolvimento turístico única; para o pior porque, na sua limitação geográfica, não permite, como sede de Concelho, congregar infra-estruturas e vontades.

Sem me referir agora, concretamente, a essa pérola que atrai grande número de visitantes e poderá (deverá) potenciar a dinâmica turística de toda a região, parece-me que o Concelho não pode depender só disso e que apresenta, pelo menos, mais duas vertentes fundamentais para seu desenvolvimento: uma endógena e outra alicerçada na experiência de décadas. Isto, numa perspectiva de apostar em cada sítio naquilo que o mesmo tem de melhor.

Refiro-me a “desenvolvimento” pensando na criação de emprego e, portanto, na fixação de pessoas!

A primeira é a vertente turística local.

A Portagem!

A Portagem tem todas as condições naturais para se tornar no destino de eleição (no verão e não só) para Espanhóis e Portalegrenses. Precisa de ter mais oferta e, sobretudo, oferta de qualidade (por exemplo, uma marisqueira!)

E precisa de ver o seu espaço dinamizado. Essa dinamização compete não só à Câmara e à Junta mas também aos “operadores” locais que se deveriam associar nesse sentido.

Julgo que, no Verão, o espaço do Centro de Lazer deveria ter animação, pelo menos, semanal. Preferencialmente, com grupos espanhóis!

Isso permitiria à Portagem ter um afluxo crescente de visitantes (consumidores) na medida em que teria uma animação constante. Tornar-se-ia um hábito (ainda mais do que agora) ir até à Portagem.

A segunda é a vertente industrial e de pequenos negócios em Santo António das Areias. Esta “indústria”, que tão importante tem sido para o Concelho e que, agora, está em declínio, necessita de ser apoiada, reinventada e rejuvenescida.

A possível deslocalização da unidade produtiva da “Nunes Sequeira” de Borba para Santo António das Areias seria uma grande notícia para o Concelho.

Oxalá seja viável e se concretize!

Apoiar as unidades já existentes e proporcionar o desenvolvimento de outras é fulcral!

Para isso, além de outras medidas, é determinante que surja, finalmente, o tal ninho de empresas, centros de negócios, ou lá o que lhe queiram chamar!

Na próxima Assembleia Municipal (dia 27) vai a votação um pedido de empréstimo, de longo prazo, no montante de € 800.000,00. Este empréstimo contempla, sobretudo, de uma forma lógica (porque estava definido no programa eleitoral), vários loteamentos e outras infra-estruturas urbanísticas e, de uma forma menos lógica e mais discutível, a repavimentação de caminhos. (além da modernização do campo de jogos que será candidatada ao QREN e do projecto para um futuro loteamento industrial).

Fico, assim, algo apreensivo!

Em mais um empréstimo, não vejo ainda contemplada a concretização do ninho de empresas. É que já passaram ¾ do mandato e aquela que foi considerada a prioridade das prioridades no programa eleitoral teima em não ver a luz do dia.

Compreendo que não seja fácil! De facto, nenhum dos executivos anteriores conseguiu implementar esse projecto.

Contudo, também, nenhum deles nunca o assumiu como determinante…


Grande Abraço

Bonito Dias

sábado, 21 de junho de 2008

Apoio ao Comércio

Despacho nº 12254/2008 de 30 de Abril de 2008 DR 84 - Série II Emitido Por Ministério da Economia e da Inovação - Gabinete do Ministro

3.ª fase do Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio (MODCOM).
O despacho n.º 26689/2005 (2.ª série), de 5 de Dezembro, do Ministro da Economia e da Inovação, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 247, de 27 de Dezembro de 2005, com a redacção que lhe foi dada pelos despachos n.os 25595/2006 (2.ª série), de 7 de Dezembro, 24930/2007 (2.ª série), de 30 de Outubro e 12255/2008 (2.ª série), de 24 de Abril, aprovou o Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio (MODCOM), no âmbito do Fundo de Modernização do Comércio, criado pelo Decreto-Lei n.º 178/2004, de 27 de Julho, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 143/2005, de 26 de Agosto, e regulamentado pela Portaria n.º 1297/2005, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 1359/2006, de 4 de Dezembro.
Nos termos dos n.os 1 dos artigos 9.º, 17.º e 25.º do citado Sistema de Incentivos, a selecção de projectos é feita por fases, cujos períodos, entidades beneficiárias, dotações orçamentais regionais e condições específicas de cada fase são definidas por despacho do Ministro da Economia e da Inovação.
Assim, determino o seguinte:
1 - A fase de selecção de projectos, a que se referem os artigos 9.º, 17.º e 25.º do Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio, inicia-se em 15 de Maio de 2008 e tem a duração de 45 dias úteis, sendo aplicável a todas as regiões do continente de acordo com o disposto no número seguinte.
2 - A dotação orçamental para esta fase é de (euro) 20 000 000, com a seguinte distribuição regional nas respectivas áreas geográficas das direcções regionais do Ministério da Economia e da Inovação:
Norte - (euro) 5 900 000;
Centro - (euro) 3 100 000;
Lisboa e Vale do Tejo - (euro) 8 200 000;
Alentejo - (euro) 1 900 000;
Algarve - (euro) 900 000.

sábado, 14 de junho de 2008

FÓRUM INFORMAÇÃO

NOTA: A parte final do original deste Post foi retirada. Embora não existindo qualquer intenção de atacar pessoas ou instituições, o Fórum Marvão reconhece, que o último parágrafo podia ser susceptível a essas interpretações, pelo que pedimos desculpa se alguém se sentiu visado, pois não era essa a finalidade desta rubrica.
O Fórum Marvão inicia hoje uma nova Rubrica denominada, “Fórum Informação”.

Neste espaço pretendemos informar os nossos visitantes, acerca de notícias que nos vão chegando sobre Marvão ou consigo relacionadas, quer através de pesquisas nossas, quer através do que outros tenham noticiado e que cheguem ao nosso conhecimento. Simultaneamente, pretendemos lançar o debate sobre essas notícias, por todos aqueles que frequentem o Fórum.

Este espaço pretende ser isento de opinião, deixando essa parte para todos aqueles, que caso queiram usá-la, o façam através de “comentários”.

Para 1º tema escolhemos a notícia hoje divulgada pelo Jornal Fonte Nova:

NUNO LOPES É O CANDIDATO DO PARTIDO SOCIALISTA À CÂMARA DE MARVÃO, NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES EM 2009


Em reunião do Secretariado da Concelhia do Partido Socialista de Marvão, foi aprovado por unanimidade o candidato à presidência da Câmara Municipal de Marvão: engenheiro Nuno Filipe Sernache Gonçalves Lopes. A escolha do candidato teve a aprovação da Federação Distrital do Partido Socialista de Portalegre.
Nuno Filipe Sernache Gonçalves Lopes tem 33 anos. Natural de Portalegre, reside actualmente no Porto da Espada, é licenciado em Engenharia Civil, pelo Instituto Superior Técnico, e possui Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho.
Actualmente desempenha funções na Câmara Municipal de Marvão, é docente da Licenciatura de Engenharia Civil na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre, pertence à Corporação dos Bombeiros Voluntários de Marvão como Equiparado a Adjunto de Comando e é vice-presidente da Associação de Parapente da Serra de São Mamede.”
Nuno Lopes perfila-se assim como o 1º Candidato à presidência da CMM.

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Uma imagem vale mais do que mil palavras"

Passeio à Serra da Selada - Porto da Espada







Foi um dia espectacular...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

INFORMAÇÃO OU FALTA - O MUNÍCIPE/A GUARITA

“O MUNÍCIPE” foi, durante mais de uma dezena de anos, uma publicação de divulgação das iniciativas e obras levadas a cabo pela Autarquia (Câmara e Juntas de Freguesia), e simultaneamente, um elo de ligação entre todos os marvanenses.

Essa publicação chegava a quase todas as casas e famílias do nosso concelho, e era ao mesmo tempo, num concelho (talvez o único da região que não possui qualquer jornal ou outro meio de comunicação social), um dos poucos elos de ligação da diáspora marvanense, já que, quando os “deslocados ou afastados” visitavam as suas famílias, aí encontravam um meio de se informarem da evolução da sua terra e, porque não dizê-lo, do desempenho dos seus dirigentes.

Com a chegada da actual vereação ao governo da nossa autarquia, todos nós pensámos, que fazendo parte dela dois elementos que tinham estado no projecto do último jornal do concelho “O Altaneiro”, que o “Munícipe” não só continuasse, como poderia melhorar a sua qualidade, sobretudo, porque tendo no seu elenco governativo, uma pessoa dinâmica e empreendedora como é Pedro Sobreiro ( licenciatura em jornalismo) e um apaixonado pela comunicação social.

Mas o que aconteceu foi o contrário, o pobre “Munícipe” desapareceu.

Ainda teve uma ténue substituição por um seu “irmão” mais novo, a “Guarita”, mas desde aí, e já lá vão 3 anos, que os dois desapareceram do nosso convívio.

Explicação pública não houve.

Quando questionado na Assembleia Municipal sobre o porquê do desaparecimento da publicação, o Presidente da Autarquia invocou como razão para o desaparecimento do boletim, contenção de custos.

Madalena Tavares, anterior vereadora responsável pela publicação do “Munícipe” disse à Assembleia, que os custos com cada Edição, ficava na altura, apenas por 1 000 Euros, o que daria com 4 publicações por ano, um total de 4 000Euros.

Perdeu-se assim, em nossa opinião, mais um elo de ligação entre os marvanenses. Como ao longo dos tempos, outros se têm perdido.

Com um movimento associativo moribundo, com poucas iniciativas sociais, o marvanense, fica assim, cada vez mais isolado, entregue à intoxicação televisiva e ao cultivo da intriga e mal dizer.

No caso do desaparecimento do Boletim Municipal, pelo módico custo de 1 Euro/Munícipe/ano (2 cafés).

Valerá a pena a poupança?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Choças do Concelho de Marvão

(Aguarela de Hermínio Felizardo)
Na semana passada, enquanto arrumava uma estante com livros, deparei com um ensaio sobre Construções primitivas em Portugal. Este volume é uma reedição elaborada em 1994, de um livro publicado em 1969, pelo Centro de Estudos de Etnologia / Instituto de Alta Cultura.
O objectivo primordial, desta iniciativa editorial, era (...) “estudar as formas mais simples de construção existentes no nosso país, as quais aproveitam em geral os materiais locais, segundo processos mais ou menos elaborados, mas de tipo arcaico e alheios a princípios propriamente tecnicistas “ .
“ o primitivismo destas construções não significa, no entanto que elas correspondam necessariamente aos níveis sociais inferiores, mas sim, designadamente dos casos mais característicos, a certas actividades particulares, por sua natureza rudes e duras, como era o caso dos abrigos de pastores . “

Considerei pertinente transcrever aqui alguns excertos da obra em causa, atendendo ao facto, desta falar de um património rico e com bastante interesse que está em vias de desaparecer do Concelho de Marvão . O património de um Concelho não se deve circunscrever às muralhas do castelo.

(...) “ No Alentejo, a construção com cobertura cónica de materiais vegetais, de planta circular, assente num muro de pedra, geralmente em seco, é muito frequente. (...) No distrito de Portalegre, este tipo de edificações, toma particular relevo; além de múltiplos casos em Alpalhão, Crato etc., encontrámo-lo com a maior frequência por toda a Serra de S. Mamede, no Concelho de Marvão, onde se encontra um conjunto notável de construções em falsa cúpula (as choças), e sobretudo na povoação de Cabeçudos, que pela originalidade dos aspectos que apresenta, descreveremos em pormenor, através de um estudo que dela fez Jorge Dias em 1948 “.

“A aldeia de Cabeçudos, do Concelho de Marvão encontra-se meio oculta na encosta de um vale de ligeiro declive. (...) A aldeia não oferece recursos agrícolas ou industriais aos seus habitantes, que se dedicavam principalmente ao contrabando, visto que estão a poucos quilómetros da fronteira: As casas acham-se disseminadas ao acaso, umas abaixo, outras acima, quase sem formar as ruas ou praças, frequentes nas pequenas aldeias alentejanas “.

(...) “As pessoas da região, algumas não muito velhas, como o negociante Manuel Carrilho, disseram que na sua infância havia somente uma ou duas Casas de planta rectangular, todas as demais vivendas do povoado, eram de planta redonda e de cobertura cónica. Na data em que Jorge Dias a visitou, na aldeia havia mais de vinte edificações deste género, das quais, quatro eram habitadas por famílias que ali cozinhavam e viviam, mas não dormiam; duas eram vivendas completas, onde decorria toda a vida doméstica dos seus proprietários “.

“ O tipo mais antigo, pode dizer-se inteiramente redondo, se não olhar-mos às imperfeições de natureza manual. “(...) A construção não tinha alicerces e erguia-se sobre qualquer superfície plana de rocha granítica, que aflora por todas as partes “.

Atendendo ao facto deste estudo ser bastante completo e pormenorizado, não vou aqui transcrevê-lo na integra, sob pena do texto se tornar demasiado “ massudo “ : Dada no entanto a importância que o tema em apreço poderá ter, para futuros estudos, inerentes ao conhecimento do Património do Concelho de Marvão, não queria deixar de transcrever ainda, uma notícia do Jornal Correio da Manhã datada de 19 – 09 – 1991, onde pode ler-se:


“ Conhecidas por sochas, devido à influência da língua castelhana, as choças são construções de carácter popular, características do Alentejo que constituem mais um pedaço da nossa história que morre lentamente por falta de cuidado e interesse pelo passado: Como explicou ao correio da Manhã, Jorge Oliveira, Professor da Universidade de Évora, a técnica necessária à construção deste tipo de edificação é rudimentar, mas muito eficiente e cuja tradição remonta à idade do ferro, ou seja a mais de dois mil anos atrás. Utilizadas, como arrecadação junto às terras de cultivo e mesmo como protecção para as colheitas e gado, estas edificações também serviam como habitação do povo alentejano. (...) Sendo conotadas nas últimas décadas como símbolos de pobreza, as choças foram sendo abandonadas ou transformadas. Hoje em dia, da maior parte delas só resta a estrutura pétrea.

Quem visitar, em especial, os concelhos de Castelo de Vide e Marvão, ainda pode ver algumas choças, mas o desaparecimento destas construções tradicionais que parecem ser testemunhas vivas das habitações pré – romanas, tem sido vertiginoso e o seu estudo e registo esquecido por todos.”

Se as choças pudessem falar, certamente libertariam o seguinte grito de revolta:

- Mantenham-nos de pé porra!

MARCAS DO PASSADO 1







MARCAS DO PASSADO 2






MARCAS DO PASSADO 3



segunda-feira, 2 de junho de 2008

BALANÇO DO 1º MÊS

Caros frequentadores do Fórum Marvão, chegámos ao final do mês de Maio, primeiro mês deste Projecto que foi para o “ar” no passado dia 7.

Se tivéssemos o atrevimento de fazer alguma avaliação precoce, desta primeira vintena de dias da vida do Fórum, poderíamos ser levados a afiançar que esta ideia podia ser considerada um êxito, em relação às expectativas daqueles que estiveram na origem deste projecto.

Ao longo deste período de “pós nascimento”, mais de 1 000 visitantes transpuseram estas portas, numa média de 50 visitantes/dia, em que, cada um destes fez cerca de 3 entradas/dia, nesta “casa” que é de todos.

A todos muito Obrigado pela visita e voltem sempre.

No entanto, da nossa experiência de vida, sabemos perfeitamente que as avaliações não devem ser feitas no início das coisas (a nós ainda nem nos caiu os restos do cordão umbilical), mas sim no fim e, por isso, esta curiosidade que parece ter existido da vossa parte nestes primeiros dias, tem que ser sempre renovada e este grupo de amigos espera contar com a vossa confiança e colaboração, para podermos realizar os objectivos que traçámos.

Num breve balanço, podemos constatar que existe “massa” para o arranque, como o atestam os 18 Posts publicados e os 125 comentários feitos.
Aqui trouxemos diversos assuntos da nossa vida em comum, desta comunidade que são os marvanenses. Da vida social e política ao humor, da arte à poesia, do sério ao nem por isso. Se mais não dissemos, é porque também somos limitados.
Mas sobretudo houve seriedade e respeito. Embora não tenhamos que estar sempre de acordo e façamos um aceso debate de ideias e opiniões.

Para auscultarmos as vossas e nossas opiniões, sobre alguns dos assuntos que aqui trouxemos a debate, lançámos 4 perguntas simples, sobre os temas que aqui tratámos e das quais, convém, agora analisar. Sem que estas se tornem demasiado vinculativas da opinião dos visitantes, e muito menos dos marvanenses, pois temos o conhecimento científico suficiente, para daí não tirarmos extrapolações abusivas.

A primeira questão que pusemos aos nossos visitantes, teve a ver com um dos Projectos mais falados, não só em Marvão, mas também em todo o país, e estava relacionada com a Candidatura de Marvão a Património Mundial, um processo que se desenvolveu nos últimos 10 anos e acabou por ser retirada a candidatura, porque existia a ameaça de que se fosse “chumbada”, não se poderia voltar a elaborar outra.

Pensamos que muito ficou por dizer acerca deste assunto. Apesar de ameaças de se contarem algumas das “peripécias” em que se viu envolvido este Projecto. O facto é que se acabou por dizer muito pouco e este assunto continuará envolvido no tal “tabu marvanense”, como referiu Fernando Bonito.

Para a história deste tema, ficam alguns dados como o provável “milhão de euros” gastos com esta campanha (João Bugalhão). Ou o entrar numa nova aventura (Adesão à NaturTejo/Geopark), com novos custos e sem implicar a comunidade marvanense, sem que se tenha feito uma séria avaliação desta (Luís Bugalhão). Ficando ainda no ar a discussão sobre qual o tipo de Turismo que interessará a Marvão (Jorge Miranda/Fernando Bonito).

Quanto ao nosso inquérito, como se pode verificar no Quadro 1, responderam 45 Visitantes. A maioria 65% respondeu que, mesmo apesar de não concretizada, consideravam este Projecto “Importante” ou mesmo “Muito Importante” para o concelho.

Sendo no entanto de referir, que para 35% da nossa amostra de visitantes esse Projecto não teve avaliação positiva.

A segunda questão que efectuámos teve a ver com o mais caro projecto realizado em Marvão,
“As obras das Infra-estruturas Subterrâneas da Vila de Marvão”, obras essas que tiveram custos superiores a 2 Milhões de Euros, programadas pelo Executivo de Manuel Bugalho, mas realizadas na sua totalidade pelo Executivo de Vítor Frutuoso.

Foram grandes as polémicas que envolveram estas obras, desde os transtornos que causaram a toda a população da vila, as mudanças de eventos que tiveram que se fazer para outros locais do concelho, coisas mal projectadas, as célebres “caixas de plástico” da EDP e os “palanques para os caixotes do lixo” (como referiu António Garraio), os poucos lugares de estacionamento, etc. Muitos custos acrescidos, e alguns mesmo políticos, que ficarão para o futuro.

O facto é que nada se faz sem custos e a “OBRA” aí está quase terminada, e esta parece que valeu a pena para a grande maioria dos nossos 31 Visitantes.



Como se pode verificar no Quadro 2, com 71% a terem uma “Opinião Positiva” das obras efectuadas. Contra apenas 29% que referiram ter uma “Opinião Pouco Positiva” ou mesmo Negativa, das referidas obras.

A terceira questão que pusemos aos nossos visitantes tem a ver com as sempre difíceis “relações transfronteiriças, Marvão/Valência”.
Muito pouco se falou sobre esta temática e, certamente, muito haverá para debater no futuro. Nem tão pouco se debateu a tal célebre “Ponte das Castelhanas”, que reduziria em meia dúzia de quilómetros o trajecto Areias-Valência.

Para já fica opinião inequívoca dos nossos visitantes sobre esse relacionamento.
Assim, 81% consideram que seria vantajoso para o concelho investir nesse relacionamento, ficando por debater para o futuro, “sobre quê e o como”.

Como se pode ver no Quadro 3 responderam a esta questão 32 visitantes do Fórum.

Por último a questão, cujos resultados se revelaram uma verdadeira surpresa e que nos devem por a reflectir no futuro.
Como podemos verificar no Quadro 4, perante a questão posta aos os nossos visitantes de que “Se pudessem «optar» se escolheriam viver em Marvão? A maioria 55% respondeu que Não, num total de 36 visitantes.

Que razões estarão por detrás destas opiniões? Que se passa ou tem passado no concelho, que leva estes “visitantes”, que quando postos perante a “opção” de viver em Marvão, preferem outros locais?
Porque perdeu Marvão nos últimos 40 anos, metade da sua população?
Que leva os marvanenses para fora da sua terra?

Numa outra perspectiva, também aqui foram lançadas pelos frequentadores do Fórum, algumas propostas sobre iniciativas simples de dinamização da vida marvanense, entre as quais salientamos:

- Propor ou organizar Sessões de Leitura em diversas localidades do concelho (Luísa Garraio).
- Organização de passeios/caminhadas por todo o concelho, com regularidade (Dai).
- Propor organização de exposições com os “criadores” do concelho (Luísa Garraio e João Bugalhão).
- Incentivar relações transfronteiriças, com a divulgação sempre em duas línguas das iniciativas marvanenses, tal como na “Festa do Bacalhau” (Luís Bugalhão).
- Acompanhar os eventos culturais “sobretudo os gastronómicos”, com mostras do nosso folclore (Alexandra).

No Fórum Marvão irá continuar o debate, deste e outros temas. Estamos à sua espera e esperamos pela sua participação, sem medos e sem tabus.

domingo, 1 de junho de 2008

Centro de Artes e Espectáculos de Marvão

 gda

 anfiteatro2

Porque não apostar no futuro.

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades.

Bailaricos e similares na Sala n.º 2.

O que acham e pensam.

sábado, 31 de maio de 2008

VEM AÍ O SINTÉTICO E DEPOIS…



A Câmara Municipal de Marvão concorreu, numa derradeira hipótese, a um projecto para a modernização do Campo de Jogos dos Outeiros, em Santo António das Areias, que tem como faceta principal, além de vários melhoramentos, a colocação de um piso sintético no campo de futebol.

Esta será uma infra-estrutura desportiva que, comparando com os outros concelhos do distrito, chega bastante atrasada! Mas como eu costumo dizer:

Mais vale tarde do que nunca!

O projecto já foi aprovado e ascende a cerca de € 420.000,00, financiados a fundo perdido em 75%.

Tenho a opinião que esta infra-estrutura desportiva tem uma importância relevante para o concelho porque, actualmente, praticam futebol no Grupo Desportivo Arenense (GDA) cerca de cinquenta (50!) crianças e adolescentes.

Portanto, o GDA proporciona actividade física e, diria, cívica a cinquenta (50!) crianças deste concelho. Enfim, dá uma ajuda para que as mesmas cresçam de forma saudável (física e socialmente).

A Câmara apoia o GDA com cerca de € 5.500,00 anuais. Esta verba é idêntica à atribuída há dez anos atrás, com a diferença que agora subtrai ainda o valor das deslocações nos seus veículos. Contas feitas, o GDA recebe anualmente, em dinheiro, menos de € 2.000,00.

Só as inscrições dos jovens jogadores na Associação de Futebol ascendem a cerca de € 1.300,00 por época!

Sem me preocupar com o Crato, procurei informar-me sobre o montante que as outras Câmaras de orçamento idêntico atribuem aos seus Grupos Desportivos.

Fiquei por Castelo de Vide:

Parece que são € 1.500,00 mensais, além de disponibilizar transportes completamente gratuitos.

Para mim, chegou como termo de comparação!

Concluo que a Câmara não tem, nesta temática, uma política coerente entre o investimento que vai fazer e o apoio que (não) atribui para as despesas correntes.

E, notem, estamos a falar de equipas de crianças! Não se trata de equipas seniores com jogadores (?) e afins a ganharem dinheiro. Na minha opinião, a Câmara tinha “obrigação” de, no mínimo, patrocinar de forma total a actividade desportiva destes jovens.

Após tempos conturbados, a actual direcção do GDA, que se prepara para terminar o seu mandato, tinha merecido outro tipo de apoio. E estas crianças também.

Sobretudo elas!

Temo que vá acontecer aquilo que, no outro dia, um antigo dirigente do GDA que, há décadas, se dedica carinhosamente às camadas jovens dizia:

“Com esta falta de apoio, quando tivermos o sintético não temos equipas (pessoas) para lhe dar uso.”

Grande Abraço

Bonito Dias



sexta-feira, 30 de maio de 2008

bons genes há-os em todos os quadrantes, mas são os maus que fazem a diferença

Quadrantes


Rosmaninho cheiroso tremendo

Ao vento impetuoso resistes

És dos rasteiros e vais sofrendo

Contra regras ancestrais insistes


Giestas, xaras, fetos, e daninhas

D’encontro em conflito a elas vais

Como se não bastasse as modinhas

Ainda te arrastam p’rós arraiais


Nas procissões, pisadelas levas

Com homem vaidoso, na orelha

Competes na cozinha com as ervas

E com a caçada fazes parelha


No MARVÃO puro e imponente

Suas lindas paisagens azulecem

Teu frondoso aroma está presente

Até naqueles que te esquecem


Quem cá de dia ou de noite

Abra, feche ou cerre os olhos

A murro, pontapé ou a açoite

(P’ra mim és e serás sempre)

Rosmaninho aos molhos


Diferenças


O Chibo c’os cornos ao sol

O Gato desperta avareza

Grita no arvoredo o Rouxinol

O Burro passeia sua nobreza


O Ouriço á espera está

Que o vento dê um abanão

Se não apostas no “cá cá”

Para onde caminhas MARVÃO


A Toupeira apesar de cega

Escondida pelo chão anda

Não dá mão a quem a pega

Mas é,

quem nas entranhas manda


Roubando o nobre semeador

De horta em horta vagueia

Anda mirrado o agricultor

Com quem lhe saca o que semeia


Trigo roxo, trigo estio

Milho regado e sachado

Anda o sol doentio

Com maleita e acamado


A Lua também torta marcha

P’rá direita e p’rá esquerda

A tiros de lápis e borracha

(P’ra ti fazes e farás sempre)

Porcaria, caca, trampa e merda



Assina

Cmotalança

terça-feira, 27 de maio de 2008

Marvão não é só Marvão...


Peço desculpa por este titulo, mas não posso deixar cair em esquecimento as pequenas localidades que fazem parte do nosso concelho.

Marvão é e será sempre Marvão, pela sua singularidade, a sua beleza, o seu encanto, a tranquilidade da sua paisagem...

Mas, e a minha terra, a aldeia macaca como eu lhe chamei há muitos anos...

Era no tempo de escola, onde vir para a parvalheira da minha terra era um suplicio todos os dias, o que hoje se torna perto, para quem se desloca de carro, era de morte (e ainda o é) para quem tinha que vir de camioneta da carreira. Vinha para o fim do mundo, não tinha lá nada... Pensava eu!


Hoje porém, tenho tudo, a minha familia, os encantos das suas ruas, as suas calçadas, o sossego, o cantar dos passarinhos, as belissimas paisagens que descobri por entre trilhos campestres e pelas carteiras no meio das serras...

Acreditem que é reconfortante, voltar às origens todas as sextas-feiras, depois de uma semana de stress, o corre... corre do dia a dia esquece-se quando chego à minha aldeia...

Bem, disse.. disse e ainda não disse o seu nome, não é dificil de adivinhar... é o meu Porto da Espada...

Já muito escrevi sobre ele... decobri sobre ele... e gostava de partilhar com todos...

A paixão que descobri pela minha aldeia, não pode ficar só para mim...

Por ela já fiz, faço e farei sempre tudo o que puder para a fazer conhecida e reconhecida...

Deixo um desafio... para quem quiser participar... não só na minha aldeia, mas por todas as aldeias do nosso concelho... agendarmos passeios, caminhadas e partilharmos com todos, os encantos das nossas terras... do nosso MARVÃO!


Que tal? Domingos de manhã? Aceitam-se sugestões... há tantos lugares maravilhosos que gostava de conhecer...


segunda-feira, 26 de maio de 2008

Um País Pouco Dado às Matemáticas...


Isto a mim anda a dar-me cabo da cabeça!

Já não sei se sou eu que sou pouco esperto (ou mesmo completamente estúpido), se afinal nos andam a comer, a todos, por parvos.

Vem isto a propósito da “roubalheira” dos preços dos combustíveis nos últimos 3 ou 4 anos. Para não ir mais para trás…

E vou tentar ser tão simplista, quanto as básicas operações aritméticas o permitem, como o nosso Governo Central poderia reduzir o preço por litro de combustível em 30 Cêntimos. Pelo que, 1 litro de gasolina sem chumbo, passaria a custar 1.20 Euros.
O que seria um preço aceitável e sem que os “negociadores” (Estado e Empresas Petrolíferas) perdessem dinheiro em relação a 2004.

Então vejamos:

Em 2004, um litro de gasolina sem chumbo, custava cerca de 1 Euro.
Deste Euro, 60% (IVA + ISP) ia parar ao bolso dos cobradores de impostos de então, ou seja 60 Cêntimos.

Hoje, 1 litro da dita custa aproximadamente 1.5 Euros.
Deste, 60% (IVA + ISP), vai para o bolso dos actuais cobradores de impostos, ou seja 90 Cêntimos.
Isto é, mais 30 Cêntimos do que em 2004.

Resumindo, se o actual Governo Central se contentasse com os mesmos 60 Cêntimos, como em 2004 (o que já não é pouco), este povo martirizado com impostos agradeceria, e cada litro de “gasosa”, passaria a custar cerca de 1.20 Euros, que é o mesmo que na nossa vizinha Espanha.

Claro que os portugueses que agora andam a abastecer em Espanha, nomeadamente os marvanenses, abasteceriam cá e diminuiria a fuga de capitais para o estrangeiro.


Espero com este simples artigo, contribuir para que os frequentadores do Fórum tomem consciência sobre quem são os beneficiários dos aumentos dos produtos petrolíferos.

domingo, 25 de maio de 2008

quem não tem cão...



Respirar Marvão

O olhar perde-se no horizonte...

A cada passo, na subida

sentimos o respirar da natureza,

o canto das aves invade-nos

mais e cada vez mais, mavioso

O burgo cativa-nos a entrar

e a voltar mais vezes,

sem sabermos bem porquê

O silêncio impera, e, permite-nos ouvir os sons do mesmo

E subimos ... cada vez mais

Lá no cimo, bem no alto respiramos Marvão

Até à próxima visita...

Maria

O contra -Poder

Este fórum, foi criado a pensar em Marvão, e, como é óbvio, os temas aqui abordados, devem reportar-se essencialmente às temáticas e aos problemas deste cada vez mais periférico, Concelho do Distrito de Portalegre, com todos os problemas da interioridade e de ostracismo a que tem sido votado .


Alguém disse um dia, que nenhum homem é uma ilha isolada, nem mesmo aqueles que procuram viver na mais completa indigência , têm condições de sobreviver sem as migalhas da actual sociedade de consumo em que vivemos . As terras que actualmente vivem o drama do ostracismo, do abandono , da falta de investimento e da criação de infra-estruturas, que permitam a fixação das populações, também não deveriam ser ilhas isoladas. Se chegámos a este estado de coisas, não foi de certeza por obra e graça do Espírito Santo .

Embora possa parecer redutor, a génese e o agravamento dos problemas com que se deparam regiões como a nossa, encontra-se indubitavelmente nas sucessivas políticas erradas (independentemente da cor política ) dos governos centrais que nos têm desgovernado :


É impossível falar dos problemas de Marvão, sem extrapolar para todas as considerações de Carácter conjuntural da política nacional .
Este desabafo, vem a propósito de um comentário de um dos participantes deste fórum, pessoa por quem passei a ter grande respeito pessoal e intelectual : O Luís Bugalhão . Este afirma a determinada altura que este espaço se destina a falar de Marvão e que deveríamos centrar as nossas intervenções naquilo que ao concelho concerne : Esta vontade é legítima e imbuída dos mais nobres sentimentos ; mas acontece que não deve haver temáticas estanques , se houver , estamos nós próprios a colocar-nos na situação de “orgulhosamente sós “ .


Com os meus Cartons, tenho abordado questões de política nacional ; internacional; religião ; sociedade , com especial incidência sobre o Poder político em vigor :
O Cartunista Augusto Cid disse um dia numa entrevista e passo a citar : (... ) “ Por definição o cartunista deve ser sempre um homem do contra poder, isso é óbvio : Se não for, não está a honrar a sua missão, que é criticar o poder. Embora, muitas vezes possa, também criticar a oposição” (... ) . A sátira é portanto uma espécie de contra poder, porque o poder vigente arranja sempre formas, de se auto promover . A crítica através do humor, funciona de uma forma diferente da oposição ao regime e é levada por vezes menos a sério, mas não deixa de representar o contraditório, embora não deva ser ofensiva relativamente às condutas intimas ou não comprovadas dos visados .
Devo dizer que neste momento estou a atravessar uma grande desmotivação do ponto de vista criativo . Felizmente a maioria dos ecos têm sido encorajadores . Quando deixarem de o ser, serei eu a dar o primeiro passo no sentido de acabar com isto e dedicar-me mais à família . . Para quem não saiba, estas coisas dão muito trabalho: um “boneco” que se assimila em poucos segundos, chega a demorar seis e sete horas a elaborar . Sem ressentimentos ! Hermínio Felizardo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

CONTRIBUTOS PARA O CONTRADITÓRIO...

Contributos para o Contraditório

Então aqui vai a minha opinião, sobre geoparkes (esta escrita tem a ver com o novo acordo ortográfico), iluminação pública (para melhorar a imagem), micro créditos e outras que tais…

Na teoria são muito interessantes, porque deram bons resultados em outras bandas…na prática, em Marvão, são uma treta. Porque não têm em conta o contexto, ou seja, um conhecimento do que são as gentes de Marvão e suas práticas ou modos de viver.

Habitualmente estas ideias, ou aparecem dos nossos “políticos importados”, ou de alguns “iupis” de cultura “solexpresso”, a quem lhes falta alguns km a palmilhar a prática de contrabando, ou uns dias de azeitona no Pereiro, ou uns anos de labuta de 9 horas/dia e mais 5 horas/noite de frequência escolar à sua custa, ou mesmo o odor continuado de cheiro a giesta.

A isto acresce, uma prática bem portuguesa de nos centrarmos em “avaliações de processos” e raramente se fazerem avaliações de resultados.

Quanto à iluminação pública: tenho uma crença muito própria. O concelho de Marvão está super iluminado (e com um saneamento básico vergonhoso), a maioria dessa alumiação não serve para nada, porque ninguém passa nos sítios onde ela alumia e, existem locais (como diz o Garraio), onde é necessária e não existe.
A maioria desses pontos luminosos foi colocada em tempos de “vacas gordas”, para caçar uns “votozitos” a incautos munícipes (tal como os banhos de alcatrão) e são um acréscimo de custos evitáveis. Se fosse eu a “mandar”, reduzia-os para metade e com o que poupasse faria investimentos de apoio às Instituições Associativas do concelho.

Micro-Crédito à criação de Empresas: Iniciativa de apoio ao desenvolvimento de “pequeninas” Empresas, com incentivos bancários privados e públicos, apresentada pelo Executivo e aprovada em Assembleia Municipal com urgência há mais de 2 anos.
Quantas foram criadas? Quantas existem? Para quando a apresentação da avaliação desta iniciativa?

Geopark (adesão que nos custará até dois mil e dez, 200 000Euros): Processo muito interessante do ponto de vista filosófico e dos princípios (como aqui foi apresentada pelo Bonito Dias). Do ponto de vista prático, cuido, que mais uma vez não dê em nada e que a montanha vai parir um rato.
Antes de acabar esta legislatura autárquica, irei questionar sobre os resultados desta adesão. Nomeadamente, sendo um parceria “públicoprivada”, quem foram os privados ou as empresas de Marvão que aderiram e quanto investiram? Ou será que mais uma vez andam os contribuintes a pagar para os privados arrecadarem lucros e quando toca à sua participação, primam pela ausência.
A propósito, alguém investigou ou inquiriu se os privados marvanenses estão interessados? Ou as decisões tomam-se com base na percepção (esta sem acordo ortográfico)?

Será que estes 200 000 Euros (e mais 25 000/ano) não teriam outras prioridades em Marvão?

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Fiesta del Bacalau – Espanha: uma solução aqui ao lado…

Está a decorrer a “I Fiesta del Bacalau”- uma quinzena gastronómica no concelho de Marvão, promovida pela Câmara.

Este formato de iniciativa não é pioneiro em Marvão. Já existiram, por exemplo, as comidas de azeite e a quinzena do borrego e do cabrito. Tem um pormenor diferenciador que é a entrada gratuita nos museus.

Então porque o “trago” aqui?

Sendo apenas uma “pequena” iniciativa este evento materializa, no entanto, uma estratégia que considero fulcral para o concelho: a focalização no mercado espanhol.

Reparei que, à medida do orçamento disponível, foi efectuada uma promoção inteligente do evento. Com um cartaz apelativo (de fazer crescer água na boca), foi lançada publicidade, através de vários meios, em Portalegre e, mais importante, na Estremadura espanhola em que nem a televisão faltou!

Sublinho o facto da introdução da língua espanhola no cartaz e da forte publicidade na vizinha Espanha.

Fundamental!

Os vizinhos espanhóis têm, cada vez mais, uma importância crescente na economia desta região! É vê-los, ao fim-de-semana, em Portalegre, nas lojas e hiper mercados e, em massa, nas feiras mensais de Domingo.

É mesmo uma questão de “massa”!

E nós, concelho vizinho, temos de estar na linha da frente neste “intercâmbio”. Considero que qualquer evento turístico realizado na nossa terra deverá ter um “toque espanhol” e uma boa promoção na “raya”.

Realço, ainda, outro aspecto nesta matéria. Apesar de concorrentes, os restaurantes só têm a ganhar se apresentarem, para o exterior, uma oferta consertada. Alicerçada na boa gastronomia e na beleza natural deste concelho que tem marca: Marvão

Era, então, já tempo de se associarem e não estarem apenas dependentes do parco orçamento e, sobretudo, da eventual visão da Câmara…

Grande Abraço

Bonito Dias

Cultura ao preço da chuva

Frequentemente ouvimos anunciar concertos, exposições, estreias de filmes, mas tudo ou quase tudo, fica a uns kms de distância…nem sempre!!!
Também já desfrutei em Marvão de bons momentos culturais… mas hoje apenas me apetece falar de um muito especial…
Trata-se de uma coisa tão simples, tão simples que parece mentira…

Numa bela noite, em que não recordo o dia ao certo, mas durante a feira do livro, recebi um convite para participar numa coisa que se chamava, penso eu, se a memória não me falha, “Leituras Partilhadas”… Aceitei o convite, um pouco expectante sobre o que iria acontecer naquela noite, quem estaria por lá…e essas coisas…

Hoje, algum tempo depois, tenho presente que foi um dos melhores momentos nocturnos que já vivi na nossa” mui nobre e sempre leal vila de Marvão”…
Convidei duas adolescentes para me ajudarem e a leitura fez-se a três…
A partilha foi grande, e os cerca de dez participantes escolheram livros tão diferentes que o resultado foi espantoso …

Lembro-me de alguns escritores que estiveram “presentes”: José Luís Peixoto, Miguel Sousa Tavares, Sofia Mello B. Andersen, José Saramago, Sebastião da Gama…e falham-me alguns…
Saí daquela sala tão acolhedora, cheia, a extravasar mesmo…como se tivesse acabado de assistir a um dos melhores concertos da minha vida.
Por vezes, não é difícil ter bons momentos de “lazer” quando se fazem coisas tão simples como esta…
Não sei se a iniciativa continua ou se já foi enterrada…custa-me a aceitar que estejamos sempre preocupados em mudar, em inovar para que sejamos vistos com excelentes ideias…do género… nós agora temos fazer nascer outro tipo de eventos…só porque é politicamente correcto!!?? Fomos nós que implementámos…Demos nome… e por aí fora.

Penso que umas leituras partilhadas descentralizadas, sugiro: No Verão, na Portagem; Na Primavera em Santo António das Areias; No Outono/Inverno em Marvão seriam, na minha opinião, momentos interessantes…e leitores jovens, menos jovens estariam disponíveis para em regime de voluntariado, note-se bem!!! …animarem alguns serões diferentes e enriquecedores…

A Cultura afinal , também está aqui tão perto!!!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Se falta saber, o sentimento...

Por ti Marvão

Ah Marvão, terra agreste,
dos canchos e das tapadas,
dos caminhos, das levadas,
tanto de bem me fizeste!
Por entre folhagens perenes,
com montanhas e com flores,
até com imberbes amores,
doados pelos meus genes...

Ah, altaneiro Marvão!
No meu sangue tuas gentes.
Azinhos, sobros, pingentes,
domados p'lo gavião,
fazem de ti raiano,
(entr'olivais e vimeiros,
lidados por jornaleiros)
gelado, frio, magano!

Quanto de ti Marvão,
da Asseisseira ao Pereiro,
da aloja ao palheiro,
te resta sem ser no chão?
Que padrinhos, manageiros,
que novos velhos-patrões,
donos teus e dos ganhões,
colhem ora teus castanheiros?

Velho e alto Marvão...

Que é feito dessa raça,
dessa mulher, desse homem,
desses que da terra comem,
p'la tenrura da rabaça?
Que é feito dessa casta
qu'a linha tomou d'assalto,
levando ovos, café, tabaco,
e agora, velha, se arrasta?

D'aqui saiu o grão-mouro,
p'r'áqui chegou o cristão.
Mas então, porque razão,
não te agarras ao touro,
não esmagas o texugo,
não sufocas a toupeira,
não repousas da canseira,
não desprezas o verdugo?

... que é feito de ti Marvão,
que não sais d'onde eles'tão?

Lisboa, 15MAI08

Um aeródromo em Marvão!?!?

Por muito que critiquemos o Sócrates y sus muchachos, por mais que ele insista em levar este país afundado cada vez mais ao fundo, tomando medidas pseudo-economicistas que diariamente despem mais o interior do país e abrem mais brechas entre a nossa terrinha e a malta da Lísbia... ele há coisas e iniciativas do nosso “primeiro” que são muito louváveis e que a todas as luzes contribuirão para o tão ambicionado desenvolvimento do interior.

Uma dessas medidas é o novo aeródromo de Marvão, obra faraónica que até à presente data foi mantida no segredo dos deuses, mas que já tinha sido projectada há uma meia dúzia de anos, aquando da elaboração do projecto da Obra das infra-estruturas subterrâneas da Vila de Marvão.

A muito boa gente estranhou que fosse necessária a criação de raiz de uma nova iluminação pública na Vila. Reconheço que eu fui um dos surpreendidos... até saber o que realmente estava por detrás de tudo isto.

Porque é que tínhamos de substituir os candeeiros? Porque é que se tinha que reduzir significativamente o seu número, se ele já era insuficiente? Continuaria a senda de descaracterização da Vila, depois das célebres caixinhas da EDP e dos palanques para os caixotes do lixo??

Todas estas dúvidas, se dissiparam quando entrou em funcionamento a nova iluminação.
Desde a curva da GNR até às portas de Rodão, ao longo de toda a avenida, foram colocados mais de 40 pontos de luz, alguns deles escondidos dentro das ramagens das árvores, permitindo que a partir de agora, aeronaves de pequeno porte possam aterrar neste espaço, e proporcionando, deste modo, uma aproximação entre o litoral e o interior que desenvolverá o turismo e o nosso tecido empresarial de forma inusitada.
É o novo aeródromo de Marvão!! Lindo!!!

O preço a pagar é que, enquanto fora das muralhas a iluminação permite que se jogue ao xito até às cinco da matina, lá dentro, onde se esqueceu, mais uma vez, que ainda vivem algumas alminhas, os pontos de luz continuam a pecar pela insuficiência e há ruas que nem um candeeiro têm.

Mais um trabalhito exemplar, desenvolvido pelo GTL com que o ex presidente nos brindou.

Olé tus huevos!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Atão, pás???

É com muita surpresa e um bocado de desilusão que entro aqui, dia sim, dia sim, e vejo que dia sim, posts não.

Atão onde está a malta do Pino, esses espíritos sedentos de barómetros cibernéticos que avaliem a pressão da massa cinzenta marvanense?

Onde está o grupo de seus convidados, potenciais mentes acima da média, que aportariam luz, experiência, saber e cultura a este local?

Escrevam, senhoras e senhores. Escrevam.

Sinto-vos inibidos. Dispam-se os casacos da vergonha, as calças e saias dos preconceitos e sentem-se à vontade nos sofás desta tertúlia, que bem precisa de ser animada.

Façam posts. Sintam-se escritores. Faz bem ao ego. Eu adoro quando me dizem que escrevo bem. Sorrio, agradeço e faço que acredito numa coisa que o meu nível de exigência nunca admitiria.

Portanto, vamos lá a dinamizar isto um bocadinho. Sem entrar em competições de quem vai brilhar mais ou menos, é preciso quebrar o gelo e começar a dar tacadas (infelizmente, as que mais gosto de dar, as de golfe, não se podem dar, como seria desejável...) nos sistemas e nos anti-sistemas. Que tudo seja por Marvão.

Eu prometo trazer alguns assuntos à baila, ainda esta noite. Só que a minha filha está-me a chagar a miolêra que quer ir um bocadinho ao messenger. E como filha única, lá terá que ser...

Inté...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Portagem para São Bento


No "colo dos penedos "

No fim de semana passado, recebi em casa um amigo de longa data, natural do Porto e que trouxe outros amigos também. Ficaram fascinados com as belezas naturais ; com o património arquitectónico e construído; com o casario ainda caiado ou pintado de branco imaculado, do Norte Alentejano.
Por vezes somos tentados, ainda que motivados por interesses construtivos, a dizer mal da nossa terra, do nosso país ou até da nossa própria família, mas quando vem alguém de fora e tece conjecturas e adjectiva de forma negativa sobre aquilo que nos é mais querido, não raras vezes, ripostamos com igual veemência ainda que intimamente saibamos que esses juízos podem encerrar verdades indesmentíveis.
Relativamente ao exposto, o recíproco, também é verdadeiro : quando alguém reconhece os méritos das coisas ou das pessoas que mais estimamos, sentimo-nos confortados, pois sabemos, que regra geral, quem olha de fora para dentro, sem o lado emotivo a toldar-lhe os sentidos, vê com mais clareza. Vivi cinco anos em Portimão; sete no Porto e dois em Lisboa, mas sempre que podia, regressava a casa com a mesma ansiedade e nostalgia que sente um emigrante, exilado num país a milhares de quilómetros do seu torrão Natal . Vinha quase sempre de comboio e demorava quase um dia de viagem, apesar do “Ramal de Cáceres”, ainda estar na altura activo e para durar . Tinha sempre o meu pai à minha espera… até um certo dia, na estação da Beirã ( ou Beiram, como sugeriu brilhantemente o amigo Garraio ) .
Adoro a minha terra e consigo perdoar-lhe os defeitos, apesar de já ter tido oportunidades profissionais noutras paragens, que até me poderiam ter subtraído ao anonimato, mas tenho a certeza que não conseguiria viver o resto da vida noutro sitio qualquer : sinto necessidade do cheiro da giesta e do rosmaninho em flor; gosto de descansar no “colo dos penedos”; gosto do vento suão que nos agride a pele. Quem nasceu à beira mar, não consegue passar sem ele . Eu nasci nos Cabeçudos, rodeado de penedos graníticos agrestes, cujos espaços circundantes são polvilhados por giestas, rosmaninho e ancestrais sobreiros . Os cheiros deste tipo de flora, invadem-me os sentidos e são a minha brisa marítima .

sexta-feira, 9 de maio de 2008

POR ONDE COMEÇAR?


Em 1997, Manuel Bugalho é eleito presidente da Câmara Municipal de Marvão e com ele, traz um Projecto: elevar Marvão a Património Mundial, com a finalidade de, através desta promoção, pôr Marvão nas rotas do turismo mundial, fazendo dessa aposta, a sua principal prioridade política nos dois mandatos em que esteve à frente da autarquia marvanense.

Quis o destino, ou o vagar que os portugueses dão às resoluções das coisas, que só em 2006, um qualquer departamento do Governo Central, viesse aconselhar a autarquia marvanense, então já com nova Vereação presidida por Vítor Frutuoso, a retirar a candidatura, pois esta corria sérios riscos de não ser aceite pela UNESCO, ou por outras palavras, para ser mais abrangente, ser chumbada.

Não me vou debruçar muito sobre o “processo” percorrido em quase uma década em que durou o Projecto, certamente, haverá por aí alguém, que será capaz de o explicar por dentro muito melhor do que eu, que fui um mero espectador, mais ou menos atento.
O que eu gostaria de trazer aqui à análise e discussão, são alguns dos resultados desse Projecto político, independentemente, da opinião que dele se tenha, e qual a importância do impacto que teve sobre a vida dos marvanenses.

António Garraio, diz-nos na sua primeira intervenção neste Blog que “esse foi um tema muito importante na vida do Concelho, uma história muito mal contada, com um aproveitamento político indecente, e o fim ainda não está completamente esclarecido.”

Concordo perfeitamente com meu caro amigo, mas porque não começar aqui e agora a discussão sobre a coisa?
É minha opinião, que o deveríamos fazer. E porque não começar, meu caro Garraio?

Se o não fizermos, corremos o risco de passar à história, como aquilo que José Gil designa, pela “não-inscrição” de factos ou acontecimentos,na consciência colectiva dos marvanenses.
Se não formos ao âmago da coisa e nos ficarmos mais uma vez pela superficialidade, por um sacudir de responsabilidades, pelo esquecimento, pelo “não luto”…, estaremos a contribuir para passarmos, rapidamente, para outra aventura. Correndo-se o risco, de mais uma vez, desbaratarmos os escassos recursos que vamos tendo, com poucos ou nenhuns proveitos, como parece ser o caso do actual Projecto de adesão à Natur Tejo/GeoPark.

Por mim lanço aqui diversas questões que poderíamos debater, tais como:

- O que é que falhou para que o Projecto não tenha sido concretizado?
- Estão os marvanenses esclarecidos sobre os resultados do Projecto?
- Quem teve as maiores responsabilidades? O poder local ou central?
- Será Marvão, para o mundo, esse sítio de características únicas?
- Foi o Projecto bem liderado e tinha uma candidatura consistente e bem fundamentada?
- Quanto custou esse Projecto aos marvanenses? Os proveitos superaram os custos?
- Quem contou mal história? A quem aproveitou politicamente?
- Valerá a pena relançar a Candidatura? E em que moldes? Ou o Projecto está morto, enterrado e vamos assumir colectivamente o fracasso e assumir responsabilidades?

…ou vamos ficar à espera de mais um “conto do vigário”, ou que a árvore dê as “patacas” que nos faltam?

João Bugalhão

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Champagne e bolinhos

 

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E HOUVE VONTADES!

Há tempos dizia:

“…Numa terra em que não existe qualquer publicação (jornal ou outra), onde não há espaço para a troca de ideias e para a crítica construtiva, onde o debate não se faz (ou faz-se apenas nas tascas reais), onde a massa crítica escasseia este “FÓRUM VIRTUAL” poderia ser algo positivo. E dar um pequeno contributo para “abanar” Marvão!...”

“…Penso, também, que seria um tema que despertaria interesse aos Marvanenses, quer aos residentes quer aos por aí “espalhados” (cujas diferentes experiências e visões seriam muito importantes) …”

“...Assim haja vontades...”

E houve vontades. Ainda bem!

A equipa agora constituída (em que todos os elementos são pilares com igual estatuto e importância) parece-me que tem a quantidade, qualidade e heterogeneidade suficientes para dar consistência a este projecto e possibilitar ao mesmo atingir aquilo a que se propõe.

E o ideal será que muitos outros se envolvam, também, permitindo que o “Fórum Marvão” possa ir perdurando, independentemente de vontades individuais!

Apelo, sobretudo, a que se faça o contraditório, através de comentários às diferentes intervenções. Do contraditório nasce o debate. E isso é que será enriquecedor.

Este blog é um espaço de cidadania!

Nesta primeira intervenção gostaria de deixar uma nota prévia:

Mesmo no período em que residia a 300 kms de distância do meu concelho (Marvão) sempre me senti envolvido no seu percurso. Informava-me do que nele se passava e emitia opiniões, mais ou menos públicas, sobre aquilo que eu considerava importante para o seu desenvolvimento.

Foi por isso (pelas ideias e opiniões) que, mais tarde, fui convidado a integrar, como independente, a lista do PSD à Assembleia Municipal. Como acreditava no projecto aceitei, tendo como único intuito disponibilizar a minha pequena contribuição para o desenvolvimento de Marvão. Estou, portanto, na Assembleia Municipal de Marvão como independente (puro e duro) regendo-me apenas, e só, pela minha consciência. Opino e voto, em cada matéria, subjugado somente à disciplina por ela imposta. Sou apartidário. Não sou apolítico.

Quero com isto dizer que, neste blog, não sou mandatário de ninguém! As minhas intervenções não serão de cariz partidário. Aqui, as minhas opiniões expressarão apenas, e só, as minhas análises das situações, as minhas ideias, as minhas sensações, as minhas perspectivas…

Como a prosa já vai longa apresento, de uma forma muito genérica e simplista, a minha análise da situação actual de MARVÃO:

Pontos Fortes

Marca Marvão; Património natural, gastronómico, paisagístico, arquitectónico e arqueológico riquíssimo; Experiência de décadas na actividade industrial; Proximidade com Espanha; proximidade com a capital de distrito; Principais eventos culturais...

Pontos Fracos

Interioridade; Desertificação; Envelhecimento da população; Forte clivagem no relevo e nas mentalidades; Falta de uma sede que fosse um núcleo urbano forte e agregasse vontades; Inexistência de condições físicas e outras que facilitem a criação e desenvolvimento de unidades de negócio/investimento; Más acessibilidades; Inexistência/deficiência de infra-estruturas sociais, culturais, desportivas e recreativas...

Ameaças

Crescimento da desertificação; Desaparecimento das unidades industriais de Santo António das Areias; Saída de serviços públicos; Inexistência de iniciativa privada; Diminuição dos postos de trabalho; Situação do projecto do golfe na Portagem; Extinção do estatuto de concelho...

Oportunidades

Desenvolvimento da marca Marvão; Desenvolvimento de “produtos” ligados ao turismo de natureza; Reestruturação da indústria existente; Criação de local para a instalação de pequenas unidades de negócio. Melhoramento da acessibilidade para Portalegre; Criação de nova acessibilidade para Espanha; Aprofundar o envolvimento com os vizinhos espanhóis. Parcerias ligadas ao turismo; QREN (novo quadro comunitário de apoio); Cidade da Ammaia; Golfe; Herdade do Pereiro; Termas da Fadagosa...

Eu acredito no futuro de Marvão. É uma terra com potencialidades enormes que ainda irá atrair investimentos importantes. Tem características que a distinguem de forma positiva relativamente, por exemplo, à maioria dos concelhos deste distrito. Apesar da sua interioridade, acredito que os seus pontos fortes e oportunidades, a prazo, vão suplantar os pontos fracos e ameaças e vejo, sobretudo, três vectores fundamentais para o seu desenvolvimento:

1 - Turismo de qualidade, aproveitando as suas extraordinárias características naturais e apoiado numa marca forte;

2 – Valorização e desenvolvimento da experiência acumulada (em décadas) na actividade empresarial em Santo António das Areias;

3 - Aproveitamento da localização geográfica (proximidade com Espanha)

Naturalmente, em futuras intervenções penso opinar sobre os mais variados temas. Contudo, no “pontapé de saída”, o tema óbvio era este: MARVÃO

Grande Abraço

Bonito Dias

quarta-feira, 7 de maio de 2008

AÍ ESTÁ O FÓRUM...

O “Fórum Marvão” é um espaço de debate livre e independente, criado por um grupo de amigos, que têm como ponto de partida Marvão e vão por aí…

O “Fórum Marvão” tem como principal finalidade, estimular o debate em torno do conceito “Marvão” em todas as vertentes, num concelho e num país, caracterizados por défice de análise e crítica social sérias, centradas na “coisa pública”.

O “Fórum Marvão” pretende assim, debater ideias, opiniões e fazer o seu contraditório, com base no respeito e na tolerância. Aqui haverá lugar para todos os temas: da política ao desporto, da poesia à musica, da vida em sociedade à sexualidade, da saúde ao consumo de drogas, do amor à felicidade, da televisão à literatura, etc., etc. A excepção, será o “ataque ou ofensa pessoal”.

O “Fórum Marvão” é um espaço de Liberdade, um dos valores que consideramos fundamentais, apenas superado pelo da Justiça. Sem Justiça a vida em sociedade não faz sentido e uma sociedade sem Justiça, torna-se uma sociedade ao sabor dos mais fortes e dos mais poderosos. Os outros valores que aqui gostaríamos de ver estimados são: o respeito pela Pessoa Humana, como valor em si mesmo; a Dignidade; a Tolerância; a Igualdade; a Amizade; a Fraternidade; a Coragem; e alguma Democracia.

O “Fórum Marvão” não pretende ser um espaço de intelectuais perfeccionistas, aqui todos poderão entrar desde que se identifiquem e respeitem as ideias dos outros, mesmo que com elas não concordem. Pretende-se, essencialmente, um espaço aberto e de troca.

O “Fórum Marvão” não pretende roubar, copiar, nem fazer mal a ninguém. Este espaço, embora simples, terá que valer por si. Ou então morrerá, tal como nasceu, sem deixar bens nem dívidas aos seus herdeiros.

O “Fórum Marvão” não se identifica com qualquer formação política e a responsabilidade das opiniões aqui expostas serão dos seus autores.

O “Fórum Marvão” brinda ao futuro…